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	<title>insegurança alimentar |</title>
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	<title>insegurança alimentar |</title>
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		<title>Seis em cada dez habitantes de áreas rurais apresentam algum grau de insegurança alimentar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 21:44:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[insegurança alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>E ainda, pesquisa mostra que dois em cada 10 moradores do campo estão numa situação de insegurança alimentar grave, ou seja, passam fome. A zona rural brasileira é considerada um celeiro do mundo. O país está entre os cinco maiores exportadores mundiais de produtos agropecuários, principalmente, soja, milho, açúcar, suco de laranja e carnes de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>E ainda, pesquisa mostra que dois em cada 10 moradores do campo estão numa situação de insegurança alimentar grave, ou seja, passam fome.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px-1.jpg" alt="" class="wp-image-70022" width="836" height="105"/></figure>



<p>A zona rural brasileira é considerada um celeiro do mundo. O país está entre os cinco maiores exportadores mundiais de produtos agropecuários, principalmente, soja, milho, açúcar, suco de laranja e carnes de frango e bovina. Além disso, é responsável por alimentar quase 800 milhões de pessoas no mundo, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).</p>



<p>Esse alimento, entretanto, nem sempre chega à mesa de quem o produz, o morador do campo. Seis em cada 10 habitantes (63,8%) de áreas rurais apresentam algum grau de insegurança alimentar, ou seja, não se alimentam de forma adequada. Os dados são da Rede&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan), que entrevistou 35 mil pessoas em 2022. A pesquisa mostra que dois em cada 10 moradores (18,6%) do campo estão numa situação de insegurança alimentar grave, ou seja, passam fome.</p>



<p>Nas&nbsp;cidades, os percentuais são um pouco mais baixos: 57,8% são afetados por insegurança alimentar e 15% enfrentam a fome.</p>



<p>Em 2022, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) fez uma análise que mostrava que a insegurança alimentar começava a piorar nas áreas rurais do país – com o índice de famílias que enfrentava essa dificuldade subindo de 35,3% em 2013 para 46,4% em 2018.</p>



<p>A análise foi feita a partir dos dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 2017-2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).&nbsp;“Isso significa fome”, explicou o pesquisador do Ipea, Alexandre Arbex Valadares, em nota, à época. “Os dados da POF-2018 surpreenderam porque, nas pesquisas anteriores, os indicadores apontavam uma tendência de superação da insegurança alimentar no país, trajetória que mudou sensivelmente em 2018”, completou.</p>



<p>O Ipea constatou ainda que a renda das famílias rurais caiu de 2008 a 2018, o que mostra um empobrecimento dessa população.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Famílias</h2>



<p>As irmãs Daiane e Gabriela vivem com sete crianças e adolescentes (entre dois e 15 anos) na zona rural de Guapimirim, na região metropolitana do Rio&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">de Janeiro, em uma casa humilde de alvenaria –&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">parte emboçada, parte com tijolo aparente –&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">onde antes havia acabamento. A única fonte de renda das duas é o Bolsa Família e isso evita que elas passem fome. Mesmo assim, o dinheiro é curto para garantir comida durante todo o mês.&nbsp;“A gente recebe [o Bolsa Família] e consegue abastecer o armário. Mas, no fim do mês, é difícil. A gente fica sempre preocupado se vai faltar comida. Mas tem algumas pessoas que ajudam a gente”, conta Daiane, que está treinando para poder trabalhar como cuidadora e melhorar a renda da família.</p>



<p>A pesquisa constatou também que, em 2018, havia menos dinheiro disponível para a compra de comida do que dez anos antes. De acordo com o Ipea, houve uma queda de 14% dos gastos dessas pessoas com alimentos nesse período.</p>



<p>Maria e Everaldo moram com os três filhos, em São José da Tapera, na caatinga alagoana, em uma casa precária, feita com estacas de madeira, de apenas dois cômodos. Em um deles dormem as crianças. O outro serve de quarto para o casal, banheiro e cozinha.</p>



<p>Os alimentos e a água são armazenados em dois tambores de plástico. Everaldo não consegue trabalhar na terra, devido a um problema na coluna. E os R$ 600 que ganha do Bolsa Família não são suficientes para garantir uma alimentação adequada a todos.</p>



<p>São duas refeições por dia, nada além disso. E mesmo essas refeições precisam ser controladas para que não falte comida até o fim do mês. “São R$ 600 pra tudo. E o Everaldo ainda toma remédios controlados. Não tem como comer mais do que duas vezes por dia. É complicado”, conta Maria.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Concentração de terra</h2>



<p>Segundo o pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) Sérgio Sauer, a fome no campo é resultado da “profunda desigualdade socioeconômica” que afeta a sociedade brasileira. Na zona rural, isso se materializa na concentração de terra que faz com que muitos moradores do campo não tenham acesso a um local para cultivar.&nbsp;“Além da desigualdade estrutural, proporcionalmente, há mais gente com fome no campo devido a problemas históricos na formulação e implementação&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">de políticas governamentais ou estatais. Historicamente, inclusive com as políticas públicas socioassistenciais, houve uma concentração de investimentos nas cidades”, explica Sauer.</p>



<p>A fome não poupa nem os próprios produtores de alimentos. A pesquisa da Penssan mostrou que a fome atingia 21,8% de agricultores familiares e produtores rurais no país. A insegurança alimentar, em todos seus graus, afetava 69,7% dessas pessoas.</p>



<p>No Norte do país, a insegurança alimentar atinge 79,9% dos produtores rurais/agricultores familiares. Quatro em dez dessas pessoas (40,2%) passam fome. No Nordeste, 83,6% enfrentam insegurança alimentar em algum grau e 22,6% encaram a fome. “Do ponto de vista ético e de direitos humanos, é inadmissível&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">que o espaço produtor de alimentos abrigue pessoas passando fome.&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">Essa contradição é o elemento – político,&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">ético,&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">humano – que torna a fome no campo tão marcante, inclusive porque não é possível justificá-la&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">com argumentos equivocados como, por exemplo, ‘há fome porque faltam alimentos’”, destaca o pesquisador.</p>



<p>Sauer afirma que, nos últimos anos, houve um desmantelamento de políticas públicas voltadas para a população do campo, o que, junto com a pandemia de covid-19, fez com que a situação piorasse. “O&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">crescimento da fome no campo, inclusive entre produtores de alimentos, se deve aos cortes orçamentários, quando não à extinção de políticas públicas, desenhadas para atender à população do campo. A fome aumentou, portanto, devido aos cortes nos investimentos e ao desmantelamento&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">de políticas depois de 2016, particularmente depois de 2018”, constata.</p>



<p>Entre as políticas desmanteladas nos últimos anos, segundo Débora Nunes, da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), estão o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que incentiva a compra de alimentos produzidos por agricultores familiares, e o acesso ao crédito para&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">pequenos produtores rurais.&nbsp;“A gente imagina que, quem está no campo, teria melhores condições de produzir o alimento. Por isso, é importante a gente relacionar a fome à garantia de políticas públicas que contribuem, para quem está no campo, produzir o alimento, com acesso ao crédito, à política da reforma agrária, a políticas públicas como o PAA, como PNAE [Programa Nacional de Alimentação Escolar], que ajudam no fortalecimento da produção e, consequentemente, fazem com que as famílias tenham melhores condições de existência”, afirma Débora.</p>



<p>Segundo ela, a fome no Brasil também tem relação direta com o modelo agrícola adotado no país, que privilegia a exportação de&nbsp;commodities, como a soja, em vez da produção de alimentos para os brasileiros. “O modelo do agronegócio exige a concentração da terra, não gera emprego e não produz alimentos, não produz comida, produz commodities para exportação. E é um modelo que destrói o meio ambiente, com o uso intensivo de agrotóxicos, o envenenamento do nosso lençol freático e a destruição das nossas matas”, ampliando: “O outro modelo é o da agricultura familiar, da reforma agrária, que justamente propõe o inverso, partindo da democratização do acesso à terra. É um modelo que compreende que, para sua existência, precisa&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">ter&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">uma relação saudável com o meio ambiente. Só consigo&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">ter&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">água na minha cacimba, se preservamos o ambiente”, completa.</p>



<p>Para Sergio Sauer, combater a fome no campo exige “medidas estruturantes”, com políticas de Estado que independam do governo da ocasião e que permitam o acesso da população à terra para produzir. “As experiências históricas de acesso à terra (criação de projetos de assentamentos) ou garantia de permanência na terra (reconhecimento de direitos territoriais de povos e comunidades tradicionais e povos indígenas) demonstram claramente a diminuição da fome e melhorias nas condições de vida no campo”, ressalta, acrescentando: “Esses programas são, ou deveriam ser, acompanhados de outras políticas públicas (assistência técnica, crédito, construção de infraestrutura, acesso à saúde, acesso à educação, etc), que resultam diretamente na produção de alimentos, consequentemente na diminuição da fome e na melhoria da vida no campo”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Governo</h2>



<p>Segundo a&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal, historicamente “a pobreza é mais dura” na zona rural e lembra que essas áreas &nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">englobam populações tradicionais que são muito afetadas pela desnutrição.</p>



<p>“Ela é mais dura porque você considera comunidades indígenas, reservas extrativistas e populações quilombolas onde os indicadores de desnutrição, geralmente, têm sido maiores. E mesmo nos últimos anos foram os núcleos duros da desnutrição. É onde a gente tem que fazer nossas políticas chegarem. É claro que esse núcleo duro se ampliou nas áreas rurais e cresceu muito nos últimos anos. Isso se reverte enxergando primeiro essas populações, buscando onde estão e criando políticas públicas específicas, desde políticas de saúde até as políticas sociais”, afirma.</p>



<p><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/imagens.ebc.com.br/jbRkpzadJc8xuK77_FskoRPN8jU=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/pzzb9662.jpg?resize=365%2C243&amp;ssl=1" alt="A secretária de segurança alimentar e nutricional do MDS, Lilian Rahal, durante entrevista à Agência Brasil" width="365" height="243"></p>



<p>Secretária de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal: Precisamos enxergar essas famílias, saber as carências e organizar uma oferta de políticas públicas para que a situação possa ser revertida no curto prazo” – Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil</p>



<p>A De acordo com a secretária, o governo quer reforçar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com a recuperação do&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">orçamento e uma reformulação&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">com foco nas famílias mais vulneráveis.</p>



<p>“Nossa ideia é focar o PAA cada vez mais nas famílias do Cadastro Único, nas mulheres e famílias, para a compra de alimentos.&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">Nos últimos anos, o programa deixou de ser operado com as organizações da agricultura familiar. Houve uma concentração de operações nas prefeituras e produtores de pessoas físicas. Nossa ideia é, de alguma forma, retomar a atuação com as organizações da agricultura familiar até para poder fortalecer o modelo associativo.”</p>



<p>A secretária destacou que, apesar disso, o PAA continuará atuando com os entes federativos. Ela ressaltou também a importância de&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">ter&nbsp;<img decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?w=740&amp;ssl=1">programas que fomentam a inclusão das famílias do campo no setor produtivo, seja pela própria agricultura seja por outras atividades empreendedoras. “A gente tem que enxergar essas famílias, saber as carências e organizar uma oferta de políticas públicas para que a situação possa ser revertida no curto prazo. Isso passa pela transferência de renda, mas, às vezes, pela própria oferta de comida. Programas que comprem a comida que elas produzem, mas também façam a comida chegar onde não está chegando”, afirma.</p>



<p>Ela destacou também a importância de garantir o acesso à água. “A insegurança hídrica potencializa a insegurança alimentar. Tem programas que nos permitem reduzir isso de forma bastante concentrada, como o programa de cisternas no semiárido. Nossa proposta é chegar onde não chegamos. Já tem mais de 1 milhão de cisternas implementadas, mas ainda tem cerca de 300 mil a 350 mil famílias que precisam receber cisternas.”</p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>



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		<title>Pesquisa mostra que 1 em cada 4 brasileiros sofre de insegurança alimentar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jun 2022 11:50:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[insegurança alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um levantamento realizado pelo Datafolha demonstrou que um em cada quatro brasileiros avalia que a quantidade de comida disponível em casa é inferior ao necessário para alimentar a família. Dos 2.556 entrevistados, 26% afirmaram ter a quantidade abaixo do suficiente, 62% julgaram ter o necessário e 12% relataram ter mais do que o suficiente. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um levantamento realizado pelo Datafolha demonstrou que um em cada quatro brasileiros avalia que a quantidade de comida disponível em casa é inferior ao necessário para alimentar a família. Dos 2.556 entrevistados, 26% afirmaram ter a quantidade abaixo do suficiente, 62% julgaram ter o necessário e 12% relataram ter mais do que o suficiente.</p>



<p>O cenário de insegurança alimentar afeta, sobretudo, as famílias com renda de até dois salários mínimos (R$ 2.424), que corresponde a 38% do total. Para aqueles que ganham até cinco salários (R$ 6.060), o percentual é de 14%, cifra que cai para 4% quando avaliada entre as famílias que recebem até dez salários mínimos (R$ 12.120).</p>



<p>A quantidade insuficiente de comida também é uma realidade mais frequente entre moradores do Nordeste (32%) e Norte (30%), mas não deixa de afetar quem vive no Centro-Oeste (24%), Sul (24%) e Sudeste (22%). A situação afeta ainda os desempregados (42%), as donas de casa (38%) e os autônomos (27%).</p>



<p>No início de junho, um levantamento da Rede Penssan apontou que cerca de <strong>33,1 milhões de brasileiros não têm o que comer diariamente</strong>, quase o dobro do registrado em 2020 &#8211; 19 milhões. No total, são 14 milhões de novos brasileiros em situação de fome, sendo que mais da metade da população (58%) vive com algum grau de insegurança alimentar &#8212; leve, moderado ou grave.</p>



<p>Fonte: <strong>SBT News</strong></p>



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		<title>Quantidade de comida em casa é insuficiente para 24% dos brasileiros, mostra Datafolha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2022 12:14:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[insegurança alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>(FOLHAPRESS) &#8211; Um de cada quatro brasileiros afirma que a quantidade de comida disponível em sua mesa foi inferior à necessária para alimentar sua família nos últimos meses, mostra pesquisa realizada pelo Datafolha na semana passada. De acordo com o levantamento, 24% disseram que a comida foi insuficiente para suas necessidades. Outros 63% declararam que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>(</strong>FOLHAPRESS) &#8211; Um de cada quatro brasileiros afirma que a quantidade de comida disponível em sua mesa foi inferior à necessária para alimentar sua família nos últimos meses, mostra pesquisa realizada pelo Datafolha na semana passada.</p>



<p>De acordo com o levantamento, 24% disseram que a comida foi insuficiente para suas necessidades. Outros 63% declararam que a quantidade foi suficiente, e 13% afirmaram que a quantia ficou acima do que seria necessário.</p>



<p>A sensação de insegurança alimentar é mais aguda para os mais pobres. Entre os que dispõem de até dois salários mínimos (R$ 2.424) como renda familiar mensal, 35% consideraram a quantidade de comida em casa insuficiente.</p>



<p>Segundo a pesquisa, 13% dos que têm renda mensal de dois a cinco salários mínimos (R$ 6.060) e 6% dos que recebem de 5 a 10 salários mínimos (R$ 12.120) também disseram que faltou comida na mesa nos últimos meses.</p>



<p>O Datafolha realizou 2.556 entrevistas em 181 municípios na semana passada, na terça (22) e na quarta-feira (23). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.</p>



<p>Pesquisas anteriores mostram que o problema se mantém em níveis semelhantes aos observados no ano passado, quando a estagnação econômica e o aumento do desemprego levaram pessoas a disputar restos de ossos em São Paulo e no Rio de Janeiro.</p>



<p>Segundo o Datafolha, a insegurança alimentar é maior na região Nordeste, onde 32% dizem que tiveram menos comida do que o necessário nos últimos meses, e menor no Sul, onde 18% consideraram a comida disponível insuficiente.</p>



<p>O levantamento mais recente da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede Penssan), concluído no fim de 2020, mostrou que a pandemia provocou um aumento significativo da insegurança alimentar no país.<br>Segundo o grupo, 55% dos domicílios conviviam com algum grau de insegurança no fim do primeiro ano da crise sanitária. Em 2018, encontravam-se em situação semelhante os moradores de 37% dos domicílios brasileiros.</p>



<p>A pesquisa do Datafolha mostra que a insegurança é maior para os ficaram sem trabalho ou se viram mais vulneráveis na pandemia. Entre os desempregados, 38% disseram que não tiveram comida suficiente.</p>



<p>Entre os trabalhadores autônomos, 26% apontaram o mesmo problema, assim como 20% dos assalariados sem registro formal e 28% dos desocupados que não estão à procura de trabalho, de acordo com o levantamento.</p>



<p>A aceleração da inflação agravou o problema nos últimos meses. Os preços de alimentos e bebidas subiram em média 14,09% em 2020 e 7,94% no ano passado, quando o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) teve variação de 10,06%.</p>



<p>Fonte: <strong>Notícias ao Minuto</strong></p>



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		<title>Dia Mundial da Alimentação: insegurança alimentar e como ela avança no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Oct 2021 08:47:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial da Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[insegurança alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nathallia Fonseca, da CNN São Paulo Fome é uma sensação “soberana do ponto de vista biológico”, conhecida por todos desde o primeiro momento de vida. A&#160;insegurança alimentar, por outro lado, é uma expressão mais social que biológica; “fala sobre as pessoas terem assegurado o alimento que chega até elas”. A explicação é da doutora em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nathallia Fonseca, da CNN</p>



<p>São Paulo</p>



<p>Fome é uma sensação “soberana do ponto de vista biológico”, conhecida por todos desde o primeiro momento de vida. A&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/inseguranca-alimentar/">insegurança alimentar</a>, por outro lado, é uma expressão mais social que biológica; “fala sobre as pessoas terem assegurado o alimento que chega até elas”.</p>



<p>A explicação é da doutora em Ciências da Saúde Denise Oliveira, coordenadora do Grupo de Pesquisa em Alimentação, Saúde e Cultura, da Fiocruz Brasília.</p>



<p>Difundida na década de 1970 pela&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/organizacao-das-nacoes-unidas-onu/">Organização das Nações Unidas</a>&nbsp;para a Alimentação e Agricultura (FAO), quase três décadas após a escolha do dia 16 de outubro como Dia Mundial da Alimentação, a segurança alimentar e nutricional é uma pauta urgente no Brasil.</p>



<p>Especialmente no momento em que 55,2% da população não necessariamente come três refeições ao dia, segundo o relatório mais recente da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PenSSAN), formada por pesquisadores de todo o país. O mesmo levantamento indica mais de&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/fome-avanca-e-atinge-mais-9-milhoes-de-brasileiros-nos-ultimos-dois-anos/">19 milhões de brasileiros</a>&nbsp;em privação extrema de alimentos.</p>



<p>A angústia de encontrar a geladeira vazia fez, durante meses, parte do cotidiano auxiliar de produção Jôhanna Andrade, de 23 anos. “Já saí de casa sem fazer refeição nenhuma. Já senti fome e não tinha refeição. Isso não tem explicação. O alimento na geladeira é o mínimo para a dignidade do ser humano”, diz Jôhanna.</p>



<p>Há oito meses desempregada, a pernambucana de 23 anos recorreu ao LinkedIn, rede social voltada para contatos profissionais, para falar sobre as dificuldades que, sem renda fixa, enfrenta para garantir o básico de abastecimento. “É muito ruim dormir sem saber o que vai comer amanhã porque realmente não tem o que comer. É muito ruim saber que vai chegar a hora de almoçar e eu não ter almoço pra comer também”, publicou.</p>



<p>O texto, que pede indicações de emprego, lista as áreas nas quais a auxiliar se sente apta a trabalhar: auxílio de produção, refrigeração e operação de máquinas. “Eu não chamo nem de ideia o que me levou a publicar sobre isso. Foi falta de opção, a única saída que eu vi”, conta.</p>



<p>Embora a pandemia tenha&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/fatores-da-pandemia-alavancaram-numero-de-pessoas-com-fome-cronica-diz-fao/">contribuído</a>&nbsp;para o agravamento da<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/mapa-da-fome/">&nbsp;insegurança alimentar no Brasil</a>&nbsp;— principalmente pelo aumento de desempregados, que já representam 14% da população –, a pesquisadora Denise Oliveira destaca que a crise sanitária antecipou um cenário estruturado há mais de uma década.</p>



<p>“Há estudos em diferentes áreas que mostram que esse cenário já vinha se mostrando com as crises mundiais, desde 2004, 2008. A pandemia foi uma alegoria da desigualdade, ela se instala dentro de uma situação que já vinha se deteriorando”, diz.</p>



<p>De acordo com Denise, um dos maiores desafios para a garantia de uma alimentação adequada e suficiente aos brasileiros é a própria dinâmica da produção. “Os sistemas alimentares hoje são predatórios. Destroem muitas variedades de alimentos pelas culturas que geram commodities: gado, pasto, soja, laranja…”</p>



<p>Ela explica que esse contexto gera um problema muito mais profundo do que há 40 anos. “Antes, o problema era acesso, e a distribuição de renda melhoraria a situação. Hoje, além da desigualdade, nós também estamos perdendo fontes importantes de alimento porque não interessa produzir o que não gere dinheiro”, acrescenta a pesquisadora.</p>



<p>Para Rafael Zavala, mestre em agricultura sustentável pela Universidade de Londres e representante da FAO no Brasil, existem três grandes desafios que o país precisa enfrentar pela garantia da segurança alimentar. “Mudar a forma como produzimos os alimentos, como consumimos e como descartamos, já que as perdas e desperdícios são um problema que também precisa de atenção”. Em resumo, segundo ele, “a chave está nas práticas agrícolas e pecuárias sustentáveis”.</p>



<p>Fonte: CNN Brasil / Foto: Reuters</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/dia-mundial-da-alimentacao-inseguranca-alimentar-e-como-ela-avanca-no-brasil/">Dia Mundial da Alimentação: insegurança alimentar e como ela avança no Brasil</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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