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	<title>Leitura |</title>
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	<title>Leitura |</title>
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		<title>Leitura tem queda dramática – e preocupante – pelo mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 04:24:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Alexander Freund &#124; Fábio Corrêa &#8211; Sábado, 9 de maio de 2026 Ler livros tem sido algo cada vez menos comum – seja no Brasil, na Europa ou nos EUA. O que isso significa para nossa saúde? Uma queda vertiginosa no número de leitores está atingindo diversas partes do planeta – e a tendência é preocupante. De [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.dw.com/pt-br/alexander-freund/person-18414459">Alexander Freund</a> | <a href="https://www.dw.com/pt-br/f%C3%A1bio-corr%C3%AAa/person-43771808">Fábio Corrêa</a> &#8211; Sábado, 9 de maio de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ler livros tem sido algo cada vez menos comum – seja no Brasil, na Europa ou nos EUA. O que isso significa para nossa saúde?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma queda vertiginosa no número de leitores está atingindo diversas partes do planeta – e a tendência é preocupante. De acordo com um&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" target="_blank" href="https://www.cell.com/iscience/fulltext/S2589-0042%2825%2901549-4">estudo</a>&nbsp;da Universidade da Flórida e do University College London, da Inglaterra, a quantidade de pessoas nos&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/estados-unidos/t-17444908">Estados Unidos</a>&nbsp;que mantêm o hábito da leitura por prazer caiu mais de 40% nos últimos 20 anos. A cada ano, essa parcela recua cerca de 3%, algo &#8220;significativo e muito preocupante&#8221;,&nbsp; afirma Jill Sonke, diretora do Centro de Artes em Medicina da Universidade da Flórida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento também mostra a desigualdade no acesso à leitura dos americanos: a retração no hábito é maior para afro-americanos, pessoas com menor renda ou escolaridade e moradores de áreas rurais. &#8220;Mas, embora as pessoas com maior nível de escolaridade e as mulheres continuem lendo com mais frequência, observamos mudanças mesmo dentro desses grupos&#8221;, alertou Jessica Bone, pesquisadora sênior de estatística e epidemiologia da University College London.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil,&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/como-editoras-atraem-leitores-com-brasileiros-lendo-menos/a-72687064">a situação também é drástica</a>. Pela primeira vez, a parcela dos que não leem livros é maior que a daqueles que recorrem à literatura nos momentos de lazer. A conclusão é da pesquisa &#8220;Retratos da Leitura no Brasil&#8221;, do Instituto Pró-Livro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mais recente edição do levantamento mostrou que, em 2024, 53% dos entrevistados se consideraram &#8220;não-leitores&#8221;,&nbsp;contra 47% dos leitores. Em 2019, eram 52% leitores e 48% não-leitores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na comparação entre os sexos, mulheres leem mais: estima-se que elas sejam 50 milhões, contra 43 milhões de leitores homens no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O único segmento da população brasileira que não teve queda no número de leitores foi nas faixas etárias de 11 a 13 anos e de mais de 70 anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual o nível de leitura dos europeus?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na Europa, a situação também não é muito diferente, de acordo com uma pesquisa de 2024 do Eurostat, órgão de estatística da União Europeia (UE). Segundo o estudo, quase metade dos cidadãos do bloco não conseguiu ler nem um livro por ano. A distribuição do hábito pelos países europeus também é desigual: Irlanda, Finlândia, Suécia, França, Dinamarca e Luxemburgo têm o maior nível de leitura. Itália, Chipre e Romênia vêm por último.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Europa e nos EUA, também há diferenças significativas em relação à idade e ao sexo: os jovens entre 16 e 29 anos leem com mais frequência do que os maiores de 65 anos, e as mulheres leem significativamente mais livros do que os homens.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As diferenças entre livros físicos e ebooks</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.dw.com/pt-br/livro-digital-ou-impresso-o-que-%C3%A9-melhor-para-o-planeta/a-68400474">Livros digitais</a>&nbsp;costumam ser práticos, leves e personalizáveis. Mas a grande maioria dos leitores continua preferindo as edições em papel. No continente europeu, o percentual de pessoas que compram livros físicos foi mais que o dobro de quem fez downloads de ebooks ou audiolivros, mostrou o levantamento da Eurostat.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos científicos comprovam que os livros impressos oferecem vantagens importantes em relação aos formatos digitais em muitos pontos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2022, pesquisadores da Universidade de Valência analisaram dados de mais de 450 mil participantes. A&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" target="_blank" href="https://journals.sagepub.com/stoken/default+domain/ZWGEZIZQHS3RHNPCJDVD/full">conclusão</a>&nbsp;deles: quem ficou com os livros físicos demonstrou uma compreensão melhor do texto e um processamento mais profundo do conteúdo por causa do tato, o que não ocorre com e-books. Esse efeito foi maior principalmente em&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/como-incentivar-a-leitura-em-crian%C3%A7as/a-68278186">crianças em idade escolar</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais os benefícios da leitura para a saúde?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A ciência sugere que manter um hábito de leitura pode impactar positivamente na saúde. Ler um livro regularmente pode gerar níveis mais baixos de estresse, melhorar a memória, proteger contra declínio cognitivo e demência e proporcionar até mesmo uma vida mais longa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" target="_blank" href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0277953616303689">pesquisa da Escola de Saúde Pública de Yale</a>&nbsp;descobriu, por exemplo, que quem tem o hábito de leitura vive, em média, 23 meses a mais que quem não lê nada – independentemente de fatores como educação, renda, saúde básica e capacidade cognitiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A explicação para isso pode estar na conexão social proporcionada na leitura de um romance, por exemplo. Cenas vividas por um personagem, segundo especialistas, funcionariam como uma espécie de treinamento, uma projeção das relações que o leitor consegue praticar, mesmo que não tenha uma vida social ativa: a&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/oms-uma-em-cada-seis-pessoas-no-mundo-sofre-de-solid%C3%A3o/a-73088499">solidão</a>&nbsp;é um fator de risco grave para a mortalidade precoce, comparada ao tabagismo ou à obesidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: DW / Não importa se ficção ou romance, o importante é gostar de ler livros e fazê-lo regularmente<small>Foto: Shotshop/IMAGO</small></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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		<title>Por onde começar a ler Machado de Assis?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 04:16:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>André Bernardo &#8211; Sábado, 9 de maio de 2026 Especialistas na obra do &#8220;Bruxo do Cosme Velho&#8221; indicam contos e romances que podem servir como &#8220;porta de entrada&#8221; para os leitores do século 21. Com apenas dez anos, Maria Valéria Rezende já tinha lido e relido todos os infantojuvenis das bibliotecas de Santos (SP), onde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.dw.com/pt-br/andr%C3%A9-bernardo/person-69703436">André Bernardo</a> &#8211; Sábado, 9 de maio de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas na obra do &#8220;Bruxo do Cosme Velho&#8221; indicam contos e romances que podem servir como &#8220;porta de entrada&#8221; para os leitores do século 21.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com apenas dez anos, Maria Valéria Rezende já tinha lido e relido todos os infantojuvenis das bibliotecas de Santos (SP), onde nasceu. Por essa razão, pediu mais e mais livros aos pais. Na esperança de que a filha os deixasse em paz, eles resolveram presenteá-la com&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/literatura/t-72334405">clássicos</a>&nbsp;de &#8220;gente grande”:&nbsp;<em>A Mão e a Luva</em>&nbsp;(1874),&nbsp;<em>Helena</em>&nbsp;(1876) e&nbsp;<em>Iaiá Garcia</em>&nbsp;(1878), três romances de&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/machado-de-assis/t-36653174">Machado de Assis</a>. &#8220;Imaginavam que eu demoraria a lê-los, mas eu os devorei e, na semana seguinte, pedi mais&#8221;, recorda essa paulista de 83 anos. &#8220;Quem sabe também tenham esse efeito para os jovens de hoje?&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por onde os jovens de hoje, como diz a autora de&nbsp;<em>Quarenta Dias e Outros Cantos</em>, devem começar a ler a obra do &#8220;Bruxo do Cosme Velho&#8221;? Pelos contos, sugere Hélio de Seixas Guimarães, doutor em teoria e história literária pela Unicamp. E recomenda três títulos:&nbsp;<em>A Cartomante</em>&nbsp;(1884),&nbsp;<em>Caso da Vara</em>&nbsp;(1891) e&nbsp;<em>Pai Contra Mãe</em>&nbsp;(1906). &#8220;Não só por serem mais curtos, mas pelo efeito poderoso que podem produzir sobre o leitor”, afirma o organizador da coleção&nbsp;<em>Todos os Livros de Machado de Assis</em>. &#8220;Nos fazem questionar o que faríamos se estivéssemos no lugar das personagens&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Obra que não envelhece</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Organizadora do box&nbsp;<em>Escritor por Escritor: Machado de Assis Segundo Seus Pares</em>, Ieda Lebensztayn concorda que os contos do autor são &#8220;uma ótima porta de entrada para os jovens” e recomenda a leitura de mais três:&nbsp;<em>Teoria do Medalhão</em>&nbsp;(1881),&nbsp;<em>A Igreja do Diabo</em>&nbsp;(1883) e&nbsp;<em>Missa do Galo</em>&nbsp;(1894). No livro&nbsp;<em>Missa do Galo: Variações sobre o Mesmo Tema</em>&nbsp;(1977), o conto foi recriado por autores como Autran Dourado, Lygia Fagundes Telles e Nélida Piñon. &#8220;Nós envelhecemos”, afirma a doutora em literatura brasileira pela USP, &#8220;a obra de Machado de Assis, jamais!”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiro, os contos; depois, os romances. É a sugestão de Cláudio Soares, autor da biografia&nbsp;<em>Machado – O Filho do Inverno</em>. Segundo o roteiro traçado pelo jornalista, os jovens podem começar por&nbsp;<em>A Missa do Galo</em>&nbsp;(1894), avançar para&nbsp;<em>Dom Casmurro</em>&nbsp;(1899) e chegar a&nbsp;<em>Memórias Póstumas de Brás Cubas</em>&nbsp;(1881). &#8220;Enquanto Dom Casmurro transformou a ambiguidade de Capitu em um enigma, a ironia de Brás Cubas se converteu em instrumento de dissecação da alma”, analisa. Entre os romances, Guimarães destaca&nbsp;<em>Memórias Póstumas</em>&nbsp;e Lebensztayn,&nbsp;<em>Quincas Borba</em>&nbsp;(1891).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A<em>&nbsp;booktoker</em>&nbsp;(influenciadora digital especializada em literatura) americana Courtney Novak percorreu o caminho inverso do roteiro de Soares. Começou a ler a obra de Machado por&nbsp;<em>Memórias Póstumas de Brás Cubas</em>, que classificou como &#8220;melhor livro do mundo” em um vídeo nas redes sociais, e emendou a leitura de&nbsp;<em>Dom Casmurro</em>. &#8220;É o melhor livro do mundo? Claro que não! Tal livro não existe. Mas, em termos de audácia e originalidade, nada o superou. O que Machado fez é incrivelmente moderno. A voz do narrador é íntima e devastadora ao mesmo tempo. Então, sim. Defendo essa ideia com unhas e dentes”, diz.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="475" height="633" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-39.png" alt="" class="wp-image-175849" style="width:167px;height:auto" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-39.png 475w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-39-225x300.png 225w" sizes="(max-width: 475px) 100vw, 475px" /><figcaption class="wp-element-caption">Para Courtney Novak, &#8220;Memórias Póstumas de Brás Cubas&#8221; é o &#8220;melhor livro do mundo<small>Foto: Personal collection</small></figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Quem traduziu o&nbsp;<em>The Posthumous Memoirs of Brás Cubas</em>&nbsp;lido por Novak foi&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/as-pessoas-precisam-estar-prontas-para-machado-diz-tradutora/a-53830938">Flora Thomson-DeVeaux</a>. &#8220;Foi o primeiro romance machadiano que li, e é o meu xodó&#8221;, brinca a tradutora. Na hora de indicar livros do autor, faz duas recomendações, admite, um tanto óbvias:&nbsp;<em>Memórias Póstumas</em>, que considera &#8220;sensacional”, e&nbsp;<em>Dom Casmurro</em>, que classifica como &#8220;obra-prima”. &#8220;Minha maior recomendação seria que os jovens não encarassem ele como muito sério, que tentassem perceber a leveza terrível dele – terrível porque, na hora em que a gente relaxa, ele enfia a navalha”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Machado de Assis não escreveu apenas contos ou romances. Publicou ainda teatro, poesia e crítica. Só de crônicas, estima-se, foram mais de 600! &#8220;São textos mais adequados ao fôlego de leitura dos jovens, acostumados à fragmentação das redes&#8221;, explica Ana Chiara, doutora em letras pela PUC-Rio e organizadora de&nbsp;<em>Machado para Jovens Leitores</em>. Entre os romances,&nbsp;<em>Dom Casmurro</em>&nbsp;pode atrair pelo enredo de amor juvenil. &#8220;A única dúvida é se a ironia machadiana poderá ser entendida neste mundo literal ou se precisará de um &#8216;kkk&#8217; ou de um &#8216;hahaha&#8217;&nbsp;aposto ao texto&#8221;, especula.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tempos modernos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O escritor fluminense Joaquim Maria Machado de Assis publicou seu primeiro livro em 1861:&nbsp;<em>Desencantos</em>, uma peça de teatro protagonizada por Clara de Sousa, uma viúva às voltas com dois pretendentes. E o último em 1908:&nbsp;<em>Memorial de Aires</em>, romance sob a forma de diário, narrado por José da Costa Marcondes Aires. Mas, o que um escritor do século 19 tem a ensinar ao leitor do século 21?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muita coisa, responde Hélio de Seixas Guimarães, que recorda uma passagem de&nbsp;<em>Pai Contra Mãe</em>&nbsp;(1906), em que um homem livre trava uma luta corporal contra uma mulher escravizada no meio da rua. Naquele tempo, caçadores tinham licença para capturar os fugitivos e devolvê-los aos seus senhores em troca de uma recompensa. &#8220;Quantas situações de extrema violência vemos nas grandes cidades e seguimos, indiferentes?&#8221;, indaga Guimarães.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-40-1024x576.png" alt="" class="wp-image-175850" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-40-1024x576.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-40-300x169.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-40-768x432.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-40.png 1110w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Machado de Assis aos 25 anos<small>Foto: Archives National</small></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Doutor em filologia e língua portuguesa pela USP e organizador de&nbsp;<em>Machado de Assis para Principiantes</em>, Marcos Bagno não cita um trecho apenas, mas o conto completo. Segundo ele,&nbsp;<em>Pai Contra Mãe</em>&nbsp;&#8220;se reproduz diariamente no Brasil de hoje, uma das sociedades mais racistas do mundo”. &#8220;Machado de Assis é um clássico porque trata de temas universais e, portanto, atemporais”, afirma Bagno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O biógrafo Cláudio Soares chama seu biografado de &#8220;contemporâneo do futuro&#8221;. E aponta&nbsp;<em>Teoria do Medalhão</em>&nbsp;(1881) como exemplo de conto que não envelheceu. &#8220;Um pai aconselha o filho a evitar ideias próprias e a repetir lugares-comuns para alcançar prestígio&#8221;, descreve Soares. &#8220;Tal lição continua a falar ao mundo de hoje, em que a ignorância e a fatuidade garantem o prestígio a políticos e celebridades&#8221;, corrobora Ieda Lebensztayn.</p>



<p class="wp-block-paragraph">César Lobo ilustrou dois clássicos machadianos:&nbsp;<em>O Alienista</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Memórias Póstumas de Brás Cubas</em>, ambos adaptados por Luiz Antônio Aguiar. &#8220;Qual seria o limite entre a loucura e a sanidade?&#8221;, &#8220;Os loucos são os outros ou é o alienista?&#8221; e &#8220;É a sociedade que enlouquece as pessoas?&#8221;&nbsp;são algumas das provocações do conto. &#8220;Até hoje, não citamos Platão, Shakespeare e Nietzsche? Machado de Assis nunca deixará de ser relevante&#8221;, afirma o ilustrador.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Outras mídias</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Selton Mello não lembra mais quantos anos tinha quando leu&nbsp;<em>O Alienista</em>&nbsp;pela primeira vez. Só lembra que ficou &#8220;doido&#8221;. Tão &#8220;doido&#8221;&nbsp;que, em breve, planeja adaptá-lo para o cinema. Na tela grande, vai interpretar o personagem-título: Simão Bacamarte. &#8220;É a realização de um sonho&#8221;, anuncia o ator nas redes sociais. &#8220;Sugestão: vai ler o conto. Assim, você vai viajando, se familiarizando e sonhando com esse filme que, um dia, vai chegar.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-41-1024x576.png" alt="" class="wp-image-175851" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-41-1024x576.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-41-300x169.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-41-768x432.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-41.png 1110w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Machado de Assis: escritor do século 19 tem muito a ensinar ao leitor do século 21<small>Foto: Marc Ferrez</small></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto o filme não chega aos cinemas, outros projetos baseados na obra de Machado de Assis ganham vida. O primeiro deles, aliás, já chegou às livrarias. No livro&nbsp;<em>Recapitulações</em>, Maria Valéria Rezende propõe novos desfechos para o romance&nbsp;<em>Dom Casmurro</em>&nbsp;(&#8220;Sempre suspeitei que Bentinho tinha mais a esconder do que Capitu…&#8221;) e o conto&nbsp;<em>A Causa Secreta</em>&nbsp;(&#8220;Por que é tão diferente dos outros, que têm um toque de humor e ironia?&#8221;).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No segundo semestre, será a vez de&nbsp;<em>Quincas Borba</em>, adaptação para os quadrinhos do romance de 1891. O clássico será ilustrado por Thiago Souto. &#8220;A melhor maneira de adaptar Machado é ser o mais fiel possível ao seu universo. Não importa a mídia&#8221;, afirma o ilustrador César Lobo. &#8220;Sempre houve essa discussão se a adaptação deveria modernizar a obra. Sou contra. O ideal é retratar a sociedade da época como era. É dessa estranheza que vem a reflexão.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quincas Borba é um dos textos que inspirou&nbsp;<em>A Investigação Póstuma</em>. No game desenvolvido pelo Mother Gaia, o jogador investiga a morte do narrador de&nbsp;<em>Memórias Póstumas de Brás Cubas</em>. &#8220;Preso em um loop temporal, o detetive refaz sua investigação repetidas vezes e, em cada uma delas, chega a uma conclusão diferente&#8221;, adianta Felipe Bertozzo, um dos fundadores do estúdio. &#8220;Embora não seja necessária, a leitura dos livros engradeceria a experiência.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não importa a adaptação: nenhuma delas substitui o original. Mas, pode, sim, despertar a curiosidade do jovem e estimular sua procura pela inspiração. Foi o que aconteceu com Hélio de Seixas Guimarães. &#8220;Eu mesmo, aos 10 anos, comecei a assistir às telenovelas da Globo que adaptavam clássicos da literatura. Foram elas que me levaram à leitura dos livros&#8221;, admite. Uma dessas novelas foi&nbsp;<em>Helena</em>&nbsp;(1975), adaptada por Gilberto Braga da obra de Machado de Assis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: DW / Versão em quadrinhos de &#8220;O Alienista&#8221;, ilustrada por César Lobo e adaptada por Luiz Antônio Aguiar<small>Foto: César Lobo</small></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Exigimos 10% para artistas locais" width="540" height="960" src="https://www.youtube.com/embed/fIZg9xIOdeA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/por-onde-comecar-a-ler-machado-de-assis/">Por onde começar a ler Machado de Assis?</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Trends literárias estimulam a leitura entre jovens no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 04:06:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Adriana Figueiredo &#124; Evandro Almeida Júnior &#8211; Sábado, 9 de maio de 2026 Número de jovens que compraram livros cresceu no ano passado. Perfis sobre literatura em redes sociais abrem as portas desta arte para o público. Para aqueles que dizem que as tecnologias digitais vão tomar o lugar dos livros, o Brasil tem mostrado que essa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Adriana Figueiredo | <a href="https://www.dw.com/pt-br/evandro-almeida-j%C3%BAnior/person-64714465">Evandro Almeida Júnior</a> &#8211; Sábado, 9 de maio de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">Número de jovens que compraram livros cresceu no ano passado. Perfis sobre literatura em redes sociais abrem as portas desta arte para o público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para aqueles que dizem que as tecnologias digitais vão tomar o lugar dos livros, o Brasil tem mostrado que essa história pode ser diferente. De 2024 para 2025, o país ganhou 3 milhões de&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/leitura-tem-queda-dram%C3%A1tica-e-preocupante-pelo-mundo/a-75817527">novos consumidores de livros</a>, segundo a pesquisa Panorama do Consumo de Livros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Realizada pela Câmara Brasileira do Livro em parceria com a Nielsen BookData, a pesquisa indica que, na prática, 18% da população comprou ao menos um livro em 2025, um aumento de dois pontos percentuais em relação ao ano anterior. O maior crescimento foi registrado entre os jovens adultos, de 18 a 34 anos, que avançaram 3,4 pontos porcentuais em comparação ao registrado 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dados indicam que a internet pode estar influenciando esse cenário. Fenômenos como &#8220;BookTok&#8221;, uma subcomunidade do TikTok voltada para a leitura, e perfis literários têm popularizado obras nacionais e internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Você encontra pessoas que leem um livro que, aparentemente, se você estivesse, sei lá, andando na livraria, não te chamaria atenção. Mas alguém que parece que poderia ser seu amigo fala: ‘Nossa, que legal esse livro. Ele mexeu comigo por causa disso, disso, disso. E é um livro muito bom’&#8221;, explica a criadora de conteúdo literário Beatriz Paludetto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paludetto acredita que esse movimento traz a sensação de proximidade entre influenciador e público, ajudando as novas gerações a se identificarem com as experiências alheias e a encontrarem conforto na literatura.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Redes sociais, juventude e literatura</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Essa também é a opinião da presidente da Câmara Brasileira do Livro, Sevani Matos. &#8220;As redes sociais se tornaram uma porta de entrada importante para novos leitores. Criadores de conteúdo, recomendações online e comunidades virtuais são os três principais motivos que possibilitam a ampliação do alcance da literatura, especialmente entre os mais jovens&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a pesquisa Panorama do Consumo, 57% dos consumidores de livros dizem acompanhar algum conteúdo relacionado à literatura nas redes sociais, enquanto 56% afirmam comprar livros por lá.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa relação com as redes, no entanto, não significa que o produto adquirido também é&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/livros-digitais-democratizaram-o-acesso-%C3%A0-leitura/a-66556658">digital</a>. Ao serem questionados, quatro em cada cinco entrevistados afirmaram que o último livro comprado por eles havia sido um exemplar impresso.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Luz no fim do túnel para as livrarias</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O crescimento da presença digital de conteúdos literários não significa uma ameaça para as livrarias. Apesar de 49% dos consumidores preferirem comprar online, outros 44% ainda priorizam adquirir livros presencialmente. Dentre os motivos citados, estão o desejo de ver e sentir a obra impressa antes de realizar a compra e a preferência por ter o livro em mãos logo após o pagamento, sem necessidade de aguardar pela entrega.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-38-1024x576.png" alt="" class="wp-image-175846" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-38-1024x576.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-38-300x169.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-38-768x432.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/image-38.png 1110w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Livrarias se consolidam como espaços de bem-estar para os leitore.<small>Foto: Dreamstime/IMAGO</small></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Por essas e outras razões, é possível dizer que as livrarias ainda ocupam um lugar especial no coração dos leitores. Ainda de acordo com a pesquisa Panorama do Consumo, esses locais são compreendidos como espaços para &#8220;relaxar e explorar sem pressa&#8221; e são oportunidades para os consumidores se conectarem com cultura e novos conhecimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os próprios donos de livrarias já entenderam o recado. Atualmente, o negócio não pode ser, somente, sobre a venda de livros. &#8220;Aqui, no nosso caso, planejamos pensando numa experiência sensorial completa. Então, desde essa luz gostosa em que estamos, uma música baixinha, um cheiro de café, uma poltrona, um tapete… tudo isso forma mais do que um espaço: é um lugar&#8221;, relata Luciana Gil, que é livreira e sócia da livraria Bibla.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando todo o carinho e dedicação envolvidos e os benefícios da compra presencial, não é à toa que 43% dos brasileiros afirmam que ainda frequentam livrarias ao menos uma vez por mês.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Leitura e compra de livros</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com uma tendência positiva no consumo de livros, o Brasil possui ainda uma grande parcela da população que não lê livros. A mais recente edição da pesquisa&nbsp;<em>Retratos da Leitura no Brasil</em>, do Instituto Pró-Livro, mostrou que, em 2024, 53% dos entrevistados se consideraram &#8220;não-leitores&#8221;, contra 47% dos leitores. Em 2019, eram 52% leitores e 48% não-leitores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi a primeira vez na pesquisa realizada desde 2007 que a parcela dos que não leem livros superou a daqueles que recorrem à literatura nos momentos de lazer. O único segmento da população brasileira que não teve queda no&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/como-incentivar-a-leitura-em-crian%C3%A7as/a-68278186">número de leitores</a>&nbsp;foi nas faixas etárias de 11 a 13 anos e de mais de 70 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: DW / Influenciadores literários impulsionam o interesse dos mais novos pela leitura.<small>Foto: Paulo Pinto/Agência Brasi</small>l</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Geração de emprego: apoio à agricultura familiar e pequenos negócios" width="540" height="960" src="https://www.youtube.com/embed/HvKzgfXmK78?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph"><a href="whatsapp://send?text=Trends%20liter%C3%A1rias%20estimulam%20a%20leitura%20entre%20jovens%20no%20Brasil%20-%20https://p.dw.com/p/5DKDS%3Fat_medium%3DMessenger%26at_campaign%3DWhatsApp%26at_share_source%3DSharingButton%26at_origin%3DWeb" rel="noreferrer noopener" target="_blank"></a><a href="mailto:?body=https://p.dw.com/p/5DKDS%3Fat_medium%3DWebmails%26at_campaign%3DEmail%26at_share_source%3DSharingButton%26at_origin%3DWeb&amp;subject=Trends%20liter%C3%A1rias%20estimulam%20a%20leitura%20entre%20jovens%20no%20Brasil" rel="noreferrer noopener" target="_blank"></a><a href="https://share.flipboard.com/bookmarklet/popout?v=2&amp;title=Trends%20liter%C3%A1rias%20estimulam%20a%20leitura%20entre%20jovens%20no%20Brasil&amp;url=https://p.dw.com/p/5DKDS%3Fat_medium%3DSocialMedia%26at_campaign%3DFlipboard%26at_share_source%3DSharingButton%26at_origin%3DWeb" rel="noreferrer noopener" target="_blank"></a><a href="https://www.linkedin.com/shareArticle?mini=true&amp;url=https://p.dw.com/p/5DKDS%3Fat_medium%3DSocialMedia%26at_campaign%3DLinkedIn%26at_share_source%3DSharingButton%26at_origin%3DWeb&amp;title=Trends%20liter%C3%A1rias%20estimulam%20a%20leitura%20entre%20jovens%20no%20Brasil&amp;source=DW.COM" rel="noreferrer noopener" target="_blank"></a><a href="https://telegram.me/share/url?url=https://p.dw.com/p/5DKDS%3Fat_medium%3DMessenger%26at_campaign%3DTelegram%26at_share_source%3DSharingButton%26at_origin%3DWeb&amp;text=Trends%20liter%C3%A1rias%20estimulam%20a%20leitura%20entre%20jovens%20no%20Brasil" rel="noreferrer noopener" target="_blank"></a><a href="https://www.reddit.com/submit?url=https://p.dw.com/p/5DKDS%3Fat_medium%3DSocialMedia%26at_campaign%3DReddit%26at_share_source%3DSharingButton%26at_origin%3DWeb" rel="noreferrer noopener" target="_blank"></a><a href="fb-messenger://share/?link=https://p.dw.com/p/5DKDS%3Fat_medium%3DMessenger%26at_campaign%3DFacebookMessenger%26at_share_source%3DSharingButton%26at_origin%3DWeb" rel="noreferrer noopener" target="_blank"></a><a href="sms:?&amp;body=https://p.dw.com/p/5DKDS%3Fat_medium%3DSMS%26at_campaign%3DSMS%26at_share_source%3DSharingButton%26at_origin%3DWeb" rel="noreferrer noopener" target="_blank"></a></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/trends-literarias-estimulam-a-leitura-entre-jovens-no-brasil/">Trends literárias estimulam a leitura entre jovens no Brasil</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Como incluir a leitura na dieta do Brasil profundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 17:46:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Num país que lê cada vez menos, projetos incentivam o hábito nas periferias e rincões do interior. Uns são itinerantes. Outros transformam escolas em ponto de cultura, e incluem pais. E há oficinas que promovem debates e leitura poética para conscientizar e cuidar da saúde mental Por&#160;Alexandre Briozo Filho, no&#160;Nonada Foi depois de ter adquirido [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Num país que lê cada vez menos, projetos incentivam o hábito nas periferias e rincões do interior. Uns são itinerantes. Outros transformam escolas em ponto de cultura, e incluem pais. E há oficinas que promovem debates e leitura poética para conscientizar e cuidar da saúde mental</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;<strong>Alexandre Briozo Filho</strong>, no&nbsp;<em><a href="https://www.nonada.com.br/">Nonada</a></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi depois de ter adquirido um sítio no interior de Vitória da Conquista (BA) que a poeta e escritora Juliana Brito uniu sua vocação para a literatura à receptividade da comunidade do distrito de Cabeceira do Jibóia, fazendo nascer a Biblioteca Comunitária Donaraça – assim mesmo, com o&nbsp;<em>r</em>&nbsp;que leva a língua ao céu da boca e a faz tremer. Desde que fundou a biblioteca no início da pandemia de coronavírus, Juliana tem redescoberto repetidamente as potencialidades do mundo do espontâneo e do deslumbramento promovidas pela leitura, que, para ela, fala principalmente de encontro. E é nesses encontros com os leitores do povoado que a transformação ganha forma.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Já em seu nome, o espaço constitui aquilo que a difere de uma biblioteca institucional: a concepção a partir das necessidades locais e pontuais de uma comunidade. O nome é uma homenagem à Dona Iraci, trabalhadora rural do povoado baiano que foi batizada de Iraça por seu avô, ou melhor, por seu pai véi. “Eu pensei: ‘se é uma biblioteca comunitária para acolher e ser acolhido, vamos homenagear Dona Iraci’”. O início do projeto, tímido, que circulava entre amigos e conhecidos, logo avançou conforme o interesse dos demais deixou de se limitar à curiosidade passageira e se transformou em vontade de acrescentar e pertencer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o objetivo de driblar a realidade de distanciamento imposta pela pandemia e também as distâncias da zona rural, Juliana, junto de sua família, dos amigos e das filhas de Dona Iraci, recheou capangas com livros e cruzou as estradas e os caminhos do distrito, batendo de porta em porta para entregar, nos lares de quem recebesse, a pequena sacola. Com o passar do tempo, pais e mães se juntaram aos filhos na leitura das obras que eram trocadas primeiro toda semana, depois, a cada duas, e assim variava de acordo com a quantidade de livros demandada em cada casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Autores como Itamar Vieira Júnior, Ailton Krenak, Carolina Maria de Jesus são alguns dos que figuram na lista de obras distribuídas pela Donaraça. “Como é que a gente vence isso de as pessoas não poderem estar toda hora, na hora que elas querem, ir lá [na biblioteca] buscar o livro? Então essa foi a nossa forma de fazer com que esse livro chegasse até elas”, explica a educadora.&nbsp; Há quatro anos em exercício, a Biblioteca já ofereceu diversas oficinas, além de estimular debates em torno do fazer literário no cotidiano das mulheres e coordenar encontros de escritores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Iniciativas como a criada por Juliana fazem a diferença em um país onde metade da população não é leitora habitual de livros, como aponta a pesquisa&nbsp;<a href="https://www.nonada.com.br/2024/11/retratos-da-leitura-maioria-da-populacao-brasileira-nao-le-livros-diz-pesquisa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Retratos da Leitura no Brasil</a>, publicada em novembro de 2024. Num Brasil que lê cada vez menos, projetos de incentivo à leitura são indispensáveis. E mais indispensáveis ainda são aqueles que alcançam as margens das grandes metrópoles e os lugares recônditos do território rural, contribuindo com a descentralização da leitura dos centros urbanos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário do que diz a letra de Roberto Mendes, a intenção de Juliana e da biblioteca não é unicamente ensinar seus camaradas. “A gente não está aqui para ensinar nada para ninguém. Como é que eu vou trabalhar essa coisa da educação, por exemplo, sem dizer ‘olha, eu não quero ensinar nada para ninguém, eu estou aqui para aprender’”, explica. E muito se aprende: seja nas conversas batizadas com café e biscoitos durante a entrega das capangas às famílias, seja nos encontros realizados na biblioteca.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>O coração no ritmo da Terra</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Na Escola Saint Hilaire, na Lomba do Pinheiro, Porto Alegre (RS), as obras de Ailton Krenak e de outros autores indígenas e negros, como Dalva Maria Soares e José Falero, também ecoam como forma de promover a leitura a partir de um ponto de vista decolonial. O&nbsp;<a href="https://www.nonada.com.br/2025/01/alunas-de-escola-publica-criam-coletivo-cultural-para-abordar-direitos-fundamentais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Coletivo Luisa Marques</a>, formado por alunas do ensino fundamental e cuja atuação completou cinco anos, realiza projetos que conversam com a realidade da comunidade por meio do acesso a essas obras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Mochiloteca, que se baseia nos poemas de Sérgio Vaz de incluir a leitura na dieta, leva livros de casa em casa e realiza leitura de poemas ao vivo. O&nbsp;<em>AmarElo</em>, criado no pós-pandemia, é um convite para falar sobre os sentimentos como forma de prevenção à depressão e ao suicídio. A Feira Literária da Escola Saint Hilaire (FLISH), que acontece há dez anos, teve como temática de sua última edição o pensamento de Krenak trazido no livro&nbsp;<em>Futuro Ancestral</em>: “Colocar o coração no ritmo da Terra”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Aqui, no nosso bairro, a escola é um ponto de cultura. Não tem outro espaço cultural. Então, todas as ações que são pensadas por esse coletivo também são pensadas para além do muro da escola”, comenta Maria Gabriela Pires de Souza, professora da instituição. A realização da feira, que pretende destacar os mundos da leitura e discutir ideias de transformação, também é pensada para incluir e aproximar a comunidade dos debates promovidos na instituição. Na edição de 2024, foram dez dias de programação pensadas tanto para os alunos do ensino fundamental quanto para os estudantes do EJA, do turno noturno, além de serem abertas ao público.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://outraspalavras.net/wp-content/uploads/2025/06/Screenshot-2025-06-13-at-16-43-39-Como-projetos-independentes-contribuem-com-a-democratizacao-da-leitura-em-comunidades-do-interior-e-das-periferias-Nonada-Jornalismo.png" alt="" class="wp-image-3110260"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Meninas dos Coletivo Luisa Marques promovem projetos que aliam literatura a questões sociais (Foto: divulgação)</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A estudante Joana Dorneles de Souza, formanda do 9º ano, deixa a escola – que não oferece ensino médio – levando consigo memórias afetivas dos anos como integrante do Coletivo que “mudaram sua vida para sempre”. Apaixonada por desenhar, Joana ilustrou o livro&nbsp;<em>De onde é esse sangue, Joana?</em>, que fala sobre menstruação, escrito pelo próprio Coletivo. O&nbsp;<em>Voar juntas</em>, também escrito pelas meninas, traz uma fábula que conscientiza sobre abuso sexual. “A gente trabalha esses livros de uma maneira lúdica com as crianças para abordar esses temas que são difíceis, mas que precisam ser falados”, explica. “A literatura, para nós do coletivo, é essa ponte que conecta a gente com as pessoas que estamos escutando. O que queremos é levar elas para dentro da história”, diz Joana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A temática utilizada na feira literária vem de um projeto anterior, chamado Verde, que visa aproximar crianças e jovens da natureza. No Parque Saint Hilaire, próximo à escola, os estudantes se reúnem para aulas ao ar livre em que a leitura em voz alta e em conjunto agrega no conhecimento. “​​Fazer essa conexão com a natureza mostra a importância de a gente cuidar do nosso planeta. Muitas crianças não têm essa dimensão de como é estar nesses espaços”, comenta a estudante. Para Joana, em tempos de infâncias e juventudes ocupadas pelas telas, é importante parar, refletir e reconhecer que é preciso colocar o coração no ritmo da Terra.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Itinerância das palavras&nbsp;</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Na periferia de Campinas (SP), o Grupo Primavera, organização da sociedade civil que trabalha com projetos educacionais para crianças, viu a perspectiva dos pequenos sobre a leitura se transformar com a chegada do projeto Bi Bi Móvel, uma biblioteca itinerante coordenada pela Amora Produções Culturais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto, financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e que nasceu com o objetivo de aproximar escolas e comunidades do ambiente literário, atua a partir da entrega de livros (selecionados a partir da lista do clube dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, da ONU) nos locais visitados e também com contação de histórias, oficinas ministradas para estudantes e professores, além atividades como dança e teatro.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://outraspalavras.net/wp-content/uploads/2025/06/Screenshot-2025-06-13-at-16-44-16-Foto-2-1024x683.jpg-imagem-WEBP-1024-%C3%97-683-pixels.png" alt="" class="wp-image-3110261"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Crianças aproveitam inauguram da nova biblioteca construída pelo projeto Bi-Bi em Campinas (SP) (Foto: Amora Produções Culturais)</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A produtora cultural Luciana Tondo, co-fundadora da Amora e uma das idealizadoras do projeto, explica que muitas escolas não possuem uma biblioteca, tornando necessário a construção desse espaço do zero. “Muitas vezes, o incentivo não vem de casa, cada vez menos as pessoas consomem [livros]. Se não vem da escola, como é que elas iam ter esse contato?”, indaga. Nesses casos, o projeto cria e implementa o espaço literário, desde pintura e criação de imobiliário à doação do acervo literário. “A gente pensou em formas de promover experiências de literatura. É mais do que entregar um livro, é como eles poderiam estar de fato imersos nesse universo da literatura e sendo instigados para para ler e consumir livros”, conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Às vezes, a gente pensa em biblioteca e vem muito aquele lugar frio, cheio de armário, com tudo muito quadradinho e que tem que ficar em silêncio. Agora a gente está lidando com escolas que passaram pela enchente no RS, então também perderam seu acervo, perderam tudo, estão sem biblioteca. E a gente nessa trajetória vai entendendo o projeto, conversando, pesquisando a realidade, trocando com os professores”, comenta Luciana, ressaltando que as bibliotecas construídas pelo Bi-Bi são feitos com o intuito de humanizar. O projeto visa estar em lugares cujas demandas são mais urgentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Yasmin, estudante do 4º ano, de 10 anos, foi uma das crianças do Grupo Primavera que participaram das oficinas da biblioteca itinerante. O interesse pela dança e pelo desenho fez com que a atividade promovesse em seu imaginário uma aproximação entre suas paixões individuais com a leitura, incentivando-a a ler mais. “No livro Sonhos de Ágatha, ela mostra que podemos ser o que quisermos, basta sonhar. Eu sonho em ser atriz ou modelo. As profissões que eu sonho precisa ler, até porque a leitura é ótima para o nosso aprendizado, pois através da leitura, conhecemos novos lugares, novas palavras e muito mais”, comenta a estudante, categórica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outras Palavras / Foto: Reprodução</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ASSOCIAÇÃO DE MÃES E AMIGOS DE PESSOAS ATÍPICAS DE IPIRÁ" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/15eODlb2xYQ?start=1522&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/como-incluir-a-leitura-na-dieta-do-brasil-profundo/">Como incluir a leitura na dieta do Brasil profundo</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Ministérios da Educação e da Cultura lançam prêmio de incentivo à leitura e à escrita</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2025 15:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[incentivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desativado em 2016, o Prêmio VIVALEITURA é retomado pelo Governo Federal. Objetivo é valorizar iniciativas públicas e privadas que facilitam acesso aos livros e à atividade de ler e escrever Nove anos após ter sido desativado, em 2016, o prêmio VIVALEITURA está de volta. Os ministérios da Educação e da Cultura divulgaram portaria conjunta que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Desativado em 2016, o Prêmio VIVALEITURA é retomado pelo Governo Federal. Objetivo é valorizar iniciativas públicas e privadas que facilitam acesso aos livros e à atividade de ler e escrever</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nove anos após ter sido desativado, em 2016, o prêmio VIVALEITURA está de volta. Os ministérios da Educação e da Cultura divulgaram portaria conjunta que anuncia a realização do projeto neste ano. O&nbsp;projeto busca reconhecer o trabalho de entidades, escolas, cidadãos, bibliotecas e instituições privadas que realizam programas ou atividades que facilitam, estimulam e organizam o acesso aos livros, a espaços de leitura e, nesta nova edição, também a atividades de escrita.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Com a retomada, confirmada por portaria do último dia 26 de maio, o projeto passa a fazer parte da Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE) que foi&nbsp;<a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2024/decreto-12166-5-setembro-2024-796208-publicacaooriginal-172944-pe.html" rel="noreferrer noopener" target="_blank">regulamentada e atualizada em setembro de 2024 pelo decreto&nbsp;12.166</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lei original que instituiu a PNLE é, por sua vez, da então senadora Fátima Bezerra (PT/RN), apresentada em 2017 e aprovada pelo Congresso Nacional no ano seguinte. Atualmente, Fátima Bezerra é governadora do Rio Grande do Norte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo informações do portal PublishNews, em reportagem desta segunda (02/06), a edição 2025 do prêmio VIVALEITURA vai oferecer R$ 550 mil em prêmios para iniciativas que se destacaram na promoção da leitura e da escrita. Ainda segundo o PublishNews, neste ano o VIVALEITURA beneficiará 25 práticas inovadoras nas categorias:</p>



<p class="wp-block-paragraph">•Bibliotecas Públicas, Comunitárias e Privadas;<br>•Escolas Públicas, Privadas e Bibliotecas Escolares;<br>•Práticas continuadas em espaços diversos;<br>•Escrita criativa e Sistema prisional e socioeducativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A premiação será concedida da seguinte forma: R$ 50 mil para o vencedor e R$ 15 mil para cada um dos quatro finalistas de cada segmento.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Histórias premiadas</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2006, na primeira edição do VIVALEITURA, o “Projeto Jegue Livro&#8221;, da Secretaria de Educação – Casa do Professor, localizada no município de Pindaré (MA), beneficiou 6,5 mil moradores, entre crianças, jovens e adultos, de 12 comunidades. A iniciativa consistia no deslocamento de alguns jegues que carregavam os livros em cestos, e de jovens, que promoviam atividades de incentivo à leitura. O acervo da Casa do Professor era levado para as comunidades rurais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ano seguinte, outro premiado mostrou a força de iniciativas populares. O&nbsp;borracheiro Marcos Túlio foi premiado por meio da “Borrachalioteca”, que ele criou em sua borracharia na cidade mineira de Sabará (MG). Desde sua premiação, a Borrachalioteca cresceu e ganhou o espaço de uma ampla sala na cidade.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Comitê gestor</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A retomada do projeto inclui a montagem de um Comitê Gestor que vai gerir o prêmio, cuidando do recebimento dos projetos concorrentes, da seleção e premiação.&nbsp;O comitê será composto por um representante dos seguintes órgãos e entidades:</p>



<p class="wp-block-paragraph">•Ministério da Cultura &#8211; MinC, que o coordenará;<br>•Ministério da Educação &#8211; MEC;<br>•Conselho Diretivo do Plano Nacional do Livro e Leitura &#8211; PNLL; e<br>•Empresas privadas, órgãos públicos, organismos internacionais ou instituições da sociedade civil que participarão da execução do prêmio</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>PNLL</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O MEC e o MinC também divulgaram portaria que estabelece o&nbsp;Conselho Diretivo, a Coordenação Executiva&nbsp;e o Conselho Consultivo do Plano Nacional do Livro e Leitura, cujos membros serão designados, em breve,&nbsp;por&nbsp;ato conjunto&nbsp;assinado pelos dois ministérios&nbsp;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a portaria, o&nbsp;Conselho Diretivo tem a missão de assegurar que o PNLL atue como uma política pública sustentada por diretrizes de longo prazo&nbsp;que beneficiem o desenvolvimento cultural e educacional da sociedade brasileira. A ele compete definir estratégias para a elaboração e a execução do PNLL; propor o modelo para sua revisão periódica; e elaborar o calendário anual das atividades do plano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conselho&nbsp;será formado por dois representantes do MEC e dois do MINC; um representante do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP); seis representantes da sociedade civil; e pelo secretário-executivo do PNLL&nbsp;—&nbsp;que será indicado posteriormente&nbsp;em portaria conjunta dos ministérios&nbsp;. Cada representante terá um suplente específico. A&nbsp;Coordenação Executiva&nbsp;<strong>vai&nbsp;</strong>operacionalizar&nbsp;e gerenciar&nbsp;á&nbsp;as ações e políticas definidas pelo Conselho Diretivo.&nbsp;Já o&nbsp;Conselho Consultivo&nbsp;prestará assistência a&nbsp;o Conselho Diretivo no exercício de suas atribuições&nbsp;, aconselhando-o na&nbsp;definição de estratégias para a elaboração e a execução do PNLL.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Promoção do ato de escrever</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Uma novidade desse processo é a incorporação de uma política para a escrita, que não estava presente no plano anterior. O desafio é elaborar políticas culturais e ações voltadas à qualificação e diversificação da criação literária, como também tornar a formação do leitor mais completa pela democratização da formação em escrita criativa, entendida como direito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, o PNLL se divide em quatro eixos: democratização do acesso; fomento à leitura e à formação de mediadores; valorização institucional da leitura e incremento de seu valor simbólico; e fomento à cadeia criativa e produtiva do livro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/junho/mec-e-minc-instituem-conselhos-para-o-pnll" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Link: https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/junho/mec-e-minc-instituem-conselhos-para-o-pnll</a></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ACIDENTE DO TRABALHO E SUAS CONSEQUÊNCIAS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/SR5hotPpYww?start=3077&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Por que crianças pequenas gostam de ver os mesmos desenhos e ler os mesmos livros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Dec 2024 14:44:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[desenhos]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É interessante notar que os bebês são particularmente hábeis em compreender certos tipos de informação, como a probabilidade de certos sons na fala que dirigimos a eles. Mas eles precisam ser expostos a muitos exemplos disso para detectar regularidades. Por exemplo, em todas as línguas, e o inglês não é exceção, os sons incluídos nas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><br>É interessante notar que os bebês são particularmente hábeis em compreender certos tipos de informação, como a probabilidade de certos sons na fala que dirigimos a eles. Mas eles precisam ser expostos a muitos exemplos disso para detectar regularidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, em todas as línguas, e o inglês não é exceção, os sons incluídos nas palavras tendem a seguir determinados padrões. Por exemplo, algumas das combinações mais comuns de três letras em inglês são &#8220;the&#8221;, &#8220;and&#8221; e &#8220;ing&#8221;. Faz sentido que o cérebro das crianças busque a repetição — neste exemplo, isso vai ajudá-las a aprender o idioma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, quando as crianças pequenas voltam a assistir ao mesmo programa, o que elas estão fazendo, quer saibam ou não, é motivado pelo desejo de detectar e consolidar os padrões do que estão assistindo, ouvindo ou lendo.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Conforto-familiar">Conforto familiar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além de apoiar o aprendizado, a repetição também oferece benefícios para as emoções das crianças, no que estamos chamando aqui de &#8220;efeito de bem-estar&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal tarefa da infância é o aprendizado, e isso significa buscar ativamente novas experiências e estímulos. No entanto, ter que processar e se adaptar a coisas novas pode ser exaustivo, mesmo para uma criança pequena com energia inesgotável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mundo também pode ser um lugar mais estranho e estressante para as crianças do que para os adultos. Como adulto, você terá aprendido o que esperar e como se comportar em determinados contextos, mas as crianças estão constantemente se deparando com situações novas pela primeira vez.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/234d/live/f4c2f5f0-b88a-11ef-a0f2-fd81ae5962f4.jpg.webp" alt="Mãe lendo livro para a filha"/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Estímulos bem conhecidos, como aquele episódio de desenho animado que elas já assistiram inúmeras vezes, podem proporcionar uma fonte de conforto e segurança que protege contra esse estresse e incerteza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Interesses profundos em uma atividade específica também podem proporcionar benefícios de bem-estar por meio de uma sensação de controle e domínio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As crianças estão constantemente sendo desafiadas em relação ao que sabem e entendem na creche, na escola e em outros lugares. Isso é fundamental para o aprendizado, mas também representa uma ameaça aos seus sentimentos de competência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A capacidade de relaxar durante uma atividade na qual se sentem bem, como um jogo favorito, atende a essas necessidades de competência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o fato de poderem optar por uma atividade de que gostam permite que tenham um senso de autonomia e controle sobre suas vidas, que, de outra forma, podem se resumir a serem levadas para lá e para cá pelos pais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É claro que nem todas as crianças têm a mesma probabilidade de desenvolver estes tipos de interesses repetitivos. Por exemplo, crianças com&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgj75nl46l1o">autismo</a>&nbsp;geralmente apresentam interesses particularmente específicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A repetição tem um valor enorme em termos de aprendizado e bem-estar. Portanto, embora você não deva forçá-las a assistir novamente aos programas, também não precisa se preocupar se isso for algo que elas próprias estão buscando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, pode se tornar problemático se afetar a capacidade da criança de se envolver em outros aspectos importantes da sua vida, como sair de casa na hora certa, interagir com outras pessoas ou praticar exercícios físicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É claro que não existe uma regra de ouro que possa ser aplicada a todas as crianças em todos os contextos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como pais, só podemos ficar atentos à situação e tomar uma decisão. Mas, ao colocar&nbsp;<em>Frozen</em>&nbsp;mais uma vez, pense nos efeitos de input e bem-estar, e tente deixar de lado a preocupação de que seu filho deveria estar fazendo algo — qualquer outra coisa! — diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>* Javier Aguado-Orea é professor de Psicologia na Universidade Sheffield Hallam, no Reino Unido.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Diarmuid Verrier também é professor de Psicologia na mesma instituição de ensino.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas </em><a href="https://theconversation.com/"><em>The Conversation</em></a><em> e republicado aqui sob uma licença Creative Commons. </em><a href="https://theconversation.com/why-children-play-the-same-game-or-watch-the-same-show-over-and-over-again-244330"><em>Leia aqui a versão original</em></a><em> (em inglês).</em></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ANGÉLICA SODRÉ:CORAGEM E FÉ NOS PASSOS DE UMA IPIRAENSE" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/RYis7YBMzO4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Editoras levam leitura para a vida real com Realidade Aumentada e Virtual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Sep 2024 17:15:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Realidade Aumentada]]></category>
		<category><![CDATA[Realidade Virtual]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uso de tecnologias imersivas reinventam a experiência literária As editoras Elo Editora e PeraBook, do Grupo Elo Editorial, elevam o conceito de&#160;leitura&#160;ao misturar&#160;Realidade Aumentada&#160;(RA) e&#160;Realidade Virtual&#160;(RV) em suas publicações. Com essa revolução tecnológica, as editoras oferecem imersão às narrativas, transformando o leitor em personagem.&#160; Entre os títulos que incorporam a tecnologia, está&#160;A Abelha, no qual [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Uso de tecnologias imersivas reinventam a experiência literária</p>



<p class="wp-block-paragraph">As editoras Elo Editora e PeraBook, do Grupo Elo Editorial, elevam o conceito de&nbsp;<a href="https://tvtnews.com.br/?s=livro">leitura</a>&nbsp;ao misturar&nbsp;<strong>Realidade Aumentada</strong>&nbsp;(RA) e&nbsp;<strong>Realidade Virtual</strong>&nbsp;(RV) em suas publicações. Com essa revolução tecnológica, as editoras oferecem imersão às narrativas, transformando o leitor em personagem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os títulos que incorporam a tecnologia, está&nbsp;<em>A Abelha</em>, no qual o autor Milton Célio de Oliveira Filho vira o narrador, enquanto o ambiente reflete as ilustrações contidas na obra. Para ser transportado para dentro da história, é necessário apenas baixar o aplicativo do&nbsp;<a href="https://eloeditora.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Grupo Elo Editorial</a>&nbsp;e apontar a câmera do celular para a capa do livro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso conjunto dessas duas tecnologias potencializa também a absorção do conteúdo, estimulando a imaginação e o aprendizado, especialmente para os jovens leitores. A inovação traz novas possibilidades para a educação, uma vez que torna a leitura mais dinâmica e atraente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: TVT News / <em>Foto: Assessoria de Imprensa</em></p>



<h2 class="wp-block-heading">Veja como funciona:</h2>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Editoras levam leitura para a vida real com Realidade Aumentada e Virtual" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/e4d0ooKLY0A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/editoras-levam-leitura-para-a-vida-real-com-realidade-aumentada-e-virtual/">Editoras levam leitura para a vida real com Realidade Aumentada e Virtual</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>MEC promoverá reunião técnica sobre o programa LEEI</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Apr 2024 14:55:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[crianca alfabetizada]]></category>
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		<category><![CDATA[MEC]]></category>
		<category><![CDATA[portalipiracity]]></category>
		<category><![CDATA[universidades publica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leitura e Escrita na Educação Infantil (LEEI) faz parte do Compromisso Criança Alfabetizada. Reunião contará com a presença de representantes de 32 universidades públicas de todo País Terça, 16 de abril de 2024 O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaira de Educação Básica (SEB), promove, nos dias 17 e 18 de abril, reunião técnica sobre o programa Leitura e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Leitura e Escrita na Educação Infantil (LEEI) faz parte do Compromisso Criança Alfabetizada. Reunião contará com a presença de representantes de 32 universidades públicas de todo País</p>



<p class="wp-block-paragraph">Terça, 16 de abril de 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaira de Educação Básica (SEB), promove, nos dias 17 e 18 de abril, reunião técnica sobre o programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (LEEI), que compõe as ações do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Participarão do encontro, representantes do MEC e das universidades parceiras para a execução das formações do LEEI. Cada região tem uma universidade escolhida como ponto focal, que coordenam outras 27 universidades públicas parceiras de cada território.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">A Universidade Federal do Amapá (Unifap) é a representante da região Norte; a&nbsp;Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) da região Nordeste; a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) da região Centro-Oeste; a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) da região Sudeste e a&nbsp;Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRG) da região Sul. Ao todo, a parceria alcança 32&nbsp;universidades em todo País.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre as pautas da reunião estão “Avaliação e monitoramento do LEEI”&nbsp;e&nbsp;“A experiência do LEEI em ambiente virtual de aprendizagem”.&nbsp;As universidades serão divididas por regiões do país e com o encontro poderão discutir o cronograma, carga horária, bem como as metodologias dos encontros presenciais e remotos das formações.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB</em>/ MEC</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Harmonização de Glúteo" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/5UZZ83NFlF4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Programe suas leituras de férias com publicações gratuitas oferecidas pela USP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jan 2024 23:35:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Educacao]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>São várias plataformas que oferecem livros com download gratuito, desde assuntos como turismo até coleções temáticas Final de ano chegando e férias se aproximando, período ideal para colocar as leituras em dia, mergulhando em aventuras ou se aventurando pelo conhecimento. Várias plataformas da USP oferecem livros com downloads gratuitos, com assuntos que vão desde engenharia, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>São várias plataformas que oferecem livros com download gratuito, desde assuntos como turismo até coleções temáticas</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Final de ano chegando e férias se aproximando, período ideal para colocar as leituras em dia, mergulhando em aventuras ou se aventurando pelo conhecimento. Várias plataformas da USP oferecem livros com downloads gratuitos, com assuntos que vão desde engenharia, saúde, arquitetura, educação, turismo, além de coleções temáticas, até revistas acadêmicas de vários departamentos da USP, e também de conteúdo universitário do Brasil, que inclui o acervo de 16 grandes editoras acadêmicas e 42 selos editoriais. Há também publicações internacionais, mais de 7.400, de jornais e revistas sobre gastronomia, artes, ciências, esportes, saúde e entretenimento de mais de 60 países.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Veja abaixo o que encontrar em cada uma das plataformas:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><br>Portal de Livros Abertos da USP</strong>&nbsp;(aberto ao público interno e externo da USP)<br>Endereço:&nbsp;<a href="http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://livrosabertos.sibi.usp.br</a></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/12/20231221_portal_de_livros_abertos_ferias-1.png?resize=800%2C420&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-714344"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Disponibiliza obras que podem ser baixadas na íntegra e que cobrem assuntos como engenharia, saúde, arquitetura, educação, turismo.&nbsp;Há ainda as séries, exemplos de títulos são Coleção Botânica, Coleção Mitos da Pós-Modernidade, Coleção Museu Aberto e Estudos da Ásia​.&nbsp;Criado em março de 2016, o&nbsp;sistema do Portal de Livros Abertos da USP é o mesmo utilizado e desenvolvido pelas Universidades de Stanford, nos Estados Unidos, e Simon Fraser, no Canadá, e atualmente está sob a gestão&nbsp;da Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (ABCD).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">São mais de 900 títulos publicados, entre eles, para uma leitura bem leve, o&nbsp;<a href="https://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1199" target="_blank" rel="noreferrer noopener">volume 3 de&nbsp;<em>Crônicas para ler e ouvir</em></a>, que acaba de entrar no ar, reunindo textos de alunos da disciplina de Radiojornalismo da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, produzidos no segundo semestre de 2023, entre como&nbsp;<em>Consolação-Paulista</em>,&nbsp;<em>Pesadelo à Luz do Dia</em>,&nbsp;<em>O Voo</em>,<em>&nbsp;Gato Preto</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Perigos Nada Aparentes</em>; ou ainda livros que fazem refletir sobre a situação das universidades, caso da série Repensar a Universidade:&nbsp;<a href="https://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/224" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Desempenho Acadêmico e Comparações Internacionais</a>;&nbsp;<a href="https://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/411" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Impactos para a sociedade</a>; e&nbsp;<a href="https://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1173" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Saberes e Práticas</a>.&nbsp;Conheça todos os livros do catálogo e os lançamentos&nbsp;<a href="https://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portal de Revistas da USP</strong>&nbsp;(aberto ao público interno e externo)<br>Endereço:&nbsp;<a href="http://www.revistas.usp.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">http://www.revistas.usp.br</a></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/12/21122023-portal-revistas-usp.jpg?resize=800%2C420&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-714707"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Desde 2008, reúne uma biblioteca digital de centenas de revistas publicadas pelas diferentes unidades de ensino e pesquisa que fazem parte da Universidade. Todas as revistas são abertas e contêm o texto completo dos artigos publicados. Completando 15 anos, reúne números grandiosos: 201 títulos de periódicos, cerca de 25 milhões de acessos e mais de 20 milhões de downloads de artigos, segundo dados de 2021. Mantido pela equipe da&nbsp;Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (ABCD) da USP, traz publicações&nbsp;de diversas áreas do conhecimento: Ciências da Saúde, Ciências Exatas e da Terra/Engenharias, Ciências Humanas, Ciências Humanas Aplicadas e Linguística, Letras e Artes.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Portal, é possível ter acesso a várias coleções completas que foram criadas antes do surgimento da USP, em 1934, como a&nbsp;<a href="http://revistas.usp.br/rmrp" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Revista de Medicina</a>, que nasceu em 1916, e a&nbsp;<a href="http://www.revistas.usp.br/rfdusp" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Revista da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo</a>, que teve sua primeira edição no dia 15 de novembro de 1893, com o título de Revista da Faculdade de Direito de São Paulo. Ambas estão entre as cinco revistas científicas com maior número de downloads em 2022. A&nbsp;<a href="https://www.revistas.usp.br/revusp" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Revista USP</a>, produzida pela Superintendência de Comunicação Social da USP, aparece como a quarta mais acessada no último ano, quando abordou vários temas relacionados ao bicentenário da independência, com artigos de pesquisadores uspianos de várias áreas do conhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Plataforma Minha Biblioteca</strong>&nbsp;(aberto ao público interno)<br>Endereço:&nbsp;<a href="https://acesso.abcd.usp.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://acesso.abcd.usp.br</a></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/12/21122023-portal-minha-biblioteca.jpg?resize=800%2C420&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-714735"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">A plataforma&nbsp;Minha Biblioteca&nbsp;é uma das maiores provedoras de conteúdo universitário do Brasil, com&nbsp;mais de 16 mil e-books,&nbsp;incluindo o acervo de 16 editoras acadêmicas e 42 selos editoriais, entre as quais&nbsp;Guanabara Koogan, Manole, Cengage, LTC, Bookman e Artmed.&nbsp;Há livros&nbsp;de sete catálogos: Ciências Jurídicas, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Exatas, Saúde, Medicina e Odontologia, Ciências Pedagógicas e Letras e Arte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode reforçar seus conhecimentos a partir de títulos como&nbsp;<em>Histologia Básica – Texto e Atlas</em>, que em sua mais recente versão tem um&nbsp;projeto gráfico com recursos que agilizam o estudo, como imagens esquemáticas e boxes de textos complementares sobre os tópicos de maior relevância,&nbsp;e&nbsp;<em>Inclusão e Educação</em>, que&nbsp;discute o conceito de educação inclusiva e as políticas de inclusão no Brasil e indica referências de pesquisas sobre o tema para os educadores<em>.</em>&nbsp;​​</p>



<p class="wp-block-paragraph">A plataforma também traz livros sobre assuntos tendência, como&nbsp;<em>Desenvolvimento psicológico e educação – Volume 1 – Psicologia evolutiva</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Língua de sinais: instrumentos de avaliação.&nbsp;</em>E ainda títulos sobre Artes, que abrangem tópicos de música, dança, fotografia, artes plásticas, artes cênicas, design, moda, tradução, redação, revisão, edição, adaptação de textos e outros. O serviço está disponível gratuitamente para toda comunidade USP e pode ser acessado pelo aplicativo móvel ou nos navegadores, fazendo a&nbsp;autenticação com o número USP e a senha única.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Biblioteca Virtual Pearson</strong>&nbsp;(aberto ao público interno)<br>Endereço:&nbsp;<a href="https://plataforma.bvirtual.com.br/acesso/usp20" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://plataforma.bvirtual.com.br/acesso/usp20</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Biblioteca Virtual Pearson reúne mais de oito mil livros-texto em português que atendem a todas as áreas do conhecimento (multidisciplinar). É composta pelos selos editoriais da Pearson Education (editoras Prentice Hall, Makron Books e Addison Wesley) e pelas editoras parceiras: Contexto, IBPEX/Intersaberes, Cia. das Letras, Casa do Psicólogo, Rideel, Aleph, Papirus, EDUCS, Jaypee Brothers, Callis, Lexikon, Summus, Interciência, Autêntica, Vozes, Freitas Bastos, Oficina de Textos, Difusão, EdiPUCRS, Brasport, Labrador, Yendis, Blucher e Atheneu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acesso é multiusuário e ilimitado mediante login e senha específicos. Consulte a Biblioteca na sua Unidade USP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Os riscos do pé diabético com Dra. Séfora Oliveira" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/YNbu6WEPcbw?start=7&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Em ambiente escolar violento, 60% das crianças não aprendem o básico em leitura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Sep 2023 20:16:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Educacao]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sábado, 02/09/2023 &#8211; 15h40 Por Isabela Palhares &#124; Folhapress Em escolas com clima escolar ruim, 60% das crianças chegam ao quarto ano do ensino fundamental sem ter aprendido as habilidades mais básicas de leitura, como identificar e compreender uma informação explicitamente declarada no texto.&#160; O dado é de um estudo feito pelo Iede (Interdisciplinaridade e Evidências [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Sábado, 02/09/2023 &#8211; 15h40</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por Isabela Palhares | Folhapress</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em escolas com clima escolar ruim, 60% das crianças chegam ao quarto ano do ensino fundamental sem ter aprendido as habilidades mais básicas de leitura, como identificar e compreender uma informação explicitamente declarada no texto.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O dado é de um estudo feito pelo Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), que analisou os resultados dos estudantes brasileiros na avaliação do Pirls (sigla em inglês para Progress in International Reading Literacy Study).<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação é feita com crianças nessa série (quando, em geral, estão com dez anos de idade) para analisar quanto a alfabetização está consolidada. Segundo os responsáveis pelo Pirls, o quarto ano é considerado um ponto de transição no desenvolvimento dos estudantes, quando passam da fase de aprender a ler para a de &#8220;ler para aprender&#8221;.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desempenho geral do Brasil indicou que 38,4% das crianças chegaram ao quarto ano sem as habilidades consideradas adequadas para a idade em leitura, uma das mais baixas taxas verificadas entre os países analisados. O trabalho do Iede, no entanto, identificou que o cenário brasileiro é ainda mais crítico diante da desigualdade educacional.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A média geral do Brasil é muito baixa e preocupante, mas ela esconde a realidade da maioria dos estudantes que é ainda mais grave. Alunos com baixo nível socioeconômico e em escolas com clima escolar ruim têm tido ainda menos oportunidade de aprender o que têm direito&#8221;, diz Ernesto Faria, diretor-executivo do Iede.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para identificar as desigualdades brasileiras, o Iede analisou as médias de escolas com realidades diferentes.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as unidades que os diretores dizem ter a maior parte dos alunos em situação &#8220;economicamente desfavorecida&#8221; (que representam 51% dos estudantes brasileiros) e com clima escolar considerado bom, 47% das crianças não alcançam o nível adequado.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os estudantes com situação econômica desfavorecida e que estão em escolas com clima escolar considerado ruim (com casos de violência interna e no entorno), as médias são ainda mais baixas –60% não atingem o nível básico.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Diversas avaliações apontam que as crianças mais pobres têm menos oportunidade de aprender, mas essa análise nos mostra que é ainda pior quando as escolas não recebem apoio e têm que lidar com questões externas complexas&#8221;, diz Faria.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ele, os dados indicam que o avanço no aprendizado das crianças não depende apenas de apoio pedagógico, mas de uma política sistêmica e integrada com outras áreas para melhoria do ambiente escolar.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Questões externas têm um peso muito importante no aprendizado dos alunos e, ainda assim, as escolas continuam tendo que lidar sozinhas com elas. Violência, pobreza, vulnerabilidade social são fatores que as escolas não conseguem resolver, mas que podem ter o impacto minimizado se houver uma política voltada para isso&#8221;, diz Faria.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Beatriz Abuchaim, gerente da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, também vê com preocupação os baixos resultados das crianças mais vulneráveis já no início da vida escolar. &#8220;O comprometimento do processo de alfabetização tende a acompanhar toda a trajetória escolar desse estudante e depois se refletir em piores condições de emprego e renda. É um efeito em cadeia muito perverso.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ela, uma política sistêmica e integrada precisa ser implementada com urgência no país e ser pensada desde a educação infantil.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;As crianças mais vulneráveis têm hoje menos garantia de acesso à creche. Ou, quando elas têm, recebem uma educação infantil de baixa qualidade. Isso se repercute nos anos iniciais do ensino fundamental, quando começam a ser alfabetizadas&#8221;, diz.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise também mostra que a vulnerabilidade econômica e a dificuldade no clima escolar acentuam a diferença entre meninos e meninas.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na média geral, as meninas têm um resultado médio de 431 pontos, &#8220;significativamente superior ao resultado médio dos meninos&#8221;, de 408 pontos. Uma diferença de 23 pontos.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas escolas, que atendem majoritariamente alunos em desvantagem econômica, a diferença é de 29,6 pontos. As meninas atingiram uma nota média de 393,2 pontos e os meninos, de 363,6.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É preciso uma análise mais cuidadosa para entender essa diferença, mas fica nítida a necessidade de uma ação para mitigar a desigualdade de gênero. Em geral, os meninos estão mais associados aos índices de indisciplina e isso pode estar relacionado à dificuldade que enfrentam para aprender&#8221;, diz Faria.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Pirls é uma avaliação feita pela IEA (International Association for the Evaluation of Educational Achievement), uma cooperativa de instituições de pesquisa, órgãos governamentais e especialistas dedicada à realização de estudos e pesquisas educacionais.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados são da avaliação aplicada em 2021, quando o Brasil participou pela primeira vez.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação abrangeu mais de 400 mil estudantes em cerca de 13 mil escolas, de 57 países e oito regiões. No Brasil, fizeram a prova 4.941 estudantes, de 187 escolas públicas e privadas do quarto ano.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por ter sido realizada em 2021, a prova reflete impactos da pandemia de Covid-19 e do consequente fechamento de escolas.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os alunos brasileiros obtiveram uma média de 419 pontos. Esse desempenho fica acima apenas de Jordânia, Egito, Marrocos e África do Sul, este último com uma média de 288 pontos. É similar, por outro lado, ao resultado de Kosovo e Irã.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise do Iede mostra que a média das escolas com alunos economicamente desfavorecidos foi de 390 pontos. Em países desenvolvidos, como Itália, Holanda e Espanha, não há nenhum estudante com menos de 400 pontos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Bahia Noticias </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Copinha da Bahia - sub 16 Ipirá" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/R29iWnpRgRI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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