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	<title>juros real |</title>
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		<title>Com Selic em 15%, taxa de juros real é a mais alta em 20 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 12:19:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com Selic mantida em 15%, taxa real volta a superar 10% após quase duas décadas, em cenário marcado por expectativas de inflação mais baixas, dúvidas sobre a eficácia da política monetária e preocupação com inflação de serviços e gasto público Com a manutenção da Selic, a taxa básica de juros da economia, em 15% ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Com Selic mantida em 15%, taxa real volta a superar 10% após quase duas décadas, em cenário marcado por expectativas de inflação mais baixas, dúvidas sobre a eficácia da política monetária e preocupação com inflação de serviços e gasto público<br><br>Com a manutenção da Selic, a taxa básica de juros da economia, em 15% ao ano, a taxa real — que considera a expectativa de inflação para os próximos 12 meses — permanece em cerca de 10,6%. Trata-se do nível mais alto desde maio de 2006, quando atingiu 10,7%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os juros reais ficaram por cerca de 20 anos abaixo de 10% e só voltaram a superar esse patamar em julho do ano passado, quando a Selic chegou a 15%. Desde então, as expectativas de inflação passaram a recuar — no último boletim Focus, a mediana é de 4% para este ano —, o que contribuiu para a elevação da taxa real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário de maio de 2006 apresenta algumas semelhanças com o atual. Naquele período, a Selic estava em 15,25% ao ano, e a expectativa de inflação era de 4,1%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu manter a taxa em 15% pela quinta reunião consecutiva. A decisão foi unânime entre os diretores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Bernardo Carvalho, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) e colunista da Folha, historicamente o patamar elevado da taxa real no Brasil girava em torno de 7%. Segundo ele, juros reais na casa de 10% não são comuns na economia brasileira recente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carvalho afirma que os mecanismos de transmissão da política monetária no país são menos eficazes do que em outras economias por dois motivos principais. Um deles é a existência de diversas linhas de crédito direcionadas — como o financiamento habitacional atrelado à taxa da poupança e o crédito do BNDES para empresas —, o que reduz o número de tomadores sujeitos às taxas de mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, mesmo quem não tem acesso a essas linhas especiais acaba sendo pouco impactado pela Selic, já que o spread bancário — a diferença entre os juros pagos pelos bancos na captação e os cobrados dos clientes — costuma ser elevado. Nesse contexto, variações na taxa básica têm efeito limitado frente ao nível já alto dos juros praticados no mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por essa razão, afirma Carvalho, para que a política monetária seja eficaz, o Banco Central precisa “dar uma porrada” nos juros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O economista também atribui os aumentos recentes ao receio do BC de perder credibilidade durante a transição no comando da instituição, de Roberto Campos Neto para Gabriel Galípolo. Quando Galípolo assumiu a presidência, surgiram expectativas — que Carvalho classifica como “completamente erradas” — de que haveria um afrouxamento da política monetária. Diante do risco de desancoragem das expectativas de inflação, o BC optou por sucessivas altas de um ponto percentual, movimento que ele considera excessivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o economista Ailton Braga, assessor técnico do Senado e ex-analista do Banco Central, afirma que, mesmo com a elevação dos juros reais, o gasto público primário da União, dos estados e dos municípios cresceu a um ritmo de 7% ao ano entre 2022 e 2024, impulsionando o consumo das famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Braga, o mercado de crédito tende a ampliar a oferta quando há aumento da renda disponível, o que também contribui para estimular o consumo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Juliana Inhasz, professora do Insper, o ponto central da manutenção dos juros nominais — e, consequentemente, da alta dos juros reais — é a inflação de serviços, que segue como uma das principais preocupações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A alta dos preços de serviços é resistente, ainda há expectativas desancoradas, e o fiscal é um elemento de bastante transtorno”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Notícias ao Minuto / Foto: © Shutterstock</p>



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