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	<title>guerra na Ucrânia |</title>
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	<title>guerra na Ucrânia |</title>
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		<title>Por que a economia da Rússia cresce mais que a do G7 apesar da guerra na Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Mar 2024 10:53:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[g7]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Era março de 2022. O rublo russo entrou em colapso e o valor das gigantes russas Gazprom e Sberbank em Londres desabou 97%. Longas filas começaram a se formar nos caixas eletrônicos de Moscou. Em países ocidentais, oligarcas tiveram seus iates, times de futebol, mansões e até cartões de crédito confiscados. A&#160;Rússia&#160;entrou em uma grande [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Era março de 2022. O rublo russo entrou em colapso e o valor das gigantes russas Gazprom e Sberbank em Londres desabou 97%.</p>



<p>Longas filas começaram a se formar nos caixas eletrônicos de Moscou. Em países ocidentais, oligarcas tiveram seus iates, times de futebol, mansões e até cartões de crédito confiscados. A&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c1gdqg5dr8nt">Rússia</a>&nbsp;entrou em uma grande recessão.</p>



<p>Esse foi o resultado imediato da tentativa mais agressiva do Ocidente de conter financeiramente a Rússia após a&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cy2xpr36z63t">invasão da Ucrânia</a>, por meio de embargos econômicos.</p>



<p>Entre as medidas mais importantes estavam o confisco dos ativos oficiais em moeda estrangeira do Estado russo e o congelamento inédito das reservas do banco central de US$ 300 bilhões.</p>



<p>Os governos ocidentais evitaram usar frases como &#8220;guerra econômica&#8221;, mas certamente havia uma espécie de batalha financeira contra o Kremlin. Esse tipo de confronto era uma alternativa melhor do que o conflito direto entre Estados nucleares.</p>



<p>Quase dois anos se passaram e uma grande mudança ocorreu neste contexto econômico.</p>



<p>Em uma&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cmmge72z857o">longa e incoerente entrevista</a>&nbsp;no início de fevereiro, o presidente russo, Vladimir Putin, gabou-se de que a Rússia é a economia que mais cresce na Europa.</p>



<p>Também em fevereiro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) destacou a pujança da economia russa ao aumentar a sua previsão de crescimento do país neste ano de 1,1% para 2,6%.</p>



<p>De acordo com dados do FMI, a economia russa cresceu mais rapidamente do que todo o G7 no ano passado e seguirá assim em 2024.</p>



<p>Não se trata apenas de números.</p>



<p>O impasse na Ucrânia e a expectativa crescente de um conflito longo foram sustentados pela remobilização da economia russa para o esforço militar, especialmente na construção de frentes defensivas no leste e no sul da Ucrânia.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="A-Rússia-conseguirá-sustentar-esse-crescimento">A Rússia conseguirá sustentar esse crescimento?</h2>



<p>Os líderes ocidentais dizem que este modelo é completamente insustentável a médio prazo. Mas a questão é: por quanto tempo ele pode ser sustentado?</p>



<p>A Rússia se transformou em uma economia de guerra mobilizada. O Estado russo está gastando quantias recordes na era pós-União Soviética.</p>



<p>As despesas militares e de segurança, que representam até 40% do orçamento, voltaram aos mesmos níveis do final da URSS. Outras áreas do orçamento estatal destinada a serviços à população foram reduzidas para compensar o financiamento para a produção de tanques, sistemas de mísseis e defesas na Ucrânia ocupada.</p>



<p>Além disso, e apesar dos embargos ocidentais ao petróleo e ao gás russos, os fluxos de receitas dos hidrocarbonetos continuaram fluindo para os cofres do Estado russo.</p>



<p>Os petroleiros russos agora seguem para a Índia e a China, e a maior parte dos pagamentos são feitos em yuan chinês, e não em dólares americanos.</p>



<p>A produção de petróleo da Rússia segue em 9,5 milhões de barris por dia, ligeiramente inferior ao nível anterior à guerra.</p>



<p>O país contornou as sanções comprando e mobilizando uma &#8220;frota paralela&#8221; de centenas de navios petroleiros.</p>



<p>Em fevereiro, o Ministério da Economia russo anunciou que a receita dos impostos sobre hidrocarbonetos em janeiro excederam os níveis observados em janeiro de 2022, pouco antes da invasão da Ucrânia.</p>



<p>O fluxo contínuo de moeda estrangeira para o petróleo, o gás e os diamantes russos também ajudou a aliviar a tensão sobre o valor do rublo.</p>



<p>Líderes ocidentais insistem que esta situação não é sustentável, mas reconhecem o sucesso atual da Rússia.</p>



<p>Um líder mundial disse recentemente em uma conversa privada: &#8220;2024 será muito mais positivo para Putin do que nós pensávamos. Ele conseguiu reorganizar a sua própria indústria de forma mais eficiente do que pensávamos.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Rússia-exposta">Rússia exposta</h2>



<p>Mas este modelo de crescimento econômico aumentou em muito a dependência de Moscou nas receitas do petróleo, da China e dos gastos de guerra.</p>



<p>Quando a demanda por petróleo e gás atingir o seu pico e a produção concorrente do Golfo Pérsico aumentar no próximo ano, a economia da Rússia ficará exposta a problemas.</p>



<p>Os aumentos verificados no Produto Interno Bruto (PIB) resultantes da produção de equipamentos de guerra também estão longe de ser produtivos.</p>



<p>E a Rússia sofreu uma fuga de cérebros com a guerra.</p>



<p>A estratégia ocidental não tem sido a de atacar diretamente a economia russa, mas a de criar uma espécie de jogo de &#8220;gato e rato&#8221;, tentando restringir o seu acesso à tecnologia, aumentar os seus custos, limitar as suas receitas e tornar o conflito insustentável no longo prazo.</p>



<p>&#8220;Nós preferimos que a Rússia use o seu dinheiro para comprar petroleiros do que tanques&#8221;, me disse uma autoridade dos EUA. No mercado petrolífero, o objetivo político não é tentar impedir a Índia, por exemplo, de comprar petróleo russo, mas limitar os lucros desse comércio, para que eles não alimentem a máquina de guerra do Kremlin.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Ativos-congelados">Ativos congelados</h2>



<p>A atenção agora está voltada para o papel central dos ativos financeiros russos congelados.</p>



<p>O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, me disse em janeiro: &#8220;Se o mundo tem US$ 300 bilhões (em ativos russos congelados), porque não usá-los?&#8221;. Todos esses fundos congelados deveriam ser usados ​​para financiar os esforços de reconstrução da Ucrânia, ele disse.</p>



<p>Os ministros da Economia do Reino Unido, Jeremy Hunt, e das Relações Exteriores, David Cameron, apoiam essa ideia.</p>



<p>Cameron me disse: &#8220;Nós congelamos esses ativos. A questão é: nós vamos usá-los?&#8221;</p>



<p>Cameron afirmou que &#8220;usar parte deste dinheiro agora seria um adiantamento de reparações (russas)&#8221; pela invasão ilegal da Ucrânia, e poderia ser usado &#8220;para ajudar a Ucrânia e, ao mesmo tempo, poupar o dinheiro dos contribuintes ocidentais&#8221;.</p>



<p>O G7 pediu aos presidentes dos seus bancos centrais que preparem uma análise técnica e jurídica sobre o assunto.</p>



<p>Uma fonte no mercado financeiro me disse que há riscos de transformar o dólar em uma espécie de arma.</p>



<p>Um plano em discussão prevê o uso de fundos de investimento para angariar bilhões de dólares para a Ucrânia.</p>



<p>Mas tudo é muito delicado. Se os ativos russos forem confiscados desta forma, que mensagem seria passada a outras nações, talvez no Golfo, na Ásia Central ou na África, sobre a segurança das suas reservas nos bancos centrais ocidentais? Estas relações são centrais no sistema financeiro global.</p>



<p>Putin certamente tenta ressaltar que a China está emergindo como uma alternativa, se não para o Ocidente, pelo menos para as economias emergentes.</p>



<p>Os russos também indicaram que tomarão medidas legais contra quaisquer apreensões de ativos e tomarão ativos de empresas ocidentais congelados em bancos russos.</p>



<p>A batalha sobre a economia da Rússia é essencial para compreender o rumo deste conflito e da economia global.</p>



<p>A economia de guerra da Rússia pode não ser sustentável a longo prazo, mas proporcionou ao país algum tempo adicional. O Ocidente está prestes a aumentar a pressão, depois de a Rússia ter mostrado esta inesperada resistência.</p>



<p>A forma precisa desta escalada financeira terá consequências que vão muito além da Rússia e da Ucrânia.</p>



<p>Fonte: BBC Brasil / REUTERS</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Cuidados com a pele no verão" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/NVE00LVAff8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Guerra na Ucrânia: as 20 milhões de toneladas de grãos que país não consegue exportar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 May 2022 12:56:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[20 milhões de toneladas de grãos]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na Ucrânia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Agricultores ucranianos têm 20 milhões de toneladas de grãos que não conseguem fazer chegar aos mercados internacionais, e uma nova colheita está prestes a começar. O que pode ser feito para levar os alimentos às pessoas que precisam desesperadamente deles, à medida que os preços sobem em todo o mundo? O pequeno país que ficará [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Agricultores ucranianos têm 20 milhões de toneladas de grãos que não conseguem fazer chegar aos mercados internacionais, e uma nova colheita está prestes a começar.</p>



<p>O que pode ser feito para levar os alimentos às pessoas que precisam desesperadamente deles, à medida que os preços sobem em todo o mundo?</p>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-61388466">O pequeno país que ficará ainda mais rico graças à guerra na Ucrânia</a></li><li><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-60991122">Qual é o futuro dos Brics após guerra da Ucrânia &#8211; e como Brasil se equilibra no bloco?</a></li></ul>



<p>No início de fevereiro, Nadiya Stetsiuk esperava um ano lucrativo. O clima estava bom em 2021, e as colheitas de milho, trigo e sementes de girassol haviam sido abundantes em sua pequena fazenda na região central de Cherkasy, na Ucrânia.</p>



<p>Os preços no mercado internacional estavam altos e subindo a cada dia, então ela estocou uma parte para vender mais tarde. Só que a Rússia invadiu a Ucrânia.</p>



<p>A região dela não testemunhou o pior dos combates — assim como 80% das terras agrícolas do país, ainda está sob controle ucraniano —, mas o impacto em sua fazenda foi profundo.</p>



<p>&#8220;Desde a invasão, não conseguimos vender nenhum grão. O preço aqui agora é metade do que era antes da guerra&#8221;, diz Stetsiuk.</p>



<p>&#8220;Pode haver uma crise alimentar na Europa e no mundo, mas há um gargalo aqui porque não conseguimos colocar essa comida para fora.&#8221;</p>



<p>O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, descreveu como &#8220;chantagem&#8221; a oferta da Rússia para suspender o bloqueio aos portos ucranianos do Mar Negro, em troca da suspensão das sanções.</p>



<p>A Ucrânia surpreende como exportador de alimentos, contribuindo com 42% do óleo de girassol comercializado no mercado global, 16% do milho e 9% do trigo.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/13ADC/production/_124940608_ukraine_exports_2020-nc.png" alt="Gráfico mostra percentual de safras da Ucrânia nas exportações globais"/></figure>



<p>Alguns países dependem muito disso. O Líbano importa 80% de seu trigo da Ucrânia, e a Índia, 76% de seu óleo de girassol.</p>



<p>O Programa Mundial de Alimentos da ONU (PAM), que alimenta pessoas à beira da fome em países como Etiópia, Iêmen e Afeganistão, obtém 40% de seu trigo do país.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/0644/production/_124940610_ukraine_importers_2020-nc.png" alt="Gráfico mostrar percentual das importações de trigo de outros países provenientes da Ucrânia"/></figure>



<p>Mesmo antes da guerra, o abastecimento mundial de alimentos era precário. A seca afetou as colheitas de trigo e óleo vegetal no Canadá no ano passado, e a produção de milho e soja na América do Sul.</p>



<p>A pandemia de covid também teve um grande impacto. Na Indonésia e na Malásia, a escassez de mão de obra significou colheitas mais baixas de óleo de palma, o que elevou os preços do óleo vegetal em todo o mundo.</p>



<p>No início deste ano, o preço de muitos dos alimentos básicos no mundo estava atingindo níveis recordes. Muitos esperavam que as colheitas da Ucrânia pudessem ajudar a compensar o déficit global.</p>



<p>Mas a invasão da Rússia impediu isso. O Ministério da Agricultura ucraniano diz que 20 milhões de toneladas de grãos estão agora presos no país.</p>



<p>Antes da guerra, 90% das exportações da Ucrânia eram escoadas por portos profundos no Mar Negro, que podem carregar navios-tanque grandes o suficiente para viajar longas distâncias — para a China ou a Índia — e ainda obter lucro.</p>



<p>Mas agora todos estão fechados. A Rússia tomou a maior parte da costa da Ucrânia e bloqueou o resto com uma frota de pelo menos 20 navios, incluindo quatro submarinos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/156D1/production/_124916778_gettyimages-1229810647.jpg" alt="Chornomorsk: os portos do Mar Negro da Ucrânia estão bem equipados para carregar navios com grãos"/><figcaption>Legenda da foto,Os portos do Mar Negro da Ucrânia estão mais bem equipados para carregar grãos do que os portos da Romênia ou da Polônia</figcaption></figure>



<p>O chefe do PMA, David Beasley, fez um apelo à comunidade internacional para organizar uma escolta para furar esse bloqueio.</p>



<p>&#8220;Sem a compreensão da Rússia, militarmente há muita coisa que pode dar errado&#8221;, diz Jonathan Bentham, analista de defesa marítima do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.</p>



<p>Uma escolta exigiria poder aéreo, terrestre e marítimo significativo, diz ele, e seria politicamente complicado.</p>



<p>&#8220;Idealmente, para diminuir as tensões, você pediria aos países do Mar Negro, como Romênia e Bulgária, que fizessem isso. Mas eles provavelmente não têm capacidade. Então você teria que considerar trazer membros da Otan fora do Mar Negro.&#8221;</p>



<p>Isso colocaria a Turquia, que controla os estreitos do Mar Negro, em uma posição difícil. O país já disse que restringirá a entrada de navios de guerra.</p>



<p>A oferta da Rússia de abrir um corredor pelo Mar Negro para remessas de alimentos, em troca de um afrouxamento das sanções, aconteceu enquanto a União Europeia discutia um novo pacote de sanções e não mostrava sinais de mudança de rumo.</p>



<p>Mesmo que a guerra termine amanhã, pode levar meses ou anos para tornar o Mar Negro seguro, acrescenta Bentham, já que a Ucrânia defendeu seu litoral com minas e navios estrategicamente afundados.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/4949/production/_124916781_gettyimages-1240799505.jpg" alt="As praias de Odesa foram minadas"/><figcaption>Legenda da foto,A Ucrânia defendeu sua costa com minas</figcaption></figure>



<p>Por enquanto, os alimentos só podem ser retirados da Ucrânia por terra ou em barcaças pelo rio Danúbio.</p>



<p>Na semana passada, a União Europeia anunciou planos para ajudar investindo bilhões de euros em infraestrutura. Mas o vizinho de Stetsiuk, Kees Huizinga — que possui e cultiva 15 mil hectares — diz que o bloco não está fazendo o suficiente.</p>



<p>Ele está tentando transportar mercadorias desde o início da guerra e está exasperado com a montanha de papelada exigida pela União Europeia, que, segundo ele, criou filas na fronteira de até 25 quilômetros de extensão.</p>



<p>&#8220;É só papel, não é como se eles estivessem realmente coletando amostras do milho. Você só precisa ter o papel&#8221;, diz ele.</p>



<p>Em 18 de maio, dois dias após o anúncio da União Europeia, as autoridades alfandegárias pediram aos seus motoristas dois formulários que nunca tinham visto antes.</p>



<p>&#8220;A fronteira não está ficando mais fácil, pelo contrário, está ficando mais burocrática&#8221;, diz ele.</p>



<p>Nas últimas três semanas, Huizinga exportou 150 toneladas de grãos. Ele poderia escoar a mesma quantidade pelo porto de Odessa em poucas horas.</p>



<p>&#8220;Abram as fronteiras&#8221;, ele implora à União Europeia, &#8220;apenas deixem as coisas passarem&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/F6B9/production/_124916136_gettyimages-1240568654.jpg" alt="Uma fila de caminhões espera para atravessar da Ucrânia para a Polônia"/><figcaption>Legenda da foto,As filas de caminhões esperando para deixar a Ucrânia podem se estender por até 25 km</figcaption></figure>



<p>A principal rota para fora do país agora é ferroviária. Mas o sistema de trilhos da Ucrânia é mais largo que o da União Europeia, o que significa que as cargas precisam ser transferidas para novos vagões na fronteira. O tempo médio de espera é de 16 dias, mas pode levar até 30.</p>



<p>Embora o debate global sobre a escassez de alimentos seja principalmente sobre trigo, a maior parte dos grãos que saem da Ucrânia no momento é de milho. E isso por dois motivos, segundo Elena Neroba, analista de grãos ucraniana da corretora Maxigrain.</p>



<p>Ela acredita que os agricultores ucranianos hesitam em vender trigo porque são assombrados pela memória do&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-60348621">Holodomor</a>, a crise de fome generalizada que atingiu a Ucrânia durante o regime soviético de Joseph Stalin, em 1932, na qual milhões de ucranianos morreram. O milho, por outro lado, não é tão consumido na Ucrânia.</p>



<p>O outro fator, segundo ela, é a demanda. A Europa não compra muito trigo ucraniano, é autossuficiente. E é difícil levar esse trigo para além da União Europeia, pois os portos da Polônia e da Romênia não estão equipados para exportar grandes volumes de grãos.</p>



<p>&#8220;Até julho, os países da União Europeia estarão ocupados exportando suas próprias colheitas de verão e terão ainda menos capacidade para lidar com os alimentos da Ucrânia&#8221;, observa Neroba.</p>



<p>O tempo está se esgotando para resolver o problema. As instalações de armazenamento estão cheias, e a colheita de verão de trigo, cevada e canola está a semanas de distância.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/8571/production/_124916143_gettyimages-1239858573.jpg" alt="Um agricultor usa um colete à prova de balas durante a semeadura da primavera na região de Zaporizhzhia"/><figcaption>Legenda da foto,Um agricultor usa um colete à prova de balas durante a semeadura da primavera na região de Zaporizhzhia</figcaption></figure>



<p>Stetsiuk ainda tem cerca de 40% da colheita do ano passado armazenada em sua fazenda e pouco espaço para a próxima estação.</p>



<p>&#8220;Não queremos desperdiçar. Sabemos o quanto é importante para o Ocidente, para a África, para a Ásia&#8221;, diz ela.</p>



<p>&#8220;Esse é o fruto do nosso trabalho, e as pessoas precisam dele.&#8221;</p>



<p>Se ela não consegue vender o estoque, não pode se dar ao luxo de plantar neste outono. Ela espera que a comunidade internacional possa ajudar a financiar os agricultores ucranianos, para armazenar grãos e plantar novamente.</p>



<p>Se não fizerem isso, diz ela, a escassez de grãos no próximo ano será ainda pior.</p>



<p>Muitas lavouras de trigo estão em situação particularmente ruim no momento. Na Europa Central, Estados Unidos, Índia, Paquistão e norte da África, o clima seco significa que a produção deve ser baixa. Na Ucrânia, por outro lado, o clima para o trigo tem sido bom.</p>



<p>Stetsiuk começou sua fazenda com o falecido marido há 30 anos, quando a Ucrânia estava emergindo das cinzas da URSS. Eles foram os primeiros em sua região a comprar terras agrícolas e se tornaram uma orgulhosa família de agricultores no processo. As duas filhas e o filho dela estão todos envolvidos.</p>



<p>&#8220;Queremos continuar fazendo isso. Queremos ajudar, fornecendo comida para as pessoas.&#8221;</p>



<p>Em questão de meses, diz ela, a Rússia tomou pelo menos 20 anos.</p>



<p>Fonte: BBC Brasil</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Protagonistas: a importância das mulheres nos espaços de decisões" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/5LQzsAHn4h8?start=436&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Autoridades avaliam que guerra na Ucrânia pode gerar crise alimentar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Mar 2022 09:14:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[crise alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na Ucrânia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aumentos nos níveis de preços dos alimentos e volatilidade dos mercados internacionais reforçam alerta O presidente-executivo da fabricante norueguesa de fertilizantes Yara International, Svein Tore Holsether, diz que o mundo está a caminhar para uma crise alimentar, que poderá afetar milhões de pessoas. Os elevados preços a níveis recorde do gás natural obrigaram a empresa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Aumentos nos níveis de preços dos alimentos e volatilidade dos mercados internacionais reforçam alerta</p>



<p>O presidente-executivo da fabricante norueguesa de fertilizantes Yara International, Svein Tore Holsether, diz que o mundo está a caminhar para uma crise alimentar, que poderá afetar milhões de pessoas.</p>



<p>Os elevados preços a níveis recorde do gás natural obrigaram a empresa que ele gere a reduzir a produção de amoníaco e ureia na Europa para 45% da capacidade. Com uma menor quantidade desses dois ingredientes agrícolas essenciais, ele prevê que haja repercussões no fornecimento global de alimentos.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Espiritualidade e religiosidade humana" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/hqTWAeUSsWk?start=649&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p>“A questão não é se vamos ter uma crise alimentar. Mas sim qual será a dimensão dessa crise”, disse Holsether à <strong>CNN Business</strong>.</p>



<p>Duas semanas após a&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/guerra-na-ucrania/">invasão da Ucrânia pela Rússia</a>, os preços dos principais produtos agrícolas produzidos na região dispararam. O&nbsp;maior problema é o&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/trigo/">trigo</a>, um produto básico na despensa. Os fornecimentos provenientes da Rússia e da Ucrânia que, no seu conjunto, representam quase 30% do comércio mundial de trigo, estão agora em risco. Os preços globais do trigo atingiram um máximo histórico&nbsp;no início desta semana.</p>



<p>Outro grande problema é o acesso aos&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/fertilizantes/">fertilizantes</a>. Essencial para os agricultores atingirem as suas metas de produção, ele nunca esteve tão caro, já que as exportações da Rússia pararam. A produção na Europa também caiu, graças ao aumento do preço do gás natural, um ingrediente-chave em fertilizantes à base de nitrogénio como a ureia.</p>



<p>Esta situação está a fazer soar alarmes para os especialistas em saúde global. O preço do milho, soja e óleos vegetais também tem subido.</p>



<p>Os ministros da Agricultura dos países do G7 disseram, na sexta-feira (11), que “continuam determinados a fazer o que for necessário para prevenir e responder a uma crise alimentar”.</p>



<p>Mas, temendo a escassez, os países já estão se voltando para dentro de si mesmos, o que poderia em última análise, deixar menos alimentos para aqueles que precisam.</p>



<p>O Egito acabou de proibir a exportação de trigo, farinha, lentilhas e feijão, na sequência das crescentes preocupações sobre as reservas de alimentos no estado mais populoso dos países árabes.</p>



<p>A Indonésia também&nbsp;reforçou as&nbsp;restrições à exportação&nbsp;de óleo de palma, que é um componente do óleo de cozinha, bem como de cosméticos e de alguns produtos embalados, como o chocolate. É o maior produtor mundial deste produto.</p>



<p>Os ministros do G7 apelaram aos países para que “mantivessem os seus mercados alimentares e agrícolas abertos e que se protejam contra quaisquer medidas restritivas injustificadas às suas exportações”.</p>



<p>“Qualquer aumento adicional aos níveis de preços dos alimentos e qualquer volatilidade dos mercados internacionais podem ameaçar a segurança alimentar e a nutrição em escala global, sobretudo entre os mais vulneráveis, que vivem em ambientes de baixa segurança alimentar”, disseram eles num comunicado.</p>



<p>Os países ocidentais com mais acesso à agricultura também serão prejudicados. Os consumidores já foram afetados pelos preços mais elevados e a situação está prestes a agravar-se ainda mais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Rússia, Ucrânia e abastecimento alimentar global</h2>



<p>Mesmo antes de a&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/russia/">Rússia</a>&nbsp;ter lançado a invasão contra a Ucrânia, o sistema alimentar global estava sob pressão. As cadeias de abastecimento desestruturadas e padrões climáticos imprevisíveis — muitas vezes, resultado das alterações climáticas — já tinham levado os preços dos alimentos ao seu nível mais alto em cerca de uma década. A capacidade aquisitiva também era um problema, depois de a pandemia ter deixado milhões de pessoas desempregadas.</p>



<p>O número de pessoas à beira da fome disparou de 27 para 44 milhões, em 2019, segundo o Programa Alimentar Mundial da ONU. O conflito entre a Rússia e a Ucrânia, que desempenham papéis cruciais no sistema cuidadosamente calibrado de produção global de alimentos, irá agravar a situação.</p>



<p>Os preços globais do trigo caíram de máximos recordes nos últimos dias, mas permanecem elevados. E devem permanecer assim por algum tempo, de acordo com o analista de commodities do Rabobank Carlos Mera.</p>



<p>A época de sementeira de trigo, que está prestes a começar na Ucrânia, será interrompida pela guerra. Não se sabe se haverá agricultores suficientes para cultivar a terra, à medida que a população do país pega em armas, ou se terão acesso a máquinas e outros produtos essenciais, que normalmente chegariam através dos portos do Mar Negro.</p>



<p>“Ninguém sabe se a&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/ucrania/">Ucrânia</a>&nbsp;conseguirá exportar algum produto até ao fim do ano, no próximo ano ou num futuro próximo”, disse Mera. O país também é responsável por metade de todas as exportações de óleo de&nbsp;girassol.</p>



<p>Também se tornou mais difícil colocar produtos da Rússia no mercado mundial, porque as empresas não querem correr o risco de desobedecer às sanções ou ter de tratar da logística de viajar para uma zona de guerra.</p>



<p>A Rússia e a Ucrânia servem como “celeiro” para os países do Médio Oriente, do Sul da Ásia e da África Subsaariana, que dependem das importações. Muitos serão duramente afetados, em consequência.</p>



<p>“Qualquer perturbação grave da produção e das exportações desses fornecedores irá, sem dúvida, aumentar ainda mais os preços e pôr em risco a segurança alimentar de milhões de pessoas”, segundo um&nbsp;relatório recente&nbsp;do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Aumentam os custos dos fertilizantes</h2>



<p>A crise latente vai além do trigo e dos óleos. A Rússia, juntamente com o seu aliado, a Bielorrússia, é também um grande exportador dos fertilizantes necessários para plantar uma ampla gama de culturas. Mas neste momento, todos rejeitam as suas ações.</p>



<p>“Agora, ninguém quer tocar num produto russo”, disse Deepika Thapliyal, especialista em fertilizantes na Independent Commodity Intelligence Services. “Neste momento, tanto vendedores como compradores estão muito assustados.”</p>



<p>O preço do gás natural está a agravar o problema. Os produtores de fertilizantes fora da Rússia e da Bielorrússia precisam de gás para fazer produtos à base de nitrogénio, como a ureia, que é usada em culturas para aumentar a produtividade e para lhes conferir uma cor mais verde.</p>



<p>Mas Holsether, presidente executivo&nbsp;da Yara, disse que os custos ficaram demasiado elevados para manter as operações em funcionamento a grande escala. Ele não sabe ao certo quando é que a produção europeia estará em plena capacidade novamente.</p>



<p>“Uma grande parte da indústria corre o risco de não ser capaz de entregar produtos aos agricultores, e isso terá um impacto sobre a produção das culturas muito rapidamente”, afirmou.</p>



<p>Os agricultores têm agora o incentivo para pagar o que precisam para obter fertilizantes, uma vez que os preços dos seus produtos também estão a subir. No entanto, nem todos têm essa opção.</p>



<p>A ureia tem sido vendida a cerca de € 900 por tonelada métrica, cerca do quádruplo do preço no início de 2021, de acordo com Chris Lawson, responsável pela área de fertilizantes no CRU Group, uma empresa de informações de mercado.</p>



<p>Os países sem produção nacional de fertilizantes também podem ter dificuldades de acesso, o que terá graves consequências para o sistema alimentar global.</p>



<p>“Não podemos cultivar campos gigantescos de trigo, cevada ou soja sem fertilizante”, disse Johanna Mendelson Forman, professora da American University, especializada em guerra e alimentos. Os agricultores do México, Colômbia e Brasil já estão preocupados com a escassez, acrescentou.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As consequências</h2>



<p>Os ministros da Agricultura do G7 disseram na sexta-feira que os seus países disponibilizariam a ajuda humanitária que pudessem, para mitigar as consequências da guerra. Mas também eles se veem de mãos atadas, devido à escassez de abastecimentos e ao aumento dos preços.</p>



<p>“Se os campos ucranianos ficarem em repouso este ano, as organizações de ajuda humanitária como a nossa, serão obrigadas a abastecer novos mercados para compensar a perda de um dos melhores trigos do mundo”, disse David Beasley, diretor executivo do Programa Alimentar Mundial, num artigo publicado no Washington Post&nbsp;esta semana. “Fazer isso implicará um custo altamente inflacionado.”</p>



<p>Beasley disse que o trigo ucraniano também tem sido essencial para alimentar populações noutros países em conflito, como o Afeganistão, o Sudão e o Iémen.</p>



<p>“A maior parte do trigo é usada para consumo humano, e isso é insubstituível”, disse Mera, do Rabobank.</p>



<p>No entanto, mesmo os países desenvolvidos sentirão os efeitos de uma crise alimentar. A acessibilidade dos preços dos alimentos é um problema para todos os consumidores com baixos rendimentos, enfatizou Mendelson Forman.</p>



<p>“Estamos habituados a um sistema globalizado de comércio para obter todos o tipo de variedades de alimentos”, disse ela. “As pessoas vão notar a diferença na carteira e nas mercearias.”</p>



<p>Fonte: CNN Brasil</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/03/pa-1.jpeg" alt="Parceiros" class="wp-image-43792"/></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/autoridades-avaliam-que-guerra-na-ucrania-pode-gerar-crise-alimentar/">Autoridades avaliam que guerra na Ucrânia pode gerar crise alimentar</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Guerra na Ucrânia expõe dependência brasileira por fertilizantes importados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2022 08:01:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes importados]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na Ucrânia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), em 2020 o mercado brasileiro consumiu 40,6 milhões de toneladas. Em 30 anos, o Brasil passou de uma safra de 100 milhões para quase 300 milhões de toneladas de grãos. Consolidou-se como um dos mais importantes produtores e exportadores agrícolas globais, uma potência em segmentos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), em 2020 o mercado brasileiro consumiu 40,6 milhões de toneladas.</p>



<p>Em 30 anos, o Brasil passou de uma safra de 100 milhões para quase 300 milhões de toneladas de grãos. Consolidou-se como um dos mais importantes produtores e exportadores agrícolas globais, uma potência em segmentos como soja, milho, café, cana-de-açúcar e laranja, entre outras culturas. Mas a capacidade de produção de fertilizantes não acompanhou esse salto. Na verdade, até recuou &#8211; em 2017, o País produzia 8,2 milhões de toneladas, número que caiu para 6,5 milhões em 2020.</p>



<p>Para sustentar o avanço das lavouras, foi necessário ampliar a importação dos fertilizantes. Segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), em 2020 o mercado brasileiro consumiu 40,6 milhões de toneladas. Desses 32,9 milhões (81%) vieram de fora. Uma boa parte disso, da Rússia. E, com o mercado russo fechado por causa das sanções provocadas pela guerra na Ucrânia, o Brasil tem um problema de razoáveis proporções para ser resolvido.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Jota Oliveira - Ex- prefeito de Ipirá e Pré - candidato a Dep. Federal" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/ddR89b6dEO0?start=1026&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>&#8220;Precisamos fomentar a produção aqui dentro&#8221;, diz Ricardo Tortorella, diretor executivo da Anda. &#8220;O governo está anunciando um plano nacional de fertilizantes, pois temos o insumo debaixo da terra, mas precisa de muita coisa para colocar esse produto no mercado, como logística, regras e licenças. O plano é oportuno, mas foi desenhado para os próximos 30 anos (leia mais abaixo). Não é a solução para o problema que temos agora.&#8221;</p>



<p>Segundo ele, o Brasil vai precisar de 10 milhões de toneladas de cloreto de potássio para a próxima safra, e a expectativa é de que 3 milhões venham da Rússia. &#8220;Se não vierem, vamos ter de comprar de outros países, como o Canadá. O problema é que o mundo inteiro se abastece na Rússia, e muitos países vão procurar alternativas, não só o Brasil.&#8221;</p>



<p>Segundo dados da associação, o Brasil é o quarto maior consumidor de fertilizantes, atrás da China, da Índia e dos Estados Unidos, mas é o maior importador mundial desses insumos &#8211; basicamente nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). Isso se explica pela composição dos solos brasileiros, pobre em nutrientes, devido à sua característica tropical, principalmente na região do cerrado, onde se concentra a maior produção de grãos.</p>



<p><strong>RISCOS.</strong>Para a safra atual, por conta dos preços, que já vinham altos antes mesmo de começar o conflito no Leste Europeu, os produtores não anteciparam as compras de fertilizantes no volume de anos anteriores. &#8220;O que os agentes do mercado comentam é que a antecipação foi em torno de 30% este ano&#8221;, disse Tortorella. &#8220;No ano passado, na mesma época, estava acima disso. E a guerra pode impor riscos para a próxima safra. Se o conflito acabar de hoje para amanhã, os fluxos de insumos da Rússia para o Brasil vão continuar. Se demorar até três meses, temos de buscar soluções que ajudem nossa safra a manter seu ritmo, que tem sido crescente.&#8221;</p>



<p>Para o especialista em questões globais do agronegócio e sustentabilidade, Marcos Jank, faltou investimento nas últimas décadas na produção nacional de fertilizantes. &#8220;Houve muitos projetos que não foram aprovados por falta de licenciamento. Nos tornamos o maior importador mundial.&#8221;</p>



<p>Ele lembrou que o avanço na produtividade de grãos do País implicou maior consumo de adubos. &#8220;Passamos a fazer duas safras anuais, a ter mais produtividade sem aumento de área, a fazer a integração pecuária-agricultura, tudo com um consumo maior de fertilizantes. Só que não houve política para aumentar a produção interna e, sem esse incentivo, ficava mais caro produzir aqui. Era mais fácil importar, e o Brasil passou a recorrer ao mercado externo, gerando a dependência que temos hoje.&#8221;</p>



<p>Jank não vê possibilidade de reversão desse quadro em um prazo curto. &#8220;O pessoal está falando que agora precisa ter o plano nacional de fertilizantes, mas isso não vai resolver o problema imediato&#8221;, disse. &#8220;Nessa altura, a melhor solução é diversificar a importação para não depender de um mercado só, como acontece com a dependência da Rússia.&#8221;</p>



<p><strong>Plano do governo deve sair neste mês</strong></p>



<p>O governo prepara o lançamento do Plano Nacional de Fertilizantes, que deve ser apresentado por meio de um decreto presidencial até o fim de março. O principal objetivo do programa é diminuir a dependência externa de adubos do País, atualmente em 85%, por meio da ampliação da produção local.</p>



<p>O texto já vinha sendo preparado internamente pelo governo e ganhou força depois da guerra da Ucrânia, que traz incerteza sobre o fornecimento dos produtos para o País.</p>



<p>A Rússia é um dos maiores produtores de fertilizantes. É o segundo maior exportador mundial de nitrogenados e terceiro maior exportador global de fosfatados e potássicos, contribuindo com 16% dos adubos exportados no mundo. Os russos são os principais fornecedores de adubo ao Brasil, com cerca de 20% do volume utilizado anualmente.</p>



<p>&#8220;O decreto vai apresentar as bases e diretrizes do plano&#8221;, disse ao Estadão/Broadcast o diretor de Programas da Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura, Luis Eduardo Rangel. Ele representa a pasta da Agricultura no Grupo de Trabalho Interministerial que discute o tema no governo.</p>



<p><strong>REDUÇÃO.</strong>Segundo Rangel, o plano está pronto do ponto de vista técnico e já foi apresentado informalmente ao presidente Jair Bolsonaro. O projeto está sendo desenvolvido desde o fim de 2020, em parceria com outros órgãos do governo. A meta é reduzir a necessidade de importação de adubos dos atuais 85% para cerca de 60% em 30 anos e, consequentemente, a exposição do setor a oscilações externas.</p>



<p>O plano inclui objetivos e orientações de curto (5 anos) e médio prazos (10 anos) em relação à redução gradativa da dependência do País de fornecedores internacionais, de acordo com a necessidade de cada nutriente. Estão previstas revisões anuais para o plano. &#8220;As metas são muito sólidas&#8221;, avaliou.</p>



<p>O plano deve ser dividido em quatro grandes grupos de adubos: nitrogenados, potássicos, fósforo e cadeias emergentes (como adubos biológicos). Cada um deles conta com metas específicas no plano e também com um mapeamento da oferta nacional, mundial e do potencial brasileiro. &#8220;São metas específicas porque o grau de dependência varia e também o potencial de produção local, assim como o diagnóstico de cada cadeia&#8221;, disse.</p>



<p><strong>Adubo orgânico pode ser saída para reduzir dependência da exportação</strong></p>



<p>O produtor Paulo Montenegro Fachinni está substituindo o adubo químico pelo fertilizante orgânico composto em sua plantação de cana-de-açúcar, em Bocaina, no interior de São Paulo. Ele é de uma família que há mais de 120 anos cultiva cana e em 2016 aderiu ao uso do insumo, fabricado a partir da compostagem de lodos do tratamento biológico de esgotos e resíduos orgânicos agroindustriais.</p>



<p>&#8220;Comecei aplicando de 7,5 a 10 toneladas por hectare diretamente no sulco de plantio. Nessas operações, raramente faço complementação com fertilizantes minerais, mas, quando acho necessário, reduzo a aplicação do adubo mineral a 50% do recomendado&#8221;, disse.</p>



<p>O Brasil pode reduzir a dependência de adubos importados de países como a Rússia investindo mais na produção de fertilizantes orgânicos, produzidos a partir de subprodutos das atividades agrícolas, pecuária, agroindustrial e de saneamento urbano, ou seja, resíduos que normalmente são descartados. O adubo orgânico não substitui o uso do fertilizante químico, mas pode reduzir em até 50% sua aplicação e ainda melhora a produtividade da lavoura. O insumo natural facilita a absorção do fósforo pela planta, evitando que esse mineral se perca no solo e acabe contaminando os mananciais.</p>



<p>De acordo com o engenheiro agrônomo Fernando Carvalho Oliveira, da Tera Ambiental, especializada em reciclagem de efluentes e resíduos orgânicos, a produção de fertilizantes orgânicos no Brasil ainda está se organizando, mas tem grande potencial para crescer. Em 2020, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), o setor faturou R$ 334 milhões, 44,5% de crescimento em relação a 2019. &#8220;Com base nesse faturamento, é possível estimar que a produção seja de 1,5 milhão de toneladas ao ano&#8221;, disse.</p>



<p>A tecnologia mais usada pelo setor é a compostagem termofílica (micro-organismos que gostam do calor). &#8220;A produção vem numa crescente no Brasil nos últimos cinco anos, devido à satisfatória evolução do marco regulatório que orienta o segmento. As unidades fabris atualmente instaladas estão buscando aumentar sua produção ao nível máximo e ainda deve ficar aquém da demanda&#8221;, disse. Segundo o especialista, os fertilizantes orgânicos não substituem os minerais, mas contribuem para seu aproveitamento no solo, reduzindo as taxas de aplicação com ganhos de produtividade.</p>



<p><strong>PRODUÇÃO.&nbsp;</strong>É o que o agricultor Fachinni já verificou na prática. A partir do primeiro corte da cana, ele reduziu a adubação orgânica para 5 toneladas por hectare e a adubação mineral em 40% do recomendado. Em algumas áreas que já tiveram cinco anos de aplicações sucessivas do orgânico, a redução é ainda maior. &#8220;Com essa estratégia, aliada aos demais tratos culturais, tenho alcançado produtividade acima da média regional e entendo que, com a adubação orgânica, estou investindo na qualidade do solo de minha fazenda.&#8221;</p>



<p>Atualmente, o preço dos fertilizantes orgânicos varia entre R$ 200 a R$ 450 a tonelada, dependendo da distância da área agrícola. A tonelada de adubo químico já custa mais de R$ 2 mil, embora a quantidade aplicada por hectare seja menor.</p>



<p><strong>BENEFÍCIOS.</strong>&nbsp;A capacidade dos fertilizantes orgânicos de auxiliar na absorção do fósforo pela planta representa outro ganho para o ambiente. Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), análises da água coletada no reservatório de Barra Bonita, no Rio Tietê, nos últimos cinco anos, revelaram a presença de fósforo em níveis que favorecem o crescimento de algas, prejudiciais à qualidade da água. Favorece também o crescimento de plantas aquáticas, a exemplo dos aguapés que se acumulam em barragens dos reservatórios.</p>



<p>Reportagem do Estadão na sexta-feira mostrou a presença de algas e aguapés cobrindo grandes trechos do Rio Tietê numa extensão de 300 quilômetros, desde Anhembi, mais próximo da capital, até o reservatório da hidrelétrica de Promissão, no centro-oeste paulista.</p>



<p>De acordo com a Cetesb, o fósforo das águas dos reservatórios tem origem na carga difusa gerada em bacias onde predomina o uso agrícola do solo, cujo manejo envolve o uso de fertilizantes e adubos fosfatados. A aplicação desses insumos em meses chuvosos facilita o transporte do material para o Tietê.</p>



<p>As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.</p>



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		<title>Brasil pede cautela na ONU para evitar expansão da guerra na Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Feb 2022 07:09:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O embaixador brasileiro disse ainda que o Conselho e a Assembleia-Geral devem trabalhar juntos e fez um apelo para que russos e ucranianos caminhem para um cessar-fogo imediato SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; O embaixador Ronaldo Costa Filho, representante permanente do Brasil junto às Nações Unidas, disse neste domingo (27) que cabe aos países no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O embaixador brasileiro disse ainda que o Conselho e a Assembleia-Geral devem trabalhar juntos e fez um apelo para que russos e ucranianos caminhem para um cessar-fogo imediato</p>



<p>SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; O embaixador Ronaldo Costa Filho, representante permanente do Brasil junto às Nações Unidas, disse neste domingo (27) que cabe aos países no Conselho de Segurança e na Assembleia-Geral da ONU reverterem a escalada na guerra da Ucrânia.</p>



<p><br>Em discurso na reunião do Conselho que aprovou uma reunião extraordinária da Assembleia-Geral para debater novas sanções contra a Rússia, o representante brasileiro pediu cautela nas próximas decisões para evitar o agravamento do conflito.</p>



<p><br>O Brasil apoiou a convocação da Assembleia-Geral apesar, nas palavras de Costa Filho, &#8220;das dúvidas quanto ao seu calendário e à sua contribuição para alcançar a paz&#8221;.</p>



<p><br>&#8220;Essas dúvidas derivam, em última análise, de nosso compromisso inflexível de respeito e interesse em defender a Carta e o próprio papel do Conselho de Segurança&#8221;, disse.</p>



<p><br>Segundo ele, não se pode ignorar que algumas das medidas debatidas &#8220;aumentam os riscos de um confronto mais amplo e direto entre a OTAN e a Rússia&#8221;.</p>



<p><br>&#8220;O fornecimento de armas, o recurso a ciberataques e a aplicação de sanções seletivas, que podem afetar setores como fertilizantes e trigo, com forte risco de fome, acarretam o risco de agravar e espalhar o conflito e não de resolvê-lo&#8221;, disse o Costa Filho em referência às novas possíveis sanções a serem aprovadas.</p>



<p><br>O embaixador brasileiro disse ainda que o Conselho e a Assembleia-Geral devem trabalhar juntos e fez um apelo para que russos e ucranianos caminhem para um cessar-fogo imediato.</p>



<p><br>Costa Filho também pediu aos países que facilitem a retirada de todas as pessoas que estejam na Ucrânia e que queiram sair do país.</p>



<p><br>&#8220;Precisamos nos engajar em negociações sérias, de boa fé, que possam permitir a restauração da integridade territorial da Ucrânia, garantias de segurança para a Ucrânia e a Rússia e estabilidade estratégica na Europa&#8221;, afirmou.</p>



<p>Fonte: Notícias ao Minuto</p>



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		<title>Entenda como a guerra na Ucrânia afeta a economia do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Feb 2022 09:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[afeta a economia do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na Ucrânia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Rússia é um dos grandes produtores de petróleo, e um conflito militar afeta o mercado do produto SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Após quatro meses de crise com o Ocidente, a Rússia decidiu atacar a Ucrânia nesta quinta-feira (24), acirrando a mais grave crise militar na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Entenda como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia é um dos grandes produtores de petróleo, e um conflito militar afeta o mercado do produto</p>



<p>SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Após quatro meses de crise com o Ocidente, a Rússia decidiu atacar a Ucrânia nesta quinta-feira (24), acirrando a mais grave crise militar na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.</p>



<p><strong><em>Entenda como o conflito pode afetar a economia brasileira.</em></strong></p>



<p><strong>Petróleo e gás já estão mais caros</strong></p>



<p>O preço do petróleo superou nesta quinta-feira (24) os US$ 100 pela primeira vez em mais de sete anos, depois que o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou uma operação militar para &#8220;proteger a população do Donbass&#8221;, a região do leste do vizinho.</p>



<p>A Rússia é um dos grandes produtores de petróleo, e um conflito militar afeta o mercado do produto. Além disso, sanções impostas pelos EUA e pela União Europeia também podem pressionar o preço da energia, direta e indiretamente.</p>



<p>Se a guerra provocar a interrupção do comércio euro-russo de combustíveis, os europeus terão que procurar energia em outra parte, em um mercado mundial que ficará ainda mais apertado e caro, a não ser que a Arábia Saudita traia a Rússia, sua aliada informal no cartel dos grandes produtores, e aumente sua produção do produto, escreveu o colunista da Folha de S.Paulo Vinicius Torres Freire.</p>



<p>Na terça, por exemplo, a Alemanha já havia congelado a certificação do gasoduto Nord Stream 2, que liga a Rússia ao país europeu e está pronto, mas sem poder operar devido à crise na Ucrânia.</p>



<p>Na tarde desta quarta, o presidente americano Joe Biden também anunciou sanções à Nord Stream 2 AG, empresa responsável pelo gasoduto, e seus dirigentes.</p>



<p>Cerca de 66% do gás e de 29% do petróleo que a Alemanha compra fora da União Europeia vêm da Rússia. Cerca de 44% do gás importado pela União Europeia vem da Rússia, assim como 25% do petróleo.</p>



<p>O Nord Stream 2 duplicaria a capacidade de transporte de gás natural pelo mar Báltico, possibilitando à Rússia desviar o fornecimento que hoje é majoritariamente feito por meio justamente da Ucrânia e da turbulenta ditadura aliada Belarus.</p>



<p><strong>Preço dos alimentos pode subir</strong></p>



<p>A Ucrânia vende 17% do milho do mercado mundial, um peso relevante, embora fique atrás de EUA, Brasil e Argentina. Ucrânia e Rússia exportam 30% do trigo comprado pelo resto do planeta.</p>



<p>Apesar disso, na sexta-feira passada, a mídia especializada em grãos estava mais preocupada com a safra de soja e milho de Brasil e Argentina, prejudicada pelo mau tempo. A principal preocupação relacionada ao conflito era a de alta do preço do trigo, de passagem.</p>



<p><strong>Instabilidade derruba o preço de ações e faz dólar subir</strong></p>



<p>Sempre que há uma crise política grave, papéis de maior risco, como ações, são afetados. Após o anúncio da invasão, ações globais e mesmo títulos do Tesouro americano despencaram, enquanto as cotações do dólar, ouro e petróleo dispararam após tropas russas deslancharem um ataque contra a Ucrânia.</p>



<p>A busca por segurança global por parte dos investidores impulsionou o dólar, que subia mais de 0,5% em relação a cesta de moedas de seus principais parceiros comerciais. O euro, por sua vez, caía 0,8%.</p>



<p>Já a moeda russa, o rublo, despencou quase 8% mesmo após pausa na sua comercialização, atingindo patamar mais baixo já registrado. Banco Central russo anunciou intervenção no mercado para conter queda.</p>



<p>O movimento contaminou também os mercados de criptomoedas, fazendo o bitcoin cair abaixo dos US$ 35.000 pela primeira vez em um mês.</p>



<p><strong>Energia e dólar em alta pressionam ainda mais a inflação</strong></p>



<p>Mesmo com o dólar fechando no Brasil nesta quarta-feira (23) a R$ 5,003, a menor cotação da moeda americana desde 30 de junho de 2021, as altas persistentes de petróleo e alimentos anulavam o possível alívio e evitavam que a inflação brasileira, já alta, cedesse.</p>



<p>Além disso, já havia entre os economistas a avaliação de que a tendência para o real até o final do ano era de o real se desvalorizar (ou seja, a cotação do dólar subir), enquanto os preços das commodities tendem a continuar em patamar elevado.</p>



<p>Por isso, as projeções de inflação para 2022 continuam se deteriorando já mesmo antes do impacto da guerra sobre o dólar.</p>



<p>A guerra na Ucrânia afeta preços de petróleo, gás natural, grãos e óleo de cozinha, pelo menos, encarecendo alimentos também no Brasil.</p>



<p>Os preços da indústria brasileira, que já estavam pressionados por causa do dólar muito caro até dezembro e pela persistente escassez mundial de insumos, também devem sofrer novo impacto com a alta da moeda americana.<br>Instabilidade afeta o crescimento A depender do tamanho da guerra, o impacto sobre a confiança econômica pode ser grande e se estender por pelo menos alguns meses, o que reduziria as perspectivas de crescimento econômico.<br>Empresários e investidores temerosos costumam adiar novos projetos ou expansões, o que significa menor oferta de emprego.</p>



<p>Fonte: Notícias ao Minuto</p>



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