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	<title>novo réptil |</title>
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		<title>O novo réptil de 237 milhões de anos de idade descoberto no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jun 2024 15:40:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[novo réptil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo tipo de réptil que aparenta ser algo como uma mistura de um crocodilo com um dinossauro e que viveu há 237 milhões de anos, antes mesmo da era dos&#160;dinossauros, foi descoberto no Brasil. O espécime tinha dentes em forma de punhal, adaptados para cortar carne, corpo esguio e ágil e dorso revestido por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Filipe Vilicic</strong></li>



<li><strong>Colaboração para a BBC News Brasil, de São Paulo</strong></li>
</ul>



<p>Um novo tipo de réptil que aparenta ser algo como uma mistura de um crocodilo com um dinossauro e que viveu há 237 milhões de anos, antes mesmo da era dos&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cxx38jnw352t">dinossauros</a>, foi descoberto no Brasil.</p>



<p>O espécime tinha dentes em forma de punhal, adaptados para cortar carne, corpo esguio e ágil e dorso revestido por escudos dérmicos, que deveriam formar uma carapaça.</p>



<p>Mas era um pequeno entre seus semelhantes da época, com apenas 1 metro de comprimento e 25 centímetros de altura.</p>



<p>Ele compartilhava o habitat com espécies de aparência de crocodilo, como a dele, mas que chegavam a sete vezes o seu tamanho.</p>



<p>Batizado de&nbsp;<em>Parvosuchus aurelioi</em>, o animal teve seus&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cndjpyn0866o">fósseis&nbsp;</a>descritos pelo paleontólogo Rodrigo Müller, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul.</p>



<p>&#8220;Não esperava encontrar o crânio em meio à rocha. Como inicialmente só era possível ver vértebras, acreditava que não estaria preservado&#8221;, diz Müller à BBC News Brasil.</p>



<p>No ramo da paleontologia, é muito incomum encontrar crânios de animais que viveram há centenas de milhões de anos.</p>



<p>&#8220;Exemplares do Triássico Médio (há 247 milhões e 237 milhões de anos) costumam ser achados como cacos de ossos, partes de coluna vertebral, pedaços da perna&#8221;&#8216;, diz o paleontólogo Alexandre Kellner, um dos maiores especialistas do planeta em pterossauros e também diretor do Museu Nacional, no Rio de Janeiro.</p>



<p>A pedido da BBC News Brasil, ele leu e avaliou o artigo científico no qual o fóssil foi descrito por Müller.</p>



<p>&#8220;Muita sorte ele ter achado a cabeça do bicho, porque ela é fonte riquíssima de informações. É uma grande raridade na nossa profissão&#8221;, comenta Kellner.</p>



<p>O estudo no qual Müller descreve a nova espécie encontrada foi&nbsp;<a href="https://www.nature.com/articles/s41598-024-63313-3">publicado nesta quinta-feira</a>&nbsp;(20/6) no periódico científico&nbsp;<em>Scientific Reports</em>, do grupo Nature.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/38b1/live/093a4290-2f10-11ef-ace6-8d519aaa9d22.jpg.webp" alt="Crânio de Parvosuchus aurelioi durante a preparação(fotografia por )"/><figcaption class="wp-element-caption">JANAÍNA BRAND DILLMANN ,Na paleontologia, é incomum encontrar crânios de animais que viveram há centenas de milhões de anos</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Como-novo-réptil-foi-achado">Como novo réptil foi achado</h2>



<p>O fóssil chegou à universidade como uma doação, em janeiro deste ano.</p>



<p>Ele foi encontrado pelo médico Pedro Lucas Porcela Aurélio, um entusiasta da paleontologia, conhecido dentre os cientistas da região de Santa Maria.</p>



<p>Ele achou a rocha na qual estava o crânio há cerca de cinco anos. &#8220;Encontrei em uma saída de campo em uma propriedade rural em Paraíso do Sul&#8221;, conta ele, se referindo à cidade gaúcha.</p>



<p>Hoje com 66 anos de idade, Aurélio conta que é um paleontólogo amador desde os tempos de faculdade.</p>



<p>&#8220;Quando iniciei o curso de medicina na UFSM, passei a acompanhar alguns alunos do curso de biologia.&#8221;</p>



<p>Com o tempo, tornou-se praxe sair com paleontólogos em busca de achados, sendo que é comum nesse campo que os cientistas aceitem esse tipo de auxílio de entusiastas voluntários.</p>



<p>Na região estão os Sítios Paleontológicos de Santa Maria, área referência para os estudos por abrigar&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cndjpyn0866o">fósseis&nbsp;</a>do período dos dinossauros (que começaram a caminhar pela Terra há 230 milhões de anos, 7 milhões de anos depois do novo réptil brasileiro) e de antes deles.</p>



<p>No mesmo local onde Aurélio achou a rocha com o crânio, já foram descobertos, por exemplo, cinodontes (precursores dos mamíferos) e dicinodontes (parentes ainda mais distantes de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jx2yj5w4vo">mamíferos</a>).</p>



<p>A nova descoberta consagra bem mais o sítio fossilífero “Linha Várzea 2”, nome dado pelos cientistas à localização específica onde se escavou o fóssil.</p>



<p>O médico guardou a rocha por anos e apenas recentemente, observando-a, percebeu que ali poderia haver um fóssil de interesse científico. Em janeiro, doou o item para a UFSM.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-pequeno-réptil">O pequeno réptil</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/bd8b/live/8b5f6c00-2f15-11ef-ace6-8d519aaa9d22.jpg.webp" alt="Paleontólogo Rodrigo Temp Müller segurando o fóssil de Parvosuchus aurelioi"/><figcaption class="wp-element-caption">JANAÍNA BRAND DILLMANN,&#8217;Muita sorte ele ter achado a cabeça do bicho, porque ela é fonte riquíssima de informações&#8217;, diz o paleontólogo Rodrigo Müller, que descreveu o novo réptil</figcaption></figure>



<p>&#8220;Ver aquele crânio ali, totalmente completo, foi emocionante, minhas mãos tremeram e precisei deixar o fóssil sobre a mesa até que eu conseguisse processar que tinha um réptil desconhecido na minha frente&#8221;, recorda o paleontólogo Rodrigo Müller.</p>



<p>Após realizar os procedimentos técnicos para estudar o animal, o cientista começou o trabalho de descrevê-lo.</p>



<p>Primeiro, descobriu que se tratava de um membro do grupo&nbsp;<em>Gracilisuchidae</em>, que são da mesma linhagem dos&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp3gpe8neljo">jacarés&nbsp;</a>e crocodilos modernos, apesar de não ser possível afirmar que se trata de um ancestral dos mesmos.</p>



<p>Esse achado, por si só, já seria considerado estrondoso pela comunidade científica. Até hoje, só havia outros três registros de animais desse tipo em todo planeta, um na Argentina e dois na China.</p>



<p>Havia desconfiança de que existiram exemplares de&nbsp;<em>Gracilisuchidae&nbsp;</em>no Brasil, mas esse se trata do primeiro fóssil a comprovar isso de forma inequívoca.</p>



<p>&#8220;Naqueles tempos, todos os continentes estavam unidos, formando o Pangeia, e é por isso que temos gracilissuquideos na América do Sul e também na China&#8221;, explica Müller.</p>



<p>Porém, além de achar características do animal que o revelavam como membro desse grupo de quadrúpedes terrestres que caminharam pelo o que hoje é o Brasil, mas há 237 milhões de anos, o pesquisador identificou traços únicos no exemplar que tinha em mãos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/c9ac/live/b28ef430-2f10-11ef-bdc5-41d7421c2adf.jpg.webp" alt="Detalhes do Parvosuchus aurelioi"/><figcaption class="wp-element-caption">RODRIGO TEMP MÜLLER/MATHEUS FERNANDES GADELHA<br>,Espécime compartilhava habitat com animais que chegavam a sete vezes o seu tamanho</figcaption></figure>



<p>&#8220;A região do crânio, onde ficam alojados os músculos responsáveis pela mordida, tem um formato observado apenas nos gracilissuquideos e que consiste em uma redução de uma das aberturas, chamada de fenestra laterotemporal&#8221;&#8216;, descreve o paleontólogo.</p>



<p>Mas ele acrescenta que o fóssil apresenta também &#8220;características únicas, o que justifica a criação de uma nova espécie, o que incluem as órbitas mais elevadas em relação ao observado em outros gracilissuquideos, a articulação craniomandibular situada acima da linha dos dentes e o púbis (osso da cintura pélvica) muito curto&#8221;.</p>



<p>Ou seja, trata-se de uma novíssima espécie, a&nbsp;<em>Parvosuchus aurelioi</em>. &#8220;Parvosuchus&#8221; combina a palavra do Latim&nbsp;<em>parvus</em>&nbsp;(pequeno) e do grego&nbsp;<em>suchus</em>&nbsp;(crocodilo), em referência ao tamanho reduzido do animal em comparação com outros predadores de sua época.</p>



<p>No mesmo habitat, o pequeno réptil tinha de dividir espaço com, por exemplo, o colossal&nbsp;<em>Prestosuchus chiniquensis</em>, um réptil quadrúpede com mais de sete metros de comprimento, quase o dobro do tamanho de um moderno crocodilo-do-nilo.</p>



<p>&#8220;Esses predadores se destacavam. Por outro lado, também havia dicinodontes muito grandes, que são&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2012/11/121123_passaro_gigante_prehistorico_jp">animais herbívoros</a>&nbsp;e do tamanho de um rinoceronte&#8221;, descreve Müller.</p>



<p>Sobre o ambiente daquela época, ele avalia que deveria ser de temperaturas muito mais elevadas do que hoje em dia, &#8220;e a maior parte da biodiversidade estava restrita às bordas do supercontinente, já que a região central era muito árida&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/d984/live/084a6ee0-2f11-11ef-bdc5-41d7421c2adf.jpg.webp" alt="Parvosuchus aurelioi (infográfico) (reconstrução em vida por Matheus Fernandes Gadelha).jpg"/><figcaption class="wp-element-caption">MATHEUS FERNANDES GADELHA ,Até hoje, só havia outros três registros de animais desse tipo em todo planeta, um na Argentina e dois na China</figcaption></figure>



<p>Já a segunda parte do nome da espécie,&nbsp;<em>aurelioi</em>, homenageia o médico Pedro Lucas Porcela Aurélio, aquele que doou o fóssil para a universidade.</p>



<p>Para ele, a descoberta &#8220;não foi obra do acaso, mas de uma procura metódica, uma busca onde se mistura aprendizado e prazer&#8221;.</p>



<p>Alexandre Kellner, do Museu Nacional, no Rio, celebra a descoberta. Do ponto de vista científico, destaca que &#8220;aprendemos um pouco mais da diversidade reptiliana que existia em nosso país em tempos anteriores à época dos dinossauros&#8221;.</p>



<p>Para ele, isso pode auxiliar em estudos sobre a&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c95y354zy5jt">evolução de espécies</a>. &#8220;Influenciando nas ideias que temos de parentescos entre esses animais&#8221;, complementa.</p>



<p>Todavia, Kellner também vê um sentido maior em investir em pesquisas desse tipo: &#8220;A curiosidade científica, em busca de entender como o planeta é como é, se trata de algo inerente à condição humana, o que nos diferencia de um leão, uma vaquinha, um beija-flor. Temos de divulgar e guardar as evidências que descobrimos para as nossas gerações futuras terem acesso ao nosso conhecimento&#8221;.</p>



<p>Fonte: BBC Brasil / MATHEUS FERNANDES GADELHA</p>



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