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	<title>Fugindo da realidade |</title>
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		<title>Fugindo da realidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Nov 2023 15:53:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dhonatas Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Fugindo da realidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por &#8211; Dhonatas Silva (Colunista &#8211; Ipirá City) O que é a realidade? Seria tudo aquilo que estamos vivendo? Por que por vezes tentamos fugir de nós ou de onde estamos? O que buscamos, afinal? Gregório tinha 40 anos de idade, desde criança seu maior sonho era conhecer a FELICIDADE. Ora, mas isso é fácil, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por &#8211; Dhonatas Silva (Colunista &#8211; Ipirá City)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que é a realidade? Seria tudo aquilo que estamos vivendo? Por que por vezes tentamos fugir de nós ou de onde estamos? O que buscamos, afinal? Gregório tinha 40 anos de idade, desde criança seu maior sonho era conhecer a FELICIDADE. Ora, mas isso é fácil, não é mesmo? Já que a felicidade pode ser encontrada em tantas coisas e lugares. Mas Gregório não a conhecia, e já havia procurado seu significado no dicionário. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Felicidade é o estado de quem é feliz, um sentimento de bem-estar e contentamento. Mas ele não compreendia nada daquilo. Sempre que ligava a TV, via pessoas com tão pouca condição, mas com um<br>sorriso largo no rosto, e se perguntava:</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Mas como podem ser tão felizes com tão pouco? </p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Questionava constantemente.<br>Gregório então resolveu ir à busca do seu maior sonho. Ele não costumava<br>sair muito de casa. Em sua garagem tinham dois carros, duas motos e uma bicicleta.<br>Certo dia ele resolveu fugir de casa pra ver se encontrava a felicidade perdida em<br>algum lugar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Vestiu-se igual àquelas pessoas que ele costumava ver na TV, pegou a<br>roupa mais velha que tinha, colocou um pouco de dinheiro, seus documentos e<br>cartões de crédito numa bolsa, pegou a bicicleta e seguiu sem rumo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele não conhecia muito bem a cidade, mas se arriscou mesmo assim. Após pedalar por<br>pouco mais de 2 km, se deparou com um mendigo que não hesitou em pedi-lo<br>ajuda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Ei, ei, me ajude, por favor. Estou morrendo de fome.<br>Gregório já havia se assustado com a situação em que o homem se<br>encontrava, e se emocionou depois de ouvir aquelas palavras. Ele queria ajudar<br>aquele homem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Boa tarde, me chamo Gregório, qual o seu nome?</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Meu nome é Antônio, mas pode me chamar de Tõe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Antônio, vamos fazer o seguinte, almoçaremos naquele restaurante do<br>outro lado da rua, enquanto você me conta sua história, tudo bem?<br>Antônio prontamente aceitou, estava com muita fome e aquele era um convite<br>irrecusável. Serviram-se, afinal, o restaurante era self-service, e começaram a<br>conversar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Então Antônio, conte-me sua história. O que aconteceu para que você<br>chegasse a essa situação?<br>Gregório que era um homem pobre, que só tinha dinheiro, agora conversava<br>com Tõe, um homem rico que morava na rua. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O homem pobre que veementemente<br>fugiu de casa em busca de algo que não poderia comprar, nunca imaginou que<br>encontraria sinais de felicidade tão rápido. Tõe começou a contar sua história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Então senhor Grego, eu tenho 60 anos de idade, moro nas ruas a pouco<br>mais de um ano. Trabalhei minha vida inteira limpando banheiros públicos, ninguém<br>nunca me notou enquanto eu trabalhava. Diariamente centenas de pessoas<br>entravam nos banheiros, mas sequer davam-me bom dia. Depois que me aposentei, imaginei que iria aproveitar ainda mais o tempo com meu filho e minha esposa, mas…</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Mas o que Antônio, o que houve com eles? Te abandonaram? O que você<br>aprontou? ─ Gregório estava morto de curiosidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ O que aprontei? Porque acha que aprontei algo? </p>



<p class="wp-block-paragraph">─ O semblante de Tõe<br>mudou rapidamente, agora parecia estar irritado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Ora, normalmente essas histórias são resultado de um marido que bebe e<br>bate na mulher, ou trai, ou… </p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Tõe o interrompeu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Ou o que? Acha que os matei? Não sei em que mundo você vive, mas acho<br>que está assistindo muita televisão. Eu amava minha esposa e meu filho, e sim, eles<br>me abandonaram, e sim eu bebia muito, mas só comecei a beber depois do<br>ocorrido?</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Conte-me tudo Antônio, não irei mais interrompê-lo, o que ocorreu?</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Senhor Grego, eu posso ser desprovido de beleza e de dinheiro, mas tenho<br>um bom coração. Minha esposa e meu filho perderam suas vidas em um acidente de<br>carro, desde então não consegui mais voltar pra casa. Sei que não irei conseguir<br>abrir a porta da minha casa e não vê-los vindo correndo pra me abraçar e perguntar<br>como havia sido meu dia. Eu via centenas de pessoas durante o dia todo, mas<br>apenas quatro me viam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Meus sentimentos seu Antônio. Quatro? Mas você não morava apenas com<br>sua esposa e seu filho? ─ Gregório estava confuso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Sim, sim, mas lá em cima tem alguém que nunca deixou de olhar por mim,<br>um Deus que me faz sorrir todos os dias e que oro pedindo forças para entrar na<br>minha casa novamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ E a quarta pessoa? ─ Indagou louco pela resposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Eu!</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Você? Isso é uma piada?</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Por que seria? Eu sempre era o segundo a me ver todos os dias? E antes<br>que você me interrompa perguntando se o primeiro era minha esposa, não. O<br>primeiro sempre era aquele que nunca dorme, e eu acordava muito cedo e depois<br>da oração ia direto para o banheiro me olhar no espelho. Admirava o quanto era<br>especial, feliz e rico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Rico? Quanto você ganhava para lavar banheiros? ─ Gregório perguntou<br>sorrindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ O suficiente para não precisar sair por aí em busca da felicidade, pois ela já<br>morava comigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aquelas palavras dilaceraram o coração de Gregório. Foi uma direta, até<br>parecia que Tõe sabia que ele havia fugido de casa com esse intuito. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A história e a fé daquele homem fizeram Gregório lembrar-se de sua empregada, seu pai, sua<br>mãe, seus irmãos, do cachorro, enfim, de todos. Que mesmo convivendo na mesma<br>casa, não se viam há anos. Gregório resolveu se oferecer para ajudar Tõe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Antônio, eu quero lhe ajudar! ─ Gregório estava preocupado de deixá-lo<br>continuar morando na rua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Já lhe falei que pode me chamar de Tõe. ─ Sorriram juntos. Ali nascia uma<br>bela amizade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Está bem, está bem, Tõe. Deixa-me te ajudar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Me ajudar como? Você já me pagou um prato de comida hoje, se quer me<br>ajudar, passe por aqui de novo amanhã. ─ Sorriram novamente.<br>O bom humor de Tõe diante da realidade em que vivia, cada vez mais<br>cativava Gregório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Vamos à sua casa? ─ Ele interrompeu o sorriso de Tõe com essa pergunta.<br>Provavelmente ele não imaginava, mas tocou na ferida de Tõe. Que<br>atravessou a rua correndo e sentou no mesmo lugar onde Gregório o havia<br>encontrado, e desabou em prantos. Foram longos minutos de conversa, até que<br>uma frase mudou toda situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Onde fica sua casa, Tõe?</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Estamos na calçada d</p>



<p class="wp-block-paragraph">─ Tõe, certa vez li uma frase de um escritor ipiraense chamado Dhonatas<br>Silva que dizia o seguinte: “Precisamos assustar nossos medos”. Vamos entrar. Saí<br>de casa disposto a conhecer a felicidade, e você me disse que ela morava com<br>você. Pode me apresentá-la?</p>



<h1 class="wp-block-heading"><em><strong>FIM.</strong></em></h1><p>The post <a href="https://ipiracity.com/fugindo-da-realidade/">Fugindo da realidade</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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