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	<title>Inteligencia artificial |</title>
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	<title>Inteligencia artificial |</title>
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		<title>HC de Ribeirão Preto chega aos 70 anos entre a tradição e a saúde do futuro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 17:31:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Inteligência artificial, cirurgia robótica e formação de profissionais especializados reforçam o papel do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP como referência em alta complexidade para o Sistema Único de Saúde (SUS) Texto: Rose Talamone &#8211; Sábado, 6 de junho de 2026 O passado e o futuro caminharam lado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Inteligência artificial, cirurgia robótica e formação de profissionais especializados reforçam o papel do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP como referência em alta complexidade para o Sistema Único de Saúde (SUS)</h2>



<p>Texto: Rose Talamone &#8211; Sábado, 6 de junho de 2026</p>



<p>O passado e o futuro caminharam lado a lado nos 70 anos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP). Referência nacional em assistência de alta complexidade, ensino e pesquisa, a instituição realizou quase 27 mil cirurgias e 297 transplantes em 2025, números que ajudam a dimensionar seu papel dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Agora, aposta em novas fronteiras da saúde, como a inteligência artificial e a cirurgia robótica.</p>



<p>As comemorações já começaram e continuam nesta quinta-feira, 4 de junho, com o Concerto HC 70 Anos e a abertura da exposição&nbsp;<em>Memórias do HCFMRP-USP</em>. Ao longo do ano, a programação inclui exposição itinerante, corrida comemorativa, lançamento de livro histórico, inauguração de espaços de memória e homenagens aos profissionais que ajudaram a construir a trajetória da instituição.</p>



<p>Criado em 1956 para servir de hospital-escola da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, o HC acompanhou a expansão da Universidade e da própria medicina brasileira. Inicialmente instalado na região central da cidade, consolidou-se ao longo das décadas como referência para casos de alta complexidade vindos de todo o interior paulista, além de participar de avanços que marcaram a medicina brasileira, como transplantes, reprodução assistida e cirurgia para tratamento da epilepsia.</p>



<p>Para o superintendente do hospital, o professor Ricardo Cavalli, a história da instituição pode ser compreendida a partir de três grandes momentos. O primeiro foi a instalação da unidade original na região central de Ribeirão Preto. O segundo ocorreu em 1978, com a transferência para o campus da USP. O terceiro, segundo ele, está sendo construído agora. “Temos agora uma nova Unidade de Emergência. É um novo cenário. Quase uma tríade hospitalar ao longo desses 70 anos”, afirma.</p>



<p>Já em construção, a nova Unidade de Emergência representa o maior projeto de expansão do HC nas últimas décadas. A&nbsp;estrutura ampliará significativamente a capacidade de atendimento do complexo hospitalar, com novos leitos, centros cirúrgicos e unidades especializadas, fortalecendo sua posição como referência para casos de alta complexidade no interior paulista.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20260603_Ricardo_Cavalli_HCFMRP_circulo-rof7m59uiwmw9ub74nkdpvbe6i73litbk5xat2iamc.jpg" alt="Ricardo Cavalli, professor da FMRP e superintendente do HC - Foto: Divulgação/HCFMRP" style="width:146px;height:auto" title="20260603_Ricardo_Cavalli_HCFMRP_circulo"/><figcaption class="wp-element-caption">Ricardo Cavalli, professor da FMRP e superintendente do HC &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</figcaption></figure>
</div>


<p>Para Cavalli, no entanto, a nova fase do hospital não se resume ao crescimento físico. Ela também está associada à incorporação de tecnologias capazes de transformar a assistência, a pesquisa e a formação de profissionais de saúde. “Temos tecnologias de ponta em diversas áreas ligadas à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. São estruturas de excelência reconhecidas no Estado de São Paulo, no Brasil e até internacionalmente”, afirma.</p>



<p>O desafio, segundo o superintendente, é incorporar inovação em um hospital que atende exclusivamente pelo SUS. “Muitas vezes a tecnologia parece cara no momento da aquisição. Mas, quando reduz complicações, tempo de internação e intercorrências, ela passa a ter custo-efetividade no médio prazo”, avalia.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_unidade_emergencia_FMRP2.jpg" alt="" class="wp-image-1016555"/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_unidade_emergencia_FMRP1.jpg" alt="" class="wp-image-1016554"/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_unidade_emergencia_FMRP3.jpg" alt="" class="wp-image-1016556"/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_unidade_emergencia_FMRP4.jpg" alt="" class="wp-image-1016557"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Nova Unidade de Emergência representa o maior projeto de expansão do HC nas últimas décadas &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Inteligência artificial e SUS</h2>



<p>A inteligência artificial costuma aparecer associada a promessas futuristas. No Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, porém, ela já começa a ser incorporada à rotina de trabalho de médicos, pesquisadores e gestores.</p>



<p>Criado recentemente, o Núcleo de Inteligência Artificial (NIA) representa uma das apostas mais ambiciosas do hospital para os próximos anos. A proposta vai além da adoção de softwares comerciais:&nbsp;a ideia é construir capacidade própria para desenvolver, treinar e validar sistemas de inteligência artificial voltados às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “O objetivo não é simplesmente comprar tecnologia pronta, mas criar uma estrutura capaz de identificar problemas reais da rotina hospitalar, desenvolver ou adaptar soluções, validar essas ferramentas com segurança e incorporá-las de forma responsável ao cuidado, à pesquisa e à gestão”, afirma o coordenador do núcleo, o médico radiologista Julio Cesar Nather Junior.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20260603_Julio_Nader_coordenador-do_Nucleo_IA_HCFMRP-rof7m4c0c2lly8cka55r5djxl4bqdtpl819tbsjosk.jpg" alt="Foto: Divulgação/HCFMRP" style="width:143px;height:auto" title="20260603_Julio_Nader_coordenador do_Nucleo_IA_HCFMRP"/><figcaption class="wp-element-caption">Julio Cesar Nather Junior, médico radiologista e coordenador do Núcleo de Inteligência Artificial (NIA) &#8211; Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p>O projeto nasce de uma matéria-prima valiosa: os dados produzidos diariamente pelo próprio hospital. Somente em 2025, o HC realizou mais de 800 mil consultas e procedimentos, mais de 1 milhão de atendimentos multidisciplinares e mais de 4 milhões de exames laboratoriais. Somados a décadas de registros médicos, exames de imagem, laudos e prontuários, esses dados formam uma das maiores bases de informações clínicas do País. Transformar esse volume de informação em conhecimento útil para a assistência, a pesquisa e a gestão é um dos principais objetivos do Núcleo de Inteligência Artificial.&nbsp;</p>



<p>Segundo Nather, o núcleo já atua em projetos que utilizam inteligência artificial para triagem de tomografias de crânio com suspeita de hemorragia, identificação de alterações em ressonâncias magnéticas, detecção de novas lesões em pacientes com esclerose múltipla e análise de radiografias de tórax, abdômen e membros inferiores. “Em vez de substituir especialistas, os sistemas funcionam como uma camada adicional de apoio. Exames potencialmente graves podem ser sinalizados mais rapidamente, permitindo que casos urgentes recebam prioridade.”&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_00_dia_a_dia_HCFMRP.jpg" alt="" class="wp-image-1016330"/><figcaption class="wp-element-caption">Uso da inteligência artificial pode ajudar na agilidade do atendimento no HCFMRP &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</figcaption></figure>



<p>Outra frente de trabalho busca atacar um dos maiores gargalos da medicina contemporânea: a burocracia. Projetos em desenvolvimento permitem que a inteligência artificial transforme automaticamente consultas gravadas em textos estruturados para prontuários eletrônicos. Em outra aplicação, sistemas analisam informações já registradas e produzem versões preliminares de relatórios médicos, reduzindo o tempo gasto com tarefas repetitivas. “Quando a inteligência artificial ajuda a recuperar informações do prontuário, apoiar codificação hospitalar, organizar filas ou priorizar exames, ela libera tempo para que os profissionais possam se dedicar ao que realmente importa: o atendimento ao paciente“, afirma Nather.</p>



<p>A expectativa é que os primeiros impactos apareçam justamente nas áreas que concentram grandes volumes de informação. “Diagnóstico por imagem e gestão hospitalar tendem a ser os setores com ganhos mais rápidos. A inteligência artificial pode ajudar a organizar filas, prever demanda, otimizar agendas, apoiar a regulação de leitos e reduzir retrabalho”, explica.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2019/08/aspaspng_rosa_50px.png" alt="" class="wp-image-265569"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><a href="http://lorem%20ipsum%20dolor%20sit%20amet,%20con/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Quando a inteligência artificial ajuda a recuperar informações do prontuário, apoiar codificação hospitalar, organizar filas ou priorizar exames, ela libera tempo para que os profissionais possam se dedicar ao que realmente importa: o atendimento ao paciente&#8221;</a></h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_00_cotidiano_HCFMRP.jpg" alt="" class="wp-image-1016329"/><figcaption class="wp-element-caption">HC de Ribeirão Preto busca ser referência nacional em inteligência artificial aplicada ao SUS &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</figcaption></figure>



<p>A escolha de desenvolver essas soluções dentro de um hospital universitário também tem uma dimensão estratégica.&nbsp;Enquanto boa parte dos algoritmos disponíveis no mercado internacional é treinada com populações e sistemas de saúde muito diferentes da realidade brasileira, o NIA pretende construir modelos baseados em dados produzidos no próprio SUS. “Muda muito a lógica. Quando a inteligência artificial é desenvolvida a partir das necessidades do SUS, a prioridade não é apenas criar um produto comercial, mas resolver problemas de acesso, filas, tempo de atendimento, segurança do paciente e uso eficiente dos recursos públicos”, afirma o pesquisador.</p>



<p>Ao mesmo tempo, a equipe procura estabelecer salvaguardas para questões éticas e de privacidade. Os projetos passam por processos de governança, anonimização de dados, controle de&nbsp;acesso e avaliação ética antes de serem incorporados às rotinas assistenciais.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2019/08/aspaspng_rosa_50px.png" alt="" class="wp-image-265569"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><a href="http://lorem%20ipsum%20dolor%20sit%20amet,%20con/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O algoritmo pode indicar um achado, sugerir uma prioridade ou chamar atenção para um risco. Mas quem interpreta o conjunto do caso, conversa com o paciente e decide a conduta continua sendo a equipe de saúde&#8221;</a></h2>



<p>Nather acredita que a inteligência artificial transformará profundamente a saúde pública brasileira nos próximos anos, mas faz uma ressalva:&nbsp;os algoritmos não substituirão médicos, enfermeiros ou outros profissionais. “O algoritmo pode indicar um achado, sugerir uma prioridade ou chamar atenção para um risco. Mas quem interpreta o conjunto do caso, conversa com o paciente e decide a conduta continua sendo a equipe de saúde“, afirma.</p>



<p>A ambição é grande. O objetivo declarado do núcleo é transformar o HC de Ribeirão Preto em uma referência nacional em inteligência artificial aplicada ao SUS, produzindo inovação desenvolvida dentro do sistema público e voltada para os desafios da saúde pública brasileira.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_00_HCFMRP_cirurgia_robotica.jpg" alt="" class="wp-image-1016332"/><figcaption class="wp-element-caption">Cirurgias robóticas já acontecem no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Robôs já integram a rotina cirúrgica</h2>



<p>Enquanto a inteligência artificial representa uma aposta para os próximos anos, a cirurgia robótica já é uma realidade consolidada dentro do HC. A tecnologia vem sendo incorporada em diferentes especialidades e tem produzido resultados semelhantes em diversas áreas, como redução do tempo de internação, menor sangramento durante os procedimentos, recuperação mais rápida dos pacientes, maior precisão cirúrgica e menor índice de complicações. Os avanços observados pelas equipes reforçam uma tendência que vem transformando a prática cirúrgica em hospitais de referência no Brasil e no mundo.</p>



<p>Apesar do nome, a cirurgia robótica não significa que os procedimentos sejam realizados de forma autônoma. “O robô depende integralmente do planejamento e da atuação do cirurgião. Ele funciona como uma ferramenta de altíssima precisão, capaz de auxiliar principalmente em procedimentos complexos”, explica o professor Ricardo Santos de Oliveira, coordenador do Laboratório de Técnica Cirúrgica do HCFMRP.</p>



<p>A história da cirurgia robótica no Hospital das Clínicas começou em 2019, quando a Divisão de Urologia realizou os primeiros procedimentos utilizando a tecnologia. Desde então, mais de 300 cirurgias robóticas foram realizadas apenas pela especialidade. “A urologia foi a pioneira na realização de cirurgia robótica no Hospital das Clínicas. Tivemos um grande ganho para os pacientes, com menor sangramento, internações mais curtas e recuperação mais rápida das funções urinária e sexual”, afirma o professor da FMRP e chefe da Divisão de Urologia do HC,&nbsp;Rodolfo Borges dos Reis.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20220905_dr-ricardosantosdeoliveira-piof2giotaffvuiwxkmg5nswm77k3rkbydtt2b0nyc.png" alt="Ricardo Santos de Oliveira - Foto: Arquivo pessoal" title="20220905_dr-ricardosantosdeoliveira"/><figcaption class="wp-element-caption">Ricardo Santos de Oliveira, professor da FMRP e coordenador do Laboratório de Técnica Cirúrgica do HC &#8211; Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
</div>


<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2019/08/aspaspng_rosa_50px.png" alt="" class="wp-image-265569"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><a href="http://lorem%20ipsum%20dolor%20sit%20amet,%20con/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Quanto mais complexa a cirurgia, maior o benefício que podemos atingir com as plataformas robóticas&#8221;</a></h2>



<p>Além das cirurgias para câncer de próstata, a tecnologia é utilizada em procedimentos para retirada da bexiga e tratamento de tumores renais. “Vejo o futuro da cirurgia robótica como algo sem volta. Cada vez mais áreas vão ampliar sua atuação, trazendo benefícios dos procedimentos minimamente invasivos para pacientes e instituições”, afirma.</p>



<p>A expansão da tecnologia alcançou também a ginecologia. Atualmente, o HC realiza procedimentos robóticos para tratamento da endometriose, especialmente nos casos mais complexos da doença.&nbsp;Segundo o professor&nbsp;Julio Rosa e Silva, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP, o potencial das plataformas robóticas cresce à medida que aumenta a complexidade dos procedimentos.&nbsp;“Quanto mais complexa a cirurgia, maior o benefício que podemos atingir com as plataformas robóticas”, destaca.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_Julio_Rosa_e_Silva_rodolfo_borges_reis_FMRP.jpg" alt="" class="wp-image-1016456"/></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">Julio Rosa e Silva, professor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP, e Rodolfo Borges dos Reis, professor da FMRP e chefe da Divisão de Urologia do HC &#8211; Fotos: Arquivo pessoal e Jornal FMRPUSP</h2>



<p>Na ortopedia e na neurocirurgia, o destaque é o robô Mazor, incorporado ao HC em junho de 2024. Desde então, cerca de 100 pacientes já foram submetidos a procedimentos utilizando a tecnologia. Segundo o professor Helton Luiz Aparecido Defino, chefe do Departamento de Ortopedia e Anestesiologia da FMRP, as principais indicações envolvem deformidades vertebrais, tumores, doenças degenerativas e infecções que exigem a colocação de implantes. “O sistema robótico permite a colocação precisa dos implantes, reduzindo complicações relacionadas ao mau posicionamento e possibilitando abordagens menos invasivas”, afirma.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_Robo_Mazor_HCFMRP3.jpg" alt="" class="wp-image-1016530"/><figcaption class="wp-element-caption">Robô Mazor, utilizado no HCFMRP &#8211; Foto: Divulgação/FMRP</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_00_cirurgia_com_robo_-HCFMRP.jpg" alt="" class="wp-image-1016325"/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_00_cirurgia_utilizando_robo_no-HCFMRP.jpg" alt="" class="wp-image-1016327"/><figcaption class="wp-element-caption">Cirurgia realizada no HCFMRP com ajuda de robô &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2019/08/aspaspng_rosa_50px.png" alt="" class="wp-image-265569"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><a href="http://lorem%20ipsum%20dolor%20sit%20amet,%20con/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Essa é uma luta que vem sendo construída há cerca de 30 anos&#8221;</a></h2>



<p>O professor Ricardo Oliveira destaca também que o HC ocupa posição pioneira nessa área. “O robô Mazor foi o primeiro sistema deste tipo utilizado em um hospital público da América Latina”, afirma. Segundo ele, a principal contribuição da tecnologia está na colocação de implantes e parafusos na coluna vertebral. “Conseguimos maior precisão e acurácia na colocação dos implantes, aumentando a segurança do procedimento para o paciente.”</p>



<p>Para o professor&nbsp;José Sebastião dos Santos, chefe da Divisão de Cirurgia do Aparelho Digestivo da FMRP, a cirurgia robótica representa mais um capítulo de uma transformação iniciada há décadas. “Essa é uma luta que vem sendo construída há cerca de 30 anos”, afirma.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_helton_delfino_jose_sebastiao_dos_santos_FMRP.jpg" alt="" class="wp-image-1016464"/></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">Helton Luiz Aparecido Defino, chefe do Departamento de Ortopedia e Anestesiologia da FMRP; e José Sebastião dos Santos, chefe da Divisão de Cirurgia do Aparelho Digestivo da FMRP &#8211; Fotos: Divulgação / FMRP</h2>



<p>Segundo ele, a incorporação de técnicas endoscópicas, videoendoscópicas, percutâneas e robóticas modificou profundamente o processo assistencial, contribuindo para reduzir complicações, ampliar a produção cirúrgica e melhorar o acesso da população aos tratamentos pelo SUS.</p>



<p>Para Cavalli, o desafio agora é garantir que a incorporação tecnológica continue acessível dentro do sistema público. “Muitas vezes a tecnologia parece cara quando olhamos apenas o investimento inicial. Mas ela, além de reduzir complicações e tempo de internação, traz benefícios que se refletem no custo do tratamento ao longo do tempo”, afirma.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O futuro como legado</h2>



<p>Com 938 leitos e mais de 52 mil internações registradas em 2025, o HC se consolidou como uma das maiores estruturas hospitalares vinculadas ao SUS no País.&nbsp;Para o diretor da FMRP, Jorge Elias Junior, a importância do hospital vai além da assistência prestada à população. Ao longo de sete décadas, o HC tornou-se um dos principais ambientes de formação de profissionais de saúde do País, oferecendo aos estudantes contato com diferentes níveis de atenção, casos de alta complexidade e a realidade do sistema público de saúde. “A crescente adoção de tecnologias como a cirurgia robótica, a inteligência artificial e métodos avançados de diagnóstico influencia diretamente a formação de nossos estudantes e residentes. Essas ferramentas ampliam as possibilidades de diagnóstico, tratamento e gestão do cuidado, mas exigem profissionais capazes de utilizá-las de forma crítica, ética e centrada no ser humano”, afirma.</p>



<p>Segundo o diretor, a expansão do complexo HC-FMRP-Faepa (Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência do HCFMRP), que hoje inclui o Hospital Estadual de Ribeirão Preto, o Hospital Santa Tereza e a nova Unidade de Emergência em construção, amplia ainda mais as oportunidades de ensino, pesquisa e assistência dentro do SUS.</p>



<p>Ao refletir sobre o legado construído ao longo de sete décadas, Cavalli afirma que a principal contribuição do HC para o SUS foi consolidar um modelo de assistência altamente especializada associado ao ensino e à pesquisa. “A referência em alta complexidade salva vidas. São casos que muitas vezes só encontram solução em hospitais com esse perfil”, afirma.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20260603_jorge_elias_jr_FMRP-rofhuehk28r0u3ecru2ikxwkgz3z8krjiv1jfohow4.jpg" alt="20260603_jorge_elias_jr_FMRP" title="20260603_jorge_elias_jr_FMRP"/></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">Jorge Elias Junior, diretor da FMRP &#8211; Foto: Divulgação /FMRP</h2>



<p>70 anos depois de sua criação, o hospital que ajudou a transformar Ribeirão Preto em um dos principais polos de saúde do País continua apostando na mesma estratégia que marcou sua trajetória: combinar assistência, formação de profissionais e produção de conhecimento. A diferença&nbsp;é que, agora, parte desse conhecimento também está sendo usada para ensinar algoritmos, desenvolver novas tecnologias e preparar o SUS para os desafios das próximas décadas.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_00_complexo_HCFMRP_no_campus.jpg" alt="" class="wp-image-1016328"/><figcaption class="wp-element-caption">Vista aérea do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Sete décadas de cuidado e uma agenda de celebrações</h2>



<p>Confira a programação das comemorações dos 70 anos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP:</p>



<p><strong>4 de junho</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Concerto HC 70 Anos</li>



<li>Abertura da exposição <em>Memórias do HCFMRP-USP</em></li>



<li>Apresentação da USP Filarmônica Ribeirão Preto</li>
</ul>



<p><strong>26 de junho</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Jantar festivo comemorativo</li>
</ul>



<p><strong>16 de agosto</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Corrida HC 70 Anos: Movimento Que Cuida</li>
</ul>



<p><strong>Setembro</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Lançamento do livro <em>Memórias HCFMRP-USP</em></li>



<li>Inauguração da Galeria dos Ex-Superintendentes</li>



<li>Inauguração do Recanto de Paz</li>



<li>Entrega da revitalização da Praça da Amizade</li>
</ul>



<p><strong>26 a 30 de outubro</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Homenagem aos funcionários do complexo hospitalar</li>
</ul>



<p>Fonte: Jornal USP / Fachada do Hospital das Clínicas da FMRP &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Bate Papo com o vereador Nielson Buraem" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/pYR-elUo5s8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/hc-de-ribeirao-preto-chega-aos-70-anos-entre-a-tradicao-e-a-saude-do-futuro/">HC de Ribeirão Preto chega aos 70 anos entre a tradição e a saúde do futuro</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>SEC estabelece diretrizes para uso da Inteligência Artificial na rede estadual baiana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 23:48:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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		<category><![CDATA[Inteligencia artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>segunda-feira, 23/02/2026 &#8211; 14h20 Por&#160;Redação A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) publicou diretrizes para o uso da Inteligência Artificial (IA) na Educação Básica da rede estadual, estabelecendo um marco normativo para a integração ética, segura e pedagógica dessas tecnologias nas escolas. O documento orienta gestores, coordenadores pedagógicos, professores e estudantes sobre como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>segunda-feira, 23/02/2026 &#8211; 14h20</p>



<p>Por&nbsp;Redação</p>



<p>A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) publicou diretrizes para o uso da Inteligência Artificial (IA) na Educação Básica da rede estadual, estabelecendo um marco normativo para a integração ética, segura e pedagógica dessas tecnologias nas escolas. O documento orienta gestores, coordenadores pedagógicos, professores e estudantes sobre como utilizar a IA como instrumento de apoio à aprendizagem, ao planejamento pedagógico e à formação cidadã, sem substituição da autoria docente.</p>



<p>As diretrizes estão fundamentadas em princípios como os da centralidade no ser humano, da proteção integral de crianças e adolescentes, do desenvolvimento do pensamento crítico, da equidade e do uso responsável de dados, em consonância com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o ECA Digital e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).</p>



<p><strong>O texto também estabelece que a exclusão do uso da Inteligência Artificial pode aprofundar desigualdades educacionais, reforçando o papel da escola pública na promoção do letramento digital.</strong></p>



<p>Para o assessor especial para IA na Educação da SEC, Iuri Rubim, as diretrizes buscam consolidar uma abordagem positiva e estratégica da tecnologia no ambiente escolar.</p>



<p><strong>“A Inteligência Artificial pode ampliar as possibilidades pedagógicas, apoiar o planejamento dos professores e estimular a criatividade e o pensamento crítico dos estudantes. Nosso objetivo é garantir que meninos e meninas tenham o direito de aprender a usar essa tecnologia de forma consciente, responsável e criativa, porque ela já faz parte da vida cotidiana, do mundo do trabalho e da formação cidadã”, afirmou.</strong></p>



<p>AÇÕES PARA USO DA IA<br>A implementação das diretrizes é acompanhada por ações formativas conduzidas pelo Instituto Anísio Teixeira (IAT), que oferta a Formação em Inteligência Artificial para Educadores, com foco no uso ético, responsável e qualificado da IA no contexto educacional. São oferecidas 500 vagas e carga horária de 40 horas na modalidade on-line, com realização entre 3 e 31 de março, e inscrições abertas até 27 de fevereiro, pelo link:&nbsp;<a href="https://inscricaoonlineiat.educacao.ba.gov.br/">https://inscricaoonlineiat.educacao.ba.gov.br/</a></p>



<p>Além disso, a SEC disponibilizou um formulário para educadores da rede pública estadual interessados em participar da Comunidade de Prática IA Educação, iniciativa voltada à troca de experiências e ao desenvolvimento coletivo do uso da Inteligência Artificial em processos pedagógicos.</p>



<p>Como parte do esforço de viabilização das diretrizes, a SEC também tem investido na ampliação do acesso às tecnologias digitais. Somente em 2025, mais de 95 mil tablets foram distribuídos para estudantes da rede estadual, possibilitando o acesso a recursos educacionais digitais e ao uso de ferramentas de Inteligência Artificial, como o Gemini, no apoio às atividades pedagógicas.</p>



<p>Fonte: Bahia Noticias / Foto: Douglas Amaral / Divulgação SEC<br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ELEIÇÃO 2026: O QUE PENSA O VEREADOR JAILDO?" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/rd3TTxq6VKc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Campanha de Massa usa inteligência artificial para relacionar Milei a Margaret Thatcher</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Nov 2023 13:31:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligencia artificial]]></category>
		<category><![CDATA[margaret Thatcher]]></category>
		<category><![CDATA[massa]]></category>
		<category><![CDATA[Milei]]></category>
		<category><![CDATA[Politica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Publicado por Flávio Ismerim &#8211; Quinta, 16 de novembro de 2023 Tchatcher era premiê do Reino Unido durante a Guerra das Malvinas, episódio traumático da história argentina A campanha do candidato à Presidência da Argentina, Sergio Massa (Unión por la Patria), divulgou uma propaganda eleitoral comparando seu oponente, Javier Milei (La Libertad Avanza), à ex-premiê [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/campanha-de-massa-usa-inteligencia-artificial-para-relacionar-milei-a-margaret-thatcher/">Campanha de Massa usa inteligência artificial para relacionar Milei a Margaret Thatcher</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicado por Flávio Ismerim</em> &#8211; Quinta, 16 de novembro de 2023</p>



<p>Tchatcher era premiê do Reino Unido durante a Guerra das Malvinas, episódio traumático da história argentina</p>



<p>A campanha do candidato à Presidência da Argentina, Sergio Massa (Unión por la Patria), divulgou uma propaganda eleitoral comparando seu oponente, Javier Milei (La Libertad Avanza), à ex-premiê britânica Margaret Thatcher.</p>



<p>As imagens, produzidas com imagens geradas a partir de inteligência artificial, mostram a Guerra das Malvinas, episódio traumático da história da Argentina em que o país enfrentou as tropas britânicas durante o governo Thatcher.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Campanha de Massa relaciona Milei a Margaret Thatcher | CNN PRIME TIME" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/m_txiBP6Ygw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>O vídeo mostra soldados argentinos. Em seguida, a ex-premiê dá ordem para o ataque. Antes do bombardeio, aparece a voz de Javier Milei dizendo que “na história da humanidade houve grandes líderes, a senhora Thatcher foi um deles”.</p>



<p>Um trecho do debate do domingo (12), em que Massa disse que “um país não pode ser liderado por quem admira seus inimigos”, encerra o vídeo.</p>



<p>Thatcher é bastante mal vista no país por ter liderado a guerra em 1982.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Segundo turno na Argentina</h2>



<p>Sergio Massa, representante do Unión por la Patria, enfrenta Javier Milei, do La Libertad Avanza, no segundo turno das eleições presidenciais da Argentina neste domingo.</p>



<p><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/eleicao-na-argentina-milei-tem-521-e-massa-479-no-segundo-turno-diz-pesquisa-atlasintel/">Milei lidera as intenções de votos úteis do segundo turno</a>, com 52,1%, segundo a última pesquisa AtlasIntel, divulgada na sexta-feira (10). Massa aparece com 47,9%.</p>



<p>Quando as intenções são medidas em votos totais, Milei tem 48,6%, contra 44,6% de Massa. 2,3% dizem não saber em quem votar, enquanto 4,4% se dividem entre a opção pelos votos brancos e nulos.</p>



<p>O levantamento ouviu 8.971 pessoas com mais de 16 anos de forma aleatória e por meios digitais entre domingo (5) e quinta-feira (9). A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou menos, e o nível de confiança é de 95%.</p>



<p>Fonte: CNN</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Eleição na Argentina entra na reta final | AGORA CNN" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/58pdPpuY54A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Racismo, poder e educação" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/5NfBhS4bR-4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/campanha-de-massa-usa-inteligencia-artificial-para-relacionar-milei-a-margaret-thatcher/">Campanha de Massa usa inteligência artificial para relacionar Milei a Margaret Thatcher</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Como inteligência artificial pode ajudar na busca pela imortalidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Sep 2023 04:23:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[AI]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligencia artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A busca pelo elixir da vida é intrínseca à humanidade. Enquanto a mitologia da Grécia Antiga&#160;contava a história de como Zeus envenenou o titã Chronos, seu pai, e assim alcançou a imortalidade, a Física moderna discute formas de manipular o tempo a nosso favor. Um grupo de cientistas da startup californiana Integrated Biosciences, em parceria [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Filipe Vilicic</strong></li>



<li>Role,<strong>De São Paulo para a BBC News Brasil</strong></li>
</ul>



<p>A busca pelo elixir da vida é intrínseca à humanidade. Enquanto a mitologia da Grécia Antiga&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c873710m3mro">contava a história de como Zeus envenenou o titã Chronos</a>, seu pai, e assim alcançou a imortalidade, a Física moderna discute formas de manipular o tempo a nosso favor.</p>



<p>Um grupo de cientistas da startup californiana Integrated Biosciences, em parceria com pesquisadores da Universidade Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, deu um passo além nessa jornada.</p>



<p>O nome do estudo que publicaram, &#8220;Discovering small-molecule senolytics with deep neural networks&#8221; (em tradução livre, &#8220;Descobrindo pequenas moléculas senolíticas com redes neurais profundas&#8221;), pode soar complicado.</p>



<p>Talvez por isso sua divulgação ainda não tenha ido muito além do meio acadêmico, desde que a pesquisa foi detalhada em artigo do períodico Nature Aging em maio deste ano.</p>



<p>No texto, seus achados são descritos assim: &#8220;Treinamos modelos de aprendizagem profunda com os resultados de uma amostra de pequenas moléculas para atividade senolítica e aplicamos esses nossos modelos para descobrir compostos estruturalmente diversos&#8221;.</p>



<p>O que os cientistas fizeram, para simplificar a explicação, foi utilizar inteligência artificial (IA) para procurar por possíveis remédios capazes de frear o envelhecimento de nossas células e de, assim, também combater doenças como fibroses, tumores, inflamações e artroses.</p>



<p>&#8220;Achar uma nova droga é como procurar por uma agulha no palheiro&#8221;, diz à BBC News Brasil o físico e matemático americano Felix Wong, especialista em Biofísica, principal autor do estudo e um dos fundadores da Integrated Biosciences.</p>



<p>&#8220;No nosso caso, o palheiro consiste de todos os potenciais compostos químicos já criados ou que podem vir a ser desenvolvidos.&#8221;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/01d8/live/5ae16460-490c-11ee-b679-2bafcc8b5179.jpg" alt="Colagem de 2 imagens microscópicas"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Os senolíticos são capazes de eliminar células envelhecidas, as senescentes</figcaption></figure>
</div>


<p>Usando a IA, Wong pôde testar como mais de 800 mil opções de soluções químicas reagiam a potenciais remédios capazes de selecionar e eliminar senescentes, conhecidas como &#8220;células zumbis&#8221; do corpo e que levam a processos de envelhecimento.</p>



<p>No fim da experiência, ele e sua equipe chegaram a três potenciais drogas que em tese podem realizar esse controle.</p>



<p>&#8220;Se procurássemos em tudo, ou seja, olhando um a um cada composto, exigiria um esforço substancial, visto que o palheiro seria quase infinito&#8221;, avalia Wong.</p>



<p>&#8220;Usamos a IA para procurar nesse palheiro de forma bem mais eficiente, fazendo a máquina prever quais dessas candidatas a drogas são mais prováveis de funcionar.&#8221;</p>



<p>Em depoimento à Nature Aging, o biofísico Andrew Rutenberg, professor da Universidade de Dalhousie, no Canadá, destacou essa metodologia como o grande diferencial da pesquisa.</p>



<p>&#8220;Esse trabalho impressionante usa técnicas de aprendizagem profunda de máquinas para explorar diversas estruturas moleculares para uso como novos senolíticos.&#8221;</p>



<p>Os autores mostram como&nbsp;<em>cheminformatics&nbsp;</em>(termo em inglês que usa para designar &#8220;informações químicas&#8221;) podem ser utilizadas para criar novas drogas promissoras contra o envelhecimento, depois testadas por eles e compartilham detalhes de seu software para ajudar a acelerar futuras descobertas moleculares.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Como-treinar-a-IA-para-fazer-ciência">Como treinar a IA para fazer ciência</h2>



<p>O experimento começou pela preparação da máquina para realizá-lo.</p>



<p>Os cientistas primeiro testaram quase 2,4 mil compostos, em tubos de ensaio, para avaliá-los como possíveis matadores das células zumbis. Depois, alimentaram o software com os dados coletados.</p>



<p>Após ser treinada dessa forma, a IA foi utilizada para procurar pelos melhores candidatos a remédios contra o envelhecimento dentre mais de 800 mil opções.</p>



<p>O robô consegue testar todas as alternativas, simultaneamente, em busca da droga mais eficiente. No jargão científico, nesta etapa, o experimento foi feito &#8220;em silício&#8221;, ou seja, restrito ao ambiente digital.</p>



<p>Com a peneira, chegaram-se a 216 compostos. Desses, 25 apresentaram alta atividade senolítica, o que quer dizer que são muito eficientes em matar as células zumbis.</p>



<p>Novos experimentos em laboratório reduziram então a lista a três potenciais drogas. Uma delas foi testada em um camundongo de 80 anos.</p>



<p>Os cientistas detectaram decaimento de biomarcadores de envelhecimento, ou seja, no número de &#8220;zumbis&#8221; nos rins do roedor.</p>



<p>Segundo Wong, isso &#8220;indica que o composto pode eficientemente reduzir o envelhecimento de células em animais vivos&#8221;.</p>



<p>Por ora, as três soluções em fases de testes são chamadas de BRD-K20733377, BRD-K56819078 e BRD-K44839765.</p>



<p>Siglas complicadas, que parecem saídas de etiquetas de frascos de um laboratório. &#8220;Mas que um dia poderão permitir que todos vivamos por mais tempo e de forma mais saudável&#8221;, ambiciona Wong.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/7d16/live/aed7d680-490c-11ee-b679-2bafcc8b5179.jpg" alt="Placa onde é feito teste"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Compostos de células que foram testados pelos cientistas</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading" id="Por-que-não-testar-em-humanos">Por que não testar em humanos?</h2>



<p>Na peneira realizada pela IA, um dos principais fatores avaliados era o de prováveis efeitos colaterais dos medicamentos.</p>



<p>&#8220;Usamos computadores em experimentos biológicos faz mais de cinquenta anos, mas a IA avançou de tal forma que, hoje, é possível realizar experimentos dessa escalas&#8221;, afirma à BBC News Brasil a bióloga brasiliense Aline Martins.</p>



<p>Ela é pesquisadora do instituto The Scripps Research, na cidade de San Diego, nos Estados Unidos, no qual realiza pesquisas utilizando inteligência artificial para procurar por biomarcadores mais eficientes (compostos biológicos capazes de detectar e, assim, ajudar a prevenir doenças).</p>



<p>Martins, que não está entre as autoras do estudo, entusiasmou-se com o trabalho do colega por ele &#8220;testar de muitas formas como milhares de substâncias já existentes, com ativos descritos na literatura científica, podem ser reutilizadas com a função de combater o envelhecimento&#8221;.</p>



<p>Ela ainda ressalta que isso é &#8220;algo que seria impossível fazer em humanos, ou no laboratório, sem utilizar esse ambiente do silício&#8221;.</p>



<p>As células zumbis, as senescentes, não são necessariamente ruins para nossos corpos. Pelo contrário, pois elas atuam também como um mecanismo natural anti-câncer.</p>



<p>&#8220;Ao fazer as células danificadas pararem de se dividir, esse processo reduz a chance de células se descontrolarem e se tornarem cancerígenas&#8221;, diz Felix Wong.</p>



<p>Contudo, as zumbis também levam ao envelhecimento e, em efeito contínuo, a doenças como artrose, inflamações, ou mesmo cânceres.</p>



<p>&#8220;O que se procura hoje é por um senolítico balanceado, capaz de frear processos de nosso envelhecimento, mas sem causar efeitos ainda mais danosos e tóxicos no processo&#8221;, ressalta Aline Martins.</p>



<p>Wong crê que podemos estar próximos desse achado.</p>



<p>&#8220;Seguimos os ritos da ciência. Esperamos eventualmente testar em humanos, com o objetivo de usar esses compostos para aumentar nossas expectativas de vida, ao eliminar subpopulações de células de envelhecimento que nos são prejudiciais.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="É-o-elixir-da-vida">É o elixir da vida?</h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/e33c/live/042944c0-490d-11ee-b679-2bafcc8b5179.jpg" alt="Pintura de mulher caminhando"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Representação de Chang&#8217;e, deusa da mitologia chinesa que voou para a Lua após tomar o elixir da vida e alcançar a imortalidade</figcaption></figure>
</div>


<p>Um antigo mito chinês, datado do século 2 a.C., narra a história de um arqueiro, Hou Yi, que, após um feito heroico responsável por salvar seu povo, ganhou o elixir da vida da deusa Xiwangmu. A bebida seria capaz de lhe conceder imortalidade.</p>



<p>Todavia, sua esposa, Chang’e, um dia tomou o coquetel divino para impedir que um ladrão o roubasse. Com isso, foi ela que alcançou a imortalidade e, na lenda, voou até a Lua, onde até hoje moraria.</p>



<p>Wong e sua equipe estão no caminho da descoberta do elixir da vida?</p>



<p>O próprio cientista não acredita que seja o caso. &#8220;A senescência (o processo de envelhecimento das células) é só um dos aspectos de amadurecermos&#8221;.</p>



<p>Por isso, segundo ele, essas drogas, mesmo que bem-sucedidas, não serão &#8220;a fonte da juventude&#8221;.</p>



<p>&#8220;Para chegar a isso, teríamos de focar também em outros marcos do processo do envelhecimento, como o esgotamento de células-tronco.&#8221;</p>



<p>O objetivo é, portanto, achar caminhos não para a imortalidade, mas para termos vidas longevas e, ao mesmo tempo, saudáveis.</p>



<p>Até porque, tanto pelo ponto de vista da Física quanto da Filosofia, a imortalidade é inalcançável.</p>



<p>Como <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c873710m3mro">disse o físico italiano Guido Tonelli recentemente à BBC News Brasil</a>: &#8220;Nada é eterno, toda estrutura de matéria, seja um humano, uma estrela, uma galáxia, é frágil intrinsecamente. Cedo ou tarde, tudo se acaba&#8221;.</p>



<p>Fonte: bbc brasil</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Eleições Conselho Tutelar 2023" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/ZdCK9ysY590?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/como-inteligencia-artificial-pode-ajudar-na-busca-pela-imortalidade/">Como inteligência artificial pode ajudar na busca pela imortalidade</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Considerações sobre a ética, o viés e a inteligência artificial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Jul 2023 21:24:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[etica]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligencia artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Ronaldo Assunção Sousa do Lago &#8211; Sábado, 8 de julho de 2023 Inicialmente, convém ponderar a grande relevância em estudar a aplicação da inteligência artificial (IA) na atualidade, sendo ainda ínfima a preocupação com a questão ética envolvida, a teor da literatura disponível. Vislumbra-se que a preocupação ética consiste em desafios e riscos que a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.conjur.com.br/2023-jul-08/ronaldo-lago-etica-vies-inteligencia-artificial#author">Por Ronaldo Assunção Sousa do Lago</a> &#8211; Sábado, 8 de julho de 2023</p>



<p>Inicialmente, convém ponderar a grande relevância em estudar a aplicação da inteligência artificial (IA) na atualidade, sendo ainda ínfima a preocupação com a questão ética envolvida, a teor da literatura disponível.</p>



<p>Vislumbra-se que a preocupação ética consiste em desafios e riscos que a aplicação das tecnologias atinentes à IA acarretam, atrelado a&nbsp;questões técnicas, econômicas, sociais, jurídicas e políticas, como veremos adiante.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.conjur.com.br/img/b/inteligencia-artificial-robo-fazendo.jpeg" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda</figcaption></figure>



<p>O precursor&nbsp;da ideia de IA foi o matemático britânico Alan Mathison Turing (1912-1954), que em 1950 lançou o seu conceito ao descrever o &#8220;jogo da imitação&#8221; em um famoso artigo, cujo principal questionamento pode ser assim descrito:&nbsp;<em>&#8220;pode um homem, conectado por um teleprinter, ao que ele não sabe ser uma máquina em uma sala vizinha, ser enganado e manipulado pela máquina com uma eficiência comparável à de um ser humano?</em>&#8221; Para Turing, a IA era a mais completa farsa da psicologia humana.</p>



<p>Segundo Luciano Floridi (2020, p. 140) as próximas tendências relacionadas aos possíveis desenvolvimentos da IA, consiste em (1) mudança de dados históricos para dados sintéticos; e (2) tradução de tarefas difíceis em tarefas complexas, em termos de computação.</p>



<p>Essa tendência também dependerá da capacidade de negociar os graves problemas éticos, legais e sociais (Elsi), desde novas formas de privacidade até estímulos de comportamentos e autodeterminação. A própria ideia de que estamos cada vez mais moldando nossos ambientes para torná-los compatíveis com a IA deve pautar essa reflexão.</p>



<p>Assim, infere-se que o desafio em relação à IA não será tão relacionado tão somente à inovação digital em si, mas a governança das tecnologias, em que se inclui a inteligência artificial.</p>



<p>Tenha-se presente que com o surgimento da internet, muito se falou da ideia de revelarmos nossos pensamentos mais íntimos online, tornando-os digitais.</p>



<figure class="wp-block-video"><video height="1350" style="aspect-ratio: 1080 / 1350;" width="1080" controls src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/07/Tecnet-velocidade.mp4"></video></figure>



<p>Porém, treinar os sistemas de IA para operar de forma equitativa pode ter um efeito reverso. Ao manifestar valores e opiniões das pessoas, talvez a tecnologia digital não revele quem as pessoas realmente são, mas sim, que fazemos com que a tecnologia aja mais como nós agimos.</p>



<p>Danaher (2019, p. 135-136) adiciona mais um argumento, que pretende ter um amplo significado no nível da civilização, mas envolver especulações menos fantasiosas sobre a provável inteligência futura das máquinas, à crescente onda de pânico sobre robôs e IA: a ascensão dos robôs criará uma crise de paciência moral, sendo reduzida a capacidade e a disposição dos humanos de agirem moral e responsavelmente no mundo, reduzindo-nos, assim, a pacientes morais.</p>



<p><strong>Iniciativas regulatórias europeias</strong><br>As iniciativas de regulação europeia sobre o tema apontam para a instituição da figura jurídica da personalidade dos robôs. A Resolução do Parlamento Europeu nº 2015/2103, aponta para a tendência de personalização dos robôs a longo prazo, devido a ampliação das atividades autônomas e desenvolvidas de forma inteligente (via aprendizado de máquina), também, o debate acerca da responsabilidade civil, atualmente restrito no âmbito dos engenheiros, evolui para a responsabilização das personalidades eletrônicas — por meio de fundos específicos.</p>



<p><strong>A regulação jurídica no Brasil</strong><br>No Congresso, tramitam alguns projetos de lei, dos quais destaco: um de iniciativa da Câmara dos Deputados — o PL nº 21/2020, que conforme seu histórico de tramitação, foi apresentado em fevereiro de 2020 propondo, na ementa: &#8220;estabelece princípios, direitos e deveres para o uso de IA no Brasil&#8221;; e dois de iniciativa do Senado — desde 2019, o PL nº&nbsp;5.051 que &#8220;estabelece os princípios para o uso da IA no Brasil&#8221; e o PL nº 5.691 que &#8220;institui a Política Nacional de Inteligência Artificial&#8221;.</p>



<p>Na Câmara dos Deputados, a apresentação do projeto de lei define os seguintes conceitos:</p>



<p>(1) &#8220;sistema de inteligência artificial&#8221; — sistema desenvolvido por humanos que é capaz de prever, recomendar ou tomar decisões;</p>



<p>(2) &#8220;ciclo de vida do sistema de inteligência artificial&#8221; — o tempo de operação do sistema determinado por sua programação;</p>



<p>(3) &#8220;conhecimento em inteligência artificial&#8221; — as habilidades e recursos adquiridos e utilizados no ciclo de cada sistema;</p>



<p>(4) &#8220;agentes de inteligência artificial&#8221; — pessoa física ou jurídica, podem ser o agente de desenvolvimento do sistema ou de operação;</p>



<p>(5) &#8220;partes interessadas&#8221;&nbsp;— todos os afetados pelo funcionamento do sistema;</p>



<p>(6) &#8220;relatório de impacto de inteligência artificial&#8221; — contém a descrição do funcionamento do sistema e os mecanismos de gestão de risco.</p>



<p>Com relação aos projetos em trâmite no Senado, o PL nº 5.051/2019 busca estabelecer os princípios para o uso da IA no Brasil,&nbsp;<strong>t</strong>endo em vista o reconhecimento do bem-estar humano, no artigo 2º do texto inicial: (1) o respeito à dignidade humana, à liberdade, à democracia e à igualdade, (2) o respeito aos direitos humanos, à pluralidade e à diversidade; (3) a garantia da proteção da privacidade e dos dados pessoais; (4) transparência, a confiabilidade e a possibilidade de auditoria dos sistemas; (5) a supervisão humana. E, ainda, a disciplina do uso tendo por objetivo a promoção e a harmonização da valorização do trabalho humano e o desenvolvimento econômico (artigo 3º).</p>



<p>Também define a responsabilidade civil por danos decorrentes do uso de IA na figura do seu supervisor (artigo 4, § 2º), tendo em vista que a lei define a tomada de decisões por uma IA como auxiliar da decisão humana (artigo 4º), ou seja, é necessária e fundamental a supervisão humana desses instrumentos, reconhecendo suas implicações.</p>



<p>Ressalta-se nesse projeto, a formação de diretrizes para a atuação da administração pública: (1) promover educação sobre a IA; (2) políticas de proteção e qualificação do trabalho humano; (3) a garantia da adoção gradual da IA; (4) a ação proativa na regulação das aplicações de IA.</p>



<p>No Senado, o PL nº 5.691/2019, em seu texto inicial, da mesma maneira que o outro PL da Casa, restringe-se aos princípios e diretrizes da pretendida Política Nacional de Inteligência Artificial. Essa política busca o desenvolvimento tecnológico aliado à transparência democrática das decisões baseadas em IA, até mesmo às autônomas.</p>



<p>Também, integra um processo de transição para os mecanismos de automação, mitigando prejuízos ao emprego (artigo 3, XI). É uma política que se relaciona diretamente com a responsabilidade humana e das organizações que desenvolvem e operam IA, obrigando-as a estabelecer relações abertas, inteligíveis e debatidas sobre o seu uso, sustentando formas de decisões rastreáveis e princípios de governança ligados à proteção dos riscos ligados à IA e a proteção de dados pessoais — tendo em vista o cumprimento da LGPD.</p>



<p>A tendência à autorregulação&nbsp;consiste em um sistema de corregulação, ou regulação regulada pelas empresas que estão presentes, já no ordenamento jurídico brasileiro, na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) — Lei nº 13.709/2018 — como &#8220;boas práticas e da governança&#8221; (artigo 50) na qual os controladores e operadores de dados pessoais podem e devem formular práticas de governança que apreciem os princípios norteadores dessa lei, sendo a LGPD um marco para o fomento de uma cultura&nbsp;corporativa de proteção dos dados pessoais</p>



<p>No contexto de um possível marco normativo das inteligências artificiais, os agentes desenvolvedores e operadores se inserem nesse mesmo contexto de ente regulador, ao nível interno, tanto no ato de criação dos sistemas como de suas atividades, consagra a realidade de regulação&nbsp;<em>by design</em>, ou seja, que os próprios desenvolvedores também são responsáveis pela preservação de princípios de ordem pública — o que Magrani (2019, p. 261) denomina de direito como metatecnologia, uma regulação ao nível do desenvolvimento.</p>



<p>No Poder Executivo Federal, a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial tem como objetivos: contribuir para a elaboração de princípios éticos para o desenvolvimento e uso de IA responsáveis; promover investimentos sustentados em pesquisa e desenvolvimento em IA; remover barreiras à inovação em IA; capacitar e formar profissionais para o ecossistema da IA; estimular a inovação e o desenvolvimento da IA brasileira em ambiente internacional; e promover ambiente de cooperação entre os entes públicos e privados, a indústria e os centros de pesquisas para o desenvolvimento da inteligência artificial.</p>



<p>A estratégia abrange: regulação e uso ético da IA; governança; força de trabalho e capacitação; entre outros. A íntegra da Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial, está disponível&nbsp;<a href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/transformacaodigital/inteligencia-artificial" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p>No Poder Judiciário, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça)&nbsp;tem investido cada vez mais no desenvolvimento e aperfeiçoamento de soluções tecnológicas, a fim de potencializar seus instrumentos e canais de atendimento à sociedade.</p>



<p>Ressalta-se que o CNJ editou a Resolução nº 332, de 21 de agosto de 2020, a qual dispõe sobre a ética, a transparência e a governança na produção e no uso de inteligência artificial no Poder Judiciário.</p>



<p>Com efeito, importa destacar o disposto no artigo 7<sup>o</sup>&nbsp;daResolução nº 332, de 21 de agosto de 2020, o qual preceitua:</p>



<p><em>&#8220;As decisões judiciais apoiadas em ferramentas de Inteligência Artificial devem preservar a igualdade, a não discriminação, a pluralidade e a solidariedade, auxiliando no julgamento justo, com criação de condições que visem eliminar ou minimizar a opressão, a marginalização do ser humano e os erros de julgamento decorrentes de preconceitos.&#8221;</em></p>



<p><strong>O viés na adoção de soluções de inteligência artificial</strong><br>Cumpre destacar, inicialmente, que segundo Aurélio, viés é uma direção oblíqua ou uma tira de pano cortada no sentido diagonal da peça. Olhar de viés equivale a olhar de esguelha.</p>



<p>Para Houaiss viés é o meio furtivo, esconso, de obter ou fazer concluir algo.</p>



<p>Nesse sentido, o viés pode ser compreendido como mecanismos do cérebro para realizar rapidamente associações, com base em experiências e cenários vivenciados que pode levar a tomada de decisões.</p>



<p>Assim, podemos dizer que os vieses são processos do nosso cérebro utilizados para pegar &#8220;atalhos&#8221; na tomada de decisão.</p>



<p>Um primeiro questionamento a ser feito é se os vieses são sempre ruins? E a resposta é negativa, sob o fundamento de que o&nbsp;problema dos vieses é o risco que estas associações &#8220;automáticas&#8221; trazem para a perpetuação de processos discriminatórios os quais impactam nas desigualdades entre os indivíduos.</p>



<p>Há que se destacar, ademais, que a discussão sobre vieses está permeada de debates sobre questões morais e éticas.</p>



<p>Falar sobre vieses implica em falar sobre discriminação e desigualdade de idade, gênero, raça, orientação afetiva e sexual, linguagem, cultura, deficiência, condição social e econômica, entre outros.</p>



<p>A professora Fernanda Carrera no artigo intitulado&nbsp;<em>&#8220;Racismo e Sexismo em bancos de imagens digitais, no livro Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: Olhares Afrodiaspóricos</em>&#8220;,&nbsp;defende que&nbsp;<em>&#8220;Ignorar os processos produtivos e tecnológicos destes mecanismos pode levar a uma atribuição de objetividade e racionalidade a resultados que podem estar carregados de subjetividade e vieses discriminatórios</em>&#8220;.</p>



<p><strong>Considerações finais</strong><br>Quando os sistemas de inteligência artificial são alimentados com dados que não refletem a imparcialidade, a IA pode aprender a reforçar padrões discriminatórios ou se tornar enviesada.</p>



<p>Sem mecanismos de regulamentação, responsabilização e transparência, estes processos podem levar a perdas financeiras e a questões jurídicas, além de levantar questões morais e éticas.</p>



<p>Notável que existe a preocupação mundial com o tema ora exposto, bem como no&nbsp;Brasil, em que tramitam projetos de Lei no Congresso, valendo a pena citar: o Projeto de Lei n. 21/2020; e dois de iniciativa do Senado, o PL nº&nbsp;5051 e o PL nº&nbsp;5691; e ainda a regulamentação por parte do CNJ consubstanciada na&nbsp;Resolução nº 332, de 21 de agosto de 2020; e no âmbito do Poder Executivo a instituição da&nbsp;Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial.</p>



<p>No âmbito do Poder Judiciário, o&nbsp;CNJ tem investido no desenvolvimento e aperfeiçoamento de soluções tecnológicas, a fim de potencializar seus instrumentos e canais de atendimento à sociedade.</p>



<p>Nesse contexto, conclui-se que, embora incipiente a literatura sobre o tema ora em questão é notável a preocupação e regulação da matéria no âmbito nacional e internacional, reputando-se importante ressaltar que a IA deve obedecer a preceitos éticos de forma a evitar os vieses, conformando o ser e o dever ser.</p>



<p>Fonte: Conjur</p>



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<iframe title="Planejamento futuro: seguridade social, aposentadoria e censo demográfico 2022" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/RUyhCRP9chc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><strong>REFERÊNCIAS</strong><br>DANAHER, John. The rise of the robots and the crisis of moral patience. AI &amp; Society, n.</p>



<p>34, p. 129–136, 2019. DOI: https://doi.org/10.1007/s00146-017-0773-9.</p>



<p>FORNASIER, Mateus de Oliveira e KNEBEL, Norberto. Inteligência Artificial: Desafios e Riscos Ético-Jurídicos.&nbsp;Revista Jurídica Direito &amp; Paz. São Paulo, SP – Lorena, n. 43. p. 207-228. 2020.</p>



<p>FLORIDI, Luciano. What the near future of Artificial Intelligence Could Be In: BURR, Christopher; MILANO, Silvia (eds.). The 2019 Yearbook of the Digital Ethics Lab. Cham: Springer, 2020, p. 127-142.</p>



<p>Algoritmos de Inteligência Artificial (IA) e Vieses: uma reflexão sobre ética e justiça. https://www.programaria.org/algoritmos-de-inteligencia-artificial-e-vieses-uma-reflexao-sobre-etica-e-justica/</p>



<p>Inteligências Artificiais, preconceitos reais.<em>&nbsp;https://medium.com/tecs-usp/intelig%C3%AAncias-artificiais-preconceitos-reais-f30c018cb2dd</em></p>



<p>Viés de género na IA: construindo algoritmos mais justos.&nbsp;<a href="https://unbabel.com/blog/pt/vies-de-genero-na-ia-construindo-algoritmos-mais-justos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://unbabel.com/blog/pt/vies-de-genero-na-ia-construindo-algoritmos-mais-justos/</a></p>



<p>Vieses inconscientes, equidade de gênero e o mundo corporativo. http://www.onumulheres.org.br/wp-content/uploads/2016/04/Vieses_inconscientes_16_digital.pdf</p>



<p>Inteligência Artificial – O que pessoas desenvolvedoras REALMENTE pensam sobre IA? https://bitbar.com/blog/artificial-intelligence-what-do-developers-really-think-about-ai/</p>



<p>Pesquisa da Stack Overflow. https://bitbar.com/blog/artificial-intelligence-what-do-developers-really-think-about-ai/</p>



<p>Racismo Institucional – Teste de Imagem – Campanha Governo do Paraná. https://www.youtube.com/watch?v=JtLaI_jcoDQ</p>



<p>CARRERA, Fernanda. Artigo Racismo e Sexismo em bancos de imagens digitais, no livro Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: Olhares Afrodiaspóricos.</p>



<p>Dicionário eletrônico Aurélio.</p>



<p>Dicionário eletrônico Houaiss.</p>



<p>BRASIL.CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Portaria CNJ nº 271/2020.</p>



<p>BRASIL.CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Resolução CNJ nº 332/2020.</p>



<p>BRASIL. Câmara dos deputados. Projeto de Lei 21/2020. Disponível em:</p>



<p><a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2236340.">https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2236340.</a></p>



<p>BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).</p>



<p>Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13709.htm.</p>



<p>BRASIL. Senado Federal. Projeto de Lei 5091/2019. Disponível em:</p>



<p><a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/138790.">https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/138790.</a></p>



<p>BRASIL. Senado Federal. Projeto de Lei 5691/2019. Disponível em:</p>



<p><a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/139586.">https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/139586.</a></p>



<p>UNIÃO EUROPEIA. Parlamento Europeu. Resolução do Parlamento Europeu (2015/2103), de 16 de fevereiro de 2017. Disposições de Direito Civil sobre Robótica. Disponível em: https://www.europarl.europa.eu/doceo/document/TA-8-2017-051_PT.pdf.</p>



<p><a href="https://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2017/10/arabia-saudita-torna-se-primeiro-pais-conceder-cidadania-para-um-robo.html">https://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2017/10/arabia-saudita-torna-se-primeiro-pais-conceder-cidadania-para-um-robo.html</a></p>



<p><a href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/transformacaodigital/inteligencia-artificial">https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/transformacaodigital/inteligencia-artificial</a></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/consideracoes-sobre-a-etica-o-vies-e-a-inteligencia-artificial/">Considerações sobre a ética, o viés e a inteligência artificial</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>CCT terá série de audiências sobre Inteligência Artificial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Mar 2023 00:06:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligencia artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) vai realizar três audiências públicas sobre inteligência artificial. O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) ressalta que este é um tema urgente. Segundo o presidente da Comissão, senador Carlos Viana (Podemos -MG), as as reuniões vão ocorrer em 26 de abril, 03 e 10 de maio. Rodrigo Resende &#8211; [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) vai realizar três audiências públicas sobre inteligência artificial. O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) ressalta que este é um tema urgente. Segundo o presidente da Comissão, senador Carlos Viana (Podemos -MG), as as reuniões vão ocorrer em 26 de abril, 03 e 10 de maio.</p>



<p><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/@@central-autor?autor=Rodrigo%20Resende">Rodrigo Resende</a> &#8211; Quarta, 22 de março de 2023</p>



<p><strong>Transcrição</strong><br>A COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA VAI REALIZAR TRÊS AUDIÊNCIAS SOBRE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. O PRIMEIRO DEBATE OCORRERÁ EM 26 DE ABRIL. </p>



<p>REPORTAGEM DE RODRIGO RESENDE. </p>



<p>A Comissão de Ciência e Tecnologia terá uma série de audiências públicas para tratar da Inteligência artificial. O senador Astronauta Marcos Pontes, do PL de São Paulo, ex-ministro de Ciência e Tecnologia, afirmou que esse é um tema que perpassa por várias áreas e que será cada vez mais comum. </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="70022" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px-1.jpg" alt="" class="wp-image-70022"/></figure>
</figure>



<p>(Marcos Pontes): Ressaltar aqui a importância desse tema, ele já está no nosso dia a dia, ele vai estar cada vez mais e a inteligência artificial é algo como &#8230; não se limita, não é? O desenvolvimento dessa tecnologia, que não acontece obviamente só no Brasil, acontece em muitos países, nós tivemos um avanço grande, eu dei uma prioridade muito grande a inteligência artificial durante a minha no Ministério de Ciência e Tecnologia nós tivemos a criação de oito centros de inteligência artificial. </p>



<p>O presidente da Comissão, senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, já definiu as datas.  </p>



<p>(Carlos Viana): As realizações dessas audiências ficam convocadas para as seguintes datas, vinte e seis do quatro, três e dez do cinco com o horário e a relação dos convidados a serem divulgados oportunamente. </p>



<p>A primeira audiência deve tratar dos aspectos jurídicos da Inteligência Artificial, com aproveitamento do trabalho já realizado por uma comissão de juristas do Senado que apresentou no ano passado um relatório sobre o tema. Da Rádio Senado, Rodrigo Resende.</p>



<p>Fonte: radiosenado.com</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/cct-tera-serie-de-audiencias-sobre-inteligencia-artificial/">CCT terá série de audiências sobre Inteligência Artificial</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>ChatGPT: entre o fascínio e o temor pela tecnologia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Mar 2023 16:50:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligencia artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Promovido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, seminário sobre a nova ferramenta digital e seus impactos na educação acontece no dia 21, das 9 às 17 horas, com transmissão ao vivo pela internet Texto: Luiz Prado &#8211; Arte: Carolina Borin Garcia &#8211; Domingo,19 de março de 2023 Não sabemos se aconteceu exatamente como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Promovido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, seminário sobre a nova ferramenta digital e seus impactos na educação acontece no dia 21, das 9 às 17 horas, com transmissão ao vivo pela internet</h2>



<p>Texto: Luiz Prado &#8211; Arte: Carolina Borin Garcia &#8211; Domingo,19 de março de 2023</p>



<p>Não sabemos se aconteceu exatamente como visto em <em>2001: Uma Odisseia no Espaço</em>, mas é bem provável que o assombro pela tecnologia entre os primatas tenha sido mesmo bem próximo do que as telas mostraram. Desde a aurora da humanidade, um fascínio quase religioso e um pavor pela própria existência da espécie se misturam a cada invenção ou avanço que promete mudar o mundo como nós o conhecemos. Ficamos entre o deslumbramento de chegar até Júpiter a bordo da Discovery One e o terror do abandono no espaço sideral arquitetado pela malícia do supercomputador HAL 9000.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="90" data-id="77220" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px.jpg" alt="" class="wp-image-77220" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>
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<p>A tecnologia da vez que chega para solavancar as emoções atende pelo nome pouco charmoso, mas coerente com o mundo de siglas em que habitamos, de ChatGPT (do inglês Chat Generative Pre-trained Transformer, ou transformador pré-treinado gerador de bate-papo). Em termos básicos, trata-se de uma inteligência artificial (IA) capaz de oferecer respostas para os usuários no formato texto, simulando um bate-papo. A partir de um banco de dados vastíssimo, estimado em 45 terabytes, o ChatGPT calcula as respostas mais prováveis para virtualmente qualquer pergunta permitida por sua programação, de matemática e física quântica até questões existenciais e cultura erudita (ilegalidades e similares ficam de fora). Em segundos, a IA consegue entregar textos curtos, objetivos, coerentes e gramaticalmente corretos sobre praticamente qualquer coisa, que assombram pela eficiência e abrangência.</p>



<p>Seja no campo do ensino ou da pesquisa, para professores ou estudantes, as inovações que o ChatGPT pode trazer, mesmo que ainda não muito claras, parecem inevitáveis. É por isso que o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP realizará no dia 21 de março, das 9 às 17 horas, o evento&nbsp;<em>ChatGPT: Potencial, Limites e Implicações para a Universidade</em>. No formato on-line – com transmissão ao vivo pelo site do IEA -, a programação reunirá pesquisadores e especialistas da USP e de outras instituições nacionais para discutir as transformações que a nova tecnologia poderá trazer não só para o ensino superior, mas para todo o sistema educacional. A coordenação é do professor Glauco Arbix, do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/03/20230317_fabiocozman.png?fit=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" width="-76" height="-76"/><figcaption class="wp-element-caption">O professor Fábio Cozman &#8211; Foto: IEA/USP</figcaption></figure>
</div>


<p>Conforme explica Fábio Cozman, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP e diretor do Centro de Inteligência Artificial da USP (C4AI) – um dos participantes do evento – , o ChatGPT é um agente conversacional construído em torno de um modelo de linguagem chamado GPT. Por “modelo de linguagem” entenda-se uma função matemática que recebe sequências de palavras como entrada e produz outras sequências como saída, que também podem ser transformadas em novas sequências de palavras. Ainda segundo Cozman, esses modelos são construídos em duas etapas. Na primeira, coleta-se uma grande quantidade de textos. Em seguida, busca-se, por meio de um processo de otimização, a melhor função que gere, entre os textos coletados, as saídas pretendidas.</p>



<p>Financiado pela Microsoft e desenvolvido pela empresa OpenAI, sediada na Califórnia e criada por Elon Musk e Sam Altman, o ChatGPT foi aberto para o público em novembro de 2022 e causou sensação. Até o início de março, a plataforma registrava 120 milhões de usuários ativos e a alta demanda motivou a companhia a lançar uma versão paga do serviço, com assinatura de US$ 20 mensais. Desde então, o novo serviço vem alimentando tanto a euforia dos devotos da tecnologia quanto os horrores apocalípticos de quem teme a obsolescência da humanidade diante das máquinas. Entre os extremos, uma catarata de dúvidas a respeito dos impactos que a novidade trará (na verdade, já vem trazendo) em múltiplos setores da sociedade e a expectativa de uma revolução na maneira como lidamos com o conhecimento.</p>



<p>“É surpreendente que um processo dessa natureza consiga gerar artefatos capazes de traduzir textos, de responder perguntas, de gerar poesias”, afirma Cozman. “O desempenho de modelos de linguagem como o GPT de fato surpreendeu a própria comunidade acadêmica da área e gerou extraordinário interesse na sociedade.”</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2020/09/20200925_glauco_arbix.png?fit=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" width="144" height="144"/><figcaption class="wp-element-caption">O professor Glauco Arbix &#8211; Foto: Marcos Santos / USP Imagens</figcaption></figure>
</div>


<p>Para o professor Glauco Arbix, todo esse&nbsp;<em>buzz</em>&nbsp;também se justifica. A chegada do ChatGPT representa de fato um salto no desenvolvimento da inteligência artificial. Sendo uma plataforma extremamente amigável, que se comporta de um modo que parece muito inteligente e muito humano, a tecnologia inspirou grandes expectativas em áreas como saúde, indústria, marketing e educação.</p>



<p>“O impacto é generalizado, é um ponto de inflexão no ramo da IA, em especial em uma área chamada de processamento de linguagem natural”, explica Arbix. “Existem sistemas que estão evoluindo rapidamente, mas, de repente, esse novo recurso surgiu e se mostrou superior. Ele impressiona e abre novas possibilidades.”</p>



<p>Processamento de linguagem natural é um ramo das pesquisas em IA que investiga maneiras de as máquinas compreenderem e manipularem a linguagem humana. É o tipo de estudo que permite a existência de atendentes virtuais no Whatsapp ou assistentes que simulam conversações, como a Alexa. No caso do ChatGPT, seu sistema envolve ainda uma técnica chamada&nbsp;<em>large language model</em>&nbsp;(LLM), que se baseia em&nbsp;<em>machine learning</em>&nbsp;e&nbsp;<em>deep learning</em>, possibilitando o processamento de uma quantidade gigantesca de dados, vindos sobretudo, mas não apenas, da internet. A novidade utiliza também uma tecnologia chamada&nbsp;<em>transformer&nbsp;</em>– que corresponde ao T da sigla GPT –, um sistema transformador que gera textos a partir de treinamento.</p>



<p>“Ele se comporta como se fosse um sistema humano, apesar de não ser”, continua Arbix, que sublinha o potencial da nova tecnologia para a área da educação. “’E como é muito simples de usar, significa, do ponto de vista educacional, possibilidades imensas. É possível testar hipóteses, simular cenários, ampliar a busca por moléculas em um sistema bioquímico e organizar testes clínicos”, elenca. Dentre outras possibilidades já mapeadas e testadas por pesquisadores e usuários, a ferramenta pode ainda resumir livros em segundos, escrever breves dissertações e elaborar poemas ao gosto literário de seu interlocutor.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/03/20230317_chatgpt.jpg?fit=1024%2C681&amp;ssl=1" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption">Utilização do ChatGPT através de telas de celular e computador pessoal &#8211; Foto: Julio Bazanini/USP Imagens</figcaption></figure>



<p>“O ChatGPT gera uma situação nova para todos nós, ele questiona nossos métodos de avaliação, de acompanhamento, de aula, de pedir exercícios e passar lição de casa”, diz Arbix. Mas o professor não enxerga o advento da tecnologia apenas no âmbito das preocupações e lembra também as possibilidades positivas que ela pode trazer. “Há um possível risco dos métodos tradicionais de avaliação, mas, ao mesmo tempo, um aluno que está com dificuldades poderia ter uma evolução mais rápida, por exemplo. É uma situação nova do ponto de vista educacional, que precisa ser bem tratada.”</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://youtu.be/bY2aTBeCyJU
</div></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“As novas tecnologias, cuja experimentação ainda não está madura, nos pregam surpresas. Teremos um período de aprendizagem. Vamos ter que aproveitar esse momento para repensar a maneira como damos aulas e avaliamos os alunos. Teremos que repensar um contato mais próximo entre professor e aluno.”Glauco Arbix</p>
</blockquote>



<p>Talvez o principal medo que tomou conta dos educadores com a chegada do ChatGPT se refira à facilidade com que os estudantes podem deixar trabalhos, deveres de casa, redações e provas nas mãos da máquina. Uma lista de exercícios de matemática que representaria horas de dedicação ou partes inteiras de um estudo de história ou geografia, por exemplo, poderiam ser executadas em poucos minutos, com as perguntas certas. Com isso, os métodos básicos de avaliação como os conhecemos simplesmente virariam fumaça. Foi essa perspectiva de ruína educacional que levou o Departamento de Educação da cidade de Nova York a proibir o uso da tecnologia nas escolas, em uma tentativa de combater as “colas”.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/03/20230317_saladeaula_computadores-scaled.jpeg?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption">O advento da tecnologia, apesar das preocupações, pode também ter possibilidades positivas, inclusive nas salas de aula &#8211; Foto: Pexels</figcaption></figure>



<p>Mas não foi só isso que trouxe preocupação. O plágio acadêmico é outra sombra projetada pela ferramenta. Como ainda não existe nenhum software que permita distinguir o que poderia ter sido escrito pela máquina e por um ser humano, a autoria dos textos fica comprometida. E mais: como o ChatGPT não cita as fontes das quais se utiliza para produzir suas respostas, é impossível, pelo menos por enquanto, identificar as referências usadas em seus textos. Apesar de a tecnologia ter tirado de algum lugar as informações que oferece, seus autores permanecem desconhecidos, o que gera não apenas questões problemáticas quanto a direitos autorais, mas permite também que dados falsos sejam apresentados como verdadeiros, sem possibilidade de checagem pelo próprio serviço.</p>



<p>Vale lembrar que, apesar de suas respostas serem coerentes e gramaticalmente bem formuladas, isso não significa que estejam sempre corretas. Vários testes feitos por usuários mostraram o serviço inventando pessoas, biografias e instituições, falhando na identificação de datas e sendo enganado por perguntas mais malandras. Não que isso invalide todo o projeto, já que a própria OpenAI alerta os usuários para a possibilidade de erros e a defasagem das informações. O que é preciso, conforme declara Arbix, é não perder de vista as limitações da novidade para o uso na educação.</p>



<p>“Você pode imaginar que um sistema dessa dimensão acabe gerando equívocos”, comenta. “O ChatGPT é um sistema que não tem compromisso com a verdade, seu objetivo não é esse. Suas respostas podem ser verdadeiras, mas também podem não ser. Porque ele faz conexões, usa estatística avançada para prever as palavras. É uma potencialização dos sistemas de tradução. A máquina não faz a mínima ideia do que está falando, ela não sabe, não pensa, não sente. Ela escreve uma sucessão de palavras transformadas pelos algoritmos. Está longe de ser um texto que tem as relações de um texto humano. O ChatGPT faz um trabalho que impressiona, mas ele ainda é uma máquina.”</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/03/pexels-thisisengineering-3861969-scaled.jpeg?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption">O ChatGPT nos faz pensar cada vez mais na interação humanidade e tecnologia, e de que forma isso acontecerá &#8211; Foto: Pexels</figcaption></figure>



<p>Para além do plágio e da cola, o que está no radar do professor são as questões mais complexas que a chegada da tecnologia oferece. Como saber se o ChatGPT poderia ser considerado coautor de um trabalho acadêmico? Pode parecer coisa de ficção científica, mas esse é um tema que já entrou em pauta no exterior. No início deste ano a conceituada revista&nbsp;<em>Nature&nbsp;</em>rejeitou a possibilidade de coautoria, respondendo ao fato de outras publicações terem recebido artigos nos quais a tecnologia já apareceu creditada.</p>



<p>“Nós julgamos importante manter as relações de rigor que sustentam as bases do ensino acadêmico e científico, o que significa exigir dos alunos que digam em seus trabalhos e dos pesquisadores que registrem em suas bibliografias as partes nas quais o ChatGPT foi usado. Isso é uma medida de garantia da integridade”, adianta Arbix.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/03/20230317_virgilioalmeida.png?fit=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" width="-91" height="-91"/><figcaption class="wp-element-caption">O professor Virgilio Almeida &#8211; Foto: IEA/USP</figcaption></figure>
</div>


<p>Para Virgilio Almeida, professor do Departamento de Ciências da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que também participará do evento promovido pelo IEA no dia 21, o seminário ocorre na hora certa, em sintonia com discussões que tomam contam de uma série de instituições de ensino superior ao redor do globo. “Se, por um lado, a ferramenta de IA pode trazer preocupações referentes a avaliações de alunos, ela pode também ser útil tanto no processo de aprendizado quanto de ensino. E pode ser uma boa assistente nas tarefas mais administrativas de pesquisa”, declara Almeida. “O importante é começar a definir regras e políticas para o uso do ChatGPT no ambiente acadêmico.”</p>



<p>Naomar de Almeida Filho, titular da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica do IEA e professor do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA) – outro participante do evento -, chama a atenção para o impacto da chegada do ChatGPT na sala de aula tradicional. Para o acadêmico, é importante questionar as transformações que a nova ferramenta pode causar em modelos assentados no que chama de “processos anacrônicos de avaliação”.</p>



<p>“Na minha opinião, essa tecnologia vai simplesmente desafiar o velho modelo, obrigando a escola a enfrentar um dilema: assimilar ou interditar. E nem sou otimista”, reflete Almeida Filho. “Todas as ferramentas digitais para a metapresencialidade, equivocadamente chamada de EaD, e a imersão pedagógica mediada por tecnologias já estão disponíveis há mais de uma década. Nem por isso se verifica uma apropriação criativa mais generalizada no campo da educação em geral, menos ainda na educação superior. Infelizmente, acredito que nossos sistemas escolares adotarão restrições normativas e procedimentos regulatórios que se tornarão obstáculos ao uso pleno, criativo e crítico da IA na educação. Para que isso aconteça, será preciso desenvolver o que chamo de ‘competência tecnológica crítica’”.</p>


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<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/03/20230317_naomar_de_almeida_filho.png?fit=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" width="-60" height="-60"/><figcaption class="wp-element-caption">O professor Naomar de Almeida Filho &#8211; Foto: José Cruz/Agência Senado</figcaption></figure>
</div>


<p>Com tantas incertezas, os debates do dia 21 têm a pretensão de contribuir para a elaboração de um documento que ofereça diretrizes para a USP lidar com o ChatGPT, explica Arbix. A ideia é apresentar referências à comunidade acadêmica e padronizar a relação com a nova tecnologia, evitando que seu uso ou proibição – que o professor considera um equívoco – aconteça de forma individual.</p>



<p>“Nossa ideia é explicar os potenciais e limitações, cumprir nosso papel de educador”, afirma o docente. “Nossa preocupação é fazer a integração da tecnologia ao sistema de ensino, fazer a aprendizagem trabalhar junto à tecnologia, como forma de aumentar nossas capacidades. É humano mais máquina, não é o robô no lugar do trabalhador. É o robô trabalhando junto, aumento do rigor, resolvendo problemas, melhorando a segurança.”</p>



<p>Conforme relata Arbix, a ansiedade com a chegada de uma nova tecnologia não é novidade na história da educação e até mesmo o livro foi alvo de ataques quando da popularização da imprensa. “Nos séculos 16 e 17 várias universidades condenaram o uso do livro, dizendo que ele colocava nas mãos de pessoas não treinadas um conhecimento que poderia ser perigoso”, conta o docente. “Lembre-se também das máquinas de calcular, do laptop, do smartphone. Você não vai colocar o gênio de volta na lâmpada, ele já escapou. Você não pode deletar a tecnologia. Temos que aproveitar a oportunidade para repensar. Muita coisa pode mudar.”</p>



<p>Além de apresentar para o público o que é o ChatGPT, o evento que acontece no dia 21, das 9 às 17 horas (a programação completa e a lista de participantes podem ser vistas&nbsp;<a href="http://www.iea.usp.br/eventos/chatgpt-potencial-limites-implicacoes-universidade">neste link</a>) trará discussões sobre as possibilidades da nova ferramenta no ambiente universitário e as perspectivas de seu uso na educação em geral. A transmissão, ao vivo e sem necessidade de inscrição, será pelo&nbsp;<a href="http://www.iea.usp.br/aovivo">site do IEA</a>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Não temos nenhuma pretensão de resolver os problemas em um dia de debate. Temos a pretensão muito humilde de abrir os debates e chamar a atenção para uma tecnologia que tem um poder muito grande.”Glauco Arbix</p>
</blockquote>



<p>Fonte: Jornal USP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Nossa voz é luta" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/ur9gXO7GXIs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/chatgpt-entre-o-fascinio-e-o-temor-pela-tecnologia/">ChatGPT: entre o fascínio e o temor pela tecnologia</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Inteligência artificial pode auxiliar na predição da mortalidade em casos de câncer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Feb 2023 06:35:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Cancer]]></category>
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		<category><![CDATA[Inteligencia artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Saude Publica]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo na Faculdade de Saúde Pública da USP revela benefícios na utilização de inteligência artificial para auxiliar tomadas de decisões médicas Texto: Camilla Almeida &#8211; Quinta, 23 de fevereiro de 2023 De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 705 mil casos da doença são esperados a cada ano até 2025 somente no Brasil. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3 class="wp-block-heading">Estudo na Faculdade de Saúde Pública da USP revela benefícios na utilização de inteligência artificial para auxiliar tomadas de decisões médicas</h3>



<h4 class="wp-block-heading">Texto: Camilla Almeida &#8211; Quinta, 23 de fevereiro de 2023</h4>



<p>De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 705 mil casos da doença são esperados a cada ano até 2025 somente no Brasil. Dentro desse cenário preocupante, pesquisadores do&nbsp;<a href="https://www.fsp.usp.br/labdaps/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Laboratório de Big Data e Análise Preditiva em Saúde (Labdaps)</a>&nbsp;da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP estudam o uso de inteligência artificial (IA) por&nbsp;<em>machine learning</em>&nbsp;na predição da mortalidade de pacientes com a doença.&nbsp;O algoritmo informa a equipe médica sobre o risco do paciente evoluir a óbito entre 12 a 24 meses após a data de diagnóstico, garantindo assim um panorama sobre a gravidade de seu estado e quais medidas preventivas específicas devem ser tomadas. A iniciativa é fruto de um financiamento garantido pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/02/20230215_gabrielsilva.png?fit=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" width="-84" height="-84"/><figcaption class="wp-element-caption">Gabriel Silva &#8211; Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p>De acordo com o doutorando Gabriel Silva, da FSP e pesquisador principal do estudo, os dados obtidos pela IA ficariam disponíveis desde o início do tratamento. “Digamos que o paciente fez os seus exames e voltou no retorno com o médico. Ali o profissional já vai ter algumas informações, por exemplo, quanto ao estadiamento clínico”, explica Gabriel ao&nbsp;<strong>Jornal da USP</strong>. Estadiar um caso de câncer implica a avaliação de seu grau de disseminação – dado-chave para se identificar pacientes de alto risco.</p>



<p>O pesquisador afirma que a rápida indicação de um caso grave ajudaria no conhecimento antecipado de medidas que possam aumentar a sobrevida de diagnosticados com câncer. “Isso pode ser uma ferramenta muito útil para priorizar o tratamento de determinados pacientes, para identificar qualquer pessoa que tem o maior risco de morrer. O que eu faço com esse paciente hoje? Eu passo ele na frente da fila de tratamento ou esse paciente apresenta um baixíssimo risco de morte e eu consigo priorizar uma outra pessoa em uma situação mais grave?”, explica Gabriel.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/02/20230215_graficodadospesquisa.jpg?fit=643%2C509&amp;ssl=1" alt="" width="182" height="144"/></figure>
</div>


<p>A pesquisa contou com o banco de dados do Registro Hospitalar de Câncer (RHC) da&nbsp;<a href="http://www.fosp.saude.sp.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fundação Oncocentro de São Paulo (Fosp)</a>, vinculada à Secretaria de Saúde, que tem como objetivo incentivar o estudo e o ensino de atividades de prevenção e detecção precoce do câncer. Apenas pacientes diagnosticados de 2014 a 2017 no Estado de São Paulo foram incluídos no estudo, que abrange todos os cânceres com maior incidência na população brasileira, como o de mama e o de próstata. O câncer de pele não melanoma, por apresentar altos índices de cura, não foi considerado para a pesquisa. Ao todo, 29 mil pacientes tiveram seus perfis analisados por inteligência artificial, sendo que 72,7% foram diagnosticados em hospitais públicos.</p>



<p>A aplicação prática do uso de IA ficaria a cargo da disponibilização das informações no prontuário digital, já utilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2017. O prontuário já é uma tecnologia que possibilita a consulta do histórico clínico, resultados de exames e dados sobre os pacientes.&nbsp;</p>



<p>O professor Alexandre Chiavegatto Filho, diretor do Labdaps e docente da FSP, explicita os benefícios da implementação da inteligência artificial. “Os algoritmos garantirão um subsídio à equipe médica. Hoje em dia o médico possui muita informação dispersa, mas nada que unifique tudo para dar exatamente o que esse profissional gostaria de saber, que é a gravidade desse paciente.”</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="90" data-id="77220" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px.jpg" alt="" class="wp-image-77220" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>
</figure>



<p>A utilização de IA na área da saúde é um campo ainda pouco explorado. A aplicação por&nbsp;<em>machine learning</em>, neste caso, auxilia na tomada de decisões médicas ao utilizar algoritmos para realizar previsões precisas acerca das condições de saúde do paciente em questão. O doutorando aponta os benefícios da inteligência artificial para o campo médico. “O&nbsp;<em>machine learning</em>&nbsp;funciona a partir do aprendizado das regras gerais dos dados. Ao apresentarmos um conjunto de informações, são explicitadas uma série de relações que a olho nu não seriam identificadas”, explica Gabriel.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/02/20230215_alexandrechiavegatto.png?fit=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" width="-104" height="-104"/><figcaption class="wp-element-caption">Alexandre Chiavegatto &#8211; Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p>Agora, os pesquisadores prosseguem para a fase dois do estudo, utilizando uma inteligência artificial 2.0 e adotando um estudo clínico randomizado (com pacientes distribuídos aleatoriamente entre os grupos para evitar vieses). “Nós já descobrimos que esses algoritmos tomam decisões inteligentes na área da saúde. O segundo passo é se perguntar se o profissional de saúde que tem essa informação toma melhores decisões”, afirma o diretor do Labdaps. Além disso, uma possível melhora no prognóstico dos pacientes também será analisada na próxima fase.</p>



<p>O artigo descrevendo o estudo&nbsp;<em><a href="https://doi.org/10.1016/j.ailsci.2023.100061" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Machine learning for longitudinal mortality risk prediction in patients with malignant neoplasm in São Paulo, Brazil</a></em>, foi publicado na revista científica&nbsp;<em>Artificial Intelligence in the Life Sciences</em>&nbsp;e faz parte da pesquisa de doutorado de Gabriel Silva.</p>



<p><em>Mais informações: e-mail gabriel8.silva@usp.br, com Gabriel Silva</em></p>



<p>Fonte: Jornal USP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Consultoria antirracista" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/k3cnCJI9gtQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/inteligencia-artificial-pode-auxiliar-na-predicao-da-mortalidade-em-casos-de-cancer/">Inteligência artificial pode auxiliar na predição da mortalidade em casos de câncer</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Pesquisadores utilizam Inteligência Artificial para estudar os movimentos de ciclistas enquanto pedalam</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 May 2022 14:49:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[esportes]]></category>
		<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[Ciclistas]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligencia artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resultados foram aceitos para publicação na revista australiana “Research Quarterly for Exercise and Sport” Domingo, 8 de maio de 2022 Na coluna&#160;Ciência e Esporte,&#160;o professor Paulo Santiago fala sobre as dificuldades de análises de cinemática (estudo dos movimentos) relacionadas a esportes biomecânicos como, por exemplo, o ciclismo.&#160; Segundo Santiago, o fato de o atleta estar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Resultados foram aceitos para publicação na revista australiana “Research Quarterly for Exercise and Sport”</em></p>



<p>Domingo, 8 de maio de 2022</p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/05/CIENCIA-E-ESPORTE-06-05-2022-PAULO-ROBERTO-SANTIAGO.mp3"></audio><figcaption>Radio USP</figcaption></figure>



<p>Na coluna<em><a href="https://jornal.usp.br/editorias/radio-usp/colunistas/paulo-roberto-pereira-santiago/">&nbsp;Ciência e Esporte</a></em><em>,</em>&nbsp;o professor Paulo Santiago fala sobre as dificuldades de análises de cinemática (estudo dos movimentos) relacionadas a esportes biomecânicos como, por exemplo, o ciclismo.&nbsp;</p>



<p>Segundo Santiago, o fato de o atleta estar na bicicleta dificulta a filmagem enquanto pedala, mesmo que na situação simulada esteja parado. “Colocar marcadores para a filmagem do atleta e determinar a posição do corpo não é tão simples, uma vez que a própria bicicleta bloqueia a visão, além de ter altíssima velocidade.”</p>



<p>Por isso, um grupo de pesquisadores, entre eles o próprio autor desta coluna, analisou o uso de Inteligência Artificial para essas análises. Artigo aceito para publicação, recentemente, mostra que os pesquisadores utilizaram redes neurais treinadas para estimar segmentos corporais a partir de imagens e vídeos e, com elas, foi possível avaliar a posição dos movimentos do corpo na bicicleta.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><strong>Ciência e Esporte</strong><br>A coluna&nbsp;<a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/perfis/paulo-santiago/"><em>Ciência e Esporte</em></a>, com o professor Paulo Santiago, vai ao ar toda sexta-feira às 10h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no&nbsp;<a href="https://goo.gl/A1d6d7" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Youtube</a>, com produção&nbsp;do Jornal da USP e TV USP.</p>



<p>Fonte: Jornal USP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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