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	<title>Fome |</title>
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	<title>Fome |</title>
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		<title>Diabetes também pode ser causado pela fome</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Sep 2025 13:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo da nova edição dos Cadernos de Saúde Pública discute os fatores sociais da ocorrência de diabetes, dos quais destaca-se a insegurança alimentar grave Embora já esteja consideravelmente difundida a informação de que a alimentação é um fator importante para o aparecimento de doenças crônicas não-transmissíveis, como a obesidade e a hipertensão, menos se sabe [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Artigo da nova edição dos Cadernos de Saúde Pública discute os fatores sociais da ocorrência de diabetes, dos quais destaca-se a insegurança alimentar grave</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora já esteja consideravelmente difundida a informação de que a alimentação é um fator importante para o aparecimento de doenças crônicas não-transmissíveis, como a obesidade e a hipertensão, menos se sabe sobre as relações entre a fome e o diabetes. Apenas recentemente, a Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês) reconheceu o diabetes mellitus relacionado à desnutrição (DMRD).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em um artigo publicado na nova edição dos <a href="https://cadernos.ensp.fiocruz.br/ojs/index.php/csp"><em>Cadernos de Saúde Pública</em></a>, lançada na segunda (1), os pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (USP) Daniel Ferreira da Silva e Dirce Maria Lobo Marchioni avançam sobre essa questão. Eles estabelecem o que é uma insegurança alimentar grave e narram o processo de definição de diabetes. Mas seu artigo tem como grande novidade pensar sobre a maneira com que se tem pautado a insegurança alimentar grave nas agendas internacionais e suas implicações para a saúde pública brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esse cenário pode ter implicações ainda mais profundas em regiões historicamente marcadas por desigualdades sociais, como na América Latina, onde a obesidade e as carências nutricionais coexistem, muitas vezes, em uma mesma pessoa, família ou comunidade, caracterizando a dupla carga de má nutrição”, escrevem os autores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Falando em coexistência, Daniel e Dirce lembram que, no pós-pandemia da covid, enquanto cerca de 15,5% das 33 milhões de pessoas estavam em situação de insegurança grave no Brasil, este era o sexto país do mundo com maior número de pessoas com diabetes mellitus. Diante disso, o reconhecimento do DMRD representa uma quebra de paradigma ao propor que a formulação diagnóstica considere dimensões sociais como parte indissociável de adoecimento, especialmente ao se levar em conta que uma anamnese clínica nem sempre inclui antecedentes sociais e experiências de vida do paciente – como, em realidade, deveria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores estabelecem a iniciativa da Federação Internacional de Diabetes como um ponto de inflexão na forma como a saúde pública global encara os determinantes sociais de doenças endocrinometabólicas e das doenças crônicas.&nbsp; “A inclusão desse tema nas agendas globais reforça a necessidade de se produzir conhecimento mais sensível às realidades vividas por populações marcadas historicamente por profundas desigualdades sociais. Ela abre caminho para novas pesquisas e revisões, possibilitando maior atenção à doença, especialmente em países de baixa e média renda, onde a insegurança alimentar grave e a desnutrição são desafios persistentes”, destacam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outras Saúde / Foto: Divulgação</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="MARCHA PARA JESUS 2025" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/-MXf3TAahHU?start=3558&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Mídia: ataques israelenses em Gaza matam mais de 80 pessoas e aumentam as mortes por fome</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2025 01:37:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Terça, 5 de agosto de 2025 Os ataques israelenses cada vez mais intensos na Faixa de Gaza mataram pelo menos 83 palestinos, incluindo 54 que buscavam ajuda, segundo informações veiculadas nesta terça-feira (5), pela Al Jazeera. Mais oito palestinos, incluindo uma criança, morreram devido à&#160;fome&#160;induzida por Israel nas últimas 24 horas, segundo autoridades de saúde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Terça, 5 de agosto de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ataques israelenses cada vez mais intensos na Faixa de Gaza mataram pelo menos 83 palestinos, incluindo 54 que buscavam ajuda, segundo informações veiculadas nesta terça-feira (5), pela Al Jazeera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais oito palestinos, incluindo uma criança, morreram devido à&nbsp;<a href="https://www.aljazeera.com/news/2025/8/4/what-starvation-really-means-for-the-human-body-and-for-gaza">fome</a>&nbsp;induzida por Israel nas últimas 24 horas, segundo autoridades de saúde do enclave</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="42044583-1">Posição de Israel</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante reunião semanal de gabinete, Netanyahu disse que convocará o Gabinete de Segurança ainda nesta semana para &#8220;orientar as&nbsp;<a href="https://noticiabrasil.net.br/20250620/israel-mata-ao-menos-80-palestinos-em-ataques-em-gaza-entre-elas-pessoas-que-procuravam-ajuda-diz-40608980.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Forças de Defesa de Israel (FDI)</a>&nbsp;a respeito de como atingir os três objetivos de guerra — todos eles, sem exceção&#8221;, listando-os como:&nbsp;<strong>&#8220;derrotar o inimigo, libertar nossos reféns e garantir que Gaza nunca mais ameace Israel.&#8221;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O tema da conversa foi confirmado à Sputnik pelo&nbsp;<a href="https://noticiabrasil.net.br/20250706/alteracoes-do-hamas-no-acordo-com-israel-sao-inaceitaveis-afirma-assessor-de-netanyahu-41092421.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">assessor do primeiro-ministro Netanyahu</a>, Dmitry Gendelman.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com autoridades de saúde de Gaza,&nbsp;<strong>60.933 morreram no enclave desde outubro de 2023, além de 150.027 feridos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À Sputnik, Mohammed al-Amour, ministro da Economia da Autoridade Nacional Palestina, afirmou que 85% da estrutura civil de Gaza foi destruída por ataques israelenses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A situação econômica é extremamente difícil: 85% da infraestrutura civil está completamente destruída, incluindo apartamentos, casas, estradas, sistemas de abastecimento de água e eletricidade, bem como instalações comerciais e econômicas, além de outras instituições&#8221;, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://noticiabrasil.net.br/20250805/midia-ataques-israelenses-em-gaza-matam-mais-de-80-pessoas-e-aumentam-as-mortes-por-fome-42044583.html#"></a><strong>Cerca de 90% da população do enclave continua desempregada</strong> devido ao conflito em andamento, acrescentou a autoridade palestina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro ainda afirmou que a Palestina espera que a Rússia desempenhe um papel significativo no fim do conflito e que o&nbsp;<a href="https://noticiabrasil.net.br/20250716/russia-pede-que-israel-cesse-violencia-na-palestina-e-facilite-a-ajuda-humanitaria-41417966.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">apoio da liderança russa à resolução</a>&nbsp;do conflito representa uma contribuição significativa ao processo de paz no Oriente Médio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esperamos que a Rússia continue a dar apoio à questão palestina e a influenciar Israel a acabar com a guerra na Faixa de Gaza&#8221;, enfatizou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">© AP Photo / Jehad Alshrafi<br></p>



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<iframe title="NOVA DIRETORIA E INÍCIO DO TORNEIO DE FUTSAL" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/o9Mn3BntXDo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Brasil deixa Mapa da Fome após quatro anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 19:09:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segunda-feira, 28/07/2025 Por&#160;Redação O Brasil deixou o Mapa da Fome após quatro anos. É o que aponta o relatório oficial da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU), divulgado nesta segunda-feira (28) em Adis Abeba, na Etiópia. O Brasil entrou na lista&#160;pela última vez em 2021, em meio a pandemia da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Segunda-feira, 28/07/2025 </p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Redação</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil deixou o Mapa da Fome após quatro anos. É o que aponta o relatório oficial da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU), divulgado nesta segunda-feira (28) em Adis Abeba, na Etiópia. O Brasil entrou na lista&nbsp;pela última vez em 2021, em meio a pandemia da Covid-19.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Mapa da Fome é um indicador global da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) que identifica países onde mais de 2,5% da população sofre de subalimentação grave (insegurança alimentar crônica), ou seja, não tem acesso regular a alimentos suficientes para uma vida saudável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números nacionais da fome, captados por meio da aplicação da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) nas pesquisas do IBGE, mostraram que, até o final de 2023, o país retirou cerca de 24 milhões de pessoas da insegurança alimentar grave.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é a segunda vez que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva retira o país dessa condição: a primeira foi em 2014, após 11 anos de políticas consistentes. No entanto, a partir de 2018, o desmonte de programas sociais fez o Brasil retroceder e retornar ao Mapa da Fome no triênio 2018/2019/2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre a fome e a pobreza é diretamente proporcional. Em 2023, o país reduziu a pobreza extrema a 4,4%, um mínimo histórico, refletindo a retirada de quase 10 milhões de pessoas dessa condição em relação a 2021. Em 2024, a taxa de desemprego chegou a 6,6%, a menor desde 2012, o rendimento mensal domiciliar per capita bateu recorde, chegando a R$ 2.020, e o índice de Gini, que mede a desigualdade, recuou para 0,506 — menor resultado da série histórica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Sair do Mapa da Fome era o objetivo primeiro do presidente Lula ao iniciar o seu mandato em janeiro de 2023. A meta era fazer isso até o fim de 2026”, lembrou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. “Mostramos que, com o Plano Brasil Sem Fome, muito trabalho duro e políticas públicas robustas, foi possível alcançar esse objetivo em apenas dois anos. Não há soberania sem justiça alimentar. E não há justiça social sem democracia&#8221;, completou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Bahia Noticias / Foto: Lyon Santos/ MDS</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="40 ANOS DO AXÉ MUSIC" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/bSJOhY1ivxI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/brasil-deixa-mapa-da-fome-apos-quatro-anos/">Brasil deixa Mapa da Fome após quatro anos</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>A fome e a violência nos territórios dominados por gangues no Haiti</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Dec 2024 14:44:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Fome]]></category>
		<category><![CDATA[Haiti]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Shaina, de dois anos, está presa a um cateter intravenoso em um dos poucos hospitais em funcionamento na capital do Haiti, Porto Príncipe. A mãe dela, Venda, espera desesperadamente que isso alivie a desnutrição aguda que a jovem sofre. Shaina é uma das 760 mil crianças que estão à beira da fome no Haiti. Aterrorizada com a guerra de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Shaina, de dois anos, está presa a um cateter intravenoso em um dos poucos hospitais em funcionamento na capital do Haiti, Porto Príncipe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mãe dela, Venda, espera desesperadamente que isso alivie a desnutrição aguda que a jovem sofre.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Shaina é uma das 760 mil crianças que estão à beira da fome no Haiti.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aterrorizada com a guerra de gangues que assolava seu bairro, durante semanas Venda ficou com muito medo de sair de casa para buscar tratamento para a filha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora que ela chegou à enfermaria pediátrica, espera que não seja tarde demais para Shaina</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quero cuidar adequadamente da minha filha, não quero perdê-la&#8221;, diz ela em lágrimas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A situação é extremamente ruim&#8221;, diz Erwan Rumen, vice-diretor nacional do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;5,4 milhões de pessoas estão sofrendo com fome severa no Haiti.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esse é basicamente o tamanho da população da Escócia&#8221;, compara ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Haiti está mergulhado em uma onda de violência de gangues desde 2021, após o assassinato do então presidente Jovenel Moïse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, cerca de 85% da capital está sob controle de gangues.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo dentro do hospital, os haitianos não estão a salvo dos combates, que segundo a ONU mataram 5 mil pessoas somente neste ano — e deixaram o país à beira do colapso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diretor médico do hospital explica que, no dia anterior, a polícia entrou em confronto com membros de gangues na ala de emergência, em meio aos pacientes aterrorizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As vítimas da violência estão por toda parte. Uma ala está cheia de jovens com ferimentos à bala.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pierre é um deles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele diz que estava voltando do trabalho quando se viu em meio ao fogo cruzado de uma batalha de rua. Uma das balas rasgou a clavícula dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Acho que se o governo estivesse mais estável e pudesse implementar melhores programas para jovens, eles não se envolveriam com as gangues&#8221;, diz Pierre sobre os jovens que compõem uma grande proporção dos grupos que aterrorizam a capital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para combater a crescente violência, o Conselho de Segurança da ONU autorizou o estabelecimento de uma Missão Multinacional de Apoio à Segurança (MSS, na sigla em inglês) em outubro de 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Financiada principalmente pelos Estados Unidos, as forças lideradas pelo Quênia foram enviadas ao Haiti há seis meses com a tarefa de restaurar a lei e a ordem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma patrulha no centro de Porto Príncipe, a ferocidade da violência das gangues é clara.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Militares quenianos dirigem pelas ruas em veículos de transporte fortemente blindados por áreas outrora movimentadas da capital, que agora estão desertas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lojas e casas estão fechadas com tábuas. Carros queimados e detritos estão empilhados nas ruas laterais — e são usados como barricadas construídas pelas gangues para dificultar o acesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comboio militar passa pelos escombros quando, de repente, é atacado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As balas atingem a blindagem enquanto os militares quenianos revidam com tiros de fuzis de assalto pelas escotilhas instaladas nas laterais do veículo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de quase uma hora de trocas de tiros, o comboio segue em frente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas não demora muito para surgirem sinais de mais violência entre gangues.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um corpo humano queima no meio da rua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos militares quenianos suspeita que a vítima era membro de uma gangue, que acabou encurralado e morto por um grupo rival.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O corpo foi incendiado como uma forma macabra de aviso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os quenianos que fazem a patrulha já estão bem acostumados a ver esse tipo de brutalidade nas ruas de Porto Príncipe, mas também confessam que estão exaustos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quatrocentos militares chegaram ao Haiti em junho, mas estão em grande desvantagem numérica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em julho, o governo do Haiti estimou que havia 12 mil membros de gangues armadas no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os quenianos receberam a promessa de que mais tropas seriam enviadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a ONU autorizou a missão, a ideia era montar uma força de 2,5 mil pessoas, mas esse apoio, que deveria chegar em novembro, ainda não se concretizou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da situação, a liderança da operação continua otimista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comandante Godfrey Otunge está sob pressão do governo queniano para que esta missão seja bem-sucedida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele diz que há um &#8220;apoio esmagador&#8221; ao MSS no Haiti.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A população exige que nosso trabalho seja estendido, vá para outros lugares para pacificar&#8221;, aponta ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A árdua luta que eles enfrentam fica clara em uma antiga delegacia de polícia, que havia sido ocupada por uma gangue, mas agora foi retomada pelas forças quenianas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo assim, o local continua totalmente cercado por gangues e, quando os oficiais sobem ao telhado do edifício, são atacados por franco-atiradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses casos, os militares revidam, enquanto pedem que todos permaneçam quietos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os quenianos dizem que parte das forças adicionais previstas chegará até o final deste ano, elevando para mil o contingente de pacificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o apoio é urgentemente necessário. Há áreas em Porto Príncipe que estão sob um controle tão rígido de gangues que são virtualmente impenetráveis para a polícia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma dessas áreas, chamada de Wharf Jérémie, quase 200 civis foram mortos por uma única gangue no espaço de um fim de semana no início de dezembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No total, estima-se que cerca de 100 gangues operem na área de Porto Príncipe, com meninos de apenas nove anos recrutados para participar desses grupos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o problema parece estar em crescimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a agência da ONU para a infância, Unicef, o número de menores de idade recrutados para as gangues aumentou 70% em um ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos líderes de gangues a quem eles se unem é Ti Lapli, cujo nome verdadeiro é Renel Destina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como chefe da gangue Gran Ravine, ele comanda mais de mil homens a partir de uma sede fortificada no alto de Porto Príncipe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gangues como a dele exacerbaram uma situação já terrível no Haiti e são conhecidas por massacrar, estuprar e aterrorizar civis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gran Ravine é famosa por realizar sequestros em troca de resgate, uma prática que rendeu a Ti Lapli um lugar na lista de procurados do FBI.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ti Lapli diz à BBC que ele e os demais membros de sua gangue &#8220;amam muito o país&#8221;— mas, quando pressionado sobre os estupros e assassinatos que gangues infligem a civis, ele alegou que seus homens &#8220;fazem coisas que não deveriam fazer [com membros de gangues rivais] porque o mesmo acontece conosco&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A razão pela qual as crianças se juntam à Gran Ravine é simples, segundo Lapli: &#8220;O governo não cria empregos, estamos em um país sem nenhuma atividade econômica.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estamos vivendo do lixo, é basicamente um Estado falido&#8221;, complementa Lapli.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele não reconheceu o impacto estrangulador que gangues como a dele têm na economia do Haiti.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes, com medo de deixar as próprias casas para trabalhar, os civis também são regularmente extorquidos por dinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com 700 mil residentes forçados a fugir devido à violência infligida por grupos como Gran Ravine, as escolas da capital se tornaram acampamentos para pessoas deslocadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Negociant é uma das centenas de residentes que fugiram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela se senta com os cinco filhos, espremidos numa pequena seção da varanda da escola que eles agora chamam de lar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Há apenas algumas semanas, eu morava em minha própria casa&#8221;, lembra ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Mas as gangues tomaram conta do meu bairro.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela explica que partiu para uma área da cidade chamada Solino, até que o bairro também foi invadido por gangues — e ela precisou fugir de novo, ao lado de outras centenas de pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Hoje, novamente, estou fugindo para salvar minha vida e a dos meus filhos&#8221;, diz ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>BBC Brasil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: <strong>Jack Garland, BBC</strong></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/a-fome-e-a-violencia-nos-territorios-dominados-por-gangues-no-haiti/">A fome e a violência nos territórios dominados por gangues no Haiti</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Relatório da sociedade civil reafirma avanços na luta contra a fome e a pobreza no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Oct 2024 12:18:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Fome]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Civil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Documento é um dos instrumentos de monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU no Brasil No cenário de desafios globais e reconstrução nacional, o Brasil apresentou avanços significativos na erradicação da pobreza em 2023, especialmente a pobreza extrema, e na melhoria na segurança alimentar da população. É o que revela o&#160;VIII Relatório Luz [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Documento é um dos instrumentos de monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU no Brasil</p>



<p class="wp-block-paragraph">No cenário de desafios globais e reconstrução nacional, o Brasil apresentou avanços significativos na erradicação da pobreza em 2023, especialmente a pobreza extrema, e na melhoria na segurança alimentar da população. É o que revela o&nbsp;<a href="https://gtagenda2030.org.br/wp-content/uploads/2024/10/rl_2024_pt-web-completo_lowres.pdf" rel="noreferrer noopener" target="_blank">VIII Relatório Luz da Sociedade Civil da Agenda 2030&nbsp;</a>, divulgado pela ONG Gestos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento, elaborado por 47 organizações da sociedade civil e 82 especialistas, é um dos instrumentos de monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU no Brasil e o único construído pela sociedade civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos destaques do Relatório é o desempenho do Brasil no ODS 1, que visa erradicar a pobreza em todas as suas formas. Das sete metas analisadas, cinco foram classificadas como satisfatórias, evidenciando o impacto de políticas públicas, como programas de transferência de renda, a exemplo do Bolsa Família, e iniciativas de combate à fome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório aponta ainda que a retomada de programas sociais e investimentos em políticas de distribuição de renda foram essenciais para a melhoria da segurança alimentar e a redução da pobreza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, o Governo Federal retomou iniciativas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Cisternas, a faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, a Bolsa Verde, o Plano Safra para a agricultura familiar e o próprio Bolsa Família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A co-fundadora da Gestos e co-facilitadora do Grupo de Trabalho da Agenda 2030, Alessandra Nilo, ressalta que o país ainda está em processo de reconstrução e enfrenta desafios complexos. &#8220;Observamos avanços, mas precisamos intensificar os esforços para que o Brasil atinja as metas dos ODS até 2030&#8221;, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto destacado no Relatório foram os avanços relacionados ao ODS 2 (fome zero). Segundo o estudo, 2023 marcou a retomada do caminho rumo ao alcance desse objetivo, corroborando o que apontou outros estudos, como o Relatório Sofi 2024 da ONU e a PNAD Contínua do IBGE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A publicação enfatiza que a retomada do Programa Bolsa Família, a correção do salário-mínimo, a redução do desemprego e o reajuste do repasse no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) possibilitaram crescimento da segurança alimentar e uma melhoria na perspectiva de cumprimento da meta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Relatório Luz da Sociedade Civil da Agenda 2030 oferece um monitoramento completo dos 17 ODS e suas 169 metas, com base em dados oficiais, e apresenta 160 recomendações para a implementação de políticas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento serve como um guia para que o Brasil trilhe o caminho do desenvolvimento sustentável, garantindo que os avanços conquistados se consolidem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os avanços na erradicação da pobreza no Brasil se conectam diretamente com a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. A iniciativa reforça o compromisso do país em combater a pobreza e a fome, não apenas internamente, mas também em escala global. O Brasil lidera os esforços internacionais para alcançar os ODS 1 e 2 e contribuir para a erradicação da pobreza e da fome em todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://gtagenda2030.org.br/wp-content/uploads/2024/10/rl_2024_pt-web-completo_lowres.pdf" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Veja o relatório completo aqui</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assessoria de Comunicação &#8211; MDS</strong><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/noticias-e-conteudos/desenvolvimento-social/noticias-desenvolvimento-social/relatorio-da-sociedade-civil-revela-avancos-na-luta-contra-a-fome-e-a-pobreza-no-brasil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Link: https://www.gov.br/mds/pt-br/noticias-e-conteudos/desenvolvimento-social/noticias-desenvolvimento-social/relatorio-da-sociedade-civil-revela-avancos-na-luta-contra-a-fome-e-a-pobreza-no-brasil</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: Divulgação</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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		<title>Brasil busca adesão à Aliança Global contra a Fome em evento da FAO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2024 22:34:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Fome]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Wellington Dias diz que Brasil deve sair do mapa da fome até 2026 O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome&#160; (MDS), Wellington Dias, apresentou nesta segunda-feira (21), em Roma, na Itália, as ações da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza&#160;lançada pelo Brasil, na presidência rotativa do G20, em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Wellington Dias diz que Brasil deve sair do mapa da fome até 2026</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome&nbsp; (MDS), Wellington Dias, apresentou nesta segunda-feira (21), em Roma, na Itália, as ações da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza&nbsp;lançada pelo Brasil, na presidência rotativa do G20, em julho deste ano, no Rio de Janeiro e pactuada por todos os membros do bloco. O G20 reúne os países com as maiores economias do mundo, mais a União Africana e União Europeia.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1616311&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1616311&amp;o=node"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Até sexta-feira (25), o ministro Wellington Dias representa o governo brasileiro na 52ª Sessão Plenária do Comitê de Segurança Alimentar (CSA), realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), na capital italiana. Em evento paralelo à plenária da FAO, o ministro convidou os governos e organizações de todo o mundo a aderirem à iniciativa. “É um projeto de Estado, não apenas uma medida pulverizada ou solta, mas, um projeto que tenha começo, meio e fim. E mais: um foco naquilo que foi experimentado e deu certo”. &nbsp;Wellington Dias enumerou as experiências desenvolvidas no Brasil para redução da pobreza e da fome, como programas de transferência de renda,&nbsp;alimentação escolar, qualificação e capacitação para o emprego e para o empreendedorismo, além de linhas de financiamento com juros baixos e subsídios do governo, em alguns casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro diz acreditar que a aliança global poderá retirar populações mais vulneráveis da pobreza e da extrema pobreza ao redor do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Há necessidade de cada país ter o seu plano que integra o combate à fome, com educação, juntamente com saúde, a preparação para o emprego, com olhar para a produção de alimentação no preço adequado. E os países mais ricos podendo ajudar países em desenvolvimento”, frisou o ministro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mapa da fome</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o encontro, o ministro reafirmou que o Brasil deve sair do Mapa da Fome até 2026. “O Brasil vai fazer sua parte e, até 2026, sair do Mapa da Fome, com redução da pobreza e da extrema pobreza. Mas, também queremos essa vitória para outras regiões do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro comentou que o Brasil firmou o compromisso com a Organização das Nações Unidas (ONU) de cumprir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 2 que, até 2030, pretende acabar&nbsp;com a fome, alcançar&nbsp;a segurança alimentar e melhorar a nutrição e ainda promover a agricultura&nbsp;sustentável.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sofi 2024</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta segunda-feira, a FAO&nbsp;apresentou a edição de 2024 do relatório anual&nbsp;O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (Sofi). &nbsp;O estudo – que apresenta os dados mais recentes e avanços na erradicação da fome e garantia da segurança alimentar – confirmou a piora destes&nbsp;indicadores no mundo nos últimos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, de acordo com&nbsp;Wellington Dias, o estudo&nbsp;mostra que América Latina e Caribe são as regiões do mundo onde houve melhora dos índices de redução da insegurança alimentar e que o Brasil teve relevância neste resultado, pois 24,4 milhões de pessoas deixaram de passar fome no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Brasil é destaque, com a redução de 24,4 milhões de pessoas que estavam na insegurança alimentar e caiu 85% o número das pessoas em insegurança alimentar severa [em 2023]. Houve, ainda, a redução da extrema pobreza e da pobreza”, afirmou o ministro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro elencou&nbsp;as iniciativas do governo brasileiro que impactaram nestes resultados: a reestruturação de ações dos programas Bolsa Família, de Aquisição de Alimentos&nbsp;e o Programa Nacional de Alimentação Escolar, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste ano, a Sessão Plenária do Comitê de Segurança Alimentar (CSA), celebrará o aniversário de 50 anos e estão sendo celebrados os 20 anos das diretrizes voluntárias para alimentação adequada no mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos órgãos de governos, participam das discussões representantes do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Programa Alimentar Mundial (PMA), da Cúpula da Nutrição para o Crescimento (N4G), dos Sistemas Alimentares da União Africana, da Segunda Conferência sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural, entre outros grupos dedicados a trabalhar no tema da segurança alimentar e nutricional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>Agência Brasil</strong></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/brasil-busca-adesao-a-alianca-global-contra-a-fome-em-evento-da-fao/">Brasil busca adesão à Aliança Global contra a Fome em evento da FAO</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Insegurança alimentar: fome atingiu 3,2 milhões de lares brasileiros em 2023, diz IBGE</title>
		<link>https://ipiracity.com/inseguranca-alimentar-fome-atingiu-32-milhoes-de-lares-brasileiros-em-2023-diz-ibge/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=inseguranca-alimentar-fome-atingiu-32-milhoes-de-lares-brasileiros-em-2023-diz-ibge</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 13:27:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Fome]]></category>
		<category><![CDATA[ipiracity]]></category>
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		<category><![CDATA[saude]]></category>
		<category><![CDATA[seguranca alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Regiões Norte e Nordeste registraram situação mais crítica que as demais regiões do país Bruno Laforéda CNN &#8211; Quinta, 25 de abril de 2025 Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e divulgada nesta quinta-feira (25) aponta que a fome esteve presente em 3,2 milhões de residências brasileiras no ano passado. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/inseguranca-alimentar-fome-atingiu-32-milhoes-de-lares-brasileiros-em-2023-diz-ibge/">Insegurança alimentar: fome atingiu 3,2 milhões de lares brasileiros em 2023, diz IBGE</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Regiões Norte e Nordeste registraram situação mais crítica que as demais regiões do país</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/autor/bruno-lafore/">Bruno Laforé</a></strong>da CNN &#8211; Quinta, 25 de abril de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e divulgada nesta quinta-feira (25) aponta que a fome esteve presente em 3,2 milhões de residências brasileiras no ano passado. O dado integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Segurança Alimentar 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse número de domicílios passou por privação de alimentos, algumas vezes, durante o período analisado no estudo, entre os meses de outubro a dezembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses casos, a escassez afetou não só os adultos, mas as crianças e adolescentes residentes nos lares atingidos pela fome. Essa situação é definida como insegurança alimentar grave.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, 72,4% dos mais de 78 milhões de domicílios brasileiros mapeados pelo IBGE encontravam-se em situação de segurança alimentar e 27,6% possuíam algum grau de insegurança. Já a insegurança alimentar grave foi notada em 4,1% do total de lares. Porcentagem inferior a observada cinco anos antes, mas ainda maior que a obtida no estudo de 2013.</p>



<h2 class="wp-block-heading">2023</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>72,4% dos domicílios possuíam&nbsp;<strong>segurança alimentar</strong></li>



<li>27,6% dos domicílios possuíam&nbsp;<strong>algum grau de insegurança alimentar</strong></li>



<li>4,1% dos domicílios possuíam&nbsp;<strong>insegurança alimentar grave</strong></li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">2018</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>63,3% dos domicílios possuíam&nbsp;<strong>segurança alimentar</strong></li>



<li>36,7% dos domicílios possuíam&nbsp;<strong>algum grau de insegurança alimentar</strong></li>



<li>4,6% dos domicílios possuíam&nbsp;<strong>insegurança alimentar grave</strong></li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">2013</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>77,4% dos domicílios possuíam&nbsp;<strong>segurança alimentar</strong></li>



<li>22,6% dos domicílios possuíam&nbsp;<strong>algum grau de insegurança alimentar</strong></li>



<li>3,2% dos domicílios possuíam&nbsp;<strong>insegurança alimentar grave</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é a quinta vez que a pesquisa sobre insegurança alimentar é realizada com a mesma metodologia pelo IBGE, mas pela primeira vez foi incluída na PNAD.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O tema já foi investigado pelo Instituto anteriormente, nas edições de 2004, 2009 e 2013 da antiga PNAD e na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2017-2018, sempre utilizando a escala EBIA. Assim, embora não sejam diretamente comparáveis, por se tratarem de pesquisas diferentes, o IBGE vem mantendo um padrão quinquenal para essa investigação, permitindo traçar a trajetória de enfrentamento da fome no país”, explicou o instituto em comunicado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Norte e Nordeste são as regiões mais afetadas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No último trimestre de 2023, aproximadamente um quarto dos domicílios das regiões Norte e Nordeste do Brasil estavam em situação de insegurança alimentar leve. Nestes casos, os moradores vivem sob a preocupação ou incerteza quanto ao acesso a alimentos e acabam adotando estratégias que acabam comprometendo a qualidade da dieta e a chamada sustentabilidade alimentar da família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As proporções de insegurança alimentar grave observadas nessas áreas ficaram acima do registrado no restante do país no mesmo período.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Proporção de domicílios com insegurança alimentar grave em 2023 por região:</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Norte:</strong>&nbsp;7,7%&nbsp;dos domicílios possuíam insegurança alimentar grave</li>



<li><strong>Nordeste:&nbsp;</strong>6,2%&nbsp;dos domicílios possuíam insegurança alimentar grave</li>



<li><strong>Centro-Oeste:&nbsp;</strong>3,6% dos domicílios possuíam insegurança alimentar grave</li>



<li><strong>Sudeste:&nbsp;</strong>2,9% dos domicílios possuíam insegurança alimentar grave</li>



<li><strong>Sul:&nbsp;</strong>2% dos domicílios possuíam insegurança alimentar grave</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Características dos domicílios com insegurança alimentar grave em 2023:</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento do IBGE mostra que características da pessoa responsável pelo domicílio podem contribuir para os dados de segurança alimentar. No período analisado, 51,7% dos lares era chefiado por mulheres e 48,3% por homens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, situações de insegurança alimentar, independentemente do grau, foram observadas em 59,4% dos domicílios liderados por mulheres, valor 18,8 pontos percentuais maior em comparação com residências comandadas por homens, com proporção de 40,6%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O recorte por cor ou raça também traz variações. No Brasil, em 2023, 42% dos responsáveis pelos domicílios eram brancos, 12% pretos e 44,7% pardos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, dos lares em situação de insegurança alimentar, 29% eram liderados por pessoas pretas, 15,2% brancas e 54,4% pardas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos casos de insegurança alimentar grave a proporção de residências com responsável de cor ou raça parda atinge 58,1%, mais que o dobro do que era observado nas casas lideradas por pessoas brancas, de 23,4%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: CNN / Insegurança alimentar grave atingiu mais de 3 milhões de lares brasileiros em 2023, segundo o IBGEAntonio Cruz/Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Gestão de Qualidade nas Instituições de Saúde" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/vUD5NH94Q4I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Fome bate recorde e atinge mais de 280 milhões no mundo, diz relatório da ONU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 13:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Fome]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo revela que mais de uma em cada cinco pessoas em 59 países enfrentaram insegurança alimentar aguda em 2023; Gaza e Sudão estão entre as situações mais alarmantes Quinta, 25 de abril de 2024 Mais de uma em cada cinco pessoas em 59 países enfrentaram insegurança alimentar aguda em 2023. O número de pessoas ameaçadas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Estudo revela que mais de uma em cada cinco pessoas em 59 países enfrentaram insegurança alimentar aguda em 2023; Gaza e Sudão estão entre as situações mais alarmantes</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quinta, 25 de abril de 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais de uma em cada cinco pessoas em 59 países enfrentaram insegurança alimentar aguda em 2023. O número de pessoas ameaçadas pela fome chegou a 281 milhões no ano passado, um recorde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados foram divulgados em um relatório global sobre crises alimentares publicado nesta quarta-feira (24) pela FAO, braço da ONU para alimentação, pelo UNICEF, fundo da ONU para infância, e o Programa Mundial de Alimentos (PMA), em parceria com organizações internacionais, como a União Europeia, e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento faz um raio-x detalhado da fome no mundo e destaca que a situação se agravou significativamente desde 2016, quando cerca de uma em cada 10 pessoas em 48 países passavam fome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório revela que a insegurança alimentar subiu pelo quinto ano consecutivo e piorou sobre 2022, quando 257 milhões de pessoas passaram fome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando falamos de insegurança alimentar aguda, estamos falando de uma fome tão grave que representa uma ameaça imediata aos meios de subsistência e à vida das pessoas. Essa é a fome que ameaça se transformar em inanição e causar mortes generalizadas”, disse Dominique Burgeon, diretor da FAO em Genebra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em temos percentuais, a parcela da população global que enfrenta elevados níveis de insegurança alimentar aguda aumentou acentuadamente e passou de 14% em 2018 para mais de 20% em todos os anos desde 2020, atingindo o nível máximo em 2022, com 23%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, o percentual caiu para 21,5%, o que poderia indicar uma ligeira melhora, mas os autores explicam que como a área de abrangência do estudo ficou maior, houve um aumento absoluto de pessoas afetadas pela insegurança alimentar aguda.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Gaza e Sudão</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/segunda-feira-marca-maior-entrega-de-ajuda-em-um-dia-para-gaza-diz-israel/">Os autores do relatório citam Gaza</a>&nbsp;e Sudão como algumas das regiões de maior preocupação.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft" id="attachment_7003715"><img decoding="async" src="https://www.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/Reuters_Direct_Media/BrazilOnlineReportTopNews/tagreuters.com2024binary_LYNXNPEK380PT-FILEDIMAGE.jpg?w=1024" alt="" class="wp-image-7003715"/><figcaption class="wp-element-caption">Comboio de ajuda humanitária entra em Gaza pela passagem de Rafah / 09/04/2024 REUTERS TV/via REUTERS</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Segundo Gian Carlo Cirri, diretor do PMA em Genebra, “as pessoas estão claramente morrendo fome” nas duas regiões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cirri afirma que depois de quase sete meses de ofensiva israelense em Gaza, as pessoas não conseguem satisfazer as necessidades alimentares mais básicas e já esgotaram todas as estratégias de sobrevivência, como comer ração animal, mendigar e vender pertences para comprar comida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele acrescenta que a única forma de enfrentar a fome é garantir entregas diárias de alimentos “em um espaço de tempo muito curto” e diz que para isso é fundamental a entrada de ajuda humanitária de maneira consistente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em linha com relatórios anteriores, o diretor do PMA também afirma que 30% por cento das crianças com menos de dois anos estão agora gravemente desnutridas em Gaza e 70% da população no norte do enclave enfrenta uma situação de fome catastrófica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Há evidências razoáveis ​​de que todos os três limiares da fome – insegurança alimentar, desnutrição, mortalidade – serão ultrapassados ​​nas próximas seis semanas”, afirma Cirri.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre o Sudão, o relatório da ONU revela que 42% da população ou 20,3 milhões de pessoas lutaram para encontrar o suficiente para comer no ano passado.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft" id="attachment_2258731"><img decoding="async" src="https://www.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2023/05/Sudao-refugiados.jpg?w=1024" alt="" class="wp-image-2258731"/><figcaption class="wp-element-caption">Refugiados sudaneses fazem fila para receber alimentos do Programa Mundial de Alimentos da ONU na região de fronteira entre Sudão e Chade / REUTERS/Zohra Bensemra</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">É o maior número de pessoas no mundo que enfrentam níveis “emergenciais” de insegurança alimentar aguda. Dentro da escala do IPC (acrônimo em inglês para Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar), esses milhões de sudaneses estão no nível IPC4, apenas um abaixo do IPC5, a faixa mais elevada de perigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2019, o Sudão passou pela maior onda de protesto da história, que levou à deposição de Omar al-Bashir, o líder autoritário que governava o país há 30 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Generais assumiram o poder e iniciou-se uma série de disputas que culminaram um conflito entre forças rivais em abril de 2023.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Conflitos armados, crises econômicas e mudanças climáticas</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/oms-numero-de-bebes-em-gaza-a-beira-da-morte-por-inanicao-esta-crescendo/">As crises em Gaza</a>&nbsp;e no Sudão provam que os conflitos armados são a principal causa da fome hoje, segundo os autores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E acrescentam que são o principal fator para fome também em países como a República Democrática do Congo, o Iêmen, a Síria e em países que acolhem refugiados sírios, como Egito, Jordânia, Iraque e Turquia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas as crises econômicas e as mudanças climáticas também são fatores que provocam a fome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório cita o impacto das crises econômicas em países asiáticos, por exemplo, e afirma que a inflação global foi persistentemente elevada no Paquistão, em Mianmar e Bangladesh ao longo de 2023, além de ressaltar que no Afeganistão, os choques causados pela estagnação dos salários e pelo desemprego generalizado foram os principais fatores de insegurança alimentar aguda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório lembra ainda que eventos climáticos extremos foram um fator mais proeminente para a fome em 2023 do que em 2022 por causa do fenômeno do El Niño, que provocou chuvas irregulares e reduzidas, temperaturas acima do normal e redução do rendimento das colheitas em países da América Latina, como Guatemala, Honduras e no Corredor Seco de El Salvador e Nicarágua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: CNN / Fome bate recorde e atinge mais de 280 milhões no mundo, diz relatório da ONU</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Quais os anseios da comunidade? Eleições 2024, e agora?" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/0D7PPjxcKmI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Devastação de Gaza pela fome é iminente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Feb 2024 14:35:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Fome]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[justica]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crianças palestinas definham com o cerco imposto por Israel, que alastra rapidamente doenças. Fragilizados pela desnutrição, pequenos podem estar sendo condenados à morte pela destruição dos hospitais do enclave por Peoples Health Dispatch &#8211; Quinta, 29 de fevereiro de 2024 Do&#160;People’s Health Dispatch&#160;&#124; Tradução:&#160;Guilherme Arruda Na tarde de terça (27/2), um representante da ONU afirmou que “um quarto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Crianças palestinas definham com o cerco imposto por Israel, que alastra rapidamente doenças. Fragilizados pela desnutrição, pequenos podem estar sendo condenados à morte pela destruição dos hospitais do enclave</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">por <a href="https://outraspalavras.net/author/peopleshealthdispatch/">Peoples Health Dispatch</a> &#8211; Quinta, 29 de fevereiro de 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do&nbsp;<strong>People’s Health Dispatch</strong>&nbsp;| Tradução:&nbsp;<strong>Guilherme Arruda</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Na tarde de terça (27/2), um representante da ONU afirmou que “um quarto da população de Gaza” – cerca de 600 mil pessoas – “está à beira da fome”. Ele revelou também que, na falta de ajuda humanitária, uma parte dos habitantes do enclave vem se alimentando de “folhas, feno para burros e restos de comida”. À noite, o Ministério da Saúde de Gaza confirmou a morte de 6 crianças por “desidratação e desnutrição”. A reportagem que se segue, do&nbsp;</em><strong><em>People’s Health Dispatch</em></strong><em>&nbsp;apresenta em mais detalhes o que têm vivido os palestinos, um povo agredido. A leitura é forte – e ressalta a urgência imediata de um cessar-fogo na Palestina</em>. (G. A.)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">Os indicadores nutricionais das crianças da Faixa de Gaza estão caindo em um ritmo sem precedentes desde o início dos ataques israelenses em 7 de outubro do ano passado. Sem um cessar-fogo,&nbsp;<a href="https://www.wfp.org/news/un-food-agency-pauses-deliveries-north-gaza">uma grande fome devastará o enclave a partir de maio</a>, alertou o Programa Alimentar Mundial (PAM).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um&nbsp;<a href="https://www.nutritioncluster.net/sites/nutritioncluster.com/files/2024-02/GAZA-Nutrition-vulnerability-and-SitAn-v7.pdf">novo relatório</a>&nbsp;baseado em dados coletados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela UNICEF, o Cluster Global da Nutrição identificou que que 15% das crianças de até 2 anos na parte norte de Gaza passam por desnutrição aguda e 3% delas estão&nbsp;<em>definhando</em>&nbsp;– seus músculos se atrofiam e sua massa corporal decresce rapidamente, pela total falta de alimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números na parte sul, que inclui Rafah, cidade para onde foi deslocada a maior parte da população de Gaza, são algo menores, mas ainda representam uma situação muito pior que a de antes de 7 de outubro. O relatório indica que, em janeiro,&nbsp;<a href="https://www.unicef.org/press-releases/childrens-lives-threatened-rising-malnutrition-gaza-strip">5% das crianças de até 2 anos em Rafah estavam passando por desnutrição aguda</a>. Antes, menos de 1% das crianças de até 5 anos de toda a Faixa de Gaza viviam esse quadro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário geral de desnutrição está criando a tempestade perfeita para um surto de doenças transmissíveis, que pode elevar o número de crianças mortas por Israel a um patamar ainda mais devastador. A maioria das crianças só têm tido acesso a uma alimentação pouquíssimo variada, e seus corpos estão ficando mais vulneráveis a sintomas que poderiam ser tratáveis, como a diarreia. A falta de água potável, que afeta todos os lares de Gaza, diminui mais ainda a chance de tratar essas condições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As crianças não são o único grupo afetado pela falta de comida. Pais, e mesmo mães grávidas, estão “pulando refeições” para alimentar seus filhos. Cerca de 95% das grávidas e lactantes de Gaza não estão comendo o suficiente. Quando comem, são alimentos de baixo valor nutricional, o que piora os efeitos da anemia e prejudica a saúde materna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PAM documentou muito dessa situação, mas seu trabalho de entrega de ajuda humanitária no norte de Gaza foi suspenso, já que as forças de ocupação não garantem condições de segurança para essas atividades. A ajuda que entra pelo sul de Gaza é apenas uma fração do que é necessário, e os efeitos da desnutrição estão se exacerbando por conta da destruição da infraestrutura de saúde.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Para Israel, hospitais são alvo</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhum hospital ou centro de saúde foi poupado nesse processo, e também foram registrados ataques contra a infraestrutura civil onde os trabalhadores da saúde e seus familiares buscam abrigo. No mais recente desses ataques, as Forças de Ocupação de Israel (FOI)* alvejaram uma casa onde se encontravam 64 membros da Médicos Sem Fronteiras (MSF) com suas famílias. O prédio estava claramente identificado com uma bandeira da MSF e as FOI haviam sido informadas de sua presença, mas mesmo assim o atacaram, matando várias pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a MSF, as ações de Israel “demonstram um <a href="https://www.msf.org/msf-strongly-condemns-deadly-israeli-attack-msf-shelter-gaza">completo desprezo pela vida humana e uma falta de respeito pela missão médica</a>. Isso torna impossível manter as atividades médicas e humanitárias em Gaza”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a persistência dos ataques das FOI, as bombas são seguidas por ordens de evacuação e cercos, que comprometem ainda mais a saúde de doentes e feridos. Ao comentar os recentes casos de evacuação de hospitais em Gaza, a representante da MSF Guillemette Thomas revelou que pacientes sem a menor condição de se deslocar estão sendo&nbsp;<a href="https://www.msf.org/evacuation-orders-and-forced-displacement-jeopardise-peoples-health-gaza">obrigados a fugir a pé, de cadeira de rodas ou até amarrados em camas hospitalares</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa situação eleva o risco de infecção e reduz as chances de recuperação, afirmou Thomas. “Isso pode ser extremamente perigoso para eles. Quando uma pessoa com uma fratura na perna começa a andar, ela compromete as possibilidades de recuperar sua mobilidade e pode sofrer consequências que ameaçam sua própria vida”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo depois da maioria dos pacientes, médicos e refugiados fugirem, as forças israelenses continuam cercando os hospitais. No dia 22 de fevereiro, após um mês de&nbsp;<a href="https://english.wafa.ps/Pages/Details/141928">cerco e bombardeio sobre o hospital Al-Amal</a>, em Khan Younis, as FOI acabaram por danificar os equipamentos de comunicação da instituição, que são utilizados pelo Crescente Vermelho Palestino para contactar e despachar equipes. Esse é só mais um exemplo de&nbsp;<a href="https://peoplesdispatch.org/2024/02/09/infections-on-the-rise-in-gaza-as-israel-impedes-delivery-of-water-food/">uma série de ações de Israel contra o Crescente Vermelho Palestino</a>, que se segue ao sequestro de vários de seus funcionários, à destruição de ambulâncias enviadas para o resgate de crianças e à realização de incursões no hospital al-Amal, que inutilizaram materiais hospitalares e veículos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A destruição do hospital Nasser</h3>



<p class="wp-block-paragraph">No hospital Nasser,&nbsp;<a href="https://www.who.int/news/item/20-02-2024-who-transfers-critical-patients-out-of-nasser-medical-complex--fears-for-safety-of-remaining-patients">a situação não é nada melhor</a>. Mesmo depois que a OMS e as demais organizações finalmente conseguiram adentrar o complexo hospitalar para evacuar uma parte dos pacientes que haviam ficado para trás após a violenta incursão israelense, mais de 100 pacientes incapazes de se mover e uma dúzia de trabalhadores da saúde que lhes ofereciam cuidado ainda não conseguiram sair.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A agência de saúde da ONU só recebeu permissão para entrar no hospital Nasser no início da semana passada, após várias tentativas serem bloqueadas pelas forças de Israel. “Antes dessa missão, a OMS recebeu duas negativas consecutivas ao tentar acessar os hospitais para fazer avaliações médicas, o que atrasou transferências urgentes de pacientes. Pelo menos cinco pacientes morreram na Unidade de Tratamento Intensivo antes que as transferências fossem possíveis”, disse a organização em um pronunciamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao voltar do hospital Nasser, funcionários da OMS afirmaram que o cenário de destruição era indescritível.&nbsp;<a href="https://news.un.org/en/story/2024/02/1146792">“Gaza se tornou uma zona de morte”</a>, disse o diretor-geral da OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">* As forças armadas israelenses se autodenominam Forças de Defesa de Israel (FDI). Contudo, seu papel muito mais voltado para a ocupação ilegal de territórios da Palestina do que para uma suposta “autodefesa” da entidade sionista leva movimentos populares e instituições humanitárias a denominarem-nas Forças de Ocupação de Israel (FOI), como escolheu fazer o autor desta matéria e a tradução decidiu respeitar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra Saude / Foto: Ibraheem Abu Mustafa</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Ipirá: uma área territorial grande e com várias nuances" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/F0UzabrCtRg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/devastacao-de-gaza-pela-fome-e-iminente/">Devastação de Gaza pela fome é iminente</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>No Brasil não falta comida, mas sobra pobreza, afirma Bela Gil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jun 2023 22:30:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[&#039;miseria]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Fome]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quinta-Feira, 08/06/2023 &#8211; 18h00 Por Folhapress A chef e ativista pela agroecologia Bela Gil e a bartender Néli Pereira inauguraram os debates da Feira do Livro, em São Paulo, falando sobre as implicações políticas e culturais da comida e da bebida na mesa dos brasileiros.  &#8220;Precisamos de vários tipos de acesso para que a comida chegue [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Quinta-Feira, 08/06/2023 &#8211; 18h00</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por Folhapress</p>



<p class="wp-block-paragraph">A chef e ativista pela agroecologia Bela Gil e a bartender Néli Pereira inauguraram os debates da Feira do Livro, em São Paulo, falando sobre as implicações políticas e culturais da comida e da bebida na mesa dos brasileiros.<br> </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="70022" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px-1.jpg" alt="" class="wp-image-70022"/></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Precisamos de vários tipos de acesso para que a comida chegue ao nosso prato, mas um dos elementos centrais é o tempo&#8221;, afirmou Bela Gil no palco, montado na entrada do Estádio do Pacaembu. O local estava cheio na manhã desta quinta-feira (8).<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autora de &#8220;Quem Vai Fazer essa Comida?&#8221; (Elefante) defendeu que a alimentação saudável deveria ser o padrão. Ela, porém, afirma que isso é impossibilitado pela falta de educação alimentar e acesso geográfico e tecnológico.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitas regiões, grandes deslocamentos são necessários para ter acesso à comida, enquanto algumas comunidades têm alimento, mas carecem de gás, panelas, água encanada ou fogão para cozinhar.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela citou o projeto Um Milhão de Cisternas, que possibilitou acesso à água no semiárido do país para que as pessoas pudessem cozinhar. &#8220;A pobreza faz a fome, alimento não falta&#8221;, afirmou a apresentadora, frisando a diferença entre alimento saudável, produzido pela agricultura familiar e commodities, produto do agronegócio.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Cozinhar na nossa sociedade é um trabalho doméstico não remunerado&#8221;, defendeu a chef diante de um público bem dividido entre homens e mulheres, fato que ela considerou inédito.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esse trabalho precisa ser valorizado para que possamos ter tempo de cozinhar. Sem ele, nenhum outro trabalho seria possível. Ninguém sai de casa com ela cheia de pó e louça suja. Alguém precisa passar o café, e geralmente quem faz isso são as mulheres&#8221;, afirmou.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Precisamos beber menos e beber melhor. Se a indústria lança algo novo, todo mundo toma&#8221;, criticou Néli Pereira, que lançou &#8220;Da Botica ao Boteco: Plantas, Garrafadas e a Coquetelaria Brasileira&#8221; (Companhia das Letras).<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No livro, ela destrincha alguns ingredientes para a criação de coquetéis, apresentando estudos sobre a toxicidade de algumas ervas e seus usos seguros.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O álcool é menos perverso que o açúcar, porque é uma droga silenciosa. Você vai comendo e comendo. Quando vê, precisa amputar um pé pelo diabetes&#8221;, completou Gil.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela cita que uma latinha de refrigerante possui cerca de 35g de açúcar, o que equivale a cerca de 132% do valor que a OMS, a Organização Mundial da Saúde, recomenda consumir por dia.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pereira contou que, quando começou o bar Zebra ao lado do marido, sentiu desconfianças algumas vezes por parte de clientes &#8212; especialmente homens &#8212; sobre seus conhecimentos como bartender. Isso a levou a trazer elementos que considera femininos para o ambiente, como um herbário no balcão.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Muitas pessoas já me falaram que as ervas as lembraram de suas avós. Existe uma memória afetiva relacionada ao feminino, que acho que vem das ervas. Essa coisa servil de que o cliente tem sempre razão não cola. Não há abusos de nenhum tipo dentro do meu bar&#8221;, afirmou, sob aplausos da plateia.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho doméstico rende 11 trilhões de dólares por ano, o que representa 13% do PIB mundial &#8212; dados que estão no livro de Gil e que apontam, segundo a autora, que a atividade subsidia o sistema capitalista no qual vivemos. &#8220;Estou reivindicando uma distribuição justa do valor desse trabalho. As mulheres produzem e sustentam a força de trabalho&#8221;, defendeu.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando questionada sobre quais livros a inspiraram, ela citou &#8220;A Queda do Céu&#8221;, do xamã Davi Kopenawa. &#8220;O problema é que o ser humano acha que não é natureza e quer dominá-la. Nossos bares e cozinhas devem ser uma extensão do pensamento de comunhão com a natureza, entendendo nossa responsabilidade dentro dela&#8221;, concluiu.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Feira do Livro conta com mesas abertas ao público até domingo, na praça Charles Miller, em São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Bahia Noticias</p>



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