<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>indigenas |</title>
	<atom:link href="https://ipiracity.com/tag/indigenas-2/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://ipiracity.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sat, 04 Apr 2026 03:44:13 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2020/07/cropped-icon-32x32.png</url>
	<title>indigenas |</title>
	<link>https://ipiracity.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Chikungunya: ministro classifica como crítica situação em Dourados</title>
		<link>https://ipiracity.com/chikungunya-ministro-classifica-como-critica-situacao-em-dourados/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=chikungunya-ministro-classifica-como-critica-situacao-em-dourados</link>
					<comments>https://ipiracity.com/chikungunya-ministro-classifica-como-critica-situacao-em-dourados/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Apr 2026 03:44:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[chikungunya]]></category>
		<category><![CDATA[doenca]]></category>
		<category><![CDATA[indigenas]]></category>
		<category><![CDATA[saude]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=173518</guid>

					<description><![CDATA[<p>Município está em situação de emergência devido ao número de casos Alex Rodrigues &#8211; Repórter da Agência Brasil &#8211; Sábado, 4 de abril de 2026 O novo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, classificou como crítico&#160;o cenário&#160;de Dourados (MS), município&#160;que está em situação de emergência devido aos casos de chikungunya.&#160; “Quando se trata de saúde, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/chikungunya-ministro-classifica-como-critica-situacao-em-dourados/">Chikungunya: ministro classifica como crítica situação em Dourados</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Município está em situação de emergência devido ao número de casos</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alex Rodrigues &#8211; Repórter da Agência Brasil</strong> &#8211; Sábado, 4 de abril de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O novo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, classificou como crítico&nbsp;o cenário&nbsp;de Dourados (MS), município&nbsp;que está em situação de emergência devido aos casos de chikungunya.&nbsp;</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1684798&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1684798&amp;o=node"></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando se trata de saúde, de vidas humanas, a responsabilidade é global. Não estamos aqui para dizer que a responsabilidade era do município, do governo estadual ou do governo federal. Estamos aqui para reconhecer esta situação crítica. Portanto, não temos uma posição negacionista e vamos enfrentá-la”, disse Terena, ao visitar o município nesta sexta-feira (3).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Segundo o governo de&nbsp;Mato Grosso do Sul, desde janeiro até o início de abril, o número de casos confirmados da&nbsp;<a href="https://www.saude.ms.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Boletim-Epidemiologico-Chikungunya-SE-12-2026.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">doença no estado chegava a 1.764</a>, incluindo 37 gestantes. Havia também 1.893 casos em análise.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com 759 registros, em números absolutos, Dourados concentra a maior quantidade de casos prováveis de chikungunya no estado. Embora a situação atinja toda a população, tem tido maior impacto sobre as comunidades indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dos sete óbitos&nbsp;registrados em todo estado, cinco ocorreram na Reserva Indígena de Dourados. Entre estas os mortos, dois&nbsp;tinham menos de quatro meses de vida. Os outros dois óbitos no estado foram registrados nas cidades de Bonito e Jardim.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Combate ao vetor</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu em 30 de março a&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/chikungunya-uniao-reconhece-situacao-de-emergencia-em-dourados" target="_blank" rel="noreferrer noopener">situação de emergência na cidade</a>, que a prefeitura decretou dias antes, em 27 de março.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço da chikungunya em Dourados&nbsp;motivou o governo federal a anunciar, nesta semana, mais uma série de medidas para combater o mosquito&nbsp;<em>Aedes aegypti</em>, interromper o ciclo de transmissão da doença e aperfeiçoar o atendimento aos pacientes.&nbsp;<strong>A situação é mais grave na reserva indígena local, onde cinco pessoas já morreram, incluindo dois bebês.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena do estado (DSEI-MS) emitiu um alerta epidemiológico apontando o aumento dos casos na cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após isto, agentes da Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde) foram deslocados para se incorporarem à força-tarefa composta por servidores da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de mobilizar profissionais, na última quinta-feira (2), o governo federal destinou cerca de R$ 3,1 milhões em recursos públicos para Dourados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do&nbsp;total, R$ 1,3 milhão serão destinados a ações de socorro e assistência humanitária, como apoio direto à população. Mais R$ 974,1 mil vão custear iniciativas como limpeza urbana, remoção de resíduos e destinação em aterro sanitário licenciado. Os R$ 855,3 mil restantes financiarão outras ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya na cidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Contratações</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Eloy Terena afirmou que os recursos liberados pelos ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional e da Saúde “já estão nas contas dos governos estaduais e municipais”, responsáveis por utilizá-los para contratar, em caráter emergencial, os bens e serviços necessários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Representante do Ministério da Saúde na comitiva que acompanhou o ministro, Daniel Ramos destacou que, além das demais medidas, a pasta vai contratar, provisoriamente, e capacitar, 50 agentes de combate a endemias-20 dos quais começarão a trabalhar neste sábado (4).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Junto&nbsp;com 40 militares disponibilizados pelo Ministério da Defesa, os agentes se somarão ao atendimento à população e ao combate aos focos de reprodução do mosquito&nbsp;<em>Aedes aegypti</em>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“A assistência é uma das partes importantes e a gente vai entrar com ações contundentes de controle vetorial para reduzir esta pressão nos serviços [de saúde]”, garantiu Ramos.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Já a representante da Força Nacional do SUS, Juliana Lima, explicou que, embora as equipes de saúde estejam atuando diariamente nas aldeias Bororó e Jaguapiru, na Reserva Indígena Dourados, é difícil dizer se houve uma melhora da situação nas últimas semanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O cenário está muito dinâmico. Ele vem se mostrando, dia após dia, com um perfil epidemiológico diferenciado. Então, a gente não está conseguindo ainda afirmar se há uma diminuição ou um aumento [do número de casos] nesta ou naquela aldeia. Mas fazemos o monitoramento, os registros, diariamente e, com isso, conseguimos sinalizar para a vigilância onde eles devem priorizar os atendimentos dos casos agudos.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Lixo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Destacando a condição “sui generis” [diferenciada] da Reserva Indígena Dourados, “que foi englobada pelo município de Dourados”, estando, hoje, cercada pela crescente área urbana, Terena cobrou, da prefeitura, mais atenção à coleta do lixo nas aldeias indígenas, de forma a eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Temos que aperfeiçoar a questão dos resíduos sólidos, do lixo. É preciso atender de igual forma não só o contexto urbano, como as comunidades indígenas”, disse o ministro, que pretende se reunir com representantes dos governos municipal e estadual e discutir projetos estruturais “para que possamos chegar a estas comunidades indígenas com projetos com vistas a melhorar a&nbsp;coleta de lixo” nas comunidades indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agencia Brasil / © Secretaria de Saúde MS/Divulgação<br><br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A CÂMARA COMO A VOZ DA POPULAÇÃO !" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/qVe4792Zsys?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/chikungunya-ministro-classifica-como-critica-situacao-em-dourados/">Chikungunya: ministro classifica como crítica situação em Dourados</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/chikungunya-ministro-classifica-como-critica-situacao-em-dourados/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cupuaçu só surgiu com a domesticação de fruto por indígenas</title>
		<link>https://ipiracity.com/cupuacu-so-surgiu-com-a-domesticacao-de-fruto-por-indigenas/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=cupuacu-so-surgiu-com-a-domesticacao-de-fruto-por-indigenas</link>
					<comments>https://ipiracity.com/cupuacu-so-surgiu-com-a-domesticacao-de-fruto-por-indigenas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Nov 2023 04:57:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cupuaçu]]></category>
		<category><![CDATA[domesticacao]]></category>
		<category><![CDATA[indigenas]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=106131</guid>

					<description><![CDATA[<p>Dados genéticos do fruto e informações arqueológicas sobre os povos da Amazônia revelaram que o cupuaçu não é uma espécie nativa, tendo surgido da domesticação do cupuí pelos indígenas Texto: Camilla Almeida*Arte: Carolina Borin** &#8211; Segunda, 27 de novembro de 2023 O cupuaçu é um fruto típico da Floresta Amazônica. Seu nome deriva das palavras em tupi&#160;kupu,&#160;que [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/cupuacu-so-surgiu-com-a-domesticacao-de-fruto-por-indigenas/">Cupuaçu só surgiu com a domesticação de fruto por indígenas</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Dados genéticos do fruto e informações arqueológicas sobre os povos da Amazônia revelaram que o cupuaçu não é uma espécie nativa, tendo surgido da domesticação do cupuí pelos indígenas</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Texto: </strong>Camilla Almeida*<strong>Arte: </strong>Carolina Borin** &#8211; Segunda, 27 de novembro de 2023</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O cupuaçu é um fruto típico da Floresta Amazônica. Seu nome deriva das palavras em tupi&nbsp;<em>kupu,</em>&nbsp;que significa “que parece com cacau”, e&nbsp;<em>uasu</em>, que é “grande”. Componente da culinária brasileira e popular por todo o País, acreditava-se que o cupuaçu era uma espécie nativa – ou seja, que ela ocorria de forma natural nos locais onde se distribui. Mas pesquisadores do Instituto de Biociências (IB) da USP descobriram que o fruto, na verdade, é uma espécie domesticada pelas populações indígenas do médio-alto Rio Negro, há mais de 5 mil anos.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Espécies domesticadas são aquelas originadas por meio de uma seleção artificial pela ação humana. Por meio de uma análise genômica, os pesquisadores conseguiram rastrear as origens do cupuaçu e concluíram que o fruto é uma variante domesticada do cupuí, um integrante da família do cacau e natural do bioma amazônico. “Do cupuí para o cupuaçu ocorreu uma mudança física pelo meio de plantar. O progenitor do cupuaçu tinha uma polpa não muito volumosa, e o fruto em si era menor”, explica Matheus Colli-Silva, doutor em botânica pelo IB, ao&nbsp;<strong>Jornal da USP</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A descoberta revela que os povos indígenas da região perceberam o potencial da polpa do cupuí, selecionaram os frutos que eram maiores e cruzaram esses entre si. “Se se começa a fazer esse retrocruzamento com atributo de interesse, que nesse caso é um fruto maior, você vai, ao longo das gerações, desenvolvendo esses indivíduos.” O retrocruzamento acontece quando existe o cruzamento entre um descendente com qualquer um de seus progenitores. O método viabiliza a transferência de genes – o que explica o aumento de tamanho dos frutos com o tempo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados da pesquisa foram divulgados no artigo&nbsp;<em><a href="https://www.nature.com/articles/s43247-023-01066-z" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Domestication of the Amazonian fruit tree cupuaçu may have stretched over the past 8000 years</a></em>, publicado na revista&nbsp;<em>Communications Earth &amp; Environment</em>.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/11/20231122_matheus_colli.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-705664"/><figcaption class="wp-element-caption">Matheus Colli-Silva &#8211; Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">Domesticação de plantas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A domesticação de espécies é comumente associada a animais. O exemplo mais famoso é o cachorro, um descendente dos lobos que passou por esse processo mais de 12 mil anos atrás. Contudo, o procedimento também é utilizado em vegetais, seja para o aprimoramento genético de monoculturas pela indústria agrícola, seja feito de forma não planejada pelos humanos. De qualquer forma, existe uma seleção artificial de características a serem destacadas.</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/11/20231122_polpa_cupuacu.jpg?ssl=1"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/11/20231122_polpa_cupuacu.jpg?fit=1024%2C656&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-705693"/></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Polpa de cupuaçu &#8211; Foto: Christopher Hind/CiXeL/English Wikipedia via Wikimedia Commons</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As suspeitas por trás da origem do cupuaçu se originaram a partir de uma expedição realizada pelo pesquisador na região amazônica, mais precisamente em localidades do Pará, Amazonas e Acre. “A princípio, nós não tínhamos pensado nessa pergunta. Porém, o simples fato de estarmos estudando a natureza nos levou a ir para o campo e perceber que o cupuaçu não estava presente em lugares de mata fechada, mas sim sempre próximo às civilizações”, explica ele. A partir daí foi realizada uma coleta de cupuaçus e cupuís, posteriormente levados ao laboratório e analisados por meio do sequenciamento de DNA.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois isso, os resultados das duas espécies foram colocados lado a lado para o apontamento de suas semelhanças. Ademais, dados arqueológicos e antropológicos sobre a história dos povos indígenas na Amazônia também foram trazidos para a discussão, contribuindo nas conclusões alcançadas pela pesquisa. “Nós conseguimos mostrar, com base nesses dados genômicos contrastados com os da arqueologia e da antropologia, que esse processo provavelmente teve início entre 5 e 8 mil anos atrás por povos indígenas que viviam na região do médio-alto Rio Negro.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Em equilíbrio com a natureza</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A ligação entre as populações indígenas e o processo de origem do cupuaçu reforça a importância da relação desses povos com a biodiversidade da região e o seu papel no ecossistema amazônico. “A Amazônia é um bioma que foi ocupado e modificado por povos indígenas. Mas, diferente do que temos hoje com as pressões antrópicas [ações humanas] e o desmatamento, essas alterações sentidas há milênios atrás foram feitas de modo sustentável”, pondera o pesquisador.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de domesticação do cupuaçu ocorreu no final do Holoceno – era geológica marcada pela estabilização meteorológica após o último processo de glaciação da Terra. De acordo com evidências arqueológicas, foi nesse período que os povos da Amazônia passaram a aprimorar técnicas dentro da agrobiodiversidade – procedimentos de manejo de terra que, além de se mostrarem vantajosos produtivamente, também colaboravam para a conservação da floresta. Os cientistas observam que as comunidades indígenas tinham uma alimentação diversificada, englobando o cultivo de palmeiras, leguminosas e outras árvores frutíferas. “Essa descoberta mostra como os povos indígenas sempre cuidaram da natureza e a extensão de seus conhecimentos sobre a flora. Além disso, deixa claro que coisas que nós cientistas aprendemos nos últimos 500 anos já eram conhecidas há milênios por outros povos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Colli-Silva ainda diz que o campo de estudos multidisciplinares explorado pela pesquisa pode ser acessado sob diferentes perspectivas. “O próximo passo é olharmos para as espécies brasileiras de diferentes biomas e aplicarmos o mesmo método para estudá-las. Esse é um campo amplo que está ligado a outras áreas do conhecimento além da biologia, como a história e a agronomia”, coloca. Ele destaca a importância de pesquisas que explorem a flora brasileira para seu uso econômico de maneira sustentável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Mais informações: e-mail&nbsp;</em><a href="mailto:matheus.colli.silva@alumni.usp.br"><em>matheus.colli.silva@alumni.usp.br</em></a><em>, com Matheus Colli-Silva</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Estagiária, sob orientação de Luiza Caires</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>**Estagiária sob orientação de Moisés Dorado</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ITAMARAJÚ X PORTO SEGURO, AO VIVO - FINAL DO INTERMUNICOIPAL 2023" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/BlXIYGCTZ4E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/cupuacu-so-surgiu-com-a-domesticacao-de-fruto-por-indigenas/">Cupuaçu só surgiu com a domesticação de fruto por indígenas</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/cupuacu-so-surgiu-com-a-domesticacao-de-fruto-por-indigenas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Estudo aponta aumento de suicídio entre jovens indígenas no AM e no MS</title>
		<link>https://ipiracity.com/estudo-aponta-aumento-de-suicidio-entre-jovens-indigenas-no-am-e-no-ms/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=estudo-aponta-aumento-de-suicidio-entre-jovens-indigenas-no-am-e-no-ms</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Sep 2023 19:55:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[indigenas]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[jovens]]></category>
		<category><![CDATA[Suicídio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=100078</guid>

					<description><![CDATA[<p>Estudo foi publicado na revista The Lancet Regional Health – Americas Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade de Harvard realizaram o primeiro estudo nacional que avalia o suicídio entre indígenas e não indígenas no Brasil. O estudo avaliou taxas de suicídio durante o período de 2000 a 2020 e mostrou um risco [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/estudo-aponta-aumento-de-suicidio-entre-jovens-indigenas-no-am-e-no-ms/">Estudo aponta aumento de suicídio entre jovens indígenas no AM e no MS</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Estudo foi publicado na revista The Lancet Regional Health – Americas</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade de Harvard realizaram o primeiro estudo nacional que avalia o suicídio entre indígenas e não indígenas no Brasil. O estudo avaliou taxas de suicídio durante o período de 2000 a 2020 e mostrou um risco desproporcionalmente maior em indígenas, principalmente naqueles entre 10 e 24 anos de idade. As regiões Norte e Centro-Oeste foram as que apresentaram maior risco de suicídio, principalmente nos estados do Amazonas e Mato Grosso do Sul.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi publicado na revista <em>The Lancet Regional Health – Americas</em>. A pesquisa aborda nuances sobre esse grave e negligenciado problema de saúde pública em pleno Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio no Brasil, conforme destaca um dos coautores do estudo, o epidemiologista Jesem Orellana, chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia do Instituto Leônidas &amp; Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As análises foram efetuadas a partir do banco de dados oficial de mortalidade do Ministério da Saúde e teve como objetivo estimar taxas de suicídio e suas tendências entre indígenas e não indígenas no Brasil. No artigo intitulado <em>Suicídio entre povos indígenas no Brasil de 2000 a 2020: um estudo descritivo</em> (<em>Suicide among Indigenous peoples in Brazil from 2000 to 2020: a descriptive study</em>, no original em inglês), os pesquisadores fizeram uma análise sobre o comportamento das taxas de suicídio entre indígenas no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o pesquisador, de forma geral, as taxas de suicídio em indígenas foram maiores em homens e indivíduos entre 10 e 24 anos de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em homens de regiões como a Centro-Oeste e Norte, essas taxas chegaram a alcançar 73,75 e 52,05 por 100 mil habitantes, em 2018 e 2017, respectivamente. Em indivíduos de 10-24 anos da Região Norte, o grupo etário de maior risco para o suicídio indígena, essas taxas aumentaram substancialmente de 2013 em diante, contrariando o padrão de queda observado na região Centro-Oeste. Este é um diferencial importante, em comparação ao grupo de maior risco na população geral do Brasil, pois o grupo etário de indivíduos com 60 anos e mais, historicamente, é o que apresenta maior risco de suicídio&#8221;, explica em nota, Orellana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também mostrou que, em nível nacional, tanto as taxas de suicídio da população indígena brasileira quanto as taxas da população não indígena apresentaram tendência de aumento de 2000 a 2020. &#8220;No entanto, esse padrão não pode ser generalizado, especialmente entre os indígenas, pois estados como o do Amazonas, na região Norte, e Mato Grosso do Sul, na região Centro-Oeste, parecem ser os responsáveis pelas substanciais diferenças que se observa ao se comparar dados nacionais entre indígenas e não-indígenas&#8221;, observa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pesquisador destaca que os resultados do estudo reforçam a extrema vulnerabilidade de indígenas ao suicídio no Brasil, sobretudo homens, na faixa etária entre 10 e 24 anos e residentes nos estados do Amazonas e Mato Grosso do Sul, apontando para a necessidade de priorização na alocação de recursos financeiros e no planejamento de estratégias que visem a reduzir os fatores de risco associados ao suicídio, especialmente a desigualdade social e o limitado acesso a cuidados de saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Precisamos encarar o suicídio indígena como um grave e invisibilizado problema de saúde pública, o qual pode ser influenciado por uma gama de peculiaridades contextuais e culturais, como conflitos territoriais, crises sanitárias, racismo estrutural, bem como questões de ordem econômica, política e psicológica&#8221;, alerta. Orellana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>Agência Brasil</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Eleição Conselho Tutelar 2023" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/1yEm35scjhQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/estudo-aponta-aumento-de-suicidio-entre-jovens-indigenas-no-am-e-no-ms/">Estudo aponta aumento de suicídio entre jovens indígenas no AM e no MS</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
