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	<title>Limitar gastos |</title>
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		<title>Limitar gastos com a Saúde não é trivial e desafia a Constituição, dizem economistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Oct 2023 12:05:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma decisão do Senado Federal da última quarta-feira (4), publicada junto ao projeto de lei de 136/2023, permite que o governo federal não cumpra as exigências de pagar o piso da Saúde para 2023. Ou seja, prevê que o gasto com o setor passe a integrar o valor do mínimo. Felipe Salto, economista-chefe da Warren Rena, diz que essa decisão resolveria uma parte [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Uma decisão do<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/senado/"> Senado Federal</a> da última quarta-feira (4), publicada junto ao projeto de lei de 136/2023, permite que o <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/governo-federal/">governo federal</a> não cumpra as exigências de pagar o piso da <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/">Saúde</a> para 2023. Ou seja, prevê que o <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/gastos/">gasto</a> com o setor passe a integrar o valor do mínimo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Felipe Salto, economista-chefe da Warren Rena, diz que essa decisão resolveria uma parte da questão fiscal do país, mas afirma que não é uma saída trivial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A base para usar a receita corrente líquida efetivamente observada é da própria&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/constituicao-federal/">Constituição Federal</a>“, ressalta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra saída que o governo pode obter, segundo Salto, é junto ao <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/tribunal-de-contas-da-uniao-tcu/">Tribunal de Contas da União (TCU)</a>, a quem foi lançada uma consulta pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Como se sabe, para avaliar se seria possível iniciar a aplicação da regra do mínimo (anterior à regra do teto de gastos, mas que voltou a vigorar com a LC 200, a lei do arcabouço) aconteceria apenas em 2024.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O executivo consultou o TCU sobre a possibilidade de não cumprir o piso Constitucional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Parte das justificativas do governo para não cumprir a regra é seu impacto nas contas públicas. Caso respeitado o piso, o governo terá gasto extra de R$ 20 bilhões — um empecilho extra na tentativa do governo de ajustar o fiscal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente do TCU, Bruno Dantas, afirmou em evento nesta quinta-feira (5) que a consulta do Ministério da Fazenda sobre o deve ser avaliada em até 15 dias.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="90" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/4.jpg" alt="" class="wp-image-86855" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/4.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/4-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Respiro fiscal X insegurança jurídica</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para Salto, o projeto não desobriga o cumprimento do mínimo, mas altera a receita corrente líquida utilizada. Isto é, passando da receita efetivamente observada, ao longo do ano, para a receita estimada no projeto de lei orçamentária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Com isso, o efeito fiscal, ou seja, o aumento de gastos em 2023, seria de R$ 5 a R$ 7 bilhões, a nosso ver. Esse resultado caberia nas condições e regras fiscais deste ano, possivelmente trocando-se a fonte de recursos do financiamento do piso da enfermagem (hoje o fundo social), para que este gasto passasse a integrar o valor do mínimo da Saúde.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na visão do economista e especialista em contas públicas, Murilo Viana, ao procurar o TCU, o governo tenta se defender da possibilidade de as manobras para contornar a regra serem apontadas como inconstitucionais no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Uma decisão favorável do TCU representaria maior segurança para o governo e para os CPFs que assinam os documentos do governo”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, o especialista destaca que o não cumprimento do piso pode representar&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/politica/barroso-diz-que-vai/">insegurança jurídica</a>. Isso porque, na prática, a regra de um projeto de lei complementar estaria se sobrepondo a uma regra constitucional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Murilo Viana alerta que este tipo de movimento pode abrir precedente para o não cumprimento dos pisos em exercícios futuros.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Impacto nas contas públicas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto aprovado pelo Senado basicamente permite que o governo pague o piso com base na receita estimada pelo Orçamento de 2023. A cifra prevista na peça está abaixo da realizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enviado à sanção presidencial, a regra que consta no projeto resultaria em gasto adicional de R$ 5 bilhões, segundo cálculos do governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autoridade do TCU afirmou que a aprovação do projeto não interrompe a análise do órgão. “Se houver necessidade de qualquer complementação, os auditores informarão ao relator”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, há três cenários possíveis: não cumprimento do piso, com&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/fundeb-fora-do-novo-marco-nao-gera-impacto-fiscal-diz-haddad-apos-encontrar-senadores/">impacto fiscal</a>&nbsp;zero; cumprimento do piso com base na Receita Corrente Liquida (RCL) prevista, com impacto de R$ 5 bilhões; e cumprimento com base na receita efetivamente realizada, com impacto de R$ 20 bilhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto de lei no qual o dispositivo foi incluso dispõe sobre a compensação aos estados e ao Distrito Federal pela perda de receita provocada pela redução do ICMS incidente sobre combustíveis, que funcionou entre junho e dezembro de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Com informações de Danilo Moliterno</em>/ CNN Brasil</p>



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