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	<title>mulheres perseguidas |</title>
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	<title>mulheres perseguidas |</title>
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		<title>Livro resgata histórias de mulheres perseguidas pelo DOPS em Pernambuco durante o Estado Novo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2025 15:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Obra é resultado de um ano de pesquisa pelo Acervo Público Estadual Jordão Emerenciano Resultado de um ano de investigação em um dos acervos mais sensíveis da história política pernambucana, o e-book “Mulheres e Resistências: caminhos de insubmissão nos arquivos da Delegacia de Ordem Política e Social de Pernambuco” reúne perfis, trajetórias e análises sobre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>Obra é resultado de um ano de pesquisa pelo Acervo Público Estadual Jordão Emerenciano</em></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Resultado de um ano de investigação em um dos acervos mais sensíveis da história política pernambucana, o e-book “Mulheres e Resistências: caminhos de insubmissão nos arquivos da Delegacia de Ordem Política e Social de Pernambuco” reúne perfis, trajetórias e análises sobre mulheres fichadas&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2025/12/17/transformar-o-dops-em-centro-de-memoria-e-direitos-humanos-e-parte-essencial-da-luta-por-democracia/">pela extinta DOPS/PE entre 1935 e 1946.&nbsp;</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A publicação nasce a partir de um projeto de pesquisa desenvolvido ao longo de 2025 e lança luz sobre cerca de 400 prontuários femininos preservados no Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano, documentação que permaneceu por décadas à margem das narrativas oficiais sobre o período do Estado Novo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acervo da DOPS/PE, órgão repressivo criado com a instauração da ditadura varguista, é composto majoritariamente por registros de homens. A identificação de um conjunto expressivo de prontuários de mulheres motivou a pesquisa, que parte de uma pergunta central: quem eram essas mulheres monitoradas, vigiadas e criminalizadas pelo Estado?&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desse questionamento, o projeto mapeia histórias de mulheres negras e brancas, jovens e idosas, intelectuais, operárias, sindicalistas, comunistas e anarquistas que, de diferentes formas, confrontaram a ordem política vigente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O livro em formato digital foi lançado no auditório do Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano na última quarta (16), e reúne ensaios assinados pelas sociólogas Anita Pequeno e Sophia Branco, além da sistematização de dados realizada pela jornalista e produtora cultural Clarice Hoffmann, idealizadora do projeto. Os textos analisam tanto os perfis individuais quanto os mecanismos de repressão, vigilância e construção da suspeição política que atravessaram a vida dessas mulheres. A pesquisa também evidencia como gênero, classe e raça influenciaram a forma como o Estado atuou sobre corpos e trajetórias femininas no período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os nomes abordados estão figuras conhecidas da história política e cultural brasileira, como Patrícia Galvão, a Pagu, identificada em prontuário como “intelectual” e “sectária do credo vermelho”, e lideranças fundamentais da política pernambucana, como Adalgisa Rodrigues Cavalcanti, deputada estadual eleita em 1947, cujo dossiê policial revela décadas de vigilância. O livro também recupera histórias menos conhecidas, como a de Júlia Santiago da Conceição, mulher negra, operária têxtil e primeira mulher a ocupar a Câmara Municipal do Recife, além de militantes como Amélia Gomes Reginaldo, Josefa Maria Ferreira e Paulina Barboza de Oliveira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de registrar trajetórias individuais, a publicação propõe uma leitura ampliada do acervo da DOPS/PE como fonte para estudos sobre democracia, direitos humanos, cidadania e criminalização da resistência. Ao dar visibilidade a essas mulheres, o projeto contribui para o reconhecimento do protagonismo feminino nas lutas sociais e políticas do século 20 e estimula novas pesquisas que articulem memória, difusão histórica e acesso público à documentação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o compromisso de democratizar o acesso ao conhecimento produzido, o e-book está disponível gratuitamente por meio dos perfis @mulhereseresistencias e @arquivopublicodepernambuco no Instagram. Todas as imagens da publicação contam com audiodescrição, garantindo acessibilidade a pessoas com deficiência visual. O projeto Mulheres e Resistências foi contemplado no Edital de Ações Criativas da Lei Paulo Gustavo e conta com o apoio do Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano, além do incentivo da Secretaria de Cultura de Pernambuco, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Editado por:&nbsp;Rostand Tiago</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Brasil de Fato / Publicação lança luz sobre cerca de 400 prontuários femininos entre 1935 e 1946| Crédito: Divulgação</p>



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