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	<title>fisiologia |</title>
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	<title>fisiologia |</title>
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		<title>Ajustar iluminação de plantas em cultivos pode fortalecer camada protetora de frutos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2026 04:10:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo descreve os mecanismos fisiológicos que usam a luz para estimular a formação da cutícula, camada de proteção que envolve frutos carnosos como o tomate e a maçã Texto: Júlio BernardesArte: Leonor T. Shiroma Domingo, 5 de abril de 2026 Em frutos carnosos, como a maçã e o tomate, a cutícula é uma camada impermeável [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Estudo descreve os mecanismos fisiológicos que usam a luz para estimular a formação da cutícula, camada de proteção que envolve frutos carnosos como o tomate e a maçã</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Júlio Bernardes<br>Arte: Leonor T. Shiroma</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 5 de abril de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em frutos carnosos, como a maçã e o tomate, a cutícula é uma camada impermeável que serve de barreira à perda de água, protegendo contra fungos e bactérias e contribuindo com o brilho, a firmeza, a resistência e o maior tempo de prateleira. Pesquisadores do Instituto de Biociências (IB) da USP, por meio de experimentos com plantas de tomateiro, verificaram que as condições de iluminação durante o cultivo influenciam diretamente a espessura e a funcionalidade da cutícula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo descreve os mecanismos fisiológicos que conectam a captação de luz à regulação do desenvolvimento da cutícula, e foi publicado em&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1093/jxb/erag053" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo</a>&nbsp;na revista científica&nbsp;<em>Journal of Experimental Botany</em>. Os resultados mostram que atributos de qualidade em frutos carnosos são influenciados pela qualidade luminosa, que pode ser alterada por meio de práticas simples, como podas, ajuste do espaçamento das plantas e o uso de plásticos ou telas que modulam a luz.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/03/20260316-Luciano-Freschi-249x300.jpg" alt="Luciano Freschi - Homem de cabelos pretos e olhos escuros, usando camiseta preta, tendo ao fundo arbustos com folhas verdes" class="wp-image-987060" style="width:179px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Luciano Freschi – Foto: Reprodução/IB</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">“Frutos carnosos são aqueles que, ao amadurecerem, apresentam uma parte interna suculenta e macia, como tomate, maçã, manga e uva. Em termos biológicos, têm como função principal proteger e favorecer a dispersão das sementes, geralmente ao atrair animais que consomem sua polpa”, explica ao&nbsp;<strong>Jornal da USP</strong>&nbsp;o professor Luciano Freschi, do IB. “Eles são extremamente importantes do ponto de vista econômico porque fazem parte da base da alimentação humana, fornecendo vitaminas, fibras, minerais e compostos antioxidantes essenciais à saúde, além de movimentarem cadeias produtivas que abrangem o cultivo, a colheita, o transporte, o processamento e a comercialização. Dentre eles, o tomate está entre os principais frutos produzidos e comercializados, movimentando bilhões de dólares em mercados internos e internacionais, incluindo o consumo&nbsp;<em>in natura</em>&nbsp;e o processamento industrial, em polpa, molho, extratos e conservas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Freschi, a cutícula é uma camada protetora fina e impermeável que recobre a parte externa dos órgãos aéreos das plantas, incluindo folhas e frutos, sendo formada principalmente por cutina (um polímero lipídico) e ceras.&nbsp; “Nos frutos carnosos, a cutícula funciona como uma barreira física e química, que reduz a perda de água, protege contra a entrada de microrganismos, como fungos e bactérias, e ajuda a evitar danos mecânicos”, relata. “Além disso, ela influencia características importantes, como brilho, firmeza, resistência ao transporte e tempo de prateleira.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em frutos como o tomate e a maçã, a espessura e a composição da cutícula podem determinar a suscetibilidade a rachaduras, desidratação e infecções, impactando diretamente a qualidade e o valor comercial do produto, observa o professor. “Depois de colhidos, os frutos carnosos deixam de receber água e nutrientes da planta, e a taxa de desidratação passa a depender quase exclusivamente da integridade e das propriedades da cutícula”, ressalta. “Quando essa camada é espessa, contínua e rica em ceras, a transpiração é reduzida, preservando a massa, a firmeza e a aparência comercial. Por outro lado, cutículas mais finas ou com microfissuras facilitam a perda de água, levando ao murchamento, ao enrugamento da superfície e à redução do tempo de prateleira”, diz.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/03/20260316-Bruna-orsi-300x300.jpg" alt="Bruna Orsi - Mulher de cabelos loiros compridos, olhos azuis, usando óculos de aros redondos, blusa preta e colar com pingente no pescoço, tendo ao fundo uma estante com livros e objetos decorativos" class="wp-image-987050" style="width:174px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Bruna Orsi – Foto: Reprodução/Research Gate</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">“Além disso, a cutícula atua como primeira linha de defesa contra fungos e outros microrganismos oportunistas que exploram rachaduras ou áreas fragilizadas para penetrar no tecido. Alterações estruturais que ocorrem durante o amadurecimento, como mudanças na composição de ceras e na reorganização da cutina, também podem afetar a resistência mecânica e a suscetibilidade a danos durante o transporte e o armazenamento”, enfatiza a pesquisadora de pós-doutorado, Bruna Orsi, uma das primeiras autoras do artigo. “Portanto, a qualidade e a integridade da cutícula são determinantes diretos das perdas pós-colheita no tomate e em outros frutos carnosos, influenciando a desidratação, a incidência de doenças, a resistência a danos físicos e, consequentemente, o valor econômico do fruto.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sinalização luminosa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, os pesquisadores cultivaram plantas de tomateiro sob condições de luz controlada, nas quais houve alteração na proporção entre luz vermelha e luz vermelho-distante, um sinal ambiental que indica a ocorrência e o nível de severidade do sombreamento sobre a lavoura, causado por plantas da mesma ou de outra espécies. “Esse sinal ambiental é percebido na planta principalmente por um grupo específico de fotorreceptores, denominados fitocromos”, relata Freschi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nesse sentido, numa segunda etapa do trabalho, linhagens de tomateiro com modificações genéticas que alteram a atividade desses sensores, bem como como de outros componentes dessas cascatas de sinalização luminosa, foram cultivados sob condições naturais de iluminação, em casa de vegetação”, descreve o professor. “Os frutos maduros foram analisados quanto à espessura e à composição química da cutícula, por meio de métodos que medem a camada de cutina e de ceras depositada, a expressão dos genes envolvidos na biossíntese da cutícula e as respostas fisiológicas dos frutos, como perda de água e suscetibilidade a patógenos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Freschi, também foram realizados ensaios moleculares para entender como os diferentes componentes dessas cascatas de sinalização luminosa, incluindo os fotorreceptores e os fatores de transcrição, interagem no interior das células vegetais para controlar a expressão de genes que codificam proteínas envolvidas na formação da cutícula nos frutos de tomateiro. “Nossos resultados mostraram que a sinalização induzida pela luz vermelha, mediada pelos fitocromos, leva à formação de frutos com cutícula mais fina e menor deposição de ceras e de cutina. Como consequência, esses frutos apresentam maior murchamento e maior suscetibilidade a fungos patogênicos”, destaca.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20260316-cuticula-traduzido-1-rklj3a6m14gv8croomyp66u6jv3f0j3qvnzkvbhocg.jpg" alt="Esquema gráfico demonstrando os efeitos de diferentes quantidades de luz na sinalização dos genes responsáveis pela espessura da camada superficial de frutos, menor ou maior conforme a intensidade luminosa" title="20260316-cuticula traduzido 1"/><figcaption class="wp-element-caption">Em ambientes sombreados, com maior proporção de luz vermelho-distante (no gráfico à direita), a sinalização luminosa leva à formação de frutos de cutícula mais espessa e maior deposição de ceras, que apresentam menor murchamento e suscetibilidade a fungos &#8211; Imagem: Cedida pelos pesquisadores</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">“Enquanto as condições de luz plena estão associadas a uma proporção semelhante de luz vermelha e vermelho-distante, os ambientes sombreados apresentam um enriquecimento na faixa de luz vermelho-distante. Dessa forma, em termos práticos, ajustes na qualidade luminosa durante a produção de frutos carnosos podem ser uma estratégia viável para estimular o desenvolvimento de uma cutícula mais espessa”, aponta Bruna Orsi. “Essas condições podem ser alcançadas por práticas simples de manejo, como o controle da arquitetura da planta por meio de podas e do ajuste do espaçamento entre plantas. Em cultivos protegidos também é possível utilizar plásticos ou telas que modulam o espectro de luz, uma tecnologia já empregada para controlar o crescimento e o florescimento e que pode, potencialmente, impactar também características relacionadas à conservação do fruto.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor Freschi comenta que, além do manejo agrícola, compreender as vias reguladas pelos fitocromos abre caminho para o desenvolvimento de linhagens mais adaptadas a diferentes condições luminosas. “No entanto, é importante ressaltar que a luz é essencial para o desenvolvimento das plantas e, nos frutos, desempenha papel fundamental no acúmulo de nutrientes. Em nosso estudo não observamos prejuízo no acúmulo de nutrientes importantes, mesmo com alterações na via luminosa”, afirma.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“É necessário compreender melhor em quais condições uma cutícula mais espessa é realmente vantajosa. Em frutos carnosos, ela oferece uma via sustentável para reduzir o uso de agrotóxicos contra fungos, diminuir as perdas pós-colheita e garantir que o alimento chegue com qualidade à mesa da população” – Luciano Freschi</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">“Já em folhas, estudos adicionais serão necessários para avaliar se os benefícios oriundos de uma barreira mais espessa, tais como a redução na perda de água e na infecção por fungos, não seriam contrabalanceados por impactos negativos em termos de gastos energéticos para a produção de uma cutícula mais espessas, em prejuízos na dissipação de calor ou outras consequências imprevistas”, conclui Freschi. “Esse equilíbrio entre proteção e troca com o ambiente ainda precisa ser mais bem explorado e tem potencial para contribuir significativamente para o uso mais racional dos recursos ambientais, permitindo a produção de frutos nutritivos e mais protegidos durante o armazenamento.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O trabalho foi conduzido por uma equipe do Departamento de Botânica do IB que estuda as cascatas de sinalização responsáveis pela modulação do desenvolvimento e do metabolismo das plantas em resposta a sinais ambientais. A doutoranda Letícia Fernandes e a pesquisadora de pós-doutorado Bruna Orsi dividem a primeira autoria do trabalho, sendo responsáveis por conduzir a maior parte dos experimentos e por redigir o artigo, sob supervisão do professor Luciano Freschi. O estudo também contou com a participação de outros pesquisadores do IB, incluindo Juliene Moreira, de pós-doutorado, da mestranda Jessica Ueda, do aluno de Iniciação Científica Pedro Oliveira e dos professores Magdalena Rossi e Diego Demarco, além da colaboração do pesquisador Christophe Rothan do Instituto Nacional Francês de Pesquisa para a Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente (Inrae).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo<em>&nbsp;Shedding light on cuticle formation: phytochrome B and downstream signaling events controlling cuticle deposition in tomato fruits</em>, publicado na revista científica&nbsp;<em>Journal of Experimental Botany</em>, pode ser lido neste&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1093/jxb/erag053" target="_blank" rel="noreferrer noopener">link</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações: e-mail freschi@usp.br, com o professor Luciano Freschi</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / No tomate e em outros frutos carnosos, qualidade e a integridade da cutícula são determinantes diretos das perdas pós-colheita, influenciando a desidratação, incidência de doenças, resistência a danos físicos e o valor econômico do fruto – Foto: Luigi Chiesa / Wikimedia Commons</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/ajustar-iluminacao-de-plantas-em-cultivos-pode-fortalecer-camada-protetora-de-frutos/">Ajustar iluminação de plantas em cultivos pode fortalecer camada protetora de frutos</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Não podemos eliminar o estresse de nossas vidas, mas existem formas de tranquilizar o organismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 13:15:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Antônio de Pádua Serafim fala sobre os aspectos psicobiológicos do estresse, enquanto Maria Cândida Barisson Villares Fragoso aborda a questão hormonal envolvida na resposta ao problema por Alessandra Ueno &#8211; Terça, 24 de janeiro de 2023 Oestresse é algo muito comum no dia a dia, seja por coisas simples, como bater o mindinho na porta, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Antônio de Pádua Serafim fala sobre os aspectos psicobiológicos do estresse, enquanto Maria Cândida Barisson Villares Fragoso aborda a questão hormonal envolvida na resposta ao problema</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">por Alessandra Ueno &#8211; Terça, 24 de janeiro de 2023</p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/01/ESTRESSE-ALESSANDRA-UENO.mp3"></audio><figcaption>Radio USP</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Oestresse é algo muito comum no dia a dia, seja por coisas simples, como bater o mindinho na porta, ou por problemas mais complicados, como dívidas e intrigas. Mas poucas pessoas sabem o que é estresse e como funciona o seu controle pelo nosso organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O estresse é definido como um estado de quebra do equilíbrio, seja por um estímulo interno ou externo. Em muitos casos, as complicações fisiopatológicas devido ao estresse levam a considerá-lo como um fator desencadeante ou até agravante de muitas doenças“, diz Maria Cândida Villares Fragoso, professora da Faculdade de Medicina da USP e também membro do corpo clínico da disciplina de Endocrinologia e Metabologia do Hospital das Clínicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é o estresse</strong><strong>?</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized" id="attachment_388556"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2021/02/20210209_antonio-padua-Serafim.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-388556" width="154" height="154"/><figcaption>Antônio de Pádua Serafim – IPq/HC/FM – Foto: Arquivo Pessoal&nbsp;</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Como a professora comentou, o estresse, do ponto de vista fisiológico, é responsável pela quebra da homeostase, isto é, o equilíbrio interno, químico e físico do organismo. Porém, ele também pode ser observado pelo viés psicológico, como explica o professor Antônio de Pádua Serafim, do Instituto de Psicologia da USP: “Ele depende da tipologia da problemática. O que é uma problemática aos olhos de uns, pode ser uma situação simples para outros”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor ainda acrescenta que o estresse é uma carga tensional psicobiológica, muito relacionada à resposta do organismo ao medo e situações ameaçadoras. As diferentes vivências e percepções fazem com que as pessoas reajam de formas distintas, mas as reações emocionais mais comuns são o aumento da ansiedade, do medo, da atenção e da fragilidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sistema de resposta</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mas por que nós temos alguma reação ao estresse? A professora Maria Cândida explica que o nosso corpo possui um sistema de resposta a ele controlado por hormônios: “A organização neuroendócrina desse sistema de resposta ao estresse envolve o eixo hipotálamo, hipófise e adrenal e também o&nbsp;<em>locus cœruleus</em>”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conhecido como cerúleo, o&nbsp;<em>locus cœruleus</em>&nbsp;é uma estrutura do cérebro humano, localizada na massa cinzenta, e é formado por um aglomerado de neurônios capazes de sintetizar e produzir quantidades significativas de, especialmente, noradrenalina. Ele é fundamental no desencadeamento da resposta ao estresse e nas situações de perigo e fuga. Quanto à questão diretamente hormonal, a adrenalina e o cortisol, ambos produzidos pelas glândulas adrenais, são os responsáveis mais conhecidos pelo controle do estresse. O cortisol induz a produção de adrenalina, porém, caso ele se mantenha num nível elevado por um longo período, a professora adverte: “Quando um organismo tenta manter a homeostase frente aos diferentes desafios que o organismo tenta responder, se a carga for muito prolongada, pode levar a doenças e a uma situação de estresse crônico”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Controle</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized" id="attachment_601909"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/01/20230123_maria-candida.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-601909" width="153" height="153"/><figcaption>Maria Cândida Barisson Villares Fragoso – Foto: Researchgate</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O Brasil, segundo dados da Associação Internacional do Controle do Estresse, ocupa o segundo lugar no mundo com o maior nível de estresse. Serafim comenta sobre o fator ambiental ser uma das causas do aumento do estresse: “Ele naturalmente vai afetar as pessoas, mas, quando você tem um ambiente que favorece, ele passa a ser um fator causal e até moderador do agravo desses quadros. Ou seja, ambientes que geram instabilidade, que geram vulnerabilidade às populações são ambientes causadores e desencadeadores do estresse”. O professor complementa explicando que uma forma importante de reduzir o estresse é identificando quais são os fatores desencadeadores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A professora Maria Cândida acrescenta a naturalidade do estresse e a necessidade de nos adaptarmos a ele na atual sociedade: “Essa é a grande questão da sociedade moderna: como equilibrar o crescimento do nível de estresse, seja por qualquer motivação? É preciso adaptar-se a essa situação que é constante na nossa vida através da utilização de modelos melhores de qualidade de vida”. A especialista coloca que uma pausa é necessária para tranquilizar o organismo. Fazer atividades físicas, ter uma boa alimentação, obter tempo para si mesmo e fazer coisas que goste são algumas opções: “Cada um tem que descobrir o quanto deve ser feito para diminuir esse estímulo estressor, para que não apresentem efeitos maléficos comprometendo o bem-estar e, consequentemente, a qualidade de vida. É preciso buscar essa adaptação, porque não temos como tirar o estresse da vida”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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