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	<title>Manaus |</title>
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	<title>Manaus |</title>
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		<title>Manaus é palco da primeira ball indígena da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Dec 2023 12:05:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Celebração da comunidade LGBTQIAPN+entrelaçou desfiles de moda, batalhas de dança, performance e cultura originária No coração de Manaus, um galpão circular na praça do Largo de São Sebastião foi tomado por glamourosas figuras da cena ballroom no dia 17 de novembro. Eletrizantes batalhas de voguing, estilo de dança que reproduz as poses das modelos em revistas de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Celebração da comunidade LGBTQIAPN+entrelaçou desfiles de moda, batalhas de dança, performance e cultura originária</p>



<p class="wp-block-paragraph">No coração de Manaus, um galpão circular na praça do Largo de São Sebastião foi tomado por glamourosas figuras da cena ballroom no dia 17 de novembro. Eletrizantes batalhas de <em>voguing,</em> estilo de dança que reproduz as poses das modelos em revistas de moda como a <em>Vogue</em>, acaloraram ainda mais a já escaldante sexta-feira da capital amazonense. Desfiles de moda, outra atração da noite, apresentavam brincos, colares, roupas e grafismos inspirados nas ricas culturas das etnias indígenas da Amazônia. O espetáculo performático foi acompanhado de aplausos, música house e gritos efusivos da plateia, em uma celebração da beleza e da vida originária LGBTQIAPN+. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A atenção do público se voltava ao centro da roda, onde ganhava vida e forma o baile Espíritos Ancestrais, a primeira ballroom indígena realizada na região amazônica. Organizado pelo Coletivo Miriã Mahsã, representante de indígenas LGBTQIAPN+ e pela Casa Jabutt, o baile foi uma afirmação de que os povos indígenas têm o poder de criar espaços seguros e acolhedores, feitos por eles e para eles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Dentro da comunidade LGBTQIAPN+ de Manaus, os eventos culturais são comandados muitas vezes por pessoas brancas e cis. Quando organizam os eventos eles não pensam em indígenas e pessoas trans e travestis. A partir dessa constatação, a gente teve a vontade de ter o nosso próprio espaço, um lugar que envolve cultura, coletividade, acolhimento e segurança”, destacou Pedro Tukano, coordenador do Coletivo Miriã Mahsã e um dos organizadores da ball Espíritos Ancestrais, em entrevista à&nbsp;<strong>Amazônia Real.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A cultura ballroom e seus luxuosos bailes foram criados por travestis e mulheres trans negras e latinas das periferias de Nova York, nos anos 1970. No Brasil, essa expressão ganhou nuances próprias ao se espalhar por diferentes regiões. Em Manaus, esse movimento político e cultural, criado para promover espaços de expressão artística e resistir às violências sofridas por pessoas racializadas e LGBTQIAPN+, é reinventado pelas muitas mãos e mentes de artistas trans indígenas, negras e das periferias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoas indígenas passaram a reivindicar o espaço da cultura ballroom como um lugar para exaltação, valorização e representação. “A importância da gente ter esse lugar é porque a nossa comunidade, o nosso coletivo e a nossa casa são formados quase totalmente por pessoas trans e travestis indígenas, que não estavam se sentindo totalmente representadas nesse cenário. Nossa proposta é que por meio dessa ball, essas artistas vejam que é um espaço que elas também podem se apoderar e transformar”, explicou Thais Desana, outra organizadora da festa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A noite começou com a apresentação de lendas pioneiras e artistas admiradas da cena ballroom manauara e do movimento indígena do Amazonas, como a dançarina Simas Zion, matriarca da Kiki House of Maverick, e&nbsp;<a href="https://amazoniareal.com.br/exposicao-conta-historia-de-uyra-sodoma-drag-queen-amazonense-que-ensina-ribeirinhos-sobre-sustentabilidade/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Uýra</a>, indígena artista e arte educadora reconhecida internacionalmente pelo filme&nbsp;<em>A Retomada da Floresta</em>. Em seguida, veio a primeira categoria da noite, Cunt de Curumim, destinada para pessoas que treinam&nbsp;<em>voguing&nbsp;</em>por até um ano. Elas são consideradas iniciantes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essas pessoas tão violentadas por tantos lugares do mundo o todo o tempo estão vivas, dançando e exibindo-se, demarcando-se enquanto beleza, enquanto direito não só de ser e de estar, mas também de sonhar. As balls são continuações de sonhos desde a década de 80, que começaram lá em Nova York e que se espalharam pelo mundo como grandes sonhos sonhos de estar viva”, disse Uýra, em entrevista à <strong>Amazônia Real.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="90" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/4.jpg" alt="" class="wp-image-86855" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/4.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/4-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desse momento, a casa lotada testemunhou uma experiência única de performances artísticas, executadas com maestria para conquistar as notas mais altas dos jurados presentes. Além da competição na pista, a essência da cultura ballroom está atrelada ao sentimento de coletividade. A maioria das categorias da ball Espíritos Ancestrais, apresentadas pela escritora e drag queen manauara Aritana Tibira, foi reservada para pessoas negras e indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Coletivo Miriã Mahsã queria trabalhar com pessoas indígenas dentro do cenário ballroom fazer um evento que fosse organizado por pessoas indígenas e pretas também. A gente entende da problemática de ter pessoas brancas envolvidas nesse meio”, afirmou Pedro Tukano. “Unir com pessoas negras para a gente é reafirmar essa questão de que somos irmãos e estamos lutando em coletividade dentro do contexto urbano de Manaus, e que são essas pessoas que estão no cenário ballroom e podem contribuir para fazer o que a gente estava pensando enquanto coletivo de indígenas LGBTQIAPN+. A gente pode estar caminhando juntos e sem rivalidade, para dizer que Manaus, além de ser Terra Indígena, é a terra de pessoas pretas e nos sentimos acolhidos por elas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em abril deste ano, durante o 19° Acampamento Terra Livre (<a href="https://amazoniareal.com.br/atl-quer-1-milhao-de-assinaturas-contra-o-pl-191/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">ATL</a>) em Brasília, foi realizada a&nbsp;<a href="https://buzzfeed.com.br/post/ballroom-vogue-indigena-em-brasilia" rel="noreferrer noopener" target="_blank">primeira ball<em>&nbsp;</em>indígena do Brasil</a>, promovida pela Casa de Onijá em parceria com o Coletivo Tybyra. Durante o ATL, a pauta LGBTQIAPN+ foi colocada em debate pelo movimento de juventude indígena, que discutiu em plenária as suas demandas. Seguindo esse legado histórico, o Coletivo Miriã Mahsã e a Casa Jabutt decidiram unir esforços para realizar um baile indígena em terras originárias, na capital amazonense.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Foi um momento muito bonito porque não tinham só jovens lá. Tinham crianças, anciões, pessoas muito mais velhas que estavam presenciando aquele evento. Foi muito incrível, porque eram pessoas de povos diferentes que estavam ali vivenciando e conhecendo o que significa uma ballroom indígena. Eu fiquei fascinado&nbsp; em ver parentes sendo celebrados, sem vergonha e com segurança”, disse Pedro Tukano, se referindo à ball realizada no ATL.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o evento acontecer na capital amazonense, foram meses de diálogo entre os coletivos. A começar pelo título do baile, Espíritos Ancestrais. Na cena ballroom, os nomes das categorias são apresentados originalmente em inglês. Mas até para isso foi preciso repensar fora do convencional. “Surgiu essa ideia de desconstruir totalmente os conceitos e as categorias também. Nos nomes de categorias, a gente consegue enxergar que é um contexto muito americanizado e não é uma cultura totalmente local. Para a nossa ball, o conceito é trazer a cultura nortista e amazônida, principalmente da ancestralidade indígena”, explicou Thais Desana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para promover, conhecer e valorizar os povos indígenas, a ball Espíritos Ancestrais possibilitou formas de fazer arte de acordo com&nbsp; culturas específicas de cada povo e etnia. Harmonya Dórémi Jabutt, mãe da Casa Jabutt, drag queen, cantora e compositora, lembrou que a tradução dos nomes ingleses gerou mais conforto. “A importância de se traduzir, além de fazer com que as pessoas se sentissem mais confortáveis a participar, era demarcar mesmo através do idioma que esse lugar é nosso”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Categorias como “baby vogue”, “face”, “runway”, “hand performance” ou “lipsync”, ganharam novas roupagens. Na Espíritos Ancestrais, receberam os nomes de “Rosto Ancestral: Face do Sol”, “Rainha Tecelã: Categoria de Artesanato”, “Caminhos da Floresta: Categoria de caminhada”, “Moda Ancestral”, “Mãos de Pororoca: performance das mãos” e “Dublagem: Boca de Jambú”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Thais Desana ressaltou que, muito mais que a exaltação da beleza, a ball Espíritos Ancestrais girou em torno de celebrar a “corporeidade ancestral e natural indígena e preta”. Além do baile, o coletivo Miriã Mahsã pretende ser um um gerador de cultura que possa dar visibilidade e acesso de renda e qualidade de vida para artistas indígenas LGBTQIAPN+.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As nossas parentas são pessoas trans e travestis e os dados mostram que são pessoas da sociedade que estão em vulnerabilidade social. O coletivo querer se tornar um gestor cultural é dar voz e oportunidade para que elas possam criar e organizar um evento a partir do olhar delas enquanto indígenas travestis e transexuais”, complementou Pedro Tukano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Com os espíritos ancestrais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dani Maresia Jabutt desfila há um ano e dois meses na ballroom, e observa que muitas coisas a “atropelaram” de uma forma potente. “Foi dentro da cena do ballroom que iniciei meu processo de transição de gênero, que fui me reconhecendo como pessoa indígena e me encontrando”, disse. Para ela, que é acadêmica do curso de Dança na Universidade Estadual do Amazonas (UEA), muito mais do que ser trans, indígena ou negro, a ballroom é sobre ser um corpo em movimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" src="https://images03.brasildefato.com.br/4b4926b7ee02fc07cf65a2c43197b79a.jpeg"><br>Dani Maresia durante a apresentação na categoria “Face” / Alberto César Araújo/Amazônia Real</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu tento levar a ballroom para todos os ambientes, porque já faz parte do que eu vivo. A minha arte é expressada na ballroom, as coisas que eu vivo são expressadas na ballroom. Às vezes, eu posso não mostrar alguma coisa, eu posso não entrar em uma categoria, mas só o fato de eu estar presente ali e observar, já é o suficiente e já me supre”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na ball Espíritos Ancestrais, Maresia desfilou nas categorias Rosto Ancestral, Rainha Tecelã, Caminhos da Floresta e Moda Ancestral. Ela ganhou o prize (prêmio) nas categorias de Caminhada e na de Moda Ancestral. “Esse local é nosso, a gente vem de uma cultura criada por uma gata preta, né? E as latinas, que eram chamadas de latinas, mas que são pessoas indígenas, comprovam que esse lugar já é nosso faz muito tempo. A cultura já é nossa! Trazer ela para o Amazonas e colocar em prática é gigante”, declarou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Uýra, a celebração foi um momento não apenas de demarcar como uma cena ballroom, mas também indígena. Manaus é a cidade com mais indígenas do Brasil. “Esse é um momento histórico que o planeta vive, embora o planeta não queira reconhecer. Estamos aqui como todas as ballrooms do mundo, sonhando para que o melhor venha para quem vem daqui a pouco. Nós somos trânsito”, proclamou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Teresa Manicongo, indígena do povo Puri de Amana-Tykyra (Serra da Mantiqueira, área que faz parte do Sul do Rio de Janeiro, Sul de Minas Gerais e Vale do Paraíba, em São Paulo), é novata na cena ballroom. Ela desfilou como 007, nas categorias Rosto Ancestral, Caminhos da Floresta e Moda Ancestral. Os que não integram nenhuma casa, mas querem competir, geralmente utilizam “007” após o seu nome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Penso que quando a ballroom chegou aqui, ganhou uma forma originária de Pindorama e teve as suas reformulações. Eu, como indígena, me sinto muito abraçada dentro da ballroom. Uma ball é um espaço de acolhimento, é um espaço de aprendizado”, declarou Teresa. “Não só os indígenas que estão nas aldeias, mas nós da cidade estamos resgatando a nossa cultura e vivendo todo dia com essas violências, desde 1500. Não tenho nem palavras para expressar o quanto isso é importante, tanto para os povos originais, quanto para a cultura ballroom.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Mãe da Casa Jabutt, Harmonya Jabutt, disse acreditar que pessoas indígenas são apagadas da sociedade, e que essa lógica de exclusão também alcança o cenário ballroom. No entanto, a artista lembrou que a ballroom é o lugar apropriado para subverter esses preconceitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A ballroom é espaço possível para que pessoas indígenas também sejam protagonistas, para que essas culturas estejam em destaque. Não se pode dizer que a cultura indígena sempre foi protagonista nesse meio, porque não foi, mas é importante destacar que é uma grande oportunidade, um grande espaço, um lugar para fazer o resgate dessas culturas”, comentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jaú Ribeiro, filhe da Casa Jabutt, afirmou que, além de ser uma forma de expressão artística, a ballroom fortalece a autoestima de quem participa dos bailes. “Às vezes a gente está com a nossa autoestima abalada e quando a gente vem para a ball, a gente consegue se fortalecer nesta autoestima. Mesmo quando a gente não ganha, a gente está fortalecendo a nossa autoestima porque a gente começa a ser visto e cria essa rede de apoio”, disse.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para elu, indígena tupinambá em retomada, da comunidade tradicional do Guajará no Pará, este é um movimento de demarcação da presença de indígenas LGBTQIAPN+ no Amazonas. “Trazer essa ball indígena para cá é muito significativo, porque a gente está aqui resistindo nesse território”, declarou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Encontro de gerações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Adolfo Tapaiúna é acadêmico do curso de design da UEA, multiartista e faz parte do movimento indígena por meio da vice-coordenação do Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas (Meiam). Ele foi à ball acompanhado da mãe, a liderança indígena&nbsp;<a href="https://amazoniareal.com.br/morte-de-menina-satare-mawe-expoe-violencia-sexual-dentro-dos-territorios/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Moy Sateré-Mawé</a>. “Ocupar esse espaço e trazer a minha mãe, que desfilou e ganhou uma categoria, é quebrar padrões e estereótipos do como as pessoas pensam o corpo indígena, que é diverso”, afirmou Adolfo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" src="https://images01.brasildefato.com.br/5316af8507fc486f6c850b139be8a473.jpeg"><br>A artesã e liderança Sateré-Mawé, Moy e o seu filho Adolfo Tapaiúna / Alberto César Araújo/Amazônia Real</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o jovem, o espaço da ball indígena é uma forma de resistir à invisibilidade e ao apagamento dos indígenas LGBTQIAPN+ na cultura do Amazonas. “Nossos corpos enquanto indígenas existem na cidade de Manaus e no interior. O cristinianismo invisibiliza os nossos corpos e é potente poder vir aqui e bater no peito se dizendo bicha e indígena.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moy Sateré-Mawé levou para casa o prêmio de Rainha do Artesanato. A liderança indígena do Baixo Amazonas disse não estar acostumada a ver um baile e que esse foi o seu primeiro. “Quando cheguei aqui me surpreendi. Encontrei só pessoas acolhedoras e que me deram a satisfação de eu participar também, né? Aqui elas me acolheram com muita alegria”, disse Moy.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela lembrou que a questão LGBTQIAPN+ e espaços como a ballroom não deixam de ser novos “descobrimentos”, mas que esses universos se reconhecem nas mesmas opressões. “Esse mundo e essas pessoas acolhedoras querem somente um espaço digno, sem que a sociedade reprima elas. Eu acho que os indígenas estão na mesma situação, de buscar o seu espaço a cada dia, e esse evento só vem para acolher e mostrar que isso pode ser feito maravilhosamente bem”, relatou Moy Sateré-Mawé.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Demarcação de corpos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Longe dos&nbsp;<a href="https://emtempo.com.br/120922/cultura/dos-suburbios-de-nova-iorque-as-ruas-de-manaus-conheca-a-cena-ballroom-por-voguers-manauaras/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">subúrbios de Nova York</a>, a ballroom surgiu em Manaus em 2019, de acordo com a pioneira Simas Zion, criadora da primeira casa da cena, a Kiki House of Dení. Simas está envolvida com a dança desde 2014, mas foi em 2015 que passou a estudar e entender o universo da ballroom. A dançarina entrou em contato com o estilo Femme Styles, que engloba, além do&nbsp;<em>voguing</em>, o&nbsp;<em>waacking&nbsp;</em>e o jazz funk. “Eu amei, foi paixão à primeira vista. Então eu procurei pesquisar mais sobre isso, sobre quem vinha dessa comunidade, saber que a ballroom veio dessas ‘corpas’ trans e pretas. Eu vi que aquilo era potente”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As movimentações para o nascimento da cena em Manaus partiram dos estudos de Simas, que quatro anos depois, em 2019, saiu da cidade para beber em fontes de informações sobre técnicas, estilos e comportamentos da ballroom no Brasil. Mais tarde, essa bagagem seria aplicada em treinos abertos que a artista promoveu no pátio da Escola Superior de Artes e Turismo (Esat), da UEA, no bairro Praça 14, onde era acadêmica do curso de Dança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" src="https://images02.brasildefato.com.br/6a3772adb8d850fc267c9ba1ffdba733.jpeg"><br>Primeira Ball indígena feita na Amazônia / Alberto César Araújo/Amazônia Real</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu conheci outras pessoas jovens que também eram dessas minorias, eram pessoas gays, queers e pretas da cena da dança. Foi quando entendi que isso batia, sabe? A gente precisava fortalecer isso aqui em Manaus. Eu saí pela primeira vez daqui para consumir mais informações e participei do maior evento ballroom da América Latina, a BH Vogue Fever”, descreveu Simas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a ideia de aproximar e incluir mais pessoas nessa cultura, sem que fosse preciso se deslocar para fora de Manaus com o objetivo de praticar o&nbsp;<em>voguing</em>, a Glitter Ball, primeira ball da cidade, foi realizada. “Aquela comunidade, aquela tecnologia e as pessoas foram só evoluindo. Tivemos a fundação da primeira house, a Kiki House Of Dení e a partir dela vieram várias outras, que eu fui fomentando com as minhas filhas e filhes”, explicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Simas mencionou os primeiros membros da comunidade, como Kallyope, Mother Odara Konda, Imperador Blue Maverick, Auria Lima e Baby Kunty. Todas essas pessoas contribuíram para que ela compreendesse mais sobre a ballroom em Manaus. E enfatizou ter compartilhado informações com essas pessoas, e elas, por sua vez, retribuíram com ensinamentos por meio de suas experiências e evoluções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu entendi que a ballroom é uma tecnologia e é uma ideia, que você pega e utiliza ela com as suas vivências, com a sua realidade e a gente consegue entender que os corpos periféricos e pessoas trans pessoas tem esse poder”, completou Simas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pioneira da cena citou ainda, entre outras, as casas Matagal e Kuma como pilares essenciais para a construção da ballroom em Manaus. “É importante destacar que tivemos ali a Ariel Kuma, que foi uma gata que abraçou a comunidade um certo tempo desses quatro anos de cena. Tivemos também a Mafel, que fundou a Casa Matagal, uma casa de grande impulsionamento que deixou uma grande galera ciente sobre a quem pertence essa cultura. A Matagal foi uma base de sustento do pensamento da cultura ballroom aqui em Manaus, para que não se tornasse tão embranquecida, como são os espaços fora da nossa comunidade”, analisou Simas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Harmonya Dórémi Jabutt, os indígenas já estavam inseridos no contexto de criação e fomento desse movimento, ainda nos Estados Unidos. “Quando se fala que a ball foi fundada principalmente por pessoas trans negras e latinas, essas pessoas latinas também são pessoas indígenas. São pessoas que moravam na América do Sul, América Central e na América do Norte antes das colonizações dos povos europeus, de diversas formas. De alguma maneira, essas pessoas também participavam e sofriam dessas violências estruturais, logo esse espaço de acolhimento para esses corpos também contempla a existência de pessoas indígenas. Aqui no Amazonas a gente está dando destaque para esses debates”, argumentou a artista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Harmonya tem contato desde cedo com várias modalidades de arte, seja pela dança, pelo canto, pelos instrumentos de sopro ou pelas performances. Começou a fazer arte drag em 2017 e em 2020 se aproximou da cena ballroom, debutando como Mãe da Casa Jabutt, composta somente por filhas, filhos e filhes negros e indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As casas, originalmente chamadas de “houses”, são como coletivos artísticos e famílias adotivas para jovens LGBTQIAPN+, marginalizados pela sociedade e expulsos de seus lares. Os seus líderes se chamam&nbsp;<em>mother</em>&nbsp;(mãe) ou&nbsp;<em>father&nbsp;</em>(pai). “Uma casa não nasce à toa. Uma casa nasce com propósito, com pessoas liderando essas houses, e essas pessoas acreditam no futuro da cena e em um futuro para seus filhos, filhas, e filhes”, ressalta Simas Zion, filha da The Iconic House of Zion.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Norte do Brasil, a existência da Jabutt demarca a importância dos povos originários nos espaços de atuação artística, política e social. No espaço da cena ballroom, atuando em comunidade, a Casa busca agregar discussões de temáticas que falem sobre a realidade nortista e amazônida no contexto urbano de Manaus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A importância do fomento e fortalecimento das balls, em especial uma ball indígena, é dar espaço para o protagonismo de culturas que são estruturalmente excluídas, como a cultura indígena e negra. Esse processo resulta na morte de pessoas com esses marcadores sociais. Então, a importância de se promover espaço é fortalecer a existência dessas pessoas que já sofrem processos de violência muito grande na nossa sociedade”, disse Harmonya.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Brasil de Fato</p>



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<iframe title="Os riscos do pé diabético com Dra. Séfora Oliveira" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/YNbu6WEPcbw?start=339&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Seca em Manaus: o que precisa ser feito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Oct 2023 16:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A crise climática atinge o Amazonas e pode gerar grave crise sanitária – que já começa a ser atendida pelo governo. Professor da UFBA lista as urgências para a saúde da população, começando por água e alimentação, seguidas do fortalecimento da atenção básica por&#160;Gabriel Brito O Brasil observa imagens apocalípticas da poluição atmosférica em Manaus [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>A crise climática atinge o Amazonas e pode gerar grave crise sanitária – que já começa a ser atendida pelo governo. Professor da UFBA lista as urgências para a saúde da população, começando por água e alimentação, seguidas do fortalecimento da atenção básica</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">por&nbsp;<a href="https://outraspalavras.net/author/gabrielbrito/">Gabriel Brito</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil observa imagens apocalípticas da poluição atmosférica em Manaus e dos menores níveis dos rios da maior bacia hidrográfica do mundo. A seca é uma conjunção de fatores climáticos, inclusive pela ação humana, e a falta de água começa a acumular problemas de diversos matizes. Diante do anúncio de férias coletivas na indústria da capital amazonense, que afeta ao menos 100 mil trabalhadores diretos, vemos provas de como o colapso climático pode paralisar a vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para responder a isso, o ministério da Saúde anunciou envio de R$ 225 milhões, valor relevante para uma pasta que não pode responder sozinha aos desafios impostos. E já estamos diante de uma grave crise de saúde coletiva, como explicou&nbsp;<strong>Adelmir de Souza Machado</strong>, diretor e professor do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Bahia e membro da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), em entrevista ao&nbsp;<strong><em>Outra Saúde</em></strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Temos consequências mais diretas, ou seja, infecções respiratórias, alergias, o indivíduo pode ter rinite, asma, crise de tosse, conjuntivite, além de vários outros fatores que o próprio clima muito quente pode trazer, como por exemplo desidratação, um pouco de hipertensão arterial, mal-estar, tonturas. Existe toda uma cadeia de consequências que podem se ver no plano macro ou micro de cada indivíduo e que vão se somando.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na entrevista, Machado explica quais os pontos essenciais de uma resposta do poder público para uma população que vive em relativo isolamento do resto do país e em boa parte não tem para onde escapar – sem deixar de apontar questões estruturais que precisam ser tocadas em algum momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A primeira coisa é garantir água potável”, alerta ele. Em seguida, é necessário garantir a alimentação – que pode ser adquirida com os recursos enviados pelo ministério ou por meio de doações. “Há uma possibilidade muito clara de que apareçam casos de diarreia infecciosa por causa desses cuidados precários com a água, com a própria saúde, com a alimentação – e no saneamento é a mesma coisa. O principal é garantir que cidades ribeirinhas ou desprovidas de saneamento básico ou encanamento possam ter a coleta de dejetos feita de uma maneira minimamente adequada. Do ponto de vista de saúde pública é essencial”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adelmir Machado ainda alerta que tal contexto deve orientar decisões ainda mais firmes dos governos para conter a sanha desenvolvimentista, que, no desespero de buscar soluções econômicas para uma sociedade paralisada pela estiagem, pode aprofundar os problemas. Do ponto de vista do sistema de saúde, é essencial fortalecer a atenção primária, para responder rapidamente aos efeitos da seca na saúde coletiva e evitar uma sobrecarga nos hospitais semelhante à pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele lista, então, os passos seguintes: “Deve-se armar as unidades básicas de saúde, equipamentos de saúde da família, a depender do que existe em cada município, com visitação ativa dos agentes de saúde para descobrir se já há indivíduos com algum grau de adoecimento. Porque qualquer doença infecciosa, numa situação desse tipo, é mais fácil de se alastrar do que numa situação de normalidade. Não se tendo equipes de saúde da família, as unidades de atendimento básico devem ser reorganizadas e as que não estiverem organizadas devem ser minimamente equipadas para determinadas situações, como as próprias doenças respiratórias, infecciosas, como as pneumonias, gastroenterites e diarreias infecciosas. Portanto, o mínimo é colocar as equipes de atenção básica em prontidão e melhor organizadas para uma situação como essa e direcionar profissionais até a atenção básica, que mais vai sofrer nesse primeiro momento.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, as respostas estruturais parecem longe de nossos horizontes. A considerar o arranjo político e social que determina o desenvolvimento produtivo e econômico do país, é de se questionar, como faz o médico, se estaremos vivos para presenciar uma repactuação geral. Enquanto isso, a realidade volta a ameaçar a própria reprodução da vida social. Pouco tempo após o trauma coletiva da pandemia, não é absurdo vislumbrar novas versões de isolamento social, dada a inviabilidade generalizada que uma catástrofe climática como a do Norte brasileiro impõe à sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sem dúvida nenhuma, vai haver isolamento social. E pode haver até algum tipo de conflito, porque na hora em que a situação começar a apertar imagine vários grupos familiares que precisam sustentar seus filhos menores, indivíduos idosos e olham para um lado e para o outro e não conseguem se transportar daquele lugar, não só pela falta de navegabilidade de qualquer hidrovia, mas principalmente por falta de qualquer opção”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira a entrevista completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como você descreve a estiagem que vive o Amazonas? Como ela se reflete no dia a dia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa grande estiagem que ocorre em boa parte do país, em particular no Norte, traz consequências não só para o ambiente, mas para o cotidiano das pessoas e sua vida, tanto do ponto de vista socioeconômico como médico. Além do desequilíbrio do próprio ambiente, os indivíduos vão ter maior dificuldade, principalmente os ribeirinhos, em angariar o seu trabalho no dia-a-dia. Assim, há um fator financeiro fluído, que gera estresse psíquico. Além disso, a própria estiagem reflete um impacto, talvez global, em termos de poluição ambiental e desequilíbrio em todas as partes do mundo em relação ao clima, tempestades e secas inesperadas ou fora da sua sazonalidade habitual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do fator psíquico que pode afetar todo cidadão que vive do rio e da proficuidade dessa área, que é mais úmida, mais chuvosa na maior parte do ano, devemos ter consequências do ponto de vista de alimentação, já que vai haver uma grande mortandade de peixes e também da fauna associada. Vai se afetar fortemente o ser humano que vive dessa fauna e da própria pesca ou da alimentação de peixes. Por fim, a seca pode facilitar o aparecimento ou a perpetuação de queimadas e isso faz com que mais poluição ocorra na região, com potenciais consequências para a saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais consequências à saúde coletiva devemos vislumbrar? Que doenças essa seca está fazendo aparecer?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos consequências mais diretas, ou seja, infecções respiratórias, alergias, o indivíduo pode ter rinite, asma, crise de tosse, conjuntivite, além de vários outros fatores que o próprio clima muito quente pode trazer, como por exemplo desidratação, um pouco de hipertensão arterial, mal-estar, tonturas. Existe toda uma cadeia de consequências que podem se ver no plano macro ou micro de cada indivíduo e que vão se somando.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O ministério da Saúde assinou portaria que libera R$ 225 milhões de reais para o estado. Já estamos diante de uma crise sanitária em Manaus e no estado?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu creio que sim, do ponto de vista de saúde coletiva já estamos em grave crise. Embora aparentemente seja inesperado, já temos recursos de previsibilidade para saber que o clima vai mudar, ou determinado tipo de estiagem vai perdurar mais tempo. Mas deixamos o prevenível se tornar emergência. A essa altura, sim, é um quadro já crítico, emergencial, do ponto de vista de saúde coletiva, porque além de todos os aspectos diretos na saúde humana, vai impactar no próprio saneamento básico de várias dessas cidades, que precisam de água para fazer toda a limpeza sanitária do seu microambiente local, das ruas, das cidades, dos prédios, ou seja, os impactos vão ser fortes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas dessas cidades, inclusive, não têm saneamento, não têm canalização, como boa parte do norte do país não tem, e isso vai gerar consequências terríveis. Acredito que tal recurso, embora emergencial, ainda vai ser insuficiente se a estiagem se estender no tempo. E o que se prevê é que vá até dezembro e talvez só em janeiro comece a ter alguma regularidade nas chuvas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como está o sistema de saúde do estado? Há risco de sobrecarga e colapso?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Habitualmente, o Norte do país e o Brasil inteiro têm uma capacidade limitada de receber novos casos de saúde. Observe que, semelhantemente à época da covid, houve rapidamente colapso da rede de saúde. Como esta onda vai ser mais lenta, muito menos aguda e incisiva do que no momento da covid, acredito que vai haver algum gargalo, alguma dificuldade. Mas essa dificuldade pode ser transposta, pode ser um obstáculo vencido se houver agilidade na área de saúde, para que também, eventualmente, unidades básicas ou unidades de hospitais de campanha sejam abertas para receber algumas dessas enfermidades que eventualmente aparecerão nas próximas semanas ou meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que se pode fazer em termos de proteção das pessoas no atual no momento?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira ação é garantir água potável para a maioria da população, para que não se faça uso de água estagnada, ou cisternas, ou até como nós presenciamos e vimos em algumas reportagens televisivas, onde apareciam pessoas cavando a lama e ali mesmo faziam uma filtração de água para poder subsistir. Portanto, a primeira coisa é garantir água potável. A outra coisa é garantir minimamente algum grau de alimentação aos indivíduos, seja por doação ou compra a partir desse próprio fomento que o governo deu, ou de uma linha especial para evitar a desnutrição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há uma possibilidade muito clara de que apareçam casos de diarreia infecciosa por causa desses cuidados precários com a água, com a própria saúde, com a alimentação, e no saneamento é a mesma coisa. O principal é garantir que cidades ribeirinhas ou desprovidas de saneamento básico ou encanamento possam ter a coleta de dejetos feita de uma maneira minimamente adequada. Do ponto de vista de saúde pública é essencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, deve-se armar as unidades básicas de saúde, equipamentos de saúde da família, a depender do que existe em cada município, com visitação ativa dos agentes de saúde para descobrir se já há indivíduos com algum grau de adoecimento, porque qualquer doença infecciosa, numa situação desse tipo, é mais fácil de se alastrar do que numa situação de normalidade. Não se tendo equipes de saúde da família, as unidades de atendimento básico devem ser reorganizadas e as que não estiverem organizadas devem ser minimamente equipadas para determinadas situações, como as próprias doenças respiratórias, infecciosas, como as pneumonias, gastroenterites e diarreias infecciosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o mínimo é colocar as equipes de atenção básica em prontidão e melhor organizadas para uma situação como essa e direcionar profissionais até a atenção básica, que mais vai sofrer nesse primeiro momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A associação das indústrias do estado anuncia férias coletivas para seus trabalhadores, o que deve afetar até 100 mil pessoas diretamente empregadas no setor, fora as pessoas que trabalham de forma indireta para este polo industrial, além de diversas outras atividades econômicas prejudicadas. Depois de todo o trauma que o isolamento social causou na pandemia, podemos estar diante de novos episódios que nos levem a reviver momentos como aquele? Em outras palavras, episódios de colapso climático como o que se vive no Amazonas são prenúncio de um futuro onde novos acontecimentos deste tipo afetarão a reprodução da vida cotidiana em seus aspectos mais básicos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem dúvida, é uma observação correta. Em algumas pequenas comunidades vai haver, certamente, um isolamento, porque é diferente estar no grande centro, na capital, e em cidades mais interioranas, distantes de um grande centro. Vai haver desemprego, porque se isto perdurar, muito provavelmente as indústrias não poderão ganhar tempo, como agora, de forma indefinida e talvez fiquem sem outra saída. Normalmente, a saída econômica para as grandes indústrias e empresários é reduzir o custo imediato. Assim, se isso perdurar teremos demissões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro problema é que boa parte da nossa população não está apta a desenvolver uma segunda atividade. A informalidade pode ser bem maior. Vai haver isolamento, porque todo o trânsito de mercadorias nesta região do país se faz por hidrovias, que agora não estão navegáveis e prejudicam o comércio. Até para fugir de uma maior dificuldade, provavelmente aqueles que tiverem algum recurso vão se deslocar para outros centros, mas os indivíduos com menos recursos vão ficar jogados à própria sorte, aguardando uma resolução, pelo menos uma ajuda do governo, e ficarão torcendo para o clima virar rapidamente e assim retomar suas vidas. O impacto social é grande. O impacto financeiro, muito provavelmente, vai ser maior e isso vai ficar ainda mais sentido, mais fácil de ser percebido, não por aqueles que já estão lá e já estão sofrendo, mas por quem está assistindo de camarote, como todo o resto do Brasil, a partir do momento em que a seca perdurar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto é que no Norte não há grande adaptabilidade dos indivíduos à mudança de clima, coisa que acontece, por exemplo, no sertão nordestino, onde indivíduos têm 10 ou 12 meses, às vezes dois anos de completa seca e quando chove 5, 10 milímetros, uma coisa muito pequena, toda a produção agrícola e pecuária de pequeno porte é desperdiçada ou perdida, até para o próprio sustento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, sem dúvida nenhuma, vai haver isolamento. E pode haver até algum tipo de conflito, porque na hora em que a situação começar a apertar imagine vários grupos familiares que precisam sustentar seus filhos menores, indivíduos idosos e olham para um lado e para o outro e não conseguem se transportar daquele lugar, não só pela falta de navegabilidade de qualquer hidrovia, mas principalmente por falta de qualquer opção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma situação bem delicada e que, curiosamente, poderia ter sido prevista, pois já temos condições técnicas para nos antecipar. O próprio Rio Amazonas teve uma queda de volume muito acentuada, que eu particularmente nunca tinha visto isso desde o meu tempo de muito jovem. Isso realmente é preocupante para o modo de vida, principalmente dos ribeirinhos e dos indivíduos distantes dos grandes centros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais seriam as soluções de curto e longo prazo em sua visão? O que deveríamos aprender disso?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos de educação climática, se eu posso dizer assim, educação social, uma educação sobre o nosso próprio ecossistema, porque nós somos os nossos próprios predadores. Nós estamos poluindo muito rapidamente os nossos rios, nós estamos poluindo muito rapidamente a atmosfera, com uma pletora de veículos para baixo e para cima, com desperdício muito grande de alimentos, de insumos, com muito lixo produzido, principalmente lixo que não é degradado rapidamente. Jogamos fora a maior parte do que consumimos, como plástico, e vamos esperar de 90 a 100 anos para ser degradado, quer dizer, não vai dar tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós estamos sofrendo com a doença do progresso e com uma deseducação ambiental muito grande, pois não é a cultura habitual do Brasil. A médio e curto prazo, eu acho que deve haver, sim, alguma intervenção governamental no ponto de vista de educação, desde as escolas primárias, o ensino fundamental, até indivíduos já formados, donos de empresa, cidadãos comuns. Infelizmente, vejo que nós só aprendemos com a própria punição. Portanto, se houvesse algum tipo de multa ou contrapartida incisiva para poluidores deveríamos aplicar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As leis ambientais ainda são muito frágeis no Brasil, são muito permissivas com a poluição, tanto individual como de escala. Mas tamanho esforço, no final das contas, depende de muitos outros países, pois uma nação que quer se desenvolver e está no meio do caminho entre os desenvolvidos e os não desenvolvidos não se incomoda muito em poluir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As grandes potências, a meu ver, exigem bastante, fazem uma pressão bastante grande sobre aqueles países que estão em desenvolvimento industrial. No entanto, boa parte da Europa ainda usa termoelétrica e nuclear. Boa parte da Europa disse que vai usar o carro elétrico, entretanto, como vai produzir a bateria do carro elétrico se não têm hidroelétrica, por exemplo? Boa parte dos Estados Unidos, embora também coordene vários outros grupos globais, ainda está na era dos combustíveis fósseis e estimula isso de maneira relevante. Precisamos de um alinhamento global a longo prazo, mas talvez não esteja aqui para ver.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nível nacional, precisamos investir bastante em educação ambiental e endurecer a legislação. A curto, médio e longo prazo, educação e, talvez, leis mais rígidas, como existe uma lei um pouco mais adequada no trânsito para o indivíduo que ingere bebida alcoólica. No passado, nada disso era sequer cogitado, agora existem leis que pelo menos estabelecem alguns parâmetros. Isso pode ser feito mais rapidamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais amplamente, temos um sistema meteorológico que pode prever, com alguns meses de antecedência, qualquer tipo de mudança climática. Assim, precisamos olhar para regiões que não são bem abastadas ou não têm recursos para respostas muito rápidas e fazer algum tipo de ação preventiva. Não é o habitual no nosso país, mas vejo dessa forma. Na qualidade de médico, eu preferiria que todas as ações fossem de prevenção e não curativas ou emergenciais, porque tudo que é emergencial é algo que não foi pensado ou, se foi pensado, deixado para correr à revelia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra Saúde</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Câncer de mama e impotência sexual masculina" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/uZdYaFGnE5s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>&#8216;Terrível, o problema em Manaus. Agora, nós fizemos nossa parte&#8217;, diz Bolsonaro sobre caos nos hospitais do AM</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2021 20:27:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Presidente deu a declaração em conversa com apoiadores, na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada. Casos de Covid-19 no estado dispararam e hospitais de Manaus ficaram sem oxigênio para atender os pacientes. Por G1&#160;— Brasília 15/01/2021  O presidente Jair Bolsonaro disse a apoiadores nesta sexta-feira (15), ao comentar a crise da saúde pública [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 class="wp-block-heading">Presidente deu a declaração em conversa com apoiadores, na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada. Casos de Covid-19 no estado dispararam e hospitais de Manaus ficaram sem oxigênio para atender os pacientes.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Por G1&nbsp;— Brasília</p>



<p class="wp-block-paragraph">15/01/2021 </p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente Jair Bolsonaro disse a apoiadores nesta sexta-feira (15), ao comentar a crise da saúde pública no Amazonas, que o governo federal fez a sua parte para ajudar o estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema de saúde de Manaus&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2021/01/14/pazuello-reconhece-colapso-na-saude-de-manaus-e-diz-que-fila-por-um-leito-e-de-quase-500-pacientes.ghtml">entrou em colapso</a>&nbsp;nos últimos dias com a disparada dos casos de Covid-19. As internações e os enterros bateram recordes,&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2021/01/15/quem-tiver-oxigenio-por-favor-traga-o-apelo-da-mulher-ao-ver-desespero-de-pacientes-em-hospital-de-manaus.ghtml">os hospitais ficaram sem oxigênio</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2021/01/15/pacientes-do-amazonas-sao-transferidos-para-outros-estados.ghtml">pacientes estão sendo enviados</a>&nbsp;para outros estados.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Problemas. A gente está sempre fazendo o que tem que fazer. Problema em Manaus. Terrível, o problema em Manaus. Agora, agora, nós fizemos a nossa parte. Recursos, meios. Hoje, as Forças Armadas &#8216;deslocou&#8217; para lá um hospital de campanha. O ministro da Saúde esteve lá segunda-feira e providenciou oxigênio&#8221;, afirmou o presidente na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada.</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Ministério da Defesa, as Forças Armadas vão transportar até esta quinta-feira (14) 50 toneladas de equipamentos e materiais para a montagem de hospital de campanha em Manaus. Entre os itens estão barracas, equipamentos de ar-condicionado, geradores de energia, móveis e equipamentos hospitalares. O <strong>G1</strong> entrou em contato com a Defesa para saber se os itens já chegaram a Manaus, e aguardava uma resposta até a última atualização desta reportagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na fala aos apoiadores, Bolsonaro ainda voltou a defender tratamento com remédios cuja eficácia não é confirmada pela comunidade científica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mourão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A jornalistas, na chegada ao Palácio do Planalto, o vice-presidente Hamilton Mourão também comentou a situação no Amazonas. Ele disse que governo está fazendo &#8220;além do que pode&#8221;. Questionado sobre medidas como lockdown, Mourão afirmou que a &#8220;imposição de disciplina&#8221; não funciona no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O governo está fazendo além do que pode dentro dos meios que a gente dispõe&#8221;, disse Mourão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionado se não faltou planejamento logístico, o vice-presidente declarou que não se era possível prever o colapso no sistema de saúde em Manaus. Ele citou o surgimento de uma nova cepa do vírus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Você não tem como prever o que ia acontecer com essa cepa que está ocorrendo em Manaus, totalmente diferente do que tinha acontecido no primeiro semestre&#8221;, argumentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM), Sandro André, essa era uma &#8220;tragédia anunciada&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Infelizmente, nós estamos vivendo uma tragédia anunciada. O sistema Cofim/Coren, desde o início, nós sinalizamos que poderia acontecer essa crise, esse caos. Infelizmente, nós estamos vivendo e vivenciando números nunca antes visto no nosso país, e a segunda onda está muito mais devastadora do que a primeira&#8221;, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Globo</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/terrivel-o-problema-em-manaus-agora-nos-fizemos-nossa-parte-diz-bolsonaro-sobre-caos-nos-hospitais-do-am/">‘Terrível, o problema em Manaus. Agora, nós fizemos nossa parte’, diz Bolsonaro sobre caos nos hospitais do AM</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>David Almeida desbanca Amazonino e vai governar Manaus</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2020 01:53:09 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ele teve 51% dos votos, contra 48% de Amazonino Mendes, do Podemos Por&#160;Metro1&#160;no dia 29 de Novembro de 2020 ⋅ 19:12&#160;&#160;&#160; Em Manaus, David Almeida foi escolhido pela população como novo prefeito. Ele teve 51% dos votos, contra 48% de Amazonino Mendes, do Podemos. Fonte: Metro 1</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="has-background wp-block-paragraph" style="background-color:#e4e8ec">Ele teve 51% dos votos, contra 48% de Amazonino Mendes, do Podemos</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;<strong>Metro1</strong>&nbsp;no dia 29 de Novembro de 2020 ⋅ 19:12<a href="javascript:void(0);">&nbsp;</a><a href="javascript:void(0);">&nbsp;</a><a href="javascript:void(0);">&nbsp;</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Manaus, David Almeida foi escolhido pela população como novo prefeito. Ele teve 51% dos votos, contra 48% de Amazonino Mendes, do Podemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Metro 1</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/david-almeida-desbanca-amazonino-e-vai-governar-manaus/">David Almeida desbanca Amazonino e vai governar Manaus</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Amazonas é o 1º estado a retomar aulas presenciais na rede pública</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2020 17:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[educação]]></category>
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		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[Pandemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Juliana Rodrigues &#8211; Cerca de 110 mil alunos da rede pública estadual de Manaus (AM) retornam hoje (10) às aulas presenciais. A volta acontece cinco meses após a suspensão das atividades devido à pandemia do novo coronavírus. As escolas particulares já haviam retomado as atividades um mês atrás. Com a decisão, o estado se torna [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por Juliana Rodrigues &#8211; Cerca de 110 mil alunos da rede pública estadual de Manaus (AM) retornam hoje (10) às aulas presenciais. A volta acontece cinco meses após a suspensão das atividades devido à pandemia do novo coronavírus. As escolas particulares já haviam retomado as atividades um mês atrás. Com a decisão, o estado se torna o primeiro a reiniciar as aulas presenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste primeiro momento, foram retomadas as aulas do Ensino Médio e da modalidade de Ensino de Jovens e Adultos (EJA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No interior do estado do Amazonas, as aulas seguem pela televisão e sem previsão para o retorno presencial. No dia 24 de agosto, retornam os alunos do Ensino Fundamental (anos iniciais e finais).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A volta ocorre cerca de quatro meses após o colapso nos sistemas de saúde e funerário por conta da pandemia. A Covid-19 já infectou mais de 106 mil pessoas em todo o estado e matou mais de 2 mil amazonenses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Metro 1</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/amazonas-e-o-1o-estado-a-retomar-aulas-presenciais-na-rede-publica/">Amazonas é o 1º estado a retomar aulas presenciais na rede pública</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Primeira a retornar, Manaus anuncia reinício do ano letivo na rede estadual</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2020 20:12:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Manaus, capital do Amazonas, será a primeira capital do Brasil a reiniciar com ensino presencial na rede pública. O anuncio foi feito pelo governador, Wilson Lima (PSC), em coletiva na tarde desta terça-feira, 28. Com cerca de 220 mil estudantes na capital amazonense, o retorno será de maneira gradativa, segundo o gestor do estado. Ainda [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Manaus, capital do Amazonas, será a primeira capital do Brasil a reiniciar com ensino presencial na rede pública. O anuncio foi feito pelo governador, Wilson Lima (PSC), em coletiva na tarde desta terça-feira, 28.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com cerca de 220 mil estudantes na capital amazonense, o retorno será de maneira gradativa, segundo o gestor do estado. Ainda de acordo com Wilson, as aulas ocorrerão com 50 % da capacidade dos alunos nas salas. Os estudantes do ensino médio regular e da modalidade Educação Jovens e Adultos (EJA) serão os primeiros a retornarem a partir do dia 10 de agosto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme o planejamento divulgado, a presença dos alunos serão definidas a partir de escalas intercalados. Divididos em dois grupos (A e B), os alunos frequentarão as escolas dois dias por semana.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Grupo</strong>&nbsp;<strong>A</strong>: Segunda e Quarta-feira</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Grupo</strong>&nbsp;<strong>B</strong>: Terça e Quinta-feira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem aulas presenciais, as sextas-feiras foram escolhidas para reuniões de planejamento entre os professores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o último boletim epidemiológico, divulgado nesta terça-feira, 28, o Amazonas já registrou 98. 118 mil casos de Covid-19, com 82.512 pacientes curados e 3.236 mortes confirmadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:  A tarde</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/primeira-a-retornar-manaus-anuncia-reinicio-do-ano-letivo-na-rede-estadual/">Primeira a retornar, Manaus anuncia reinício do ano letivo na rede estadual</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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