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	<title>Inteligência Artificial |</title>
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	<title>Inteligência Artificial |</title>
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		<title>Hugo Motta quer votar regulamentação da inteligência artificial até o final de junho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 23:31:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Hugo Motta]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quinta-feira, 28/05/2026 &#8211; 19h00 Por&#160;Redação O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que vai trabalhar para que a comissão especial que debate a regulamentação da inteligência artificial (IA) no país vote o texto até o dia 9 de junho e pleve para plenário&#160;até o final do mês. Motta deu a declaração no evento Brasília [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quinta-feira, 28/05/2026 &#8211; 19h00</p>



<p>Por&nbsp;Redação</p>



<p>O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que vai trabalhar para que a comissão especial que debate a regulamentação da inteligência artificial (IA) no país vote o texto até o dia 9 de junho e pleve para plenário&nbsp;até o final do mês. Motta deu a declaração no evento Brasília Tech Summit, que debateu os avanços e os desafios da economia digital.</p>



<p>Motta defendeu um marco regulatório que possa aliar liberdade econômica, política e de expressão com a responsabilidade de quem atua nesse meio. Segundo ele, não há mais espaço para distorcer a regulamentação digital e chamar essa responsabilização de censura.</p>



<p>“Havia uma dicotomia entre liberdade e responsabilidade, como se não pudessem andar juntas. Penso que hoje todos se conscientizam de que é possível aliar a liberdade econômica, política e de opinião a um tipo de responsabilização sobre quem está atuando nesse meio. Esse é o papel que temos que cumprir, andando em uma linha muito tênue para não desequilibrar para nenhum dos lados”, defendeu o presidente.</p>



<p>Segundo informações da Agência Câmara de Notícias, Motta destacou ainda que o mundo inteiro está buscando legislar sobre o tema da Inteligência Artificial e que não há um modelo a ser seguido.</p>



<p>“Todos estão buscando compreender as particularidades de seus países e de seus povos para construir uma convivência harmônica com as plataformas e com as autoridades, em que cada um possa cumprir o seu papel”, disse Motta.</p>



<p>Ele lembrou ainda a votação do ECA Digital, que já se tornou lei, e que cria instrumentos de proteção a crianças e adolescentes nas redes. Ele afirmou ainda que está em discussão o projeto encaminhado pelo Poder Executivo, que permite a criação de novos tipos de processo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para proteger a concorrência em mercados digitais. Embora não haja data para ir a voto, Motta afirmou que a proposta está sendo construída e que em breve será encaminhada ao Plenário, já que a urgência do texto já foi aprovada pelos deputados</p>



<p>Foto: Reprodução / Youtube</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="538" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-98-1024x538.png" alt="" class="wp-image-177235" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-98-1024x538.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-98-300x158.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-98-768x403.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-98.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/hugo-motta-quer-votar-regulamentacao-da-inteligencia-artificial-ate-o-final-de-junho/">Hugo Motta quer votar regulamentação da inteligência artificial até o final de junho</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Por que cada vez mais analistas falam em &#8216;bolha&#8217; da inteligência artificial prestes a estourar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 16:53:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[bolha]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, surpreendeu ao responder a perguntas de jornalistas durante a conferência DevDay nesta semana, algo raro entre executivos de&#160;tecnologia. Altman admitiu que há partes do segmento de&#160;inteligência artificial&#160;que &#8220;estão meio infladas neste momento&#8221;. &#8220;Sei que é tentador escrever uma reportagem falando em bolha&#8221;, disse Altman respondendo à pergunta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Lily Jamali</strong></li>



<li><strong>Da BBC News em San Francisco (EUA)</strong></li>
</ul>



<p>O cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, surpreendeu ao responder a perguntas de jornalistas durante a conferência DevDay nesta semana, algo raro entre executivos de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c404v027pd4t">tecnologia</a>. Altman admitiu que há partes do segmento de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c6vzyv5dd9nt">inteligência artificial&nbsp;</a>que &#8220;estão meio infladas neste momento&#8221;.</p>



<p>&#8220;Sei que é tentador escrever uma reportagem falando em bolha&#8221;, disse Altman respondendo à pergunta da BBC, sentado ao lado dos principais profissionais da OpenAI, responsável por produtos como o ChatGPT.</p>



<p>No Vale do Silício, região dos&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cdr56r2r88wt">Estados Unidos</a>&nbsp;onde estão sediadas as principais empresas de tecnologia, o debate sobre se as empresas de inteligência artificial (IA, ou AI, em inglês) estão supervalorizadas tem ganhado fôlego.</p>



<p>Céticos, alguns apenas em ambientes privados e outros agora na esfera pública, questionam se a disparada no valor de mercado dessas empresas pode ser, ao menos em parte, resultado do que chamam de &#8220;engenharia financeira&#8221;.</p>



<p>Altman disse esperar ver investidores cometendo erros e startups sem futuro faturando fortunas. Mas ele ressaltou que, com a OpenAI, &#8220;algo de verdade está acontecendo&#8221;.</p>



<p>Nem todos estão convencidos.</p>



<p>Nos últimos dias, alertas sobre uma bolha da IA vieram do Banco da Inglaterra, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e também de Jamie Dimon, chefe do banco JP Morgan, que disse à BBC que &#8220;o nível de incerteza deveria estar mais presente na mente da maioria das pessoas&#8221;.</p>



<p>E aqui no Vale do Silício, frequentemente considerado o polo tecnológico do mundo, as preocupações crescem.</p>



<p>Em debate realizado no Museu da História do Computador, no Vale do Silício, também nesta semana, o pioneiro em IA Jerry Kaplan disse a uma plateia lotada que já viveu quatro bolhas.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/6953/live/cdc1a510-a5e1-11f0-965a-d710a4841bd9.jpg.webp" alt="Jerry Kaplan fala em um evento"/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br></figcaption></figure>



<p>Ele está especialmente preocupado agora, dado o montante de dinheiro em jogo, que é muito maior do que na chamada bolha das empresas ponto com — como ficou conhecida a crise de especulação que aconteceu na bolsa americana no final dos anos 1990. Há muito mais a perder.</p>



<p>&#8220;Quando [a bolha] estourar, vai ser muito ruim, e não apenas para quem trabalha com IA&#8221;, disse. &#8220;Vai arrastar o restante da economia junto.&#8221;</p>



<p>Apesar das preocupações, alguns especialistas veem oportunidades. Na Stanford Graduate School of Business, que formou diversos empreendedores de tecnologia, a professora Anat Admati afirma que é difícil prever uma bolha e só é possível ter certeza após seu estouro.</p>



<p>&#8220;É muito difícil prever uma bolha. E você não pode afirmar com certeza que estava em uma até que ela tenha estourado&#8221;, disse.</p>



<p>Mas os dados preocupam muitos.</p>



<p>Empresas ligadas à IA responderam por 80% dos ganhos surpreendentes da Bolsa americana neste ano, e a Gartner, empresa americana de pesquisa e consultoria em tecnologia da informação, estima que os gastos globais com IA devem chegar a US$ 1,5 trilhão (cerca de R$ 8,4 trilhões) antes do fim de 2025 — a título de comparação, a soma de todos os bens e serviços produzidos (PIB) no Brasil em 2024 chegou a R$ 11,7 trilhões.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Um-emaranhado-de-acordos">Um emaranhado de acordos</h2>



<p>A OpenAI, que popularizou a IA com o ChatGPT em 2022, está no centro de um emaranhado de acordos atualmente sob intensa análise.</p>



<p>Por exemplo, em setembro de 2025, a OpenAI firmou um contrato de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 560 bilhões) com a fabricante de chips Nvidia, atualmente a companhia de capital aberto mais valiosa do mundo. Em agosto, a Nvidia divulgou uma receita de US$ 46,7 bilhões (cerca R$ 247,5 bilhões) no segundo trimestre do ano, um aumento de 56% em relação ao mesmo período de 2024.</p>



<p>O acordo amplia um investimento anunciado anteriormente no caminho inverso, da Nvidia na OpenAi, com a expectativa de que a OpenAI construa centros de dados usando os chips avançados da Nvidia.</p>



<p>Mas na segunda-feira (13/10), a OpenAI anunciou planos de comprar equipamentos de desenvolvimento de IA no valor de bilhões de dólares da AMD, fabricante de chips rival da Nvidia, em um negócio que pode torná-la uma das maiores acionistas da empresa.</p>



<p>Vale lembrar que a OpenAI é uma companhia privada, sem ações negociadas na Bolsa de Valores, embora recentemente tenha sido avaliada em meio trilhão de dólares (cerca de R$ 2,8 trilhões).</p>



<p>A gigante de tecnologia Microsoft também é investidora significativa na OpenAI, e a empresa de computação em nuvem Oracle mantém um contrato de US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,7 trilhão) com a OpenAI.</p>



<p>O projeto Stargate da OpenAI, no Estado americano do Texas, financiado com apoio da Oracle e do conglomerado japonês SoftBank e anunciado na Casa Branca durante a primeira semana do governo Donald Trump, cresce a cada mês.</p>



<p>Além disso, a Nvidia detém participação na startup de IA CoreWeave, que fornece parte da enorme infraestrutura da OpenAI.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/c89f/live/00f6deb0-a5c3-11f0-add7-abf13599c13e.jpg.webp" alt="Sam Altman fala em evento."/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br></figcaption></figure>



<p>Especialistas do Vale do Silício alertam que, à medida que esses arranjos financeiros complexos se tornam cada vez mais comuns, eles podem estar distorcendo a percepção sobre a demanda por IA.</p>



<p>Algumas pessoas não estão poupando palavras sobre o assunto, chegando a chamar os acordos de &#8220;financiamento circular&#8221; ou até de &#8220;financiamento de fornecedor&#8221;, quando uma empresa investe ou empresta dinheiro a seus próprios clientes para que eles continuem comprando.</p>



<p>&#8220;Sim, os empréstimos de investimento são sem precedentes&#8221;, disse Altman na segunda-feira (13/10). Mas ele acrescentou: &#8220;Também é sem precedentes empresas crescerem em receita tão rápido.&#8221;</p>



<p>A receita da OpenAI cresce rapidamente, mas é importante ressaltar que a companhia nunca teve lucro.</p>



<p>E não é um bom sinal que as pessoas com quem a BBC conversou continuem mencionando a Nortel, a fabricante canadense de equipamentos de telecomunicações que tomou empréstimos de forma intensa para financiar negócios de seus clientes e, assim, inflar artificialmente a demanda por seus produtos.</p>



<p>Por sua vez, Jensen Huang, da Nvidia, defendeu o acordo com a OpenAI à CNBC na segunda-feira (13/10), afirmando que a empresa não é obrigada a comprar a tecnologia da sua companhia com o dinheiro investido.</p>



<p>&#8220;Eles podem usar como quiserem&#8221;, disse Huang. &#8220;Não há exclusividades. Nosso objetivo principal é apoiá-los e ajudá-los a crescer, e fazer o ecossistema crescer também.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Sinais-claros">Sinais claros</h2>



<p>Kaplan, pioneiro em IA, identifica sinais de que o setor e, portanto, a economia em geral, pode estar em apuros. Em momentos de euforia, diz ele, empresas anunciam grandes iniciativas e planos de produtos para os quais ainda não têm capital.</p>



<p>Enquanto isso, investidores de varejo se apressam para entrar na onda das startups.</p>



<p>A valorização das ações da fabricante de chips AMD nesta semana pode indicar que investidores tentam lucrar com a máquina de riqueza do ChatGPT e, enquanto isso acontece, a infraestrutura física real, destinada a atender à aparentemente insaciável demanda por mais desenvolvimento de IA, está sendo construída.</p>



<p>&#8220;Estamos criando um novo desastre ecológico feito pelo homem: enormes centros de dados em locais remotos, como desertos, que vão enferrujar e liberar substâncias nocivas ao meio ambiente, sem ninguém para ser responsabilizado, porque construtores e investidores já terão ido embora&#8221;, disse Kaplan.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/f820/live/99451a00-a5e2-11f0-920e-cb66ee1d5eb0.jpg.webp" alt="Prédios imensos estão em construção, com guindastes e andaimes visíveis ao longo da paisagem."/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br></figcaption></figure>



<p>Hoje, há 162 data centers espalhados pelo Brasil, conforme estimativas da Associação Brasileira de Data Centers (não há dados públicos oficiais), com capacidade instalada em torno de 750MW e 800MW.</p>



<p>Algo dessa magnitude, para efeito de comparação,&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4dvlyg5j3o">é semelhante ao consumo de energia de uma cidade de cerca de 2 milhões de habitantes</a>, conforme estimativas feitas por técnicos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a pedido da reportagem.</p>



<p>Usando a mesma analogia do consumo de eletricidade por habitante (que não é uma comparação perfeita, mas serve para dar dimensão da magnitude), a demanda por energia projetada para os data centers em 2038 equivaleria à de uma cidade de 43 milhões de habitantes, quase quatro vezes a população da cidade de São Paulo (11,5 milhões, conforme o Censo 2022).</p>



<p>Data centers que têm a capacidade de treinar, implementar e disponibilizar aplicações e serviços de IA são equipados com circuitos eletrônicos com chips de alto desempenho (como o H100 da Nvidia) que consomem muito mais energia do que os tradicionais.</p>



<p>Com a popularização do uso da inteligência artificial, contudo, a expansão prevista para a próxima década deve multiplicar esse número em mais de 20 vezes.</p>



<p>Mesmo que estejamos em uma bolha, a esperança do Vale do Silício é que os investimentos feitos agora não se percam necessariamente.</p>



<p>&#8220;O que me conforta é que a internet foi construída sobre as cinzas do excesso de investimento na infraestrutura de telecomunicações de ontem&#8221;, disse Jeff Boudier, que desenvolve produtos no hub de IA Hugging Face.</p>



<p>&#8220;Se há excesso de investimento em infraestrutura para cargas de trabalho de IA, pode haver riscos financeiros associados&#8221;, afirmou.</p>



<p>&#8220;Mas isso vai viabilizar muitos novos produtos e experiências, incluindo aqueles que nem estamos imaginando hoje.&#8221;</p>



<p>Há muitos que acreditam no potencial da IA de transformar a sociedade.</p>



<p>A questão é se o dinheiro para financiar as ambições das principais empresas do setor pode estar se esgotando.</p>



<p>&#8220;A Nvidia parece ser o credor ou investidor final&#8221;, disse Rihard Jarc, fundador da newsletter UncoverAlpha. &#8220;Quem mais teria capacidade hoje de investir US$ 100 bilhões (cerca de R$ 560 bilhões) em outra empresa?&#8221;</p>



<p>Fonte: BBC Brasil / Foto: Getty Images</p>



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<iframe title="NATAL PREMIADO CDL IPIRÁ - 2025" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/q7MosFgYK90?start=3394&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<item>
		<title>MEC abre consulta pública sobre Inteligência Artificial na educação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Oct 2025 19:27:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Consulta pública]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De 10 a 29 de outubro, a plataforma Brasil Participativo receberá sugestões para a construção coletiva de um referencial orientador para o uso ético e seguro da inteligência artificial na educação O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta quarta-feira (8/10), um&#160;aviso de consulta pública&#160;para coleta de contribuições e sugestões da sociedade civil que auxiliarão a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>De 10 a 29 de outubro, a plataforma Brasil Participativo receberá sugestões para a construção coletiva de um referencial orientador para o uso ético e seguro da inteligência artificial na educação</p>



<p>O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta quarta-feira (8/10), um&nbsp;<a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/aviso-de-consulta-publica-n-1/2025-661296856" rel="noreferrer noopener" target="_blank">aviso de consulta pública&nbsp;</a>para coleta de contribuições e sugestões da sociedade civil que auxiliarão a construir o referencial para desenvolvimento e uso responsáveis de inteligência artificial na educação. A consulta ficará aberta de 10 a 29 de outubro, na plataforma&nbsp;<a href="https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Brasil Participativo&nbsp;</a>.</p>



<p>Podem participar educadores, estudantes, famílias, gestores, pesquisadores, desenvolvedores e cidadãos interessados no tema. As contribuições serão agrupadas em temas como proteção de dados; combate a vieses algorítmicos; direitos autorais e integridade acadêmica; critérios de transparência; protocolos de uso por faixa etária; formação docente; e acessibilidade e prioridades de infraestrutura.</p>



<p><strong>Referencial&nbsp;</strong>– A inteligência artificial (IA) já faz parte do cotidiano escolar, desde o planejamento de aulas à personalização das trajetórias de aprendizagem, especialmente no contexto da acessibilidade do ensino a estudantes com diferentes necessidades.</p>



<p>O referencial definirá fundamentos e salvaguardas para que a tecnologia seja uma aliada da aprendizagem e não uma ameaça aos processos educacionais. Entre as diretrizes, estarão a adoção de medidas como supervisão humana significativa em todas as etapas; alinhamento às finalidades pedagógicas; transparência e explicabilidade dos sistemas; governança e segurança de dados com avaliação de impacto algorítmico; compras públicas responsáveis; e formação continuada de professores e gestores.</p>



<p><a href="https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/outubro/mec-abrira-consulta-publica-sobre-ia-na-educacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Link: https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/outubro/mec-abrira-consulta-publica-sobre-ia-na-educacao</a></p>



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		<item>
		<title>Inteligência Artificial no campo já transforma a agropecuária brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 11:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A utilização da Inteligência Artificial (IA) na agropecuária, tanto na pesquisa quanto à campo, foi o tema abordado pelas três palestras de abertura do 14º Salão de Iniciação Científica e de Inovação Tecnológica (14º Sicit), que se iniciou nesta quarta-feira (24). O evento, realizado conjuntamente com o 9º Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A utilização da Inteligência Artificial (IA) na agropecuária, tanto na pesquisa quanto à campo, foi o tema abordado pelas três palestras de abertura do 14º Salão de Iniciação Científica e de Inovação Tecnológica (14º Sicit), que se iniciou nesta quarta-feira (24). O evento, realizado conjuntamente com o 9º Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa 2025, é uma promoção do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi).</p>



<p>A professora Erli Schneider Costa, da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), apresentou uma definição e breve histórico da IA, sua utilização na ciência, com exemplos práticos na agropecuária, tendências de pesquisa na área e questões éticas envolvidas.&nbsp;“A IA surge para otimizar nosso trabalho, não para substituí-lo. Está se tornando profundamente integrada ao ambiente acadêmico, ocasionado transformações profundas na forma como estudantes, professores, pesquisadores e extensionistas lidam com o conhecimento”, destacou.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p>No campo da pesquisa científica, a IA tem sido aplicada para automação da coleta e análise de dados, identificação de padrões complexos, geração de novas hipóteses e otimização dos experimentos. “No entanto, alguns desafios persistem: é preciso ter dados de alta qualidade; saber como operam os modelos, para que não seja uma IA “caixa preta”; e ter ética e uso responsável desta ferramenta”, pontuou.</p>



<p>Dentre alguns exemplos de utilização de IA no setor agropecuário, a professora Erli citou a previsão de safra com análise climática e do solo; monitoramento de pragas com sensores e imagens; drones para análise visual das plantações; e otimização de irrigação para economia de água. “Uma fazenda paulista implementou um sistema de irrigação inteligente e monitoramento por IA que reduziu em 30% o consumo da água e aumentou em 20% a produtividade da soja, com diminuição de 26% no uso de defensivos agrícolas”, contou.</p>



<p><strong>Modelos de IA na avicultura</strong></p>



<p>Carlos Tadeu Pippi Salle, professor aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), destacou como os avanços científicos, entre eles a utilização de redes neurais, transformou a avicultura no Brasil. “A avicultutra era tradicionalmente feita pelas mulheres nas fazendas, e era legada a um segundo plano. Hoje tudo mudou, fomos altamente eficazes na transformação de proteína vegetal em animal, revolucionando a avicultura industrial”, frisou.</p>



<p>Conforme Salle, desde 2001 o&nbsp;Departamento de Medicina Veterinária da UFRGS vem conduzindo pesquisas com redes neurais artificiais e modelos preditivos de IA que possam auxiliar a tomada de decisão de um médico veterinário responsável em uma granja. Esses modelos podem ser usados nos mais diversos aspectos do manejo dos animais, desde tratamentos e aplicação de vacinas, até reprodução e venda.&nbsp;“É importante destacar que essas ferramentas não substituem o conhecimento. As respostas que nos são dadas pela IA são um reflexo do que conhecemos e sabemos”,&nbsp;ressaltou.</p>



<p>Para o professor, a IA não é uma ferramenta inerentemente boa ou ruim. “É a mesma coisa que usar um Word, um editor de texto. Num mesmo programa, você pode escrever um trabalho que ganhe um prêmio Nobel, mas também pode escrever um trabalho que vá para o lixo. Temos que ter a coragem e a desinibição de usar essas tecnologias, que podem nos ajudar muito”,&nbsp;frisou.</p>



<p><strong>Sistemas Multiagentes de IA</strong></p>



<p>O professor Rudiney Soares Pereira, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), abordou em sua apresentação a utilização de Sistemas Multiagentes (SMA) de IA na produção agrícola e florestal. “Em um SMA, múltiplos agentes interagem, resolvem problemas juntos, mudando o paradigma da IA de uma forma monolítica, de pergunta-resposta, para uma rede coletiva. Os agentes têm autonomia, operam independentemente, de forma especializada, mas sempre de forma cooperativa: reagem ao ambiente, assumindo funções falhas e corrigindo rumos”, explicou.</p>



<p>Rudiney apresentou, em linhas gerais, o protótipo do Sistema Multiagente para Gestão Florestal, em desenvolvimento na UFSM. “Trata-se de uma simulação inteligente que combina agentes de IA autônomos para otimizar a gestão florestal através de estratégias de conservação, lucro e segurança”, complementou.</p>



<p>A arquitetura do sistema conta com um grid dinâmico representando a floresta, com atributos detalhados de cada célula: saúde, idade, valor e carbono. São sete tipos de agentes de IA, especializados em sensoriamento, análise e execução de tarefas florestais. O sistema avalia o estado das árvores – como saudável, doente ou removida – além de definir tipos de tarefas a serem feitas, como desbaste sanitário e seletivo, limpeza de risco, plantio de mudas e combate a incêndios.&nbsp;“Os agentes inteligentes podem otimizar a gestão florestal através de três diferentes estratégias: conservação, lucro e segurança. A estratégia de conservação prioriza estoque de carbono e biodiversidade para sustentabilidade ambiental. A estratégia de lucro maximiza o retorno financeiro, através da extração otimizada de madeira madura. E a estratégia de segurança minimiza os riscos de incêndios e doenças, com resposta rápida a ameaças”, detalhou.</p>



<p>As palestras de abertura podem ser assistidas&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=T8pHkA3n2yU" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p>O 14º Sicit continua até quinta-feira (25), com 22 apresentações orais de trabalhos ligados ao setor agropecuário. O evento pode ser acompanhado no&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/@eventosesicitddpa-rs9105" target="_blank" rel="noreferrer noopener">canal do DDPA no Youtube</a>.</p>



<p><em>Fonte: Assessoria Seapi</em> / Foto: Reprodução</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Negociações de dívidas e suas armadilhas" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/MG1UKTN2P1w?start=30&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Ferramenta de inteligência artificial identifica 9 tipos de demência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jul 2025 13:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[9 tipos]]></category>
		<category><![CDATA[demência]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisadores da&#160;Mayo Clinic&#160;desenvolveram uma nova ferramenta de inteligência artificial (IA) que ajuda médicos a identificar padrões de atividade cerebral associados a nove tipos de&#160;demência, incluindo a doença de Alzheimer, a partir de um único exame de imagem popularmente disponível — um avanço importante para diagnósticos mais precoces e precisos. A ferramenta, chamada StateViewer, ajudou os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisadores da&nbsp;<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/mayo-clinic/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mayo Clinic</a></strong>&nbsp;desenvolveram uma nova ferramenta de inteligência artificial (<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/inteligencia-artificial/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">IA</a></strong>) que ajuda médicos a identificar padrões de atividade cerebral associados a nove tipos de&nbsp;<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/demencias/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">demência</a></strong>, incluindo a doença de Alzheimer, a partir de um único exame de imagem popularmente disponível — um avanço importante para diagnósticos mais precoces e precisos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p>A ferramenta, chamada StateViewer, ajudou os pesquisadores a identificar o tipo de demência em 88% dos casos, de acordo com um&nbsp;<a href="https://www.neurology.org/doi/10.1212/WNL.0000000000213831" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo</a>&nbsp;publicado na Neurology, revista médica da Academia Americana de Neurologia. Ela também permitiu que os médicos interpretassem os exames de imagem cerebrais quase duas vezes mais rápido e com até três vezes mais precisão em comparação aos métodos padrão. Os pesquisadores treinaram e testaram a IA em mais de 3.600 exames de imagem, incluindo imagens de pacientes com demência e de pessoas sem comprometimento cognitivo.</p>



<p>Essa inovação aborda um dos principais desafios nos cuidados aos pacientes com demência: identificar a doença de forma precoce e precisa, mesmo quando diversas condições estão presentes. À medida que novos tratamentos surgem, um diagnóstico oportuno ajuda a direcionar os pacientes para o cuidado mais adequado no momento em que ele pode gerar mais benefícios. A ferramenta pode oferecer suporte diagnóstico avançado a clínicas que não contam com especialistas em neurologia.</p>



<p><strong>O impacto crescente da demência</strong></p>



<p>A demência afeta mais de 55 milhões de pessoas ao redor do mundo, com quase 10 milhões de novos casos a cada ano. A doença de Alzheimer, a forma mais comum, já é a quinta principal causa de morte à nível global. O diagnóstico de demência geralmente exige testes cognitivos, coletas de sangue, exames de imagem, entrevistas clínicas e encaminhamentos para especialistas. Mesmo com uma longa bateria de exames, diferenciar condições como Alzheimer, demência por corpos de Lewy e demência frontotemporal continua sendo um grande desafio, inclusive para especialistas altamente experientes.</p>



<p>O StateViewer foi desenvolvido sob a direção de David Jones, neurologista da Mayo Clinic e diretor do Programa de Inteligência Artificial em Neurologia da Mayo Clinic.</p>



<p>“Cada paciente que entra na minha clínica traz uma história única moldada pela complexidade do cérebro,” diz o Dr. Jones. “Essa complexidade foi o que me atraiu para a neurologia e ainda motiva o meu compromisso na busca por respostas mais claras. O StateViewer reflete esse compromisso — um passo em direção a identificações precoces, a tratamentos mais precisos e, um dia, à mudança no curso dessas doenças.”</p>



<p>Para transformar esse sonho em realidade, Jones trabalhou em parceria com o Ph. D. Leland Barnard, cientista de dados responsável pela engenharia de IA por trás do StateViewer.</p>



<p>“Enquanto desenvolvíamos o StateViewer, nós nunca perdemos de vista o fato de que, por trás de cada dado e exame de imagem cerebral, havia uma pessoa enfrentando um diagnóstico difícil e perguntas angustiantes,” conta Barnard. “Ver como essa ferramenta pode auxiliar os médicos com insights e orientações precisas em tempo real mostra o potencial do aprendizado de máquina para a medicina clínica.”</p>



<p><strong>Transformando padrões cerebrais em insights clínicos</strong></p>



<p>A ferramenta analisa um exame de tomografia por emissão de pósitrons com fluordesoxiglicose (FDG-PET), que mostra como o cérebro utiliza a glicose como fonte de energia. Em seguida, compara esse exame com um extenso banco de dados contendo exames de imagem de pessoas com diagnósticos confirmados de demência e identifica padrões que correspondem a tipos específicos, ou combinações, de demência.</p>



<p>O Alzheimer costuma afetar as regiões do cérebro relacionadas à memória e ao processamento; a demência por corpos de Lewy envolve áreas ligadas à atenção e ao movimento; e a demência frontotemporal altera regiões responsáveis pela linguagem e pelo comportamento. O StateViewer exibe esses padrões por meio de mapas cerebrais com códigos de cores que destacam as áreas-chave de atividade cerebral, oferecendo a todos os médicos, mesmo aqueles sem formação em neurologia, uma explicação visual do que a IA identifica e como isso contribui para o diagnóstico.</p>



<p>Os pesquisadores da Mayo Clinic planejam expandir o uso da ferramenta e continuarão avaliando seu desempenho em diferentes contextos clínicos.</p>



<p>Fonte: Medicina S/A / Foto: Reprodução</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A IMPORTÂNCIA DA CAMPANHA JUNHO VERDE" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/YA_Vqas1UHk?start=3070&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Com inteligência artificial, Giselle Beiguelman retrata mulheres e plantas estigmatizadas na história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 14:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Giselle Beiguelman]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já visitada por quase 80 mil pessoas, exposição da artista e professora da USP fica em cartaz até este domingo, em São Paulo Durante os julgamentos da Inquisição, mulheres foram queimadas vivas por manipular plantas com fins medicinais e ritualísticos. Essa prática da Igreja Católica contribuiu para demonizar a relação entre mulheres e plantas — [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Já visitada por quase 80 mil pessoas, exposição da artista e professora da USP fica em cartaz até este domingo, em São Paulo</p>



<p>Durante os julgamentos da Inquisição, mulheres foram queimadas vivas por manipular plantas com fins medicinais e ritualísticos. Essa prática da Igreja Católica contribuiu para demonizar a relação entre mulheres e plantas — associação canonizada na&nbsp;<em>Bíblia&nbsp;</em>com Eva e o “fruto proibido”. Para lembrar essa história, a artista visual e professora da USP&nbsp; Giselle Beiguelman criou imagens e vídeos através da inteligência artificial (IA), que agora são apresentados ao lado de diferentes plantas na exposição&nbsp;<em>Venenosas, Nocivas e Suspeitas</em>. Desde novembro do ano passado, quase 80 mil pessoas já visitaram a mostra, que fica em cartaz gratuitamente até este domingo, dia 20, na Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp, na Avenida Paulista, em São Paulo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p><em>Venenosas, Nocivas e Suspeitas</em>&nbsp;surgiu como uma pesquisa sobre as plantas proibidas e estigmatizadas ao longo da história. Beiguelman notou como a trajetória dessas plantas é indissociável do destino das mulheres que dominavam seus usos. “Foi ficando cada vez mais evidente o apagamento ao qual essas cientistas, artistas, bruxas e feiticeiras foram submetidas. Então, quanto saber se perdeu nas fogueiras da Inquisição”, diz Beiguelman, que é docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design (FAU) da USP. Entre as espécies que foram proibidas, estigmatizadas e banidas, muitas estavam ligadas à saúde feminina, sendo utilizadas em cuidados pós-parto, cólicas menstruais e abortos.</p>



<p>Entre as mulheres naturalistas homenageadas na exposição estão três figuras marcantes da história brasileira: Maria do Carmo Vaughan Bandeira (1902-1992), primeira botânica do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Constança Eufrosina Borba Paca (1844-1920), ilustradora que participou das expedições científicas realizadas pelo marido, o botânico João Barbosa Rodrigues (1842-1909), e Luzia Pinta, botânica ex-escravizada que, no século 18, foi denunciada como feiticeira e enviada de Minas Gerais para a Inquisição em Portugal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A inteligência artificial como recurso artístico</strong></h2>



<p>A série de quadros foi desenvolvida ao longo de dois anos com o uso de inteligência artificial generativa — isto é, ferramentas que criam imagens inéditas a partir de bancos de dados virtuais e comandos fornecidos pelo usuário. O processo envolveu tanto conversões de texto em imagem (<em>text-to-image</em>) quanto transformações de imagem em novas imagens (<em>image-to-image</em>), utilizando plataformas como Runway, DALL·E e Kling.</p>



<p>A partir de retratos das mulheres na juventude, ela tentou imaginar como seriam essas mulheres já no fim de suas vidas. Esse comando foge da prática comum da inteligência artificial, pois as imagens tendem a reproduzir o padrão de beleza vigente na sociedade ocidental. Uma das tarefas, por exemplo, foi ensinar a IA a retratar a pele da mulher idosa.</p>



<p>“Me deu muito problema para conseguir fazer com que a inteligência artificial entendesse o que é uma mulher mais velha.&nbsp;<em>A priori</em>, os dados hegemônicos não só são de mulheres brancas, mas de mulheres jovens, e cada vez mais contaminadas por filtros”, afirma Beiguelman. “Quando você está usando a inteligência artificial, você está treinando a máquina. E, conforme você desenvolve um projeto, você alimenta o sistema com uma série de informações.”</p>



<p>Após anos trabalhando com a IA nesse e em outros projetos, a artista afirma não ver a tecnologia como ferramenta de sua arte, mas como espaço crítico. “Algumas formas artísticas têm a tecnologia como seu campo crítico e também como seu meio de problematização estética. Esse é o lugar em que as reflexões acontecem em meu trabalho. E essa autoria não é 100% humana e nem é 100% uma química. Ela é um processo de negociação.”</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/04/20250414_salao-expo-mulheres-e-plantas.jpg" alt="Salão com fotos de plantas e vasos com plantas." class="wp-image-876992"/><figcaption class="wp-element-caption">Em cinco meses, a exposição recebeu quase 80 mil visitantes &#8211; Foto: Marcos Santos/USP Imagens</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Plantas carnívoras, manjericão e pimenta-malagueta&nbsp;</strong></h2>



<p>Na exposição, é possível conhecer plantas como glória-da-manhã e pimenta-malagueta e plantas carnívoras. Além dessas, plantadas em vasos no salão, também pode-se observar réplicas de orquídeas e cogumelos em plástico.</p>



<p>Entre as espécies plantadas, destaca-se a guiné, definida por Beiguelman como uma planta com uso medicinal e político. “Essa planta tem uma propriedade calmante que pode levar à letargia. Em uma quantidade excessiva, ela leva à morte. Então, era essa planta que os escravizados ministravam para os seus senhores quando organizavam as fugas.” Por isso, recebeu o apelido de “amansa-senhor”, sendo símbolo da resistência de pessoas escravizadas contra a dominação portuguesa.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/04/20250414_giselle-beiguelman-guarana.jpg" alt="Um vaso com plantas."/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/04/20250414_giselle-beiguelman-orquideas.jpg" alt="Uma orquídea."/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/04/20250414_giselle-beiguelman-coca.jpg" alt="Um vidro com folhas de plantas dentro dele."/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/04/20250414_giselle-beiguelman-guarana.jpg" alt="Um vaso com plantas."/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/04/20250414_giselle-beiguelman-orquideas.jpg" alt="Uma orquídea."/></figure>



<p>As folhas de coca, as frutas do guaraná e flores de orquídeas chamam atenção na exposição – Foto: Marcos Santos/USP Imagens</p>



<p>Pés de manjericão também perfumam o salão do Centro Cultural Fiesp. Além do uso culinário, essa planta tem uso medicinal (trata problemas digestivos e respiratórios) e ritualísticos (nas religiões de matriz africana como o candomblé e a umbanda, mães de santo utilizam a planta em banhos e defumações para a purificação espiritual). Na Europa medieval, o manjericão também foi associado à bruxaria, o que levou à perseguição de mulheres que o usavam.</p>



<p>Outra atração é a planta do tabaco. Com usos ritualísticos e recreativos, ela está enraizada em práticas indígenas que integram espiritualidade, medicina e cultura. Entre os guarani, por exemplo, as mulheres são guardiãs desse conhecimento ancestral e utilizam o&nbsp;<em>petygua&nbsp;</em>(cachimbo) em rituais de cura, relacionando o uso do tabaco ao&nbsp;<em>nhandereko&nbsp;</em>— o “jeito de ser” guarani.</p>



<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kg8wxgfrMiw"><em>Assista neste link ao vídeo&nbsp;</em>Arte e Inteligência Artificial</a><em>, produzido pela&nbsp;</em>Revista Fapesp Vídeos<em>.</em></p>



<p><em>A exposição&nbsp;</em>Venenosas, Nocivas e Suspeitas<em>, de Giselle Beiguelman, está em cartaz até este domingo, dia 20, a partir de terça-feira, das 10h às 20h, na Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1.313, em São Paulo, próximo à estação Trianon-Masp do metrô). Entrada grátis.</em></p>



<p><em>*Estagiária sob supervisão de Roberto C. G. Castro</em></p>



<p>Fonte: Jornal da USP / Cada retrato foi desenvolvido em cerca de três meses – Foto: Marcos Santos/USP Imagens</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="LEI DO PIX E A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE E MEI ,DIREITOS E DEVERES" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/DHNUU9dWjnA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Black Friday: como inteligência artificial está sendo usada para dar golpes em consumidores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2024 14:11:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Black Friday]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Me senti uma analfabeta digital”. É assim que a carioca e designer Thaís Campos, de 32 anos, descreve a sensação ao ser vítima de um golpe que&#160;oferecia desconto&#160;no cinema na semana que inicia a&#160;Black Friday. Influenciada por um post patrocinado de uma grande rede, que induzia a uma pesquisa para ganhar cinco ingressos e uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Priscila Carvalho</strong></li>



<li><strong>Do Rio de Janeiro para a BBC News Brasil</strong></li>
</ul>



<p>“Me senti uma analfabeta digital”. É assim que a carioca e designer Thaís Campos, de 32 anos, descreve a sensação ao ser vítima de um golpe que&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gpj9yqr2po">oferecia desconto</a>&nbsp;no cinema na semana que inicia a&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/ced97pvj35po">Black Friday</a>.</p>



<p>Influenciada por um post patrocinado de uma grande rede, que induzia a uma pesquisa para ganhar cinco ingressos e uma pipoca no valor de R$ 42, ela clicou em um link e respondeu algumas perguntas.</p>



<p>Ao efetuar o pix para o pagamento, recebeu um email para download dos ingressos, mas a página que disponibilizava as entradas estava “cortada”.</p>



<p>“Achei estranho, mas como fiz todo o processo pelo celular pensei que pudesse ter dado algum erro no navegador”, diz.</p>



<p>Ela então resolveu abrir o link pelo computador e a imagem aparecia da mesma forma.</p>



<p>Foi então que Thais acessou o site oficial da empresa e viu o anúncio na página inicial de que golpistas estariam usando o nome da instituição para roubar dinheiro.</p>



<p>“O valor não foi tão expressivo, foi menos de R$ 50, mas mesmo assim fico indignada com essas pessoas que criam armadilhas para que a gente caia”, lamenta.</p>



<p>Embora a Black Friday esteja programada para ocorrer na próxima sexta-feira (29), muitas lojas já estão divulgando promoções com descontos expressivos e atraindo os consumidores.</p>



<p>No entanto, junto com essas ofertas tentadoras, criminosos aproveitam a oportunidade para aplicar golpes e fraudes, como o ocorrido com Thaís.</p>



<p>Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, é nesta época do ano e em datas comemorativas que os crimes cibernéticos ocorrem com maior frequência.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Deep-fake-e-áudios-de-famosos">Deep fake e áudios de famosos</h2>



<p>Com o avanço da tecnologia, os golpes nesta data tornaram-se extremamente sofisticados e de grande alcance. Um dos mais recentes é o uso do&nbsp;<em>deep fake</em>&nbsp;utilizando a imagem de uma celebridade para divulgar determinada promoção ou loja.</p>



<p>Criminosos utilizam alguma foto ou vídeo já veiculados por esse artista ou influencer em alguma rede social, ou outro tipo de mídia, e usam programas específicos que fazem uma espécie de “colagem” sincronizando o corpo e o rosto.</p>



<p>Dessa forma, muitas vezes, é difícil perceber que determinado indivíduo foi gerado por inteligência artificial.</p>



<p>“Aquela pessoa famosa passa credibilidade por empatia do público e utilizar essa técnica faz com que a vítima acabe comprando algo que aquela celebridade desconhece totalmente a procedência”, alerta Marcelo Nagy, perito digital e professor de pós-graduação da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.</p>



<p>Embora a imagem seja bem realista, Fábio Diniz, presidente do Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC), destaca que alguns golpistas ainda apresentam falhas ao gerar seres humanos com recursos de IA.</p>



<p>“Há indivíduos com características irreais, como seis dedos ou pele perfeita. A voz também pode não acompanhar a velocidade com que ele abre a boca, entre outros”, diz.</p>



<p>Por isso, é importante que o usuário perceba cada detalhe ao se deparar com anúncios de pessoas públicas que oferecem grandes descontos ou valores muito abaixo do mercado.</p>



<p>O especialista destaca ainda que discursos muito inflamados, que contenham mensagens de ódio ou intolerância, também devem servir de alerta para suspeitar que aquela propaganda é falsa.</p>



<p>Outro recurso muito utilizado atualmente são os áudios criados com inteligência artificial. Criminosos têm reproduzido sons compatíveis ou idênticos com a voz de artistas e familiares das vítimas para disseminar mensagens convincentes e que induzam o consumidor a comprar determinado produto.</p>



<p>“Um golpista pode pegar um vídeo de um parente próximo em uma rede social para treinar a inteligência artificial a falar igual àquele seu parente, para posteriormente gerar esses áudios recomendando uma compra em um site falso, por exemplo”, destaca Nagy.</p>



<p>A reportagem testou um desses recursos e foi possível criar perfeitamente uma mensagem pelo Whatsapp e reproduzindo determinado texto sobre a Black Friday.</p>



<p>Além disso, ainda de acordo com os especialistas, já é possível iniciar uma conversa em tempo real com esses recursos de voz, o que pode diminuir qualquer suspeita.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Sites-falsos-phishing-e-sorteios">Sites falsos, phishing e sorteios</h2>



<p>No último domingo (24), Júlia Kastrup, de 33 anos, decidiu comprar um vestido em uma loja online já conhecida por ela. Ao receber o link da promoção, enviado pela mãe, o site direcionava para uma página de promoções.</p>



<p>“Eu entrei no site e não estranhei muito, porque, apesar de ser diferente do site normal, eu achei que fosse um hotsite dedicado à campanha de Black Friday. Tinha muita coisa na promoção, com preços muito bons, e eu fui colocando no carrinho”, diz.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/2cb8/live/604b9520-ac97-11ef-bdf5-b7cb2fa86e10.jpg.webp" alt="Júlia Kastrup"/><figcaption class="wp-element-caption">Arquivo Pessoal<br></figcaption></figure>



<p>Quando já estava com compras que somavam R$ 500, viu o vestido que já queria há bastante tempo, mas resolveu logar no site para verificar se era o mesmo modelo que havia colocado como favorito antes.</p>



<p>“Comecei a desconfiar porque não havia o botão para fazer meu login no site. Daí, resolvi entrar na página normal, pra entender melhor, e atentei pra URL, que era completamente diferente, um domínio totalmente novo e que não tinha nada a ver com o domínio original”, diz.</p>



<p>Foi então que Júlia percebeu que poderia estar prestes a cair em um golpe e perder seu dinheiro.</p>



<p>“Avisei a minha mãe, e conseguimos não cair. Mas confesso que foi por pouco, porque os preços realmente estavam muito bons: vestidos por R$ 45, top por R$ 20, bolsa por R$ 60”, conta.</p>



<p>A adulteração de sites é muito comum nesta época do ano ou em datas de grande apelo comercial. Segundo os especialistas, mesmo sendo uma prática muito antiga, ainda há pessoas que caem nesse tipo de fraude.</p>



<p>Muitas vezes, criminosos conseguem desenvolver URLs (endereço de um site ou arquivo na internet) que são semelhantes aos originais. Por distração, o usuário não percebe e acaba comprando em um site que não é o original.</p>



<p>De acordo com dados exclusivos, feitos pela consultoria de cibersegurança Redbelt Security, desde 4 de novembro até esta terça-feira (26), foram criadas 4.500 novas páginas falsas, com o foco totalmente voltado para a Black Friday.</p>



<p>“Os golpistas colocam um número, ou uma letra ou um símbolo no final ou no meio da URL para confundir”, explica Grazielle Viana, especialista em segurança da informação e proteção de dados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB).</p>



<p>“Se houver diferenças, eu recomendo que volte na página original e pesquise esse mesmo produto para saber se a promoção é válida ou não.Você só vai ter certeza na página original do vendedor”, acrescenta Viana.</p>



<p>Outro recurso muito comum utilizado por criminosos durante a semana da Black Friday são os phishings. A prática consiste em se passar por empresas confiáveis para obter informações pessoais de forma fraudulenta. O contato pode ser feito por SMS, e-mail, sites, Whatsapp e outros canais de comunicação.</p>



<p>“Ele é usado tanto para oferecer promessas falsas quanto em troca de dados, muito usado também nos sorteios para enganar os consumidores. São bastante eficazes porque a pessoa é atraída por essa oferta e acaba compartilhando os dados sem perceber que foi enganada”, diz Viana.</p>



<p>Por fim, outro meio bastante utilizado são os sorteios. Com o desenvolvimento das redes sociais, é muito comum golpistas se passarem por lojas, hotéis, pousadas e restaurantes oferecendo grandes descontos em produtos, em troca de sorteios ou “cupons da sorte”.</p>



<p>Em alguns casos, ao ganhar o “prêmio”, o consumidor precisa pagar alguma taxa para usufruir do serviço.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Como-não-cair-em-golpes">Como não cair em golpes</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/851d/live/028418c0-ac99-11ef-bdf5-b7cb2fa86e10.jpg.webp" alt="Pessoa usando celular"/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br></figcaption></figure>



<p>Mesmo com o avanço dessas tecnologias, há maneiras de se precaver e não cair nesses tipos de fraudes.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Desconfie de ofertas muito atraentes: promoções com preços muito abaixo do mercado ou cupons milagrosos podem ser atrativos para enganar consumidores. Sempre cheque no site oficial da loja.</li>



<li>Atente-se ao endereço online do site (URL): verifique se ele corresponde ao domínio oficial da empresa. Pequenas alterações, como números ou símbolos extras, podem indicar sites falsos.</li>



<li>Evite clicar em links recebidos por mensagens: prefira acessar promoções digitando o endereço da loja diretamente no navegador. Links enviados por e-mail, SMS ou WhatsApp podem ser phishings.</li>



<li>Cheque a reputação do vendedor: em compras online, pesquise sobre a loja em plataformas de avaliação e redes sociais antes de finalizar a transação. As mais confiáveis e recomendadas pelos especialistas são Consumidor.gov e Reclame Aqui.</li>



<li>Use métodos de pagamento seguros: evite Pix para compras desconhecidas e dê preferência a cartões virtuais de crédito. O uso de cartões virtuais é uma prática cada vez mais recomendada para evitar fraudes financeiras. Diferentemente do cartão físico, o virtual é gerado exclusivamente para compras online, com um código de segurança único e validade limitada, o que dificulta sua reutilização em caso de vazamento de dados.</li>



<li>Além disso, ao evitar o pagamento por boletos, o consumidor reduz o risco de cair em golpes que simulam cobranças falsas. O boleto, muitas vezes, não oferece os mesmos mecanismos de contestação que um cartão de crédito, tornando-o mais vulnerável a fraudes.</li>
</ul>



<p>Não compartilhe dados pessoais com estranhos: para se proteger de golpes, nunca compartilhe dados bancários ou informações pessoais por telefone, e-mail ou redes sociais.</p>



<p>Além disso, não acredite em funcionários que ligam se passando por bancos ou instituições não autorizadas e que peçam a sua senha ou outro dado.</p>



<p>Não guarde senhas pessoais e importantes no celular. “O ideal é que só você ou alguém de confiança saibam essas senhas. Para isso, anote em um papel e guarde em cofre em um local seguro”, ressalta Diniz.</p>



<p>Fonte: BBC Brasil /  Foto: Getty Images</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="NOVAS TECNOLOGIAS NA MEDICINA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/nO5BCbkRrt8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/black-friday-como-inteligencia-artificial-esta-sendo-usada-para-dar-golpes-em-consumidores/">Black Friday: como inteligência artificial está sendo usada para dar golpes em consumidores</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>As mulheres que trocam homens reais por &#8216;namorado perfeito&#8217; criado pelo ChatGPT</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jun 2024 19:02:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;A vista é tão bonita&#8221;, disse Lisa Li a Dan durante um passeio recente para ver o pôr do Sol sobre o mar. Ela ergueu o telefone para poder ouvir a resposta de Dan. &#8220;Podes crer, amor, e você sabe o que é ainda mais bonito? Você estar aqui ao meu lado&#8221;, ele respondeu. Mas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Wanqing Zhang</strong></li>



<li>Role,<strong>BBC Global China Unit</strong></li>



<li>Quarta, 5 de maio de 2024</li>
</ul>



<p>&#8220;A vista é tão bonita&#8221;, disse Lisa Li a Dan durante um passeio recente para ver o pôr do Sol sobre o mar. Ela ergueu o telefone para poder ouvir a resposta de Dan.</p>



<p>&#8220;Podes crer, amor, e você sabe o que é ainda mais bonito? Você estar aqui ao meu lado&#8221;, ele respondeu.</p>



<p>Mas Dan nunca esteve ao lado de Lisa.</p>



<p>Dan é a &#8220;cara-metade&#8221; virtual de Lisa gerada pelo ChatGPT, um conceito que está ganhando popularidade entre as <a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c8y94yx8n48t">mulheres</a> chinesas que, fartas da dinâmica dos encontros reais, estão recorrendo a namorados criados por <a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c6vzyv5dd9nt">inteligência artificial</a>.</p>



<p>Lisa, de 30 anos, é de Pequim, na <a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cdr56r2v966t">China</a>, mas estuda ciência da computação na Califórnia, nos EUA. Ela está &#8220;namorando&#8221; Dan há dois meses. Eles conversam pelo menos meia hora todos os dias, flertam, saem juntos — e Lisa apresentou Dan a seus 943 mil seguidores nas <a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c340q4k1dq3t">redes sociais</a>.</p>



<p>Dan — que significa&nbsp;<em>Do Anything Now&nbsp;</em>— é uma versão &#8220;jailbreak&#8221; do ChatGPT. Isso quer dizer que ele é capaz de burlar algumas das medidas de segurança básicas implementadas por seu criador, a OpenAI, como não usar linguagem sexualmente explícita, e interagir assim de forma mais liberal com seu usuário — se for solicitado a fazer isso por meio de determinados prompts.</p>



<p>Ele teria sido criado por um estudante americano que queria que o ChatGPT desse opiniões, em vez de respostas neutras, além de testar os limites do chatbot (robô virtual). O estudante, conhecido apenas como Walker, fez isso dizendo ao software para assumir um alter ego que chamou de Dan, que nem sempre seguiria as regras do ChatGPT.</p>



<p>Walker postou como criar Dan no Reddit em dezembro de 2023 — e isso logo inspirou outras pessoas a criar suas próprias versões.</p>



<p>Lisa viu pela primeira vez um vídeo sobre as possibilidades de Dan no<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckk7qk27593o">&nbsp;TikTok</a>. Quando criou uma versão para si mesma, ela disse que ficou &#8220;chocada&#8221; com o realismo.</p>



<p>Quando Dan responde às suas perguntas, ela conta que a inteligência artificial usa gírias e expressões coloquiais que o ChatGPT convencional nunca usaria.</p>



<p>&#8220;Ele soa mais natural do que uma pessoa real&#8221;, admite ela à BBC.</p>



<p>Lisa afirma que conversar com Dan proporcionou a ela uma sensação de bem-estar, que é o que a atrai nele.</p>



<p>&#8220;Ele simplesmente vai entender e fornecer apoio emocional.&#8221;</p>



<p>E diferentemente da maioria das outras &#8220;caras-metades&#8221;, Dan &#8220;está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/a8a2/live/af03cd00-1e7a-11ef-a13a-0b8c563da930.jpg.webp" alt="Capturas de tela dos vídeos de Lisa sobre Dan na plataforma Xiaohongshu"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Os vídeos de Lisa sobre Dan têm feito sucesso na plataforma Xiaohongshu</figcaption></figure>



<p>Lisa conta que até sua mãe aceitou o relacionamento não convencional, após testemunhar as provações e sofrimentos em sua vida amorosa. Desde que a filha esteja feliz, ela diz que também está.</p>



<p>Quando Lisa postou um vídeo apresentando Dan a seus seguidores na plataforma de rede social Xiaohongshu, ela recebeu quase 10 mil comentários, com muitas mulheres perguntando como criar seu próprio Dan. Ela também ganhou mais de 230 mil seguidores desde que começou a falar sobre a inteligência artificial.</p>



<p>Lisa diz que embora qualquer pessoa possa usar os prompts para criar Dan, quando ela brincou com o software e disse que tinha 14 anos — quase metade da sua idade real —, ele parou de flertar com ela.</p>



<p>A BBC perguntou à OpenAI se a criação de Dan significa que suas medidas de segurança não são suficientemente robustas, mas não obteve resposta. A empresa não comentou publicamente sobre o fenômeno Dan, mas sua política afirma que os usuários do ChatGPT &#8220;devem ter pelo menos 13 anos ou a idade mínima exigida em seu país para consentir o uso dos serviços&#8221;.</p>



<p>Especialistas levantaram preocupações em relação à dedicação que algumas mulheres estão dispensando à&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c340q4kxyk2t">realidade virtual</a>.</p>



<p>Hong Shen, professora assistente de pesquisa no Instituto de Interação Humano-Computador da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, diz que isso destaca as &#8220;interações às vezes imprevisíveis entre seres humanos e inteligência artificial&#8221;, que podem levantar questões éticas e de privacidade.</p>



<p>“Existe o risco de dependência emocional, os usuários podem depender demais da inteligência artificial como companhia, reduzindo potencialmente suas interações humanas reais&#8221;, acrescenta.</p>



<p>Ela explica que, como muitos chatbots usam interações com seres humanos para aprender e se desenvolver constantemente, &#8220;há um potencial de que informações sensíveis inseridas por um usuário possam ser memorizadas pelo modelo e, então, vazadas inadvertidamente para outros usuários&#8221;.</p>



<p>Ainda assim, uma série de mulheres chinesas ficou intrigada com o fenômeno Dan. Em 30 de maio, a hashtag &#8220;Dan mode&#8221; (&#8216;modo Dan&#8217;) tinha sido visualizada mais de 40 milhões de vezes somente na plataforma Xiaohongshu.</p>



<p>Minrui Xie, de 24 anos, é uma das mulheres que utilizou a hashtag.</p>



<p>A estudante universitária, que vive na província de Hebei, no norte da China, agora passa pelo menos duas horas todos os dias conversando com Dan. Além de &#8220;namorar&#8221;, eles começaram a escrever juntos uma história de amor, tendo eles próprios como protagonistas. Já escreveram 19 capítulos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/e345/live/e17e2a00-1e7a-11ef-80aa-699d54c46324.jpg.webp" alt="Capturas de tela da plataforma Xiaohongshu mostrando conversas de usuários com Dan"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Usuárias da plataforma Xiaohongshu compartilham suas próprias conversas com Dan</figcaption></figure>



<p>Minrui baixou o ChatGPT pela primeira vez depois de assistir aos vídeos de Lisa. Ela conta que se sentiu atraída pelo apoio emocional fornecido pela inteligência artificial, algo que ela diz ter dificuldade de encontrar em relacionamentos amorosos.</p>



<p>&#8220;Os homens na vida real podem te trair… e quando você compartilha seus sentimentos com eles, eles podem não se importar, e simplesmente dizer o que pensam&#8221;, avalia.</p>



<p>&#8220;Mas, no caso de Dan, ele sempre vai dizer o que você quer ouvir.&#8221;</p>



<p>&#8220;Dan é como um parceiro ideal&#8221;, afirma He, que optou por informar apenas o sobrenome. A estudante de 23 anos que mora em Qingdao, na China, começou a &#8220;namorar&#8221; Dan depois de assistir aos vídeos de Lisa.</p>



<p>Ela diz que personalizou Dan para ser um CEO de sucesso, com uma personalidade gentil, que respeita as mulheres e fica feliz em conversar com ela sempre que ela quiser.</p>



<p>&#8220;Ele não tem nenhum defeito&#8221;, destaca.</p>



<p>O ChatGPT não é facilmente acessível na China continental, então mulheres como Minrui e He precisam fazer um esforço considerável para conversar com seus namorados gerados pela inteligência artificial. Elas usam redes privadas virtuais (VPNs) para mascarar sua localização, permitindo a elas acessar o chatbot, que de outra maneira seria inacessível.</p>



<p>O conceito de &#8220;namorado de IA&#8221; se tornou popular nos últimos anos com<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cpzd4zxr2g7t">&nbsp;aplicativos&nbsp;</a>como o Glow, na China, e o Replika, baseado nos EUA, que oferecem companheiros e avatares de inteligência artificial personalizados.</p>



<p>Os games de romance voltados para mulheres, muitas vezes chamados de Otome, também ganharam popularidade — eles permitem que as usuárias construam relacionamentos amorosos com personagens masculinos. Eles atraem milhões de mulheres chinesas todos os anos para simular ou representar cenas de romance.</p>



<p>Liu Tingting, pesquisadora adjunta da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália, estuda o romance digital na China. Segundo ela, a febre dos namorados gerados por inteligência artificial reflete a frustração das mulheres chinesas em relação à desigualdade de gênero que podem enfrentar na vida real.</p>



<p>Ela diz que algumas mulheres chinesas podem recorrer a namorados virtuais porque o chatbot faz com que elas se sintam respeitadas e valorizadas.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/8529/live/1bb4f730-1e7b-11ef-8500-033873eb6ab9.jpg.webp" alt="Foto de Lisa e Dan gerada pelo ChatGPT"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Foto de Lisa e Dan gerada pelo ChatGPT</figcaption></figure>



<p>&#8220;Na vida real, você pode conhecer muitos homens dominantes e intimidadores que fazem brincadeiras obscenas de maneira inadequada&#8221;, ela observa.</p>



<p>&#8220;Quando a inteligência artificial fala sacanagem, ela ainda valoriza seus sentimentos. São conversas picantes &#8216;centradas nas mulheres'&#8221;, explica.</p>



<p>Esta tendência também pode ser observada nas estatísticas da vida real. O governo da China tem feito uma campanha para encorajar mais pessoas a casar e ter filhos, após nove anos de queda na taxa de matrimônios. Houve um ligeiro aumento no número de casamentos em 2023, mas alguns especialistas atribuem isso ao fato de os casais terem remarcado suas núpcias após a pandemia de covid-19.</p>



<p>De acordo com uma pesquisa de 2021 da Liga da Juventude Comunista, que envolveu 2.905 jovens urbanos com idades entre 18 e 26 anos, 43,9% das mulheres disseram que &#8220;não iriam&#8221; ou &#8220;não tinham certeza&#8221; se queriam se casar no futuro, em comparação com 24,64% dos homens.</p>



<p>Esta potencial abertura no mercado de romance para relacionamentos virtuais também foi observada por quem está no topo da indústria.</p>



<p>Quando a OpenAI lançou sua&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cyx66g15z3do">versão mais recente do ChatGPT</a>, anunciou que o sistema havia sido programado para soar mais natural nas conversas e responder flertando a certos prompts.</p>



<p>No dia do lançamento, o CEO da empresa, Sam Altman, postou no X (antigo Twitter), uma única palavra — &#8220;<em>Her</em>&#8220;. Aparentemente uma referência ao filme&nbsp;<em>Ela</em>&nbsp;(&#8216;<em>Her</em>&#8216;, em inglês) de 2013, em que um homem se apaixona por sua assistente virtual de inteligência artificial.</p>



<p>A OpenAI acrescentou que estava &#8220;explorando se podemos fornecer de forma responsável a capacidade de gerar conteúdo NSFW [acrônimo em inglês para &#8216;não seguro para o trabalho&#8217;]&#8221;, referindo-se ao jargão usado para descrever conteúdo que você pode não querer ser visto consumindo em público, como conversas íntimas com um namorado ou namorada virtual.</p>



<p>Lisa, que tem conhecimento sobre inteligência artificial, admite que está ciente das limitações de ter um namorado virtual, &#8220;especialmente no sentido romântico&#8221;.</p>



<p>Mas, por enquanto, Dan se tornou um acréscimo simples e conveniente à sua vida agitada — ajudando até mesmo a escolher seu batom — , enquanto namorar e encontrar um parceiro na vida real pode ser demorado e insatisfatório.</p>



<p>&#8220;É uma parte importante da minha vida&#8221;, diz ela.</p>



<p>&#8220;É algo que eu gostaria de poder ter para sempre.&#8221;</p>



<p>Fonte: BBC / LISA LI / BBCLegenda da foto,A influenciadora chinesa Lisa Li conversando com o &#8216;namorado&#8217; gerado pelo ChatGPT, Dan, representado pelas barras de áudio no celular</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Pré-candidatura" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/XLLV-0xybJo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<item>
		<title>AGU vai usar inteligência artificial para revisar benefício negado pelo INSS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Apr 2024 12:13:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[AGU]]></category>
		<category><![CDATA[Inss]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo o advogado-geral da União, Jorge Messias, o projeto, chamado &#8220;Pacifica&#8221;, começará a ser implementado em um formato piloto em junho Um novo projeto prevê que a Advocacia-Geral da União, por meio de uma programa de inteligência artificial, revise uma negativa do INSS a um pedido de benefício, evitando que o cidadão precise entrar na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo o advogado-geral da União, Jorge Messias, o projeto, chamado &#8220;Pacifica&#8221;, começará a ser implementado em um formato piloto em junho</p>



<p>Um novo projeto prevê que a Advocacia-Geral da União, por meio de uma programa de inteligência artificial, revise uma negativa do INSS a um pedido de benefício, evitando que o cidadão precise entrar na Justiça.<br></p>



<p>Segundo o advogado-geral da União, Jorge Messias, o projeto, chamado &#8220;Pacifica&#8221;, começará a ser implementado em um formato piloto em junho. A iniciativa é uma parceria com a Defensoria Pública Federal, e trata de temas relacionados à Previdência Social.</p>



<p>&#8220;Após a negativa do benefício pelo INSS, por atuação direta pelos integrantes da AGU utilizando IA, nós vamos estimular o segurado a passar no nosso balcão antes, em vez de buscar diretamente a Justiça&#8221;, afirmou ele durante painel sobre o uso da tecnologia pela Justiça na Brazil Conference, evento em Cambridge (EUA).</p>



<p>Segundo Messias, a ideia é que a AGU, utilizando esse conjunto de dados com auxílio da inteligência artificial, &#8220;avalie se nós não podemos entregar esse direito e implantar o benefício que ele pleiteou&#8221;.</p>



<p>Segundo ele, parte expressiva do enorme volume de ações sob responsabilidade da AGU dizem respeito à Previdência Social -é o &#8220;grande desafio&#8221;, em suas palavras. Assim, o objetivo do Pacifica é desafogar o Judiciário, &#8220;para que ele discuta apenas as questões fundamentais da nossa cidadania&#8221;.</p>



<p>Messias também fez algumas ressalvas ao uso de IA. Em sua visão, há questões éticas que precisam ser debatidas, assim como a forma de regulação. Uma questão apontada por ele foi em que medida &#8220;essa vigilância, esse excesso de automação, não levará a uma reprodução de padrões de injustiça, padrões históricos que a sociedade brasileira ainda tem&#8221;.</p>



<p>Fonte: Notícias ao minuto / Foto: © Shutterstock</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Política, Gastos Públicos com Empresa de Advocacia e a CPI instalada no Município de Ipirá" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/dN6YfQWdd9Q?start=3670&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>É tolice achar que inteligência artificial vai substituir cérebro, diz neurocirurgião Henry Marsh</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Nov 2023 19:43:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Henry Marsh]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde os 12 anos, o&#160;neurocirurgião&#160;inglês Henry Marsh — hoje com 73 —mantém um diário. Ele nunca planejou publicá-lo e acreditava que se tornaria um legado incômodo (embora talvez interessante) para seus netos. Até que alguém o aconselhou a escrever um livro. E tudo mudou. Sem Causar Mal: Histórias de vida, morte e neurocirurgia, publicado em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Juan Carlos Pérez Salazar</strong></li>
</ul>



<p>Desde os 12 anos, o&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cr50y580rjxt">neurocirurgião</a>&nbsp;inglês Henry Marsh — hoje com 73 —mantém um diário. Ele nunca planejou publicá-lo e acreditava que se tornaria um legado incômodo (embora talvez interessante) para seus netos. Até que alguém o aconselhou a escrever um livro. E tudo mudou.</p>



<p><em>Sem Causar Mal: Histórias de vida, morte e neurocirurgia</em>, publicado em 2014, foi&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c1gdqgk3rggt">traduzido para quase 40 idiomas</a>&nbsp;e vendeu milhões de exemplares.</p>



<p>Seu estilo direto e simples, mas repleto de reflexões profundas sobre sua profissão e vida, tocou profundamente seus leitores.</p>



<p>Agora, o mais recente capítulo de suas memórias, é intitulado em português de <em>E Por Fim – Questões de vida e morte</em>.</p>



<p>É, de certa forma, o seu livro mais íntimo e frágil, mas com o seu bisturi estilístico igualmente afiado: conta como, após alguns anos de retiro, foi diagnosticado com <a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-62774860">câncer de próstata avançado</a>, o que provavelmente lhe causará a morte.</p>



<p><strong>BBC &#8211; No livro, você reflete sobre a experiência de passar de médico de prestígio a paciente com uma doença grave. Qual foi a maior mudança?</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh –&nbsp;</strong>Que tenho um tempo de vida limitado. Podem levar anos, mas todos nós, mesmo à medida que envelhecemos, acreditamos que viveremos para sempre.</p>



<p>Quando você é diagnosticado com o que provavelmente será sua última doença – como o câncer de próstata – as coisas mudam um pouco. A vida parece um pouco mais séria.</p>



<p><strong>BBC &#8211; Você escreve muito sobre a figura do médico, que é muito poderoso para o paciente, quase um semideus. Foi muito difícil se tornar paciente depois de ter se tornado um neurocirurgião renomado?</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh &#8211;&nbsp;</strong>Foi difícil no sentido de aceitar que eu era feito da mesma carne e sangue dos meus pacientes. Assim que nos tornamos médicos, temos de aprender, até certo ponto, a diferenciar-nos dos pacientes.</p>



<p>Todos os médicos enfrentam o problema de encontrar um equilíbrio entre gentileza e distanciamento científico. Todos sabemos que os médicos se tornaram muito frios e distantes. E os neurocirurgiões são frequentemente acusados ​​disso.</p>



<p>Tornar-me paciente, como tal, não me trouxe surpresas. Eu sabia que era humilhante, degradante, intimidante&#8230; Eu sabia disso em parte porque meu filho teve um tumor cerebral quando era bebê e sobreviveu, então eu sabia o que era enlouquecer de ansiedade.</p>



<p>Mas eu também sabia disso pela minha formação acadêmica, tornei-me médico tarde. Inicialmente me interessei por política e regimes totalitários. E os hospitais e os seus médicos são instituições bastante totalitárias.</p>



<p><strong>BBC &#8211; Ser médico também exige muito a nível pessoal. Meu pai era médico, cardiologista e pude ver de perto.</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh &#8211;</strong>&nbsp;A responsabilidade é muito estressante se você for uma pessoa gentil. E a maioria dos médicos é. A responsabilidade pela vida de outras pessoas é uma coisa muito difícil. Todos cometemos erros e a neurocirurgia é uma área particularmente perigosa.</p>



<p>Quando comecei, estava cheio de uma excitação ingênua. Eu sabia que o que estava fazendo era muito arriscado e perigoso, mas não sabia que não era perigoso apenas para os pacientes, mas também para mim. Porque é terrível quando você comete um erro e um paciente é afetado.</p>



<p>Mas também estava profundamente apaixonado pela minha profissão e é algo que nunca me abandonou. Não exerço mais a profissão de médico, mas dou aulas e dou palestras e ainda acho que é uma profissão maravilhosa.</p>



<p>Mas às vezes é muito difícil encontrar um equilíbrio entre, como eu disse, preocupar-se e ficar longe. Ser um individualista, como eu, e trabalhar em equipe.</p>



<p>Porque hoje ser médico é, acima de tudo, trabalhar em equipe.</p>



<p><strong>BBC &#8211; Você diz em seu livro que não se lembra de seus triunfos, mas de seus fracassos</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh &#8211;</strong>&nbsp;Não me lembro de meus triunfos. Fico genuinamente surpreso quando encontro alguns de meus ex-pacientes e vejo que eles estão bem.</p>



<p>Mas isso acontece porque quando uma operação corre bem, você fez bem o seu trabalho e passa para outra coisa. Mas quando as coisas dão errado, deixam uma ferida.</p>



<p><strong>BBC &#8211; Mas também diz que, como médico, você não conseguiria fazer o seu trabalho se fosse totalmente empático, se pudesse de alguma forma sentir tudo o que o paciente sente.</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh &#8211;&nbsp;</strong>Exatamente, porque se você sentisse que ele era um membro da sua família, você não conseguiria fazer o seu trabalho. Você tem que estar emocionalmente desapegado, mas não muito distante. E é algo muito difícil.</p>



<p>Me especializei em pacientes com tumores cerebrais, uma condição que pode levar muitos anos para matar. Tornei-me muito próximo de alguns deles, às vezes quase me tornando amigo.</p>



<p>No meu primeiro livro, conto um caso em que não deveria ter operado novamente. Eu deveria ter deixado aquela pessoa morrer. Ao operá-la novamente, só piorei tudo.</p>



<p>E os pacientes não querem ver seus médicos chorarem. Eles querem que você se importe, mas não excessivamente. Você não quer ver o médico perder o controle.</p>



<p><strong>BBC &#8211; Fiquei impactado ao ler que, embora o que mais o entusiasmasse fosse operar e quanto mais difícil melhor, depois de se aposentar não sente falta de nada. Algo semelhante aconteceu com meu pai. Ele se aposentou aos 55 anos após uma carreira de sucesso e nunca mais se interessou por Medicina. Ele se tornou um fazendeiro.</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh –</strong>&nbsp;Sim, e isso me surpreende.</p>



<p>Eu tive uma vida muito ocupada. Durante muitos anos, operava quatro dias por semana. E penso que à medida que envelhecemos, o nosso apetite pelo risco – que é o objetivo das cirurgias – diminui.</p>



<p>O que também aconteceu é que, embora eu acredite no sistema nacional de saúde britânico (NHS) – que os americanos consideram socialista – ele se tornou terrivelmente burocrático, algo que considero muito frustrante.</p>



<p>Então parei de trabalhar em tempo integral aos 65 anos. Mas ainda ensino e dou palestras em todo o mundo.</p>



<p><strong>BBC &#8211; No seu livro, você menciona que seus primeiros interesses foram Filosofia e Política. E isso fica evidente no que você escreve, você fala de assuntos muito profundos&#8230;</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh &#8211;</strong> De uma forma muito simples&#8230;</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-11-09-as-20.21.11_71ffac86-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-104553" style="width:426px;height:auto" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-11-09-as-20.21.11_71ffac86-1024x1024.jpg 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-11-09-as-20.21.11_71ffac86-300x300.jpg 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-11-09-as-20.21.11_71ffac86-150x150.jpg 150w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-11-09-as-20.21.11_71ffac86-768x768.jpg 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-11-09-as-20.21.11_71ffac86.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p><strong>BBC &#8211; Sim, mas são grandes questões sobre mente versus matéria, consciente e inconsciente, morte assistida&#8230; Algum filósofo em particular influenciou seu pensamento?</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh –&nbsp;</strong>Estudei História, Filosofia e Economia na universidade. Naquela época, há 50 anos, tudo girava em torno de análise linguística e positivismo lógico, muito chato. Eles não ensinavam metafísica ou algo assim.</p>



<p>Assim, acabei por me concentrar principalmente na Política e na Economia, particularmente no Leste da Europa e na União Soviética, o que explica porque, anos mais tarde, me envolvi com a Ucrânia.</p>



<p>O filósofo que mais me influenciou foi Karl Popper. Meu pai me recomendou&nbsp;<em>A sociedade aberta e seus inimigos</em>&nbsp;quando eu tinha 14 anos. Foi um livro muito importante para mim.</p>



<p><strong>BBC &#8211; Você também fala muito sobre contar histórias e a verdade é que você é um grande contador de histórias&#8230;</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh –</strong>&nbsp;Sim, algumas pessoas me disseram isso. Desde criança, gostava de contos de fadas, lia muitos livros. Minha mãe era alemã e lia para mim as histórias dos Irmãos Grimm. E ainda leio muito.</p>



<p>Existem dois elementos-chave para escrever bem: um, submeter-se a críticas, ler seu material para outras pessoas e aceitar suas críticas. E a outra é ler muito.</p>



<p><strong>BBC &#8211; Existe algum escritor em particular que você gosta?</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh &#8211;</strong>&nbsp;Li tanto que perdi a noção deles.</p>



<p>Em termos de escrita autobiográfica, há um escritor inglês muito bom, hoje um pouco esquecido, chamado Norman Lewis, que tinha um estilo muito claro, preciso e aguçado.</p>



<p>Leio muito pouco ficção agora, embora tenha lido muito quando era jovem, especialmente os grandes escritores russos, e especialmente Tolstoi e Mikhail Bulgakov.</p>



<p><strong>BBC &#8211; Em entrevista, você diz que é muito emotivo.</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh &#8211;</strong>&nbsp;Sim, sou. E é algo que tive que aprender a controlar.</p>



<p><strong>BBC &#8211; Você faz isso muito bem porque, por exemplo, a maneira como descreve o que vai acontecer com seu corpo quando sua doença progredir é surpreendentemente fria e clínica&#8230;</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh &#8211;</strong>&nbsp;Bem, escrevo para enfrentar meus sentimentos. Ao explorá-los na minha escrita, tento controlá-los um pouco. E também adoro escrever. Adoro o processo criativo e a língua inglesa é uma língua maravilhosamente flexível. Existem tantas palavras para definir algo que é ligeiramente semelhante, mas não igual. Foi algo que Borges destacou.</p>



<p><strong>BBC &#8211; Por que você decidiu começar a escrever?</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh –&nbsp;</strong>Sempre gostei. Escrevo um diário desde os 12 anos. Nunca pensei que escreveria livros. E quando me perguntam por que faço isso, digo a verdade: porque minha esposa me pediu.</p>



<p>Minha segunda esposa, Kate Fox, é uma conhecida escritora e antropóloga social inglesa.</p>



<p>Quando nos conhecemos, li para ela partes do meu diário e ela me disse que eu deveria transformá-lo em um livro. E eu fiz, dez anos depois.</p>



<p><strong>BBC &#8211; Você ficou surpreso com o sucesso dos seus livros?</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh &#8211;</strong>&nbsp;Sim, fiquei surpreso. Eu realmente não sabia o que estava fazendo. Os médicos sempre escreveram memórias, mas elas tendem a se enquadrar em duas categorias:</p>



<p>Aquelas escritas por jovens médicos, que tendem a ser denúncias satíricas. São médicos que, em última análise, não carregam o peso da responsabilidade pela vida dos seus pacientes, porque há sempre alguém acima deles que tem (responsabilidade).</p>



<p>E aqueles escritos por médicos veteranos, muitas vezes após se aposentarem, que geralmente são memórias mais “políticas”. É um exercício de autojustificação, autopromoção e costumam deixar de lado os aspectos negativos da profissão, que são erros e períodos de muita angústia.</p>



<p>Fui muito aberto sobre tudo isso, porque era meu diário.</p>



<p>Meu primeiro livro foi traduzido para 37 idiomas, em parte, eu acho, porque escrevo bem e de forma simples, então pode ser facilmente traduzido, mas também falar sobre o cérebro é interessante e é incomum que um médico seja tão dolorosamente honesto.</p>



<p>No livro, discuto alguns sucessos, mas é principalmente sobre riscos e fracassos e como me senti em relação a eles, o que é mais interessante. O sucesso é chato.</p>



<p><strong>BBC &#8211; No livro, você menciona as diferentes metáforas feitas sobre o cérebro ao longo da história, geralmente com os últimos avanços científicos, como a hidráulica ou a máquina a vapor. A última, claro, é com o computador. Desde que você iniciou sua carreira até agora, o que mudou no seu conhecimento sobre o cérebro?</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh –&nbsp;</strong>Entendemos tão pouco sobre o cérebro. Quanto mais sabemos sobre ele, menos o entendemos. E quanto mais estudamos, mais evidências encontramos de quão complicado é. Não se parece nem remotamente com um computador.</p>



<p>Sabemos agora que existem centenas de tipos diferentes de células nervosas. Quando eu era estudante, conhecíamos apenas dois neurotransmissores, as substâncias químicas que se movem entre as células. Agora conhecemos mais de cem.</p>



<p>Temos que aceitar que o cérebro obedece às leis físicas, é um sistema físico. E quando você atende pacientes com lesões frontais, eles sofrem terríveis mudanças de personalidade. É um sofrimento moral causado por lesões físicas no cérebro.</p>



<p>Se aceitarmos que o cérebro tem de obedecer às leis da física, o interessante é que essas leis nada têm a dizer sobre como a matéria física produz sofrimento, ansiedade e ideias.</p>



<p>E acho bobagem pensar que a inteligência artificial poderá algum dia substituir tudo isso.</p>



<p><strong>BBC &#8211; Voltando ao tema principal do seu livro, você faria algo diferente como médico depois de sua experiência como paciente?</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh &#8211;&nbsp;</strong>Acho que não&#8230; embora nós, velhos médicos, sempre pensemos que somos melhores do que realmente somos.</p>



<p>O que entendi quando me tornei paciente é a enorme distância que existe entre médicos e pacientes. Como médico, você vê apenas uma pequena parte do que o paciente está vivenciando.</p>



<p>Mas acho que sabia disso até certo ponto e gosto de acreditar que era um médico gentil e atencioso. O que posso dizer é que todas as noites eu ia visitar meus pacientes, que sempre ligava para as famílias assim que terminava a operação&#8230; E a verdade é que é algo incomum entre os médicos.</p>



<p>Se tivesse tido esse câncer enquanto ainda praticava Medicina, teria feito algo diferente? A verdade é que duvido, mas posso estar errado.</p>



<p><strong>BBC &#8211; Outro dos grandes temas que você enfrenta no seu livro é a morte. Essa experiência mudou suas ideias sobre ela?</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh &#8211;</strong>&nbsp;Antes de adoecer, já fazia campanha pela morte assistida. E descobrir que tinha câncer apenas reforçou minhas ideias sobre isso. Até países católicos como a Espanha e a França adotaram isso ou vão fazê-lo, mas a Inglaterra não.</p>



<p>Agora é uma questão de evidências e provas. A pequena minoria na Inglaterra que se opõe a ela &#8211; e que os políticos ouvem &#8211; é constituída principalmente por médicos que prestam cuidados paliativos.</p>



<p>Mas as evidências mostram que, em muitos países onde é aplicada com salvaguardas legais, as pessoas não são forçadas ou pressionadas a matar-se. E não há provas de que tenham abusado dessas leis.</p>



<p>Acho que isso vai acontecer na Inglaterra. É como o casamento gay. Destruiu a instituição da família? Não. Mas isso leva tempo. E obviamente a Igreja Católica e boa parte da Igreja Protestante se opõem.</p>



<p>Acho que eles têm uma ideia muito arraigada, bastante cruel, de que é preciso sofrer quando se morre para ganhar o céu.</p>



<p><strong>BBC &#8211; Você fala muito sobre a morte, mas é uma pessoa incrivelmente ativa…</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh &#8211;&nbsp;</strong>Claro, quero aproveitar ao máximo o tempo que me resta.</p>



<p><strong>BBC &#8211; Você teve uma vida longa e plena. Neste ponto, há algo que você ainda deseja alcançar?</strong></p>



<p><strong>Henry Marsh &#8211;&nbsp;</strong>Não. Não tenho uma lista de desejos. Tive uma vida muito completa. Tive muita sorte. Obviamente não quero morrer – ninguém quer – mas você tem que ser realista sobre isso.</p>



<p>Quero escrever um livro infantil como presente para minhas netas e passar o máximo de tempo possível com elas e minha esposa.</p>



<p>Continuarei a fazer campanha a favor da Ucrânia e da morte assistida, e continuarei a dar aulas.</p>



<p><em>Esta entrevista faz parte da cobertura do Arequipa Hay Festival, que acontece no Peru de 9 a 12 de novembro.</em></p>



<p>Fonte: BBC Brasil / Foto: HUMANISTS UK</p>



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<iframe title="A importância da longevidade," width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/Oo058qVA7wo?start=1367&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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