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	<title>lei da Misoginia |</title>
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	<title>lei da Misoginia |</title>
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		<title>Flávio votou a favor da Lei da Misoginia para não perder votos das mulheres, confessa deputado bolsonarista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 01:39:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Filho do ex-presidente é contra projeto que visa criminalizar misoginia, mas segundo aliado, votou a favor por questões eleitorais; veja vídeo Por: Ivan Longo &#8211; Quarta, 25 de março de 2026 O deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS) revelou nesta quarta-feira (25) que o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu aliado, é contra o projeto de lei [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Filho do ex-presidente é contra projeto que visa criminalizar misoginia, mas segundo aliado, votou a favor por questões eleitorais; veja vídeo</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://revistaforum.com.br/autor/ivan/">Por: Ivan Longo</a></strong> &#8211; Quarta, 25 de março de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">O deputado federal <strong>Mauricio Marcon (PL-RS)</strong> revelou nesta quarta-feira (25) que o senador e pré-candidato à presidência <a href="https://revistaforum.com.br/tags/flavio-bolsonaro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Flávio Bolsonaro (PL-RJ)</a>, seu aliado, é contra o <a href="https://revistaforum.com.br/politica/senado-criminalizacao-misoginia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">projeto de lei que criminaliza a misoginia</a> aprovado nesta terça-feira (24) no Senado, mas que <strong>votou a favor da proposta para não perder votos das mulheres</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vídeo divulgado nas redes sociais, Marcon dispara uma série de <strong>fake news</strong> sobre o projeto, entre elas a de que “interromper uma mulher” ou dizer que “ela está nervosa porque está de TPM” configuraria crime de misoginia, e tenta explicar o posicionamento de Flávio diante das críticas de bolsonaristas, afirmando de forma explícita que ele só votou a favor da proposta para não perder votos do eleitorado feminino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Vocês imaginem, por exemplo, lá em Xique-Xique, interior da Bahia, Dona Maria com três filhos, viúva, com extrema dificuldade de pagar suas contas durante o governo Lula, pensando em votar em Flávio Bolsonaro, vê no Jornal Nacional ‘Flávio Bolsonaro é a favor da violência contra as mulheres’, que é isso que iria sair. Vocês acham que ela repercutiria isso como no coração dela, no voto dela? Voltaria obviamente no Lula”, diz Marcon.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O deputado bolsonarista, na sequência, falou de forma ainda mais aberta sobre a estratégia de Flávio:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“O nosso voto ele já tem, ele precisa do voto da Dona Maria lá em Xique-Xique, no interior da Bahia. Então, pessoal, é um jogo de xadrez (…) Se Flávio tivesse votado contra esse projeto, fosse o único voto contra, por exemplo, nós passaríamos a campanha inteira discutindo e tentando explicar pra as pessoas que o voto do Flávio não foi a favor da violência das mulheres”.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Veja vídeo:</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f6a8.png" alt="🚨" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />URGENTE &#8211; Deputado Maurício Marcon diz que Flávio Bolsonaro e toda a direita votaram a favor da criminalização da misoginia para evitar narrativa da esquerda <br><br>“Eles teriam narrativa para dizer que nós da direita somos favoráveis à violência contra a mulher.” <a href="https://t.co/WJhikrQ8YZ">pic.twitter.com/WJhikrQ8YZ</a></p>&mdash; SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) <a href="https://twitter.com/NewsLiberdade/status/2036796187508887587?ref_src=twsrc%5Etfw">March 25, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Criminalização da misoginia: entenda o projeto</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (24) o projeto de lei que criminaliza a&nbsp;<a href="https://revistaforum.com.br/tecnologia/a-engrenagem-do-odio-como-a-machosfera-usa-a-misoginia-para-recrutar-jovens-na-internet/">misoginia</a>&nbsp;no Brasil, classificando o ato como crime de preconceito e discriminação. A proposta, que agora segue para análise da Câmara dos Deputados, estabelece pena de 2 a 5 anos de prisão, além de multa, para quem praticar atos de ódio ou aversão contra mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida foi aprovada por unanimidade, com 67 votos favoráveis, e altera a Lei do Racismo (Lei 7.716/1989), incluindo a misoginia entre os crimes já previstos, como os de discriminação por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. O texto define misoginia como qualquer conduta baseada na crença da superioridade masculina ou que manifeste desprezo extremo contra mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, casos de misoginia são tratados como injúria ou difamação, com penas mais leves. Com a nova proposta, o crime passa a ter enquadramento mais rigoroso, refletindo a gravidade da violência de gênero no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relatora do projeto, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), destacou que a mudança é necessária diante do aumento alarmante de casos de feminicídio e violência contra a mulher no Brasil. Segundo ela, somente em 2025 foram registradas quase 7 mil tentativas de feminicídio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O ódio às mulheres não é abstrato: é estruturado, crescente e ceifa vidas todos os dias”, afirmou a senadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a discussão, parlamentares também alertaram para o crescimento de grupos que incentivam o ódio às mulheres, especialmente na internet — como comunidades associadas ao movimento “red pill”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a aprovação no Senado, o projeto segue agora para a Câmara dos Deputados, onde poderá sofrer alterações antes de uma eventual sanção presidencial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é misoginia</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Misoginia é o termo utilizado para descrever o ódio, aversão ou desprezo contra mulheres, manifestado por meio de atitudes, discursos ou práticas que reforçam a ideia de inferioridade feminina. No contexto jurídico e social, ela vai além de opiniões individuais, podendo se traduzir em discriminação, violência simbólica ou até agressões físicas motivadas por gênero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A criminalização da misoginia busca enquadrar essas condutas como formas de preconceito, reconhecendo que o desrespeito sistemático às mulheres não é apenas um problema cultural, mas também uma violação de direitos que deve ser combatida pelo Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Revista Forum / &#8211; Foto: Carlos Moura/Agência Senado</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><br><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/flavio-votou-a-favor-da-lei-da-misoginia-para-nao-perder-votos-das-mulheres-confessa-deputado-bolsonarista/">Flávio votou a favor da Lei da Misoginia para não perder votos das mulheres, confessa deputado bolsonarista</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Lei da Misoginia: o que diz e o que muda no projeto em defesa das mulheres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 01:27:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Projeto de lei tipifica misoginia como crime, equiparando-o à Lei do Racismo; entenda ponto a ponto Por: Redação &#8211; Quarta, 25 de março de 2026 Nesta terça (24), o Senado deu aval ao projeto de lei que passa a enquadrar a misoginia como crime pela primeira vez, equiparando-a ao racismo na legislação brasileira, do qual é tipificado como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Projeto de lei tipifica misoginia como crime, equiparando-o à Lei do Racismo; entenda ponto a ponto</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://revistaforum.com.br/autor/redacao/">Por: Redação</a></strong> &#8211; Quarta, 25 de março de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta terça (24), o Senado deu aval ao <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/156025" target="_blank" rel="noreferrer noopener">projeto de lei</a> que passa a <strong>enquadrar a misoginia como crime pela primeira vez</strong>, equiparando-a ao racismo na legislação brasileira, do qual é tipificado como crime. A proposta estabelece que comportamentos de ódio ou rejeição às mulheres sejam enquadrados na Justiça, fundamentados na ideia de superioridade masculina. Aprovado por unanimidade, o projeto teve votos de bolsonaristas que queriam evitar desgaste em ano eleitoral e ainda vai passar por análise na Câmara dos Deputados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os senadores, 11 não registraram presença na votação: Angelo Coronel (PSD-BA), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Cid Gomes (PSB-CE), Dr. Hiran (PP-RR), Eliziane Gama (PSD-MA), Magno Malta (PL-ES), Mara Gabrilli (PSD-SP), Otto Alencar (PSD-BA), Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO), Rogério Marinho (PL-RN) e Sérgio Petecão (PSD-AC).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como mostrou a <em>Fórum</em>, a tramitação do projeto estava parada no Senado após <a href="https://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento?dm=10091831&amp;ts=1763581309617&amp;disposition=inline" target="_blank" rel="noreferrer noopener">senadores de extrema direita pedirem “mais tempo” para análise da proposta</a> em outubro de 2025. À época, movimentos feministas e organizações da sociedade civil contestaram a decisão. Entre os senadores responsáveis por atrasar o andamento do projeto estava o candidato à presidência <strong>Flávio Bolsonaro</strong>, e os bolsonaristas <strong>Rogério Marinho, Marcos Rogério, Jorge Seif</strong> e<strong> Carlos Portinho</strong>, todos filiados ao Partido Liberal (PL).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Lei da misoginia: o que diz o projeto?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O texto caracteriza misoginia como “a conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino”. A proposta prevê a inclusão desse tipo de prática na Lei do Racismo, passando a tratá-la como crime de discriminação. Um dos principais pontos da proposta é a ampliação do alcance da lei para abranger não apenas ações concretas de discriminação, mas também manifestações verbais e simbólicas, como injúrias e discursos de ódio direcionados às mulheres. Isso inclui ofensas que atentem contra a dignidade feminina ou falas que incentivem a inferiorização das mulheres em espaços públicos e privados, inclusive no ambiente digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As punições estipuladas variam entre dois e cinco anos de prisão, além de multa. De acordo com o projeto, também serão enquadradas nessas normas situações como injúria ou ofensa à dignidade e ao decoro motivadas por misoginia, assim como ações de prática, indução ou incitação à discriminação ou preconceito por razões misóginas. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão, além de multa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem praticar, incentivar ou induzir a misoginia poderá receber as mesmas penalidades previstas para crimes de discriminação relacionados a raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade. Relatora da proposta na Comissão de Constituição e Justiça, a senadora<strong>&nbsp;Soraya Thronicke (Podemos-MS)</strong>&nbsp;disse que a medida fortalece o combate a grupos que propagam ideias de supremacia biológica, física e intelectual dos homens sobre as mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o Código Penal prevê penas mais leves para injúria, com detenção de um a seis meses ou multa. Ainda assim, a proposta determina que, quando houver motivação misógina, seja aplicada a penalidade mais grave, conforme a&nbsp;<strong>Lei do Racismo</strong>. Além disso, para evitar que haja punição duplicada, foi incorporada ao texto uma emenda que ajusta o Código, estabelecendo a diferença entre a injúria misógina e aquela ocorrida em situações de violência doméstica e familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós brasileiros passamos a acordar e dormir com várias notícias de violência contra mulheres. Nós só ficamos sabendo quando já é tarde demais, porém, a violência começa lá atrás de inúmeras maneiras, e uma delas é a misoginia”, afirmou a senadora ao defender o texto na tribuna. O&nbsp;<a href="https://static.congressoemfoco.com.br/2026/03/25/attachment/2026/03/25/27ee15_rendition_principal_sf233744515933.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Projeto de Lei 896/2023</a>&nbsp;foi apresentado pela senadora&nbsp;<strong>Ana Paula Lobato (PDT-MA)</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>“O ódio às mulheres não é abstrato: é estruturado, crescente e ceifa vidas todos os dias”, destacou Thronicke</em></p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como votou cada senador</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ser votada com unanimidade, com 67 votos favoráveis e nenhum contrário entre 81 senadores, na manhã desta quarta (25) diversos parlamentares de extrema direita e Centro voltaram a se posicionar contra a aprovação do PL. Caso seja aprovada pelos deputados na Câmara, a proposta seguirá para o presidente<strong>&nbsp;Luiz Inácio Lula da Silva</strong>, que deverá sancioná-la. Após a sanção, a lei passa a valer com a publicação no Diário Oficial. Se houver veto, total ou parcial, por parte da Presidência, o texto retorna ao Congresso Nacional para reavaliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, se a Câmara rejeitar a proposta, ela será arquivada. Nessa situação, a regra impede que o projeto seja reapresentado no mesmo ano legislativo, salvo se houver apoio da maioria absoluta dos parlamentares de qualquer uma das Casas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A lei vale para a internet?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O texto mira práticas que ocorrem no ambiente digital, como discursos de ódio em redes sociais, fóruns e aplicativos. O tema voltou à pauta com a proliferação de comunidades e conteúdos associados ao movimento<em>&nbsp;“red pill”</em>, que disseminam atitudes misóginas e violentas na internet.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual a diferença entre misoginia e machismo?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes usados as palavras machismo e misoginia são usadas como sinôminos, mas não são conceitos idênticos e possuem implicações distintas. O machismo se refere a um conjunto de práticas, valores e comportamentos que sustentam a desigualdade de gênero, naturalizando privilégios masculinos em diferentes esferas da vida social, do mercado de trabalho às relações domésticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a misoginia representa uma manifestação mais extrema e explícita desse sistema, caracterizada pelo ódio, desprezo ou aversão direta às mulheres. Enquanto o machismo pode se expressar de forma estrutural e até velada, como na reprodução de estereótipos ou na desigualdade de oportunidades, a misoginia costuma aparecer em atitudes mais agressivas, como ataques verbais, desumanização, incitação à violência ou discursos que defendem a inferioridade feminina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Revista Forum / Foto: Carlos Moura/Agência Senado</p>



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