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	<title>intestino |</title>
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		<title>Internações por doenças inflamatórias intestinais cresceram 61%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2025 13:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças inflamatórias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As&#160;doenças inflamatórias&#160;intestinais são enfermidades que afetam o trato gastrointestinal e que resultaram, nos últimos dez anos, em 170 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS).&#160;Os dados são de um levantamento da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), com base no Sistema de Informações Hospitalares do SUS, do Ministério da Saúde.&#160;Esses dados mostram ainda um crescimento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">As&nbsp;<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/doencas-autoinflamatorias/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">doenças inflamatórias</a></strong>&nbsp;intestinais são enfermidades que afetam o trato gastrointestinal e que resultaram, nos últimos dez anos, em 170 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS).&nbsp;Os dados são de um levantamento da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/sbcp/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SBCP</a></strong>), com base no Sistema de Informações Hospitalares do SUS, do Ministério da Saúde.&nbsp;Esses dados mostram ainda um crescimento de 61% nas internações em 2024 (23.825), na comparação com 2015 (14.782).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As principais formas de doenças inflamatórias intestinais são a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. São condições crônicas para as quais ainda não há uma cura definitiva, segundo a SBCP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O número de internações aumentou exponencialmente nos últimos anos não só pela severidade dos casos, mas também pelo aumento da incidência, isto é, aparecimento de novos pacientes sem tratamento”, destaca a diretora de comunicação da SBCP, a coloproctologista Ana Sarah Portilho. Ela&nbsp;ressalta que há um número maior de casos em capitais e em regiões com maior industrialização e urbanização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As doenças inflamatórias intestinais, também conhecidas como DIIs, são o alvo de uma campanha de conscientização realizada pela SBCP neste mês, apelidado de Maio Roxo. O dia 19 de maio, aliás, é o Dia Mundial das Doenças Inflamatórias Intestinais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a SBCP, é importante ter um diagnóstico correto e iniciar um tratamento o mais cedo possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nosso objetivo é alertar para a importância do diagnóstico precoce e em seguida do tratamento adequado, a fim de proporcionar melhor qualidade de vida ao paciente e até mesmo remissão dos sintomas”, afirma o presidente da SBCP, Sergio Alonso Araújo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Doenças</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a coloproctologista Mariane Savio, as DIIs “podem acometer pessoas de todas as idades, mas são muito comuns em adultos jovens, que estão em uma fase produtiva da vida. Então, são doenças que, se não forem tratadas adequadamente e controladas, podem tirar a qualidade de vida do paciente, causar faltas ao trabalho e prejudicar muito esses pacientes e a família deles. São doenças que exigem um diagnóstico e um acompanhamento médico contínuos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais sintomas das DIIs estão diarreia crônica (podendo haver sangue, muco ou pus), dor abdominal, urgência de evacuar, falta de apetite, cansaço e perda de peso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em casos mais graves, as doenças podem provocar anemia, febre e distensão abdominal, além de afetar outras partes do corpo, como as articulações (artrite), a pele (dermatite e piodermas) e oftalmológicas (uveítes).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A retocolite atinge a mucosa do intestino grosso. Já a doença de Crohn pode atingir todo o trato gastrointestinal, ou seja, da boca até o ânus, mas é mais comum no intestino, onde afeta todas as camadas desse órgão: os revestimentos interno (mucosa) e externo (serosa), além dos tecidos internos (submucosa e músculo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os mecanismos que levam ao surgimento dessas doenças ainda não foram esclarecidos, mas sabe-se que elas são resultado de uma conjunção de fatores genéticos, ambientais e imunológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fumo, por exemplo, é um fator que agrava essas enfermidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico é feito através da análise do histórico clínico da pessoa e de exames como endoscopia, colonoscopia, tomografia e ressonância magnética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O tratamento precoce da doença, ou seja, nos primeiros dois anos de sintomas, reduz muito o risco de o paciente vir a precisar de cirurgias, por exemplo, e melhora a resposta dele aos tratamentos. Os estudos mostram que os tratamentos, quando são instituídos mais precocemente, têm uma resposta muito melhor do que quando tardiamente”, afirma Mariane.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como ainda não há cura para essas condições, o tratamento envolve controlar os sintomas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, através de medidas como adotar uma alimentação saudável, parar de fumar e praticar exercícios físicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Medicamentos como aminossalicilatos, imunossupressores e imunobiológicos podem ser usados, dependendo do caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mariane destaca que, nos últimos, anos houve muitos avanços no tratamento dessas doenças e que a aprovação de novas terapias amplia as opções para os pacientes. A campanha da SBCP envolverá publicações e vídeos em suas <a href="https://www.instagram.com/portaldacoloproctologia]" target="_blank" rel="noreferrer noopener">redes</a> sociais, que esclarecem sobre as principais dúvidas relacionadas às DIIs.<em> </em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>(Com informações da Agência Brasil)</em></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="BATE PAPO COM O PASTOR LUCIANO VAZ" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/CLfj6-rzLAc?start=3626&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>A saúde do coração depende do bem-estar do intestino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 13:47:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[Coração]]></category>
		<category><![CDATA[intestino]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O médico nutrólogo Dr. Ronan Araujo explica como a saúde do intestino está diretamente associada ao funcionamento do coração O médico nutrólogo e endocrinologista Dr. Ronan Araujo explica que o intestino é o principal lar de trilhões de micróbios, conhecidos coletivamente como microbiota humana. Esses micróbios ajudam na digestão, fabricam certos nutrientes e liberam substâncias [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O médico nutrólogo Dr. Ronan Araujo explica como a saúde do intestino está diretamente associada ao funcionamento do coração</p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico nutrólogo e endocrinologista Dr. Ronan Araujo explica que o intestino é o principal lar de trilhões de micróbios, conhecidos coletivamente como microbiota humana. Esses micróbios ajudam na digestão, fabricam certos nutrientes e liberam substâncias que têm amplos efeitos na&nbsp;<a href="https://sportlife.com.br/saude/">saúde</a>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos sugerem ainda haver uma conexão, fluindo de uma direção única específica: do intestino para o coração. Por isso, cuidar da saúde intestinal pode ser uma excelente maneira de prevenir doenças cardíacas. Principalmente porque há uma interação complexa entre os micróbios em nossos intestinos e a maioria dos sistemas em nossos corpos, incluindo os sistemas vascular, nervoso, endócrino e imunológico – todos ligados à saúde cardiovascular.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como manter o intestino saudável e o coração seguro?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;<a href="https://www.saudeemdia.com.br/alimentacao">alimentação</a>&nbsp;desempenha um papel essencial na composição da microbiota intestinal, o que significa que o que você consome pode influenciar positiva ou negativamente a saúde do seu coração. “Alimentos ricos em fibras, por exemplo, são ótimos para aumentar a quantidade de bactérias benéficas no trato gastrointestinal, enquanto gorduras saturadas e açúcares refinados podem causar inflamação e aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Portanto, escolher os alimentos certos pode ser uma forma de prevenir doenças cardíacas e manter o coração saudável” indica o Dr. Ronan.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fibra também ajuda a sustentar o intestino e, portanto, o coração. De acordo com algumas estimativas, dietas ricas em fibras podem reduzir o risco de doenças cardíacas e derrames em até 30%, aponta o especialista. Isso porque a fibra no intestino delgado liga a gordura e o colesterol, diminuindo a absorção e diminuindo os níveis de colesterol no sangue.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a microbiota intestinal desempenha um papel importante na regulação da pressão sanguínea, glicemia e peso corporal, bem como na redução da inflamação. Isso é possível devido às bactérias que quebram a fibra para formar ácidos graxos de cadeia curta, que interagem com receptores específicos nas células, melhorando assim a saúde do coração.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Alimentos fonte de fibras</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Alimentos ricos em fibras são uma excelente alternativa para promover a saúde intestinal e cardíaca. Por isso, o nutrólogo separou uma lista de opções que devem ser incluídas no prato. Confira:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Leguminosas: feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico, soja em grão).</li>



<li>Grãos, farelos e farinhas integrais (arroz, linhaça, aveia, cevada, milho, trigo).</li>



<li>Pães e biscoitos integrais (centeio, farinha integral, milho).</li>



<li>Cereais instantâneos e matinais.</li>



<li>Vegetais: agrião, alface, abóbora, abobrinha, aipo, aspargos, beterraba, brócolis, couve, acelga, batata-doce, rúcula, escarola, erva-doce, espinafre, repolho, salsa, cebolinha, cebola, cenoura crua, couve-flor, milho-verde, nabo, pepino, pimentão, quiabo, rabanete, tomate cru, vagem).</li>



<li>Frutas: abacate, abacaxi, ameixa fresca, ameixa seca, amora, banana, caju, cereja fresca, coco fresco e/ou seco, damasco seco, figo fresco e/ou seco, goiaba, kiwi, laranja (com o bagaço), maçã com casca, manga, maracujá, mamão, melancia, melão, tangerina, morango, nectarina, pera com casca, pêssego com casca, tâmara, uva fresca e passa.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O médico destaca que ainda não está claro se comer outros alimentos que melhoram a microbiota intestinal, por exemplo, probióticos, também pode apoiar a saúde do coração. Porém, o melhor conselho para ajudar seu intestino a ajudar seu coração é seguir uma dieta rica em vegetais, como a dieta mediterrânea ou padrões alimentares semelhantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse plano alimentar envolve limitar a carne vermelha e comer muitas frutas, vegetais e grãos integrais ricos em fibras, todos os quais podem ter efeitos favoráveis no intestino. “Além disso, essas dietas também tendem a ser baixas em gorduras saturadas e trans, que podem causar doenças cardíacas. Consulte seu médico de confiança para saber mais sobre como seguir uma dieta adequada para a sua saúde”, finaliza o médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Saúde em dia / Foto: Shutterstock</p>



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		<title>Veja quais sinais indicam que seu intestino está inflamado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Feb 2025 15:07:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[inflamação]]></category>
		<category><![CDATA[intestino]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Garantir o funcionamento adequado do intestino é essencial para o equilíbrio nutricional, imunológico e psicológico do organismo O papel do intestino implica na digestão e absorção de nutrientes essenciais para o organismo. Após a ingestão dos alimentos, o intestino delgado é responsável por quebrar as partículas alimentares em nutrientes menores, como aminoácidos, açúcares simples e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Garantir o funcionamento adequado do intestino é essencial para o equilíbrio nutricional, imunológico e psicológico do organismo</p>



<p class="wp-block-paragraph">O papel do intestino implica na digestão e absorção de nutrientes essenciais para o organismo. Após a ingestão dos alimentos, o intestino delgado é responsável por quebrar as partículas alimentares em nutrientes menores, como aminoácidos, açúcares simples e ácidos graxos, que são então absorvidos para a corrente sanguínea. O intestino grosso, por sua vez, reabsorve água e sais minerais, formando as fezes que serão eliminadas. Além disso, o intestino contém uma vasta comunidade de microbiota, que contribui para a digestão, síntese de vitaminas e proteção contra patógenos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Um intestino saudável ajuda a manter o sistema imunológico eficiente, já que grande parte das células imunes do corpo está localizada na mucosa intestinal. Distúrbios intestinais podem também afetar o bem-estar mental, visto que o intestino e o cérebro estão interligados por meio do eixo intestino-cérebro. Portanto, garantir um funcionamento adequado do intestino é essencial para o equilíbrio nutricional, imunológico e psicológico do organismo. Mas, o que acontece com o corpo quando o intestino não funciona bem?<br>&nbsp;<br>O termo “intestino inflamado” refere-se à inflamação das paredes intestinais, que pode ocorrer em diferentes partes do trato gastrointestinal. Essa inflamação pode causar uma série de sintomas desconfortáveis e, se não tratada, pode levar a complicações graves. Dor abdominal e cólicas, diarreia frequente e, em alguns casos, com sangue ou muco, perda de apetite e perda de peso inexplicada, fadiga e sensação geral de mal-estar, além de náuseas e vômitos, em casos graves, são os principais sintomas e merecem atenção.<br>&nbsp;<br>Marcelo Martins, médico e professor do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras, explica sobre as causas. “Entre as causas mais comuns estão as infecções bacterianas, virais ou parasitárias, além das intolerâncias alimentares, como a intolerância à lactose, ao glúten e reações alérgicas a certos alimentos. É valido destacar as doenças inflamatórias intestinais, como Doença de Crohn e colite ulcerativa, que causam inflamação crônica no trato gastrointestinal. O uso excessivo de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) também pode irritar o revestimento intestinal. Já a síndrome do intestino irritável pode causar sintomas semelhantes, embora não haja inflamação visível”, detalha o especialista.<br>&nbsp;<br><strong>Quanto ao tratamento, o médico esclarece que a definição do método feita por um especialista médico depende da causa subjacente e pode incluir:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Medicamentos: anti-inflamatórios, imunossupressores e antibióticos, conforme a condição diagnosticada.</li>



<li>Dieta: ajustes alimentares para evitar alimentos que causam irritação e inflamação, com acompanhamento de um nutricionista.</li>



<li>Suplementos nutricionais: para compensar deficiências nutricionais causadas pela inflamação.</li>



<li>Mudanças no estilo de vida: incluindo técnicas de manejo do estresse e prática regular de exercícios físicos.</li>



<li>Tratamento médico avançado: em casos graves, pode ser necessário tratamento cirúrgico ou terapias mais específicas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: notícias ao Minuto / Foto: © Shutterstock</p>



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<iframe title="Os direitos trabalhistas do(a) empregado doméstico" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/OX1CGUS0KQA?start=430&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<item>
		<title>O que a ciência já sabe sobre a conexão cérebro e intestino?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Nov 2024 04:19:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Cerebro]]></category>
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		<category><![CDATA[intestino]]></category>
		<category><![CDATA[microbioma intestina;]]></category>
		<category><![CDATA[saude]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Organizado por professora da USP, livro ajuda a entender como se dá a integração entre o cérebro e o sistema digestivo, e suas consequências para a saúde e o adoecimento Por Fabiana Mariz &#8211; Domingo, 17 de novembro de 2024 A conexão entre intestino e cérebro vem sendo cada vez mais estudada pela comunidade científica [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Organizado por professora da USP, livro ajuda a entender como se dá a integração entre o cérebro e o sistema digestivo, e suas consequências para a saúde e o adoecimento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por Fabiana Mariz  &#8211; Domingo, 17 de novembro de 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conexão entre intestino e cérebro vem sendo cada vez mais estudada pela comunidade científica e essa comunicação já é reconhecida como um sistema fisiológico fundamental para a regulação homeostática – processo pelo qual o organismo mantém constantes as condições internas necessárias para a vida – do corpo humano.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="155" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/11/patroci-1.png" alt="" class="wp-image-137908" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/11/patroci-1.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/11/patroci-1-300x45.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/11/patroci-1-768x116.png 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Chamado também de eixo intestino-cérebro, é composto de três centros principais: conectoma cerebral, conectoma intestinal e microbioma intestinal, além de amplas e múltiplas redes de comunicação entre eles. Imunidade, metabolismo, ciclo circadiano e comportamento são modulados pelo eixo intestino-cérebro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando estamos ansiosos ou estressados, sentimos dores abdominais ou diarreia, por exemplo. Ou aquela sensação de “frio” no estômago que temos antes de passarmos por algo importante. Ou, ainda, quando comemos algo que nos faz mal e instintivamente evitamos ingeri-lo novamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores de todo o mundo vêm reportando as consequências das alterações nesse sistema, inclusive em transtornos psiquiátricos. Uma rápida passagem pelo Pubmed (uma base de dados de acesso público, criada e mantida pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos) mostra que, em 2023, 1.845 artigos científicos foram feitos tendo como base o eixo intestino-cérebro. Além disso, os estudos abrem perspectivas para novos tratamentos focados nesta conexão.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/07/20230718_carla_taddei.png" alt="Carla Tadei é uma pesquisadora da USP. Ela tem cabelos curtos e cacheados." class="wp-image-661575" style="width:190px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Carla Taddei &#8211; Foto:&nbsp;<a href="https://www.researchgate.net/profile/Carla-Taddei">ResearchGate</a></figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O livro&nbsp;<em>Eixo Intestino-Cérebro: teorias e aplicações clínicas</em>, lançado pela Manole Editora, aborda aspectos importantes para o melhor entendimento dessa integração, tais como microbiota e o hospedeiro, sistema nervoso central e neuromodulação, impacto da alimentação e do exercício físico na microbiota e no eixo intestino-cérebro em diferentes momentos da vida. Também discute testes laboratoriais, além do uso de prebióticos e probióticos, transplante de microbiota fecal e suplementos, distúrbios gastrointestinais e transtornos neuropsiquiátricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A publicação teve coordenação de Carla Taddei, professora do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, Marcus Vinícius Zanetti, psiquiatra, coordenador científico do Ambulatório de Depressão Resistente ao Tratamento, Autolesão e Suicidalidade do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP (Pro-DRAS) e docente na Faculdade Sírio Libanês, e Emeran Anton Mayer, gastroenterologista, neurocientista e professor pesquisador nos Departamentos de Medicina, Fisiologia e Psiquiatria da David Geffen School of Medicine da UCLA, nos Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<strong>Jornal da USP</strong>&nbsp;conversou com Carla Taddei e Marcus Vinícius Zanetti sobre esse tema tão atual e sobre o processo de produção do livro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Jornal da USP</strong>: Por que o eixo intestino-cérebro tem chamado tanto a atenção de pesquisadores e médicos?</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/11/20241114_Marcus-Vinicius-Zanetti.jpg" alt="Marcus Zanetti é um médico do Hospital das Clínicas. Ele tem cabelos grisalhos e usa uma camisa branca listrada" class="wp-image-827631" style="width:170px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Marcus Vinícius Zanetti &#8211; Foto:&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/p/DAqTUMKMyIb/">drmarcuszanetti/Instagram</a></figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marcos Zanetti:</strong>&nbsp;É uma ascendência justamente porque os achados têm destacado como o eixo intestino-cérebro causa alterações em diferentes centros desse eixo, em condições de saúde mais frequentes, com maior impacto na população, inclusive os transtornos mentais. Mas não apenas: síndromes metabólicas, síndromes dolorosas, doenças autoimunes e oncologia. [Com as pesquisas] começa também a ficar mais claro por que os transtornos mentais andam de mãos dadas com os distúrbios metabólicos e com o próprio câncer. Isso não é muito intuitivo, mas a gente sabe que a ansiedade e depressão estão associadas ao aumento de incidência de câncer, de doenças gastrointestinais, não apenas intestino irritável, mas doenças inflamatórias intestinais. Antigamente se falava em distúrbios gastrointestinais funcionais e, atualmente, essas condições foram rebatizadas para interação cérebro-intestino. Observamos que alterações deste eixo [da microbiota intestinal e do intestino-cérebro] vão repercutir na saúde de maneiras diferentes e em diferentes áreas da medicina.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carla Taddei</strong>: As interações entre intestino e cérebro são muito, muito complexas. Assim como o microbioma [conjunto de microrganismos e as atividades que desempenham em um ecossistema ou organismo] depende de cada indivíduo, essa interação também vai acontecer dessa forma porque esbarra na questão de como a sua microbiota está conversando com o seu cérebro. O que estamos vendo com os estudos ômicos [conjunto de técnicas moleculares que auxiliam na compreensão das diferentes moléculas biológicas que dão funcionalidades a um organismo], a metabolômica [base de todos os processos catabólicos e anabólicos de um organismo, refletindo suas vias bioquímicas e metabólicas], o transcriptoma [conjunto de RNAs expressos em uma célula ou grupo de células] e o metagenoma [conjunto de material genético de uma amostra ambiental que contém uma mistura de diferentes organismos microbianos] é que a resposta é mediada por metabólitos [produto do metabolismo das mais diversas substâncias em organismos vivos, ou seja, os resíduos que sobram depois que o organismo aproveita a parte útil de um alimento, por exemplo] comuns. Você pode ter uma microbiota diferente do outro, mas a resposta pode ser muito semelhante porque os metabólitos são comuns. Por outro lado, ainda estamos no caminho de entender o porquê, e o metaboloma está revolucionando esse entendimento, trazendo informações sobre a conexão entre a microbiota e o hospedeiro.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Ansiedade e depressão estão associadas ao aumento de incidência de câncer, de doenças gastrointestinais, não apenas intestino irritável, mas doenças inflamatórias intestinais”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JUSP</strong>&nbsp;– A primeira seção do livro é focada na microbiologia e em metodologias ômicas. Que tipo de conteúdo o leitor vai encontrar?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CT</strong>: Esses temas são muito pouco conhecidos no meio médico, mas os nutricionistas estão bem envolvidos por conta das dietas. São assuntos pouco explorados: o que é microbioma? Como se diferencia microbiota de microbioma? O que são os metabólitos? Como é essa conexão na produção de metabólitos? Como se estuda o microbioma, como se interpretam resultados? Quais são as ferramentas de bioinformática disponíveis? Essa primeira parte vai trazer um pouco de luz para entender o resto do livro. Depois vem o eixo microbiota, intestino e cérebro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MZ</strong>&nbsp;– A gente fala muito do eixo microbiota-intestino-cérebro, porque microbiota é uma protagonista, né? Ao longo da nossa evolução, o nosso organismo, de forma muito elegante, foi descentralizando e delegando funções para esses microrganismos. O genoma da microbiota excede o genoma humano por um fator de mil: são mais de 22 milhões de genes em comparação aos cerca de 23 mil genes do genoma humano. Estamos falando de uma série de genes e sistemas enzimáticos que codificam proteínas que o nosso corpo não codifica mas que, de certa forma, estão associados a funções das quais a gente depende hoje. Isso mostra como dependemos simbioticamente da nossa microbiota, do nosso microbioma. Em um estudo do microbioma intestinal com ratos<em>&nbsp;germ-free</em>&nbsp;(livres de germes e parasitas, tanto internos como externos) o parto é feito de uma forma séptica. Quando se elimina a microbiota, o organismo se degenera. Então, precisamos da microbiota, mesmo para se desenvolver e para manter funções. Existe todo um paralelo da evolução, da composição e da diversidade da microbiota intestinal ao longo da vida e os vários processos muito importantes do desenvolvimento, amadurecimento e envelhecimento tanto do sistema nervoso como do sistema imune (e, certamente de outros órgãos). Eu diria que a microbiota é fundamental para a vida. Ela faz parte de nós, não conseguimos nos livrar dela e, por isso, temos que cuidar bem dela.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JUSP</strong>&nbsp;– As seções seguintes abordam o impacto da atividade física na microbiota intestinal e exames laboratoriais. Qual foi o perfil dos profissionais que vocês escolheram para colaborar nesses capítulos?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CT –&nbsp;</strong>Na parte da atividade física, nós chamamos um pesquisador da USP que já estudou bastante o impacto do exercício físico, da atividade física, na saúde. Obviamente, por causa do meu trabalho, tenho proximidade com nutricionistas com conhecimento muito vasto sobre a importância da dieta na modulação do microbioma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JUSP</strong>&nbsp;– Já existem exames complementares disponíveis para avaliar a saúde gastrointestinal?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CT</strong>&nbsp;– O exame para a detecção do microbioma é uma coisa muito específica e se não for bem feita não serve para nada. Por que o paciente quer saber se você tem uma bactéria x, y, z, se ele não sabe interpretar o exame? Precisa ser uma coisa muito bem direcionada e com indicação médica. Nós temos vários exames complementares: bioquímicos, voltados para a saúde intestinal, que acabam sendo mais importantes do que de fato o da microbiota.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MZ</strong>&nbsp;– Como toda a área nova, às vezes existe o interesse comercial, que anda mais rápido do que o conhecimento científico subjacente. As coisas vão acontecendo em paralelo. Por um lado, temos um exame que é muito precioso, amplamente disponível e os convênios cobrem. O único problema é que existe uma baixa padronização entre os diferentes laboratórios. O [exame] coprológico funcional, que avalia o processo digestivo e o PH fecal, também varia bastante. Eu diria que você hoje pedir um exame que dê ali uma estimativa de composição da microbiota intestinal, sem um coprológico funcional, vai ser difícil de interpretar. Agora, existem vários exames já comercialmente disponíveis e que ainda não fazem parte do rol de procedimentos da ANS [Agência Nacional de Saúde]. Um dos objetivos do nosso livro é também instrumentalizar profissionais de saúde para entenderem e interpretarem melhor essa tecnologia e a qualidade de um exame, até porque hoje nós falamos que uma microbiota saudável tem características específicas. Por outro lado, ainda não temos assinaturas bem definidas de doenças específicas. No caso dos transtornos mentais graves, eles parecem estar associados a um padrão alterado com redução de bactérias benéficas e excesso de bactérias que têm um potencial inflamatório. Mas o microbioma intestinal não é formado só de bactérias: temos os vírus, os fungos, as arqueas e essas relações ecológicas são uma fronteira muito inexplorada. A ciência já sabe bastante sobre o bacterioma, mas muito pouco ainda dos outros biomas. Então, é importante olharmos para esse conhecimento com um pouco de humildade e entender que ainda existem limitações.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><a href="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/11/20241114_eixo-intestino-cerebro.jpg"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/11/20241114_eixo-intestino-cerebro.jpg" alt="Foto de um livro com a frase destacada &quot;Eixo Intestino-Cérebro&quot; e uma imagem de um cérebro com tons de vermelho junto de um intestino com tons de azul" class="wp-image-827639" style="width:141px;height:auto"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Capa do livro &#8220;Eixo Intestino-Cérebro&#8221; &#8211; Foto:&nbsp;<a href="https://www.manole.com.br/eixo-intestino-cerebro-1-edicao-teoria-e-aplicacoes-clinicas/p?utm_source=google&amp;utm_medium=cpc&amp;utm_campaign=Pmax_BFEsquentaOnda3CursoEletrocardiograma&amp;utm_term=keyword&amp;utm_content=&amp;gad_source=1&amp;gclid=Cj0KCQiAlsy5BhDeARIsABRc6Zs8QjSFGwsRLK0cyVnpafYU3-Qvp_lPx9xEmoRJRnKBV8HFDe2QH7YaApfrEALw_wcB">Divulgação/Manole Editora</a></figcaption></figure>
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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">No caso dos transtornos mentais graves, eles parecem estar associados a um padrão alterado com redução de bactérias benéficas e excesso de bactérias que têm um um potencial inflamatório. Mas o microbioma intestinal não é formado só de bactérias: temos os vírus, os fungos, as arqueas e essas relações ecológicas são uma fronteira muito inexplorada”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JUSP –&nbsp;</strong>O que já se sabe sobre a associação da microbiota com transtornos psiquiátricos?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MZ –</strong>&nbsp;Transtornos mentais graves parecem estar associados a um padrão inespecífico de redução de bactérias benéficas, principalmente as chamadas produtoras de uma classe de metabólitos bacterianos sabidamente muito importante para a adição dos ácidos graxos de cadeia curta e enriquecimento. Quando a gente compara esquizofrenia, depressão maior, transtorno bipolar, parece ter alguns microrganismos que querem caracterizar uma assinatura específica, mas isso ainda é muito preliminar, muito incipiente, porque o que temos é um padrão inespecífico de uma alteração, mas uma alteração que pode contribuir para neuroinflamação e neuroprogressão, que a gente observa em todos os transtornos mentais graves. Mas de onde vem esse padrão?<br>Quando olhamos para os estudos com autismo, vemos alguns padrões semelhantes, mas a própria alteração comportamental, a seletividade alimentar associada ao próprio quadro do autismo, por si só vai impactar a composição da microbiota intestinal e vai se refletir em uma menor diversidade de flora, que também vamos observar nos transtornos alimentares, como a anorexia nervosa. Sabemos, também, que o estresse crônico influencia a microbiota intestinal. Pacientes com transtornos mentais graves, na média, têm hábitos de vida poucos saudáveis, eles se alimentam mal, são sedentários. A atividade física tem uma influência positiva sobre a microbiota intestinal. Observamos, também, que existe uma relação recíproca entre a microbiota intestinal e o nosso ritmo circadiano: desequilíbrios da microbiota podem contribuir para a insônia. Os estudos do eixo intestino-cérebro nos transtornos mentais reforçam a importância das intervenções no estilo de vida. Temos que atuar em várias frentes: crenças, medicações quando indicadas, psicoterapia, gerenciamento de estresse, melhora na alimentação, atividade física e técnicas de integração mente-corpo tais como yoga e tai-chi. Precisamos melhorar o estresse crônico, independente de sobre qual transtorno mental específico estejamos falando.<br>Atualmente, está em andamento uma série de estudos com transplante de microbiota fecal. O que temos de bem definido? Por enquanto nada! Mas essa linha de investigação parece muito promissora. Já existe uma série de casos publicados. Quando pesquisamos no clinicaltrials.gov vemos vários estudos controlados em andamento para diferentes transtornos mentais: transtorno fecal para autismo, depressão maior, bipolaridade, transtornos neurodegenerativos… é um campo muito quente hoje da medicina e da literatura médica.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Os estudos do eixo intestino-cérebro nos transtornos mentais reforçam a importância das intervenções no estilo de vida (…) Precisamos melhorar o estresse crônico, independente de sobre qual transtorno mental específico estejamos falando”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JUSP –</strong>&nbsp;O livro é voltado apenas para profissionais de saúde?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CT –</strong>&nbsp;Alguns conceitos podem ser interpretados de uma forma muito simplista por pessoas leigas. As pessoas da área de saúde sabem, pelo menos, alguns conceitos básicos que vão norteá-las melhor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MZ –</strong>&nbsp;Procuramos escrevê-lo de uma forma acessível, até porque tem conceitos bioquímicos que mesmo para o profissional de saúde não são fáceis. Temos capítulos profundos em bioquímica realmente muito técnicos, outros que são mais acessíveis, mas eu tenho recebido na minha rede social muitos comentários positivos de pessoas que são pacientes que sofrem com algum distúrbio intestinal, compraram e estão gostando.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Serviço</strong><br><em>Eixo Intestino-Cérebro – Teorias e Aplicações Clínicas</em><br>Coordenadores: Marcus Vinicius Zanetti, Carla Romano Taddei, Emeran Mayer<br>640 páginas<br>Editora Manole</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Estagiária sob supervisão de Moisés Dorado</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / “Antigamente se falava em distúrbios gastrointestinais funcionais e, atualmente, essas condições foram rebatizadas para interação cérebro-intestino. Alterações deste eixo vão repercutir na saúde de maneiras diferentes e em diferentes áreas da medicina”, afirma Marcos Zanetti – Fotomontagem de <strong>Jornal da USP</strong> com imagens de <a href="https://br.freepik.com/psd-gratuitas/renderizacao-3d-do-icone-do-corpo-humano_40126368.htm">Freepik</a> e <a href="https://br.freepik.com/fotos-gratis/lado-do-cerebro_870197.htm">kjpargeter/Freepik</a>/Arte Joyce  tenorio</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="CAGE MASTERS BRASIL II" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/7VewKoE-uvs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/o-que-a-ciencia-ja-sabe-sobre-a-conexao-cerebro-e-intestino/">O que a ciência já sabe sobre a conexão cérebro e intestino?</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Maio Roxo: veja como identificar as principais doenças inflamatórias intestinais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 May 2024 13:20:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças inflamatórias]]></category>
		<category><![CDATA[intestino]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Maio Roxo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A campanha alerta para a importância do diagnóstico precoce e tratamento correto das doenças que afetam mais de cinco milhões de pessoas no mundo As DIIs (doenças inflamatórias intestinais) afetam mais de cinco milhões de pessoas no mundo e 100 a cada 100 mil brasileiros sofrem com uma dessas condições de saúde, de acordo com a SBCP [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A campanha alerta para a importância do diagnóstico precoce e tratamento correto das doenças que afetam mais de cinco milhões de pessoas no mundo</p>



<p class="wp-block-paragraph">As <strong>DIIs</strong> (<strong>doenças inflamatórias intestinais</strong>) afetam mais de cinco milhões de pessoas no mundo e 100 a cada 100 mil brasileiros sofrem com uma dessas condições de saúde, de acordo com a SBCP (Sociedade Brasileira de Coloproctologia). Para promover conscientização sobre o assunto, foi criada a campanha <strong>Maio Roxo</strong> com o objetivo de alertar para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento correto para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As DIIs são um <strong>conjunto de <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/estudo-da-novas-pistas-sobre-a-causa-de-doenca-inflamatoria-intestinal-grave/">doenças inflamatórias</a> que acometem o trato digestivo</strong>, sendo que as principais são a <strong>Doença de Crohn</strong> e a <strong>retocolite ulcerativa</strong>. “A doença de Crohn pode afetar qualquer parte do sistema digestivo, desde a boca até o ânus”, explica o gastroenterologista Guilherme Berenhauser Leite. “Já a colite ulcerativa afeta principalmente o cólon e o reto”, esclarece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A causa exata para as doenças intestinais inflamatórias ainda não é conhecida, mas existem aspectos comuns que podem ser fatores para o desenvolvimento dessas condições. Por exemplo, existem evidências de que bactérias normais do intestino podem desencadear uma reação imunológica inadequada em pessoas com pré-disposição genética.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os sintomas das doenças inflamatórias intestinais?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de serem doenças distintas, a&nbsp;<strong>doença de Crohn e a retocolite ulcerativa têm sintomas em comum</strong>, conforme explica Maira Marzinotto, gastroenterologista do Centro Especializado em Aparelho Digestivo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. “Normalmente, ambas causam um quadro de dor abdominal, distensão e desconforto, geralmente acompanhado de diarreia e, muitas vezes, com sangue, principalmente se houver acometimento do intestino grosso”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em decorrência desse quadro, é comum haver a <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/efeito-plato-entenda-quando-e-por-que-a-perda-de-peso-pode-estagnar/">perda de peso</a>. “É uma doença que consome muita energia do paciente, então ele acaba tendo um grau de emagrecimento”, diz a especialista. Em casos mais graves, as DIIs podem causar complicações mais sérias, como fístulas [uma ligação anormal entre ânus e reto], abcessos e estreitamento do canal retal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como é feito o diagnóstico?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico das doenças inflamatórias intestinais é feito a partir da avaliação dos sintomas e da história clínica. Além disso, diversos exames podem ajudar a identificar a doença que está causando a inflamação, como exames de imagem (ultrassom do abdômen e tomografia computadorizada),&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/estudo-sugere-ampliar-intervalo-de-10-anos-entre-colonoscopias-no-rastreamento-do-cancer/">colonoscopia</a>, testes laboratoriais de sangue e biópsias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O diagnóstico das doenças inflamatórias intestinais é um quebra-cabeça, raramente um único exame vai diagnosticar o quadro”, completa Marzinotto. “A colonoscopia é uma peça-chave que, quando alterada, acaba ajudando a fechar o diagnóstico. Mas muitos outros exames podem ser necessários, como exames fecais, para ver se tem inflamação no tubo digestivo, endoscopia, para analisar se há acometimento do estômago e do esôfago, o que é mais raro”, completa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As doenças inflamatórias intestinais não têm cura, mas têm tratamento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os especialistas ouvidos pela&nbsp;<strong>CNN</strong>, as&nbsp;<strong>doenças inflamatórias intestinais não têm cura</strong>, mas o tratamento pode controlar os sintomas. “O tratamento pode incluir medicamentos para reduzir a inflamação, suplementos nutricionais e, em casos mais graves, a cirurgia”, elenca Berenhauser Leite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a retirada do intestino grosso por procedimento cirúrgico é indicada nos casos em que o tratamento medicamentoso não apresenta respostas. “Somente em casos raros é preciso submeter o paciente à retirada do intestino”, reforça Marzinotto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os especialistas afirmam que é difícil ter uma remissão absoluta das doenças. “Os pacientes podem experimentar períodos de remissão, nos quais os sintomas diminuem ou desaparecem completamente, seguidos por períodos de recaída, nos quais os sintomas pioram e requerem tratamento intensivo”, afirma Berenhauser Leite.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Doenças inflamatórias intestinais podem evoluir para câncer</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Seguir o tratamento correto é fundamental para evitar complicações de saúde. As mais comuns são as já citadas, como fístulas, abcessos e estreitamento. No entanto, casos em que o intestino grosso é o mais afetado pela inflamação&nbsp;<strong>podem aumentar o risco de desenvolvimento de&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/cancer-de-intestino-preocupa-jovens-e-adultos-conheca-os-riscos-e-sintomas/">câncer de intestino</a></strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Por isso, os pacientes com retocolite ou com Crohn com acometimento do intestino grosso devem sempre acompanhar e realizar periodicamente a colonoscopia para que esse risco seja o menor possível”, orienta Marzinotto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: CNN Brasil / Foto: Peter Dazeley/Getty Images</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Gestão de Qualidade nas Instituições de Saúde" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/vUD5NH94Q4I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Doenças Autoimunes Começam No Intestino; Entenda Por Que</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Dec 2023 14:28:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[doenças autoimunes]]></category>
		<category><![CDATA[intestino]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O intestino é o órgão responsável pela regulação do sistema imunológico, e por isso está associado ao surgimento de diversas doenças Os diagnósticos das doenças autoimunes estão crescendo de forma impactante em todo o mundo. Os principais fatores associados ao desenvolvimento dessas patologias são as predisposições genéticas, os fatores ambientais e a disbiose e permeabilidade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O intestino é o órgão responsável pela regulação do sistema imunológico, e por isso está associado ao surgimento de diversas doenças</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os diagnósticos das doenças autoimunes estão crescendo de forma impactante em todo o mundo. Os principais fatores associados ao desenvolvimento dessas patologias são as predisposições genéticas, os fatores ambientais e a disbiose e permeabilidade intestinal. Esse é mais um exemplo da forte influência do intestino em nosso sistema imunológico e no organismo como um todo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Apesar de ainda não ser possível esclarecer todos os mecanismos envolvidos neste processo, está cada vez mais evidente que a saúde intestinal interfere diretamente no gatilho para o desenvolvimento de doenças em geral, especialmente, as autoimunes”, afirma o <a href="https://www.instagram.com/drmateusdrumond/">Dr. Mateus Drumond</a>, nutrólogo especializado em medicina funcional integrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o médico, quando estamos doentes, a permeabilidade do revestimento do epitélio intestinal pode ficar comprometida. Assim, possibilita a passagem de toxinas, antígenos e bactérias do lúmen para a corrente sanguínea, criando o chamado “intestino que vaza” ou leaky gut.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="720" height="90" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/8.jpg" alt="" class="wp-image-86859" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/8.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/8-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-causa"><strong>Causa</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" src="https://ads.stickyadstv.com/auto-user-sync?_fw_gdpr=0&amp;_fw_gdpr_consent="><img decoding="async" src="https://ads.stickyadstv.com/user-matching?id=2545&amp;_fw_gdpr=0&amp;_fw_gdpr_consent=">Em pessoas com predisposição genética, um intestino com alta permeabilidade permite a ativação de processos inflamatórios e a produção de moduladores do sistema imune. Isso naturalmente gera um automecanismo de defesa, capaz de exacerbar todas as reações imunológicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-sintomas"><strong>Sintomas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os sintomas apresentados vão depender da patologia do paciente. A&nbsp;<a href="https://www.saudeemdia.com.br/noticias/sintomas-da-sindrome-de-hashimoto-entenda-o-que-e-a-condicao.phtml">Tireoidite de Hashimoto</a>, por exemplo, é uma doença benigna autoimune. Ou seja, o organismo produz anticorpos contra a glândula tireoide, causando um processo inflamatório, destrutivo para as próprias células tireoidianas. Geralmente, a condição não provoca dor, ainda que em alguns pacientes há relato de desconforto na região do pescoço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os sintomas se manifestam, acima de tudo, devido à redução no funcionamento da glândula, o que leva ao hipotireoidismo. Entre eles estão o bócio (crescimento da tireóide), pele seca, fadiga e sonolência, depressão, cabelos e unhas fracas, falhas de memória e outros casos de déficit cognitivo, irregularidade menstrual e diminuição da libido”, diz o médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já as dermatites autoimunes, que são alterações cutâneas sem uma razão aparente, estão relacionadas também com autoimunidade. “O mecanismo da doença é o mesmo. Isto é, um fator genético que é ativado com um estilo de vida que desencadeia uma alta permeabilidade intestinal com o consumo regular de alimentos inflamatórios como glúten, lácteos e açúcar”, diz Mateus.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-prevencao-da-saude-do-intestino"><strong>Prevenção da saúde do intestino</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o nutrólogo, para prevenir doenças autoimunes a recomendação é evitar glúten, proteína que existe na cevada, na farinha de trigo, no centeio e, às vezes, na aveia contaminada. Além disso, deve-se também excluir da dieta alimentos alergênicos, retirando outros gatilhos como álcool, café, ultraprocessados, sal em excesso, agrotóxicos, óleos ricos em ômega 6, leite de vaca e derivados por conta da caseína.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista recomenda ainda diminuir o consumo de carne vermelha e, quando necessário, realizar-se um protocolo de 2 a 8 semanas de dieta low FODMAPS (restrição global do consumo de todos os carboidratos fermentáveis), além de impulsionar o processo de digestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Avalia-se as melhores condutas quanto ao manejo do estresse, do sono, da atividade física, da forma como se nutre e digere as emoções, uma vez que a psicossomática intestinal está intimamente ligada às emoções, mente e espírito”, lembra o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Saúde em dia</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Ações legislativa e eleição 2024" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/U_0FtSgPVqI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/doencas-autoimunes-comecam-no-intestino-entenda-por-que/">Doenças Autoimunes Começam No Intestino; Entenda Por Que</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Manter o intestino saudável é mais simples do que pensava</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Sep 2023 14:16:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[intestino]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Saiba o que deve ter sempre em casa. A dieta desempenha um papel significativo na saúde intestinal, afetando a presença de bactérias benéficas ou prejudiciais, o que pode impactar diretamente nesse órgão. Manter o intestino saudável pode ser simples ao incorporar certos alimentos em sua alimentação. Um sistema intestinal enfraquecido pode ser um precursor de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Saiba o que deve ter sempre em casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dieta desempenha um papel significativo na saúde intestinal, afetando a presença de bactérias benéficas ou prejudiciais, o que pode impactar diretamente nesse órgão. Manter o intestino saudável pode ser simples ao incorporar certos alimentos em sua alimentação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um sistema intestinal enfraquecido pode ser um precursor de problemas de saúde em outras partes do corpo, portanto, é fundamental prestar atenção ao que você consome para evitar doenças e inflamações.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/06/Sabadao-VIP-2.jpeg" alt="" class="wp-image-89915" style="width:838px;height:105px" width="838" height="105" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/06/Sabadao-VIP-2.jpeg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/06/Sabadao-VIP-2-300x38.jpeg 300w" sizes="(max-width: 838px) 100vw, 838px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui estão alguns tipos de alimentos recomendados para incluir em sua dieta, de acordo com informações do site Health:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Leguminosas:&nbsp;</strong>Feijões, grão-de-bico, ervilhas e lentilhas são essenciais para a saúde intestinal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Probióticos:&nbsp;</strong>Encontrados em alimentos fermentados como legumes fermentados, kefir, kimchi, kombucha, tempeh e chucrute, os probióticos promovem um ambiente intestinal saudável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Prebióticos: </strong>Esses alimentos reduzem a inflamação e desempenham um papel na regulação do colesterol. Inclua espargos, bananas, alho, cebolas e cevada em sua dieta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Antioxidantes:&nbsp;</strong>Além de apoiar o sistema imunológico, alimentos ricos em antioxidantes incluem maçãs, frutos vermelhos, brócolis, café e ameixas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionar esses alimentos à sua alimentação diária pode contribuir para um intestino mais saudável e, consequentemente, para uma melhor saúde geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Notícias ao minuto</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Eleição Conselho Tutelar 2023" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/1yEm35scjhQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Câncer de intestino já é mais comum em grupos de pessoas mais jovens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Apr 2023 19:26:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Cancer]]></category>
		<category><![CDATA[inca]]></category>
		<category><![CDATA[Incidencia]]></category>
		<category><![CDATA[intestino]]></category>
		<category><![CDATA[jovens]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo o professor Paulo Hoff, a média de idade dos pacientes com câncer de cólon e reto era de 65 anos, mas há um aumento de casos entre os jovens, reflexo também da maior incidência da doença em termos gerais O câncer colorretal ou de intestino atinge cerca de 50 mil pessoas por ano no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Segundo o professor Paulo Hoff, a média de idade dos pacientes com câncer de cólon e reto era de 65 anos, mas há um aumento de casos entre os jovens, reflexo também da maior incidência da doença em termos gerais</em></p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/04/CANCER-DE-INTESTINO_PROFo_PAULO-HOFF-EDITADA.mp3"></audio><figcaption class="wp-element-caption">Radioi USP</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer colorretal ou de intestino atinge cerca de 50 mil pessoas por ano no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) é o terceiro tipo de câncer mais comum no País e atinge homens e mulheres igualmente. Em recente pesquisa, foi revelado que a doença tornou-se mais comum em jovens; antigamente, atingia especialmente os idosos. Segundo o professor Paulo Hoff, titular da disciplina de Oncologia do Departamento de Radiologia e Oncologia da Faculdade de Medicina da USP e diretor do Núcleo de Pesquisa do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), a prática de exercícios físico e uma boa dieta são essenciais para a prevenção. </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="70022" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px-1.jpg" alt="" class="wp-image-70022"/></figure>
</figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mudança</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em primeiro lugar, entender o motivo para essa mudança no grupo de atingidos pela doença é essencial. “Essa é uma questão de difícil resposta, nós temos um aumento constante da incidência de câncer em termos gerais. Atualmente, nós temos 700 mil novos casos de câncer no País anualmente, há 20 anos nós tínhamos metade desse número. No geral, nós observamos um aumento global nessa incidência”, explica o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nota-se também que as diferentes regiões brasileiras não apresentam um cenário socioeconômico igual, o que afeta&nbsp;a frequência do câncer e de outras doenças. “Pensar em regionalização é essencial. Nas regiões Norte e Nordeste, por exemplo, esse tipo de câncer não é tão frequente como em outros espaços do País. Quando você pensa em um projeto de prevenção, é necessário pensar em regionalização”, discorre Hoff.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Prevenção</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized" id="attachment_544129"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/07/20220725_paulo.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-544129" width="163" height="163"/><figcaption class="wp-element-caption">Paulo Hoff – Foto: Alesp</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">“Quando pensamos na idade para a realização de uma prevenção ativa, temos que levar em consideração a dificuldade para a realização do exame, o seu custo e a incidência de complicações quando comparados à probabilidade desse exame apresentar um resultado positivo”,&nbsp; avalia o especialista.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antigamente, a média de idade dos pacientes com câncer de cólon e reto era de 65 anos; por esse motivo, a prevenção começava a ser realizada com indivíduos a partir dos 50 anos. Contudo, com o aumento de casos entre pessoas mais jovens, esse cenário apresentará mudanças. “Acredito que, no Brasil, nós podemos utilizar a regionalização para que, nos locais em que essa doença aparece com maior frequência, os exames preventivos passem a ser realizados a partir dos 40 anos”, esclarece o professor. </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="599" height="599" data-id="83696" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/04/WhatsApp-Image-2022-02-17-at-7.27.58-AM-1.jpg" alt="" class="wp-image-83696" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/04/WhatsApp-Image-2022-02-17-at-7.27.58-AM-1.jpg 599w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/04/WhatsApp-Image-2022-02-17-at-7.27.58-AM-1-300x300.jpg 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/04/WhatsApp-Image-2022-02-17-at-7.27.58-AM-1-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 599px) 100vw, 599px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">Hoff comenta que alguns dos aspectos que parecem estar particularmente influenciando a ocorrência da doença são fatores que envolvem a civilização moderna: “Obesidade, sedentarismo, dietas ricas em alimentos ultraprocessados são alguns desses agentes. As pessoas precisam começar a pensar na prevenção a longo prazo”.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sintomas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O professor expõe que, no caso do câncer de intestino, o tumor pode se expandir sem a grande presença de sinais, mas alguns dos sintomas que podem ser observados são os seguintes: sangue nas fezes, modificações nos hábitos intestinais, dores abdominais e, em casos avançados, náuseas e vômitos podem estar presentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante reforçar que a detecção precoce apresenta-se como essencial para o bom resultado no tratamento. Com o avanço da ciência, vem se tornando possível a cura de pacientes também em fase metastática, mas a prevenção e o tratamento desde a fase inicial seguem sendo os melhores caminhos para a cura. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Fake News e educação" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/-6d3lIZZBn8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/cancer-de-intestino-ja-e-mais-comum-em-grupos-de-pessoas-mais-jovens/">Câncer de intestino já é mais comum em grupos de pessoas mais jovens</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Cérebro comanda o ato de se alimentar: a fome biológica é saciada, mas não o prazer de comer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Mar 2023 17:23:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[acucar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo Vivian Marques Miguel Suen, há um momento em que a fome biológica é saciada, mas algumas pessoas continuam comendo pelo prazer de comer, o que é chamado de alimentação hedônica Por Alessandra Ueno &#8211; Domingo, 19 de março de 2023 O cérebro controla todo o corpo e, inclusive, possui ligações com o sistema digestório. Um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Segundo Vivian Marques Miguel Suen, há um momento em que a fome biológica é saciada, mas algumas pessoas continuam comendo pelo prazer de comer, o que é chamado de alimentação hedônica</em></p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/03/NUTRICAO-E-CEREBRO_ALESSANDRA-UENO.mp3"></audio><figcaption class="wp-element-caption">Radio USP</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Por <a href="https://jornal.usp.br/author/alessandra-ueno/">Alessandra Ueno</a> &#8211; Domingo, 19 de março de 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cérebro controla todo o corpo e, inclusive, possui ligações com o sistema digestório. Um dos meios de comunicação é pelo <a href="https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/bbc/2021/08/01/o-que-e-o-nervo-vago-e-como-ele-pode-ajudar-a-reduzir-o-estresse.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">nervo vago</a> e suas ramificações. Esse transmissor de informações faz parte do sistema nervoso autônomo e controla funções involuntárias, além de servir como mensageiro, sobretudo, do cérebro para o coração e aparelho digestivo.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="720" height="90" data-id="77220" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px.jpg" alt="" class="wp-image-77220" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">“Uma outra forma é por meio das bactérias que habitam o nosso intestino. Elas também participam dessa comunicação. Como elas fazem isso? Elas digerem os alimentos que nós comemos e produzem substâncias que também estimulam o nervo vago. Além disso, nós também sabemos que o estômago e o intestino produzem hormônios, chamados de peptídeos, que chegam ao cérebro e são muito importantes para regular a nossa fome e a nossa saciedade“, explica a professora Vivian Marques Miguel Suen da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP e também coordenadora da Equipe de Terapia Nutricional do Hospital das Clínicas da FMRP-USP.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mecanismos</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized" id="attachment_618369"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/03/202303117_vivian2.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-618369" width="167" height="167"/><figcaption class="wp-element-caption">Vivian Marques Miguel Suen – Foto: FMRP</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">A nossa fome pode ser controlada, principalmente, por dois sistemas: o fisiológico e o do prazer. Quando se aborda esse processo do ponto de vista da necessidade do organismo, envolve-se a necessidade de obter energia. Entretanto, os processos não são excludentes: ”Sentimos a necessidade de nos alimentarmos para manter o adequado funcionamento do corpo, a energia que a gente precisa para viver e todos os nutrientes, mas também pela sensação de prazer. Os dois mecanismos contribuem para a escolha que a gente faz dos alimentos”, diz Vivian.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, ao comer, a fome biológica é saciada enquanto o prazer ainda deseja mais alimentos: “A partir de determinado ponto, nós estamos com fome, nós ingerimos o alimento e a nossa fome fisiológica, digamos assim, ela passa. Nesse momento, a gente não tem mais necessidade biológica, porém, algumas pessoas ainda continuam comendo pelo prazer de comer, que é o que nós chamamos de alimentação hedônica“, completa a professora.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Açúcar</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Vários alimentos estão presentes na alimentação: desde os mais saudáveis até os industrializados, com muitos conservantes. Porém, dentre eles, os doces são os mais lembrados quando o assunto é comer por prazer. Eles contêm um alto teor de açúcar e Vivian explica o porquê deles serem tão visados pela&nbsp;<a href="https://boaforma.abril.com.br/coluna/boa-forma-responde/fome-hedonica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fome hedônica</a>: “Isso é muito interessante. É um assunto que precisa de muito estudo, muita investigação, mas o que a gente conhece até o momento é que o açúcar, quando é ingerido, de uma maneira bem geral, estimula o pâncreas. Então, a gente ingere o açúcar, ele chega lá no intestino, ele vai estimular o pâncreas e produzir a insulina. O que a insulina vai fazer? Ela vai fazer com que o açúcar entre para dentro da célula para que ele seja utilizado para produzir energia. No entanto, esse açúcar e a insulina vão chegar lá no cérebro, numa região que chama sistema mesolímbico e, nessa região, eles vão modificar a concentração de um neurotransmissor, a dopamina. Ela é responsável pela nossa sensação de prazer, então o açúcar tem essa função, tem essa capacidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ligação entre a fome, o prazer e o cérebro ainda tem muito a ser estudada e, por mais que alguns mecanismos interligando esses sistemas possam ser analisados, a variação de alimentos, abordagem nutricional e estilo de vida alteram toda a análise. É preciso também estar atento para apenas a questão do prazer na alimentação: “Está satisfazendo, provavelmente, uma necessidade psicológica e não uma necessidade fisiológica”, coloca a especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para saber mais sobre alimentos e suas relações com o cérebro, acesse: <a href="https://jornal.usp.br/ciencias/circuitos-neurais-envolvidos-na-identificacao-de-sabor-e-nutricao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://jornal.usp.br/ciencias/circuitos-neurais-envolvidos-na-identificacao-de-sabor-e-nutricao/</a> e <a href="https://jornal.usp.br/ciencias/consumo-excessivo-de-alimentos-ultraprocessados-aumenta-o-risco-de-declinio-cognitivo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://jornal.usp.br/ciencias/consumo-excessivo-de-alimentos-ultraprocessados-aumenta-o-risco-de-declinio-cognitivo/</a> .</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP</p>



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