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	<title>imunizacao |</title>
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		<title>Brasil não levou desigualdade social em conta na estratégia de vacinação contra covid</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Jun 2023 14:30:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Municípios com maior PIB per capita e escolaridade – e com menor população negra &#8211; atingiram índices de imunização mais elevados rapidamente Texto: Camilla Almeida Arte: Simone Gomes Domingo, 18 de junho de 2023 A campanha de vacinação contra covid-19 no Brasil se iniciou em janeiro de 2021. Desde então, mais de 585,6 milhões de vacinas foram [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Municípios com maior PIB <em>per capita</em> e escolaridade – e com menor população negra &#8211; atingiram índices de imunização mais elevados rapidamente</p>



<h3 class="wp-block-heading">Texto: Camilla Almeida</h3>



<h3 class="wp-block-heading">Arte: Simone Gomes</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 18 de junho de 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha de vacinação contra covid-19 no Brasil se iniciou em janeiro de 2021. Desde então, mais de 585,6 milhões de vacinas foram aplicadas e cerca de 80,2% dos brasileiros com mais de 6 meses de idade completaram ao menos o esquema básico de imunização com a segunda dose ou dose única, segundo o Ministério da Saúde. Embora significativos, é preciso olhar para tais números com cautela: disparidades na cobertura entre diferentes grupos populacionais geraram distorções, como apontam especialistas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="70022" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px-1.jpg" alt="" class="wp-image-70022"/></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com dados levantados em pesquisa, municípios com maior Produto Interno Bruto (PIB)&nbsp;<em>per capita</em>, maior escolaridade e com uma menor população negra atingiram índices de imunização mais elevados rapidamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a vacinação foi maior entre os idosos do que em adultos e mulheres adultas apresentaram taxas de cobertura superiores às dos homens, especialmente na segunda dose e reforços. Pesquisadores destacam a falta de insumos, equipe médica e barreiras sociais e geográficas para explicar as discrepâncias encontradas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho analisou 389 milhões de registros de vacinação do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunização para calcular as taxas de cobertura vacinal de diferentes doses entre adultos (18 a 59 anos) e idosos (60 anos ou mais) vacinados entre janeiro de 2021 e dezembro de 2022. Também foram considerados elementos relacionados a demografia, geografia e situação socioeconômica no nível municipal.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados estão no artigo&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0264410X23005698?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Uncovering inequities in Covid-19 vaccine coverage for adults and elderly in Brazil: A multilevel study of 2021–2022 data</em></a>&nbsp;publicado na revista&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/journal/vaccine/vol/41/issue/26" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Vaccine</em></a>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20230512_lorenabarberia-q6dali481ltolrbmbrojcqc7kwwdjwb9bb2whdlb2c.png?w=1200&amp;ssl=1" alt="Lorena Barberia - Foto: Arquivo Pessoal" width="192" height="192" title="20230512_lorenabarberia"/><figcaption class="wp-element-caption">Lorena Barberia &#8211; Foto: Arquivo Pessoal<br></figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa apresenta um panorama da desigualdade municipal na imunização contra covid-19, além de garantir informações fundamentais para gestores de saúde planejarem as próximas campanhas mais eficazes e direcionadas. “É preciso começar a entender o que está acontecendo dentro desses municípios, para assim estabelecer um diálogo com a sociedade e desenvolver estratégias específicas focadas nesses problemas”, explica ao&nbsp;<strong>Jornal da USP</strong>&nbsp;a professora Lorena Barberia, do Departamento de Ciência Política da FFLCH e coautora do artigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ouça a entrevista dela à Rádio USP:</p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/06/COBERTURA-VACINAL-DO-COVID-19_PROFa_LORENA-BARBERIA_EDITADA.mp3"></audio><figcaption class="wp-element-caption">Radio USP</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Antonio Boing, professor associado do Departamento de Saúde Pública da UFSC e também coautor do artigo, os dados obtidos mostram que a discussão sobre desigualdade social é essencial no Brasil, principalmente frente a emergências sanitárias. “Existem certas características, como o município de residência, que podem aumentar ou diminuir sua probabilidade de uma pessoa ser vacinada no Brasil”, explica o pesquisador.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/06/20230616_boing.png?fit=420%2C420&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-650384" width="205" height="205"/><figcaption class="wp-element-caption">Antonio Boing &#8211; Foto: Arquivo pessoal<br></figcaption></figure>
</div>


<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Nós somos um dos países mais desiguais deste planeta e durante o maior desafio sanitário que tivemos em tempos, a desigualdade simplesmente não foi monitorada propriamente.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Antonio Boing, professor associado do Departamento de Saúde Pública da UFSC e também coautor do artigo, os dados obtidos mostram que a discussão sobre desigualdade social é essencial no Brasil, principalmente frente a emergências sanitárias. “Existem certas características, como o município de residência, que podem aumentar ou diminuir sua probabilidade de uma pessoa ser vacinada no Brasil”, explica o pesquisador.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Nós somos um dos países mais desiguais deste planeta e durante o maior desafio sanitário que tivemos em tempos, a desigualdade simplesmente não foi monitorada propriamente.”</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Responsabilidade estatal</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Foi observado um decorrente agravamento da desigualdade na aplicação da segunda e terceira doses em municípios com um menor PIB&nbsp;<em>per capita</em>. Esse cenário pode ser explicado por uma espécie de&nbsp; “normalização” da pandemia, além da ausência de ações governamentais específicas e campanhas de conscientização produtivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Plano Nacional de Imunizações (PNI), elaborado em 1973 e responsável por definir a estratégia de vacinação nacional pelo Ministério da Saúde, a palavra desigualdade não consta uma única vez – nem mesmo com a inserção das orientações acerca da imunização contra covid-19, em 2023.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Claro que existe um componente individual, mas não é ele que explica a baixa adesão à vacinação. Existem questões objetivas, não basta você informar as pessoas: é preciso dar as condições para que elas consigam executar aquilo para o qual estão sendo informadas”, diz Boing.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB), que realizou uma avaliação do atendimento inicial no Sistema Único de Saúde (SUS) no cenário pré-pandêmico, municípios da região Norte e Nordeste carecem da disponibilidade de equipamentos e insumos médicos, além de obterem menores notas na avaliação da atenção básica. Ademais, segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), a oferta de médicos e enfermeiros é menor nessas localidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lorena Barberia destaca a necessidade de incitar o debate público sobre o tema e de alertar a população sobre seus direitos como cidadãos. “Se não exigirmos mudanças, esta doença permanecerá, o que deixa as pessoas em situação de vulnerabilidade em risco. É preciso, nas próximas eleições municipais, trazer o tema à tona porque a pandemia não acabou”, diz a pesquisadora, lembrando que o vírus continua circulando, apesar de este ano a Organização Mundial da Saúde ter retirado o status de emergência sanitária conferido à doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/06/COBERTURA-VACINAL-DO-COVID-19_PROFa_LORENA-BARBERIA_EDITADA.mp3"></a></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/brasil-nao-levou-desigualdade-social-em-conta-na-estrategia-de-vacinacao-contra-covid/">Brasil não levou desigualdade social em conta na estratégia de vacinação contra covid</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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