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	<title>Hisotrigorafia |</title>
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		<title>Grupo de pesquisa pretende traçar historiografia da população negra no Direito da USP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Apr 2023 12:49:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Projeto propõe reconstrução da memória sobre funcionários, estudantes e professores negros que passaram pelo Largo São Francisco; inscrições estão abertas para estudantes da graduação e da pós-graduação Por Gustavo Roberto da Silva &#8211; Sexta, 21 de abril de 2023 A Faculdade de Direito (FD) da USP oferece 20 vagas, entre graduandos e pós-graduandos, para um novo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Projeto propõe reconstrução da memória sobre funcionários, estudantes e professores negros que passaram pelo Largo São Francisco; inscrições estão abertas para estudantes da graduação e da pós-graduação</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por <a href="https://jornal.usp.br/author/gustavor/">Gustavo Roberto da Silva</a> &#8211; Sexta, 21 de abril de 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Faculdade de Direito (FD) da USP oferece 20 vagas, entre graduandos e pós-graduandos, para um novo grupo de pesquisa que tem a pretensão de investigar a história da população negra na faculdade. As inscrições devem ser realizadas por um&nbsp;<a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc9kuFX9AbDxGsYabF33D1UW1kuSJ0lQQQnBzUIvUukahLEkA/viewform?vc=0&amp;c=0&amp;w=1&amp;flr=0">formulário digital</a>&nbsp;e estão abertas até o dia 24 de abril. Os 20 pesquisadores serão selecionados em paridade de gênero e ao menos 60% dos selecionados serão candidatos pretos, pardos ou indígenas. Confira o&nbsp;<a href="https://direito.usp.br/pca/arquivos/3c19d3274389_edital-historiografia-do-negro.pdf">edital completo</a>.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized" id="attachment_630298"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/04/20230420_marinaferreira.png?resize=250%2C250&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-630298" width="136" height="136"/><figcaption class="wp-element-caption">Marina Lima Ferreira – Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista ao&nbsp;<strong>Jornal da USP</strong>,&nbsp;a coordenadora do novo grupo, Marina Lima Ferreira, compartilhou expectativas e propósitos do projeto. “O objetivo é dar cara nova a um bacharelismo que historicamente é excludente, masculino, branco, mas que certamente é marcado, apesar das inúmeras dificuldades, por uma história negra que precisa ser reconstruída na faculdade”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marina é graduada pela Faculdade de Direito da USP, onde também obteve título de mestre e atualmente é doutoranda em Direito Penal e Criminologia. A coordenadora conta que a iniciativa para a formação do grupo partiu de sua orientadora, a professora e vice-diretora da FD, Ana Elisa Liberatore Bechara.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="70022" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px-1.jpg" alt="" class="wp-image-70022"/></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Marina, uma das principais motivações para a criação do grupo foi a descoberta de que, ainda no período da escravidão, a FD teve um bibliotecário negro. Ela relembra figuras históricas como Luiz Gama, que em 1850 frequentava a FD como ouvinte e foi reconhecido como advogado somente 165 anos depois, em 2015. Recorda ainda de José Rubino de Oliveira, que em 1879, depois de mais de dez tentativas, venceria o concurso para a cátedra de Direito Administrativo, tornando-se o primeiro professor negro do Largo. “Onde estão as outras histórias que não foram contadas?”, questiona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A coordenadora conta que pretende ter um produto de pesquisa materializado para as celebrações do bicentenário da FD, que será celebrado em 2027. “Para esse semestre, a ideia é estimular um debate crítico, informativo, acerca dos primeiros anos da Faculdade de Direito, situar a faculdade no seu próprio tempo e paralelamente construir o projeto de pesquisa. Há muitas mãos lapidando objetivos, metodologias, propósitos, de modo a conseguir nortear os próximos passos desse trabalho de reconstrução”, afirma.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized" id="attachment_614764"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/03/20230308_anaelisbechara.png?resize=250%2C250&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-614764" width="154" height="154"/><figcaption class="wp-element-caption">Ana Elisa Bechara – Foto: Reprodução/FD</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Além do trabalho “arqueológico”, a pesquisadora revela outras pretensões do projeto: “Ainda que indiretamente, a ideia é reafirmar os objetivos de promoção de equidade, desenvolver a pauta étnico-racial, auxiliar na supressão das exclusões que frequentemente decorrem de uma dinâmica de racismo estrutural, sejam essas exclusões relacionadas à cultura, saúde mental, questões socioeconômicas, memória”, descreve Marina. “Construir memória, fazer reparação e justiça por um passado que teve um esquecimento forçado, vai ser muito importante para nós.”&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo será orientado pela professora Ana Elisa, que também é diretora de Mulheres, Relações Étnico-Raciais e Diversidades da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) da USP. “A intenção é dar visibilidade a tantos personagens negros que passaram pela faculdade e que acabaram não sendo reconhecidos. Esse tema tem importância não apenas histórica para a Faculdade de Direito e o Direito no Brasil, mas também como forma de trazer representatividade negra à nossa comunidade, que atualmente conta com alunas e alunos negros que ainda têm muita dificuldade de se reconhecerem como parte da São Francisco e do Direito”, afirma a docente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP</p>



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