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	<title>Gaza |</title>
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	<title>Gaza |</title>
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		<title>Haverá paz em Gaza?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 19:40:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou publicamente o plano de 15 pontos apresentado pelos EUA para Gaza. O primeiro-ministro disse que as tropas israelenses só deixarão o território quando o Hamas for &#8220;genuinamente desarmado”. O plano foi anunciado no final do mês pelo &#8220;Conselho da Paz&#8221; criado por Trump. A proposta previa a retirada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou publicamente o plano de 15 pontos apresentado pelos EUA para Gaza. O primeiro-ministro disse que as tropas israelenses só deixarão o território quando o Hamas for &#8220;genuinamente desarmado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O plano foi anunciado no final do mês pelo &#8220;Conselho da Paz&#8221; criado por Trump. A proposta previa a retirada israelense em etapas. O plano também teria a transição do governo de Gaza para um comitê palestino, com supervisão internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o início da ofensiva em Gaza, essa é a primeira ruptura pública entre Netanyahu e Trump. Ela acontece a poucos meses das eleições israelenses, que serão em outubro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do outro lado: O Hamas afirmou que só entregará seu armamento após a saída de Israel da região. O grupo terrorista vincula o desarmamento total à criação futura de um Estado palestino, condição que Netanyahu já descartou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda falando em guerras…<br>O Irã divulgou uma lista endereçada aos Estados Unidos com seis exigências para reabrir o Estreito de Ormuz. Fechado desde o início do conflito, a região era por onde passava cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre as exigências, estão o pagamento de indenizações pelos danos causados ao país e fim da guerra na Palestina. Segundo o governo iraniano, a reabertura da rota marítima está suspensa “até que os norte-americanos mudem de postura”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: The News / (Imagem: Sarah Grillo/Axios)</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Bate Papo com o presidente do CDL Clodoaldo Ribeiro" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/JmbWaEevt48?start=9&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Cineastas denunciam “silêncio” do Festival de Berlim sobre genocídio em Gaza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 14:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[“silêncio”]]></category>
		<category><![CDATA[Berlim]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em carta, figuras como Javier Bardem, Tilda Swinton e Fernando Meirelles condenam a postura do Júri da Berlinale, comandado pelo diretor Wim Wenders Um dos festivais de cinema mais politizados do mundo tem sido amplamente criticado pelo “silêncio institucional” em relação ao genocídio em Gaza, praticado por Israel. Contrariando sua vocação crítica, o Festival de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Em carta, figuras como Javier Bardem, Tilda Swinton e Fernando Meirelles condenam a postura do Júri da Berlinale, comandado pelo diretor Wim Wenders</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos festivais de cinema mais politizados do mundo tem sido amplamente criticado pelo “silêncio institucional” em relação ao genocídio em Gaza, praticado por Israel. Contrariando sua vocação crítica, o Festival de Berlim (Berlinale) 2026, com o Júri presidido pelo diretor alemão Wim Wenders, decepciona com uma postura covarde e de censura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após Wenders afirmar que o cinema deve se manter “fora da política”, uma carta assinada por mais de 80 artistas da indústria cinematográfica manifestou contrariedade à declaração. Os signatários condenaram “o silêncio institucional da Berlinale sobre o genocídio dos palestinos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os que assinaram o documento, divulgado na terça-feira (17), estão figuras como Javier Bardem, Tilda Swinton e o diretor brasileiro Fernando Meirelles, responsável pelos filmes “Cidade de Deus” (2002) e “Dois Papas” (2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Controvérsia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O premiado diretor alemão de clássicos como “Paris, Texas” (1984) e “Asas do Desejo” (1987) tentou esvaziar o sentido político da Berlinale ao responder um questionamento de um jornalista na semana anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perguntado sobre a hipocrisia do Júri do Festival, patrocinado pelo governo alemão, por se solidarizar com a Ucrânia enquanto a autoridade nacional apoia o genocídio em Gaza, Wenders se saiu de forma lamentável: “Temos que nos manter fora da política, porque, se fizermos filmes que sejam dedicadamente políticos, entramos no campo da política; mas nós somos o contrapeso da política”, disse o presidente do Júri.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/02/76012808_1004-1024x448.webp" alt="" class="wp-image-737211"/><figcaption class="wp-element-caption">Wim Wenders durante coletiva do Festival. Foto:&nbsp;<em>Scott A.G.</em>/<em>AP Photo/picture alliance</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para completar a polêmica, a diretora da 76ª Berlinale, Tricia Tuttle, ainda foi em defesa de Wenders e dos cineastas do Júri, ao dizer que eles têm direito à livre expressão e não devem ser obrigados a se manifestar sobre todas as questões, a não ser que queiram.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Leia mais:&nbsp;</strong><a href="https://vermelho.org.br/2026/02/13/filme-dirigido-pelo-brasileiro-karim-ainouz-disputa-o-urso-de-ouro/">Filme dirigido pelo brasileiro Karim Aïnouz disputa o Urso de Ouro</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação causou uma avalanche de críticas e fez com que a escritora indiana Arundhati Roy&nbsp;cancelasse sua participação. Ela afirmou à mídia indiana que está chocada ao ouvir que a “arte não deve ser política”, sendo esta uma forma de silenciar um “crime contra a humanidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À&nbsp;<em>Folha</em>, o diretor brasileiro Karim Aïnouz afirmou que “fazer cinema sempre foi um ato político”. Ele está na direção do filme “Rosebush Pruning”, que concorre ao Urso de Ouro em Berlim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda segundo o cineasta, a declaração de Wenders foi infeliz, sendo que o alemão é responsável por “um cinema profundamente político e transformador”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carta ao Festival</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na carta pública ao Festival, os mais de 80 profissionais de cinema pedem que as instituições do cinema “se recusem a ser cúmplices da terrível violência que continua a ser perpetrada contra os palestinos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme afirmam no documento, os signatários se dizem “consternados com o envolvimento da Berlinale na censura de artistas que se opõem ao genocídio israelense contra os palestinos em Gaza e com o papel fundamental do Estado alemão ao permiti-lo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles também lembram que, na edição anterior, os cineastas que se manifestaram em apoio à Palestina foram repreendidos agressivamente, com um episódio em que um colega chegou a ser investigado pela polícia alemã e atacado falsamente pela direção do Festival.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também foi ressaltada contrariedade à fala de Wenders de que o cinema é o oposto da política: “Não se pode separar uma coisa da outra.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o texto destaca que “apesar das inúmeras evidências das intenções genocidas de Israel, dos crimes e atrocidades sistemáticas e da limpeza étnica, a Alemanha continua a fornecer a Israel armas usadas para exterminar palestinos em Gaza”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto indica ainda que, ao contrário da Berlinale, outros festivais internacionais têm endossado “o boicote cultural ao apartheid israelense”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para completar, a carta evidencia que o Festival de Berlim ainda não atendeu aos pedidos de sua comunidade cinematográfica para que faça uma declaração que afirme o direito dos palestinos à vida, à dignidade e à liberdade e condene o genocídio israelense, assim como fez em outras oportunidades, em situações envolvendo Irã e Ucrânia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, ao citar o Instituto de Cinema Palestino, os profissionais foram enfáticos ao dizer que estão consternados “com o silêncio institucional da Berlinale sobre o genocídio dos palestinos e com sua relutância em defender a liberdade de expressão dos cineastas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Portal Vermelho / Cartaz do Festival. Foto: Berlinale</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="&quot;ADVOCACIA NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL&quot;" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/FY4TbQ0g5pk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Diplomatas europeus condenam ações de Israel em Gaza e pedem &#8216;medidas urgentes da UE&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Aug 2025 15:18:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Diplomatas]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quarta, 27 de agosto de 2025 Mais de 200 diplomatas europeus, incluindo 110 ex-embaixadores, condenaram nesta terça-feira (26), em uma carta conjunta, as ações ilegais “de Israel em Gaza e na Cisjordânia”, e pedem que os países da UE tomem medidas urgentes. O texto apresenta&#160;nove propostas&#160;com o objetivo de “criar uma massa crítica de apoio, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Quarta, 27 de agosto de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais de 200 diplomatas europeus, incluindo 110 ex-embaixadores, condenaram nesta terça-feira (26), em uma carta conjunta, as ações ilegais “de Israel em Gaza e na Cisjordânia”, e pedem que os países da UE tomem medidas urgentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto apresenta&nbsp;<a href="https://www.ceps.eu/ceps-news/open-letter-calling-for-immediate-implementation-of-eu-measures-against-israels-unlawful-actions-in-gaza-the-west-bank/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">nove propostas</a>&nbsp;com o objetivo de “criar uma massa crítica de apoio, dentro e fora da UE, visando proteger e fazer cumprir o direito internacional”. As medidas complementam outras já divulgadas em uma carta anterior, assinada por 58 diplomatas europeus e publicada em 28 de julho.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As propostas incluem a suspensão de licenças de exportação de armas, a proibição do comércio de bens e serviços com assentamentos ilegais e a proibição de centros de dados europeus receberem, armazenarem ou processarem dados do governo israelense ou de empresas se estiverem relacionados &#8220;à presença e às atividades de Israel em Gaza e outros locais dos territórios ocupados&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A carta menciona os planos de expansão de assentamentos judaicos na Cisjordânia e ações de colonos. O documento rejeita a construção de 3.400 unidades habitacionais na área E1, que separaria Jerusalém Oriental da Cisjordânia e alteraria a configuração territorial, impedindo a implementação da solução de dois Estados. O texto também condena o assassinato de Odeh Hathalin, um ativista palestino que trabalhou como consultor do documentário &#8220;No Other Land&#8221;, vencedor do Oscar. Ele foi morto a tiros por um colono judeu em julho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os signatários da carta apontam a dificuldade de obtenção de um acordo de cessar-fogo,&nbsp;<a href="https://www.rfi.fr/br/mundo/20250826-israelenses-voltam-%C3%A0s-ruas-e-organizam-a%C3%A7%C3%B5es-para-pedir-fim-da-guerra-em-gaza-e-volta-de-ref%C3%A9ns">a falta de uma solução para libertar reféns israelenses</a>, os planos de evacuação da Cidade de Gaza e o deslocamento de aproximadamente um milhão de palestinos para o sul do território.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Bloqueio da ajuda humanitária</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o texto, essas ações podem resultar em deslocamentos em larga escala e em uma crise migratória. Os diplomatas afirmam que “<a href="https://www.rfi.fr/br/mundo/20250824-oposi%C3%A7%C3%A3o-em-israel-prop%C3%B5e-governo-tempor%C3%A1rio-para-libertar-ref%C3%A9ns-em-gaza-enquanto-bombardeios-continuam">o governo israelense</a>&nbsp;continuou a impedir a UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Médio) e 100 ONGs internacionais de fornecer qualquer tipo de ajuda desde 2 de março, bloqueando também entregas de outros fornecedores, enquanto prioriza a militarização da ajuda fornecida pelo GHF e seus mercenários”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A GHF (Gaza Humanitarian Foundation) é uma organização não governamental americana criada em fevereiro de 2025 com o objetivo declarado de distribuir ajuda humanitária na Faixa de Gaza.&nbsp;De acordo com o texto, o uso dessa organização “é uma violação<a href="https://www.rfi.fr/br/mundo/20250823-para-palestinos-reconhecimento-da-fome-pela-onu-veio-tarde-demais">&nbsp;aos princípios humanitários da ONU</a>”, e resultou na “morte ou ferimento de milhares de palestinos que buscavam essa assistência.”&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">&#8216;Falta de ação enfraquece UE em outros conflitos&#8217;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os diplomatas também relatam restrições à atuação de jornalistas internacionais e mencionam que pelo menos 200 profissionais foram mortos desde o início do conflito, em outubro de 2023.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A carta ainda apresenta dados sobre a situação alimentar em Gaza, indicando que meio milhão de pessoas estão em risco de morte e 132 mil crianças menores de cinco anos enfrentam risco de desnutrição até junho de 2026.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento&nbsp;conclui com um apelo&nbsp;<a href="https://www.rfi.fr/br/fran%C3%A7a/20250825-paris-convoca-o-embaixador-dos-eua-na-fran%C3%A7a-ap%C3%B3s-cr%C3%ADticas-sobre-combate-ao-antissemitismo">à liderança da União Europeia</a>, e afirma que&nbsp;ações concretas são necessárias para preservar os valores europeus, a credibilidade internacional e o apoio do Sul Global. A falta de ação, segundo os signatários, enfraquece a posição da UE em outros conflitos, como a guerra na Ucrânia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: RFI Brasil / </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="BATE PAPO COM O PRESIDENTE DA CAMARA DE VEREADORES DE IPIRÁ BENEDITO DO LEITE" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/mxYo0gunykk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/diplomatas-europeus-condenam-acoes-de-israel-em-gaza-e-pedem-medidas-urgentes-da-ue/">Diplomatas europeus condenam ações de Israel em Gaza e pedem ‘medidas urgentes da UE’</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Por que a aliança com Israel é uma questão de Estado na Alemanha — e como fome em Gaza põe isso à prova</title>
		<link>https://ipiracity.com/por-que-a-alianca-com-israel-e-uma-questao-de-estado-na-alemanha-e-como-fome-em-gaza-poe-isso-a-prova/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=por-que-a-alianca-com-israel-e-uma-questao-de-estado-na-alemanha-e-como-fome-em-gaza-poe-isso-a-prova</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2025 18:41:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O direito à existência de&#160;Israel&#160;e sua segurança é parte da razão de Estado para a&#160;Alemanha, o melhor amigo na Europa de um país cada vez mais criticado pela sua estratégia militar na&#160;Faixa de Gaza. A Alemanha apoia Israel em fóruns internacionais e é seu principal parceiro comercial na região. O país europeu mantém importantes acordos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/por-que-a-alianca-com-israel-e-uma-questao-de-estado-na-alemanha-e-como-fome-em-gaza-poe-isso-a-prova/">Por que a aliança com Israel é uma questão de Estado na Alemanha — e como fome em Gaza põe isso à prova</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Atahualpa Amerise</strong></li>



<li><strong>BBC News Mundo</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O direito à existência de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cjgn7g13q3kt">Israel</a>&nbsp;e sua segurança é parte da razão de Estado para a&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c1gdqg5rgzkt">Alemanha</a>, o melhor amigo na Europa de um país cada vez mais criticado pela sua estratégia militar na&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/resources/idt-33fccfbe-abcc-4af1-bdd2-632b2787cf59">Faixa de Gaza</a>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A Alemanha apoia Israel em fóruns internacionais e é seu principal parceiro comercial na região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O país europeu mantém importantes acordos militares com o Estado judaico e sua narrativa oficial relaciona diretamente a existência de Israel à identidade moral e política de Berlim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este alinhamento não atende apenas a interesses estratégicos. Seus antecedentes históricos são únicos. Afinal, diferentemente dos outros países europeus, as relações entre a Alemanha e Israel são marcadas pela trágica memória do&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd189gdr7l5o">Holocausto</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois do massacre de milhões de judeus pelo regime nazista, mais de oito décadas atrás, a Alemanha assumiu seu compromisso com a existência e a segurança do Estado de Israel. Mas a guerra e, particularmente, a&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cql0qgn21eno">fome</a>&nbsp;reinante atualmente na Faixa de Gaza estão colocando este compromisso à prova.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrxre27qv2o">Outros governos europeus</a>&nbsp;vêm intensificando suas críticas a Israel, enquanto a Alemanha mantinha postura mais cautelosa, especialmente nos primeiros meses do conflito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a deterioração da situação humanitária em Gaza, a&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9vdpvz0mgro">fome</a>&nbsp;denunciada pelos organismos internacionais e as crescentes acusações de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9vrw7g28r3o">crimes de guerra</a>&nbsp;contra Israel começaram a levantar dúvidas sobre um consenso que parecia inabalável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O governo alemão continua sendo pró-Israel, mas estamos presenciando uma mudança&#8221;, afirmou à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) o diretor do Centro Educativo Anne Frank em Frankfurt, na Alemanha, Meron Mendel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mendel é o autor do livro&nbsp;<em>Über Israel reden: Eine deutsche Debatte</em>&nbsp;(&#8220;Falando de Israel: um debate alemão&#8221;, em tradução livre).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Responsabilidade-histórica">Responsabilidade histórica</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As estreitas relações entre a Alemanha e Israel remontam a meados do século 20. As feridas do Holocausto eram recentes e havia chegado o momento de assumir responsabilidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1952, sete anos depois do fim da&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/czpzkp950gwt">Segunda Guerra Mundial</a>&nbsp;(1939-1945) e quatro anos antes da criação do Estado de Israel, os dois países assinaram o Acordo de Luxemburgo. Nele, a então chamada Alemanha Ocidental (1949-1990) se comprometeu a pagar reparações econômicas pelos crimes do regime nazista.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/12b7/live/5fd26e80-6d6b-11f0-b797-07a6cc417af0.jpg.webp" alt="Assinatura do Acordo de Reparações entre Israel e a República Federal da Alemanha"/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Além de definir as bases para a consolidação do Estado israelense, esta decisão abriu um caminho de cooperação que perdura até hoje. Mas, por décadas, esta política não se traduziu em apoio incondicional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se você observar a cultura da memória na Alemanha, de 1950 até o princípio do século 21, mesmo quando eles olhavam para o passado, não pensavam imediatamente em Israel, nem na política israelense&#8221;, afirma Mendel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele explica que a percepção geral dos alemães em relação aos judeus e a Israel era mais relacionada a &#8220;assumir o passado da geração dos seus pais e relembrar os eventos do Holocausto&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até que, em 2008, houve uma mudança. A então chanceler alemã Angela Merkel (2005-2021) declarou perante o Parlamento israelense que a segurança de Israel faz parte da&nbsp;<em>Staatsräson</em>&nbsp;— a razão de Estado alemã.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/973c/live/0d6fec80-6bef-11f0-ac5c-69a1d84c292a.jpg.webp" alt="Angela Merkel e Benjamin Netanyahu posam se cumprimentando, em frente às bandeiras dos seus países e da União Europeia"/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Este conceito estabelece um compromisso incondicional com a existência e a segurança do Estado de Israel. Ele foi adotado como princípio reitor da política externa alemã e referendado pelo sucessor de Merkel, Olaf Scholz (2021-2025), e pelo atual chanceler alemão, Friedrich Merz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor de História Michael Brenner, da Universidade Americana, declarou à BBC News Mundo que &#8220;a Alemanha sente uma responsabilidade especial de proteger Israel quando sua segurança é ameaçada&#8221;. Ele cita como exemplo o massacre de 7 de outubro de 2023, que deu origem à guerra atual na Faixa de Gaza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Brenner é autor de oito livros sobre a história dos judeus e sua relação com a Alemanha. Ele afirma que este compromisso não nasceu de um sentimento de culpa, mas do princípio de &#8220;responsabilidade&#8221; histórica, presente no discurso político e acadêmico alemão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Após duas ou três gerações, já não é possível falar de culpa. Mas a maior parte da elite política está convencida de que a Alemanha deve se opor ao antissemitismo devido à sua história&#8221;, destaca o politólogo Matthias Küntzel, pesquisador do Centro Vidal Sassoon de Jerusalém e membro do Conselho de Relações Exteriores da Alemanha. Ele é autor de diversos livros sobre o antissemitismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os especialistas defendem que o apoio a Israel desempenha papel simbólico na identidade política alemã contemporânea, como demonstração de que o país já aprendeu com seu passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Mendel, esta política &#8220;se transformou em uma espécie de consenso, da extrema esquerda à extrema direita, em todo o espectro político alemão&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Aliança-econômica-militar-e-diplomática">Aliança econômica, militar e diplomática</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A história pode ser o fator determinante, mas as relações entre a Alemanha e Israel possuem uma base estratégica que também engloba a economia, a defesa e a diplomacia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estado alemão, atualmente, é o principal parceiro comercial de Israel na União Europeia. O intercâmbio entre os dois países inclui os setores de tecnologia, inovação, infraestrutura e cooperação científica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, a Alemanha dominou quase 20% do total do comércio de Israel com a União Europeia, ocupando o primeiro lugar do bloco, muito acima dos demais países, como a França e a Itália.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No setor de defesa, os alemães são o segundo maior fornecedor de armamentos para Israel, atrás apenas dos Estados Unidos. As exportações incluem submarinos, sistemas de defesa aérea e tecnologia para tanques.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o ataque do Hamas, em outubro de 2023, Berlim forneceu armamentos ao seu aliado no valor de cerca de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões), segundo o jornal britânico Financial Times.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/efdf/live/6ee9f500-6d6b-11f0-b797-07a6cc417af0.jpg.webp" alt="Submarino alemão em Israel"/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, Israel também mantém contratos significativos de venda de armas para a Alemanha, como o sistema antimísseis Arrow 3, adquirido por Berlim ao custo aproximado de US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 19,6 bilhões).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do comércio e da defesa, os vínculos também se estendem à inteligência e à diplomacia. Os dois países cooperam em organismos multilaterais, como a ONU e a União Europeia, nos quais a Alemanha costuma se alinhar às posições israelenses ou contrabalançar as críticas internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Israel e Alemanha também mantêm diversos programas educativos e culturais, como cidades-irmãs e intercâmbios juvenis e acadêmicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Küntzel, o estreito vínculo bilateral se deve, em parte, ao fato de que Israel é uma democracia plena em uma região muito estável, que é o Oriente Médio. Por isso, a Alemanha acredita que suas relações possuem importância estratégica frente ao Irã e potências como a Rússia e a China.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Brenner argumenta que o fator geoestratégico é importante, mas, &#8220;sem o histórico do Holocausto, esta cooperação nunca teria atingido tamanha profundidade&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/f3bc/live/7ca51fd0-6d6b-11f0-b797-07a6cc417af0.jpg.webp" alt="Manifestação pró-Palestina na Alemanha"/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-que-muda-com-a-guerra-em-Gaza-">O que muda com a guerra em Gaza</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se existe algo capaz de pôr à prova a férrea defesa alemã de Israel, é a guerra na Faixa de Gaza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 60 mil palestinos foram mortos no território nos últimos 21 meses, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas. Paralelamente,&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cql0qgn21eno">organizações internacionais alertam</a>&nbsp;sobre a grave fome que atinge a população mais vulnerável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Números do Ministério da Saúde de Gaza indicam que, desde o início da guerra (após o ataque do Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023), 147 pessoas (incluindo 88 crianças) morreram por causas que podem ser atribuídas à desnutrição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Berlim manteve seu respaldo a Israel nos principais fóruns internacionais, mas, agora, começam a surgir movimentos que indicam uma mudança de postura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Berlim não aderiu ao comunicado apresentado na semana passada por 28 países, incluindo os principais Estados europeus, exigindo categoricamente que Israel suspenda a guerra na Faixa de Gaza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas mas a Alemanha apresentou, em conjunto com o Reino Unido e a França, um texto conjunto, solicitando ao governo do primeiro-ministro israelense,&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/ckdxnd3830pt">Benjamin Netanyahu</a>, que ponha fim à &#8220;catástrofe humanitária&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento considera que &#8220;reter ajuda humanitária essencial, para que ela não chegue à população civil, é inaceitável&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Solicitamos ao governo israelense que suspenda imediatamente as restrições ao fluxo de ajuda e permita urgentemente que a ONU e as ONGs humanitárias realizem seu trabalho para combater a fome&#8221;, prossegue o comunicado. &#8220;Israel deve cumprir com suas obrigações, em virtude do direito humanitário internacional.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo Netanyahu nega estar bloqueando a distribuição de alimentos. Ele também criticou a ONU por não recolher e transportar oportunamente os suprimentos que se encontram no lado de Gaza da fronteira, à espera de serem distribuídos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ONU rejeita as observações e destaca que o fluxo de ajuda depende de Israel, que mantém o controle do território.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Alemanha, as críticas a Israel surgiram recentemente dentro da coalizão a que pertence o governo do conservador Friedrich Mertz. Alguns membros da coalizão chegaram a falar em &#8220;crimes de guerra&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Michael Brenner destaca que, &#8220;enquanto os democratas-cristãos [sócios majoritários do governo e o partido do ex-chanceler Merz] relutam a se associar abertamente a outros países ocidentais que pedem o fim da guerra, os social-democratas [minoritários] são mais críticos sobre a política israelense em Gaza e desejam limitar ou pôr fim à exportação de armas alemãs a Israel&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Tanto o chanceler quanto a ministra de Relações Exteriores [Annalena Baerbock] são democratas-cristãos, mas acredito que até eles acabarão criticando, em algum momento, a continuidade da guerra israelense em Gaza&#8221;, prevê ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Meron Mendel, &#8220;o conceito de&nbsp;<em>Staatsräson</em>, a razão de Estado, de solidariedade com Israel, está cambaleando&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele destaca que &#8220;os cidadãos alemães, como outras populações europeias, não conseguem entender por que Israel age desta forma. Até pessoas que, antes da guerra, estavam mais ou menos do lado de Israel, agora, estão muito perturbadas com a situação&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível observar a tensão nas ruas. Na semana passada, uma manifestação pró-Palestina percorreu o centro de Munique, na Alemanha. Centenas de judeus e simpatizantes formaram uma corrente humana para proteger a principal sinagoga da cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pouco antes, um restaurante israelense em Berlim decidiu não abrir, após intensos protestos de um grupo palestino.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/a592/live/89473980-6d6b-11f0-b797-07a6cc417af0.jpg.webp" alt="Manifestação pró-Israel na Alemanha"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Grupos pró-Israel também saíram às ruas alemãs para condenar o antissemitismo</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução da guerra na Faixa de Gaza e a situação humanitária dos palestinos pode direcionar a política alemã contra Israel nos próximos meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não acredito que o princípio da&nbsp;<em>Staatsräson</em>&nbsp;vá desaparecer&#8221;, indica Mendel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas ele prevê que, &#8220;se a guerra não terminar, se a situação humanitária em Gaza continuar como está ou se tornar ainda mais catastrófica, haverá uma mudança nas políticas da Alemanha&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Brenner destaca o &#8220;desequilíbrio entre o apoio oferecido pelo governo a Israel e a opinião política na Alemanha, que é muito mais crítica em relação à guerra israelense em Gaza&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se isso continuar aumentando, especialmente entre uma geração mais jovem de políticos, poderá surgir uma mudança de rumo&#8221;, sentencia ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: BBC Brasil / Foto: Getty Images</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ESTREIA DO PROGRAMA FALA CHAPADA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/5Lyg-zC6acw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/por-que-a-alianca-com-israel-e-uma-questao-de-estado-na-alemanha-e-como-fome-em-gaza-poe-isso-a-prova/">Por que a aliança com Israel é uma questão de Estado na Alemanha — e como fome em Gaza põe isso à prova</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>“Nenhum profissional de saúde pode se calar sobre Gaza”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jul 2025 12:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na Unifesp, Mustafa Barghouti, um ícone da luta palestina, expôs o horror. Equipamentos de saúde foram destruídos, faltam água, comida e remédios. Não há vacinas, epidemias alastram-se. É hora de o Brasil cortar relações diplomáticas e impor sanções a Israel Desde 7 de outubro de 2023, a crescente agressão de Israel sobre os territórios palestinos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Na Unifesp, Mustafa Barghouti, um ícone da luta palestina, expôs o horror. Equipamentos de saúde foram destruídos, faltam água, comida e remédios. Não há vacinas, epidemias alastram-se. É hora de o Brasil cortar relações diplomáticas e impor sanções a Israel</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 7 de outubro de 2023, a crescente agressão de Israel sobre os territórios palestinos causou 132 mil feridos e mais de 55 mil mortos. Já são 20 meses de genocídio na Palestina ocupada ilegalmente por Israel. Os números correspondem a 10% de toda a população do enclave – proporcionalmente falando, seria como se 16 milhões de brasileiros ou 33 milhões de estadunidenses tivessem sido atingidos. A comparação aterradora foi feita por&nbsp;<strong>Mustafa Barghouti</strong>, médico e ativista político palestino, em sua participação na mesa “Sob fogo: a saúde da população de Gaza”, que aconteceu nesta terça-feira (1º) na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Barghouti fez uma ampla exposição do terror sofrido pelos palestinos. Além daqueles que não conseguiram escapar aos bombardeios em massa e dos que foram “enterrados” sob os escombros, há 2 milhões de palestinos em escassez prolongada de alimentos; quase meio milhão de pessoas em situação catastrófica de fome, desnutrição aguda, inanição, doenças e morte; 15 mil mulheres grávidas sem acesso a qualquer tipo de procedimento pré-natal; e incontáveis pessoas sem acesso a água para atender direitos básicos como saneamento básico ou, simplesmente, se hidratar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 20 meses, 94% de todos os hospitais da Faixa de Gaza foram danificados ou destruídos, e cerca de 700 ataques a equipamento de saúde foram orquestrados por Israel, de acordo com dados da OMS (dezenas de vídeos com imagens sobre os serviços de saúde atacados em Gaza podem ser encontrados&nbsp;<a href="https://www.emro.who.int/opt/priority-areas/occupied-palestinian-territory-health-crisis-2023.html">aqui</a>). A falta de suprimentos médicos, alimentos, água e combustível praticamente esgotaram um sistema de saúde já com poucos recursos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://outraspalavras.net/wp-content/uploads/2025/07/250703-gaza2-1500x844.jpg" alt="" class="wp-image-3110922"/><figcaption class="wp-element-caption">Créditos: Getty Images</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Ataques nos territórios palestinos ocupados mataram e feriram profissionais de saúde e pacientes – em sua grande maioria mulheres, idosos e crianças –, além de terem danificado instalações de saúde e ambulâncias. Não há mais vacinas, e doenças como a poliomielite, que havia sido erradicada há 30 anos, tornaram-se epidemias. Aos hospitais que restaram, falta acesso, já que os palestinos perderam inclusive seu direito de ir. Mas parece evidente que qualquer dano de saúde irá parecer um mal menor perto do risco iminente de ser assassinado&nbsp;<a href="https://outraspalavras.net/crise-civilizatoria/em-gaza-os-jogos-da-morte-do-sionismo/">ao buscar um saco de farinha</a>…</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento que reuniu Mustafa Barghouti e Paulo Buss, médico e atual diretor do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fiocruz, foi organizado pela Cátedra Edward Saïd junto de estudantes, professores, técnicos da universidade e participantes da Rede de Solidariedade ao Povo Palestino, o debate, com mediação da professora Rosemarie Andreazza, da Escola Paulista de Medicina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao apresentar os fatos, Mustafa foi enfático: “O que Israel quer é tornar nosso país inabitável, o que faz parte do projeto de limpeza étnica que começou com a Nakba em 1948”. A cada minuto que passa, lembrou o médico, palestinos morrem por bombardeios, fome e doenças. Enquanto isso, o Estado sionista de Israel se aproveita da crise sanitária-humanitária para criar o que chamou de “pontos de distribuição de ajuda humanitária”, que são, na verdade, campos de concentração – como bem chamou Barghouti.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante de tudo isso, o que tem feito o mundo além de observar a terra palestina tornar-se um cemitério a céu aberto? Traçando um paralelo histórico, Barghouti lembra que, na época do Holocausto, o mundo também se calou diante do genocído. “Hoje, nós [palestinos] estamos enfrentando o mesmo nível de covardia – agora das pessoas estão em silêncio sobre a Palestina”, disse ele.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como a saúde palestina resiste – e qual o papel do Brasil</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a>Perguntado sobre como têm se organizado as autoridades sanitárias na Palestina, Barghouti enfatiza que tanto os médicos independentes como as organizações e o próprio Ministério de Saúde local estão fazendo o possível. A&nbsp;<a href="https://pmrs.ps/">Sociedade Palestina de Assistência Médica</a>&nbsp;(PMRS, na sigla em inglês), grupo de médicos e profissionais de saúde, é um exemplo da resistência médica palestina, que não começou em 2023. Fundada em 1979, a organização busca complementar um sistema de saúde deteriorado pelos mais de 75 anos de ocupação militar israelense, criando de fato uma infraestrutura nacional de saúde. Entretanto, com a ampla destruição de quase todos os equipamentos de saúde na Palestina ocupada, a PMRS não tem conseguido trabalhar sozinha – contexto em que é extremamente importante “organizar uma cooperação entre a saúde palestina e a saúde brasileira”, segundo Mustafa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Contudo, a coisa mais importante agora é impor sanções econômicas e cortar relações diplomáticas com Israel”, disse o ativista palestino. Um&nbsp;<a href="https://www.ohchr.org/sites/default/files/documents/hrbodies/hrcouncil/sessions-regular/session59/advance-version/a-hrc-59-23-aev.pdf">relatório</a>&nbsp;produzido por Francesca Albanese, relatora especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados, divulgado em 30 de junho, aponta a Petrobras como parte de uma vasta rede que financia o Estado de Israel. O documento&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2025/07/02/petrobras-e-citada-em-relatorio-da-onu-como-uma-das-financiadoras-do-genocidio-palestino/">mostra que</a>&nbsp;a empresa brasileira detém as maiores participações em campos fornecedores de petróleo bruto, que abastecem, por sua vez, as duas principais refinarias em Israel – sem mencionar que a empresa fornece combustível para jatos militares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil, enquanto país signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, não pode seguir financiando o projeto racista e imperialista de um país que se construiu e se consolidou a partir da colonização e destruição de outro. Nesse contexto, a recomendação de Barghouti – que chegou a agradecer a solidariedade brasileira, mas pediu ações concretas – torna-se um dever.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, o mundo está assistindo aos crimes de guerra mais terríveis, e grande parte deles são ataques diretos à saúde palestina. Portanto, como bem lembra Barghouti, “nenhum profissional de saúde pode ficar calado diante do que está acontecendo na Faixa de Gaza”. Enquanto a Palestina ocupada corre o risco de não mais existir, de que lado estará o Brasil e a saúde brasileira: dos que permaneceram calados ou dos que se revoltaram com o extermínio em tempo real de todo um povo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra Saúde / Foto: Créditos: Jehad Alshrafi/AP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="DOENÇA HEPÁTICA METABÓLICA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/vAYKQtrpgqM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Médicos Sem Fronteiras acusam UE de hipocrisia e inação em relação à situação em Gaza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 16:11:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segunda, 16 de junho de 2025 A organização internacional Médicos Sem Fronteiras afirmou nesta segunda-feira (16) que a hipocrisia e a inação da União Europeia (UE) levaram à continuação do assassinato em massa de palestinos na Faixa de Gaza. &#8220;A hipocrisia e a inação da União Europeia e de seus Estados-membros permitiram que Israel continuasse [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Segunda, 16 de junho de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">A organização internacional Médicos Sem Fronteiras afirmou nesta segunda-feira (16) que a hipocrisia e a inação da União Europeia (UE) levaram à continuação do assassinato em massa de palestinos na Faixa de Gaza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A hipocrisia e a inação da União Europeia e de seus Estados-membros permitiram que Israel continuasse livremente o massacre de palestinos em Gaza com total impunidade&#8221;, afirmou a organização em um comunicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://noticiabrasil.net.br/20250616/medicos-sem-fronteiras-acusam-ue-de-hipocrisia-e-inacao-em-relacao-a-situacao-em-gaza-40443493.html#"></a>Na opinião da organização, as <a href="https://noticiabrasil.net.br/20250316/assessor-de-erdogan-ue-nao-tem-direito-de-dar-licoes-de-democracia-a-ninguem-38849611.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">autoridades dos Estados-membros</a> da UE têm &#8220;<strong>meios políticos, econômicos e diplomáticos para exercer pressão real sobre Israel</strong>&#8221; e forçá-lo a interromper o ataque e abrir as passagens de fronteira do enclave à ajuda humanitária sem impedimentos, mas Bruxelas continua ignorando esses meios. Além disso, alguns Estados-membros da UE continuam <a href="https://noticiabrasil.net.br/20241016/borrell-seguranca-na-ue-estara-em-risco-se-israel-atacar-producao-nuclear-ou-petrolifera-do-ira-36946464.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fornecendo armas a Israel</a> &#8220;<strong>usadas para matar, mutilar e queimar pessoas</strong>&#8220;, o que evidencia sua hipocrisia, acrescentou o comunicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Israel retomou os ataques à Faixa de Gaza em 18 de março, citando a recusa do Hamas em aceitar o&nbsp;<a href="https://noticiabrasil.net.br/20241014/israel-forcas-da-onu-no-libano-sao-inuteis-ue-diz-que-acusacoes-antissemitas-sao-caluniosas-36912162.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">plano dos EUA</a>&nbsp;de libertar os reféns e estender o cessar-fogo, que expirou em 1º de março. De acordo com dados fornecidos pelo Ministério da Saúde de Gaza, desde 7 de outubro de 2023,&nbsp;<strong>mais de 55.000 palestinos morreram&nbsp;</strong>e mais de 128.000&nbsp;<a href="https://noticiabrasil.net.br/20241201/chefe-de-agencia-humanitaria-da-onu-suspende-entrega-de-ajuda-humanitaria-para-gaza-por-kerem-37562859.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ficaram feridos</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Sputniknews / © AP Photo / Bilal Hussein</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ASSOCIAÇÃO DE MÃES E AMIGOS DE PESSOAS ATÍPICAS DE IPIRÁ" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/15eODlb2xYQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Gaza: a vida sob cerco total</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 May 2025 13:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há dois meses, nem um saco de farinha entra no enclave. Milhares de pessoas morrem por falta de medicamentos básicos. Israel tenta forçar rendição dos palestinos e já prepara nova invasão por terra, marcada para coincidir com chegada de Trump à região Esta matéria foi produzida a partir da transcrição e adaptação de um&#160;vídeo&#160;transmitido em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Há dois meses, nem um saco de farinha entra no enclave. Milhares de pessoas morrem por falta de medicamentos básicos. Israel tenta forçar rendição dos palestinos e já prepara nova invasão por terra, marcada para coincidir com chegada de Trump à região</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Esta matéria foi produzida a partir da transcrição e adaptação de um&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=beQoUz_4g3s">vídeo</a>&nbsp;transmitido em 5 de maio de 2025 no programa&nbsp;</em>Outra Manhã<em>. A fala original foi reorganizada e editada para o formato escrito, mantendo o conteúdo e o sentido da exposição.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Gaza entrou em maio sob um&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/news/articles/cwy04km1zk0o">cerco total imposto por Israel</a>, que agravou-se nos últimos dois meses. Desde 1º de março, alimentos, água, energia e medicamentos estão impedidos de entrar no território palestino. A nova fase da ofensiva israelense, menos visível que os bombardeios anteriores, mas igualmente brutal, tem recebido pouca atenção internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O bloqueio intensificado teve início após uma mudança de postura dos Estados Unidos. Embora o governo Biden tenha apoiado as ações militares israelenses, inclusive com o envio de bombas de duas toneladas, havia até então uma exigência para que Israel permitisse a entrada de ajuda humanitária. Com a retomada do comando de Donald Trump sobre a política externa norte-americana, essa exigência foi abandonada. O cerco absoluto começou com a expulsão da UNRWA, agência da ONU responsável por fornecer alimentos, água e medicamentos a 90% da população de Gaza.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Desde então, a situação humanitária se agravou drasticamente. Nenhum quilo de farinha entra em Gaza. As 25 padarias que ainda funcionavam fecharam por falta de insumos. Sem combustível e sem eletricidade, as usinas de dessalinização de água também pararam de operar. Segundo a UNRWA, 91% da população está em situação de insegurança hídrica total.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://outraspalavras.net/wp-content/uploads/2025/05/250505-gazapadaria-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-3108301"/><figcaption class="wp-element-caption">Sem fornecimento de farinha, padarias em Gaza foram obrigadas a fechar as portas. Créditos:&nbsp;<em>New York Times</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O governo de Israel também tem promovido&nbsp;<a href="https://horadopovo.com.br/bombas-de-israel-chacinam-40-pessoas-e-deixam-125-feridas-em-gaza/">ataques sistemáticos</a>&nbsp;à infraestrutura de sobrevivência. Em declarações públicas, ministros do gabinete de Benjamin Netanyahu defenderam o bombardeio de estoques de alimentos e redes de energia ainda ativas em Gaza. “Precisamos ampliar a intensidade e prosseguir até a vitória total”,&nbsp;<a href="https://www.middleeasteye.net/live-blog/live-blog-update/israeli-far-right-minister-urges-bombing-gazas-food-and-power-supplies">afirmou o ministro Itamar Ben-Gvir</a>&nbsp;– aquele que já havia prometido “abrir as portas do inferno” contra os palestinos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fome se espalha.&nbsp;<a href="https://www.nytimes.com/2025/05/04/world/europe/israel-gaza-blockade-humanitarian-crisis.html">Reportagem recente</a>&nbsp;do&nbsp;<em>New York Times</em>, jornal norte-americano sem histórico de simpatia pelos palestinos, descreve filas de crianças com panelas nas mãos em cozinhas comunitárias, hoje os únicos pontos de acesso a alimentos. O jornal entrevistou Arimed Morsen, trabalhador palestino que passa ao menos duas horas por dia na fila para conseguir comida. “Imagine não ter provado carne, um ovo cozido ou uma maçã durante meses”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na área da saúde, o colapso é completo. Com hospitais bombardeados e sem medicamentos, médicos recorrem ao Ministério da Saúde de Gaza em busca de orientação. Munir Alburich, diretor-geral da pasta, relatou ao&nbsp;<em>New York Times</em>&nbsp;que recebe ligações de profissionais e familiares em busca de medicamentos para problemas cardíacos, hepáticos ou renais. “Na maior parte dos casos, os pacientes vão morrer. Não há o que fazer”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cerco tem gerado repercussões internacionais. Dois tribunais da ONU já abriram processos contra Israel. A Corte Internacional de Justiça analisa uma queixa da África do Sul, que acusa o governo israelense de genocídio, com base nas próprias declarações de autoridades do país. Já o Tribunal Penal Internacional, conhecido como ICC, abriu processo específico por uso da&nbsp;<a href="https://www.foreignaffairs.com/israel/israel-gaza-and-starvation-weapon">fome como arma de guerra</a>. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Galant são alvos de pedidos de prisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse processo coloca países do chamado Ocidente em posição delicada. Estados que tradicionalmente apoiaram o Tribunal Penal Internacional — como Alemanha, França, Canadá, Austrália e Japão — agora enfrentam o dilema de manter a coerência jurídica ou seguir alinhados a Israel. Se Netanyahu ou Galant viajarem a esses países, teoricamente deveriam ser presos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o governo dos Estados Unidos tem agido de modo cínico. Ao invés de colaborar com o tribunal, aplica sanções contra juízes e bloqueou o financiamento da corte. Atualmente, os magistrados enfrentam restrições de circulação internacional e o próprio tribunal corre risco de colapso por falta de recursos. “Dentro de alguns meses, o dinheiro vai acabar e o tribunal terá que fechar as portas, deixando os criminosos impunes”, afirmou o presidente do ICC em sessão recente no Parlamento Europeu.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://outraspalavras.net/wp-content/uploads/2025/05/250505-gazasubnutricao-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-3108302"/><figcaption class="wp-element-caption">Crianças sofrem de subnutrição em Gaza. Não há fornecimento de medicamentos básicos. Créditos:&nbsp;<em>New York Times</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O uso da fome como arma de guerra é considerado crime internacional desde 1977. Segundo reportagem do site independente norte-americano&nbsp;<em>ZNet</em>, o motivo da demora em tipificar essa prática é o fato de que o cerco foi, historicamente, um método recorrente dos países ocidentais em suas guerras. A matéria menciona, por exemplo, o bloqueio naval imposto pela Inglaterra contra a Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial, a “Operação Fome” dos EUA contra o Japão na Segunda Guerra, e o uso de desfolhantes químicos como o agente laranja para destruir colheitas no Vietnã.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas semanas, o risco de uma nova ofensiva terrestre aumentou. O gabinete de Netanyahu se reuniu em Tel Aviv e convocou&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/news/articles/cm2e44y44gjo">dezenas de milhares de reservistas</a>. Ministros indicam que uma nova fase dos ataques deve começar entre 13 e 16 de maio,&nbsp;<em>coincidentemente</em>&nbsp;no mesmo período em que Donald Trump planeja visitar o Oriente Médio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resposta ao cerco, o grupo Houthi, do Iêmen,&nbsp;<a href="https://edition.cnn.com/2025/05/04/middleeast/flights-halted-at-israel-airport-yemen-strike-intl">lançou um míssil</a>&nbsp;que chegou a cair próximo ao aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv. A ação, simbólica, driblou os sistemas de defesa aérea de Israel e dos Estados Unidos. Como represália, os EUA lançaram cerca de mil bombardeios contra o território iemenita em um único dia. Os Houthis afirmaram que não vão desistir de defender os palestinos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escalada militar preocupa. Mas a omissão diante do cerco, da fome e da sede impostos à população de Gaza segue sendo, segundo especialistas e organizações internacionais, uma violação manifesta do direito internacional. Enquanto isso, dois milhões de pessoas permanecem sob bloqueio absoluto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra Saúde / Créditos: New York Times</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



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		<title>Proposta de Trump de tirar palestinos de Gaza viola lei internacional?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Feb 2025 14:34:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,&#160;começou a falar há 10 dias sobre Gaza como um local de demolição, pedindo para &#8220;limpar tudo&#8221;, não estava claro até que ponto ele estava falando de improviso. Mas na preparação para a visita do&#160;primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, em seus comentários no Salão Oval antes da reunião e&#160;na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8r5yn34x4yo">começou a falar há 10 dias sobre Gaza como um local de demolição</a>, pedindo para &#8220;limpar tudo&#8221;, não estava claro até que ponto ele estava falando de improviso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas na preparação para a visita do&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd6ve0p2380o">primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu</a>, em seus comentários no Salão Oval antes da reunião e&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c6264krxz14o">na própria coletiva de imprensa com Netanyahu</a>, agora está claro que Trump está falando sério sobre suas propostas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As propostas são a reviravolta mais radical de posição dos EUA sobre Israel e a Palestina na história recente do conflito — e serão vistas como uma violação do direito internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a proposta também pode ter um impacto significativo&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgj2n6983w3o">em um momento crítico do cessar-fogo entre Israel e o Hamas e do processo de libertação de reféns</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a lei internacional, tentativas de transferência forçada de populações são estritamente proibidas, e os palestinos, assim como as nações árabes, verão isso como uma proposta clara de expulsão e limpeza étnica dos palestinos de suas terras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É por isso que os líderes árabes já rejeitaram categoricamente suas ideias, feitas com frequência crescente nos últimos 10 dias, de que o Egito e a Jordânia poderiam&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5y5j7r75p5o">&#8220;tirar&#8221; os palestinos de Gaza</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma declaração no sábado, Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Autoridade Palestina e a Liga Árabe disseram que esse movimento poderia &#8220;ameaçar a estabilidade da região, arriscar expandir o conflito e minar as perspectivas de paz e coexistência entre seus povos&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há muito tempo, a direita radical ultranacionalista em Israel deseja expulsar os palestinos dos territórios ocupados e expandir os assentamentos judaicos em seu lugar.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/fd59/live/04cef0a0-e3a3-11ef-a319-fb4e7360c4ec.jpg.webp" alt="Trump e Netanyahu"/><figcaption class="wp-element-caption">EPA<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Desde os ataques de 7 de outubro de 2023 a Israel, esses grupos — cujos líderes já fizeram parte da coalizão de Netanyahu — queriam que a guerra contra o Hamas continuasse indefinidamente, para que Israel restabelecesse em última instância os seus assentamentos na Faixa de Gaza. Eles foram contra o atual acordo de cessar-fogo e libertação de reféns.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua coletiva de imprensa na Casa Branca com o primeiro-ministro israelense, Trump foi além de seus recentes apelos crescentes para que os palestinos em Gaza sejam &#8220;realocados&#8221; para o Egito e a Jordânia, dizendo que os Estados Unidos tomariam o território e o reconstruiriam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando perguntado se os palestinos teriam permissão para voltar, ele disse que &#8220;o povo do mundo&#8221; viveria lá, dizendo que seria um &#8220;lugar internacional e inacreditável&#8221;, antes de acrescentar: &#8220;e também os palestinos&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O enviado dos EUA ao Oriente Médio, Steve Witkoff, resumiu o tom da Casa Branca, dizendo que Trump &#8220;entende do setor imobiliário&#8221; — em referência ao ramo de atuação do presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trump disse que Gaza seria a &#8220;Riviera do Oriente Médio&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionado sobre se as tropas americanas estariam envolvidas na tomada de Gaza, Trump disse: &#8220;faremos o que for necessário&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Suas propostas representam a transformação mais radical na posição dos EUA sobre o território desde a criação do estado de Israel em 1948 e a guerra de 1967, que viu o início da ocupação militar israelense de terras, incluindo a Faixa de Gaza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gaza já era o lar de palestinos que fugiram ou foram forçados a deixar suas casas nas guerras que cercaram a criação de Israel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles e seus descendentes constituem a vasta maioria da população de Gaza até hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As propostas de Trump, se promulgadas, envolveriam uma população de mais de dois milhões de pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As propostas eliminariam a possibilidade de uma futura solução de dois Estados em qualquer sentido convencional e estão sendo rejeitadas pelos palestinos e pelo mundo árabe como um plano de expulsão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Grande parte da base política de Netanyahu e do movimento ultranacionalista de colonos em Israel defenderão as palavras de Trump, para impedir que &#8220;Gaza seja uma ameaça a Israel&#8221;, como costuma dizer Netanyahu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os palestinos comuns, isso equivaleria a um ato em massa de punição coletiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: BBC Brasil / Foto: Reuters</p>



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		<title>Israel ordena fechamento de um dos últimos hospitais no norte de Gaza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Dec 2024 11:53:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os profissionais de saúde estão agora procurando maneiras de transportar centenas de pacientes e funcionários em segurança para outros locais As autoridades israelenses determinaram, na noite desse&#160;domingo (22), o fechamento de um dos últimos hospitais ainda em funcionamento no norte de Gaza. Os profissionais de saúde estão agora procurando&#160;maneiras de transportar centenas de pacientes e funcionários [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Os profissionais de saúde estão agora procurando maneiras de transportar centenas de pacientes e funcionários em segurança para outros locais</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A</strong>s autoridades israelenses determinaram, na noite desse&nbsp;domingo (22), o fechamento de um dos últimos hospitais ainda em funcionamento no norte de Gaza. Os profissionais de saúde estão agora procurando&nbsp;maneiras de transportar centenas de pacientes e funcionários em segurança para outros locais, enquanto enfrentam bombardeios&nbsp;intensos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Husam Abu Safiya, chefe do Hospital Kamal Adwan, disse ser&nbsp;“quase impossível” cumprir a ordem de retirada dos pacientes, já&nbsp;que não existem ambulâncias suficientes para o transporte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Temos, neste momento, quase 400 civis dentro do hospital, incluindo bebês na unidade neonatal, cujas vidas dependem de oxigênio e incubadoras. Não podemos retirar esses pacientes de forma segura sem assistência, equipamento e tempo”, explicou à agência Reuters.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Safiya,&nbsp;o hospital está “sob fortes bombardeios&nbsp;e ataques diretos aos tanques de combustível&nbsp;que, se forem atingidos, causarão&nbsp;grande explosão e mortes em massa dos civis nas instalações”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sexta-feira (20), as forças israelenses&nbsp;disseram ter enviado combustível e comida para o hospital e ajudado a retirar mais de 100 pacientes e cuidadores, levando-os para outros hospitais de Gaza, em coordenação com a Cruz Vermelha. O Hospital Kamal Adwan é um dos poucos ainda em funcionamento no norte de Gaza, área que enfrenta há quase três meses uma intensa pressão militar israelense.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o chefe do hospital, Tel Aviv&nbsp;ordenou que os pacientes e funcionários retirados fossem levados para outro hospital que se encontra em condições ainda piores, superlotado&nbsp;e com camas espalhadas pelos corredores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Saúde de Gaza alertou que&nbsp;os três principais hospitais do norte da região, entre os quais se encontra o Kamal Adwan, quase não funcionam&nbsp;e têm sido alvo de repetidos ataques desde que Israel enviou tanques para Beit Lahiya e para as cidades vizinhas de Beit Hanoun e Jabalia, em outubro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Israel tem garantido que a operação nessas comunidades do norte da Faixa de Gaza tem como alvos militantes do Hamas. Os palestinos&nbsp;acusam, por sua vez, os militares de buscarem&nbsp;despovoar permanentemente a região&nbsp;para criar uma área&nbsp;tampão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na manhã desta segunda-feira surgiram relatos de&nbsp;bombardeios&nbsp;isralenses&nbsp;ao campo de refugiados de al-Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza. Pelo menos quatro pessoas teriam&nbsp;morrido, de acordo com a&nbsp;Al Jazeera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a&nbsp;publicação, as forças israelenses&nbsp;cercaram o local às primeiras horas da manhã, com&nbsp;quadricópteros (um tipo de helicóptero) e veículos armados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Dispararam de forma intermitente, utilizando os quadricópteros e artilharia pesada. Uma pessoa morreu no&nbsp;local”, apurou a&nbsp;Al Jazeera. “A grande maioria da população deslocada é constituída por civis &#8211; mulheres e crianças. São também eles que constituem a maioria das vítimas que chegam aos hospitais”, acrescenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais recente balanço das autoridades de Gaza indica mais de 45.200 palestinos mortos nos ataques feitos por Israel desde 7 de outubro do ano passado. O número de feridos supera já os 107 mil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>Notícias ao Minuto</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: <strong>AFP</strong></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/israel-ordena-fechamento-de-um-dos-ultimos-hospitais-no-norte-de-gaza/">Israel ordena fechamento de um dos últimos hospitais no norte de Gaza</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Ataque israelense atinge hospital em Gaza e deixa 3 mortos e 40 feridos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Oct 2024 11:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Ataque]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O governo de Gaza apelou à comunidade internacional para que exerça pressão sobre Israel a fim de interromper os ataques contra civis Três pessoas morreram e 40 ficaram feridas neste domingo (13) em um ataque aéreo israelense que atingiu o pátio de um hospital no centro de Gaza, onde palestinos deslocados estavam abrigados, conforme informou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O governo de Gaza apelou à comunidade internacional para que exerça pressão sobre Israel a fim de interromper os ataques contra civis</p>



<p class="wp-block-paragraph">Três pessoas morreram e 40 ficaram feridas neste domingo (13) em um ataque aéreo israelense que atingiu o pátio de um hospital no centro de Gaza, onde palestinos deslocados estavam abrigados, conforme informou o Gabinete de Imprensa do Governo no enclave.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o gabinete, este foi o sétimo ataque ao acampamento dentro do hospital Al-Aqsa, em Deir al-Balah, desde janeiro. O governo de Gaza apelou à comunidade internacional para que exerça pressão sobre Israel a fim de interromper os ataques contra civis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O exército israelense, por sua vez, declarou que o alvo era um centro de comando do Hamas “incorporado dentro de um complexo que anteriormente funcionava como o hospital ‘Shuhadah Al-Aqsa’”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os militares israelenses, foram tomadas medidas para minimizar os danos a civis, responsabilizando o Hamas por utilizar infraestrutura civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além deste ataque, bombardeios israelenses em Gaza causaram a morte de pelo menos 41 pessoas no domingo, incluindo 13 crianças. Muitos dos feridos e mortos foram levados ao hospital Al-Aqsa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Notícias ao minuto / Foto: © Getty</p>



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