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	<title>Palestina |</title>
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	<title>Palestina |</title>
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		<title>95 profissionais de saúde da Palestina seguem nas prisões de Israel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 13:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Gabriela Leite e Guilherme Arruda Israel ainda detém profissionais de saúde palestinos • Gastos com saúde nos EUA • Sífilis no Brasil • E MAIS: aborto legal; zika; radioterapia no SUS; negacionismo europeu • As entidades Anistia Internacional e Healthcare Workers Watch denunciam que&#160;95 trabalhadores da saúde palestinos ainda estão presos em Israel, mesmo após [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por Gabriela Leite e Guilherme Arruda</p>



<p class="wp-block-paragraph">Israel ainda detém profissionais de saúde palestinos • Gastos com saúde nos EUA • Sífilis no Brasil • E MAIS: aborto legal; zika; radioterapia no SUS; negacionismo europeu •</p>



<p class="wp-block-paragraph">As entidades Anistia Internacional e Healthcare Workers Watch denunciam que&nbsp;<a href="https://www.aljazeera.com/news/2025/10/22/who-are-the-95-palestinian-healthcare-workers-held-captive-by-israel">95 trabalhadores da saúde palestinos ainda estão presos em Israel</a>, mesmo após a troca de prisioneiros que acompanhou o cessar-fogo. O mais notório deles é Hussam Abu Safia, diretor do hospital Kamal Adwan no norte da Faixa de Gaza, cuja detenção sem direito a julgamento foi estendida por mais seis meses por um tribunal israelense nesta semana. Entre os demais, conta a&nbsp;<em>Al Jazeera</em>, estão 32 enfermeiras, 24 médicos, 2 farmacêuticos e mesmo um agente comunitário de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante os dois anos de genocídio em Gaza, os profissionais de saúde foram alvo prioritário das tropas sionistas. Além de destruir total ou parcialmente 94% dos hospitais do enclave, Israel matou 1.722 trabalhadores da área, segundo o Ministério da Saúde palestino. Cinco deles morreram sob detenção israelense, o que levanta suspeitas de assassinatos sumários no cárcere – para além das denúncias constantes de tortura, fome e péssimas condições sanitárias.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Saúde privada aperta famílias dos EUA</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Não só no Brasil a saúde privada consome uma parte cada vez maior do orçamento das famílias. O&nbsp;<a href="https://www.statnews.com/2025/10/22/health-insurance-premiums-up-6-percent-kff-reports/">custo de um plano de saúde nos EUA cresceu 6%</a>&nbsp;em um ano, noticia o&nbsp;<em>Stat</em>. Segundo a pesquisa anual da organização KFF, o valor médio anual de um plano familiar agora é de 27 mil dólares, ou 145 mil reais brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda de acordo com o estudo, a inflação nos Estados Unidos foi de 2,7% e os salários cresceram 4% no mesmo período – significativamente menores que o reajuste da saúde privada. As empresas justificam a mudança a partir do aumento de seus gastos com o tratamento de doenças crônicas e a compra de medicamentos. Em 2026, a expectativa é que o reajuste seja de 9%, pressionando ainda mais o bolso da população norte-americana. Até por isso, alerta o&nbsp;<em>Public Health Watch</em>, está crescendo o número de&nbsp;<a href="https://publichealthwatch.org/2025/10/14/uninsured-children-health-medicaid-texas/">crianças sem cobertura de saúde</a>&nbsp;nos EUA, onde não há sistema público de saúde.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Sífilis segue em alta no Brasil</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">No último dia 17, a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde publicou o&nbsp;<a href="https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/boletins-epidemiologicos/2025/boletim_sifilis_2025.pdf/view">Boletim Epidemiológico – Sífilis 2025</a>, trazendo os dados mais recentes sobre sífilis adquirida, sífilis em gestante, parturiente ou puérpera e sífilis congênita no Brasil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números apontam uma “redução no número de casos de sífilis congênita”, que passaram de 1.517 em 2023 para 576 em 2024. No entanto, também houve um “aumento nas taxas de detecção de sífilis adquirida e de sífilis em gestante, parturiente ou puérpera”. Em um sentido geral, a “taxa de detecção da doença mostrou uma tendência de crescimento ao longo de quase toda a série histórica”, e segue crescendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, o governo&nbsp;<a href="https://outraspalavras.net/outrasaude/uma-ofensiva-contra-doencas-com-causas-estruturais/">criou o Programa Brasil Saudável</a>, com o objetivo de enfrentar as doenças determinadas socialmente, como a sífilis. Além de gráficos e tabelas detalhados sobre a situação da doença no Brasil, o boletim também conta, em sua introdução, com uma breve apresentação das mais recentes ações do poder público para enfrentá-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Questões do aborto legal</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Stealthing” é o nome dado ao ato de retirada da camisinha no meio do ato sexual sem consentimento. É crime previsto no Código Penal desde 2009. Em São Paulo, a Justiça havia decidido que a vítima que engravidasse poderia ter garantido seu direito ao aborto legal – como acontece em casos de estupro. Mas a PGE de SP derrubou a liminar.&nbsp;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2025/10/justica-suspende-liminar-que-autorizava-aborto-em-casos-de-retirada-de-camisinha-sem-consentimento.shtml">Entenda</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>10 anos de zika</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Há dez anos o Brasil registrava os primeiros casos de zika, que acarretou em uma geração de bebês com microcefalia, em especial na Bahia, Pernambuco e Paraíba. Embora o país tenha avançado em pesquisas científicas, aquelas crianças continuam desprotegidas e avalia-se que continuamos despreparados para novos surtos.&nbsp;<a href="https://www.nexojornal.com.br/podcast/2025/10/08/zika-virus-surto-2015-10-anos-microcefalia">Ouça podcast sobre o tema</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Auxílio para acessar radioterapia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos grandes problemas de acessar a atenção especializada no Brasil é a distância dos serviços de saúde a grande parte da população que vive em cidades menores. O Ministério da Saúde tenta minimizar esse entrave, e vai custear transporte, alimentação e hospedagem de pacientes que se deslocam para fazer radioterapia.&nbsp;<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/outubro/ministerio-da-saude-cria-auxilio-de-transporte-para-garantir-acesso-de-pacientes-a-radioterapia">Saiba os valores</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Europa “saudável de novo”?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na semana passada, foi lançado no Parlamento Europeu o “Make Europe Healthy Again” (MEHA) no Parlamento Europeu, em uma aliança entre a extrema-direita e movimentos antivacina – com apoio de aliados do secretário da Saúde estadunidense, o negacionista-mor Robert F Kennedy Jr.&nbsp;<a href="https://healthpolicy-watch.news/make-europe-healthy-again/">Veja do que se trata</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra saúde / créditos: Médicos Sem Fronteiras</p>



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</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/95-profissionais-de-saude-da-palestina-seguem-nas-prisoes-de-israel/">95 profissionais de saúde da Palestina seguem nas prisões de Israel</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>&#8220;Tanto Israel quanto a Palestina têm o direito de existir&#8221;, diz Lula</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2025 01:49:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segunda, 22 de setembro de 2025 Presidente diz que direito de defesa não autoriza matança de civis O&#160;presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu nesta segunda-feira (22) a implementação da solução de dois Estados para a pacificação do Oriente Médio: o Estado da Palestina e o Estado de Israel. Lula participou, nos Estados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Segunda, 22 de setembro de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">Presidente diz que direito de defesa não autoriza matança de civis</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<strong>presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu nesta segunda-feira (22) a implementação da solução de dois Estados para a pacificação do Oriente Médio: o Estado da Palestina e o Estado de Israel.</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1659819&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1659819&amp;o=node"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula participou, nos Estados Unidos, da segunda sessão da Conferência Internacional de Alto Nível para a Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“O que está acontecendo em Gaza não é só o extermínio do povo palestino, mas uma tentativa de aniquilamento de seu sonho de nação. Tanto Israel quanto a Palestina têm o direito de existir”, disse o presidente Lula na conferência.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A reunião, convocada por França e Arábia Saudita, ocorreu em Nova York, e antecede a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o governo brasileiro, a paz, segurança e a estabilidade no Oriente Médio passa pela implementação de um Estado da Palestina, independente e viável, coexistindo lado a lado como Estado de Israel, dentro das fronteiras de 1967, incluindo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, com Jerusalém Oriental como capital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em discurso, Lula frisou ainda que a questão da Palestina surgiu há 78 anos, quando a Assembleia Geral da ONU adotou o Plano de Partilha, originando a perspectiva de dois Estados. No entanto, apenas um se materializou, o de Israel.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“O conflito entre Israel e Palestina é símbolo maior dos obstáculos enfrentados pelo multilateralismo. Ele mostra como a tirania do veto sabota a própria razão de ser da ONU, de evitar que atrocidades como as que motivaram sua fundação se repitam”, afirmou.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente brasileiro afirmou que o país apoia a criação de um órgão inspirado no Comitê Especial contra o Apartheid, que teve papel fundamental no fim do regime de segregação racial na África do Sul. “Assegurar o direito de autodeterminação da Palestina é um ato de justiça e um passo essencial para restituir a força do multilateralismo e recobrar nosso sentido coletivo de humanidade”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula destacou ainda que o Brasil condenou enfaticamente os atos cometidos pelo Hamas. O presidente brasileiro ressalvou, porém, que o direito de defesa não autoriza a matança indiscriminada de civis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nada justifica tirar a vida ou mutilar mais de 50 mil crianças, destruir 90% dos lares palestinos e usar a fome como arma de guerra, nem alvejar pessoas famintas em busca de ajuda”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agencia Brasil / © Ricardo Stuckert/PR</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="OS DIREITOS DO SERVIDOR PUBLICO" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/JmS3y4WgfPc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Líderes do G7 mudam tom sobre Palestina por medo de ficarem manchados na história, dizem analistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2025 01:05:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Palestina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Davi Carlos Acácio &#8211; Terça, 5 de agosto de 2025 Na última semana, a Organização das Nações Unidas (ONU) acolheu uma conferência de alto nível para tratar de uma solução pacífica para a questão palestina, incluindo a de dois Estados. Para analistas, a reunião foi um preâmbulo do que deve ser pautado na Assembleia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por Davi Carlos Acácio &#8211; Terça, 5 de agosto de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na última semana, a Organização das Nações Unidas (ONU) acolheu uma conferência de alto nível para tratar de uma solução pacífica para a questão palestina, incluindo a de dois Estados. Para analistas, a reunião foi um preâmbulo do que deve ser pautado na Assembleia Geral da ONU, em setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro da semana passada, aberto pelo secretário-geral, António Guterres, chamou a atenção para o efeito catalisador que o evento teria no progresso irreversível pelo fim da ocupação na Faixa de Gaza e defendeu a solução de dois Estados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Às margens do encontro,&nbsp;<strong>Emmanuel Macron</strong>, presidente da França;&nbsp;<strong>Mark Carney</strong>, primeiro-ministro do Canadá; e&nbsp;<strong>Keir Starmer</strong>, premiê do Reino Unido, anunciaram a intenção de reconhecer o Estado da Palestina na próxima Assembleia Geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A onda de crescimento entre os países que manifestaram que reconhecerão a Palestina é&nbsp;<strong>protocolar</strong>, diante de toda&nbsp;<a href="https://noticiabrasil.net.br/20250620/israel-mata-ao-menos-80-palestinos-em-ataques-em-gaza-entre-elas-pessoas-que-procuravam-ajuda-diz-40608980.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a tragédia que está acontecendo em Gaza</a>, afirma&nbsp;<strong>James Onnig</strong>, analista internacional e professor de geopolítica do Laboratório de Pesquisa em Relações Internacionais das Faculdades de Campinas (Facamp).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<a href="https://noticiabrasil.net.br/20240703/esta-escrito-como-as-escrituras-influenciam-no-conflito-em-gaza-35414028.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">conflito entre Israel e Palestina</a>, entretanto, não é algo novo na pauta da ONU.&nbsp;<strong>&#8220;Estamos assistindo uma reedição dos Acordos de Oslo&#8221;</strong>, compara o analista, em relação ao período, na década de 1990, no qual uma série de acordos de paz foram assinados por Israel e pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A grande diferença para o contexto atual, para o professor,&nbsp;<a href="https://noticiabrasil.net.br/20250802/41953084.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">é a situação do Hamas</a>. Segundo ele, a solução de dois Estados deve ser levada à frente pela ONU e pelos Estados nacionais. A saída, no entanto, será acompanhada de uma&nbsp;<strong>&#8220;intensa criminalização e perseguição do Hamas&#8221;</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A posição de países do G7 sobre a Palestina deve &#8220;promover maior adesão dos Estados-membros da ONU para a defesa da causa […]&#8221;, declara&nbsp;<strong>Débora Bedim Loures</strong>, doutoranda do programa de pós-graduação em ciências militares da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o número oficial seja impreciso — devido a ambiguidades e informalizações —,&nbsp;<strong>mais de 140 Estados-membros da ONU reconhecem a Palestina como Estado</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a analista, o encontro da semana passada pode ser lido como &#8220;uma tentativa de impulsionar o tema na agenda internacional novamente, especialmente pela gravidade dos acontecimentos que estão sendo divulgados em Gaza&#8221;, e como um preâmbulo da Assembleia Geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação à assembleia, a expectativa, conforme Loures, é que haja críticas incisivas a Israel e que se chegue a um posicionamento enfático, desde ações concretas, como acordos de cessar-fogo e abertura de corredores humanitários, a resoluções que pressionem o Conselho de Segurança a aceitar a solução de dois Estados, apesar do poder de veto dos Estados Unidos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="42039854-1">Desgaste nas relações com os EUA</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Historicamente, países do G7 têm um posicionamento comum sobre acontecimentos do sistema internacional. O contexto do conflito palestino, contudo, mostra diferenças na postura das nações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os EUA,&nbsp;<a href="https://noticiabrasil.net.br/20250730/trump-critica-fome-em-gaza-e-contraria-netanyahu-ampliando-tensao-entre-os-dois-aliados-41837038.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">apesar de criticar algumas políticas de Israel</a>, mantêm uma aliança estratégica com Tel Aviv e faz uma blindagem &#8220;de ações concretas, principalmente no âmbito do Conselho de Segurança&#8221;, afirma Loures.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esse posicionamento gera fricções nas relações com os países europeus e evidencia a falta de consenso sobre a solução dos conflitos no Oriente Médio&#8221;, acrescenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://noticiabrasil.net.br/20250805/lideres-do-g7-mudam-tom-sobre-palestina-por-medo-de-ficarem-manchado-na-historia-42039854.html#"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo James Onnig, a divisão entre EUA e Europa no que diz respeito à questão palestina mostra que esse é mais um problema para o presidente Donald Trump nas relações com os europeus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A Europa está se beneficiando geopoliticamente de assumir essa postura de proteção à Palestina, apesar de tardia e muito covarde, para também&nbsp;<strong>utilizar essa situação como uma resposta às pressões de Trump</strong>&#8220;, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://noticiabrasil.net.br/20250805/lideres-do-g7-mudam-tom-sobre-palestina-por-medo-de-ficarem-manchado-na-historia-42039854.html#"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, o analista aponta que alguns líderes, como Macron e Starmer, começam a demonstrar preocupações. &#8220;O assassinato de pessoas&nbsp;<a href="https://noticiabrasil.net.br/20250723/nao-so-por-bombas-fome-esta-matando-pessoas-em-gaza-diz-autoridade-de-saude-local-41597815.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">na fila da comida</a>&nbsp;pegou muito mal na Europa, atingiu a opinião pública de uma forma muito diferenciada do que estava acontecendo até agora&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A normalização de mais uma cena brutal em Gaza&nbsp;<strong>gerou nas lideranças a preocupação de serem puxadas &#8220;para um tipo de ralo da história do qual eles não conseguirão mais sair&#8221;</strong>, articula o especialista.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="42039854-2">Revés para Netanyahu?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os analistas&nbsp;<strong>ouvidos pela Sputnik Brasil</strong>, apesar das declarações das lideranças do G7, o primeiro-ministro israelense,&nbsp;<strong>Benjamin Netanyahu</strong>, goza de apoio interno e também de seu principal aliado, os EUA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o político sofra com duras críticas por suas ações na Faixa de Gaza, um &#8220;revés sobre ele dependerá da coordenação dos países, com medidas concretas&#8221;, afirma Loures.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, as&nbsp;<a href="https://noticiabrasil.net.br/20250612/sionismo-ataca-como-estado-e-se-defende-como-religiao-analista-elucida-pontos-sobre-israel-e-gaza-40252319.html">barbáries cometidas por Tel Aviv</a>&nbsp;podem gerar mais isolamento político e desgaste a Israel, mas o premiê ainda conta com &#8220;apoio relevante de alguns países e dentro do Estado que lhe dão margem de manobra para continuar suas políticas&#8221;, completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Além de toda a denúncia em torno do genocídio, do qual Netanyahu é o principal artífice, a gente não pode esquecer que também tem os Estados Unidos nessa história toda, e o Trump, efetivamente, tem interesses ao proteger Netanyahu&#8221;, acrescenta Onnig.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="42039854-3">Riviera americana em Gaza é varrida para baixo do tapete</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No começo do ano, Trump propôs retirar a população palestina da Faixa de Gaza e, no território, desenvolver um projeto imobiliário e turístico descrito por ele como uma<strong>&nbsp;&#8220;Riviera no Oriente Médio&#8221;</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia foi altamente contestada, sendo alvo de críticas, inclusive do assessor da presidência brasileira para assuntos internacionais,&nbsp;<strong>Celso Amorim</strong>, que prontamente enfatizou que&nbsp;<strong>&#8220;Gaza é dos palestinos&#8221;</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Meses após a declaração, com&nbsp;<a href="https://noticiabrasil.net.br/20250804/netanyahu-prepara-nova-ofensiva-e-israel-diz-que-alcancara-objetivos-de-guerra-em-gaza-sem-excecao-42007414.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">85% da estrutura civil do enclave destruída</a>&nbsp;por ataques israelenses e reportagens da mídia ocidental relatando fome e mortes, sobretudo de crianças, os analistas atestam que a ideia de Trump, já condenada anteriormente, não tem margem para avançar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A solução trazida por Trump já era vista como algo irrealista. […] com os novos contornos da guerra em Gaza, essa solução perde ainda mais credibilidade, principalmente pelo olhar diplomático&#8221;, explica Loures.<a href="https://noticiabrasil.net.br/20250805/lideres-do-g7-mudam-tom-sobre-palestina-por-medo-de-ficarem-manchado-na-historia-42039854.html#"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Onnig também acredita que o assunto&nbsp;<strong>já está fora de órbita</strong>, mas ressalta a instabilidade das declarações do presidente americano:&nbsp;<strong>&#8220;A gente sabe que isso pode, infelizmente, ainda voltar&#8221;</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Sputniknews / © AP Photo / Thomas Krych</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="NOVA DIRETORIA E INÍCIO DO TORNEIO DE FUTSAL" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/o9Mn3BntXDo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/lideres-do-g7-mudam-tom-sobre-palestina-por-medo-de-ficarem-manchados-na-historia-dizem-analistas/">Líderes do G7 mudam tom sobre Palestina por medo de ficarem manchados na história, dizem analistas</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Médicos Sem Fronteiras acusam UE de hipocrisia e inação em relação à situação em Gaza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 16:11:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Armas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segunda, 16 de junho de 2025 A organização internacional Médicos Sem Fronteiras afirmou nesta segunda-feira (16) que a hipocrisia e a inação da União Europeia (UE) levaram à continuação do assassinato em massa de palestinos na Faixa de Gaza. &#8220;A hipocrisia e a inação da União Europeia e de seus Estados-membros permitiram que Israel continuasse [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Segunda, 16 de junho de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">A organização internacional Médicos Sem Fronteiras afirmou nesta segunda-feira (16) que a hipocrisia e a inação da União Europeia (UE) levaram à continuação do assassinato em massa de palestinos na Faixa de Gaza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A hipocrisia e a inação da União Europeia e de seus Estados-membros permitiram que Israel continuasse livremente o massacre de palestinos em Gaza com total impunidade&#8221;, afirmou a organização em um comunicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://noticiabrasil.net.br/20250616/medicos-sem-fronteiras-acusam-ue-de-hipocrisia-e-inacao-em-relacao-a-situacao-em-gaza-40443493.html#"></a>Na opinião da organização, as <a href="https://noticiabrasil.net.br/20250316/assessor-de-erdogan-ue-nao-tem-direito-de-dar-licoes-de-democracia-a-ninguem-38849611.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">autoridades dos Estados-membros</a> da UE têm &#8220;<strong>meios políticos, econômicos e diplomáticos para exercer pressão real sobre Israel</strong>&#8221; e forçá-lo a interromper o ataque e abrir as passagens de fronteira do enclave à ajuda humanitária sem impedimentos, mas Bruxelas continua ignorando esses meios. Além disso, alguns Estados-membros da UE continuam <a href="https://noticiabrasil.net.br/20241016/borrell-seguranca-na-ue-estara-em-risco-se-israel-atacar-producao-nuclear-ou-petrolifera-do-ira-36946464.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fornecendo armas a Israel</a> &#8220;<strong>usadas para matar, mutilar e queimar pessoas</strong>&#8220;, o que evidencia sua hipocrisia, acrescentou o comunicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Israel retomou os ataques à Faixa de Gaza em 18 de março, citando a recusa do Hamas em aceitar o&nbsp;<a href="https://noticiabrasil.net.br/20241014/israel-forcas-da-onu-no-libano-sao-inuteis-ue-diz-que-acusacoes-antissemitas-sao-caluniosas-36912162.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">plano dos EUA</a>&nbsp;de libertar os reféns e estender o cessar-fogo, que expirou em 1º de março. De acordo com dados fornecidos pelo Ministério da Saúde de Gaza, desde 7 de outubro de 2023,&nbsp;<strong>mais de 55.000 palestinos morreram&nbsp;</strong>e mais de 128.000&nbsp;<a href="https://noticiabrasil.net.br/20241201/chefe-de-agencia-humanitaria-da-onu-suspende-entrega-de-ajuda-humanitaria-para-gaza-por-kerem-37562859.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ficaram feridos</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Sputniknews / © AP Photo / Bilal Hussein</p>



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<iframe title="ASSOCIAÇÃO DE MÃES E AMIGOS DE PESSOAS ATÍPICAS DE IPIRÁ" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/15eODlb2xYQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Diretor do Hospital Al-Shifa, em Gaza, é preso por forças israelenses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Nov 2023 12:17:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Israel aponta que o Hospital Al-Shifa é um dos centros do Hamas na Faixa de Gaza, inclusive com túneis passando pelo local Israel e autoridades palestinas confirmaram que o diretor do Hospital Al-Shifa foi preso pelas forças israelenses. Além de Mohammad Abu Salmiya, vários outros profissionais médicos se encontram detidos. As Forças de Defesa de Israel (FDI) e o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Israel aponta que o Hospital Al-Shifa é um dos centros do Hamas na Faixa de Gaza, inclusive com túneis passando pelo local</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Israel e autoridades palestinas confirmaram que o diretor do Hospital Al-Shifa foi preso pelas forças israelenses. Além de Mohammad Abu Salmiya, vários outros profissionais médicos se encontram detidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As Forças de Defesa de Israel (FDI) e o serviço de inteligência do país acreditam que o maior hospital de Gaza é usado também como centro de comando do Hamas e até dos órgãos administrativos do território. Por isso, os israelenses fizeram uma grande operação por lá, no início do mês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação, aliás, foi bastante criticada por governos e órgãos internacionais. Israel, no entanto, afirmou ter encontrado armas e reféns. No entanto, não está claro se a equipe médica ajudou diretamente os terroristas do Hamas dentro do complexo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há quase 10 anos, autoridades israelenses apontam o uso do hospital para outros fins. Dizem, por exemplo, que os principais responsáveis do Hamas passaram o conflito de 2014 em Gaza escondidos em túneis sob o local. Desde então, o complexo foi transformado numa enorme instalação militar subterrânea.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="90" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/19.jpg" alt="" class="wp-image-86870" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/19.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/19-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Imagens do Hamas dentro do hospital</h4>



<p class="wp-block-paragraph">As FDI, inclusive, publicaram imagens mostrando quartos e túneis encontrados sob o local, bem como armas encontradas nas instalações. Imagens de câmeras de vigilância recuperadas também apontaram pelo menos dois reféns sendo levados para lá no dia 7 de outubro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naquele dia, o grupo extremista promoveu uma ação que deixou mais de 1.400 mortos, entre civis e militares, em território israelense. E ainda fizeram mais de 240 reféns, que nos últimos dias fizeram parte do acordo de trégua entre os dois lados envolvidos na guerra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Daniel Hagari, porta-voz das IDF, também apontou que a militar Noa Marciano, feita refém em 7 de outubro, foi morta dentro do Al-Shifa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4f2.png" alt="📲" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> <strong><a href="https://whatsapp.com/channel/0029Va7POUB9sBI88RkOb31T">Clique aqui e participe do Canal do Ipirá City no WhatsApp</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>Metrópoles</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Procedimentos da OdontoCompany e Promoção Black Friday" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/ubY3FhiOrFw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/diretor-do-hospital-al-shifa-em-gaza-e-preso-por-forcas-israelenses/">Diretor do Hospital Al-Shifa, em Gaza, é preso por forças israelenses</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Palestina, meu amor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Oct 2023 00:55:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Gaza, Israel monta seu Auschwitz. Washington e Paris são cúmplices. A mídia esconde o contexto do conflito, para pintar as vítimas como “terroristas”. Mas a desumanização não passará, enquanto David (hoje palestino) resistir a Golias por Berenice Bento &#8211; Sábado, 14 de outubro de 2023 A imprensa repete: “Nada justifica matar civis!” para se referir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Em Gaza, Israel monta seu Auschwitz. Washington e Paris são cúmplices. A mídia esconde o contexto do conflito, para pintar as vítimas como “terroristas”. Mas a desumanização não passará, enquanto David (hoje palestino) resistir a Golias</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">por <a href="https://outraspalavras.net/author/berenice-bento/">Berenice Bento</a> &#8211; Sábado, 14 de outubro de 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph">A imprensa repete: “Nada justifica matar civis!” para se referir aos ataques do Hamas nos últimos dias. Eu concordo. Mas por que Israel nunca foi condenado e exposto a um massacre midiático por seus crimes contra os civis palestinos? A cobertura sionista tem uma estrutura que se repete: corte cirúrgico para os fatos dos últimos dias. Negam-se a fazer qualquer reflexão, qualquer enquadramento mais amplo. O objetivo é claro: isolar os atos de um contexto anterior que o determina. E ao fazê-lo, o caminho está aberto para a patologização e a criminalização dos palestinos. Ou seja, mediante a absolutização do caso, se preserva a estrutura política, no caso, o colonialismo israelense.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, não há como escapar de alguns dados: 70% da população dos dois milhões e trezentos mil habitantes de Gaza, a maior prisão do mundo, é formado por refugiados. O que isso significa? O Estado de Israel as obrigou a deixar suas casas, as expulsou e as entregou para colonos sionistas. Vamos tentar ligar as pontas, tentar contar uma história. Só existem milhões de palestinos refugiados porque há uma política continuada de colonização e genocídio por parte do Estado de Israel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O drama do povo palestino não começou há uma semana. São 75 anos de perambulação. A ONU já determinou o direito dos palestinos que tiveram suas casas roubadas por Israel, em 1948, a voltarem para suas casas. Essa e tantas outras Resoluções da ONU são letras mortas para um Estado que trata o povo palestino como barata, como lixo. Matar civis configura-se com ato terrorista, foi isso que aprendemos ao longo dessa semana. Se Israel tem matado civis palestinos há 75 anos, não nos resta outra alternativa que uma conclusão lógica: Israel é um Estado terrorista. Agora mesmo está cometendo um crime de guerra, nos termos das leis internacionais, ao punir coletivamente a população de Gaza. Para o Estado de Israel, no entanto, “palestinos” e “civis” são termos que não se encontram, são como água e azeite. Os israelenses são civis, têm vidas que merecem viver, os palestinos… bem, como disse Ayelet Shaked, ex-ministra da Justiça israelense, são “pequenas cobras”, para se referir às crianças palestinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não tenho dúvida: se alguém viver um dia, apenas um dia, como um palestino, seja em Gaza ou na Cisjordânia, se colocará a mesma questão que me perseguiu naquele inverno de 2017: como esse povo suporta? Eram 5 da manhã e a fila para atravessar o controle militar israelense era enorme. São quase 800 quilômetros de muro de concreto, com 8 metros de altura. Trabalhadores/as que se amontavam em currais de metais para serem submetidos/as a mais um ritual de humilhação; do outro lado, o escárnio nos rostos dos/as soldados/as. Um senhor, diante da minha perplexidade e do meu choro, me fez um pedido: “Conte ao mundo o que você está vendo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É impossível entender a erupção da fúria dos palestinos no último final de semana sem contextualizá-la em marcos mais amplos. Nas revoltas das pessoas escravizadas aqui no Brasil, era comum o assassinato do senhor, da família e do feitor. Os jornais dos senhores escravocratas da época, antecipando o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, afirmavam: “Estamos lutando contra animais e agindo de acordo”. Na mesma entrevista em que fez o diagnóstico da “não-humanidade” do povo palestino, o ministro Gallant determinou o “cerco total” à Faixa de Gaza: punição coletiva. O único direito que o oprimido tem é não ter direito. Mas a fúria chega. Será que os dominadores não aprenderam nada com seus crimes e fracassos? O mantra sionista de que a palestina era uma terra sem povo, transformou-se em estratégia política. Assim tem sido desde 1948: expulsar, matar, torturar, apropriar-se das vidas e dos bens palestinos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As condições objetivas para produção da fúria foram sendo gestadas diariamente por Israel. E, como uma barragem que está cheia de rachaduras no interior, mas que não aparece na dimensão externa, rompeu. Com ela, vemos emergirem todos os senhores e senhoras escravocratas. Apenas o/a senhor/a tem direito de vida. E os animais-palestinos? Morte total. O processo de desumanização do povo palestino repete a mesma estrutura responsável pela manutenção de seres humanos na escravidão: não são pessoas, são animais, são terroristas. E aqui está o motivo pelo qual a imprensa não fala, não televisiona, não entrevista as mães que perdem seus filhos, suas crianças, para o terror israelense: não são seres humanos. Não tenho dúvidas de que se fosse possível para as mães brasileiras (principalmente aquelas que perdem seus filhos executados pelo terror do Estado brasileiro), olharem nos olhos das mães palestinas, elas diriam “eu também sou palestina”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não entenderam nada do sentido da fúria do/a oprimido/a? Quantas intifadas serão necessárias para que o mundo ocidental e Israel entendam que o povo palestino não irá desistir, que o pulso ainda pulsa? Quando um palestino diz: “eu não aguento mais”, não é voz uma isolada. São gerações que falam, são ecos que chegam ao presente, é o passado tornando-se “agora”. Então, não nos peçam o impossível. Nós, apoiadores da luta palestina pelo direito ao retorno dos/as refugiados/as às suas terras e à autodeterminação, seguiremos contando a história da mais longa ocupação militar da história moderna, seguiremos fazendo o passado falar no presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Me recuso a discutir o Hamas sem enquadramentos históricos mais amplos. Me recuso a fazer um recorte histórico que aponta Netaniyahu como o princípio do mal absoluto. A solução parece simples: bastaria eleger um israelense de esquerda e a situação do povo palestino seria resolvido. O atual governo não é antítese dos anteriores. Ele não existiria sem a Plano Dalet, sem Levi Eshkol Shkolnik, sem Golda Meir. Os assentamentos ilegais não foram uma invenção de Benjamin “Bibi” Netanyahu. Nada nele é original. Tudo é cópia e continuidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ilan Pappé, um historiador israelense, concluiu: “depois do início da Operação ‘Chumbo Fundido’, em 2009, optei por chamar à política israelita ‘genocídio gradual’”. O respeitado jornalista israelense Gideon Levy, do&nbsp;<em>Haaretz</em>, afirmou em 8 de outubro de 2023: “Pensávamos que tínhamos permissão para fazer qualquer coisa, que nunca pagaríamos um preço, tampouco seríamos castigados. Prendemos, matamos, maltratamos, roubamos, protegemos colonos massacradores, disparamos em pessoas inocentes, lhes arrancamos os olhos e destruímos seus rostos, os deportamos, confiscamos suas casas, terras, saqueamos, os sequestramos em suas camas e praticamos uma limpeza étnica…”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fúria desses últimos dias foi alimentada com os banhos de sangue dos massacres de Tantura, de Deir Yassim, Dawayima, de Sabra e Chatila, pelos gritos dos 800 mil palestinos expulsos de suas casas. Teve a presença das almas dos que perderam suas vidas nos 31 massacres que acontecem em 1948, dos moradores das 511 aldeias destruídas para construir casas para os colonos sionistas. A fúria tem o sangue que jorrou da cabeça da jornalista Shireen Abu Akleh, da morte dos 230 palestinos civis esse ano, da morte de 2.410 civis em 2014 em Gaza. O mundo ocidental já perdoou Israel. Mas os crimes contra civis não são imperdoáveis? A fúria, ao contrário, do que os sionistas querem, não é algo desumano. É o não-inteligível na gramática do colonialismo. Fúria é aquilo que senti naquele <em>checkpoint</em> em Qalandia e que tive uma vontade imensa de, aos berros, com pulso para o alto, clamar por “<em>Free Palestina</em>!”. Afinal, não gritei, fiquei com medo. Mas, sigo contando o que vi. Eu vi o terror diante dos meus olhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outras Palavras</p>



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<iframe title="Sintese   Conflito Árabe Israelense" width="640" height="480" src="https://www.youtube.com/embed/mTV69_-ANOE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Conflitos entre Israel e Palestina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Oct 2023 21:15:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Publicado por Daniel Neves Silva &#8211; Quinta, 12 de outubro de 2023 Conflitos entre Israel e Palestina se estendem desde a década de 1940. Foram motivados pela disputa territorial travada pelo controle da Palestina. Os conflitos entre Israel e Palestina são travados desde a década de 1940 e remontam ao surgimento do movimento sionista, que defendia a fundação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Publicado por <strong>Daniel Neves Silva</strong> &#8211; Quinta, 12 de outubro de 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conflitos entre Israel e Palestina se estendem desde a década de 1940. Foram motivados pela disputa territorial travada pelo controle da Palestina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os <strong>conflitos entre Israel e Palestina</strong> são travados desde a década de 1940 e remontam ao surgimento do movimento sionista, que defendia a fundação de um Estado judeu na Palestina. Ao longo do século XX, uma série de conflitos, como a <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/guerra-dos-seis-dias.htm">Guerra dos Seis Dias</a>, foram travados. Atualmente os palestinos são obrigados a viver em condições bastante ruins.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Movimento sionista</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos conflitos que mais geram tensões e preocupações em todo o mundo<strong>&nbsp;</strong>é o que envolve&nbsp;<strong>judeus e muçulmanos no território de enclave entre Israel e Palestina</strong>. Ambos os lados reivindicam o seu próprio&nbsp;<strong>espaço de soberania</strong>, embora atualmente esse direito seja&nbsp;<strong>exercido plenamente apenas pelos israelenses</strong>. Com isso, guerras são travadas, grupos considerados terroristas erguem-se, vidas são perdidas, e uma paz duradoura encontra-se cada vez mais distante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A área de disputa entre os dois lados em questão localiza-se no&nbsp;<strong>Oriente</strong>&nbsp;<strong>Médio</strong>, mais precisamente, na Palestina, tendo como foco a&nbsp;<strong>cidade de&nbsp;<a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/historia-jerusalem.htm">Jerusalém</a></strong>, um ponto de forte potencial turístico religioso e que é considerado um lugar sagrado para as três grandes religiões monoteístas do planeta: o cristianismo, o&nbsp;<a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/islamismo.htm">islamismo</a>&nbsp;e o judaísmo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode-se dizer que tudo começou com o&nbsp;<strong>surgimento</strong><strong>&nbsp;do movimento sionista</strong>, no final do século XIX. Nesse período, uma grande quantidade de judeus começou a migrar, em massa, em direção aos territórios da Palestina, então habitados por cerca de 500 mil árabes. Essa região era reivindicada pelos judeus por ter sido deles até a sua expulsão pelo&nbsp;<a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/imperio-romano.htm">Império Romano</a>, no século III d.C., dando início à&nbsp;<strong>diáspora&nbsp;</strong><strong>judaica</strong>, a dispersão de judeus pelo mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O movimento sionista se consolidou por meio do jornalista húngaro <strong>Theodor</strong> <strong>Herzl</strong>. Ele defendia o direito dos judeus de retornarem a Palestina e lá formarem um Estado nacional judeu. Esse movimento surgiu como resposta da comunidade judia na Europa ao crescente <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/antisemitismo.htm">antissemitismo</a> naquele continente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Surgimento de Israel</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Acontece que o crescente número de judeus na Palestina começou a criar um forte atrito com a comunidade árabe, estabelecida na Palestina havia séculos. Nesse momento, organizações sionistas já financiavam a migração de milhares de judeus para a Palestina, contribuindo para o desenvolvimento de&nbsp;<strong>movimentos nacionalistas palestinos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um desses movimentos foi liderado por <strong>Hajj Amin al-Husseini</strong>, que defendia o fim da presença britânica e era contrário à crescente presença judaica na região. Al-Husseini, inclusive, chegou a liderar uma revolta de palestinos em 1936, uma evidência de que o clima era tenso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/holocausto.htm"><strong>genocídio sofrido pelos judeus</strong></a>&nbsp;na Europa, durante a&nbsp;<a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/segunda-guerra-mundial.htm">Segunda Guerra Mundial</a>, chocou o mundo e estabeleceu as condições políticas para que um Estado judeu pudesse ser criado na Palestina. Os ingleses, que eram a autoridade colonial da região, abriram mão de seu domínio e entregaram a disputa de palestinos e judeus para a&nbsp;<a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/segunda-guerra-mundial.htm">Organização das Nações Unidas</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão tomada pela ONU foi a de&nbsp;<strong>dividir a Palestina entre judeus e árabes</strong>. Dessa forma, aproximadamente metade do território seria ocupada por um desses povos, e Jerusalém, a capital, ficaria sob administração internacional. A ONU estabeleceu o seguinte<strong>|1|</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Israel</strong>&nbsp;seria formado por&nbsp;<strong>53,5% das terras</strong>;</li>



<li><strong>Palestina</strong>&nbsp;seria formada por&nbsp;<strong>45,4% das terras</strong>;</li>



<li>O restante corresponderia a Jerusalém, sob controle internacional.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Havia nessa divisão uma grande contradição, pois os judeus, que correspondiam a 30% da população, ficariam com uma parcela maior do território. Os palestinos, por sua vez, correspondiam a 70% da população e ficariam com uma parcela menor. Além disso, as autoridades árabes alegaram que o seu território concentrava as terras menos férteis e que eles teriam acesso mais limitado à água potável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>proposta foi aceita pelos judeus, mas foi rejeitada pelos árabes</strong>. Mesmo assim, foi aprovada em Assembleia Geral da ONU no dia 29 de novembro de 1947. No ano seguinte, os britânicos se retiraram da Palestina, e, em 14 de maio de 1948, foi proclamada a fundação do Estado de Israel.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Guerras Árabe-Israelenses</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A fundação de Israel deu início aos conflitos entre árabes e israelenses na região. Ao longo do século XX, foram travadas: a Primeira Guerra Árabe-Israelense, a Guerra de Suez, a Guerra dos Seis Dias, e a Guerra de Yom Kippur.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Primeira Guerra Árabe-israelense</strong><strong></strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A fundação do Estado de Israel não foi bem-aceita pelas nações árabes, que deram início a um&nbsp;<strong>ataque</strong>&nbsp;<strong>contra</strong>&nbsp;<strong>os</strong>&nbsp;<strong>israelenses</strong>. As tropas árabes foram formadas por soldados do Egito, Síria, Líbano, Iraque e Transjordânia (atual Jordânia). A guerra foi&nbsp;<strong>desastrosa para os palestinos</strong>, uma vez que Israel possuía forças armadas organizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse conflito se estendeu de maio de 1948 a julho de 1949, quando o último acordo de paz foi assinado. A guerra fez com que&nbsp;<strong>Israel expandisse o seu território</strong>, e os 53% do território sob controle israelense passaram para 79%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os palestinos reconheceram esse conflito como&nbsp;<em><strong>nakba</strong></em>, palavra, em árabe, que significa “tragédia”. Isso porque, além de perderem território, cerca de&nbsp;<strong>700 mil palestinos foram expulsos de suas casas</strong>. Israel nunca permitiu que essas pessoas e seus descendentes retornassem as suas casas, mesmo com uma resolução da ONU indicando que isso acontecesse. Para saber mais sobre esse evento trágico, leia:&nbsp;<a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/primeira-guerra-arabe-israelense.htm">Primeira Guerra Árabe-Israelense</a>.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Demais conflitos</strong><strong></strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Na década de 1950, os israelenses se aproveitaram de uma crise do Egito com França e Reino Unido para invadirem a Faixa de Gaza e a Península do Sinai. A relação entre israelenses e palestinos seguiu tensa, o que resultou em movimentos de resistência palestinos contra a ocupação por Israel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1964, foi criada a&nbsp;<strong>Organização para a Libertação Palestina</strong>, a OLP, que buscava lutar pelos direitos perdidos dos palestinos na região com os acontecimentos então recentes. Os membros da OLP usavam da luta armada como caminho para resistir a Israel, e um de seus nomes mais conhecidos foi&nbsp;<strong>Yasser</strong>&nbsp;<strong>Arafat</strong>, líder da organização a partir de 1969. O principal grupo político da OLP é o Fatah, um grupo moderado que ainda existe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1967, foi inciada a&nbsp;<strong>Guerra dos Seis Dias</strong>&nbsp;após ataques de Israel contra a Síria. Em apenas seis dias, os israelenses tomaram a Faixa de Gaza, a Península do Sinai, as Colinas de Golã da Síria, Jerusalém Oriental e a Cisjordânia. Mesmo com a resolução posterior da ONU em que Israel deveria devolver tais territórios, eles continuaram sob seu domínio por um bom tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1973, teve início a&nbsp;<strong>Guerra do Yom Kippur</strong>, em que os países árabes derrotados na Guerra dos Seis Dias tentaram reaver os seus territórios. Todavia, Israel conseguiu uma nova vitória, pois contava com o apoio indireto dos Estados Unidos. Tais circunstâncias levaram os árabes a criarem a&nbsp;<a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/opep.htm">Organização dos Países Exportadores de Petróleo</a>&nbsp;(<strong>OPEP</strong>), um cartel entre os países petrolíferos da região que elevou o preço dessa importante matéria-prima. Por essa razão, o sistema capitalista entrou na maior crise depois de 1929, conhecida como Choque do Petróleo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1979, Israel decidiu pela devolução da Península de Sinai para o Egito, após a mediação dos Estados Unidos, no sentido de selar um acordo entre os dois países, os&nbsp;<strong>Acordos de Camp David</strong>. Com isso, os egípcios tornaram-se os primeiros árabes a reconhecerem oficialmente o Estado de Israel, gerando profunda revolta entre os demais países da região.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Primeira Intifada</strong><strong></strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">No ano de 1987, chegou ao auge a Primeira Intifada, uma revolta espontânea da população árabe palestina contra o Estado de Israel, quando o povo atacou com paus e pedras os tanques e armamentos de guerra judeus. A reação de Israel foi dura e gerou um dos maiores massacres do conflito, o que desencadeou uma profunda revolta da comunidade internacional em virtude do peso desproporcional do uso da força nas áreas da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mesmo ano, foi criado o&nbsp;<strong>Hamas</strong>,&nbsp;que, mais radical, visava à destruição completa do Estado de Israel, ao contrário da OLP, que objetivava apenas a criação da Palestina. O Hamas surgiu no interior da&nbsp;<strong>Irmandade</strong>&nbsp;<strong>Muçulmana</strong>&nbsp;e tornou-se um dos grupos de resistência mais influentes da Palestina. Atualmente, Israel considera-o como uma organização terrorista.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Acordos de Oslo</strong><strong></strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em meados da década de 1990, a situação aparentava caminhar para o seu fim, quando Yasser Arafat e o então primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, realizaram os Acordos de Oslo, mediados pelo presidente dos EUA, à época,&nbsp;<a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historia-america/a-era-clinton.htm">Bill Clinton</a>. Com isso, foi criada a&nbsp;<strong>Autoridade</strong>&nbsp;<strong>Nacional</strong>&nbsp;<strong>Palestina</strong>, responsável por todo o território da Palestina, envolvendo partes da Cisjordânia e a Faixa de Gaza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, em 1995, Yitzhak Rabin foi assassinado por um extremista judeu, e a extrema-direita ganhou força dentro de Israel. Dessa forma, os judeus não cederam mais para a desocupação das áreas onde ainda resistia a população palestina. Por isso, os termos de paz dos Acordos de Oslo resultaram em fracasso.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Conflitos recentes</strong><strong></strong></li>
</ul>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://static.mundoeducacao.uol.com.br/mundoeducacao/2021/05/muro-israel.jpg" alt="Muro separando Israel e Palestina."/><figcaption class="wp-element-caption">Desde o começo do século XXI, Israel começou a construir muros para separar os locais habitados por israelenses e palestinos.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No ano de 2000, teve início a&nbsp;<strong>Segunda</strong>&nbsp;<strong>Intifada</strong>, liderada pelo Hamas. Uma ofensiva palestina foi montada contra Israel, que novamente respondeu duramente, além de demolir casas de palestinos e iniciar a construção do Muro da Cisjordânia ou Muro de Israel, em 2002. Milhares de mortes aconteceram em ambos os lados da guerra, que se estendeu até 2004, com a morte do líder do Hamas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acordos de paz foram feitos, e, assim, teve início a desocupação por parte de Israel da Faixa de Gaza e de partes da Cisjordânia, ações que resultaram no recebimento do&nbsp;<a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/curiosidades/premio-nobel.htm">Prêmio Nobel</a>&nbsp;pelo primeiro-ministro israelense Ariel Sharon.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2006, a vitória do Hamas sobre o Fatah nas eleições da Autoridade Nacional Palestina elevou novamente a tensão na região, o que se intensificou com o não reconhecimento do pleito por parte dos&nbsp;<a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/estados-unidos.htm">EUA</a>,&nbsp;<a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/uniao-europeia.htm">União Europeia</a>&nbsp;e outros países ocidentais. Os atentados terroristas, sobretudo com carros-bombas, prosseguiram sobre Israel, que buscava várias tentativas de eliminar o Hamas, incluindo a adoção de embargos econômicos sobre Gaza, o que afetava também a população civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2008, um acordo de cessar-fogo foi realizado entre o Hamas e Israel por mediação do Egito. No entanto, seis meses depois, o acordo não foi renovado, pois os judeus recusaram-se a findar o bloqueio econômico então adotado. Assim, continuamente, a região é alvo de novos ataques e disputas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em&nbsp;<strong>2014</strong>, novas ofensivas aconteceram quando três jovens judeus foram assassinados em um ato atribuído ao Hamas, que negou a autoria. Com isso, um jovem palestino foi assassinado por um extremista judeu, rompendo com a frágil paz da região. Houve ataques dos dois lados, mas Israel, por ter melhores defesas e armamentos, também teve vantagens sobre a Palestina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de <strong>65 soldados israelenses foram mortos, enquanto mais de dois mil palestinos, combatentes e civis, foram assassinados no conflito</strong>. Por essa razão, muitos países, incluindo o Brasil, passaram a questionar a atuação de Israel na região.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Questão palestina</strong></h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://static.mundoeducacao.uol.com.br/mundoeducacao/2021/05/bombardeio-faixa-gaza.jpg" alt="Destruição na Faixa de Gaza depois de um bombardeio israelense.[1]"/><figcaption class="wp-element-caption">Destruição na Faixa de Gaza depois de um bombardeio israelense.[1]</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O conflito entre palestinos e israelenses, como percebemos, acontece por décadas e tem como questão central o domínio da Palestina. Entretanto, nos últimos anos, muitas críticas a Israel vêm ocorrendo pela forma como essa situação tem sido conduzida, sobretudo pela violência desproporcional utilizada contra as populações palestinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estado de Israel defende-se argumentando que sua ação se dá apenas como forma de garantir a segurança de sua própria população e combater ações terroristas, como as que são atribuídas ao Hamas, a organização que comanda a Palestina desde 2006 e que, como vimos, é vista como terrorista por Israel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, as&nbsp;<strong>ações desproporcionais que muitos&nbsp;</strong><strong>criticam</strong><strong>&nbsp;</strong><strong>não são apenas&nbsp;</strong><strong>militares</strong>, as quais, em sua maioria, resultam na morte de civis inocentes sem ligação alguma com grupos como Fatah e Hamas. Muitos, ainda, apontam que existe na região um&nbsp;<strong>regime</strong>&nbsp;<strong>segregacionista</strong>&nbsp;parecido com o&nbsp;<a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/aparthei-d.htm">apartheid</a>, que existiu na&nbsp;<a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/africa-sul.htm">África do Sul</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O jornalista Mohammed Omer aponta as dificuldades na vida da população palestina na Faixa de Gaza.<strong>|2|</strong>&nbsp;Ele afirma que os palestinos frequentemente têm seu suprimento de gás, água potável e energia elétrica cortado. Ele também menciona a dificuldade que os palestinos na região têm de obter alimentos, além dos frequentes bombardeios que vitimam inocentes e destroem escolas e hospitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, muitos criticam o fato de Israel, ainda hoje,&nbsp;<strong>não permitir o retorno dos descendentes dos refugiados que abandonaram a região depois da guerra travada em 1948</strong>. Por fim, os assentamentos israelenses na Cisjordânia e as expulsões de moradores palestinos de suas casas para a construção desses assentamentos têm sido alvo de críticas recentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que se percebe nesse conflito é que a sua&nbsp;<strong>resolução está longe de&nbsp;</strong><strong>chegar</strong>, pois, mesmo com acordos momentâneos de paz, basta uma pequena faísca para reacender novamente as batalhas, elevando novamente o número de mortos. Ao mesmo tempo, vem sendo difícil a criação do Estado palestino, pois as disputas territoriais ainda são intensas, embora tal Estado seja internacionalmente reconhecido por vários países.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>|1|</strong>&nbsp;CAMARGO, Cláudio, Guerras Árabe-Israelenses. In.: MAGNOLI, Demétrio (org.).&nbsp;<em>História das&nbsp;</em><em>g</em><em>uerras</em>. São Paulo: Contexto, 2013. p. 431.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>|2|&nbsp;</strong>OMER, Mohammed.&nbsp;<em>Shell-Shocked</em>: on the ground under Israel’s Gaza assault. Chicago: Haymart Books, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Créditos da imagem</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">[1]&nbsp;<a href="https://www.shutterstock.com/pt/g/federico+neri" rel="noreferrer noopener" target="_blank">federico neri</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://www.shutterstock.com/pt/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Shutterstock</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: mundoeducacao.uol.com.br</p>



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		<title>Conflitos entre Israel e Palestina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Oct 2023 14:03:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
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		<category><![CDATA[sionismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os conflitos entre Israel e Palestina são travados desde a década de 1940 e têm como principal causa o controle da Palestina. Segunda, 9 de outubro de 2023 &#8220;Os conflitos entre Israel e Palestina remontam à primeira metade do século XX e foram iniciados pela disputa em torno do território palestino. Essa rivalidade se iniciou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Os conflitos entre Israel e Palestina são travados desde a década de 1940 e têm como principal causa o controle da Palestina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segunda, 9 de outubro de 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Os conflitos entre Israel e Palestina remontam à primeira metade do século XX e foram iniciados pela disputa em torno do território palestino. Essa rivalidade se iniciou com o crescimento da população judia na Palestina e resultou em uma série de conflitos a partir de 1948. Israel afirma que suas ações são em defesa de sua própria população, e os palestinos acusam Israel de sustentar um regime de perseguição.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">&#8220;Causas do conflito entre Israel e Palestina</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O confronto travado entre Israel e Palestina é um dos conflitos de mais longa duração da história da humanidade. Estende-se oficialmente desde a década de 1940, embora a década de 1930 tenha presenciado uma crescente tensão e violência entre judeus e árabes. Passado todo esse período, de tempos em tempos, hostilidades acontecem entre os dois lados, aumentando a tensão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Historicamente falando, o conflito entre israelenses e palestinos se explica pelo controle da Palestina. Embora exista a questão da religião, que importa muito mais quando o assunto é Jerusalém, a rivalidade entre israelenses e palestinos tem motivos políticos, principalmente, e que envolvem o controle daquele território.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais recentemente falando, muitos analistas apontam que o confronto atualmente envolve novos aspectos, os quais estão em torno da maneira violenta pela qual Israel trata a população palestina que reside seja em Israel, seja nos territórios palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a população palestina luta para conseguir a sua autodeterminação — uma vez que o Estado da Palestina não existe, oficialmente falando —, mas também para conquistar melhores condições de vida, pois alegam que Israel os mantém em condições degradantes, limitando o acesso da população a recursos básicos, como água, e sufocando a população de Gaza com um bloqueio econômico que se estende desde 2007, entre outros fatores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Israel, por sua vez, defende suas ações afirmando que elas se justificam no contexto de combate ao Hamas, organização considerada terrorista pelos israelenses e que comanda a Faixa de Gaza desde 2006. Sendo assim, Israel afirma que seus ataques e todas as outras ações que são tomadas visam exclusivamente a prejudicar o Hamas. Israel ainda acusa o Hamas de usar a população civil da Palestina como escudo humano.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">&#8220;Raízes históricas do conflito entre Israel e Palestina</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O conflito entre Israel e Palestina tem como ponto de partida o final do século XIX, no momento em que foi criado o movimento sionista. Na década de 1890, o sionismo surgiu a partir de um livro escrito por Theodor Herzl, um jornalista judeu húngaro que passou a defender a criação de um Estado para os judeus na Palestina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha do local se deu pelo fato de que a Palestina era o local onde os judeus residiam na Antiguidade, antes da diáspora. A migração de judeus para lá se iniciou na década de 1880, mas começou a acontecer de maneira organizada a partir de 1897, logo depois do Primeiro Congresso Sionista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois disso, a Organização Sionista Mundial começou a organizar a compra de terras na Palestina para que elas pudessem ser habitadas por judeus. O motivo desse desejo dos judeus de migrarem para a Palestina está diretamente ligado ao crescimento do antissemitismo em todo o continente europeu nesse mesmo período.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">&#8220;Tensão na Palestina</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Os sionistas começaram a defender sua causa politicamente a nível internacional, e o primeiro grande passo para isso aconteceu em 1917, quando os judeus receberam uma garantia dos britânicos de que o Reino Unido os apoiaria na criação de um Estado judeu na Palestina. O vazamento dessa promessa espalhou tensão em toda a Palestina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na década de 1930, a tensão deu origem a um movimento nacionalista palestino contra a criação de um Estado judeu na Palestina. Um dos grandes líderes desse nacionalismo palestino foi Hajj Amin al-Husaini, o mufti de Jerusalém. A historiadora Karen Armstrong define Husaini como um “nacionalista radical”|1|.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As tensões aumentaram consideravelmente na década de 1930 e cada vez mais à medida que a população judaica na Palestina aumentava. Esse aumento populacional foi documentado pelos historiadores, e Karen Armstrong, por exemplo, aponta que a população judaica na Palestina aumentou de 18,9%, em 1933, para 27,7%, em 1936|2|. Daí a violência começou a se manifestar dos dois lados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Guerrilhas de palestinos começaram a ser formadas e ataques e atentados passaram a ser organizados. A insatisfação muçulmana contra a crescente presença de judeus na Palestina também se deu por meio de greves e atos de desobediência civil. Do lado judeu, milícias, como o Irgun, passaram a realizar atentados contra a população árabe.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Criação de Israel</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O aumento da tensão e a escalada na violência dos dois lados levaram os ingleses, que governavam a região desde o fim da Primeira Guerra Mundial, a propor a divisão da Palestina para criar um Estado para os judeus e outro para os árabes. Esse plano não avançou, mas a violência dos dois lados seguiu crescendo e a Inglaterra decidiu retirar-se da região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois da Segunda Guerra Mundial, o Reino Unido entregou o controle da Palestina e a resolução do problema entre judeus e árabes para as mãos da Organização das Nações Unidas (ONU). No começo de 1947, a ONU criou um plano para realizar a divisão da terra, bem aos moldes do que foi proposto pelos ingleses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa proposta foi levada para a Assembleia Geral do ONU, no dia 29 de novembro de 1947, e foi aprovada. Os judeus sionistas automaticamente concordaram com a proposta, aceitando, inclusive, o fato de Jerusalém ficar sob controle internacional. Os árabes, por sua vez, rejeitaram o plano de divisão da Palestina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ingleses anunciaram que suas tropas seriam retiradas da Palestina em outubro de 1948, mas essa saída foi antecipada para abril do mesmo ano. Logo após a saída das tropas britânicas, as autoridades sionistas na Palestina proclamaram a fundação do Estado de Israel, em 14 de maio de 1948. O Estado judeu contou com reconhecimento internacional, com exceção dos países árabes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Resumo dos principais conflitos entre Israel e Palestina<br>A fundação de Israel resultou no primeiro grande conflito na Palestina. Essa foi a Primeira Guerra Árabe-Israelense, que se estendeu de 1948 a 1949 e contou com episódios de grande violência. Essa guerra se iniciou quando diferentes países árabes declararam guerra a Israel e isso se deu logo depois da fundação do Estado judeu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante esse conflito, Israel foi atacado por tropas do Egito, Síria, Iraque, Líbano e Transjordânia (atual Jordânia), mas as preparadas forças armadas israelenses conseguiram se impor no conflito, enfrentando grandes dificuldades apenas no combate contra a Transjordânia. A violência se manifestou dos dois lados, e a expansão israelense e os ataques contra civis palestinos forçaram a fuga de milhares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes mesmo de a guerra começar, as hostilidades já aconteciam, e um caso se tornou bastante conhecido, sendo destacado por Karen Armstrong. Em 10 de abril, o Irgun, grupo terrorista, atacou a vila árabe de Deir Yassin, matando 250 pessoas, entre homens, mulheres e crianças, e mutilando seus corpos|3|.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O exército israelense conseguiu ampliar consideravelmente os territórios de Israel, forçando cerca de 700 mil palestinos a se refugiarem. A maioria dessas pessoas foi para a Transjordânia, e Israel jamais permitiu o retorno dessas pessoas e seus descendentes. Até hoje esse conflito é conhecido como nakba (tragédia) pelos árabes, e o retorno dos descendentes dos refugiados é uma das grandes exigências de grupos palestinos, como o Hamas.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color wp-block-paragraph"><strong>Ao longo do século XX, uma série de outros conflitos aconteceu, destacando-se os seguintes:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Crise de Suez;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Guerra dos Seis Dias;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Guerra de Yom Kippur;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeira Intifada;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segunda Intifada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Crise de Suez, ou Guerra de Suez, remonta ao ano de 1956, quando França e Reino Unido tiveram uma crise diplomática com o Egito pelo controle do Canal de Suez. Essa crise resultou em uma ação militar contra o Egito na qual Israel tomou parte. Israel aproveitou-se da circunstância para invadir e ocupar a Península do Sinai, mas foi forçado a abandonar essa região tempos depois.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1967, foi a vez de ser iniciada a Guerra dos Seis Dias, como consequência de ataques de Israel contra a Síria. Esses ataques aconteceram sob a alegação de que a Síria abrigava guerrilheiros palestinos que faziam parte do Fatah, grupo vinculado à Organização pela Libertação da Palestina (OLP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse conflito, as forças de Israel demonstraram ser muito superiores às das nações árabes e, em seis dias de conflito, Israel conquistou uma série de novos territórios: Faixa de Gaza, Península do Sinai, Jerusalém Oriental, Cisjordânia e Colinas de Golã. Uma resolução da ONU emitida depois do conflito ordenou que Israel abandonasse esses territórios, o que só aconteceu, parcialmente, tempos depois.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anos depois, em 1973, um novo conflito se iniciou. Conhecido como Guerra de Yom Kippur, teve início quando as nações árabes deram início a um ataque surpresa contra Israel, visando recuperar os territórios tomados pelos israelenses no conflito de 1967. Essa guerra se encerrou de maneira indefinida, uma vez que nenhuma das forças conseguiu se sobrepor à outra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, as Intifadas foram rebeliões populares realizadas pelos palestinos. A Primeira Intifada aconteceu em 1987, e a segunda, no ano de 2000. Nesses levantes, a população se armou de paus e pedras e partiu para o confronto contra as tropas israelenses. Estima-se que cerca de 1200 palestinos morreram na Primeira Intifada, e cerca de 3300, na segunda|4|.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acordos de paz foram negociados entre as duas partes, com destaque para os Acordos de Oslo, em que Yitzhak Rabin, primeiro-ministro israelense, e Yasser Arafat, líder da OLP, reuniram-se com Bill Clinton, presidente americano na época, para acordar a paz. Esse acordo fracassou porque, no final da década de 1990, o novo governo israelense (de extrema-direita) se recusou a cumprir o que havia sido acordado.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">&#8220;Hamas</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Os conflitos entre Israel e Palestina seguiram ao longo do século XXI e, sempre que há um atrito, Israel promove ataques na Faixa de Gaza ou Cisjordânia, e um grupo de resistência palestino responde com mísseis ou convocando a população para resistir. Esse grupo é o Hamas, que é um ator importante nesse conflito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Hamas é uma organização fundamentalista que se coloca como resistência a Israel. O governo israelense considera o Hamas uma organização terrorista.[1]<br>O Hamas é uma organização que é classificada como fundamentalista, em razão de seu viés religioso. Surgiu em 1987 e se transformou em um dos principais nomes da resistência palestina, ao lado do Fatah (de tendências seculares e moderadas). O Hamas possui diferentes áreas de atuação, possuindo um braço militar, outro político e um voltado para ações sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O braço militar do Hamas é considerado um grupo terrorista por Israel e outros países, como os Estados Unidos e as nações da União Europeia. Quando o Hamas surgiu, o estatuto desse grupo defendia a erradicação completa de Israel, mas analistas internacionais afirmam que a posição da organização se tornou um pouco mais moderada nos últimos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, entende-se que o Hamas aceita que o Estado da Palestina seja criado nos territórios da Faixa de Gaza e da Cisjordânia. Desde 2006, o Hamas entrou na política e passou a governar a Faixa de Gaza, aumentando a rivalidade com o Fatah. A ascensão política do Hamas fez Israel impor um bloqueio econômico à Faixa de Gaza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse bloqueio, Israel proibiu a entrada em Gaza de tudo que poderia ser utilizado na produção de armas, permitindo a entrada apenas de itens básicos. Entretanto, denúncias frequentes acontecem de que mercadorias normais, como itens de limpeza e alimentos, são barradas pelas autoridades israelenses. Observadores internacionais apontam que o bloqueio contribui para aumentar a insegurança alimentar da população palestina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas as vezes que a frágil paz da região é quebrada, o Hamas responde lançando centenas, às vezes milhares, de mísseis contra Israel. Entretanto, a maioria desses mísseis é interceptada pelo sistema antimíssel desenvolvido por Israel e conhecido como Iron Dome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O jornalista Mohammed Omer aponta que parte da população palestina não aprova os métodos do Hamas, mas ele afirma que, a cada ataque israelense contra a Faixa de Gaza, o apoio ao Hamas aumenta, uma vez que os ataques israelenses resultam na morte de centenas, às vezes milhares, de civis, sendo muitos deles crianças|5|.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o Hamas sofre críticas internacionais pela forma como governa a Faixa de Gaza. Esse grupo é conservador e autoritário, e denúncias de grupos dos Direitos Humanos apontam que o Hamas persegue críticos e opositores políticos, prendendo-os arbitrariamente e utilizando práticas de tortura.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Questão Palestina</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Atualmente o Estado de Israel é uma nação consolidada, com boa infraestrutura e um dos melhores índices de qualidade de vida do Oriente Médio. Os palestinos, em contrapartida, não possuem um Estado nacional e as condições de vida de sua população, seja na Faixa de Gaza, seja na Cisjordânia, têm piorado cada dia mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Incêndio em Cidade de Gaza depois de um bombardeio israelense.[2]<br>Um dos grandes problemas enfrentados pela população palestina são os assentamentos israelenses que têm sido construídos em território palestino. Esses assentamentos são vistos como uma estratégia de ocupação gradativa do território, uma vez que seu número tem aumentado com o passar dos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros grupos têm denunciado algumas práticas impostas à população palestina. A Humans Rights Watch, entidade que observa a defesa dos Direitos Humanos no mundo, aponta, em relatório de 2021, que Israel beneficia a população israelense, enquanto discrimina abertamente a população palestina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório ainda aponta que o governo israelense atua sistematicamente para perpetuar o controle demográfico, político e territorial da região por meio das leis e do poder policial. Por fim, o relatório aponta que as condições de vida degradantes que são impostas aos palestinos em algumas regiões de Israel são tão severas que constituem crimes contra a humanidade por imposição de um regime de apartheid, isto é, um regime de segregação|6|.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mohammed Omer afirma que um dos locais que mais sofrem é a Faixa de Gaza, um estreito pedaço de terra no sul da Palestina habitado por cerca de dois milhões de pessoas, fazendo desse local um dos mais densamente habitados do mundo. Ele aponta que a situação na Faixa de Gaza é tão degradante que, no ano de 2015|7|:</p>



<p class="wp-block-paragraph">55% da população de Gaza sofria de depressão;</p>



<p class="wp-block-paragraph">43% estavam desempregados;</p>



<p class="wp-block-paragraph">40% viviam abaixo da linha da pobreza;</p>



<p class="wp-block-paragraph">60% estavam em condições de insegurança alimentar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Passados mais de sete décadas de conflito, muitos ainda defendem que a saída para essa guerra entre israelenses e palestinos é a criação de dois Estados, um israelense e outro palestino, na região.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Notas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">|1| ARMSTRONG, Karen. Jerusalém: uma cidade, três religiões. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 431.</p>



<p class="wp-block-paragraph">|2| Idem, p. 438.</p>



<p class="wp-block-paragraph">|3| Idem, p. 442.</p>



<p class="wp-block-paragraph">|4| O que são as intifadas? Para acessar, clique aqui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">|5| OMER, Mohammed. Em estado de choque: sobrevivendo em Gaza sob ataque israelense. São Paulo: Autonomia Literária, 2017, p. 49.</p>



<p class="wp-block-paragraph">|6| A Threshold Crossed: Israeli authorities and the Crimes of Apartheid and Persecution. Para acessar, clique aqui [em inglês].</p>



<p class="wp-block-paragraph">|7| OMER, Mohammed. Em estado de choque: sobrevivendo em Gaza sob ataque israelense. São Paulo: Autonomia Literária, 2017, p. 19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Crédito das imagens</p>



<p class="wp-block-paragraph">[1] Abed Rahim Khatib e Shutterstock</p>



<p class="wp-block-paragraph">[2] Nick_ John_07 e Shutterstock&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: https://brasilescola.uol.com</p>



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		<title>O que é sionismo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Oct 2023 12:38:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segunda, 9 de outubro de 2023 Sionismo é um movimento político que surgiu no final do século XIX e que defendia a formação de um Estado Nacional próprio para os judeus na Palestina. &#8220;O que é sionismo? Sionismo, também conhecido como sionismo político, é o termo utilizado para se referir a um movimento político que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Segunda, 9 de outubro de 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sionismo é um movimento político que surgiu no final do século XIX e que defendia a formação de um Estado Nacional próprio para os judeus na Palestina.</p>



<h2 class="wp-block-heading">&#8220;O que é sionismo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sionismo, também conhecido como sionismo político, é o termo utilizado para se referir a um movimento político que surgiu na comunidade judia europeia no final do século XIX e que defendia a ideia da formação de um Estado Nacional que abrigasse os judeus na Palestina. A partir dessa definição, é importante esclarecer que, quando surgiu, o sionismo não tinha apenas um caráter nacionalista, mas era um movimento que visava colonizar definitivamente a Palestina.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como surgiu o sionismo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Theodor Herzl, jornalista húngaro considerado o fundador do movimento conhecido como sionismo político<br>O sionismo político surgiu na Europa no final do século XIX, em um contexto de crescimento do antissemitismo no continente. Esse movimento surgiu a partir das ações do jornalista húngaro Theodor Herzl, que foi o grande responsável pelo surgimento de uma organização internacional para defender a ideia de constituição de um Estado Nacional para os judeus na Palestina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sionismo nasceu por influência da obra O Estado Judeu (Der Judenstaat), escrita por Herzl. Essa obra foi resultado do crescimento do antissemitismo no continente europeu e sua produção foi motivada pelo caso Dreyfus.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O caso Dreyfus teve larga repercussão na Europa e dividiu a sociedade francesa, no final do século XIX. Esse acontecimento decorreu da acusação a Alfred Dreyfus, um oficial do Exército francês, de alta traição. No entanto, Dreyfus era inocente e, mesmo sem provas, acabou sendo sentenciado à prisão perpétua. Por esse motivo, surgiram questionamentos sobre sua punição, que ocorreu pelo fato de ele ser judeu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obra escrita por Herzl serviu de gatilho para o surgimento do sionismo enquanto movimento político organizado e repercutiu rapidamente na Europa, porque a perseguição aos judeus acentuava-se em todas as partes. Na Rússia, os pogroms (ataques coordenados a grupos sociais específicos) estavam tornando-se frequentes, enquanto na Alemanha, pipocavam os ideais de supremacia germânica e de antissemitismo. Sinais de antissemitismo também surgiam em outros locais da Europa.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Como a receptividade da ideia proposta por Herzl foi grande, o jornalista organizou o primeiro Congresso Sionista Mundial. Esse congresso reuniu-se na Basileia (Suíça) em 1897 e debateu questões relacionadas à viabilização do projeto de fundação de um Estado judeu na Palestina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse congresso, determinou-se o envio de uma comissão para a Palestina para que fosse analisada a viabilidade de ocupação da terra. De toda forma, ficou preestabelecido que esse Estado judeu deveria ser fundado na terra da qual os judeus haviam fugido no século III d.C. Determinou-se ainda que uma das melhores formas de se concretizar esse processo era realizar a compra de terras para serem ocupadas exclusivamente por judeus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante esclarecer que o I Congresso Sionista não inaugurou a imigração de judeus para a Palestina (essa imigração já existia desde 1882), apenas organizou as bases para que ela acontecesse em maior escala. Uma estratégia importante utilizada por Herzl e pelos sionistas para possibilitar seu projeto foi buscar apoio diplomático dos alemães e dos otomanos para a causa, mas ambos negaram-se a apoiá-los.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto sionista ganhou força quando a Inglaterra assinou a Declaração de Balfour em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial. Nessa declaração, os britânicos anunciavam apoio ao projeto sionista de formar um Estado judeu na Palestina. No entanto, o projeto tinha ainda um grande entrave: a população de origem árabe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que crescia a presença judaica na Palestina, os desgastes entre judeus e árabes intensificavam-se. O sionismo, inclusive, é alvo de críticas atualmente, pois muitos afirmam que é uma ideologia que defende o isolamento da comunidade árabe nos territórios dominados por Israel. Antes mesmo da fundação de Israel, essa ideologia já evidenciava-se, pelo fato de as terras compradas pelos sionistas não poderem ser revendidas para árabes, por exemplo|1|.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Criação de Israel</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo das décadas de 1920, 1930 e 1940, o sionismo fortaleceu-se consideravelmente, e a perseguição aos judeus promovida pelos nazistas durante o Holocausto viabilizou politicamente o projeto de fundação do Estado judeu, criado por meio da Resolução 181 da ONU.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nota</p>



<p class="wp-block-paragraph">|1| CHEMERIS, Henry Guenis Santos. Os principais motivos que geraram os conflitos entre israelenses e árabes na palestina (1897-1948). Dep. de História, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, PUC-RS: Porto Alegre, 2002. p. 34.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por Daniel Neves<br>Graduado em História&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Brasil Escola.Uol</p>



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		<title>Ministro de Israel nega existência de povo palestino e é acusado de racismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 20:43:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Ministro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Há história ou cultura palestinas? Não, não há&#8221;, disse Bezalel Smotrich SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Em meio a um contexto de violência crescente em Israel, o ministro das Finanças Bezalel Smotrich, um ultranacionalista, elevou a tensão ao negar a existência do povo palestino durante discurso que proferiu em um evento na França neste domingo. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Há história ou cultura palestinas? Não, não há&#8221;, disse Bezalel Smotrich</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>S</strong>ÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Em meio a um contexto de violência crescente em Israel, o ministro das Finanças Bezalel Smotrich, um ultranacionalista, elevou a tensão ao negar a existência do povo palestino durante discurso que proferiu em um evento na França neste domingo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O vídeo de Smotrich, do Sionismo Religioso, partido que integra a coalizão mais à direita a assumir o governo na história do país, foi compartilhado nas redes sociais. &#8220;Há história ou cultura palestinas? Não, não há&#8221;, diz ele em um trecho. &#8220;Não há povo palestino.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As declarações, por óbvio, levaram ao repúdio quase que imediato. O premiê da Autoridade Palestina, Mohamad Shtayyeh, disse nesta segunda (20) que as falas são prova do que chama de uma ideologia &#8220;extremista, racista e sionista que governa Israel atualmente&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o povo palestino &#8220;não está abalado pelas declarações falsas sobre a história&#8221;, seguiu o primeiro-ministro, segundo relatos de jornais locais. &#8220;Fomos nós que demos à Palestina seu nome e sua terra. Esta terra é nossa, e Israel é apenas um Estado estabelecido por colonialistas.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já um comunicado da chancelaria da Autoridade Palestina afirma que, ao negar a existência do povo palestino, Smotrich alimenta o extremismo judeu e o terrorismo contra palestinos. &#8220;Isso faz com que a espiral de violência continue&#8221;, diz o texto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As falas de Bezalel Smotrich, grande incentivador da ampliação dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, ocorrem em um momento de ebulição em Israel. Em parte devido aos protestos massivos contra a reforma judicial que o governo do premiê Binyamin Netanyahu quer emplacar, em parte devido à escalada de violência na Cisjordânia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Levantamentos de agências de notícias mostram que, no último ano, ao menos 250 palestinos foram mortos em confrontos com forças de segurança de Israel, entre combatentes e civis, enquanto mais de 40 israelenses e estrangeiros morreram em ataques palestinos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro das Finanças falava em Paris, durante um evento ligado ao Likud, partido israelense, e foi aplaudido pelos presentes ao proferir as falas sobre o povo palestino. Perto dele, estava um mapa do território de Israel que incluía a Cisjordânia, ocupada desde 1967.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/03/336895382_599113802260028_2179392186917432878_n-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-79986" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/03/336895382_599113802260028_2179392186917432878_n-1024x1024.jpg 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/03/336895382_599113802260028_2179392186917432878_n-300x300.jpg 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/03/336895382_599113802260028_2179392186917432878_n-150x150.jpg 150w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/03/336895382_599113802260028_2179392186917432878_n-768x768.jpg 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/03/336895382_599113802260028_2179392186917432878_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Essa não é a primeira vez que Smotrich profere falas desse viés. No início do mês, por exemplo, ele disse que a cidade de Huwara, na Cisjordânia, deveria &#8220;ser apagada&#8221; após dois judeus serem mortos por um atirador palestino nos arredores da região. Após ser criticado, ele disse que &#8220;se expressou mal&#8221; -mas não se desculpou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda outros episódios similares. Segundo breve linha do tempo retomada pelo jornal Times of Israel, o ministro de Bibi, como o premiê também é conhecido, já disse ser um &#8220;homofóbico orgulhoso&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2021, afirmou que David Ben-Gurion, fundador do Estado de Israel e seu premiê inaugural, deveria ter &#8220;expulsado todos os árabes do país ao fundá-lo&#8221;. No mesmo ano, afirmou que grupos árabes minoritários eram cidadãos israelenses, mas somente &#8220;por enquanto&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Smotrich nasceu nas Colinas de Golã, território anexado por Israel após a Guerra dos Seis Dias, e cresceu em Beit El, colônia judaica na Cisjordânia, em uma família ultraortodoxa. Em 2005, aos 25 anos, foi detido ao protestar contra a retirada israelense da Faixa de Gaza promovida pelo então premiê Ariel Sharon.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma de suas plataformas é a adoção do Velho Testamento como fonte para o sistema jurídico -o que ajuda a entender a razão para que Smotrich seja um dos mais ferrenhos defensores da atual reforma judicial em discussão, que manifestantes e especialistas afirmam que vai minar o Estado de Direito em Israel caso de vez aprovada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para conseguir um espaço consistente no governo, eleito há poucos meses, o partido de Smotrich, o Sionismo Religioso, aliou-se ao Otzmá Yehudit (Força Judaica), de Itamar Ben-Gvir, outro radical e atual ministro da Segurança Nacional de Israel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As declarações deste domingo ocorreram ainda horas após delegações de Israel e da Autoridade Palestina se encontrarem em Sharm el-Sheikh, no Egito, para uma cúpula regional com o objetivo de diminuir as tensões dias antes do início do Ramadã, o mês sagrado muçulmano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reunião contou também com representantes dos EUA, da Jordânia e do Egito e ocorreu semanas após encontro semelhante das delegações na Jordânia. Os representantes acordaram que vão se encontrar mais uma vez em abril.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>Noticias ao Minuto</strong></p>



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