<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Negros |</title>
	<atom:link href="https://ipiracity.com/tag/negros/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://ipiracity.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sun, 05 Oct 2025 17:35:11 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2020/07/cropped-icon-32x32.png</url>
	<title>Negros |</title>
	<link>https://ipiracity.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>72% dos brasileiros reconhecem racismo, mas 56% dizem não ter preconceito contra negros, mostra pesquisa</title>
		<link>https://ipiracity.com/72-dos-brasileiros-reconhecem-racismo-mas-56-dizem-nao-ter-preconceito-contra-negros-mostra-pesquisa/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=72-dos-brasileiros-reconhecem-racismo-mas-56-dizem-nao-ter-preconceito-contra-negros-mostra-pesquisa</link>
					<comments>https://ipiracity.com/72-dos-brasileiros-reconhecem-racismo-mas-56-dizem-nao-ter-preconceito-contra-negros-mostra-pesquisa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Oct 2025 17:35:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Negros]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=161126</guid>

					<description><![CDATA[<p>domingo, 05/10/2025 &#8211; 14h00 Por&#160;Redação A maioria dos brasileiros, 72%, acredita que existe racismo no país, mas 56% afirmam não ter preconceito contra negros, segundo pesquisa PoderData realizada entre os dias 27 e 29 de setembro. O levantamento fez duas perguntas aos entrevistados: se acreditavam que há preconceito contra negros no Brasil e se se [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/72-dos-brasileiros-reconhecem-racismo-mas-56-dizem-nao-ter-preconceito-contra-negros-mostra-pesquisa/">72% dos brasileiros reconhecem racismo, mas 56% dizem não ter preconceito contra negros, mostra pesquisa</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">domingo, 05/10/2025 &#8211; 14h00</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Redação</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos brasileiros, 72%, acredita que existe racismo no país, mas 56% afirmam não ter preconceito contra negros, segundo pesquisa PoderData realizada entre os dias 27 e 29 de setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento fez duas perguntas aos entrevistados: se acreditavam que há preconceito contra negros no Brasil e se se consideravam racistas. Os resultados mostram uma assimetria, com a percepção do racismo sendo maior do que a admissão de atitudes pessoais preconceituosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram entrevistadas 2.500 pessoas em 178 municípios de todas as 27 unidades federativas, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. O estudo apresenta intervalo de confiança de 95%. As informações são do Poder360.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" alt="" src="https://cdn.bahianoticias.com.br/fotos/principal_noticias/309231/mg/Screenshot%202025-10-05%2011.47.31.png"><br>Foto: Reprodução/Poder360</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil<br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="PERSPECTIVAS PARA AS ELEIÇÕES 2026" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/57HGdpPIucQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/72-dos-brasileiros-reconhecem-racismo-mas-56-dizem-nao-ter-preconceito-contra-negros-mostra-pesquisa/">72% dos brasileiros reconhecem racismo, mas 56% dizem não ter preconceito contra negros, mostra pesquisa</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/72-dos-brasileiros-reconhecem-racismo-mas-56-dizem-nao-ter-preconceito-contra-negros-mostra-pesquisa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como o trauma racial adoece os negros</title>
		<link>https://ipiracity.com/como-o-trauma-racial-adoece-os-negros/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=como-o-trauma-racial-adoece-os-negros</link>
					<comments>https://ipiracity.com/como-o-trauma-racial-adoece-os-negros/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2025 14:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Negros]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[trauma racial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=150844</guid>

					<description><![CDATA[<p>O racismo provoca impactos profundos no corpo. E causador de doenças crônicas e estresse – não apenas por meio de atos isolados, mas pelo medo contínuo da exclusão social. Como o SUS e os Caps podem se preparar para encarar essa realidade? O&#160;trauma racial&#160;é uma experiência psicossocial profunda que afeta a saúde mental e física [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/como-o-trauma-racial-adoece-os-negros/">Como o trauma racial adoece os negros</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O racismo provoca impactos profundos no corpo. E causador de doenças crônicas e estresse – não apenas por meio de atos isolados, mas pelo medo contínuo da exclusão social. Como o SUS e os Caps podem se preparar para encarar essa realidade?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<strong>trauma racial</strong>&nbsp;é uma experiência psicossocial profunda que afeta a saúde mental e física da população negra, resultado de vivências diretas e indiretas de racismo ao longo da vida. Trata-se de uma forma de sofrimento psíquico que manifesta-se como resposta às múltiplas violências – simbólicas, institucionais, físicas e emocionais – enfrentadas sistematicamente em sociedades marcadas pelo racismo estrutural como é o caso do Brasil.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, antes de pensarmos sobre o processo de traumatização, precisamos reconhecer que a falta de garantia das necessidades básicas como segurança pública, saúde, educação, segurança alimentar e nutricional, condições dignas de trabalho e renda, moradia e lazer impedem o desenvolvimento do sujeito de dar-se conta dessas violências que estão tacitamente relacionadas à questão étnico-racial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando desenvolvemos a compreensão que tanto o fenótipo quanto a identidade étnico-racial são orientadoras das oportunidades e privilégios sociais, há um tensionamento em provar valor na tentativa de superação dessas portas blindadas e impenetráveis que compõem a estrutura social, uma vez que o racismo é estruturante da organização social e econômica, o que leva este sujeito ao esgotamento máximo e hipervigilância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dessensibilização do sentir, como estratégia de sobrevivência, além de desumanizar o corpo negro, sobrecarrega o sistema nervoso central produzindo uma experiência de estresse cronificado, visto que a vivência do racismo cotidiano — quer seja vivido na própria pele, de um familiar ou amigo, quer seja em uma história que se ouve contar e/ou até mesmo no que se é noticiado –, trata-se de uma experiência que informa ao corpo, por meio da sinapse, que o mundo não é um lugar seguro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trauma racial, portanto, não se limita ao impacto promovido por eventos pontuais, podendo ser compreendido a partir da violência psicológica sofrida por meio do racismo contínuo, de discriminações raciais, microagressões e exclusões sociais, muitas vezes, intergeracionais. Inclui a vivência constante de preconceitos e discriminações; a violência policial e institucional; a sub-representação em espaços de poder e de visibilidade midiática; negação social e desvalorização da identidade étnico-racial e cultural. Esses processos acarretam impactos severos tanto à saúde mental, quanto física daqueles que sofrem o(s) racismo(s) cotidianamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A psicóloga, pesquisadora e professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Jeane Tavares, aponta que pessoas negras relatam maior incidência de sintomas depressivos e de ansiedade, por conta da pressão social e exposição cotidiana a experiências racistas. Além disso, ela destaca também que as experiências de violência racial, como abordagens policiais abusivas, podem gerar nos indivíduos, sobretudo jovens negros, Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que se vê também é a internalização de estigmas sociais negativos, afetando a construção da identidade e da autoconfiança de homens negros e mulheres negras. Outro ponto importante a se destacar é que estudos têm apontado que o estresse crônico causado pelo racismo contribui para o aumento de doenças como hipertensão arterial, diabetes mellitus e doenças cardiovasculares. Isso porque o povo negro, além de conviver com as práticas racistas, enfrenta dificuldades de acesso aos serviços de saúde de qualidade, bem como as desigualdades nos atendimentos e tratamentos médicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frantz Fanon trouxe, como grande contribuição, a noção de que a fala seria a maneira mais efetiva de fazer a povo negro compreender a amplitude da sua negritude, assumindo a potência do uso da palavra e do protagonismo de suas próprias referências epistemológicas. Isso seria o real movimento para que homens negros e mulheres negras retirem as máscaras brancas, as quais vestiram forçadamente para existirem e sobreviverem numa sociedade fundamentada nos privilégios da branquitude. Contudo, Cida Bento acrescenta que é necessário também que o povo branco reconheça os seus privilégios e rompa com o pacto coletivo narcísico da branquitude, já que faz o movimento de se desracializar ao se pretender parâmetro do universal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a Luciene Nascimento diz em seu poema Lucidez&nbsp;<em>“Qualquer pessoa negra que se abre à consciência resguarda um certo respeito por qualquer preto que enlouqueceu”,&nbsp;</em>ela nos faz um forte convite à reconhecermos o quanto mergulhar nessa consciência de si no mundo é também acessar dores que ameaçam a existência em saúde. É uma guerra que se estabelece de forma nada silenciosa, pois só um corpo negro sabe como é o fluxo de pensamento depois que a consciência racial se expande.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pensamento acelerado se torna, muitas vezes, a relação mais íntima, em que conversas e reflexões estruturadas em perguntas e respostas se sucedem para preparar esse corpo a um eminente combate. As narrativas são construídas estrategicamente pela psique para proteger o corpo de um possível colapso e, com a vivencia continuada, instaura no organismo a hipervigilância. Isso é como se o alarme de incêndio estivesse sempre acionado, mesmo quando não existe fumaça. Não há futuro saudável possível sem as devidas reparações desse organismo. O trauma racial está para o povo negro como um acidente que gera uma fratura exposta, se não tratado… as lesões são inevitáveis.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Homens negros e mulheres negras, em todo o país, independentes do nível de formação educacional, região de pertencimento, renda e fases da vida estão suscetíveis a essas experiências e sem garantias de quando acabará. Assim, seus corpos negros seguem lutando para existir. O estresse racial acomete até as pessoas que não o nomeiam cientificamente, mas o corpo como casa de verdades, sente, mesmo que ainda não passe pela consciência e se construam legendas adaptadas para os eventos ocorridos…&nbsp;<strong>o corpo sabe</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A neurociência diz que a sobrecarga de estresse modifica as estruturas cerebrais e genéticas, produzindo doenças fisiológicas, o que chamamos de psicossomáticas. É curioso pensar que as pesquisas neurocientíficas que já reconheceram esses prejuízos, a rigor, não incluam as vivências raciais como um potencializador desses adoecimentos. Quando surge uma pesquisa com esse recorte, geralmente, há uma negação sobre a mesma, identificando-a por meio da pauta do identitarismo ou da militância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, não se considera a realidade vivida por milhões de pessoas. Esse é um movimento que integra o racismo epistêmico, como nomeia a Sueli Carneiro. Este é responsável por sancionar, a partir da legitimidade institucional da ciência, mitos e representações falsas em torno da falta de capacidade da população não branca de suas capacidades políticas, cognitivas e morais, desqualificando a cultura, o corpo e as concepções deste outro racializado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trauma psíquico vivenciado pela população negra durante o período colonial, com a diáspora forçada de África e o processo de escravização no Brasil, submeteu a população negra, africana e nascida aqui a inúmeras violências geradoras de sofrimento psicossocial, gestando um grande trauma cultural e psíquico. À época deste período, inicia-se o que foi denominado de&nbsp;<em>Banzo</em>, ou seja, adoecimento provocado pela tristeza advinda da saudade de sua terra natal, da família, amigos e comunidade, assim como a angústia e desgosto pelos maus tratos sofridos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<em>Banzo</em>&nbsp;foi considerado o primeiro sofrimento psíquico das pessoas negras escravizadas e compreendido como um processo que atrapalhava os ganhos do grande proprietário sobre a sua mercadoria: o/a escravizado/. Contudo, é notória a persistência histórica desse sofrimento e adoecimento nos dias atuais, provocado por diversas violências e violações de direitos básicos, especialmente, pela presença do racismo na estrutura social, econômica, cultural, ambiental e política, agora sob nova roupagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, tudo que envolve a saúde mental e o uso de álcool e outras drogas da população negra, como as ações implementadas, está fundado, a rigor, na patologização do sujeito, na medicalização exagerada, bem como no encarceramento e na morte, sobretudo de jovens, pretos, de 15 a 29 anos. Mas, apesar dos avanços estabelecidos pela Reforma Psiquiátrica no Brasil, ainda é observada uma prevalente ausência no que diz respeito à produção de tecnologias de cuidado racializadas e emancipadoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, destaca-se a dificuldade da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em acolher o sofrimento psíquico decorrente do(s) racismo(s) e das violências provocadas por este e a escassez de linhas de cuidado que tenham como foco os sofrimentos causados pelo racismo e por discriminações raciais, o que afeta diretamente o vínculo desses/as usuários/as com as equipes. Ressalta-se também que profissionais da área da saúde mental, em sua maioria brancos e brancas, podem reproduzir visões racistas, ignorando o sofrimento racial como causa legítima de adoecimento psíquico. Temos visto, portanto, diagnósticos equivocados ou ausentes; invisibilização do trauma racial e a falta de escuta qualificada sobre as experiências de discriminação e racismos de homens e mulheres negras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atual política de saúde mental, álcool e outras drogas precisa avançar significativamente para&nbsp;<strong>incorporar a questão racial como tema central.</strong>&nbsp;Sem isso, continuará reproduzindo desigualdades raciais e invisibilizando o sofrimento psíquico da população negra. A construção de um cuidado em saúde, verdadeiramente antirracista, exige escuta ativa, representatividade, territorialização das ações e ruptura com modelos punitivos e excludentes, além de valorizar os saberes e as experiências do povo negro que circundam a espiritualidade, a ancestralidade, a oralidade e a coletividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, é preciso incluir nas diretrizes do SUS o racismo como fator de agravo e adoecimento mental, garantir a escuta qualificada sobre o trauma racial e o impacto das violências institucionais, formando profissionais com enfoque antirracista, isto é, que sejam capazes de compreender as especificidades das vivências negras. Necessário também incentivar práticas terapêuticas integradas ao saber ancestral e popular; fortalecer a presença dos CAPS nas periferias urbanas e territórios quilombolas e indígenas, bem como apoiar os movimentos e as organizações negras que atuam com a saúde mental e os direitos humanos.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Bento, Cida.&nbsp;<em>O pacto da branquitude</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carneiro, Sueli.&nbsp;<em>Dispositivo de racialidade</em>: a construção do outro como não ser como fundamento do ser. Rio de Janeiro: Zahar, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fanon, F.&nbsp;<em>Pele negra, máscaras brancas</em>. Salvador: EDUFBA, 2008. 191 p.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tavares, J. S. C.; Jesus Filho, C. A. A.; Santana, E. F. Por uma política de saúde mental da população negra no SUS.&nbsp;<em>Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as</em>, v. 12, n. ed. especial, out. 2020, p. 138-151.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra Saúde / Foto: Autor: Malik Roberts</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="CÂNCER DE PÊNIS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/_Zw9cCgtD04?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/como-o-trauma-racial-adoece-os-negros/">Como o trauma racial adoece os negros</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/como-o-trauma-racial-adoece-os-negros/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Negros são maioria dos empreendedores brasileiros, aponta pesquisa</title>
		<link>https://ipiracity.com/negros-sao-maioria-dos-empreendedores-brasileiros-aponta-pesquisa/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=negros-sao-maioria-dos-empreendedores-brasileiros-aponta-pesquisa</link>
					<comments>https://ipiracity.com/negros-sao-maioria-dos-empreendedores-brasileiros-aponta-pesquisa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Nov 2023 16:26:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedores brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Negros]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=105607</guid>

					<description><![CDATA[<p>De acordo com um levantamento realizado pelo Sebrae, com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do terceiro trimestre de 2023, os empreendedores negros correspondem a 52% dos donos de negócios no país. Isso significa que dos 29,3 milhões de donos de pequenos negócios no Brasil, formalizados ou não, 15,2 milhões se autodeclaram [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/negros-sao-maioria-dos-empreendedores-brasileiros-aponta-pesquisa/">Negros são maioria dos empreendedores brasileiros, aponta pesquisa</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">De acordo com um levantamento realizado pelo Sebrae, com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do terceiro trimestre de 2023, os empreendedores negros correspondem a 52% dos donos de negócios no país. Isso significa que dos 29,3 milhões de donos de pequenos negócios no Brasil, formalizados ou não, 15,2 milhões se autodeclaram preto e pardos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já 13,7 milhões (46,8%) se autodeclaram brancos, e 418 mil (1,4%) pertencentes a outras raças, como amarela e indígena. O levantamento também indica que é menor a diversidade de ocupações entre os que se declaram negros, onde as 10 principais atividades somam 78% do universo desses de empresários. Esses empreendedores lideram, em termos de participação na agropecuária e na construção.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="90" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/13-2.jpg" alt="" class="wp-image-86864" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/13-2.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/13-2-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o levantamento, cerca de 13,9% dos donos de negócio negros (pretos e pardos) estão na agropecuária e 15,9% na construção. Estas proporções são maiores do que as verificadas, por exemplo, entre os brancos, que correspondem a 13% e 10,1%, respectivamente.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2023/11/pexels-tima-miroshnichenko-6694489-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-113403"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>A pesquisa também revela o perfil do empreendedor negro brasileiro /Foto: Pexels</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para o presidente do Sebrae, é necessário investir cada vez mais em ações de inclusão e de resgate da maior parcela empreendedora do país para ajudar a mudar a realidade delineada pelo estudo. “<em>Ao apoiar negócios comandados por pessoas negras, estamos criando oportunidades e construindo um futuro mais inclusivo. A atuação está centrada em promover a igualdade e o crescimento para uma parcela significativa da população</em>”, afirma Décio Lima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisa conduzida pelo Sebrae revela que a proporção de empreendedores pretos e pardos em atividades mais tradicionais e simples, e que demandam menos qualificação e geram menor retorno financeiro, também é superior à de brancos donos de pequenos negócios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de serem maioria entre os empreendedores brasileiros, o estudo revela que os negros donos de micro e pequenas empresas são os que têm o menor nível de faturamento, já que 77,6% deles recebem até dois salários-mínimos por mês, e possuem o menor nível de escolaridade, com 45,1% deles possuindo até o ensino fundamental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com relação à formalização dos empreendedores, o levantamento mostra que 23,6% dos donos de empreendimentos que se declaram pretos ou pardos têm CNPJ. Isso significa que menos da metade, possuem uma empresa formalizada. Entre os brancos o número sobe para 43,1%, e em outras raças para 39,7%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao traçar um perfil dos empreendedores negros a partir dos dados disponíveis mais recentes, o Sebrae concluiu que a região Norte é onde fica a maior parte dos empresários que se autodeclaram pretos e pardos, com quase 80% deles na região, principalmente nos estados Amapá, Acre e Amazonas. Em seguida tem o Nordeste, com pouco mais de 72%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há menos mulheres entre os empresários negros, em comparação com empresários de outras raças, segundo o levantamento. Entre negros, a proporção de mulheres é de 32,2%, contra 35,4% entre os brancos e 37,5% entre os donos de negócios de outras raças-cor, como indígena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Notícia Preta</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Racismo, poder e educação" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/5NfBhS4bR-4?start=12&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/negros-sao-maioria-dos-empreendedores-brasileiros-aponta-pesquisa/">Negros são maioria dos empreendedores brasileiros, aponta pesquisa</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/negros-sao-maioria-dos-empreendedores-brasileiros-aponta-pesquisa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Governo investe R$ 2 milhões no fortalecimento do empreendedorismo negro</title>
		<link>https://ipiracity.com/governo-investe-r-2-milhoes-no-fortalecimento-do-empreendedorismo-negro/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=governo-investe-r-2-milhoes-no-fortalecimento-do-empreendedorismo-negro</link>
					<comments>https://ipiracity.com/governo-investe-r-2-milhoes-no-fortalecimento-do-empreendedorismo-negro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Aug 2023 17:18:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Governo do Estado]]></category>
		<category><![CDATA[Negros]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=94464</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quarta, 02 de agosto de 2023 Pessoas negras representam 79% dos empreendedores da Bahia, mas ainda são as que mais enfrentam dificuldades na gestão de seus negócios. Para ajudá-las a superar os desafios, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), lançou o [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/governo-investe-r-2-milhoes-no-fortalecimento-do-empreendedorismo-negro/">Governo investe R$ 2 milhões no fortalecimento do empreendedorismo negro</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Quarta, 02 de agosto de 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoas negras representam 79% dos empreendedores da Bahia, mas ainda são as que mais enfrentam dificuldades na gestão de seus negócios. Para ajudá-las a superar os desafios, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), lançou o Edital de Empreendedorismo Negro. Com um investimento total de R$ 2 milhões, a chamada pública recebe propostas de organizações da sociedade civil até o próximo dia 21 de agosto.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="720" height="90" data-id="94432" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/08/2.jpg" alt="" class="wp-image-94432" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/08/2.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/08/2-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">A seleção está organizada em duas modalidades. A primeira delas é destinada a projetos voltados ao mapeamento, apoio e aquisição de equipamentos para afroempreendimentos. Nesta categoria, serão selecionadas dez propostas com valores máximos de R$ 80 mil e atendimento direto a, no mínimo, 54 beneficiários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda modalidade tem como foco a comercialização. A iniciativa selecionada receberá um aporte de R$ 1,2 milhão para a realização de 12 feiras de empreendedorismo negro, preferencialmente territoriais. Cada edição deve durar, pelo menos, dois dias e contar com a participação de 110 empreendedores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os projetos contemplados no certame devem ofertar dois minicursos de 8h com as temáticas de combate ao racismo e intolerância religiosa e de introdução a práticas e gestão empreendedora. O edital completo e os anexos estão disponíveis no link: bit.ly/EditalEmpreendedorismoNegro</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Edital de Empreendedorismo Negro integra a<a href="https://www.bahia.ba.gov.br/2023/07/noticias/igualdade/governo-da-bahia-lanca-agenda-de-igualdade-racial-com-presenca-da-ministra-anielle-franco/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;Agenda Bahia de Promoção da Igualdade Racial</a>, um conjunto de projetos, programas e iniciativas do Governo do Estado, que tem como objetivo a geração de oportunidades, o combate à discriminação e a garantia de direitos de grupos étnico-raciais vulnerabilizados. As ações são transversais e abrangem áreas como educação, inclusão econômica, segurança pública, esporte, cultura e habitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Fonte: Ascom/Sepromi</em></strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A ação divina na vida de Jó" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/zPwcDfEf3Go?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/governo-investe-r-2-milhoes-no-fortalecimento-do-empreendedorismo-negro/">Governo investe R$ 2 milhões no fortalecimento do empreendedorismo negro</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/governo-investe-r-2-milhoes-no-fortalecimento-do-empreendedorismo-negro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Racismo impacta no envelhecimento dos negros no Brasil, aponta pesquisa</title>
		<link>https://ipiracity.com/racismo-impacta-no-envelhecimento-dos-negros-no-brasil-aponta-pesquisa/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=racismo-impacta-no-envelhecimento-dos-negros-no-brasil-aponta-pesquisa</link>
					<comments>https://ipiracity.com/racismo-impacta-no-envelhecimento-dos-negros-no-brasil-aponta-pesquisa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Jul 2023 22:35:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Negros]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=91997</guid>

					<description><![CDATA[<p>Domingo, 09/07/2023 &#8211; 19h00 Por Laura Mattos &#124; Folhapress Envelhecer não é fácil para boa parte da população, mas é ainda mais difícil para quem é negro, e Terê Cordeiro, 70, ex-empregada doméstica e hoje poeta, cita um dentre vários exemplos para ilustrar essa realidade:  &#8220;Se chega uma velhinha branca a um pronto-socorro público, o atendimento [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/racismo-impacta-no-envelhecimento-dos-negros-no-brasil-aponta-pesquisa/">Racismo impacta no envelhecimento dos negros no Brasil, aponta pesquisa</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 09/07/2023 &#8211; 19h00</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por Laura Mattos | Folhapress</p>



<p class="wp-block-paragraph">Envelhecer não é fácil para boa parte da população, mas é ainda mais difícil para quem é negro, e Terê Cordeiro, 70, ex-empregada doméstica e hoje poeta, cita um dentre vários exemplos para ilustrar essa realidade:<br> </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se chega uma velhinha branca a um pronto-socorro público, o atendimento é ruim. Mas, se é uma velhinha negra que chega, com o chinelo de dedo gasto na parte de trás, o atendimento é muito pior.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que ela e tantos idosos negros sentem na pele foi traduzido em números por uma pesquisa recém-lançada, intitulada Envelhecimento e Desigualdades Raciais, realizada pelo Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) em parceria com o Itaú Viver Mais.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo entrevistou 500 pessoas com mais de 50 anos, presencialmente, em suas residências, em três capitais: São Paulo, Salvador e Porto Alegre, em 2021.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As cidades foram escolhidas por apresentarem um alto índice de envelhecimento populacional, em que o grupo dos idosos cresce mais do que o de jovens. Já a faixa dos 50 aos 60 anos, não considerada idosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi incluída no estudo com a intenção de avaliar o envelhecimento de uma forma mais ampla, como um processo contínuo, que resulta de um acúmulo de vivências.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados da pesquisa confirmam que a velhice dos negros no Brasil é o somatório das desigualdades impostas pelo racismo ao longo da vida, como a baixa escolaridade, a insegurança alimentar, o trabalho precário, a falta de acesso a serviços de saúde e de cultura e a exposição à violência, entre outros.<br>&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-video"><video height="848" style="aspect-ratio: 480 / 848;" width="480" controls src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/07/Agil-novo.mp4"></video></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo apresenta o índice de envelhecimento ativo &#8211;formado por condicionantes que influenciam na qualidade de vida, como saúde física e mental, mobilidade, segurança, inclusão digital, sociabilidade e condição financeira.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O índice é o resultado de uma série de perguntas relacionadas a esses aspectos, e vai de 0 a 100. Quanto mais próximo de cem, melhor a situação daquele grupo de pessoas.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando as três cidades e as diferentes faixas etárias a partir dos 50 anos (50-59; 60-69; 70-79 e 80 ou mais), na maior parte delas a população branca tem índices mais elevados do que a negra.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, na maioria das faixas etárias nas diferentes cidades, a situação dos homens tende a ser melhor do que a das mulheres.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre pessoas de 60 a 69 anos da cidade de São Paulo, por exemplo, o índice de envelhecimento ativo das mulheres negras é de 51, enquanto o das mulheres brancas é de 53,3. No caso dos homens, o índice dos negros é de 46,5, enquanto o de brancos, de 55,1.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa traz uma série de dados a partir dos quais fica claro por que o envelhecimento da população negra é mais difícil do que o da branca.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Avaliemos, por exemplo, o acesso a serviços privados de saúde, com base no mesmo grupo de São Paulo, de 60 a 69 anos. Dentre as mulheres entrevistadas, são 30% das brancas e 27% das negras as que têm acesso a eles. A diferença foi gritante para os homens nessa amostra pesquisada pelo Cebrap. Apenas 1% dos negros entrevistados (foram ouvidos 70, segundo os pesquisadores) acessa serviços pagos de saúde, enquanto, no caso dos brancos, são 46%.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os homens negros, também destaca a pesquisa, são as maiores vítimas de mortalidade prematura, já a partir dos 15 anos e normalmente associada à violência, mas também a riscos no trabalho e à falta de acesso a serviços de saúde.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, a mortalidade da população negra brasileira é maior do que a da branca, o que faz com que a proporção de pretos e pardos se reduza em faixas etárias mais altas. No Sudeste, por exemplo, na faixa dos 25 aos 49 anos, a população de pretos e pardos é de 51%, enquanto, acima dos 50, cai para 43%.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O Brasil é negro, mas o envelhecimento é branco&#8221;, disse, no evento de lançamento da pesquisa, o enfermeiro Roudom Ferreira Moura, cujo doutorado na USP apontou a desigualdade racial entre idosos.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a desigualdade de gênero se soma à racial, o estudo aponta a mulher idosa negra no mais distante patamar de um envelhecimento ativo. Isso fica evidente quando se considera o aspecto financeiro.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mulheres negras relataram uma maior dificuldade para pagar as contas. Ainda avaliando a mesma população de São Paulo, entre 60 e 69 anos, 63% das mulheres negras disseram considerar difícil ou muito difícil quitar as contas mensais com o rendimento disponível. No caso das brancas, foram 54%. Para os homens, a dificuldade com os gastos mensais foi apontada por 58% dos negros e por 38% dos brancos.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em debate realizado no lançamento da pesquisa, Márcia Lima, professora de sociologia da USP e secretária nacional de Políticas de Ações Afirmativas e Combate e Superação ao Racismo, do Ministério da Igualdade Racial, citou a obra &#8220;Sítio do Picapau Amarelo&#8221;, de Monteiro Lobato, para corroborar a conclusão do estudo.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Temos aquelas duas velhices, a da Dona Benta, a vovó que acolhe, e a da Tia Anastácia, que está lá para servir e não tem história, não tem família.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lúcia Xavier, coordenadora-geral da ONG Criola, que defende os direitos das mulheres negras, apontou que &#8220;alcançar a velhice, sobretudo no caso da população negra, é vencer processos complexos de violência e de discriminação&#8221;.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quem conseguiu vencer a morte neonatal, a morte na adolescência e passou dos 60 anos já ganhou na loteria&#8221;, afirmou.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alexandre Silva, secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, do Ministério de Direitos Humanos, abordou, no debate sobre a pesquisa, a necessidade de se realizar no país o &#8220;letramento das pessoas idosas em relação aos seus direitos&#8221;.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Desde o pré-natal da mãe a desigualdade se coloca, e o negro acumula traumas sem viver plenamente a cidadania&#8221;, afirmou ele, que é fisioterapeuta, gerontólogo e doutor em saúde pública pela USP, com uma tese sobre a desigualdade racial dos idosos.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Trauma&#8221; aparece na primeira estrofe do poema criado por Terê Cordeiro a pedido para esta reportagem. Sua avó, negra, tinha 15 anos quando, em 1912, foi estuprada pelo senhor de engenho, em Pernambuco.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O filho dessa violência foi o pai de Terê, que nasceu branco, casou-se com uma negra e replicou práticas de violência, racismo e machismo com a mulher, a quem repetia sempre &#8220;Cala boca, sua negrinha&#8221;.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Terê trabalhou na roça na infância, mudou-se para São Paulo na adolescência e conta ter vivido uma semiescravidão como empregada doméstica, morando em um quartinho na casa dos patrões, com uma folga por mês.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela conseguiu terminar o ensino médio aos 60 anos, entrou para um grupo de poetas idosas, e escreveu o seguinte poema sobre desigualdade racial no envelhecimento:<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Ser idoso nos dias de hoje<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É difícil e quase um trauma<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das dores físicas<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também tem as dores da alma.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos equipamentos públicos<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou mesmo supermercado<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sofremos racismo explícito<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por vezes ele vem velado.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entramos no transporte público<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já somos chamados de velhos<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por não passar a catraca<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é um bafafá eterno.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos lares deveria haver ternura<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas nem sempre isso existe<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de compreensão<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deixa nossa vida triste.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, uso de gratidão<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com Deus, família e irmãos<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela dádiva de envelhecer<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Obrigada, Deus, pela unção.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Beneficios do Crossfit" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/GsM9B1OYDnw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/racismo-impacta-no-envelhecimento-dos-negros-no-brasil-aponta-pesquisa/">Racismo impacta no envelhecimento dos negros no Brasil, aponta pesquisa</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/racismo-impacta-no-envelhecimento-dos-negros-no-brasil-aponta-pesquisa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		<enclosure url="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/07/Agil-novo.mp4" length="0" type="video/mp4" />

			</item>
		<item>
		<title>Lula propõe que negros ocupem 30% dos cargos comissionados do governo</title>
		<link>https://ipiracity.com/lula-propoe-que-negros-ocupem-30-dos-cargos-comissionados-do-governo/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=lula-propoe-que-negros-ocupem-30-dos-cargos-comissionados-do-governo</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 20:09:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[cargos]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Negros]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=80207</guid>

					<description><![CDATA[<p>Segundo ato assinado por Lula, pessoas negras também deverão ocupar pelo menos 30% de funções de confiança na administração pública federal O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta terça-feira (21/3), um decreto que propõe que pelo menos 30% das vagas dos cargos em comissão e função de confiança na administração pública federal sejam ocupados [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/lula-propoe-que-negros-ocupem-30-dos-cargos-comissionados-do-governo/">Lula propõe que negros ocupem 30% dos cargos comissionados do governo</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Segundo ato assinado por Lula, pessoas negras também deverão ocupar pelo menos 30% de funções de confiança na administração pública federal</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta terça-feira (21/3), um decreto que propõe que pelo menos 30% das vagas dos cargos em comissão e função de confiança na administração pública federal sejam ocupados por negros. Até a última atualização desta reportagem, o ato não havia sido divulgado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O decreto foi assinado durante cerimônia, no Palácio do Planalto, para comemorar os 20 anos da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Lula ainda anunciou pacote de medidas interministerial voltado à igualdade racial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em parceria com o Ministério da Gestão e Inovação, comandado por minha querida Esther Dweck, daremos esse passo inédito, que entrará para a história. Negros e negras na ponta e no topo da implementação de políticas públicas no governo federal”, disse a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="720" height="90" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px.jpg" alt="" class="wp-image-77220" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>



<h4 class="wp-block-heading">População quilombola</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o evento desta terça, o governo também anunciou a criação do programa “Aquilomba Brasil”, voltado à promoção dos direitos da população quilombola. Segundo o Ministério da Igualdade Racial, a iniciativa, que será criada por um decreto assinado por Lula, terá três eixos. São eles:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>acesso à terra e território quilombola;</li>



<li>infraestrutura e qualidade de vida quilombola;</li>



<li>inclusão produtiva e etnodesenvolvimento local, de diretos e cidadania.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a ministra Anielle Franco, o governo vai organizar junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) uma “agenda nacional de titulação”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo também quer garantir a permanência de quilombolas no ensino superior; por isso, pretende ampliar as cotas para a população por meio de uma parceria com o Ministério da Educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A promoção de direitos para as comunidades quilombolas no Brasil é um ato de reparação à enorme dívida histórica que o Estado brasileiro tem com essas populações”, destacou Anielle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo também quer expandir as Unidades Básicas de Saúde (UBS) em territórios quilombolas e retomar o “Luz Para Todos” e o “Programa Nacional de Habitação Rural” para melhor atender as comunidades.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Grupos de trabalho</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a cerimônia, o governo também anunciou a criação de um grupo de trabalho interministerial focado na elaboração de políticas públicas voltadas ao “princípio de interseccionalidade” de raça, etnia e gênero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Anielle Franco, também será colocado em prática o programa “Juventude Negra Viva”, voltado para a articulação de políticas intersetoriais e transversais a crianças e negros. Um terceiro grupo de trabalho será criado para anunciar ações de enfrentamento ao racismo religioso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>Metrópoles</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A influência da fisioterapia na qualidade de vida" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/lRXPxWBu_fk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/lula-propoe-que-negros-ocupem-30-dos-cargos-comissionados-do-governo/">Lula propõe que negros ocupem 30% dos cargos comissionados do governo</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Trabalhadores pretos ganham 40,2% menos do que brancos por hora trabalhada</title>
		<link>https://ipiracity.com/trabalhadores-pretos-ganham-402-menos-do-que-brancos-por-hora-trabalhada/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=trabalhadores-pretos-ganham-402-menos-do-que-brancos-por-hora-trabalhada</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Nov 2022 11:56:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Brancos]]></category>
		<category><![CDATA[Ganhos]]></category>
		<category><![CDATA[Negros]]></category>
		<category><![CDATA[Pardos]]></category>
		<category><![CDATA[trabalhadores]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=67873</guid>

					<description><![CDATA[<p>Trabalhadores pretos ganham em média muito menos do que brancos por uma hora de trabalho: a hora de trabalho de uma pessoa preta valeu 40,2% menos que a de um branco no país entre abril e junho deste ano. No caso dos pardos, o valor foi 38,4% menor que o recebido pelos brancos. Os dados [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/trabalhadores-pretos-ganham-402-menos-do-que-brancos-por-hora-trabalhada/">Trabalhadores pretos ganham 40,2% menos do que brancos por hora trabalhada</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Trabalhadores pretos ganham em média muito menos do que brancos por uma hora de trabalho: a hora de trabalho de uma pessoa preta valeu 40,2% menos que a de um branco no país entre abril e junho deste ano. No caso dos pardos, o valor foi 38,4% menor que o recebido pelos brancos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados são da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada em agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com informações referentes ao segundo trimestre do ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em média, a hora de trabalho do brasileiro vale R$ 15,23.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por cor, os valores médios são:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Brancos ganham R$ 19,22;</li><li>Pretos, R$ 11,49;</li><li>E pardos, R$ 11,84.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Isso implica que pretos e pardos precisem trabalhar mais horas para conseguir ganhar, no fim do mês, o mesmo valor que brancos. Considerando o rendimento médio por hora, para chegar ao valor de R$ 1.212, equivalente ao salário mínimo:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Um trabalhador branco precisaria trabalhar 63 horas;</li><li>Já um preto levaria quase 105,5 horas.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Uma década de estagnação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma década, a situação não evoluiu. No mesmo período de 2012, o valor pago por hora a uma pessoa preta era 42,8% menor do que o pago a uma pessoa branca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de acesso à educação superior é um dos fatores que influenciam na diferença de renda.&nbsp;Segundo um documento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (<a href="https://g1.globo.com/tudo-sobre/ipea/">Ipea</a>) divulgado em 2021, nas últimas duas décadas&nbsp;65,1% dos cargos de nível superior eram ocupados por pessoas brancas. Já pretos e pardos preenchiam 27,3% dessas vagas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros fatores que entram na conta são o tamanho do mercado de trabalho informal e a discriminação indireta, segundo o diretor do Núcleo de Estudos Raciais do Insper Michael França.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Capital da desigualdade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Distrito Federal é a unidade da Federação com a maior discrepância entre os rendimentos: pretos ganham 51% menos do que brancos por hora trabalhada. De acordo com os economistas Raul Velloso e Michael França,&nbsp;a presença massiva de cargos públicos com salários altos na capital federal, os quais tendem a ser preenchidos por brancos, ajuda a explicar essa disparidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados do Ministério do Planejamento mostram que <strong>48,1% dos servidores públicos são brancos, enquanto apenas 4,2% são pretos</strong>. Pardos são 24%. O percentual restante é de amarelos, indígenas e outras etnias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível ver que há uma sub-representação de pretos e pardos no serviço público em relação a sua presença na força de trabalho: 7,7% dos trabalhadores do Distrito Federal são pretos e 43,9%, pardos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Conquistas pernambucanas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Pernambuco é o estado com menor disparidade de valor por hora trabalhada entre brancos e pretos no país. Em 2012, a diferença salarial por hora entre brancos e pretos era de 45,7%. Em 2022, esse número diminuiu 26 pontos percentuais, para 19,4%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o pernambucano Hugo Melo, economista do Observatório da Indústria, possivelmente a população reagiu a incentivos de novas políticas públicas. Uma delas é a política de cotas, que forneceu oportunidade de adentrar no mercado de trabalho com qualificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria da população do estado é composta por pretos e pardos, enquanto os brancos compõem apenas 36% da população.&nbsp;Isso faz com que o impacto da qualificação por meio das políticas de cotas e da inserção no mercado de trabalho fiquem mais evidentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o economista, além da política federal, programas estaduais foram fundamentais para a diminuição dessa disparidade. Alguns exemplos são a ampliação do ensino integrado das escolas e o Programa Ganha Mundo, no qual jovens de escola pública do ensino médio ganham bolsas para estudar em diversos países, como Austrália, Canadá, Portugal, Inglaterra e Espanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 2007 e 2014, o PIB de Pernambuco cresceu acima da média dos outros estados, com a chegada de indústrias como a refinaria da Fiat e o estaleiro Atlântico Sul. Para Hugo, o aumento do PIB, a chegada de polos industriais e as políticas de inserção social podem ter influenciado na diminuição de disparidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>G1</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Cantor Caprinny é convidado do Bate Papo na City" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/IYt_rNWpepw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/trabalhadores-pretos-ganham-402-menos-do-que-brancos-por-hora-trabalhada/">Trabalhadores pretos ganham 40,2% menos do que brancos por hora trabalhada</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Câncer de pele que atinge mais negros não pode ser prevenido com filtro solar</title>
		<link>https://ipiracity.com/cancer-de-pele-que-atinge-mais-negros-nao-pode-ser-prevenido-com-filtro-solar/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=cancer-de-pele-que-atinge-mais-negros-nao-pode-ser-prevenido-com-filtro-solar</link>
					<comments>https://ipiracity.com/cancer-de-pele-que-atinge-mais-negros-nao-pode-ser-prevenido-com-filtro-solar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Sep 2022 13:56:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer de pele]]></category>
		<category><![CDATA[Negros]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=61764</guid>

					<description><![CDATA[<p>O protetor é recomendado por dermatologistas na prevenção do câncer de pele SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; &#8220;Filtro solar. Nunca deixem de usar filtro solar.&#8221; Era assim que começava a música em que Pedro Bial enfileirava conselhos para viver bem. &#8220;Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar estão provados e comprovados pela [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/cancer-de-pele-que-atinge-mais-negros-nao-pode-ser-prevenido-com-filtro-solar/">Câncer de pele que atinge mais negros não pode ser prevenido com filtro solar</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O protetor é recomendado por dermatologistas na prevenção do câncer de pele</p>



<p class="wp-block-paragraph">SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; &#8220;Filtro solar. Nunca deixem de usar filtro solar.&#8221; Era assim que começava a música em que Pedro Bial enfileirava conselhos para viver bem. &#8220;Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar estão provados e comprovados pela ciência&#8221;, dizia a letra. E é verdade. Além de evitar o envelhecimento da pele, o protetor é recomendado por dermatologistas na prevenção do câncer de pele &#8211; mas nem todos os tipos da doença podem ser prevenidos dessa forma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o caso do melanoma acral, um subtipo de câncer que ocorre principalmente nas palmas das mãos e na sola dos pés, regiões que costumam ficar menos expostas à luz solar. Foi esse tipo da doença que matou Bob Marley aos 36 anos. Mesmo que tivesse seguido o conselho de Pedro Bial, o cantor não teria se salvado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao ver uma mancha preta sob a unha do dedão do pé, o jamaicano pensou que era uma lesão causada pelo futebol, não por um tipo agressivo de câncer muito mais comum em afrodescendentes. Como há pouca atenção voltada para esse tipo da doença, a principal ferramenta para que ela não se espalhe é prejudicada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O diagnóstico precoce é o grande segredo, como em qualquer tipo de câncer&#8221;, afirma Guilherme Gadens, médico membro da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deusmira Rodrigues, 64, não imaginou que a pinta que tinha no calcanhar pudesse ser um melanoma. &#8220;Ela estava ali há anos e nunca me incomodou&#8221;. Até que a mancha começou a mudar de formato, crescer e acumular sangue. Rodrigues, então, foi ao médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na primeira consulta, o especialista afirmou se tratar de um tumor benigno, mas o tratamento recomendado não surtiu efeito. Após uma biópsia, o diagnóstico foi o mesmo de Bob Marley: melanoma acral. Essa demora deixou o tratamento mais complexo. Rodrigues passou por uma cirurgia para a retirada do tecido comprometido e, depois, teve que fazer um enxerto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de receber o diagnótico, Rodrigues não tinha ouvido falar sobre esse tipo de câncer. &#8220;Eu nunca pensei que poderia ter esse melanoma, porque eu só ouvia falar sobre melanoma em pele branca.&#8221; Para ela, que é negra, essa falta de informação pode custar vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;E eu acho que é um descaso, sabe? De sociedade e de quem trabalha com isso&#8221;, aponta ao criticar campanhas sobre câncer de pele que não mencionam esse tipo da doença. &#8220;O melanoma acral é super perigoso. É uma vida que está ali correndo risco.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela afirma que, se tivesse visto informações sobre a doença antes, teria descoberto mais cedo. Rodrigues se recuperou bem da cirurgia e, há 4 anos, está curada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para fazer um diagnóstico precoce, o dermatologista Guilherme Gadens afirma que a população negra deve estar atenta aos sinais da doença como manchas escuras na palma das mãos, nas solas dos pés ou sob a unhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Por exemplo, uma faixa bem escura na unha, que nós chamamos de melanoníquia, pode ser um problema.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda outro motivo que atrasa o diagnóstico de câncer de pele em pessoas negras: uma falsa sensação de segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a dermatologista Katleen Conceição, chefe do Ambulatório de Pele Negra da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, o que causa esse sentimento é a proteção natural proporcionada pela melanina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;As pessoas pensem que quem tem pele negra não têm risco de câncer de pele e isso é um erro&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que seja menos comum, o câncer de pele se manifesta e provoca a morte de negros. Entre junho de 2021 e junho de 2022, segundo informações do DataSUS, 1.221 brasileiros morreram em decorrência da doença. A maior parte eram brancos (702), seguidos por pardos (331), pretos (40) e amarelos (7). Os outros 141 óbitos não tem detalhamento de cor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de não proteger contra o melanoma acral, o filtro solar é eficaz na proteção contra outros tipos de melanoma e de carcinomas, que são a forma mais comum do câncer de pele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de usar o produto e apostar em barreiras físicas como chapéus, bonés e roupas compridas, Conceição afirma que pessoas que se expõe ao sol com frequência devem redobrar a atenção com a própria pele e procurar acompanhamento médico caso observem manchas pelo corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico do câncer de pele é feito por meio de exames clínicos e biópsia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Notícias ao Minuto </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="REPRISE: Targino Gondim no Bate Papo na City" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/mekQ7Shyyqw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/cancer-de-pele-que-atinge-mais-negros-nao-pode-ser-prevenido-com-filtro-solar/">Câncer de pele que atinge mais negros não pode ser prevenido com filtro solar</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/cancer-de-pele-que-atinge-mais-negros-nao-pode-ser-prevenido-com-filtro-solar/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Negros e pardos em universidades federais passam de 41% para 52% em dez anos</title>
		<link>https://ipiracity.com/negros-e-pardos-em-universidades-federais-passam-de-41-para-52-em-dez-anos/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=negros-e-pardos-em-universidades-federais-passam-de-41-para-52-em-dez-anos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Aug 2022 12:02:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Negros]]></category>
		<category><![CDATA[Pardos]]></category>
		<category><![CDATA[Universidades]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=60932</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Lei de Cotas nas universidades federais brasileiras completa dez anos nesta segunda-feira (29), com mudanças na composição de quem frequenta esses espaços. Dados compilados pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) com base no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostram que o número de alunos negros e pardos saltou de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/negros-e-pardos-em-universidades-federais-passam-de-41-para-52-em-dez-anos/">Negros e pardos em universidades federais passam de 41% para 52% em dez anos</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A Lei de Cotas nas universidades federais brasileiras completa dez anos nesta segunda-feira (29), com mudanças na composição de quem frequenta esses espaços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados compilados pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) com base no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostram que o número de alunos negros e pardos saltou de 41% do total de matrículas da rede federal, em 2010, para 52%, em 2020. Considerando também indígenas nesta conta, os índices passam de 42% para 53%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Lei 12.711 entrou em vigor em 2012 e prevê que as universidades federais reservem 50% das vagas para alunos que tenham feito todo o Ensino Médio em escolas públicas. Dentro das categorias de renda, cotas ainda são destinadas a pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Joana Angélica Guimarães da Luz, reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), a Lei de Cotas conseguiu dar mais pluralidade ao ambiente acadêmico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando começou a Lei de Cotas, o debate era se esses estudantes teriam condições de ter um bom desempenho. Eu considero que isso está ultrapassado, não se sustenta. Agora, a gente precisa fazer uma discussão sobre o impacto dessas pessoas ao chegar à universidade, no sentido da geração de conhecimento. A universidade tem um histórico elitista e não conseguia enxergar essas pessoas. Essas pessoas, quem elas são, têm provocado uma mudança”, colocou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma década em ação, a lei tem uma revisão prevista no Congresso. Na Câmara, havia a expectativa de que o assunto fosse discutido neste mês de agosto, no retorno do recesso, mas Joana Angélica acredita que o debate ficará para após as eleições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu imagino que não vá acontecer neste ano. É um momento complicado, com o processo eleitoral”, aponta a reitora da UFSB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A professora também avalia que uma década em vigor é um período curto para avaliação de uma política pública da intensidade das cotas. “A gente teve o aumento de números de alunos, mas essas pessoas estão conseguindo se formar, trabalhar e ter mudanças na sociedade, com entrada no mercado de trabalho? São muitas variáveis, pontua”, colocou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Andifes é uma defensora da continuidade da política de cotas. Como um dos cinco reitores negros de universidades federais do país, Joana Angélica acredita que existe um longo caminho a ser seguido para recuperar os prejuízos causados pela escravização dos negros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Congresso, há divisão sobre o prosseguimento e a forma da política. Deputados como Hélio Lopes (PL-RJ) são favoráveis apenas às cotas aos estudantes de escola pública. Já Maria do Rosário (PT-RS) defende o modelo original. A parlamentar argumenta que é dever do Estado corrigir erros históricos contra determinados grupos, como a população negra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta segunda-feira, os dez anos da Lei de Cotas serão comemorados no Senado, em uma sessão especial convocada por Paulo Paim (PT-RS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Lei colaborou de forma significativa para que camadas sociais exercessem o direito à educação em nível superior mudando o cenário social do país”, afirmou o senador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>CNN</strong> buscou o Ministério da Educação para saber como avalia os efeitos da lei e o que pensa sobre sua continuidade ou não e aguarda um retorno.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Série histórica</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2010</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Total de matrículas nas universidades federais: 656.167</li><li>Total de alunos pretos, pardos e indígenas: 273.818 (42%)</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2014</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Total de matrículas nas universidades federais: 939.604</li><li>Total de alunos pretos, pardos e indígenas: 452.942 (48%)</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2018</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Total de matrículas nas universidades federais: 1.200.300</li><li>Total de alunos pretos, pardos e indígenas: 624.562 (52%)</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2020</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Total de matrículas nas universidades federais: 1.128.672</li><li>Total de alunos pretos, pardos e indígenas: 597.486 (53%)</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>CNN</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-15-at-10.41.14-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-53290"/></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/negros-e-pardos-em-universidades-federais-passam-de-41-para-52-em-dez-anos/">Negros e pardos em universidades federais passam de 41% para 52% em dez anos</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Desnutrição aumenta no Brasil; índice é maior entre meninos negros</title>
		<link>https://ipiracity.com/desnutricao-aumenta-no-brasil-indice-e-maior-entre-meninos-negros/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=desnutricao-aumenta-no-brasil-indice-e-maior-entre-meninos-negros</link>
					<comments>https://ipiracity.com/desnutricao-aumenta-no-brasil-indice-e-maior-entre-meninos-negros/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jul 2022 13:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[aumento no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Desnutrição]]></category>
		<category><![CDATA[Negros]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=57795</guid>

					<description><![CDATA[<p>Índice de desnutrição de crianças cresceu entre 2015 e 2021 A desnutrição entre crianças de 0 a 19 anos cresceu, no Brasil, entre os anos de 2015 e 2021, afetando de forma mais grave os meninos negros. De acordo com o Panorama da Obesidade de Crianças e Adolescentes, divulgado hoje (26), pelo Instituto Desiderata, há [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/desnutricao-aumenta-no-brasil-indice-e-maior-entre-meninos-negros/">Desnutrição aumenta no Brasil; índice é maior entre meninos negros</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Índice de desnutrição de crianças cresceu entre 2015 e 2021</p>



<p class="wp-block-paragraph">A desnutrição entre crianças de 0 a 19 anos cresceu, no Brasil, entre os anos de 2015 e 2021, afetando de forma mais grave os meninos negros. De acordo com o Panorama da Obesidade de Crianças e Adolescentes, divulgado hoje (26), pelo Instituto Desiderata, há um crescimento da fome nos últimos anos, levando à desnutrição em todos os grupos etários, de 0 a 19 anos de idade.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1472795&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1472795&amp;o=node"></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o levantamento, o índice de desnutrição caiu de 5,2%, em 2015, para 4,8%, em 2018, aumentando a partir daquele ano em todos os grupos etários acompanhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2019, essa taxa subiu para 5,6%, atingindo 5,3%, em 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A desnutrição entre meninos negros (pretos e pardos), entretanto, foi dois pontos percentuais acima do valor observado entre meninos brancos, ampliando a diferença a partir de 2018. O ápice foi observado em 2019 (7,5%). Em 2020, o percentual foi 7,2% e, em 2021, 7,4%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já entre os meninos brancos, a curva foi inversa, com redução do percentual da desnutrição a partir de 2019, quanto atingiu 5,1%, passando para 5%, em 2020, e para 4,9%, em 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os meninos negros estão sendo mais afetados pela fome, pela desnutrição. A gente pode atribuir isso à desigualdade racial e de renda no Brasil. A gente sabe que a população negra ocupa as camadas mais pobres da sociedade, em detrimento da população branca, que ocupa outros grupos, como a classe média e classes mais altas”, apontou o gestor de Projetos de Obesidade Infantil do Instituto Desiderata, Raphael Barreto, doutorando em saúde pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Elaborado a partir de dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) do Ministério da Saúde, gerados pelas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), o Panorama mostra aumento da insegurança alimentar de 2015 a 2021, aumentando as incidências de desnutrição e&nbsp;também de obesidade</p>



<h2 class="wp-block-heading">Obesidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O panorama apontou que o excesso de peso vem crescendo em todos os grupos raciais, mas, especialmente, entre os meninos brancos. “Meninos brancos têm sido mais afetados pelo excesso de peso. A gente pode atribuir isso também à insegurança alimentar”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Barreto explicou que, no placar da má nutrição produzido pela insegurança alimentar, os grupos mais vulneráveis não têm acesso ao mínimo, que são três refeições por dia, e passam por um quadro de fome e desnutrição. Já outros grupos são&nbsp;afetados pela crise econômica e inflação, mas ainda conseguem comprar alimentos, em geral, ultraprocessados e açucarados, como macarrão instantâneo, salsichas, doces, sucos artificiais. “Produtos que fazem mal à saúde, mas que são possíveis comprar”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2021, a condição de excesso de peso decorrente da má nutrição foi mais registrada entre meninos de 5 a 9 anos de cor branca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos sete anos, o consumo de alimentos ultraprocessados na faixa etária de 2 a 19 anos superou 80%. Em 2021, 89% das crianças de 5 a 9 anos relataram o consumo de, ao menos, um ultraprocessado no dia anterior à avaliação de acompanhamento no SUS.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Feijão em falta no prato</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Raphael Barreto chamou a atenção para a redução do consumo de feijão, no Brasil, ano após ano. Esse grão é considerado um&nbsp;marcador de alimentação saudável, fundamental para a prevenção da anemia por deficiência de ferro. Além disso, possui minerais, vitaminas e proteínas, ajuda a inibir o aparecimento de doenças cardíacas e a diminuir o colesterol.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De 2015 até 2020, o indicador referente ao consumo de feijão tinha valores acima de 80%. Em 2021, entretanto, a taxa diminuiu 30 pontos percentuais em todos os grupos etários de 2 a 19 anos, atingindo a marca de 54,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em 2020, 84% das adolescentes de 10 a 19 anos tinham ingerido feijão na data anterior à consulta no SUS, sendo que a partir de 2021, esse número cai para 54,5%. Tem uma redução importante no consumo de feijão. A gente vê que a insegurança alimentar e a crise econômica estão tão fortes que um alimento básico, como o feijão, está faltando no prato dos brasileiros”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pandemia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o gestor de Projetos de Obesidade Infantil do Instituto Desiderata, o cenário pandêmico agravou as desigualdades sociais, potencializando os efeitos da crise econômica e tornando maior o quadro da obesidade, em função do distanciamento social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a redução das atividades externas e o isolamento em casa, as crianças e os adolescentes estiveram expostos a mais tempo de tela (computador, televisão ou celular), reduziram as atividades físicas e a ida à escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Isso também contribuiu para o aumento da obesidade, além, principalmente, do consumo de alimentos ultraprocessados. A gente percebe que tem um aumento no preço dos alimentos, em geral, como os minimamente processados, in natura, como verduras, frutas e legumes. As proteínas aumentaram de preço, mas os alimentos ultraprocessados não aumentaram tanto”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Barreto, os alimentos ultraprocessados causam mal à saúde e trazem risco de aumento da obesidade, hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas não transmissíveis. “As famílias não conseguiram mais manter a alimentação baseada em alimentos minimamente processados ou&nbsp;<em>in natura</em>&nbsp;e tiveram que migrar para o alimento que dá para comprar e que, ultimamente, é o ultraprocessado”, indicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os adolescentes de 10 a 19 anos de idade, o consumo de alimentos ultraprocessados atingiu 86,8%, no ano passado, quase o mesmo índice de 2015 (86,9%), depois de cair para 82,2%, em 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O panorama revela ainda tendência de crescimento desse índice. Entre janeiro e junho de 2022, o consumo de alimentos ultraprocessados já está em 93%. Também na faixa de 5 a 9 anos de idade, os alimentos ultraprocessados tiveram consumo de 89%, em 2021, com registro de 92,9% nos seis primeiros meses de 2022. “Nos últimos sete anos, há um aumento do consumo desses alimentos no Brasil, entre crianças e adolescentes”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Alerta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Raphael Barreto, o Panorama da Obesidade de Crianças e Adolescentes faz um alerta para o cenário da insegurança alimentar e da obesidade no país e para a necessidade de fortalecimento de algumas políticas públicas, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), destinado à rede de escolas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Muitas crianças ficaram sem acesso à escola durante a pandemia, e aquele era o lugar onde podiam realizar, muitas vezes, a única refeição do dia”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ele, é necessário fortalecer esse programa, baseado no Guia Alimentar da População Brasileira, que indica quais são os alimentos mais nutritivos, os que são mais indicados para a boa digestão e os que trazem mais benefícios à saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A<strong>&nbsp;Agência Brasil&nbsp;</strong>procurou o Ministério da Educação para comentar sobre PNAE, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As escolas também são importantes ambientes de proteção nutricional quando há políticas voltadas para as cantinas. “É preciso que as cantinas escolares não possam vender alimentos que causam mal à saúde das crianças e adolescentes, devendo fornecer alimentos minimamente processados ou in natura”, defendeu o gestor, destacando que a medida pode ser estendida a escolas privadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Instituto Desiderata trabalha em articulação com o Poder Público e encaminhará o levantamento às secretarias municipais e estaduais de Saúde e Educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Edição: Lílian Beraldo</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Vereador Suíta é o convidado do Bate Papo na City" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/274AWBksh74?start=1063&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/desnutricao-aumenta-no-brasil-indice-e-maior-entre-meninos-negros/">Desnutrição aumenta no Brasil; índice é maior entre meninos negros</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/desnutricao-aumenta-no-brasil-indice-e-maior-entre-meninos-negros/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
