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	<title>Luta |</title>
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	<title>Luta |</title>
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		<title>Casa Branca sediará torneio de UFC neste domingo, em meio à Copa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 01:43:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo, 14/06/2026 &#8211; 17h40 Por&#160;Fernanda Brigatti &#124; Folhapress É tempo de Copa do Mundo nos Estados Unidos, mas nos jardins da Casa Branca neste domingo (14) o cenário e o clima serão outros. No lugar de gritos de gol, entra o bordão &#8220;It&#8217;s time!&#8221;. A sede do governo americano é a improvável sede do evento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 14/06/2026 &#8211; 17h40</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Fernanda Brigatti | Folhapress</p>



<p class="wp-block-paragraph">É tempo de Copa do Mundo nos Estados Unidos, mas nos jardins da Casa Branca neste domingo (14) o cenário e o clima serão outros. No lugar de gritos de gol, entra o bordão &#8220;It&#8217;s time!&#8221;. A sede do governo americano é a improvável sede do evento UFC Freedom 250, que integra o calendário de festividades dos 250 anos da independência do país.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O dia 14 de junho é também o aniversário do presidente Donald Trump, um notório fã do UFC (Ultimate Fighting Championship), frequentemente visto em torneios, onde é recebido com honras. Trump é também muito próximo do mandachuva da competição, Dana White.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A arena construída no jardim da Casa Branca para receber 4.500 pessoas custou cerca de US$ 60 milhões (R$ 305 milhões). A Casa Branca diz que o UFC está cobrindo todos os custos do evento.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em comunicado na quinta (11), o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou ter fechado uma parceria público-privada com o UFC para &#8220;apoiar iniciativas de diplomacia esportiva e desenvolver programas educacionais ligados às artes marciais mistas.&#8221; A sigla MMA significa &#8220;Mixed Martial Arts&#8221;, termo em inglês para artes marciais mistas.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Técnicos e atletas serão, segundo a nota, embaixadores esportivos em um programa do Departamento de Estado, incluindo clínica de treinamento para &#8220;jovens atletas internacionais&#8221;.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proximidade de Trump e White não ecoa apenas o gosto pelas artes marciais mistas. Para o presidente dos Estados Unidos, o UFC funcionou como uma ponte para um universo visto como masculino, afeito à belicosidade, interessado em temas militares e alinhado às suas políticas, como a aversão à imigração.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste domingo, o Brasil, que fez sua estreia na Copa do Mundo neste sábado contra o Marrocos, em Nova Jersey, estará no centro das atenções também no octógono. Em um dos sete cards (como são chamadas as lutas), Alex Poatan Pereira enfrenta o francês Ciryl Gane na divisão dos pesos pesados.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se ele ganhar, deverá ser alçado a uma das lendas do MMA, como o primeiro a conquistar cinturões em três categorias de peso.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Poatan é descendente do povo pataxó, do sul da Bahia. Nascido e criado na periferia de São Bernardo do Campo (SP), teve infância difícil, trabalhou em borracharia e lutou contra o alcoolismo. Lutador de kickboxing, ele fez sua estreia no MMA em 2015 e, no UFC, em 2021.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entusiastas, o crescimento de Poatan na modalidade é também a esperança de que a prática volte a atrair interesse no Brasil, onde entre o fim dos anos 2000 e início dos 2010, o UFC teve grande visibilidade.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A rede Globo chegou a ter contratos de transmissão e Galvão Bueno até narrou algumas lutas. Anderson Silva era o grande nome à época.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste domingo à noite, outros dois brasileiros estarão nas disputas -o torneio começa às 21h, horário de Brasília. Maurício Ruffy enfrenta o americano Michael Chandler, na categoria peso-leve, e Diego Lopes, peso-pena, duela com Steve Garvia, dos Estados Unidos.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil está na origem do MMA, que nasce colado ao jiu-jitsu brasileiro, conhecido como BJJ (brazilian jiu-jitsu), criado por Hélio Gracie. A modalidade privilegia estratégia, paciência e domínio técnico sobre a força.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rorion Gracie, filho de Hélio, fundou o UFC em 1993. Morando na California, ele dava aulas de jiu-jítsu e promovia desafios em sua garagem para provar a eficácia da técnica. A ideia era colocar em disputa estilos diferentes e deixar que a luta demonstrasse qual funcionava melhor.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No torneio inicial, lutadores de diferentes modalidades (boxe, caratê, luta livre, sumô) entraram na mesma arena para descobrir qual sistema prevaleceria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: Reprodução/UFC</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="“Mudanças na NR1 e as obrigações das empresas gerenciarem os riscos psicossociais “" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/osWsh8e3BJQ?start=817&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/casa-branca-sediara-torneio-de-ufc-neste-domingo-em-meio-a-copa/">Casa Branca sediará torneio de UFC neste domingo, em meio à Copa</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Após luta contra Popó, Wanderlei Silva é atendido em hospital de São Paulo e recebe alta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Sep 2025 18:56:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo, 28/09/2025 &#8211; 08h40 Por&#160;Redação O ex-lutador de MMA Wanderlei Silva precisou ser levado ao Hospital São Luiz, na Zona Sul de São Paulo, na madrugada deste domingo (28), após sofrer um golpe durante uma pancadaria generalizada, ocorrida no fim do evento Spaten Fight Night 2. Ele deixou a arenaconsciente, mas com hematomas no rosto e sangramento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 28/09/2025 &#8211; 08h40</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Redação</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-lutador de MMA Wanderlei Silva precisou ser levado ao Hospital São Luiz, na Zona Sul de São Paulo, na madrugada deste domingo (28), <a href="https://www.bahianoticias.com.br/esportes/noticia/75891-video-pancadaria-generalizada-encerra-spaten-fight-night-2-apos-popo-vencer-wanderlei-silva-por-desclassificacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener">após sofrer um golpe durante uma pancadaria generalizada, ocorrida no fim do evento Spaten Fight Night 2</a>. Ele deixou a arenaconsciente, mas com hematomas no rosto e sangramento intenso.<br> </p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com seu empresário, o &#8220;Cachorro Louco&#8221; foi encaminhado ao hospital apenas por precaução. No pronto-socorro, o atleta passou por exames de tomografia na cabeça e na coluna cervical, que não apontaram alterações significativas.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="684" height="1024" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/09/image-9.png" alt="" class="wp-image-160536" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/09/image-9.png 684w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/09/image-9-200x300.png 200w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/09/image-9-400x600.png 400w" sizes="(max-width: 684px) 100vw, 684px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">RELEMBRE O CASO<br>Durante a luta com Acelino &#8220;Popó&#8221; Freitas, no card principal do Spaten Fight Night 2, Wanderlei foi desclassificado ainda no quarto assalto, após receber três advertências por cabeçadas. O árbitro decretou vitória para o ex-pugilista baiano, o que desencadeou uma confusão generalizada.<br><br>Membros das equipes dos dois lutadores invadiram o ringue e trocaram socos e empurrões. Em meio à pancadaria, Wanderlei acabou sendo atingido no rosto por um golpe de um dos envolvidos, caiu desacordado e precisou ser socorrido ainda no local. O ex-campeão do Pride saiu com um forte hematoma no olho e foi encaminhado a um hospital de São Paulo. Posteriormente, foi identificado que o autor do soco foi Rafael Freitas, filho de Popó.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assista:</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">O final da luta do popo x wanderlei mano <a href="https://t.co/xIts5o8XM1">pic.twitter.com/xIts5o8XM1</a></p>&mdash; jr <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f98d.png" alt="🦍" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> (@leiilejunior) <a href="https://twitter.com/leiilejunior/status/1972140845551046711?ref_src=twsrc%5Etfw">September 28, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
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<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Bahia Noticias / Foto: Reprodução/Instagram</p>



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<iframe title="ANÁLISE POLÍTICA DOS DESTAQUES DA SEMANA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/9MqrfbZoSO0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph"><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/apos-luta-contra-popo-wanderlei-silva-e-atendido-em-hospital-de-sao-paulo-e-recebe-alta/">Após luta contra Popó, Wanderlei Silva é atendido em hospital de São Paulo e recebe alta</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Charles do Bronx elogia Topuria, mas não tem medo antes do UFC 317: &#8216;Eu sou um monstro&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Jun 2025 20:13:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vinicius Garcia, de São Paulo &#8211; sabado,28 de junho de 2025 O&#160;UFC&#160;317, que ocorre neste sábado (28), a partir das 19h30, terá como evento principal o confronto entre&#160;Charles do Bronx&#160;e&#160;Ilia Topuria&#160;pelo cinturão vago do peso leve. A luta coloca o brasileiro, que já foi detentor do título, contra o georgiano, que já foi campeão dos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Vinicius Garcia, de São Paulo &#8211; sabado,28 de junho de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<a href="https://www.espn.com.br/MMA/"><strong>UFC</strong></a>&nbsp;317, que ocorre neste sábado (28), a partir das 19h30, terá como evento principal o confronto entre&nbsp;<a href="https://www.espn.com.br/mma/lutador/_/id/2504169/charles-oliveira"><strong>Charles do Bronx</strong></a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://www.espn.com.br/mma/lutador/_/id/4350812/ilia-topuria"><strong>Ilia Topuria</strong></a>&nbsp;pelo cinturão vago do peso leve. A luta coloca o brasileiro, que já foi detentor do título, contra o georgiano, que já foi campeão dos penas, mas que suscita dúvidas por ser um “novato” na categoria de cima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A única incógnita que cerca a luta, inclusive, é justamente a de como Topuria vai se adaptar à nova categoria de peso. Vale lembrar que o georgiano não é estreante, lutando nos leves quando enfrentou Jai Herbert no UFC Fight Night: Volkov vs. Aspinall, em 2022. E foi justamente esse um dos combates mais difíceis da carreira de Ilia, que sofreu um knockdown após um chute forte na cabeça, antes de reagir e nocautear seu adversário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos da mudança de categoria em Topuria não são uma certeza nem para o brasileiro. Em entrevista exclusiva à&nbsp;<strong>ESPN Brasil</strong>, Charles, que fez a mesma transição no UFC, subindo em definitivo dos penas para os leves em 2017, quando enfrentou Will Brooks, ressalta que é impossível prever a experiência de Ilia baseado em sua própria, já que muitos fatores entram em jogo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Na realidade, depende de atleta para atleta. Quando eu subi, demorei um tempo para poder pegar o shape certo, entender de força. Os caras tinham muito mais força do que eu. Mas como eu falei, é de atleta para atleta, eu não sei como que é ele, eu sei que eu vou estar lá, pronto”, detalha o brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma questão que não suscita dúvidas, entretanto, é a qualidade do georgiano, e isso até Charles reconhece. Mas, mesmo diante das muitas valências de seu oponente, Do Bronx faz ressalvas quanto à fama de bom boxeador de “<em>El Matador</em>”, e explica onde pode encontrar vantagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estamos falando sobre MMA, não boxe. Ele tem um boxe alinhado, diz que tem um jiu-jitsu bom, não desrespeito, respeito ele como um cara completo. Mas estamos falando sobre MMA, e aí no jogo completo eu sou um fenômeno, eu sou um monstro. Eu ando para frente, eu troco em pé, eu boto pra baixo, eu faço o chão, eu não ligo de jogar por baixo”, analisou o brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre as inúmeras características citadas por Charles do Bronx como vantagem para si próprio, como os chutes altos, um ponto de atenção para o georgiano, outro desenvolvimento recente do jogo do brasileiro chama atenção: o wrestling ofensivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua última luta, Do Bronx enfrentou&nbsp;<a href="https://www.espn.com.br/mma/lutador/_/id/2504988/michael-chandler"><strong>Michael Chandler</strong></a>, ex-campeão do Bellator e praticante de wrestling durante até a faculdade, pela segunda vez. Durante a revanche, Charles mostrou um bom poder de queda contra um oponente experiente na prática, uma arma que pode ser importante contra Topuria, que também tem qualidade nesse setor. Quando questionado sobre sua evolução no jogo de quedas, aliado ao jiu-jitsu de alto nível que já tem, o brasileiro explica: “Cada vez mais estou treinando mais, tentando aprender, tentando evoluir. Fazer uma luta da forma que foi feita aquela mostrou o quanto a gente vem crescendo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E a motivação para o brasileiro seguir melhorando após quinze anos no UFC é muito clara, de acordo com Charles: “Com certeza é sobre o legado. Se você não quer evoluir, você fica parado no tempo. Então você tem que estar crescendo no seu jogo, trazendo grandes coisas e inovando”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o legado é, sem dúvidas, o grande foco de Charles Oliveira no que tange sua carreira no UFC. Mesmo após perder em sua última luta pelo cinturão, contra&nbsp;<a href="https://www.espn.com.br/mma/lutador/_/id/3332412/islam-makhachev"><strong>Islam Makhachev</strong></a>, o brasileiro demonstra não guardar rancor do russo, e revela que só tem um objetivo atualmente no UFC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Na realidade, eu não tenho que acertar contas com ninguém. Eu nunca estive em busca do do Makhachev, como eu nunca estive em busca de qualquer outro cara. Eu estou em busca de um título. Se o cinturão estivesse com o Islam, com certeza eu ia querer lutar com ele, estou em busca do título, não em busca dele. Eu não estou em busca de nomes, estou em busca de fazer história, em busca de cinturões”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez até pelo foco em reconquistar o cinturão que um dia já foi seu, Charles se recusa a traçar planos futuros que vão além de vencer Topuria, apesar de ainda deixar as portas abertas para uma possível subida de categoria, para os meio-médios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“De verdade eu não sei. Eu estou pensando uma coisa de cada vez, como sempre fiz na minha vida. Estou em busca desse título. Depois que a gente pegar ele, aí eu só quero estar perto desses caras que, com certeza, sabem tudo que eu passei. Abraçar minha família, voltar para casa, e aí vamos ver o que a gente vai fazer”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mas são fases. Do mesmo jeito que eu subi de categoria, o Topuria subiu, o Islam também subiu. Eu não tenho mentalidade de subir agora, mas quem sabe para frente”, finaliza o ex-campeão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: ESPN Brasil / Charles do Bronx não sente medo de Ilia Topuria antes do UFC 317 Getty Images</p>



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<iframe title="BRASIL 2026: QUAL SERÁ OS REAULTADOS DAS URNAS ?" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/w4KC8Utd2tU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Luta antimanicomial: “Nada sobre nós sem nós!”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2025 14:34:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em palavras, todos defendem que usuários dos serviços de saúde mental e seus familiares se envolvam na condução das políticas da área. Agora, é preciso ação: associações propõem Comitê Interministerial que transforme a participação social em realidade Por&#160;Cláudia Braga&#160;e&#160;Articulação CONALIVRE USUFAM, para a coluna&#160;Cuidar das pessoas. Cuidar das cidades Leia os textos da coluna mensal [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Em palavras, todos defendem que usuários dos serviços de saúde mental e seus familiares se envolvam na condução das políticas da área. Agora, é preciso ação: associações propõem Comitê Interministerial que transforme a participação social em realidade</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;<strong>Cláudia Braga</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Articulação CONALIVRE USUFAM</strong>, para a coluna&nbsp;<em>Cuidar das pessoas. Cuidar das cidades</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://outraspalavras.net/claudiabraga/"><em>Leia os textos da coluna mensal Cuidar das pessoas. Cuidar das cidades, de Cláudia Braga</em></a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A saga pelo protagonismo das pessoas usuárias e familiares de serviços de saúde mental é constitutiva da própria luta antimanicomial e da reforma psiquiátrica brasileira. No discurso é ponto pacífico: é preciso assegurar e ampliar a participação e voz ativa de pessoas usuárias de serviços de saúde mental e de seus familiares. Sem dúvida, muitas foram as conquistas até aqui. Mas é preciso avançar ainda mais na redistribuição de poder e no fomento ao protagonismo das pessoas – e a hora é agora.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>18 de maio: “</strong><strong><em>Por uma sociedade sem manicômios</em></strong><em>”&nbsp;</em></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Mês de maio é mês de reafirmar a luta antimanicomial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A luta antimanicomial é um movimento social com papel central nos avanços da reforma psiquiátrica brasileira e na transformação da relação da sociedade com a loucura. Seu lema&nbsp; – “<em>por uma sociedade sem manicômios”</em>&nbsp;– foi definido em 1987, durante o Encontro de Bauru (São Paulo). De lá para cá, o movimento cresceu, e deste processo fazem historicamente parte as pessoas com sofrimento psíquico e seus familiares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A luta antimanicomial foi central nas batalhas pela promulgação da Lei nº 10.216 de abril de 2001, que garante os direitos das pessoas com sofrimento mental e reorienta o modelo de atenção, de modo que instituições de características asilares – os hospitais psiquiátricos e, agora, também as erroneamente chamadas “comunidades terapêuticas” – sejam substituídas por serviços de saúde mental abertos, de base comunitária e territorial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E essa luta segue sendo central na sustentação cotidiana da invenção do cuidado em liberdade e nos territórios de vida, na construção de novos olhares e relações com a experiência do sofrimento e da defesa radical da participação social e cidadania das pessoas com sofrimento psíquico e com problemas relacionados ao uso prejudicial de álcool e outras drogas. A luta antimanicomial é luta por transformações sociais: luta que envolve incidir nos aparatos legislativos, administrativos e técnicos, inventando novas instituições e práticas; que nos convoca a construir com a sociedade outras ideias e outros afetos sobre o que é a experiência de sofrimento e de uso prejudicial de álcool e outras drogas; enfim, que envolve transformar um sistema de relações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A luta é organizada em coletivos, entidades e movimentos que mobilizam ações, e também se expressa no agir prático e cotidiano de trabalhadores, pessoas usuárias de serviços de saúde mental e seus familiares. Ela é reafirmada sempre no dia 18 de maio, com eventos que se expandem por todo o mês e são realizados em âmbito nacional e por diversos atores sociais, incluindo universidades, outros movimentos sociais da saúde e de outros setores que fazem a defesa de Direitos Humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso afirmamos: a luta antimanicomial, celebrada no 18 de maio de norte a sul do país, se faz todo dia – e necessariamente acontece com participação social.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><em>“Nada sobre nós sem nós”</em></strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Se a luta antimanicomial é brasileira, a afirmação da necessidade de escutar as pessoas com sofrimento mental e expandir a participação social é, definitivamente, internacional. O grande marco que temos hoje para defender, promover e garantir o direito à participação social é a&nbsp;<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d6949.htm">&nbsp;Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência</a>&nbsp;(CDPD) da ONU, que abarca as pessoas com sofrimento psíquico. Trata-se de um direito tão essencial que a participação social é afirmada nos preâmbulos, princípios e demais artigos desta Convenção. Mais: para assegurar que os direitos afirmados na Convenção não se tornem letra morta, foi constituído o Comitê dos Direitos das Pessoas com Deficiência, órgão composto por experts independentes que monitoram a situação de implementação da CDPD nos Estados-membros signatários – entre eles, o Brasil.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Outro marco importante, este abrangendo toda a região das Américas, foi a realização, em 2013 e com apoio da OMS/OPAS e do Ministério da Saúde, do&nbsp;<a href="https://www.paho.org/pt/documentos/consenso-brasilia-2013">Consenso de Brasília</a>, que é resultado de reunião realizada entre variadas associações e pessoas com sofrimento mental e seus familiares. O Consenso de Brasília apresenta com clareza direitos dessas pessoas que precisam ser promovidos e garantidos. Se qualquer gestor de políticas e serviços quiser saber o que precisa fazer para colocar em prática ações alinhadas aos direitos dessas pessoas, basta consultar o documento resultante do encontro. Aliás, o mesmo vale para formuladores de políticas e de legislação – bons e úteis projetos de lei poderiam tomar como base o que as próprias pessoas que usam serviços de saúde mental e seus familiares afirmam ser necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto instrumento prático de fomento e viabilização de participação social, no Brasil contamos com a realização de Conferências de Saúde Mental em suas etapas municipal, estadual e nacional. Até aqui foram realizadas cinco Conferências Nacionais de Saúde Mental, sendo a&nbsp;<a href="https://www.gov.br/conselho-nacional-de-saude/pt-br/assuntos/conferencias/5a-cnsm/publicacoes/relatorio-nacional-consolidado-5a-cnsm/view">5ª.Conferência Nacional de Saúde Mental</a>&nbsp;finalizada em 2023; esta última também contou, de maneira inédita, com a realização de 37 conferências nacionais livres. Trata-se de um instrumento de direito à participação social que não está garantido, mas é sempre conquistado. A quarta edição da Conferência Nacional de Saúde Mental, por exemplo, foi realizada em 2010, tendo como um de seus principais impulsionadores de seu chamado a histórica&nbsp;<a href="https://site.cfp.org.br/3009-usurios-da-sade-mental-marcham-a-braslia-pela-reforma-psiquitrica-antimanicomial/#:~:text=Em%2030%20de%20setembro%20de,Usu%C3%A1rios%20pela%20Reforma%20Psiqui%C3%A1trica%20Antimanicomial.">Marcha dos Usuários</a>&nbsp;pela Reforma Psiquiátrica Antimanicomial para Brasília, que aconteceu em 2009 e reuniu 1.800 pessoas usuárias e familiares de serviços de saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E para não esquecermos: tal como a luta antimanicomial, a participação social se faz no dia a dia. A participação e o controle social são diretrizes da Rede de Atenção Psicossocial e devem ser promovidos – ou assim se espera – no dia a dia pelos serviços de saúde mental substitutivos ao modelo asilar, como os Centros de Atenção Psicossocial. Um exemplo disso é a realização de assembleias nos serviços, constituídas como espaços de participação em igualdade de poder para tomada de decisões coletivas sobre o serviço. Outro exemplo são os conselhos gestores, que são órgãos colegiados compostos por representantes de segmentos – incluindo as pessoas usuárias e familiares do serviço –, que exercem o papel de controle social no Sistema Único de Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para além disso, poderíamos citar numerosos exemplos de esforços e experiências inovadoras em serviços para promover direitos, protagonismo e participação social de pessoas com sofrimento mental em variados lugares – muitas delas aprovadas na 5ª. CNSM –, além das estratégias de audiências públicas, eventos e comitês de pesquisas. Todas essas experiências envolvem redistribuir o poder, construindo novas relações entre nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, de normativas e marcos institucionais a instrumentos formais e informais, há iniciativas inventadas para promover novos direitos, ampliar a participação social e fazer ecoar a voz das pessoas que usam serviços de saúde mental. O avanço necessário é que isso se dê em todos os níveis do sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia também os textos do dossiê&nbsp;<strong><a href="https://outraspalavras.net/tag/dossie-reforma-psiquiatrica/">Reforma e Contrarreforma Psiquiátrica no Brasil</a></strong>, de&nbsp;<strong><em>Outra Saúde</em></strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Redistribuir poder com coragem</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Na 5ª. Conferência Nacional de Saúde Mental foi apresentada e aprovada a proposta n<sup>o&nbsp;</sup>12, de criação de um comitê interministerial com participação de representantes de associações, coletivos e movimentos sociais para discussão e criação de programas que fomentem os direitos das pessoas usuárias e familiares a tomarem decisões. Essa proposta tem alinhamento com o estabelecido no Artigo 12 da CDPD, que afirma o direito à capacidade legal, e, principalmente, com os Artigos 29 e 33 da CDPD, que requerem dos países signatários a participação direta das pessoas com deficiência na vida política, bem como na implementação e monitoramento das políticas e programas da área. Portanto, esse comitê é uma proposta prática para realizar o que já está determinado como direito e que precisa ser assegurado, já que a Convenção tem, no Brasil, caráter de emenda constitucional, tendo sido promulgada pelo Decreto nº 6949 de agosto de 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O país já possui experiência de proposição de comitês com participação das pessoas interessadas na agenda, como é o caso do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (CIAMP-Rua).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O CIAMP-Rua conta com a participação de representantes de movimentos sociais e organizações que atuam na agenda dos direitos da população em situação de rua e é papel desse comitê acompanhar, debater e fiscalizar os rumos da Política Nacional para a População em Situação de Rua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ora, se a participação social é diretriz para a saúde mental, faz sentido a criação de um comitê com representantes de movimentos, entidades e organizações para participar da Política Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas. Essa é a proposta apresentada pela articulação da 1<sup>a</sup>&nbsp;e da 2<sup>a</sup>&nbsp;Conferência Nacional Livre de Coletivos, Associações e Movimentos Sociais de Pessoas Usuárias e Familiares da Luta Antimanicomial (CONALIVRE USUFAM) e aprovada integralmente na 5ª CNSM: a criação de um Comitê Interministerial para os Direitos e Protagonismo de Pessoas Usuárias e Familiares do Campo da Saúde Mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Com a palavra, o CONALIVRE USUFAM:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa proposta aprovada na 5ª CNSM foi apresentada depois em um manifesto ao conjunto dos movimentos sanitário e antimanicomial em 2024, o&nbsp;<a href="https://drive.google.com/file/d/1IrRoPYbmnhQN3ffXxt5Agx3-pVaSfqhg/view">Manifesto da Articulação CONALIVRE USUFAM – Pela criação do Comitê Interministerial para os Direitos e Protagonismo de Pessoas Usuárias e Familiares do Campo da Saúde Mental</a>, tendo recebido amplo apoio e assinaturas da maioria de seus principais atores sociais e políticos. Em março de 2025, o manifesto foi apresentado ao novo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que aceitou receber os representantes da Articulação CONALIVRE USUFAM, com apoio do Monula Oficial (Movimento Nacional de Usuárias e Usuários da Luta Antimanicomial), em reunião virtual realizada em 10 de abril de 2025; na ocasião, houve resposta positiva da assessora direta do Ministro, que propôs a montagem imediata de um GT paritário para a montagem do texto formal para aprovação nas respectivas instâncias do governo. Esse é o estágio atual dessa luta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação deste comitê representará, sem dúvida alguma, um novo alento e uma profunda mudança qualitativa nas conquistas da reforma psiquiátrica antimanicomial efetivamente participativa, coerente com os principais avanços legais e normativos internacionais e nacionais, e condensadas na bandeira: “<em>Nada sobre nós sem nós</em>”. A hora é agora!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra Saúde / Foto: Edu Kapps/Prefeitura do Rio</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="INÍCIO DOS TRABALHOS DO LEGISLATIVO IPIRAENSE" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/rC7EkFQHipo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Enfermagem: começa a luta pela jornada de 30 horas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2025 13:49:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Categoria foi vitoriosa ao conquistar piso salarial, mas continua obrigada a cumprir cargas semanais extenuantes, em média de 44 horas. Agora, uma PEC busca reduzir esse expediente. A batalha começa no Senado – e toca nos interesses de um mercado de bilhões O que parecia resolvido revelou-se apenas a primeira etapa de uma luta mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Categoria foi vitoriosa ao conquistar piso salarial, mas continua obrigada a cumprir cargas semanais extenuantes, em média de 44 horas. Agora, uma PEC busca reduzir esse expediente. A batalha começa no Senado – e toca nos interesses de um mercado de bilhões</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O que parecia resolvido revelou-se apenas a primeira etapa de uma luta mais longa: o piso nacional da enfermagem ainda não é uma realidade consolidada para uma das mais numerosas categorias de trabalhadoras do Brasil. É isso que explica a apresentação da&nbsp;<a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/163673">PEC 19/2024</a>, que volta a colocar a valorização salarial das enfermeiras (mulheres são mais de 80% das profissionais da área) na ordem do dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A PEC regulamenta o cálculo de 30 horas para o piso, o que é justo”, introduziu a deputada federal&nbsp;<strong>Alice Portugal</strong>&nbsp;(PCdoB/BA), aliada histórica da categoria, em debate sobre a PEC promovido no&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/live/znhUhucNnec">canal do Conselho Nacional de Enfermagem</a>, que aconteceu no último dia 1º. De autoria da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), o projeto terá relatoria do senador&nbsp;<strong>Fabiano Contarato</strong>&nbsp;(PT-ES), autor da Lei 14.434, que promulgou a primeira versão do Piso da Enfermagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entregue à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, contará com intervenções de outros senadores até seu texto ser colocado em votação. Em oposição, entidades patronais já repetem os discursos de falta de condições econômicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A saúde suplementar registrou lucro líquido de R$ 12 bilhões. Não se deixem cair no canto da sereia da falta de dinheiro. Todas as lutas trabalhistas enfrentaram o mesmo discurso. Licença-maternidade, 13<sup>o&nbsp;</sup>salário, férias, sempre foi assim. Temos receita, fontes de custeio, podemos fazer uma reforma tributária… Existem instrumentos. Além disso, o foco principal é o setor público. A hora é agora”, destacou Contarato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ele, o Congresso segue alinhado à agenda de austeridade que invariavelmente tira recursos da sociedade para entregá-los ao grande capital (ou para benefício próprio, através da farra das emendas), mas a pauta tem força social e moral o bastante para romper o cerco neoliberal na gestão do Estado. Até porque a numerosidade da categoria é um fator de pressão política relevante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A PEC valoriza nossa hora/trabalho. Foi uma grande vitória contar com a relatoria do senador Fabiano Contarato, que é amigo da categoria. Fomos recebidos pela CCJ do Senado e ele assumiu compromisso de votar a pauta. E temos que trabalhar por uma aprovação unânime”, sintetizou&nbsp;<strong>Solange Caetano</strong>,&nbsp;<a href="https://outraspalavras.net/solangecaetano/">colunista</a>&nbsp;do&nbsp;<em><strong>Outra Saúde</strong></em>&nbsp;e presidente do Fórum Nacional da Enfermagem, na abertura da&nbsp;<em>live</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em linhas gerais, os representantes da categoria lembram que o piso não é só um instrumento de valorização material dos profissionais do setor, mas também de combate à precarização e&nbsp;<a href="https://outraspalavras.net/outrasaude/enfermagem-realidade-de-superexploracao/">superexploração do trabalho</a>. Mesmo onde foi aplicado, em especial no SUS, acabou atrelado às tradicionais e exaustivas jornadas de trabalho de 44 horas – ou até mais. Mas as 30 horas foram, desde o início, um dos objetivos centrais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A PEC é uma reparação à lamentável [concessão do] STF ao patronato da saúde, que fez uma pressão desmedida, falando que hospitais fechariam, não haveria mais contratações. Foi um verdadeiro terror, a ponto de o Barroso falar em sentir ‘cheiro de inconstitucionalidade’. Mas as 44 horas semanais de trabalho previstas na Constituição eram uma carga máxima, contra a qual muitos trabalhadores sempre lutaram”, contextualizou Alice Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como se esclareceu ao longo das falas, o piso foi fatiado pelos operadores do Estado brasileiro de todas as formas possíveis, sempre sob a lógica da racionalidade neoliberal, que trata toda despesa em políticas sociais ou ganhos trabalhistas como um desperdício, um estorvo. Mas como enfatiza Contarato, dinheiro é o menor dos problemas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu não acho razoável uma casta de servidores ter de ticket alimentação que equivale um salário de professor; 0,2% dos funcionários públicos ganharem R$ 100 mil mensais. Um professor não receber o piso. Enfermeiro ter 2 ou 3 vínculos porque ganha salário mínimo. Tem dinheiro, o debate não é sobre fontes de custeio. Isso existe. A luta é política”, discursou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da questão orçamentária, os participantes aproveitaram para rebater o falso argumento de que a PEC 19/2024 é um privilégio de uma categoria específica, enquanto outras continuam com ganhos baixos. Trata-se de um velho expediente de jogar trabalhadores contra si e evitar a construção de uma identidade coletiva em torno de interesses semelhantes: a valorização do trabalho e consequentemente da própria vida destes cidadãos, a exemplo da recente luta pelo fim da jornada 6×1, que envolve praticamente todo o mundo do trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A lei do piso é uma vitória e abre o portal para estabelecimento de pisos para outras categorias”, resume Alice Portugal. “Não basta eu lutar e propor projetos. A categoria tem de lutar. A enfermagem faz isso. Tenho outras propostas de avanços de categorias trabalhadoras e a dificuldade é maior porque falta mobilização”, complementou Contarato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale destacar que quando apresentado pela primeira vez, o piso reivindicava um salário de R$ 7.750,00. Foi aprovado em R$ 4.750, com escalas menores para técnicos e auxiliares de enfermagem. Não é difícil concluir que, a despeito de significar uma melhora, não dá conta dos custos reais de se viver em uma grande cidade, mais ainda quando se pensa que boa parte das trabalhadoras da categoria é chefe de família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Hoje o Piso faz efeitos menores do que imaginávamos. E uma dificuldade é que muitos parlamentares pensam que a questão está resolvida. Mas não está”, disse Vardilei Castagna, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde. “Aprovar a PEC 19/2024 é imperativo ético e é investimento na qualidade da saúde da população”, finalizou Jacinta Sena, presidente da Associação Brasileira de Enfermagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra Saúde / Créditos: Renato S. Cerqueira/Futura Press</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="LEI DO PIX E A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE E MEI ,DIREITOS E DEVERES" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/DHNUU9dWjnA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Luta contra alcoolismo envolve suporte do Estado e da sociedade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Feb 2025 13:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ALCOOLISMO]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Luta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo é lembrado hoje Ao ouvir experiências de outras pessoas, Bernardino Freitas, de 60 anos, descobriu que não estava sozinho. Nem havia motivo para se envergonhar. O homem, nascido em Miracema do Norte (TO) e que vive há sete anos em Brasília (DF), queria mesmo que a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo é lembrado hoje</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao ouvir experiências de outras pessoas, Bernardino Freitas, de 60 anos, descobriu que não estava sozinho. Nem havia motivo para se envergonhar. O homem, nascido em Miracema do Norte (TO) e que vive há sete anos em Brasília (DF), queria mesmo que a lembrança do copo com aguardente ficasse no passado. “Fui procurar ajuda no Caps (Centro de Atenção Psicossocial) quando tinha passado do limite”.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1631169&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1631169&amp;o=node"></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Ele percebeu o “limite” quando se viu de manhã até a&nbsp;noite nas mesas de bares e sentindo a saúde se deteriorar. Somaram-se aí os sentimentos da esposa e dos filhos. O aposentado procurou ajuda de profissionais de saúde e está há dois anos longe do vício. A vida&nbsp;sem álcool ganhou outro sabor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Hoje eu me sinto muito melhor”, afirma Bernardino. Nesta quinta (20), Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, ele tem na rotina a participação&nbsp;em&nbsp;grupo terapêutico, em que se identifica com outras histórias. “Os profissionais de saúde do Caps fizeram com que eu me envolvesse com o tratamento”.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/vpqKj5_xWcCjvcVEy9d-lC8IZ5c=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2025/02/19/imgm6343.jpg?itok=Dv28cL5b" alt="Brasília (DF) 19/02/2025 - O aposentado Bernardino Teixeira, faz tratamento contra o alcoolismo no Capes do Guará, cidade satélite de Brasília. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O aposentado Bernardino Teixeira&nbsp;faz tratamento contra o alcoolismo no Capes do Guará, região administrativa do DF.&nbsp;Foto&nbsp;<strong>Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A bebida, segundo Bernardino, ganhou importância quando se viu sem poder trabalhar como jardineiro, profissão da maior parte da vida. Uma cirurgia na coluna fez com que&nbsp;se aposentasse aos 45 anos. “Isso me empurrou para o vício. Eu fiz bem em pedir ajuda”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Papel do SUS</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o tratamento contra a dependência&nbsp;em álcool é especializado, gratuito e universal (nas unidades básicas e nos Caps). Questionado pela&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>, o Ministério da Saúde informou&nbsp;que os&nbsp;cuidados para pacientes com alcoolismo e outras drogas no Sistema Único de Saúde (SUS) são realizados pela Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que totalizam 6.397 unidades em todo o país, entre elas 3.019 centros de Atenção Psicossocial (Caps).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essa estrutura faz do Brasil um dos países com a maior rede de saúde mental do mundo”, acrescentou&nbsp;o ministério. Os serviços incluem intervenções psicossociais para cada caso, que podem ser realizadas de forma individual ou coletiva, o que inclui o acolhimento da família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministério disse&nbsp;que os Caps têm acesso livre, não precisam de agendamento prévio para realizar o primeiro atendimento e têm equipes multiprofissionais. Essas unidades atendem pessoas de todas as faixas etárias. Existem unidades com essa&nbsp;característica que funcionam 24 horas e contam com camas para acolhimento noturno dessas pessoas por até 15 dias no mês.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Serviço é gratuito, mas tem desafios</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além de a rede de serviços ser gratuita&nbsp;e do&nbsp;acesso a&nbsp;toda a população, o que é fundamental para combater o problema do alcoolismo, há desafios no dia a dia dessa política pública, afirma&nbsp;a socióloga Mariana Thibes. Ela, que é coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), organização da sociedade civil de interesse público e referência em pesquisas sobre o tema, entende, porém, que “muitos desafios” permanecem nos trabalhos de prevenção às doenças causadas pelo etilismo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a pesquisadora, seriam importantes, nessa luta dos profissionais de saúde, maior qualificação para identificação precoce do problema nas abordagens de rotina, ampliação da disponibilidade de tratamento medicamentoso especializado na maioria dos municípios e aumento do número de profissionais de saúde especializados, como psiquiatras e psicólogos nos Caps-AD (tratamento contra a dependência em álcool e drogas).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Além disso, podemos destacar as barreiras de acesso por conta do estigma que a doença ainda tem, o que retarda a busca por ajuda”, alertou Mariana em entrevista à&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>. Ela entende que, dessa forma, embora o Brasil tenha avançado nos principais pilares do combate ao alcoolismo nas últimas décadas, ainda resta muito a ser feito.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Efeitos da pandemia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A pandemia de covid-19&nbsp;(que, como medida sanitária, fez com que as pessoas precisassem se isolar em casa) representou um desafio para quem sofre com o alcoolismo. “Muitas pessoas passaram a beber mais para enfrentar as dificuldades do momento”, lembra&nbsp;a socióloga.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela explica que pacientes ficaram sem tratamento por causa&nbsp;da superlotação dos serviços de saúde em vista das prioridades com a pandemia. “Houve aumento no número de mortes por alcoolismo, não só no Brasil, mas no mundo. Alguns estudos vêm mostrando que esses problemas ainda não foram totalmente revertidos. Esforços em políticas públicas precisarão ser feitos para isso acontecer”.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Racismo e machismo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos dados que a pesquisadora cita&nbsp;é que 72% das mulheres vítimas de transtornos causados por dependência ao álcool são negras. Mariana Thibes explica que esse número não está relacionado ao maior consumo abusivo por essa população. São mais vítimas porque há desigualdade no acesso a serviços de saúde de qualidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Muitas pessoas negras residem em áreas com infraestrutura deficiente, escassez de recursos médicos e falta de profissionais capacitados, o que limita o acesso a cuidados de saúde adequados”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro elemento trazido pela coordenadora do Cisa é que a discriminação racial no sistema de saúde pode resultar em diagnósticos tardios, tratamentos inadequados e menor qualidade no atendimento, prejudicando a saúde da população negra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;“O estresse crônico, decorrente da discriminação racial, pode acarretar problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão, traumas psicológicos e abuso de substâncias, incluindo o álcool”. Além disso, no caso das mulheres, os impactos são maiores porque convivem com a discriminação de gênero.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Publicidade abusiva</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9294.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">legislação brasileira</a>&nbsp;(Lei 9.294), hoje, impõe restrições à publicidade de bebidas alcoólicas. Entre as limitações, estão a permissão de propaganda apenas entre as 21h e as 6h, e a obrigatoriedade de&nbsp;advertências sobre os malefícios e riscos do consumo. No entanto, conforme explica Mariana Thibes, os canais de influenciadores e as redes sociais no Brasil não são regulamentados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O alerta da pesquisadora é comprovado por&nbsp;<a href="https://www.researchgate.net/publication/354701196_Alcohol_Portrayals_of_Alcohol_in_Top_Videos_on_TikTok" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pesquisa de 2021</a>&nbsp;feita pela publicação especializada&nbsp;<em>Journal of Studies on Alcohol and Drugs</em>&nbsp;(dos EUA), que mostrou que 98% das publicações sobre álcool no Tik Tok retratavam a substância de forma positiva.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sinais e sintomas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A psiquiatra&nbsp;Olivia Pozzolo avalia que a&nbsp;prevenção das doenças relacionadas ao consumo de álcool é papel do Estado, mas as famílias também podem desempenhar apoio fundamental. “As famílias são essenciais, tanto na identificação precoce de um comportamento de risco, no suporte emocional, quanto no encorajamento à&nbsp;busca de tratamento adequado e na&nbsp;manutenção também do&nbsp;tratamento”, afirma a especialista, que também é pesquisadora do Cisa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela explica que a dependência do álcool pode ser reconhecida por sinais e sintomas característicos, como a incapacidade de reduzir ou controlar o&nbsp;consumo, o uso contínuo, apesar de ter consequências negativas na vida de alguém, e o aumento da tolerância.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Algumas formas de auxiliar são&nbsp;oferecer um ambiente de escuta sem julgamento, encorajar a pessoa a buscar tratamento especializado, participar de grupos de apoio para a família, onde é possível compartilhar experiências e estratégias&nbsp;e evitar situações que podem incentivar o&nbsp;consumo de álcool”. A recuperação é, segundo avalia, um processo contínuo e o suporte pode fazer diferença para quem enfrenta essa condição.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Alcoólicos anônimos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além do suporte do Estado e da família, um serviço consolidado no Brasil (e também no mundo) partiu da sociedade organizada, a Irmandade de Alcoólicos Anônimos. Em 2025, essa iniciativa completa 90 anos de história e está presente em 180 países. No Brasil, há atualmente 3.802 grupos que realizam 8.665 reuniões todas as semanas. Ao todo, 93 grupos realizam 449 reuniões a&nbsp;distância. Segundo a presidente da Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil (Junaab), Lívia Pires Guimarães, para que a pessoa possa ingressar na atividade&nbsp;o único requisito é o desejo de parar de beber.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Apenas isso. Havendo esse desejo, ela já está apta para ser membro. Não há restrição de idade ou de gênero, classe social&nbsp;e nenhuma outra questão complementar”, afirmou. Ela explica que a irmandade tem característica comunitária. Todo o serviço de AA é feito por alcoólicos que fazem parte do programa de recuperação. “Tudo sugerido, nada é imposto. Aqueles que querem, que se identificam, se voluntariam para poder servir. Não há profissionais contratados na Irmandade de Alcoólicos Anônimos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No AA, há pessoas não alcoólicas na estrutura de serviços administrativos. “A irmandade não é secreta, mas guarda o anonimato dos seus membros”. Ela afirma que se trata de um programa que transcende o tratamento do alcoolismo. “Uma vez ingressando na Irmandade, a pessoa não será diagnosticada ou rotulada”. O serviço pode ser&nbsp;<a href="http://www.aa.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">acessado pela internet</a>&nbsp;e linhas de whatsapp.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pessoa que vive no Rio de Janeiro, identificada nesta reportagem como Ana, recorda que começou a consumir álcool aos 12 anos de idade. “Eu lidava frequentemente com apagões, comportamentos desmoralizantes, por vezes agressivos. A minha interação com o álcool me levou realmente ao fundo do poço”, recorda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ana* lembra&nbsp;ainda que, aos 17 anos, a relação dela com o álcool passou a ser intensa e crônica. “Aos 18 anos, comecei a depender de estimulantes na tentativa de passar no vestibular, o que se transformou num ciclo de estudos e uso abusivo de substâncias”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na faculdade, as pessoas não consumiam álcool. Assim, aos 19 anos, ingressou no AA. “Salvou minha vida. Consegui me graduar&nbsp;e conheci meu marido na irmandade. Celebramos um casamento lindo, sem envolvimento do álcool”. O casal faz projetos de longo prazo e vive um dia de cada vez, com a consciência de evitar o primeiro gole.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um homem, também integrante do AA e carioca, diz que tem consciência de que a regularidade nas reuniões fez com que experimentasse nova vida. “Esse espaço é fundamental para a minha permanência sem beber e para a minha vida continuar funcionando como funciona hoje. Eu ter restituído emprego, família, saúde, sanidade, propósitos objetivos, sonhos, enfim, tudo me foi devolvido”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agência Brasil / Foto: © Arquivo/Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Major Giliam Silva no Bate Papo na City" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/l0YZ10s88fQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph"><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/luta-contra-alcoolismo-envolve-suporte-do-estado-e-da-sociedade/">Luta contra alcoolismo envolve suporte do Estado e da sociedade</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Corinthians reage, mas ainda tem luta dura contra o rebaixamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Oct 2024 15:03:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Corinthians]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto tem decisões na Copa do Brasil e Sul-Americana, Timão encara &#8216;oito finais&#8217; no Brasileirão; veja calendário até o fim do ano O Corinthians dá cada dia mais sinais de reação nesta reta final da temporada, mas ainda tem árduo caminho na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Se por um lado o time [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Enquanto tem decisões na Copa do Brasil e Sul-Americana, Timão encara &#8216;oito finais&#8217; no Brasileirão; veja calendário até o fim do ano</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Corinthians dá cada dia mais sinais de reação nesta reta final da temporada, mas ainda tem árduo caminho na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Se por um lado o time sonha com os títulos da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, por outro sabe que terá oito finais – número de jogos que ainda restam — para terminar na elite nacional. Mesmo após a goleada por 5 a 2 sobre o Athletico Paranaense, as chances ainda são de 45,1%, segundo projeções matemáticas da UFMG.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o triunfo, o Timão saltou para fora da zona de rebaixamento, com 32 pontos, em situação ainda bem pouco confortável, já que tem mais jogos que todos os seus adversários diretos na briga contra o Z-4.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Furacão, agora o 17º e primeiro no grupo dos quatro rebaixados, tem um ponto a menos, porém dois jogos atrasados por fazer. O Vitória, 18º com 29, pode igualar os 32 caso vença o Red Bull Bragantino no encerramento desta rodada. A partida ocorre no sábado, 19, em Salvador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa sequência, há confrontos diretos contra Cuiabá (F), Vitória (F), Criciúma (F) e Grêmio (F), além do clássico contra o arquirrival Palmeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, ainda existem dois jogos garantidos pela Copa Sul-Americana (contra o Racing, nos dias 24 e 31 de outubro) e a volta da semifinal da Copa do Brasil (diante do Flamengo, neste domingo, 20). Caso avance à decisão da competição continental, o calendário contará com mais um jogo, enquanto ser finalista da copa nacional adiciona outros dois embates.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, em um recorte de 51 dias, o Corinthians já tem 11 partidas garantidas, que, em caso de final nos dois torneios eliminatórios, podem chegar a 14. No cenário de calendário mais cheio, a média será de 3,6 dias de descanso por partida.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Remarcação de jogos</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator que a briga por títulos pode trazer ao Parque São Jorge é a necessidade de mudar datas. O Alvinegro, com reais riscos de rebaixamento, precisará adaptar o dia de seu compromisso contra o Vasco, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro, caso seja finalista sul-americana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Yuri Alberto é o artilheiro do Timão na temporada com 16 gols — Rodrigo Coca/Agência Corinthians<br>Corinthians terá agenda cheia até o fim de 2024 — Rodrigo Coca/Agência Corinthians<br>Isso, pois, a decisão da competição está marcada para dia 23 de novembro, em Assunção, no Paraguai, e o confronto contra o Cruzmaltino tem como “data-base” o dia seguinte. Logo, postergar o duelo apertará a preparação para a 36ª rodada, contra o Criciúma, que deve ter caráter crucial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dérbi entre finais?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Corinthians não precisará remarcar compromissos caso seja finalista da Copa do Brasil, levando em conta que os fins de semana dos dias 3 e 10 de novembro estão reservados pela CBF para a competição. Contudo, caso vá disputar o troféu, o Timão pode enfrentar o arquirrival Palmeiras entre a ida e a volta da final nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O clássico marcado para a 32ª rodada terá peso de ambos os lados. Marcado para a semana do dia 6 de novembro, na Neo Química Arena, o Dérbi será encarado pelo Alvinegro como partida essencial na sequência contra a queda, enquanto o Verdão buscará a vitória para brigar pelo Brasileirão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O calendário do Corinthians</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">20/10 – Flamengo (casa) – semifinal da Copa do Brasil<br>24/10 – Racing (casa) – semifinal da Copa Sul-Americana<br>28/10 – Cuiabá (fora) – Brasileirão<br>31/10 – Racing (fora) – semifinal da Copa Sul-Americana<br>3/11 – ida da possível final da Copa do Brasil<br>6/11 – Palmeiras (casa) – Brasileirão *<br>10/11 – volta da possível final da Copa do Brasil<br>13/11 – Vitória (fora) – Brasileirão *<br>20/11 – Cruzeiro (casa) – Brasileirão *<br>23/11 – possível final da Copa Sul-Americana<br>24/11 – Vasco (casa) – Brasileirão *<br>1/12 – Criciúma (fora) – Brasileirão *<br>4/12 – Bahia (casa) – Brasileirão *<br>8/12 – Grêmio (fora) – Brasileirão *</p>



<p class="wp-block-paragraph">*data sujeita a mudança pela CBF</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Placar / Memphis Depay marcou o primeiro gol com a camisa do Corinthians &#8211; Rodrigo Coca/Agência Corinthians</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Livres-se das dores no rosto com osteopatia:melhore sua qualidade de vida hoje!" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/nuw7_GNPioU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Conor McGregor anuncia retorno ao UFC em 29 de junho de 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jan 2024 01:21:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Conor]]></category>
		<category><![CDATA[Las Vegas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segunda-Feira, 01/01/2024 &#8211; 15h30 Por Redação Em vídeo postado em suas redes sociais, o irlandês Conor McGregor afirmou no último domingo (31) que enfrentará Michael Chandler no dia 29 de junho de 2024 em evento do UFC em Las Vegas. Ainda segundo McGregor, a luta será na categoria até 83,9kg, no peso-médio, acima da divisão que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Segunda-Feira, 01/01/2024 &#8211; 15h30</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por Redação</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vídeo postado em suas redes sociais, o irlandês Conor McGregor afirmou no último domingo (31) que enfrentará Michael Chandler no dia 29 de junho de 2024 em evento do UFC em Las Vegas. Ainda segundo McGregor, a luta será na categoria até 83,9kg, no peso-médio, acima da divisão que ambos estão originalmente, dos leves (até 70,8kg). Apesar do anúncio de &#8220;Notorious&#8221;, o UFC ainda não se pronunciou oficialmente a respeito dessa luta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Senhoras e senhores, um feliz Ano Novo para todos. Gostaria de anunciar a minha data de retorno, o &#8216;Notorious&#8217; Conor McGregor, o maior retorno de todos os tempos acontecerá em Las Vegas na International Fight Week, dia 29 de junho&#8230; e o adversário, Michael Chandler. E o peso, Sr. Chandler, 185 libras&#8221;, disse o irlandês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso a luta realmente aconteça, será a primeira de McGregor desde  que quebrou a perna na derrota para Dustin Poirier no UFC 264, em julho de 2021. O ex-campeão de duas divisões não vence uma luta desde que derrotou Donald Cerrone no UFC 246, há quatro anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Bahia Notícias</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Um bate papo com Benedito do Leite" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/3-9eUgpPY4Q?start=1369&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/conor-mcgregor-anuncia-retorno-ao-ufc-em-29-de-junho-de-2024/">Conor McGregor anuncia retorno ao UFC em 29 de junho de 2024</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>VÍDEO: Popó nocauteia sósia de Vin Diesel em menos de um minuto de luta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Aug 2023 17:20:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Nocaute]]></category>
		<category><![CDATA[Popo]]></category>
		<category><![CDATA[Vin Diesel]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo, 27/08/2023 &#8211; 10h40 Por Redação O baiano Acelino &#8220;Popó&#8221; Freitas, venceu Júnior Dublê, influenciador conhecido por ser sósia de Vin Diesel, na noite deste sábado (26). A luta aconteceu no main event do Fight Music Show 3, no clube Hebraica, em São Paulo.&#160; O ex-lutador nocauteou o adversário em minuto de duração da luta. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 27/08/2023 &#8211; 10h40</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por Redação</p>



<p class="wp-block-paragraph">O baiano Acelino &#8220;Popó&#8221; Freitas, venceu Júnior Dublê, influenciador conhecido por ser sósia de Vin Diesel, na noite deste sábado (26). A luta aconteceu no main event do Fight Music Show 3, no clube Hebraica, em São Paulo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-lutador nocauteou o adversário em minuto de duração da luta. O tetracampeão mundial de boxe, mostrou boa forma e não tomou conhecimento do adversário, definindo o confronto com um nocaute.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma sequência de golpes, Popó levou o Dublê à lona mais de uma vez. O adversário ainda se levantou, porém o córner de Júnior jogou a toalha e colocou fim à disputa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao ganhar a luta, Popó dedicou a vitória aos filhos e elogiou o adversário.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ele fez o desafio com toda coragem, não é qualquer um que sobe aqui e faz isso. Essa vitória não conta no meu currículo, mas conta pros meus filhos”, comentou.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Popó agora desafiou o cantor MC Livinho para ser seu próximo adversário. Já a luta com o ex-BBB Kleber Bambam não foi comentada pelo lutador. Ontem, Bambam provocou Popó durante a pesagem da luta e chamou o baiano de “ descontrolado”.</p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">VÍDEO: Popó nocauteia sósia de Vin Diesel em um minuto de luta <a href="https://t.co/Nyup4TJcc9">pic.twitter.com/Nyup4TJcc9</a></p>&mdash; Bahia Notícias (@BahiaNoticias) <a href="https://twitter.com/BahiaNoticias/status/1695787586193662311?ref_src=twsrc%5Etfw">August 27, 2023</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
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<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Enfrentamento à violência contra a mulher - Agosto Lilás: I Feira da mulher Ipiraense" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/gtgURktqkEY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Vítimas de tortura na ditadura pedem memória e providências</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jun 2023 14:02:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Vítimas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dia Internacional de Apoio é celebrado nesta segunda-feira A campainha tocou no apartamento 31. O estudante paulistano Adriano Diogo, de 23 anos, estava cansado. Estudante de geologia na Universidade de São Paulo (USP), ele, naquele dia, estava extenuado depois de cruzar a cidade e chegado de mais uma jornada como professor de ciências em uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Dia Internacional de Apoio é celebrado nesta segunda-feira</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A campainha tocou no apartamento 31. O estudante paulistano Adriano Diogo, de 23 anos, estava cansado. Estudante de geologia na Universidade de São Paulo (USP), ele, naquele dia, estava extenuado depois de cruzar a cidade e chegado de mais uma jornada como professor de ciências em uma escola secundarista. Andou até a porta. Ao abrir, encontrou o pesadelo. Ele não esperava o que aconteceria a partir&nbsp;daquele 17 de março de 1973. Histórias como a de Adriano têm mais um especial momento de reflexão e memória nesta segunda (26 de junho), Dia Internacional de Apoio às&nbsp;<strong>Vítimas de Tortura</strong>.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1540256&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1540256&amp;o=node"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo está nítido na memória de Adriano Diogo, hoje aos 74 anos de idade. “Primeiro, uma coronhada com o cabo da metralhadora no lado direito do olho”, lembrou em entrevista à&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>. Ele recorda que foi sendo arrastado aos gritos pela escada, por&nbsp;militares disfarçados. Haviam chegado em uma caminhonete com pintura falsa de um jornal da cidade. Saíram em um Opala verde. Adriano assustou-se com o ódio dos agentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Nós vamos te matar, terrorista”. “Onde estão as armas?”. “Maldito”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Do apartamento na Mooca (zona leste de São Paulo), os militares levaram o universitário por 10 quilômetros, até o Complexo do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), na Vila Mariana, onde funcionava a Operação Bandeirante (Oban), um centro de repressão política que desembocou em um espaço de tortura e assassinatos durante a ditadura militar no Brasil.</p>



<h2 class="wp-block-heading">90 dias na solitária</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As diferentes violências que se seguiram àquele dia em que a campainha tocou, incluindo os 90 dias em uma solitária, depois 45 no prédio do Departamento de Ordem Política e Social (Deops), e mais um ano e meio no Presídio do Hipódromo, deixaram marcas profundas no homem. Mas não deixaram&nbsp;jamais os ideais e o ativismo. “Embora eu fosse bem jovem, desde o dia em que saí da cadeia, há 50 anos, eu fazia o que faço hoje. Vou em cadeias, em espaços de internação de menores, em delegacia. Quando pessoas de movimentos sociais são presas, busco saber o que aconteceu”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Daqueles dias de dores diversas, ele se lembra com detalhes dos momentos. Inclusive que um dos algozes e dos mais violentos era um tal de major Tibiriçá, codinome do chefe do DOI-CODI à época, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o primeiro militar a ser reconhecido como torturador pela Justiça brasileira no ano de 2008.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="720" height="90" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/4.jpg" alt="" class="wp-image-86855" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/4.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/4-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Foi Ustra quem recebeu Adriano Diogo no complexo da Operação Bandeirante. Além de comandar a violência física, o militar, em diferentes ocasiões, mostrava fotos de amigos e colegas assassinados e autopsiados em demonstrações de violência psicológica. “Conte o que você viu aos seus amigos na cela”, provocava.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adriano Diogo descobriu na cadeia a morte de um grande amigo, nos dias seguintes ao que chegou ao DOI/Codi&nbsp;o líder estudantil&nbsp; Alexandre Vannucchi Leme, aos 22 anos de idade, também estudante de geologia na USP. Para o amigo Adriano, Alexandre era o “Minhoca”, apelido dos tempos da faculdade. “Para tentar apagar as marcas de tortura contra o Minhoca, eles levaram o corpo para fora da Oban e simularam atropelamento com um caminhão”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ninguém acreditou na fraude. Tamanha foi a repercussão que o arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, organizou uma missa no dia 30 de março em memória do estudante. A repercussão foi grande. “O Ustra ficou muito nervoso. Levou todos os presos para o pátio e bateram na gente de todas as formas”, recorda Adriano Diogo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto Ustra esteve na chefia, durante 40 meses, houve 40 mortes. Além disso, chegou, em média, uma denúncia de tortura a cada 60 horas, segundo registrou a Comissão da Verdade. Outro momento marcante, em 1973, foi aquele em que Gilberto Gil cantou a música&nbsp;<em>Cálice</em>&nbsp;(composta em parceria com Chico Buarque) na USP, em primeira mão, para dezenas de estudantes. “Ele teve muita coragem realmente”, considera.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Retomar a vida</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de quase dois anos, Adriano Diogo saiu da cadeia. “Fui buscar o diploma lá na geologia e retomar a vida”. Ele fez carreira como geólogo e pesquisador. Foi deputado e até presidiu a&nbsp;<strong><a href="http://comissaodaverdade.al.sp.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Comissão da Verdade na Assembleia Legislativa de São Paulo</a></strong>. Um problema, porém, foi que as recomendações do relatório ficaram apenas no papel. O relatório final foi entregue à sociedade em março de 2015. depois de três anos de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos capítulos é de “Mortos e Desaparecidos”, com 165 casos investigados, inclusive a&nbsp;do amigo Alexandre Vannucchi Leme .&nbsp;“Nós fizemos uma série de recomendações ao Estado brasileiro e não foram atendidas (<strong><a href="http://comissaodaverdade.al.sp.gov.br/relatorio/tomo-i/parte-iii-cap6.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">confira aqui o relatório</a></strong>). Para você ter uma ideia, o Brasil é signatário do&nbsp;<strong><a href="https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/cooperacao-internacional/editais-2018-1/Edital12_ProtocolodeIstambul_PNUD16020.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Protocolo de Istambul de combate à&nbsp;tortura</a></strong>. Sabe quantos comitês de combate à tortura têm no Brasil, além&nbsp;<strong><a href="https://www.gov.br/participamaisbrasil/comite-nacional-de-prevencao-e-combate-a-tortura1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">do nacional</a></strong>? Só um (no Rio de Janeiro)”, lamenta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sexta (23), o atual governo reativou o Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura. Uma reunião marcada para o dia 21 de agosto, data que marca os dez anos da lei que criou esse sistema, vai estabelecer um plano de trabalho e de atuação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Marcas registradas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV)</strong> trouxe 29 recomendações e a maioria ficou também somente no papel, <strong>identificou um relatório do Instituto Wladimir Herzog.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/all/modules/drupal/scald_file/icons/application_pdf.png" alt="file type icon">&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/atoms/files/fortalecimento_da_democracia_2.pdf">Relatório do Instituto Vladimir Herzog</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira estudo</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apenas duas recomendações foram atendidas pelo poder público, avaliou a entidade. A revogação da Lei de Segurança Nacional e a introdução da audiência de custódia, para prevenção da prática da tortura e de prisão ilegal, foram as exceções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a coordenadora do relatório, a historiadora Gabrielle Abreu, o sentimento das pessoas torturadas no Brasil, é mesmo esse de impunidade. “A violência e a impunidade, infelizmente, são marcas registradas no Brasil. Vimos ocorrer&nbsp;no período da escravidão, por exemplo, quando milhões de homens e mulheres negros foram escravizados”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório, segundo ela, tem a finalidade de estimular uma reflexão&nbsp;verdadeira e crítica sobre o que foi a ditadura e outros períodos de grave violação de direitos humanos. A busca por não deixar esquecidas essas histórias é fundamental, disse a historiadora. Além disso, há no entender dela, invisibilidade e apagamentos de torturas e mortes de diferentes grupos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, populações mais pobres submetidas aos desmandos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Há história desconhecidas da ditadura, como nas favelas. É uma montanha de violações de direitos humanos que foram apagadas”.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados do relatório mostram&nbsp;não somente ter havido recomendações da CNV não realizadas (total de 14), mas também retrocessos (sete). Esse é o caso da recocomendação da “criação de mecanismos de prevenção e combate à tortura”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tortura aos 16 anos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Voltar ao passado, porém, é reconhecer histórias de violências inadmissíveis. No dia 16 de abril de 1971, Ivan Soares, com apenas 16 anos de idade, foi capturado junto com o pai, o operário Joaquim, e levado para as instalações do DOI-Codi, em São Paulo. Pai e filho participavam do Movimento Revolucionário Tiradentes. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Eles nos torturaram durante dois dias seguidos. Eles mataram meu pai e eu continuei preso. Prenderam também a minha mãe (uma professora) e minhas irmãs. Elas foram espancadas, Uma delas foi estuprada”.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Menor de idade, Ivan ficou nas mãos da ditadura durante quase seis anos sem ser processado ou condenado. “Os militares anunciaram que ele tinha morrido em um suposto tiroteio com as forças de repressão”. Ivan era estudante do então ginásio. “A gente tinha a vida de trabalhadores pobres. Nasci numa favela em Porto Alegre onde não tinha nada. Não tinha água encanada, luz, ônibus,esgoto, escolas. Tudo era muito difícil”. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele explica que os moradores dessa comunidade de Vila Jardim&nbsp; lutavam por melhores condições de vida. “Desde que me entendi por gente eu vi as lutas das pessoas que são da classe trabalhadora, tentando sair da condição de ser pisado pelo sistema capitalista”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os últimos três anos de cadeia&nbsp;Ivan cumpriu em um presídio de segurança máxima, que foi a Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté. Ele era o único preso político e convivia com os presos e pacientes psiquiátricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ivan saiu da prisão em agosto de 1976, disposto a recomeçar a vida. Mas as perseguições não cessaram. Uma vez por semana, ele precisava se apresentar na auditoria militar. “Eu era seguido todos os dias, 24 horas por dia. Eu ia estudar, trabalhar. Mas sempre com a presença dela, dessas figuras execráveis por perto&#8221;.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu descia do ônibus e tinha que caminhar a pé até a escola. Em um carro, eles passavam me xingando fazendo piadinha. Diziam para eu correr para eles treinarem tiro”. A tortura era também do lado de fora. “Desde o momento em que eu estava sendo torturado, tinha absoluta noção de que vivia um processo histórico, Eu me mantive pelo fator ideológico”. Hoje, ele mora na cidade de Foz do Iguaçu (PR). </p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, ele considera fundamental a aplicação das recomendações da Comissão Nacional da Verdade. ”Nós revelamos os crimes da ditadura. E a gente vai continuar lutando”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>Agência Brasil</strong></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/vitimas-de-tortura-na-ditadura-pedem-memoria-e-providencias/">Vítimas de tortura na ditadura pedem memória e providências</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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