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	<title>inflação geral |</title>
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	<title>inflação geral |</title>
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		<title>Alimentos sobem 302% e superam inflação geral em 62% no Brasil em quase 20 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 11:49:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa indica inflação estrutural da comida no Brasil, com altas de até 516% em frutas e perda de poder de compra para itens in natura. Um&#160;estudo divulgado&#160;na última semana pela organização não governamental ACT Promoção da Saúde, em parceria com a Agência Bori, mostra que a inflação de alimentos no Brasil se configura como um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Pesquisa indica inflação estrutural da comida no Brasil, com altas de até 516% em frutas e perda de poder de compra para itens in natura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um&nbsp;<a href="https://actbr.org.br/wp-content/uploads/2026/03/INFLACAO-DE-ALIMENTOS-NO-BRASIL.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo divulgado</a>&nbsp;na última semana pela organização não governamental ACT Promoção da Saúde, em parceria com a Agência Bori, mostra que a inflação de alimentos no Brasil se configura como um fenômeno estrutural, que encarece mais os produtos frescos em comparação com os ultraprocessados.&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?w=740&amp;ssl=1">O levantamento foi elaborado pelo economista Valter Palmieri Junior, doutor em Desenvolvimento Econômico. Segundo ele, a inflação dos alimentos no Brasil não pode ser atribuída exclusivamente a questões sazonais, oscilações temporárias que tendem a se corrigir espontaneamente quando a estação muda. O estudo aponta o exemplo de alta no preço do tomate durante a entressafra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2026/04/economista-Valter-Palmieri-Junior-doutor-em-Desenvolvimento-Economico-Foto-Renato-Formagin.jpg?resize=300%2C180&amp;ssl=1" alt="" width="300" height="180" srcset="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2026/04/economista-Valter-Palmieri-Junior-doutor-em-Desenvolvimento-Economico-Foto-Renato-Formagin.jpg?resize=300%2C180&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2026/04/economista-Valter-Palmieri-Junior-doutor-em-Desenvolvimento-Economico-Foto-Renato-Formagin.jpg?resize=768%2C461&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2026/04/economista-Valter-Palmieri-Junior-doutor-em-Desenvolvimento-Economico-Foto-Renato-Formagin.jpg?resize=590%2C354&amp;ssl=1 590w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2026/04/economista-Valter-Palmieri-Junior-doutor-em-Desenvolvimento-Economico-Foto-Renato-Formagin.jpg?resize=400%2C240&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2026/04/economista-Valter-Palmieri-Junior-doutor-em-Desenvolvimento-Economico-Foto-Renato-Formagin.jpg?resize=600%2C360&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2026/04/economista-Valter-Palmieri-Junior-doutor-em-Desenvolvimento-Economico-Foto-Renato-Formagin.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w"></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="caption-attachment-207118">Economista Valter Palmieri Junior, doutor em Desenvolvimento Econômico: “A inflação é estrutural, pois não decorre apenas de choques temporários, é específica, porque está associada às características históricas do modelo de desenvolvimento brasileiro” – Foto: Renato Formagin</p>



<p class="wp-block-paragraph">O economista também defende que a inflação dos alimentos não pode ser só explicada por fatores conjunturais, que seriam variações por eventos não recorrentes, que podem durar meses ou poucos anos. Um exemplo é a desvalorização súbita do câmbio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo classifica a inflação da alimentação como estrutural, composta por pressões permanentes que não se resolvem sozinhas e exigem mudanças no modo como a economia está organizada. “A inflação é estrutural, pois não decorre apenas de choques temporários, é específica, porque está associada às características históricas do modelo de desenvolvimento brasileiro”, escreve o pesquisador no estudo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Alta acima da inflação</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em quase 20 anos, o custo da alimentação do brasileiro subiu 302,6%, ou seja, multiplicou por quatro, enquanto a inflação geral do país foi de 186,6%. Isso significa que, de junho de 2006 a dezembro de 2025, o encarecimento da comida supera em 62% o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conhecido como inflação oficial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para efeito de comparação, Palmieri Junior mostra que nos Estados Unidos, no mesmo período, o nível de preços dos alimentos ficou cerca de 1,5% acima da inflação geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pesquisador ressalta que no Brasil, quando acontece algum tipo de crise e os preços dos alimentos sobem muito, há resistência de recuo. “Aumentar é fácil, mas</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/InflacaoAbre-e1743421065290-300x172.jpg?resize=300%2C172&amp;ssl=1" alt="" width="300" height="172" srcset="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/InflacaoAbre-e1743421065290.jpg?resize=300%2C172&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/InflacaoAbre-e1743421065290.jpg?resize=768%2C441&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/InflacaoAbre-e1743421065290.jpg?resize=600%2C344&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/InflacaoAbre-e1743421065290.jpg?w=812&amp;ssl=1 812w"></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="caption-attachment-176788">Foto: Divulgação</p>



<p class="wp-block-paragraph">depois, em algum momento, cair um pouco, isso é muito difícil. Vi isso em relação a alguns outros países”, ressaltou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao detalhar os grupos alimentícios do custo da comida no Brasil, a pesquisa revela que os itens que mais subiram foram:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Tubérculos, raízes e legumes (359,5%),</li>



<li>Carnes (483,5%) e</li>



<li>Frutas (516,2%)</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Saudáveis x ultraprocessados</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento mostra que a perda do poder de compra é mais sentida em alimentos&nbsp;<em>in natura</em>. “Se uma pessoa destinasse, por exemplo, 5% do salário mínimo para comprar alimentos em 2006, hoje, com essa mesma proporção, ela conseguiria levar mais produtos ultraprocessados e menos alimentos saudáveis”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 2006 e 2026, o poder de compra para frutas caiu cerca de 31%; e para hortaliças e verduras, 26,6%.&nbsp;Já para compra de refrigerantes (+23,6%) e embutidos como presunto (+69%) e mortadela (+87,2%), aumentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/copia_de_jaja7268_copia.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1" alt="" width="300" height="200" srcset="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/copia_de_jaja7268_copia.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/copia_de_jaja7268_copia.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/copia_de_jaja7268_copia.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/copia_de_jaja7268_copia.jpg?resize=600%2C400&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/copia_de_jaja7268_copia.jpg?w=1400&amp;ssl=1 1400w"></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="caption-attachment-174703">Foto: Jaelson Lucas</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo lado dos ultraprocessados, o economista explica que o barateamento está associado ao fato de ter elementos como os aditivos, que são industriais, com menos oscilação de preço. Outro ponto é o fato de serem cultivos de “monotonia”, quando o solo é usado insistentemente para poucos tipos de alimentos, o que reduz a resiliência do cultivo.&nbsp;“Poucos ingredientes básicos, como trigo, milho, açúcar e óleo vegetal, passam a ser transformados em milhares de produtos distintos por meio da adição de aditivos químicos”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o professor, o menor efeito da inflação nos alimentos ultraprocessados direciona as escolhas, fazendo as pessoas a comprar produtos menos saudáveis.&nbsp;“Você vai tendo uma mudança nos padrões de consumo a partir disso”, menciona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/fatores-sociais-empurram-familias-para-ultraprocessados-diz-pesquisa" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;pesquisa divulgada</a>&nbsp;pelo&nbsp;Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostrou os fatores que&nbsp;impulsionam o consumo de alimentos ultraprocessados por crianças em comunidades urbanas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Modelo exportador</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos fatores que levam ao aumento persistente dos preços, assinala, é a inserção internacional do Brasil e o modelo agroexportador. O fato de o país ser um dos</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Captura-de-tela-2025-02-27-085755.jpg?resize=300%2C179&amp;ssl=1" alt="" width="300" height="179" srcset="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Captura-de-tela-2025-02-27-085755.jpg?resize=300%2C179&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Captura-de-tela-2025-02-27-085755.jpg?resize=1024%2C611&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Captura-de-tela-2025-02-27-085755.jpg?resize=768%2C458&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Captura-de-tela-2025-02-27-085755.jpg?resize=1000%2C600&amp;ssl=1 1000w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Captura-de-tela-2025-02-27-085755.jpg?resize=590%2C354&amp;ssl=1 590w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Captura-de-tela-2025-02-27-085755.jpg?resize=400%2C240&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Captura-de-tela-2025-02-27-085755.jpg?resize=600%2C358&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Captura-de-tela-2025-02-27-085755.jpg?w=1046&amp;ssl=1 1046w"></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="caption-attachment-173590">Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</p>



<p class="wp-block-paragraph">maiores exportadores de alimentos do mundo faz com que a prioridade dos produtores seja vender para outros países e receber o valor da produção em dólares, em vez de direcionar para o mercado interno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na década de 2000, mostra o estudo, o país exportava 24,2 milhões de toneladas de alimento e importava 14,2 milhões de toneladas. Em 2025, as exportações saltaram para 209,4 milhões de toneladas, enquanto as importações ficaram em 17,7 milhões.&nbsp;“Esse indicador mostra a quantidade líquida de alimentos produzidos no país cujo destino é o mercado externo, reforçando o papel do Brasil como grande exportador e aumentando a influência do mercado internacional sobre os preços internos”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O direcionamento para exterior faz com que os produtores brasileiros deem prioridade para itens que são mais demandados em outros países, como soja, milho e cana de açúcar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A área dedicada ao cultivo dessas culturas passou de 41,93 milhões de hectares em 2006 para 79,30 milhões de hectares em 2025. Essa diferença é maior que todo o território da Alemanha (35,7 milhões de hectares).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mesmo período, a área dedicada ao cultivo de arroz, feijão, batata, trigo, mandioca, tomate e banana encolheu de 10,22 milhões de hectares para 6,41 milhões de hectares. Para efeito de comparação, o estado da Paraíba se estende por 5,64 milhões de hectares.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/inlacao1.webp?resize=300%2C179&amp;ssl=1" alt="" width="300" height="179" srcset="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/inlacao1.webp?resize=300%2C179&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/inlacao1.webp?resize=1024%2C613&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/inlacao1.webp?resize=768%2C459&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/inlacao1.webp?resize=1000%2C600&amp;ssl=1 1000w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/inlacao1.webp?resize=590%2C354&amp;ssl=1 590w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/inlacao1.webp?resize=400%2C240&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/inlacao1.webp?resize=600%2C359&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/inlacao1.webp?w=1170&amp;ssl=1 1170w"></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="caption-attachment-174928">Foto: Joédson Alves</p>



<h3 class="wp-block-heading">Insumos mais caros</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Outro elemento apontado como causa do encarecimento recorrente dos alimentos é o custo dos insumos agrícolas, como fertilizantes, defensivos, colheitadeiras e outras máquinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo comparou preços dos triênios 2006-2008 e 2022-2024 e identificou os seguintes aumentos na moeda real:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>fertilizantes: 2.423%.</li>



<li>herbicidas e reguladores de crescimento: 1.870%</li>



<li>colheitadeiras: 1.765%</li>



<li>inseticidas: 1.301%</li>



<li>ureia (fertilizante nitrogenado): 981%</li>



<li>peças e partes de máquinas agrícolas: 667%</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para o pesquisador, isso reflete a ausência de uma estratégia de desenvolvimento, com expansão de commodities (matérias-primas negociadas em grandes quantidades e preços internacionais) baseada em insumos e tecnologias controlados por oligopólios de países desenvolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O autor explica que há um ciclo vicioso que se reflete nos preços internos.&nbsp;“Isso afetou o preço para todo mundo, inclusive para aquele pequeno produtor de feijão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/vinhos_vac_abr_2907221153.webp?resize=300%2C179&amp;ssl=1" alt="" width="300" height="179" srcset="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/vinhos_vac_abr_2907221153.webp?resize=300%2C179&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/vinhos_vac_abr_2907221153.webp?resize=1024%2C613&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/vinhos_vac_abr_2907221153.webp?resize=768%2C459&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/vinhos_vac_abr_2907221153.webp?resize=1000%2C600&amp;ssl=1 1000w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/vinhos_vac_abr_2907221153.webp?resize=590%2C354&amp;ssl=1 590w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/vinhos_vac_abr_2907221153.webp?resize=400%2C240&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/vinhos_vac_abr_2907221153.webp?resize=600%2C359&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/vinhos_vac_abr_2907221153.webp?w=1170&amp;ssl=1 1170w"></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="caption-attachment-174713">Foto: Valter Campanato</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele nem exporta, mas vai pagar o alto custo do preço dos insumos, e esse custo vai ser repassado para o preço do feijão”, exemplifica.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Concentração</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Essa dependência é associada a outro fator que, na visão de Palmieri Junior, leva à inflação dos alimentos: a concentração da cadeia produtiva.&nbsp;No estudo, ele revela que apenas quatro empresas estrangeiras de sementes respondem por 56% do mercado global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso de empresas pesticidas, quatro companhias de fora do país abocanham 61% do mercado.&nbsp;Nas máquinas agrícolas, 43% do mercado equivalem à participação de quatro empresas estrangeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na indústria alimentícia, prossegue o estudo, cinco marcas de duas empresas têm participação de 74,2% no mercado de margarina brasileiro.&nbsp;Situação semelhante acontece no mercado de massa instantânea (73,7%). Cinco marcas de três empresas alcançam 83% do mercado de chocolates/bombom.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/20200513_agb_comida_boa-45-e1741694012566-300x200.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1" alt="" width="300" height="200" srcset="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/20200513_agb_comida_boa-45-e1741694012566.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/20200513_agb_comida_boa-45-e1741694012566.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/20200513_agb_comida_boa-45-e1741694012566.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/20200513_agb_comida_boa-45-e1741694012566.jpg?resize=600%2C400&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/20200513_agb_comida_boa-45-e1741694012566.jpg?w=1400&amp;ssl=1 1400w"></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="caption-attachment-174701">Foto: Geraldo Bubniak</p>



<h3 class="wp-block-heading">Inflação invisível</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O economista cita que a inflação dos alimentos é ainda pior do que mostram os números, por causa da “inflação invisível”, que não é possível de ser medida. Ele classifica como esse fenômeno os produtos que mantêm o preço, mas alteram os ingredientes, acrescentando itens mais baratos em detrimento dos mais caros, fazendo com que o produto final perca qualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo é o sorvete, que passa a receber menos leite e mais açúcar. O mesmo acontece com o chocolate, que perde cacau em pó e ganha açúcar.&nbsp;“Se o custo é reduzido piorando a qualidade, e vende com o mesmo preço, é uma inflação que não é computada pelos órgãos de pesquisa. Como você vai captar isso?”, questiona.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Soluções</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A publicação aponta alguns caminhos com capacidade de reverter a trajetória inflacionária da comida.&nbsp;“O preço da comida não é apenas uma variável econômica. Expressa escolhas políticas, distributivas e civilizatórias sobre o modelo de sociedade que se pretende construir”, frisa o autor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Entres as sugestões estão:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>desconcentração produtiva e fortalecimento das economias locais</li>



<li>reequilíbrio entre exportação e abastecimento interno</li>



<li>fortalecimento de estruturas como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Centrais de Abastecimento dos estados (Ceasas)<img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="200" srcset="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/20200330_agb_2.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/20200330_agb_2.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/20200330_agb_2.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/20200330_agb_2.jpg?resize=600%2C400&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/20200330_agb_2.jpg?w=1400&amp;ssl=1 1400w" src="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/03/20200330_agb_2.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1" alt="">Foto: Geraldo Bubniak</li>



<li>ampliação de acesso à terra</li>



<li>crédito à produção condicionado a produção para o mercado interno</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Palmieri Junior cita como referência países desenvolvidos, como Estados Unidos e nações europeias, que adotaram políticas de reforma agrária para ampliar o acesso à terra. “Isso permite distribuir melhor a produção e fortalece a soberania alimentar”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação do economista, a medida também atende a interesses econômicos mais amplos. “Com alimentos mais baratos, o consumidor pode direcionar renda para outros bens e serviços, o que dinamiza diferentes setores. Quando uma parcela elevada da renda é absorvida pela alimentação, há restrição ao consumo em outras áreas da economia”, salienta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Agência Brasil</em> / Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</p>



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