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	<title>orçamentos |</title>
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	<title>orçamentos |</title>
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		<title>Mais ricos ganham quase quatro orçamentos do Bolsa Família em benefícios do governo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 18:27:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quanto o governo deixa de arrecadar com renúncias fiscais que beneficiam principalmente a fatia mais rica da população? Nas contas da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional), em estudo inédito, esses valores devem chegar a R$ 618,4 bilhões em 2026 — ou quase quatro vezes o orçamento previsto para o Bolsa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Quanto o governo deixa de arrecadar com renúncias fiscais que beneficiam principalmente a fatia mais rica da população?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas contas da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional), em estudo inédito, esses valores devem chegar a R$ 618,4 bilhões em 2026 — ou quase quatro vezes o orçamento previsto para o Bolsa Família no próximo ano (R$ 158 bilhões).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As renúncias fiscais — também chamadas de gasto tributário na linguagem mais técnica — são valores que o governo deixa de arrecadar em impostos, ao conceder isenções, anistias, subsídios e benefícios tributários para setores econômicos, atividades ou grupos sociais específicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Alguns benefícios são importantes&#8221;, pondera Mauro Silva, presidente da Unafisco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Agora, nem todos. Se os benefícios fiscais concedidos não atingem certos objetivos — como a busca do pleno emprego, o desenvolvimento sustentável e a redução de desigualdades —, temos aí um problema. É justamente aí que surge a figura dos &#8216;privilégios tributários&#8217;.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seu levantamento, a Unafisco considera como &#8220;privilégios tributários&#8221; os benefícios fiscais que não teriam uma contrapartida social comprovada por estudos técnicos, na visão da entidade sindical.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, para além dos gastos tributários apontados anualmente pela Receita Federal em seu Demonstrativo dos Gastos Tributários (DGT), que acompanha o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), a Unafisco adota um conceito mais amplo, incluindo na sua conta outras três renúncias que considera relevantes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a isenção de lucros e dividendos distribuídos por pessoa jurídica — imposto que o Brasil é um dos poucos países do mundo a não cobrar;</li>



<li>a não instituição do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) — previsto na Constituição e até hoje não regulamentado pelo Congresso, cuja omissão legislativa foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro deste ano;</li>



<li>e os programas de parcelamentos de débitos tributários, como o Programa de Recuperação de Créditos Fiscais (Refis) e o Programa Especial de Regularização Tributária (Pert) — já encerrados pelo governo, mas que ainda têm efeitos negativos para a arrecadação, por gerarem um comportamento deletério nos contribuintes, que deixam de pagar impostos no prazo, esperando por esses programas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a Unafisco estima que os gastos tributários chegarão a um total de R$ 903,3 bilhões em 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse montante, a entidade considera que R$ 618,4 bilhões — ou 68% do gasto tributário total — seriam &#8220;privilégios tributários&#8221;, ou seja, renúncias sem contrapartida comprovada para a sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dez maiores somam R$ 479,6 bilhões, ou 78% dos privilégios totais.https://flo.uri.sh/visualisation/26838813/embed?auto=1</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Os-maiores-privilégios-fiscais">Os maiores &#8216;privilégios&#8217; fiscais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No topo da lista, a isenção de lucros e dividendos deixa de gerar R$ 146,1 bilhões ao cofres públicos, nas contas da entidade, já descontando R$ 32 bilhões que deverão passar a ser arrecadados quando a reforma do Imposto de Renda entrar em vigor, com a taxação dos dividendos em 10%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de a reforma trazer o fim da isenção total, ela ainda taxa os dividendos abaixo de outras rendas, taxadas atualmente a um alíquota nominal entre 15% e 27,5%. Assim, na avaliação da Unafisco, lucros e dividendos seguem tendo benefício fiscal no Brasil e, por isso, entram na conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quando a União não inclui no gasto tributário a isenção para lucros e dividendos, isso retira do Legislativo uma oportunidade de debate&#8221;, argumenta Silva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eles não são informados o quanto essa isenção traz de prejuízo ao país. Sabemos que temos R$ 1 trilhão de dividendos distribuídos [anualmente no Brasil], e é preciso que isso faça parte desse debate entre Executivo e Legislativo na elaboração do Orçamento.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo item de maior peso, nas contas da Unafisco, é a não instituição do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), com uma arrecadação potencial estimada em R$ 100,5 bilhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se trata de uma omissão do Legislativo&#8221;, argumenta o presidente da Unafisco, lembrando da decisão recente do STF reconhecendo essa omissão — o Supremo, no entanto, não estabeleceu um prazo para que isso seja resolvido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxação dos super-ricos foi uma das principais bandeiras do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu terceiro mandato. Com esse objetivo, o governo propôs a reforma do Imposto de Renda (IR), aprovada em outubro pelo Congresso e sancionada por Lula em novembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lei aprovada prevê a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil e descontos para aqueles com renda de até R$ 7.350 mensais. Para compensar a perda de arrecadação, serão taxados em até 10% os contribuintes com renda acima de R$ 600 mil por ano, com a taxação de lucros e dividendos na fonte a 10%, para montantes acima de R$ 50 mil por mês pagos por uma mesma pessoa jurídica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reforma aprovada incide sobre a renda dos mais ricos, diferentemente do IGF, um imposto sobre o patrimônio, cuja eficiência é questionada por alguns economistas.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/4150/live/a9052220-dabf-11f0-aae2-2191c0e48a3b.jpg.webp" alt="O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal"/><figcaption class="wp-element-caption">Carlos Moura/SCO/STF<br></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Brasil-deve-taxar-grandes-fortunas">Brasil deve taxar grandes fortunas?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Lorreine Messias, pesquisadora do Núcleo de Pesquisas em Tributação do Insper, concorda que a isenção de lucros e dividendos e a não instituição do IGF podem ser consideradas como gastos tributários, como faz a Unafisco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se eu entender que o conceito de gasto tributário é tudo aquilo que eu abro mão, que eu deixo de arrecadar, sim, me parece fazer sentido&#8221;, diz a pesquisadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, ela avalia que não é porque o IGF está previsto na Constituição que ele seja necessariamente um bom imposto e que deva ser criado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisadora fez uma revisão bibliográfica sobre países que adotaram o IGF. Ela constatou que a grande maioria dos países que adotaram essa forma de taxação sobre o patrimônio descontinuaram o tributo no início dos anos 1990.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, apenas três países na Europa ainda taxam grandes fortunas: Noruega, Suíça e Espanha (mais especificamente a região da Catalunha). Na América Latina, a Colômbia é um exemplo de país que adota esse tipo de tributação.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/ad23/live/eb3f3710-dac0-11f0-a8dc-93c15fe68710.jpg.webp" alt="O presidente colombiano Gustavo Petro"/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Analisando essas experiências, a partir dos estudos publicados, a pesquisadora do Insper constatou que a arrecadação com esse tipo de imposto é baixa. Um dos motivos para isso, diz ela, é a alta elasticidade desse tipo imposto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quando aumento um ponto percentual de alíquota desse tributo, eu perco muito em termos de arrecadação. Então, ele é um tributo muito sensível&#8221;, diz Messias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Para cada ponto percentual que eu aumento, o contribuinte vai reagir, de maneiras lícitas e ilícitas. Ele vai esconder patrimônio, vai mandar [recursos] para fora [do país]. Licitamente, ele vai redirecionar esses recursos para ativos que não são tributados. Isso tudo foi visto [na literatura acadêmica].&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, diz a pesquisadora, a experiência mostra que a manutenção do imposto demanda um esforço muito grande por parte da administração tributária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E que não há evidências de que, nos países que adotaram o IGF, o tributo tenha reduzido a desigualdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nossa Constituição foi elaborada há 37 anos. A literatura naquele período não tinha nem os recursos metodológicos, nem experiências suficientes para avaliar isso [os efeitos do IGF]&#8221;, diz Messias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Então, era uma hipótese teórica que a adoção de tributos patrimoniais melhoraria a redistribuição de renda. Felizmente, a literatura econômica avançou. E o debate público precisa avançar. Não podemos continuar amarrados a uma mera previsão constitucional.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mauro Silva, da Unafisco, reconhece que a adoção do IGF é polêmica e que há evidências contrárias à adoção do imposto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele defende, porém, que adotá-lo seria uma questão de justiça tributária, mesmo que o tributo arrecade pouco. E diz que esse é um debate que precisa ser feito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O IGF está lá na Constituição, tem uma previsão constitucional. Então, esse debate precisa ser feito&#8221;, defende o representante dos auditores fiscais.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Outros-privilégios">Outros &#8216;privilégios&#8217;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Completam a lista da Unafisco de maiores &#8220;privilégios tributários&#8221; os efeitos indiretos dos programas de parcelamentos especiais de débitos tributários, como o Refis e o Pert.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através desses programas, contribuintes com dívidas tributárias podiam regularizar suas obrigações sob condições especiais, como prazos longos, redução ou cancelamento de juros, anistia de crimes e até quitação dos débitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo realizou mais de 40 desses programas desde sua criação em 2000, com uma renúncia fiscal estimada pela Unafisco em R$ 176 bilhões somente até 2018 (60% da dívida original).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema é que a repetição desses programas fez com que os contribuintes passassem a contar com eles em seu planejamento tributário, deixando de pagar os impostos em dia, para pagar com atraso, com descontos vantajosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora desde 2020 o governo tenha mudado o critério para adesão a esses programas, passando a considerar o histórico fiscal do contribuinte, a Unafisco considera que os efeitos negativos continuam, com empresas ainda adiando o pagamento de impostos na expectativa da renegociação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a entidade calcula um impacto de R$ 43,9 bilhões dos programas de parcelamentos especiais em valores não arrecadados em 2026.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/80b3/live/58e56fa0-dac1-11f0-b67b-690eb873de1b.jpg.webp" alt="Totem com logotipo da Receita Federal"/><figcaption class="wp-element-caption">Marcelo Camargo/Agência Brasil<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda na lista, a Unafisco inclui a parcela do Simples Nacional que beneficia empresas com faturamento acima de R$ 1,8 milhão, por avaliar que essas empresas não contribuem significativamente para a geração de empregos no país, como contribuem as empresas menores — que geram 75% dos empregos entre as empresas do Simples.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse benefício tributário deve consumir R$ 35,7 bilhões em 2026, estima a associação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o Simples — um regime tributário simplificado idealizado para beneficiar micro e pequenas empresas — pode ser adotado por negócios com receita bruta de até R$ 4,8 milhões, um valor considerado muito alto por críticos ao modelo e que, segundo eles, desestimularia as empresas a saírem do regime especial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criada há quase 60 anos (em 1967), a Zona Franca de Manaus — parque industrial localizado na capital amazônica, beneficiado com incentivos fiscais e tarifas alfandegárias especiais — também está na lista e deve representar uma perda de arrecadação de R$ 35 bilhões para o governo em 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Políticas públicas devem ser transitórias por definição, sejam elas bem ou mal sucedidas, uma hora elas deveriam ser descontinuadas&#8221;, diz Lorreine Messias, do Insper.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A Zona Franca é um exemplo de política que está aí há 60 anos e não se faz uma avaliação séria dos benefícios.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Unafisco ainda considera como um &#8220;privilégio fiscal&#8221; toda a parcela da desoneração da cesta básica que beneficia pessoas com capacidade contributiva, que a entidade considera que são todas aquelas que não são beneficiárias do Bolsa Família. O impacto disso no Orçamento é estimado em R$ 30,1 bilhões em 2026.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/4b24/live/f28fa990-dac1-11f0-aae2-2191c0e48a3b.jpg.webp" alt="Imagem aérea da Zona Franca de Manaus mostra grandes galpões industriais com área florestal na parte da frente da foto"/><figcaption class="wp-element-caption">Divulgação/Suframa<br></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Descontos-de-saúde-e-educação-no-IRPF-são-justos">Descontos de saúde e educação no IRPF são &#8216;justos&#8217;?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Do gasto tributário total de R$ 903,3 bilhões estimado para o próximo ano, a entidade considera que R$ 284,8 bilhões seriam gastos com &#8220;notória contrapartida social ou econômica&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, dentro desta conta estão, por exemplo, as deduções de gastos com saúde e educação no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Unafisco argumenta que esses gastos não seriam &#8220;privilégios&#8221;, &#8220;em virtude de sua relevância notória para a sociedade&#8221; e diante da falta de investimento público suficiente nessas áreas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, essas são renúncias fiscais que notoriamente beneficiam a parcela mais rica da população, que é aquela que declara Imposto de Renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Essa é uma das políticas que fazem com que a nossa tributação da renda seja mais regressiva, porque quem mais gasta com educação e saúde privadas são as famílias mais ricas&#8221;, observa Lorreine Messias, do Insper.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Então, isso é, sem dúvida, algo mal desenhado dentro do Imposto de Renda e que precisa ser revisto, e não é porque existem grupos que resistem, com capacidade de influência no nosso Parlamento.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mauro Silva, da Unafisco, reconhece a crítica, mas novamente defende o debate.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se a política de saúde do país não atende como deveria a população, eu não posso dizer que essa dedução é privilégio. Agora, existe alguma parte disso que pode ser considerada privilégio? Esse é um debate que precisa ser feito.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sindicalista, porém, concorda com a pesquisadora do Insper que os grupos de interesse com poder de pressão sobre o Congresso são hoje a maior barreira para rediscutir o gasto tributário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele lembra que, em 2021, uma emenda constitucional foi aprovada instituindo regras transitórias para a redução dos benefícios tributários, determinado um limite de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para esses benefícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, alguns dos subsídios que mais oneram o Orçamento foram excluídos da conta para essa redução, entre eles, a dedução da cesta básica, os benefícios para entidades sem fins lucrativos, a Zona Franca de Manaus, o Simples e o Microempreendedor Individual (MEI).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Há uma captura do Orçamento por alguns setores&#8221;, diz Silva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;No momento da discussão do Orçamento e na elaboração das leis, eles exercem grande pressão e protegem esses setores de qualquer redução [de benefícios]. Então é muito difícil [mudar isso], pela representatividade que esses grupos de interesse conseguem ter dentro do Congresso Nacional.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Gráfico por Laís Alegretti e Caroline Souza, da equipe de jornalismo visual da BBC News Brasil</em></p>



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