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	<title>Nobel de Literatura |</title>
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	<title>Nobel de Literatura |</title>
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		<title>Nobel de Literatura vai para escritora francesa Annie Ernaux</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Oct 2022 13:32:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Annie Ernaux]]></category>
		<category><![CDATA[Nobel de Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Premiação foi concedida &#8220;pela coragem e acuidade clínica com que desvenda as raízes, os estranhamentos e os constrangimentos coletivos da memória pessoal&#8221; A escritora francesa Annie Ernaux foi premiada, nesta quinta-feira (6), com o prêmio Nobel de Literatura de 2022. Ela foi laureada “pela coragem e acuidade clínica com que desvenda as raízes, os estranhamentos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Premiação foi concedida &#8220;pela coragem e acuidade clínica com que desvenda as raízes, os estranhamentos e os constrangimentos coletivos da memória pessoal&#8221;</p>



<p>A escritora francesa Annie Ernaux foi premiada, nesta quinta-feira (6), com o prêmio Nobel de Literatura de 2022.</p>



<p>Ela foi laureada “pela coragem e acuidade clínica com que desvenda as raízes, os estranhamentos e os constrangimentos coletivos da memória pessoal”.</p>



<p>Ernaux é uma das atrações confirmadas em um dos principais eventos literários do Brasil – a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontecerá entre os dias 23 e 27 de novembro.</p>



<p>Responsável pelo prêmio, a Academia Sueca disse que não conseguiu entrar em contato com Ernaux antes de revelar sua vitória.</p>



<p>Após o anúncio, em declaração a uma TV sueca, Ernaux disse que considera o prêmio “uma grande honra para mim e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade”.</p>



<p>A organização do prêmio destaca que Ernaux, em sua escrita, “de forma consistente e de diferentes ângulos, examina uma vida marcada por fortes disparidades de gênero, linguagem e classe”. “Seu caminho como autora foi longo e árduo”, completa.</p>



<p>No Brasil, as obras da escritora francesa são publicadas pela Editora Fósforo, que destaca em seu site como os livros de Ernaux “são considerados clássicos modernos na França”.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">French writer Annie Ernaux – awarded the 2022 <a href="https://twitter.com/hashtag/NobelPrize?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#NobelPrize</a> in Literature – was born in 1940 and grew up in the small town of Yvetot in Normandy, where her parents had a combined grocery store and café. Her path to authorship was long and arduous. <a href="https://t.co/OZAfyPJZ9Z">pic.twitter.com/OZAfyPJZ9Z</a></p>&mdash; The Nobel Prize (@NobelPrize) <a href="https://twitter.com/NobelPrize/status/1577977351140433927?ref_src=twsrc%5Etfw">October 6, 2022</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p>Já foram lançados os livros “O Lugar”, “Os Anos” e “O Acontecimento” – além de “A Vergonha”, que está em pré-venda.</p>



<p>A organização do prêmio Nobel classifica “O Acontecimento” como “uma obra-prima de sua produção”, que traz “uma narrativa clinicamente contida sobre o aborto ilegal de uma narradora de 23 anos.</p>



<p>“É um texto implacavelmente honesto, onde entre parênteses ela acrescenta reflexões numa voz vitalmente lúcida, dirigindo-se a si e ao leitor num só e mesmo fluxo”, acrescenta o presidente do Comitê do Nobel de<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/literatura/">&nbsp;Literatura</a>, Anders Olsson, em comunicado.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Annie Ernaux acredita manifestamente na força libertadora da escrita. Seu trabalho é intransigente e escrito em linguagem simples, raspada. E quando ela com grande coragem e acuidade clínica revela a agonia da experiência da aula, descrevendo vergonha, humilhação, ciúme ou incapacidade de ver quem você é, ela conseguiu algo admirável e duradouro.<strong>Anders Olsson, presidente do Comitê do Nobel de Literatura</strong></p></blockquote>



<p>Os vencedores do prêmio Nobel estão sendo anunciados ao longo desta semana. Nesta sexta-feira (7), às 06h45, horário de Brasília, será anunciado o vencedor do Nobel da Paz.</p>



<p>Fonte: CNN Brasil</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/nobel-de-literatura-vai-para-escritora-francesa-annie-ernaux/">Nobel de Literatura vai para escritora francesa Annie Ernaux</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>O que significa Abdulrazak Gurnah ganhar o Nobel de Literatura?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Oct 2021 21:09:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Nobel de Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Professores da USP analisam a obra do escritor tanzaniano radicado na Inglaterra desde os anos 60 Por Juliana Alves &#8211; Domingo, 24 de outubro de 2021 “Por sua penetração intransigente e compassiva dos efeitos do colonialismo e do destino do refugiado no abismo entre culturas e continentes.” Para a Academia Sueca, essa é a razão de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Professores da USP analisam a obra do escritor tanzaniano radicado na Inglaterra desde os anos 60</em></p>



<p>Por Juliana Alves &#8211; Domingo, 24 de outubro de 2021</p>



<p>“Por sua penetração intransigente e compassiva dos efeitos do colonialismo e do destino do refugiado no abismo entre culturas e continentes.” Para a Academia Sueca, essa é a razão de o escritor tanzaniano Abdulrazak Gurnah ser o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2021. Mas o que representa essa homenagem a Gurnah? Entregar o prêmio ao primeiro escritor africano negro desde 1986? Celebrar suas obras, que contêm temas atuais (como a questão dos refugiados) e críticas ao eurocentrismo? Ou mostrar pelos livros do escritor olhares diferentes sobre a África oriental? Os professores da&nbsp; Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP Rita Chaves e Paulo Daniel Farah explicam esses e outros aspectos da premiação e da obra do escritor, destacando a importância de reconhecer Gurnah e seu trabalho mundialmente.</p>



<p>Professora de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa na FFLCH, Rita Chaves lembra que o Prêmio Nobel considera aspectos políticos e estratégicos que vão além do domínio literário. Ela comenta que, pelo critério alegado pela Academia Sueca, a relevância da obra de Gurnah está na sua capacidade de expor realidades complexas, oferecendo um panorama de uma parte da África marcada por questões como o colonialismo, o tráfico de escravizados e a enorme dificuldade de superar o legado dos vários colonialismos.</p>



<p>Especialista em estudos africanos, árabes e islâmicos e coordenador do Programa para Refugiados do Curso de Língua Portuguesa e Cultura Brasileira da USP, Paulo Daniel Farah cita que outra relevância do anúncio do Nobel de Literatura a Gurnah, no dia 7 de outubro, está em reconhecer as literaturas africanas modernas e contemporâneas. Mesmo assim, o professor menciona que elas ainda carecem de atenção. “Desde a criação do Prêmio Nobel de Literatura apenas cinco autores da África foram contemplados: Wole Soyinka (da Nigéria), em 1986, Naguib Mahfuz (do Egito), em 1988, Nadine Gordimer (da África do Sul), em 1991, John Maxwell Coetzee (da África do Sul), em 2003, e agora Gurnah”, descreve Farah.&nbsp;“Por meio da leitura desses e de outros escritores, é possível entrar em contato com o imaginário e com processos de emancipação, resiliência e criação na África.”</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_465338"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2021/10/20211021_img-2.jpg?resize=1200%2C630&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-465338"/><figcaption>Gurnah foi professor da Universidade de Kent, em Canterbury, na Inglaterra, onde se aposentou – Foto: Reprodução/Youtube</figcaption></figure>



<p>Farah destaca ainda que o fato de Gurnah escrever em língua inglesa&nbsp;—&nbsp;embora sua língua nativa seja o suaíle (ou&nbsp;<em>kiswahili</em>)&nbsp;—&nbsp;sem dúvida contribuiu para que fosse escolhido. “Infelizmente, ainda são poucos os autores e as autoras que escrevem em outros idiomas (especialmente em línguas não indo-europeias) que são laureados com o Nobel”, lamenta o professor.</p>



<p>A escolha de Gurnah, desse ponto de vista, gerou polêmicas sobre sua identidade nacional, segundo Rita. Alguns críticos questionaram o fato de Gurnah ser ou não tanzaniano, uma vez ele emigrou aos 20 anos para a Inglaterra. “Esse dado não seria levantado em relação, por exemplo, ao escritor Ernest Hemingway, que viveu em tantos países”, diz Rita. Outros críticos ressaltam que a Tanzânia sequer existia como tal quando Gurnah saiu de Zanzibar, a atual capital do país. Mas a professora não concorda com a ideia de que ele deva ser excluído da lista de escritores africanos. “Acho realmente importante a reflexão sobre os motivos que levam a esse dado. Não é possível negar a conturbada história da África e as turbulências próprias da relação dos africanos com a sua história. A complexidade envolve a nossa visão dos africanos e também a sua própria forma de ler as conexões que os particularizam”, ressalta a professora.</p>



<p>Nos livros de Gurnah prevalecem questões voltadas para problemas historicamente plantados no continente africano, incluindo os efeitos individuais e coletivos da diáspora conectada ao colonialismo, um material sobre o qual as literaturas africanas se debruçam com frequência, acrescenta a professora. Rita observa que, por viver no Reino Unido, o escritor tem outra perspectiva dessas questões. Mesmo assim, ela não acha que seja dispensável ter em conta o ponto de vista de quem vive na metrópole, porque as marcas do dilaceramento persistem no escritor. “É instigante observar como ele trabalha o que talvez pudéssemos chamar de crise de identidade como um dado constitutivo de quem é herdeiro de todas essas fraturas”, analisa Rita.</p>



<p>De acordo com estudiosos da obra de Gurnah, a partir de uma suposta história de amor como em&nbsp;<em>Desertion</em>&nbsp;(2005) ou da história de uma imigrante negra que cresce na Inglaterra (<em>Dottie</em>, 1990) ou da história de um levante em terras africanas (<em>Memory of Departure</em>, 1987), as narrativas enfocam contradições estruturais e abordam o exílio, a violência, as divisões entre o desenraizamento e desejos frustrados de integração em outras realidades culturais. “Chama a atenção em alguns momentos de suas obras a projeção de uma consciência sobre o que ele escreve, como se não pudéssemos esquecer que se trata de um narrador que parte de uma reflexão. Nesse movimento, percebe-se uma vontade de aproximação com as personagens cujo ponto de vista ele tenta captar e projetar”, complementa a professora.</p>



<p>Farah aponta que a obra de Gurnah remete a uma genealogia literária africana plurilíngue que remonta a vários séculos. Algumas características incluem a retomada de narrativas de antepassados (e a consequente valorização da ancestralidade), um aprofundamento psicológico das personagens e o vínculo com o gênero normalmente denominado safari (viagem, jornada), que por sua vez integra a tradição árabe e islâmica de literatura de viagem, conhecida como&nbsp;<em>adab al-rihla</em>.&nbsp;</p>



<p>Autor de dez romances, Gurnah nasceu em 1948 em Zanzibar (que depois passou a ser Tanzânia), onde cresceu em uma família muçulmana, e precisou abandonar a ilha em 1964, quando populações de origem árabe foram alvo de perseguições. Como outras pessoas provenientes de territórios considerados parte do Império Britânico, refugiou-se no Reino Unido, onde foi professor de Inglês e Literaturas Pós-Coloniais na Universidade de Kent, em Canterbury, aposentando-se recentemente.&nbsp; “No plano temático, essa experiência – e o racismo e a xenofobia a que foi submetido – fez com que lidasse com o colonialismo, o deslocamento e o refúgio tanto na realidade quanto em sua criação literária”, esclarece Farah.</p>



<p>O professor comenta que cabe refletir sobre a intertextualidade em romances modernos e contemporâneos do continente africano e nos romances de Gurnah. Nesse diálogo, há referências de obras escritas na língua nativa de Gurnah,&nbsp;<em>kiswahili</em>&nbsp;(grafadas em caracteres árabes), como&nbsp;<em>Safari Yangu na Bara Afrika</em>&nbsp;(<em>Minha Viagem pela África</em>), de Selemani bin Mweny Chande, e&nbsp;<em>Safari Yangu ya Urusi na ya Siberia</em>&nbsp;(<em>Minha viagem para a Rússia e a Sibéria</em>), de Salim bin Abakari, além de outras narrativas de viagem em&nbsp;<em>kiswahili</em>&nbsp;e em árabe.</p>



<p>Em suas obras, Gurnah critica o cinismo da Europa, sempre a acusar as periferias de primitivismo e de desrespeito aos direitos humanos, de acordo com a professora Rita. Segundo ela, o escritor propõe um olhar mais agudo sobre a necessidade de uma mudança no plano das relações entre os centros e os espaços periféricos. Em uma entrevista à Fundação Nobel, ele alerta para a necessidade de outros modos de compreender a emigração e os emigrantes, destacando a sua potencialidade. Rita considera que, quando ele diz na entrevista que “eles não vêm de mãos vazias”, o escritor contraria a imagem de miseráveis pedintes consagrada pela mídia e pelos discursos oficiais. Além disso, Rita julga essencial ressaltar que Gurnah oferece outros focos para enxergar a África, sem as lentes dos folhetos de turismo e das reportagens catastróficas.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_465340"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2021/10/20211021_img3.jpg?resize=1200%2C630&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-465340"/><figcaption>Livros de Gurnah – Foto: Reprodução/Youtube</figcaption></figure>



<p>O romance&nbsp;<em>Paradise</em>&nbsp;(1984), de Gurnah, por exemplo, costuma ser analisado como uma obra que se contrapõe às representações da colonialidade acerca de uma África sem história, sem civilização e, por isso, antítese da Europa –&nbsp; que abriram caminho para as “missões civilizatórias” e as narrativas coloniais europeias, como o romance&nbsp;<em>Coração das Trevas</em>&nbsp;(1899), de Joseph Conrad, descrito pelo escritor nigeriano Chinua Achebe como “um livro ofensivo e deplorável, que despersonaliza uma parte da raça humana”.</p>



<p>O quinto romance de Gurnah,&nbsp;<em>Admiring Silence</em>&nbsp;(1996), narra a história de um cidadão de Zanzibar que precisa abandonar sua terra natal, na década de 1960, e viver na Inglaterra por duas décadas antes de retornar à Tanzânia. Farah afirma que a trajetória do personagem, que guarda semelhanças com a de Gurnah, é descrita por meio de conflitos identitários e psicológicos, com marcada sensibilidade. “A representação estereotipada de personagens refugiadas soma-se às experiências de vulnerabilidade e invisibilidade social nas quais vivem”, avalia o professor.</p>



<p>“Não há dúvidas sobre a importância da concessão do prêmio a um escritor negro, africano, especialmente no contexto atual em que o racismo e a xenofobia, acompanhados de múltiplas violências (física, psicológica e epistêmica), apagamento e invisibilidade, persistem e se agudizam em diversas partes do mundo”, analisa Farah. Para ele, Abdulrazak Gurnah representa uma sociedade (a de Zanzibar e a de uma porção considerável da África do leste) marcada pela interculturalidade, pela diversidade étnica e pelo plurilinguismo, mas geralmente retratada por meio de olhares exógenos que sedimentam estereótipos, reducionismos e incompreensões. “Esse contexto é fundamental para entender sua obra”, conclui o professor.</p>



<p>Fonte: Jornal USP/O escritor tanzaniano Abdulrazak Gurnah, Prêmio Nobel de Literatura de 2021 – Foto: Reprodução/Flickr</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/o-que-significa-abdulrazak-gurnah-ganhar-o-nobel-de-literatura/">O que significa Abdulrazak Gurnah ganhar o Nobel de Literatura?</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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