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	<title>Panamá |</title>
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	<title>Panamá |</title>
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		<title>Panamá: O país sem Banco Central</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:34:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste mundo moderno pós-Bretton Woods, caracterizado pela “ordem monetária” e pela inflação coordenada pelos bancos centrais, muitos que, de outra forma, seriam favoráveis aos argumentos contra os bancos centrais acreditam que a eliminação do sistema bancário central é um sonho utópico e inatingível. Para um exemplo concreto de como um sistema de política monetária determinado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Neste mundo moderno pós-Bretton Woods, caracterizado pela “ordem monetária” e pela inflação coordenada pelos bancos centrais, muitos que, de outra forma, seriam favoráveis aos argumentos contra os bancos centrais acreditam que a eliminação do sistema bancário central é um sonho utópico e inatingível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para um exemplo concreto de como um sistema de política monetária determinado pelo mercado funcionaria na ausência de um banco central, não é preciso olhar para o passado; o exemplo existe na América Central atual, na República do Panamá, um país que vive sem banco central desde sua independência, com um ambiente macroeconômico muito bem-sucedido e estável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ausência de um banco central no Panamá criou uma oferta monetária totalmente orientada pelo mercado. O mercado panamenho também escolheu o dólar americano como sua moeda&nbsp;<em>de fato</em>. O país precisa comprar ou obter seus dólares por meio da produção ou exportação de bens ou serviços reais; não pode criar dinheiro do nada. Dessa forma, pelo menos, o sistema é semelhante ao antigo padrão-ouro. A inflação anual nos últimos 20 anos ficou em média em 1%, e também houve anos com deflação de preços: 1986, 1989 e 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inflação panamenha costuma ficar entre 1 e 3 pontos abaixo da inflação dos EUA; ela é causada principalmente pelo efeito do Federal Reserve sobre os preços mundiais. Esse sistema orientado pelo mercado criou um ambiente macroeconômico extremamente estável. O Panamá é o único país da América Latina que não passou por um colapso financeiro ou uma crise cambial desde sua independência. Assim como na maioria dos países das Américas, a moeda do Panamá no século XIX era baseada em ouro e prata, com uma variedade de moedas de prata e moedas baseadas em ouro em circulação. O peso de prata era a moeda preferida; no entanto, o dólar americano também circulava parcialmente, devido à ferrovia do istmo — a primeira ferrovia a conectar o Atlântico ao Pacífico —, construída por uma empresa norte-americana em 1855. O Panamá tornou-se independente da Espanha originalmente em 1826, mas integrou-se à Colômbia; no entanto, por ser um pequeno estado, não conseguiu se separar imediatamente da Colômbia, como haviam feito a Venezuela e o Equador. Em 1886, o governo colombiano promulgou vários decretos que obrigavam a aceitação de notas de papel-moeda emitidas pelo governo. A economia aberta do Panamá, baseada em transporte e comércio, claramente não poderia se beneficiar disso; um editorial de 1886 de seu principal jornal dizia:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não há país no mundo, certamente nenhum centro comercial, em que as consequências desastrosas da introdução de uma moeda não resgatável fossem sentidas como no Panamá. Tudo o que consumimos aqui é importado. Não temos produtos e só podemos enviar dinheiro em troca do que é importado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1903, o país tornou-se independente, com o apoio dos Estados Unidos devido ao interesse na construção de um canal através do Panamá. Os cidadãos do novo país, desconfiados da experiência de 1886 com as notas de papel-moeda fiduciárias colombianas impostas à força, decidiram incluir o artigo 114 na Constituição de 1904, que diz:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não haverá moeda fiduciária de papel imposta à força na República. Assim, qualquer indivíduo pode rejeitar qualquer nota que considere não confiável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com esse artigo, qualquer moeda em circulação seria orientada pelo mercado. Em 1904, o governo do Panamá assinou um acordo monetário para permitir que o dólar americano se tornasse moeda&nbsp;<em>legal</em>. A princípio, os panamenhos não aceitaram o dólar; eles o viam com desconfiança, preferindo utilizar o peso de prata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Lei de Gresham, no entanto, tirou as moedas de prata de circulação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1971, o governo aprovou uma lei bancária que permitia um sistema bancário muito liberal e aberto, sem qualquer órgão governamental de supervisão bancária consolidada, e confirmou que nenhum imposto poderia ser cobrado sobre juros ou transações geradas no sistema financeiro. O número de bancos saltou de 23 em 1970 para 125 em 1983, sendo a maioria deles bancos internacionais. A lei bancária promoveu os empréstimos internacionais e, como o Panamá possui um sistema tributário territorial, os lucros provenientes de empréstimos ou transações realizadas no exterior são isentos de impostos. Isso, somado à presença de inúmeros bancos estrangeiros, permite a integração internacional do sistema. Ao contrário de outros países da América Latina, o Panamá não possui controles de capital. Portanto, quando o capital internacional inunda o sistema, os bancos emprestam o capital excedente no exterior, evitando os males comuns, os desequilíbrios e a alta inflação que outros países enfrentam ao receber enormes influxos de capital. A política fiscal tem pouca margem de manobra, uma vez que o Tesouro não pode monetizar seu déficit. Além disso, a política fiscal não influencia a oferta monetária; se o governo tentar aumentar a oferta monetária durante um período de contração, contraindo dívida nos mercados internacionais e injetando-a no sistema, os bancos compensam e retiram o excesso de dinheiro de circulação, enviando-o para o exterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os bancos não podem coordenar a inflação devido à ampla concorrência e ao fato de que (ao contrário até mesmo do sistema bancário dos Estados Unidos antes do Federal Reserve) eles não emitem notas bancárias. Os pânicos e as corridas aos bancos, tão comuns no sistema bancário dos EUA no século XIX, não ocorreram no Panamá, e as falências bancárias não se espalham para outros bancos. Vários bancos em dificuldades foram comprados — antes que qualquer corrida aos bancos se instalasse — por bancos maiores, atraídos pelos lucros que podem ser obtidos com a aquisição de ativos com desconto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não há seguro de depósitos nem credor de última instância, portanto os bancos precisam agir de maneira responsável. Quaisquer empréstimos inadimplentes serão pagos pelos acionistas; ninguém socorrerá esses bancos caso eles entrem em dificuldades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após vários anos de acúmulo de investimentos malfeitos durante os períodos de expansão, os bancos iniciam a necessária liquidação dos créditos inadimplentes. Como não há banco central que possa intervir para fornecer crédito barato, a recessão se inicia sem qualquer interferência da política monetária. Os bancos, assim, criam a contração necessária ao obedecer às forças de mercado. As recessões no Panamá geralmente geram deflação, o que acalma os consumidores e também facilita o processo de recuperação ao reduzir os custos das empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Somente o fato de a lei não permitir a flexibilidade dos salários para baixo faz com que as recessões sejam mais longas do que seriam de outra forma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A deflação ocorre sem as terríveis consequências que os economistas keynesianos prevêem; e o país, agora sob um regime democrático, está vivendo seu quarto ano de crescimento econômico de mercado bem acima de 7%. Portanto, os formuladores de políticas que afirmaram que a abolição do banco central é inviável precisam apenas observar o ambiente macroeconômico do Panamá, que tem sido favorável há mais de 100 anos, para perceber que isso é, de fato, não apenas possível, mas muito benéfico. É evidente que a ausência de moeda fiduciária imposta pelo governo, de banco central e de inflação elevada está funcionando muito bem neste pequeno país. Quem pode argumentar que essas políticas não funcionariam em economias maiores?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>____________________________________________________</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Por David Saied</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Publicação&nbsp;<a href="https://mises.org.br/artigos/20374/panama-o-pais-sem-banco-central/">original</a></strong></em></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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		<title>A &#8216;guerra silenciosa&#8217; entre China e Panamá por controle de portos no Canal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 17:29:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[China]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A história da empresa CK Hutchison Holdings e do Panamá se transformou em um dos maiores conflitos geopolíticos ligados ao Canal do Panamá nos últimos anos. O embate envolve duas superpotências, Estados Unidos e China, uma hidrovia por onde passa até 6% do comércio mundial e alguns dos mais importantes operadores portuários do planeta. E [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A história da empresa CK Hutchison Holdings e do Panamá se transformou em um dos maiores conflitos geopolíticos ligados ao Canal do Panamá nos últimos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O embate envolve duas superpotências, Estados Unidos e China, uma hidrovia por onde passa até 6% do comércio mundial e alguns dos mais importantes operadores portuários do planeta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E a exclusão dessa empresa chinesa sediada em Hong Kong da administração de dois portos provocou o que parece ser uma dura punição por parte de Pequim, em meio à crescente disputa por influência entre Estados Unidos e China na América Latina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Desde 8 de março de 2026, e ainda hoje, a China vem retendo navios mercantes de bandeira panamenha em um ritmo sem precedentes, justificando a medida como inspeções do Estado do porto&#8221;, explica a Ambrey Analytics, divisão de inteligência da empresa britânica de segurança marítima Ambrey.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Somente em abril, a China reteve 136 embarcações registradas sob bandeira panamenha, número 6,4 vezes superior à média de 2025. Em março, foram 96 navios, cerca de 74% de todas as retenções realizadas pela China naquele mês. Somando todas as embarcações imobilizadas desde o início do ano, o total chega a 272.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;As retenções são justificadas por deficiências técnicas e costumam durar entre um e cinco dias, mas interrompem escalas e aumentam os custos&#8221;, explica a empresa de análise.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/2684/live/6b008fc0-5f74-11f1-bb1e-872b6e9ba8be.jpg.webp" alt="Vista aérea do navio porta-contêineres One Contribution, registrado sob bandeira de Tóquio, entrando no Canal do Panamá"/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br><br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A situação coincide com uma decisão da Suprema Corte do Panamá que retirou da CK Hutchison a concessão de dois terminais de contêineres no Canal do Panamá.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um deles é o porto de Balboa, o segundo mais movimentado do país em volume de contêineres. O outro é o porto de Cristóbal. Ambos ficam em áreas adjacentes ao canal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por sua localização estratégica, em cada extremidade das entradas do canal pelo Pacífico e pelo Atlântico, esses dois portos despertavam especial preocupação na administração Trump, que transformou o tema em prioridade de sua agenda logo após assumir a Casa Branca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pressão americana atingiu seu ponto máximo quando Trump ameaçou o governo panamenho com retomar à força o controle do canal — administrado pelo país centro-americano desde 1999 — alegando interferência chinesa.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/7458/live/e7b079b0-5f54-11f1-bb7a-41653d1de4b5.jpg.webp" alt="O navio porta-contêineres Navios Constellation, registrado sob bandeira da Libéria, navega diante de uma criança que pesca na Cidade do Panamá."/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br><br></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Um-ato-de-máfé">&#8216;Um ato de má-fé&#8217;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não há evidências públicas de que o governo chinês exerça qualquer controle sobre o canal. No entanto, empresas chinesas têm presença significativa na região e, ao longo dos anos, realizaram investimentos relevantes na hidrovia e em sua infraestrutura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, afirmou repetidamente que não existe &#8220;absolutamente nenhuma interferência chinesa&#8221; no canal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, no fim de janeiro, a Suprema Corte panamenha declarou inconstitucional a concessão de 1997 — e sua renovação em 2021 — que permitia à Panama Ports Company, subsidiária da CK Hutchison, operar os terminais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As autoridades da China e de Hong Kong manifestaram oposição à decisão e a classificaram como um &#8220;ato de má-fé&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a CK Hutchison, que administrou os portos durante quase 30 anos, acusou as autoridades panamenhas de confiscarem ilegalmente seus ativos e iniciou uma arbitragem internacional contra o país, reivindicando uma indenização superior a US$ 2 bilhões por perdas e danos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pequim argumenta que a decisão da Justiça panamenha foi motivada pela pressão dos Estados Unidos, e não por um processo judicial independente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto isso, a Autoridade Portuária Nacional do Panamá assumiu o controle dos dois portos, e as represálias chinesas começaram do outro lado do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A punição a navios panamenhos que chegam a portos chineses é o estágio mais recente de uma escalada de tensões entre China e Estados Unidos, intensificada por disputas sobre infraestrutura portuária estratégica e o controle de rotas comerciais fundamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Por meio dessas detenções em massa de navios de bandeira panamenha, Pequim está enviando uma mensagem direta e prática: decisões que afetem os interesses de empresas chinesas ou ligadas a Hong Kong terão um custo tangível e imediato&#8221;, afirmou à BBC News Mundo Alicia García-Herrero, economista-chefe para a Ásia-Pacífico do banco de investimentos Natixis e pesquisadora sênior do centro de estudos europeu Bruegel.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Uma-mensagem-clara">Uma mensagem clara</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para García-Herrero, as retenções vão muito além da burocracia portuária. Elas representam uma forma de pressão econômica assimétrica destinada a gerar atrasos, custos e transtornos reais ao comércio marítimo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O objetivo é dissuadir outros países de adotarem medidas semelhantes e lembrar que Pequim reage quando considera que seus &#8216;direitos legítimos&#8217; foram violados&#8221;, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evan Ellis, professor e pesquisador de estudos latino-americanos do Instituto de Estudos Estratégicos da Escola de Guerra do Exército dos Estados Unidos, concorda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Parece bastante evidente que o assédio chinês a navios de bandeira panamenha faz parte de uma mensagem mais ampla que a China está enviando ao governo do Panamá, assim como a outros governos, sobre o preço de não cooperar com Pequim ou de adotar medidas que prejudiquem suas empresas&#8221;, diz.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/2bb6/live/e27715a0-5f7a-11f1-b00b-7df84d56ef76.jpg.webp" alt="O ministro panamenho para Assuntos do Canal, José Ramón Icaza Clement, gesticula durante uma coletiva de imprensa da Autoridade Marítima do Panamá."/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br><br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A atuação da China neste caso específico parece um pouco mais explícita e abrangente do que vimos em respostas a ações de outros governos&#8221;, acrescenta o analista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento das retenções faz parte de uma resposta chinesa mais ampla, que também inclui a suspensão dos serviços de contêineres da COSCO em Balboa, a convocação de executivos da Maersk e da MSC — as duas maiores empresas de transporte marítimo do mundo — para reuniões em Pequim, além da paralisação de novos investimentos chineses no Panamá.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Há tentativas documentadas de pressionar a Maersk e a Mediterranean Shipping Company para que suas subsidiárias não aceitem os contratos concedidos para as operações temporárias dos portos que estão sendo retirados da Hutchison&#8221;, afirma Ellis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A BBC News Mundo entrou em contato com o Conselho de Estado da República Popular da China e com a embaixada chinesa em Londres para conhecer sua posição sobre o tema, mas não havia recebido resposta até a publicação desta reportagem.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Ofensiva-em-várias-frentes">Ofensiva em várias frentes</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A razão para essa ofensiva chinesa em diversas frentes é que o Canal do Panamá representa um ponto crítico na estratégia marítima do gigante asiático, conectando dois oceanos e servindo como porta de entrada privilegiada para a América Latina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Os terminais de Balboa e Cristóbal eram peças importantes da rede global de portos que Pequim construiu para garantir rotas de abastecimento, reduzir a dependência de pontos controlados por terceiros e ampliar sua influência comercial no Hemisfério Ocidental&#8221;, explica García-Herrero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, perder o controle operacional desses terminais representa um revés para sua capacidade logística e de projeção econômica em uma área que Washington historicamente considera parte de sua esfera de influência.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/8916/live/32d45b70-5f7b-11f1-b00b-7df84d56ef76.jpg.webp" alt="Caminhão transporta um contêiner da Maersk no porto de Balboa, na Cidade do Panamá"/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br><br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Shengyu Wang, pesquisador assistente do Centro de Análise da China do Instituto de Política da Sociedade Asiática, que conversou com a BBC, lembra que os interesses empresariais chineses e o Estado chinês nem sempre atuam como um único ator.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, ele acredita que as represálias chinesas também podem ter como alvo a própria CK Hutchison Holdings.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em março de 2025, a empresa anunciou um acordo para vender a maior parte de seu negócio portuário global — incluindo os portos de Balboa e Cristóbal, no Panamá — a um consórcio liderado pela BlackRock e pela MSC por cerca de US$ 20 bilhões, algo que pode ter desagradado Pequim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A tentativa de vender esses ativos portuários pode ter criado um problema para o governo chinês. Na visão de Pequim, o fato de uma empresa ligada à China vender ativos portuários estratégicos sem consultar as autoridades pode ser interpretado como um desafio ao Estado&#8221;, afirma o analista.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Disciplinar-empresas">Disciplinar empresas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A reação inicial talvez não tenha como alvo apenas o Panamá ou os Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Ela também pode refletir o esforço de Pequim para disciplinar empresas ligadas à China e demonstrar que acordos estratégicos de infraestrutura não podem ser desfeitos de uma maneira que prejudique o Estado chinês&#8221;, acrescenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As retenções de navios também provocaram forte insatisfação nos Estados Unidos, já que embarcações de bandeira panamenha transportam uma parcela significativa da carga conteinerizada americana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, &#8220;essas ações podem acarretar consequências comerciais e estratégicas importantes para o transporte marítimo dos Estados Unidos&#8221;, afirmou a Comissão Marítima Federal americana em comunicado.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/a209/live/ce4cecc0-5f7b-11f1-b00b-7df84d56ef76.jpg.webp" alt="Trabalhador seleciona cerejas em uma unidade de embalagem próxima à cidade de Romeral, no Chile"/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br><br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O fato é que ainda não ocorreu uma mudança em massa de registros de embarcações para fora do Panamá.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos navios mercantes que utilizam a bandeira panamenha pertence a armadores estrangeiros que buscam evitar regulamentações marítimas mais rígidas impostas por seus próprios países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Panamá opera um sistema conhecido como registro aberto. Sua bandeira oferece vantagens como processos de registro mais simples — muitas vezes feitos online — e a possibilidade de contratar mão de obra estrangeira mais barata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a Ambrey Analytics afirma que empresas chinesas de leasing marítimo estão exigindo que armadores transfiram seus registros para outros países, deixando de usar a bandeira panamenha, como condição para financiar a construção de novos navios. Isso poderá gerar impactos de longo prazo para o registro naval panamenho.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Outros-castigos-da-China-à-América-Latina">Outros castigos da China à América Latina</h2>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Tudo isso se encaixa em um padrão mais amplo de coerção chinesa discreta que vem se desenvolvendo há anos e que possivelmente é até mais agressiva do que a pressão normalmente exercida pelos Estados Unidos&#8221;, afirma Ellis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O analista argumenta que a China costuma preferir mecanismos indiretos de pressão em vez de sanções comerciais formais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como exemplo, ele cita a suspensão das compras de óleo de soja da Argentina após ações antidumping movidas contra empresas chinesas pelo Congresso argentino em 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Ou as ameaças contra a Guiana quando seu governo cogitava permitir que Taiwan abrisse um escritório de representação comercial no país sul-americano em 2020, bem como a suspensão das compras de castanhas e outros produtos da Guatemala quando o presidente eleito Bernardo Arévalo declarou que pretendia manter a cooperação com Taiwan&#8221;, lembra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As cerejas e as uvas chilenas também conhecem esse tipo de pressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A China alegou problemas fitossanitários para interromper as importações desses produtos, em &#8220;um lembrete sutil do poder da China de deixar de comprar produtos estratégicos&#8221;, conclui Ellis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: BBC Brasil / Foto: Getty Images<br><br></p>



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<iframe title="BATE PAPO COM O VEREADOR ROBERVAL SANTOS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/C9tNblscW_E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Brasil e Panamá avançam em parceria para fortalecer logística de fertilizantes e ampliar comércio agropecuário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 12:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Panamá]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ao Panamá avançou na construção de parcerias voltadas ao fortalecimento da segurança no abastecimento de fertilizantes para o Brasil e à ampliação do comércio agropecuário entre os dois países. A agenda permitiu identificar oportunidades de cooperação em logística de insumos agrícolas, bioinsumos e tecnologia agrícola, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ao Panamá avançou na construção de parcerias voltadas ao fortalecimento da segurança no abastecimento de fertilizantes para o Brasil e à ampliação do comércio agropecuário entre os dois países. A agenda permitiu identificar oportunidades de cooperação em logística de insumos agrícolas, bioinsumos e tecnologia agrícola, além de resultar na formalização da abertura do mercado panamenho para sementes brasileiras de coco e café.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa integra os esforços do Governo Federal para diversificar rotas logísticas estratégicas, ampliar o acesso de produtos brasileiros aos mercados internacionais e promover ações que contribuam para a competitividade e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com apoio institucional do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) no Panamá, a delegação brasileira realizou uma série de encontros com representantes dos setores público e privado panamenhos. O representante do organismo no país, Miguel Arvelo, acompanhou a programação e contribuiu para a articulação das atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos destaques da missão foi a visita técnica a três terminais portuários do complexo de Cristóbal, administrados por uma das maiores operadoras portuárias do Panamá. A comitiva conheceu a infraestrutura utilizada na recepção, movimentação, armazenamento e transbordo de cargas, além dos sistemas de integração logística que conectam o país às principais rotas marítimas internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a visita, foram apresentados os procedimentos relacionados ao transporte de fertilizantes, grãos, gás natural e matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes. A agenda permitiu avaliar o potencial do Panamá como plataforma logística estratégica para o fornecimento desses insumos ao mercado brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A localização geográfica privilegiada do país e sua conectividade com os principais corredores marítimos globais, por meio do Canal do Panamá, reforçam sua relevância para futuras iniciativas de cooperação voltadas ao fortalecimento das cadeias de suprimentos do agronegócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A programação incluiu ainda visita ao Centro de Visitantes de Água Clara, no lado atlântico do novo Canal do Panamá. No local, a delegação acompanhou o funcionamento das eclusas e a passagem de embarcações de grande porte, aprofundando o conhecimento sobre a importância da via para o comércio marítimo internacional e para a logística global de cargas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comitiva também se reuniu com representantes da Asociación Nacional de Distribuidores de Insumos Agropecuarios y Maquinarias (ANDIA), entidade que reúne empresas dos setores de insumos agropecuários e máquinas agrícolas do Panamá. Durante o encontro, foram discutidos aspectos relacionados à produção, distribuição e logística de fertilizantes, além de oportunidades de cooperação em fertilizantes, bioinsumos e inovação tecnológica aplicada à agricultura.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cooperação com o setor produtivo</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A agenda incluiu reuniões com representantes das principais entidades do setor agropecuário panamenho. Os encontros abordaram oportunidades de cooperação técnica, intercâmbio de conhecimento, transferência de tecnologia, logística de insumos e ampliação das relações comerciais entre os dois países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As discussões reforçaram o interesse mútuo em ampliar a integração entre os setores produtivos do Brasil e do Panamá, especialmente em áreas relacionadas à segurança alimentar, inovação e desenvolvimento sustentável da agropecuária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Participaram do encontro Alicia Jiménez, presidente da Federación de Cámaras de Comercio, Industrias y Agricultura de la República de Panamá (FEDECAMARAS); Víctor Epifanio e Carlos Pitty, da Asociación Nacional de Porcicultores (ANAPOR); Ivvana Quintero, da Asociación Nacional de Molineros (ANALMO); Samuel Vernaza, da Asociación Nacional de Ganaderos (ANAGAN); e Italo Salcedo, da Asociación Nacional de Avicultores (ANAVIP).</p>



<h3 class="wp-block-heading">Abertura de mercado</h3>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito governamental, a delegação brasileira foi recebida pelo ministro do Desenvolvimento Agropecuário do Panamá, Roberto Linares, e pelo vice-ministro José Aníbal Rincón Stanziola, em reunião que contou com a participação de autoridades das áreas de sanidade vegetal, saúde animal, engenharia rural e irrigação, agricultura, pecuária, agroindústria e desenvolvimento rural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o encontro, foram assinados os documentos que formalizam a abertura do mercado panamenho para a importação de sementes brasileiras de coco e café. A medida representa mais um avanço na agenda de acesso a mercados conduzida pelo Mapa e fortalece o comércio agropecuário bilateral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A abertura amplia as oportunidades para os exportadores brasileiros do setor de sementes e reforça a confiança entre os sistemas de controle sanitário dos dois países. A iniciativa também contribui para a diversificação das relações comerciais e para o fortalecimento da cooperação agropecuária entre Brasil e Panamá.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados da missão reforçam o compromisso do Mapa com a ampliação de mercados para os produtos agropecuários brasileiros e com a construção de parcerias estratégicas que fortaleçam o abastecimento de insumos essenciais à produção agropecuária nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Mapa</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="DENI SANTANA O CABOCLO CATINGUEIRO" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/vn-Q0Re9eYg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Estudantes de três colégios estaduais conquistam primeiras colocações em feira científica no Panamá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Nov 2024 18:22:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[feira científica]]></category>
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		<category><![CDATA[Panamá]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Projetos apresentados por estudantes de três colégios estaduais baianos alcançaram as primeiras colocações no Encuentro Internacional de Ciencias y Tecnología Estudiantil Fenosista (EICYTEF 2024), que aconteceu ao longo dessa semana, no Panamá. O Centro Juvenil de Vitória da Conquista, com o projeto “Podcast na Educação: a Biologia presente no Universo Geek” na categoria Ciências Biológicas. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Projetos apresentados por estudantes de três colégios estaduais baianos alcançaram as primeiras colocações no Encuentro Internacional de Ciencias y Tecnología Estudiantil Fenosista (EICYTEF 2024), que aconteceu ao longo dessa semana, no Panamá. O Centro Juvenil de Vitória da Conquista, com o projeto “Podcast na Educação: a Biologia presente no Universo Geek” na categoria Ciências Biológicas. Já na categoria Ciências Sociais venceu o primeiro lugar o Colégio Estadual Nilde Maria Monteiro Xavier, do município de Palmeiras, com o projeto &#8220;D&#8217;eco e Eco Velas Aromáticas de Óleo de Cozinha Reciclado&#8221;. O trabalho dos estudantes da Chapada também ficou com a segunda colocação geral do encontro científico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro destaque foi o projeto &#8220;Black Lives Matter: estratégias de combate ao racismo&#8221;, dos alunos do Colégio Estadual Carlos Valadares, do município de Santa Bárbara, que alcançou a terceira colocação na categoria Ciências Sociais. O EICYTEF 2024 teve início na quarta-feira e foi encerrado na sexta (dia), com participação de estudantes de diferentes países latino-americanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto do Colégio Estadual Nilde Maria Monteiro Xavier, de Palmeiras teve a orientação do professor Jadson Souza e foi desenvolvido pelos estudantes Adriellen Santana, Gustavo Souza, Lucas de Almeida, Angelo de Sá Neto, Guto Gonçalves e Luna Kauane desenvolveram o projeto “D’eco e Eco Velas Aromáticas de Óleo de Cozinha Reciclado. Já o projeto do colégio de Vitória da Conquista explora conceitos biológicos presentes no universo afetivo dos adolescentes, como séries, filmes, jogos, entre outros. O trabalho foi realizado pelas estudantes Kênia Costa Andrade, Rebeca Reis e Stela, sob a orientação da professora de Biologia Karine Brandão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A professora de Língua Inglesa Charlene Conceição de Jesus acompanhou os estudantes Ramon Santos da Silva e Vagner Santos Costa, do Colégio Estadual Carlos Valadares, de Santa Bárbara. O projeto desenvolvido por eles aborda o letramento racial e o colorismo, a partir das aulas de Língua Inglesa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre o encontro – O EICYTEF é uma organização formada por professores e alunos formados na Escola Pascual Venancio Fenosa do Distrito de Chepo, Província do Panamá, República do Panamá e que tem como objetivo fortalecer os laços de fraternidade entre estudantes latino-americanos, por meio da ciência e tecnologia educacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Ascom Jornalismo / Foto: Divulgação</p>



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<iframe title="OS FANTASMAS DO PASSADO: COMO TRAUMAS INSCONSCIENTES MOLDAM NOSSAS VIDAS ATUAIS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/3t9OEmPQR48?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



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		<title>EUA doa ao Panamá tendas e materiais para ajudar migrantes na selva de Darién</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Mar 2024 20:22:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Panamá]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os Estados Unidos doaram, nesta segunda-feira (11), tendas e camas de campanha, entre outros materiais, para ajudar os migrantes que chegam ao Panamá após cruzar a inóspita floresta de Darién, dias depois da saída da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) do lugar. Este ano, até 8 de março, cerca de 82 mil migrantes atravessaram a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Os Estados Unidos doaram, nesta segunda-feira (11), tendas e camas de campanha, entre outros materiais, para ajudar os migrantes que chegam ao Panamá após cruzar a inóspita floresta de Darién, dias depois da saída da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) do lugar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este ano, até 8 de março, cerca de 82 mil migrantes atravessaram a partir da Colômbia essa selva, onde aumentou a insegurança e, segundo a MSF, as agressões sexuais contra os viajantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa denúncia levou o governo panamenho a suspender a ação humanitária do MSF em Darién e afirmar que há “organizações internacionais”, que não identificou, que incentivam essas perigosas travessias ao fornecer “mapas de como cruzar a floresta”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A embaixada dos Estados Unidos no Panamá entregou a ajuda, que inclui também cobertores e mosquiteiros, e totaliza US$ 500 mil (R$ 2,48 milhões), ao Serviço de Migração e Polícia Fronteiriça (Senafront) do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Washington doou nos últimos três anos US$ 43 milhões (R$ 213,94 milhões, no câmbio atual) em assistência aos migrantes no Panamá, destacou o ministro conselheiro da embaixada, John Barrett, em uma base do Senafront em Metetí, na província de Darién.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diplomata lamentou os incidentes de 2 de março em San Vicente, perto de Metetí, onde uma discussão entre duas mulheres migrantes resultou em uma briga e o incêndio de um abrigo e alguns veículos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É uma grande tristeza, mas também reconhece que há um grande desafio, que há um grande fardo para as comunidades locais que estão no caminho (…) de onde vêm os migrantes”, disse aos jornalistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naquela data, cerca de 250 migrantes entraram em confronto com policiais de fronteira. A briga acabou com 45 detidos – 38 venezuelanos, seis colombianos e um equatoriano -, que serão julgados por “crimes contra a segurança coletiva” e “contra o patrimônio econômico”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4f2.png" alt="📲" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> <strong><a href="https://whatsapp.com/channel/0029Va7POUB9sBI88RkOb31T">Clique aqui e participe do Canal do Ipirá City no WhatsApp</a></strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="O vereador e a comunidade: como estreitar mais esse diálogo?" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/jdBuk2QlkhY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>Isto é</strong></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/eua-doa-ao-panama-tendas-e-materiais-para-ajudar-migrantes-na-selva-de-darien/">EUA doa ao Panamá tendas e materiais para ajudar migrantes na selva de Darién</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>&#8216;Desidratado demais para chorar&#8217;: a viagem mortal dos migrantes no Panamá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Aug 2022 12:10:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Imigrantes]]></category>
		<category><![CDATA[Panamá]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atenção: esta reportagem contém detalhes que alguns leitores podem considerar perturbadores. A pediatra Yesenia Williams ficou tão chocada com o que viu em um centro de recepção de migrantes ao norte da região de Darién, que separa o Panamá da Colômbia, que não conseguia falar sobre o assunto — nem mesmo com seus colegas. &#8220;Não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atenção: esta reportagem contém detalhes que alguns leitores podem considerar perturbadores.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A pediatra Yesenia Williams ficou tão chocada com o que viu em um centro de recepção de migrantes ao norte da região de Darién, que separa o Panamá da Colômbia, que não conseguia falar sobre o assunto — nem mesmo com seus colegas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não esperava tanto sofrimento e tantas dificuldades&#8221;, relembra ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seus nove dias trabalhando em uma clínica improvisada na cidade panamenha de San Vicente, ela e seus colegas trataram de centenas de migrantes exaustos que haviam caminhado pela densa floresta entre a Colômbia e o Panamá.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ouvindo suas histórias, os médicos tiveram uma ideia da luta para sobreviver no que tem sido descrito como a parte mais traiçoeira da rota migratória mais perigosa do mundo, que as pessoas atravessam na esperança de encontrar refúgio nos Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As condições das crianças que fizeram a travessia foram o que mais comoveu Williams. Algumas estavam tão desidratadas que seus olhos pareciam afundados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela lembra que não havia lágrimas quando elas choravam. Outras estavam tão desorientadas que não conseguiam lembrar seus próprios nomes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Elas presenciaram coisas que não deveriam ter visto&#8221;, afirma a pediatra, sobre a violência e os ataques sofridos por parte dos migrantes durante a travessia.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Inferno-verde">Inferno verde</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A região de Darién estende-se por 575 mil hectares de espessa floresta tropical, formando uma barreira natural entre a América do Sul e a América Central.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não há estradas pavimentadas, nem caminhos sinalizados, para ajudar a atravessar essa terra sem lei, onde assaltos e estupros são comuns.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos riscos, cada vez mais migrantes atravessam a pé a trilha de 97 km, entre pântanos e montanhas — o que pode levar mais de uma semana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estima-se que 133 mil migrantes tenham cruzado a selva de Darién em 2021. Desse total, 30 mil eram crianças. Muitas das pessoas que fazem a perigosa travessia são famílias do Haiti, Cuba e Venezuela, mas Williams conta que já viu crianças chegando sozinhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos nove dias que os médicos passaram em San Vicente, eles trataram cerca de 500 migrantes que fizeram a travessia e entrevistaram 70 deles em detalhes.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Entrega-de-crianças-a-estranhos">Entrega de crianças a estranhos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O médico José Antonio Suárez, especialista em doenças infecciosas da equipe, relembra como cuidou de um homem venezuelano de 60 anos que viajava com duas crianças, de quatro e cinco anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico imaginou que fossem os netos do migrante, mas ele contou que não eram da sua família. Ele disse que a mãe das crianças era uma mulher haitiana que ele havia conhecido na selva e pedido que ele os levasse a San Vicente, porque ela não tinha mais forças para andar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O grau de desespero é tão grande que um pai pode entregar seu filho para um estranho&#8221;, explica Suárez.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Relatos-devastadores-de-mortes-na-travessia">Relatos devastadores de mortes na travessia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O epidemiologista panamenho Roderick Chen-Camaño, experiente no trabalho com comunidades indígenas na selva, achava que estava preparado para o que encontraria na clínica improvisada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não achei que fosse ver algo de novo&#8221;, afirma ele, relembrando em seguida um migrante venezuelano que desabou em lágrimas quando contou o que havia presenciado durante a viagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O homem afirma que fazia parte de um grupo de migrantes que estava escalando a cadeia montanhosa que separa a Colômbia do Panamá quando uma mulher haitiana desmaiou. E o que aconteceu em seguida marcou o venezuelano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o migrante, assim que o marido percebeu que ela estava morta, ele atirou um dos filhos do rochedo. E ele lembra que tentou impedir o haitiano desesperado de fazer o mesmo com o outro filho, sem sucesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o migrante venezuelano contou ao médico que também não conseguiu impedir o homem haitiano de pular para o vazio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A BBC não conseguiu confirmar o relato do migrante de forma independente, mas números da Organização Internacional de Migração indicam que dezenas de migrantes morrem todos os anos cruzando a região do Darién.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Atravessando-águas-infectadas">Atravessando águas infectadas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Yesenia Williams afirma que é frustrante ver que sua equipe só conseguia fazer o mínimo indispensável na clínica improvisada, aliviando parte dos sintomas sem lidar com suas causas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nós vemos apenas uma pequena parte da experiência dos migrantes&#8221;, reflete a médica. Mas José Antonio Suárez, que é da Venezuela, sente-se feliz de poder oferecer ao menos alguma ajuda aos seus compatriotas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maior parte dos migrantes que atravessou a região de Darién no ano passado foi de haitianos, mas os venezuelanos são a maioria em 2022. Muitos deles deixaram a Venezuela nos últimos anos em meio à crise econômica do país, para tentar ganhar a vida em outros países sul-americanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas os rígidos lockdowns impostos durante a pandemia de covid-19 dificultaram ainda mais a situação desses migrantes. Por isso, muitos deles agora estão se dirigindo para o norte, em busca de novas oportunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pacientes venezuelanos atendidos por Suárez na clínica apresentava uma irritação incomum na pele dos pés e das pernas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas lesões vermelhas que causam coceira relembraram ao médico de 67 anos algo que ele não via desde a adolescência, quando visitou a laguna de Unare, no seu país-natal, a Venezuela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Suárez diagnosticou o migrante e mais de 20 outras pessoas que chegaram logo depois dele com dermatite cercarial, também chamada de coceira do nadador. Ela é causada por larvas parasitas que são liberadas por caramujos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As larvas minúsculas penetram na pele dos nadadores, causando erupções. Elas morrem, mas, quanto mais o paciente coça a área afetada, pior fica a irritação, já que a pele ferida pode ser facilmente infectada por bactérias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas uma das colegas do Dr. Suárez, a pediatra Rosela Obando, observou que muitos adultos sofriam a irritação, enquanto as crianças pareciam não ser infectadas. E, conversando com os migrantes, eles descobriram o porquê.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os adultos haviam se infectado enquanto atravessavam os muitos cursos d&#8217;água que cortam a região de Darién, mas as crianças haviam sido poupadas porque seus pais as carregavam no colo para evitar que fossem arrastadas pela corrente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A irritação raramente causa complicações, mas Suárez adverte que beber a água infestada pelos parasitas pode trazer consequências sérias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o médico explica que os migrantes que cruzam a região de Darién muitas vezes não têm escolha. Carregar garrafas de água seria um peso muito grande na sua árdua jornada, beber água dos rios infestados com larvas causa gastrite e deixar de beber água causa desidratação.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Levados-pelo-rio">&#8216;Levados pelo rio&#8217;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os profissionais da clínica encontraram uma história particularmente marcante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A bióloga Yamilka Díaz conta que decidiu trabalhar na região de Darién depois de conhecer Delicia, uma menina de cinco anos de idade que foi encontrada ao lado do corpo da mãe no meio da floresta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Delicia foi levada ao instituto onde Díaz trabalhava fazendo exames de sangue para determinar doenças tropicais, como a malária e a dengue.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando Díaz perguntou a Delicia o que ela se lembrava de ter acontecido, ela disse apenas que sua família havia sido &#8220;levada pelo rio&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A bióloga afirma que atender os migrantes mudou a sua vida e a fez observar temas mais mundanos, como o aumento do custo de vida, com mais lucidez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Você vê tudo diferente&#8221;, segundo Díaz, que deixou a clínica improvisada descalça, depois de dar seus sapatos a uma migrante que teve os tênis infectados por fungos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>BBC</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-15-at-10.41.14-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-53290"/></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/desidratado-demais-para-chorar-a-viagem-mortal-dos-migrantes-no-panama/">‘Desidratado demais para chorar’: a viagem mortal dos migrantes no Panamá</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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