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	<title>Humanos |</title>
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	<title>Humanos |</title>
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		<title>CEO da OpenAI admite a criação de inteligência artificial incontrolável pelos humanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2026 17:50:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O chefe da empresa OpenAI, Sam Altman, admitiu a possibilidade de criação de uma inteligência artificial (IA) incontrolável pelos humanos, mas alertou contra tais medidas. Domingo, 13 de setembro de 2026 No sábado (12), o CEO da Anthropic, Dario Amodei, apelou a um abrandamento no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial mais poderosos por razões [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O chefe da empresa OpenAI, Sam Altman, admitiu a possibilidade de criação de uma inteligência artificial (IA) incontrolável pelos humanos, mas alertou contra tais medidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 13 de setembro de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">No sábado (12), o CEO da Anthropic, Dario Amodei, apelou a um abrandamento no desenvolvimento de <a href="https://noticiabrasil.net.br/20260909/midia-enxames-de-drones-lancados-por-avioes-de-carga-se-tornam-nova-aposta-da-forca-aerea-dos-eua-53962768.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">modelos de inteligência artificial</a> mais poderosos por razões de segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se acredito na possibilidade de criação de um sistema que não estará sob controle humano? Absolutamente. Mas eu acho que não devemos fazer isso&#8221;, disse Altman em uma entrevista à Fortune.<a href="https://noticiabrasil.net.br/20260913/ceo-da-openai-admite-a-criacao-de-inteligencia-artificial-incontrolavel-pelos-humanos-54091966.html#"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Altman acrescentou que sua empresa tomará as medidas necessárias para garantir a segurança, até a suspensão de ensino de modelos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anteriormente, uma agência de notícias americana relatou que a OpenAI estava considerando a possibilidade de uma <a href="https://noticiabrasil.net.br/20260519/essa-tambem-e-uma-guerra-das-big-techs-afirma-especialista-sobre-o-conflito-no-ira-50509109.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">desaceleração no desenvolvimento da IA</a> em meio a inúmeros relatos de falhas em seus sistemas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O empresário americano Elon Musk, em meio a discussões sobre a desaceleração da inteligência artificial, lembrou que há 12 anos ele alertou que a <a href="https://noticiabrasil.net.br/20260302/a-inteligencia-artificial-pode-acelerar-a-velocidade-da-guerra-alerta-especialista-videos-48496274.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">IA poderia ser mais perigosa do que as armas nucleares</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Sputniknews / <a href="https://creativecommons.org/publicdomain/zero/1.0/">CC0</a> / /</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="BATE PAPO COM O CANDIDATO A DEPUTADO ESTADUAL ANDRE FIDALGO - PT" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/EvOQ2GkkbvE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Descobertos novos indícios da interação entre humanos e megafauna no Brasil pré-histórico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2025 20:32:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil pré-histórico]]></category>
		<category><![CDATA[Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[megafauna]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dentes de toxodonte &#8211; antigo mamífero do tamanho de um rinoceronte &#8211; trazem sinais de interação humana no Vale do Ribeira (SP) O Vale do Ribeira de Iguape foi palco para muitas coletas paleontológicas na década de 1980, mas alguns materiais estão sendo reexaminados na atualidade. Um estudo publicado na&#160;Revista Brasileira de Paleontologia&#160;apresenta uma análise [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Dentes de toxodonte &#8211; antigo mamífero do tamanho de um rinoceronte &#8211; trazem sinais de interação humana no Vale do Ribeira (SP)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Vale do Ribeira de Iguape foi palco para muitas coletas paleontológicas na década de 1980, mas alguns materiais estão sendo reexaminados na atualidade. Um estudo publicado na&nbsp;<em>Revista Brasileira de Paleontologia</em>&nbsp;apresenta uma análise detalhada dos Toxodontes, revelando novas informações sobre a relação desses mamíferos gigantes extintos da megafauna sul-americana com os humanos. Um dos pontos altos foi a descoberta de indícios em um dente que poderia ter sido usado como forma de adereço ou ornamentação.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“A maioria dos espécimes já encontrados se localizavam no Nordeste do Brasil e em outros países, como Colômbia, Bolívia e Venezuela”, explica o primeiro autor do artigo Paulo Ricardo de Oliveira Costa, aluno de Iniciação Científica no Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos (LEEH) do Instituto de Biociências (IB) da USP.&nbsp;Dados prévios indicavam que humanos e megafauna teriam coexistido entre o fim do Pleistoceno e o início do Oligoceno, tanto temporal como geograficamente. “Meu trabalho foi o primeiro a confirmar evidências mais fortes de interação entre eles na região do atual Estado de São Paulo”, afirma o membro do Programa Jovens Pesquisadores da Fapesp. As duas espécies avaliadas,&nbsp;<em>Mixotoxodon larensis&nbsp;</em>e&nbsp;<em>Toxodon platensis,&nbsp;</em>podem ter sido as últimas do grupo a habitar o território brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grande diferencial da pesquisa é a interdisciplinaridade entre a paleontologia e a zoologia, buscando um melhor entendimento da história inscrita nos materiais. A partir de fósseis de dentes, os cientistas conseguiram se aprofundar em doenças que acometeram esses animais, as chamadas paleopatologias, além de analisar as intervenções potencialmente humanas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Maria Mercedes Martinez Okumura é coordenadora do LEEH e docente do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do IB. Seu projeto visa a compreender a evolução biocultural de grupos humanos pretéritos no Vale do Ribeira. “Muitas pesquisas paleontológicas são feitas apenas com viés de identificação taxonômica, então quisemos acrescentar um novo olhar”, comenta.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/04/20250415_toxodonte_fossil_mapa.jpg" alt="Mapa sinalizando a localização do Vale da Ribeira, em São Paulo e no Brasil. O vale está representado pelas linhas tracejadas." class="wp-image-878162"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A região tem grande importância pois é uma das poucas áreas de exploração paleontológica no Estado de São Paulo – Mapa do&nbsp;<a href="https://sbpbrasil.org/publications/index.php/rbp/article/view/424/252">artigo/modificado de Ghilardi et al., 2011</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela reforça que o valor arqueológico e paleontológico do território é único. “É um dos poucos locais do Brasil onde temos um registro de ocupação humana desde os últimos 10 mil anos até os tempos históricos”, comenta. “Humanos do passado sempre tiveram relações importantes com faunas locais, não apenas em termos de subsistência, mas como fonte de matéria-prima para artefatos, para uso ritual e assim por diante.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">A megafauna pleistocênica</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Pleistoceno refere-se ao período geológico que durou de 2,6 milhões de anos até 11.700 anos atrás, cuja fauna era composta de mamíferos herbívoros, onívoros e mega-herbívoros. A ordem Notoungulata é um grupo nativo da América do Sul composto de 140 gêneros distintos, dos quais apenas o Toxodontidae é registrado no Brasil.&nbsp;<em>T. platensis</em>&nbsp;é a espécie mais representativa do gênero: com corpo robusto e atingindo quase 1.800 kg, sua ocorrência é registrada em diversos Estados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma inovação do estudo foi registrar um indivíduo muito jovem de<em>&nbsp;T. platensis</em>&nbsp;— descoberta importante pois há poucos dados, em toda a América do Sul, de Toxodontes juvenis. Artur Chahud, pesquisador colaborador do IB, orientou a publicação do artigo. “O material é interessante pois data de um período de transição ambiental e mudança na vegetação do Vale da Ribeira”, explica. “Antigamente a região era de campos abertos; hoje é uma floresta.”</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/04/20250415_toxodonte_mamiferos_ilustracao.jpg" alt="Ilustração de seis espécies que habitavam a fauna no período pleistocênico, em campos abertos com vegetação baixa e espaçada" class="wp-image-878164"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No final desse período, mais de uma centena de espécies de grandes mamíferos foram extintos, incluindo mamutes, preguiças-gigantes e tigres dentes-de-sabre – Ilustração:&nbsp;<a href="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/18/A-Pleistocene-meso-megamammals-from-Sergipe-Brazil.jpg">Júlio Lacerda/Wiki Commons</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os elementos osteológicos foram encontrados em três cavernas: Abismo Ponta de Flecha, Abismo do Fóssil e Abismo do Juvenal. Em alguns dentes de Toxodontes do Abismo Ponta de Flecha identificou-se a hipoplasia do esmalte dentário, condição caracterizada pela deficiência na deposição de esmalte devido à descontinuidade na atividade secretora dos ameloblastos (células epiteliais). Essa interrupção é um marcador de estresse fisiológico durante o período de formação dentária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em ungulados – mamíferos com casco, como rinoceronte, anta e zebra -, a hipoplasia é principalmente associada a grandes episódios de deficiência nutricional, indicando que o indivíduo sofreu com a escassez de recursos alimentares. “Inferimos que podem ter ocorrido mudanças climáticas naquele período, causando um estresse ambiental”, diz Artur Chahud.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A descoberta abre portas para aprofundar investigações anatômicas em saúde de animais pré-históricos. “Os dentes são úteis para várias análises paleontológicas, desde dieta, tipo de espécie, até entender o local em que viviam”, exemplifica Paulo Costa. “Mamíferos da megafauna têm dentes muito específicos, com formatos diversos entre grupos e entre espécies — os<em>&nbsp;Toxodons</em>&nbsp;em particular têm uma tensão [força de mastigação] completamente diferente de tudo que já existiu e tudo que existe ainda hoje”, continua.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/04/20250415_toxodonte_fossil_dentes.jpg" alt="Seis dentes coletados codificados de A a F, com suas partes detalhadas e codificadas de A a J" class="wp-image-878161"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O estresse também pode ser causado por eventos da fase neonatal, como abandono de filhotes por fêmeas e a substituição do leite materno por gramíneas – Foto:&nbsp;<a href="https://sbpbrasil.org/publications/index.php/rbp/article/view/424/252">do artigo</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Humanos em cena</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O maior destaque da pesquisa foi registrar, pela primeira vez na história, incisões em dois dentes de&nbsp;<em>T. platensis</em>&nbsp;compatíveis com grupos pré-históricos. Os cortes foram feitos após a morte do animal, e os pesquisadores inferiram que o objetivo era extrair o dente da mandíbula: a hipótese principal de Paulo Costa é que os humanos tenham utilizado o dente como forma de adereço ou ornamentação.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Em outros lugares da América do Sul existem sítios arqueológicos com registros bem fortes de consumo de megafauna, mas no Brasil nunca se encontrou evidências”, compara Mercedes Okumura.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">“Nesse sentido, a pesquisa do Paulo é importante porque complementa o que já conhecíamos sobre a coexistência entre humanos e megafauna, e nos mostra que realmente ocorreu uma interação próxima manipulativa.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O material também indica a presença do&nbsp;<em>M. larensis&nbsp;</em>em uma região nunca antes observada. “Um dos dentes que analisei foi o registro mais ao sul dessa espécie, que a gente não considerava existir no Sudeste do Brasil”, conta Paulo Costa. “Isso traz toda uma nova distribuição geográfica para o grupo.”</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/04/20250415_toxodonte_cranio.jpg" alt="Crânio de toxodonte do acervo do Museu Zoologisk, em Copenhague" class="wp-image-878233"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os cientistas destacam a relevância desta descoberta, pois o local ocupado pela espécie inclui latitudes meridionais nas Américas sem nenhum registro prévio – Foto:&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Toxodontia#/media/Ficheiro:Toxodon_skull.jpg">FunkMonk/Wiki Commons</a>/<a href="https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/">CC BY-SA 3.0</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">A importância de preservar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Paulo Costa relata que, além da coleção de campo, parte do material utilizado na pesquisa fazia parte do acervo do Museu de Zoologia (MZ) da USP, da coleção do Instituto de Geociências (IGc) da USP e do Laboratório de Anatomia Vegetal do IB. Esses acervos paleontológicos são cruciais para entender a relação entre fauna e grupos humanos do passado.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>“No Brasil, há muita desinformação sobre a importância de acervos de museus e coleções. Mas esses materiais, coletados na virada do século 20 para o século 21, ainda rendem novos estudos, novos resultados e novas interpretações sobre o passado. […] Tecnologias são desenvolvidas constantemente e podem ser aplicadas, então precisamos valorizar nossos museus e lutar pela sua preservação”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mercedes Okumura</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Artur Chahud complementa que trabalhos antigos podem ter sido deixados de lado, mas os materiais têm potencial irrestrito de estudo. “Isso se aplica desde a áreas que pesquisam diretamente o animal até estudos ambientais —&nbsp; muitos animais são a chave para indicar como era o ambiente em épocas passadas”, realça.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frente às mudanças climáticas enfrentadas nos dias de hoje, entender o desenvolvimento das populações ao longo da história do planeta Terra é essencial. “A mudança na área de habitação dos animais e humanos pode voltar a se repetir”, frisa. Isso faz parte da Paleobiologia da Conservação, ramo da ciência que avalia registros paleoecológicos a fim de obter dados sobre o funcionamento dos ecossistemas antes do impacto humano, auxiliando a entender as extinções recentes e os riscos futuros de extinção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigoestá disponível on-line e pode ser lido&nbsp;<a href="https://sbpbrasil.org/publications/index.php/rbp/article/view/424/252" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Mais informações: e-mail okumuram@usp.br, com Maria Mercedes Okumura, e-mail paulo.rocta@gmail.com, com Paulo Ricardo de Oliveira, e e-mail arturchahud@yahoo.com, com Artur Chahud</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Estagiária sob orientação de Luiza Caires</em> / Fonte: Jornal da USP / Ilustração da provável aparência dos Toxodontes, em comparação com fóssil registrado no século 20 – Arte sobre imagens de&nbsp;<a href="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/9b/Toxodon_skeletal_mount%2C_from_Abel%2C_O._%281919%29._Die_St%C3%A4mme_der_Wirbeltiere.jpg%22">Otenio Abel/Wiki Commons</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Toxodon_platensis.jpg">Robert Bruce Horsfall/Wiki Commons</a></p>



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<iframe title="RECORDAÇÕES DOS ACONTECIMENTOS CULTURAL EM IPIRÁ E EXPANSÃO ARTÍSTICA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/iJKylaObeeg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



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		<title>Humanos, demasiadamente humanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[dev]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Apr 2021 02:44:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Relato de um professor entubado por 10 dias com covid: trabalhadores da Saúde não são heróis, infeliz clichê da cultura do individualismo. São profissionais além da técnica: partilham afetos e inspiram à coletividade num país desgovernado por&#160;Rogério Ferreira de Souza &#8211; Quarta, 14 de abril de 2021 Ao longo de grandes catástrofes, ou dos acidentes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Relato de um professor entubado por 10 dias com covid: trabalhadores da Saúde não são heróis, infeliz clichê da cultura do individualismo. São profissionais além da técnica: partilham afetos e inspiram à coletividade num país desgovernado</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">por&nbsp;Rogério Ferreira de Souza &#8211; Quarta, 14 de abril de 2021</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de grandes catástrofes, ou dos acidentes coletivos que nos atingem, muitas vezes de forma inesperada, testemunhamos o trabalho de bombeiros, policiais, médicos e uma gama de outros profissionais prontos a agir para salvar vidas – ainda que muitas vezes coloquem as suas próprias em perigo. Por isso, não é raro que os denominemos “heróis”, sobre-humanos, elevando-os à categoria de seres extraordinários, quase como se fizessem parte de outro mundo que não este nosso, tão humano, em que vivemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a pandemia de covid-19, essa condição sobre-humana que conferimos àqueles que se dispõem a zelar e a salvar nossas vidas tem se evidenciado ainda mais. Costumamos referirmo-nos a eles como os “profissionais da linha de frente”, e, dentre estes, principalmente os profissionais de saúde intensivistas, que atuam incansavelmente nos CTI’s (ou UTI’s) de todo o país, como “heróis”. Ali, esses profissionais se revezam para manter o tratamento dos doentes&nbsp;<em>full time</em>; para eles, cada vida importa e cada vida é festejada quando o sucesso da recuperação se concretiza; a recuperação, sabem eles, é a verdadeira recompensa de seu trabalho árduo!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a primeira onda da pandemia no país, em 2020, junto com Paulo Gajanigo, professor e pesquisador da Universidade Federal Fluminense, desenvolvemos uma pesquisa sobre relatos do cotidiano durante o confinamento e a nova rotina que nos foram impostos pela pandemia. Nessa pesquisa, publicada com o título “A pandemia e o ordinário: apontamentos sobre a afinidade entre experiência pandêmica e registros cotidianos”, analisamos como as pessoas experimentavam e relacionavam suas rotinas com as mudanças advindas do isolamento social e do aumento no número de casos e vítimas de covid-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Àquela altura, mal podia imaginar que passaria, em 2021, de pesquisador a objeto de pesquisa. Há coisa de meses, fui diagnosticado com covid-19 e, devido a um quadro que se agravou, precisei ser internado e intubado em um hospital privado no Rio de Janeiro, e passei vários dias no CTI. Esta, sem dúvida, foi a mais terrível experiência de confronto com a morte que vivi até hoje. E foi ali, em meio a esse confronto, ao retomar a consciência depois de dez dias intubado, que meu empuxo de pesquisador me levou a observar, com esmero, o conjunto de procedimentos e atividades necessários à reabilitação de pacientes que partilham comigo a experiência desse confronto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta condição, ora de paciente, ora de observador, permitiu-me acompanhar a rotina de dentro do CTI, quase como se fosse mesmo um “trabalho de campo”. Das atividades mais simples às mais complexas — todas igualmente importantes porque, sim, no CTI, tudo é importante! — o que via não eram aqueles “heróis” entronizados pela cultura do individualismo. Havia, ali, uma visão de conjunto, um coletivo de humanos, demasiadamente humanos — e demasiadamente trabalhadores —, empenhados em seu labor, dedicando-se ao máximo para fazer o melhor e da melhor forma possível. Ali, nada pode dar errado, qualquer erro pode ser fatal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas conversas que tive com aqueles profissionais – exímios profissionais! – pude ver, no entanto, que ali havia, de fato, mais do que trabalho técnico; havia mesmo uma partilha de afetos de profissional para profissional, de profissional para pacientes. Como resultado, vi uma síntese entre a boa, isto é, a melhor execução possível do trabalho técnico, conjugada ao mais afetuoso convívio entre a equipe profissional e os pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi aquele convívio afetuoso que pôde reforçar, para mim, a importância do trabalho como construção do ser social; só uma compreensão desse tipo pode contribuir para uma sociedade mais justa, edificante, menos desigual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante dos descaminhos e tropeços da política governamental no que diz respeito ao combate à pandemia, é necessário reconhecer, mais do que nunca, que, a despeito da precarização do trabalho, da dupla (e às vezes tripla) jornada desses profissionais, da péssima remuneração e outros tantos fatores, a estes profissionais, não lhes falta o que há (ou deveria haver) de mais especial em cada um de nós: humanidade. Diante deles, não estamos diante de “heróis”, mas de humanos, demasiadamente humanos, para os quais o valor do trabalho reside na certeza de que cada vida, por mais custoso que isto lhes seja, vale a pena. E como vale! Informações do site outras palavras.</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/humanos-demasiadamente-humanos/">Humanos, demasiadamente humanos</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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