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	<title>PEC Kamikaze |</title>
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	<title>PEC Kamikaze |</title>
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		<title>Dividendos da Petrobras garantem ao governo pagamento da PEC Kamikaze com sobras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jul 2022 12:13:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[PEC Kamikaze]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Considerado repasses do primeiro semestre, União vai receber R$ 49,8 bilhões na distribuição de lucros da estatal; PEC custará R$ 41,2 bilhões A soma de&#160;dividendos da Petrobras&#160;distribuída ao governo federal no primeiro semestre deste ano vai ser capaz de suprir, com sobras, os gastos da chamada&#160;PEC Kamikaze&#160;&#8211; que garante a concessão de benefícios sociais às [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Considerado repasses do primeiro semestre, União vai receber R$ 49,8 bilhões na distribuição de lucros da estatal; PEC custará R$ 41,2 bilhões</p>



<p>A soma de&nbsp;<a href="https://www.otempo.com.br/economia/petrobras-aprova-pagamento-recorde-de-r-87-bilhoes-em-dividendos-aos-acionistas-1.2707190" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>dividendos da Petrobras&nbsp;</strong></u></a>distribuída ao governo federal no primeiro semestre deste ano vai ser capaz de suprir, com sobras, os gastos da chamada&nbsp;<a href="https://www.otempo.com.br/politica/congresso/pec-kamikaze-e-piso-da-enfermagem-sao-promulgados-pelo-congresso-1.2699611" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>PEC Kamikaze</strong></u></a>&nbsp;&#8211; que garante a concessão de benefícios sociais às vésperas das eleições. Considerando o repasse de R$ 17,7 bilhões do primeiro trimestre e os R$ 32,1 bilhões que serão distribuídos à União decorrentes do desempenho da estatal no segundo trimestre, a arrecadação total vai ser de R$ 49,8 bilhões.&nbsp;</p>



<p>O valor expressivo que sai da estatal aos cofres públicos nacionais ocorre pois o governo federal é o acionista principal da Petrobras e recebe a maior fatia dos dividendos distribuídos pela empresa. Na PEC, promulgada em 14 de julho, foi permitido ao Executivo gastar R$ 41,2 bilhões fora do teto de gastos públicos O montante vai ser destinado a partir do reconhecimento do estado de emergência para ampliar os valores dos Auxílios Brasil e Gás e garantir o pagamento de benefícios a caminhoneiros e taxistas até dezembro deste ano.&nbsp;</p>



<p>Nesta conta, ainda restariam ao governo R$ 8,6 bilhões que podem ser utilizados, por exemplo, na compensação do ICMS aos Estados pela perda de arrecadação com o <a href="https://www.otempo.com.br/economia/bolsonaro-sanciona-lei-que-limita-icms-de-combustiveis-energia-e-transporte-1.2688489" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>teto previsto nas alíquotas</strong></a> do imposto que incidem sobre combustíveis, energia elétrica e telecomunicações. Estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) estima que os governos estaduais vão perder R$ 15,4 bilhões com a limitação imposta via Lei Complementar 194. </p>



<p>Fonte: O Tempo</p>



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		<title>Com PEC &#8216;Kamikaze&#8217;, teto de gastos sofre 5ª alteração no governo Bolsonaro; economistas veem perda de credibilidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jul 2022 10:25:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[PEC Kamikaze]]></category>
		<category><![CDATA[Teto Fiscal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde 2019, o governo Jair Bolsonaro e o Congresso Nacional patrocinaram cinco grandes mudanças no teto de gastos, a principal regra fiscal do país, responsável por limitar o crescimento das despesas à inflação do ano anterior. As alterações somam um impacto fiscal de R$ 213 bilhões em relação ao desenho original da regra, de acordo com um monitoramento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde 2019, o governo Jair Bolsonaro e o Congresso Nacional patrocinaram cinco grandes mudanças no teto de gastos, a principal regra fiscal do país, responsável por limitar o crescimento das despesas à inflação do ano anterior.</p>



<p>As alterações somam um impacto fiscal de R$ 213 bilhões em relação ao desenho original da regra, de acordo com um monitoramento realizado pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão atrelado ao Senado Federal.</p>



<p>Ao longo desses anos, as alterações permitiram que despesas fossem realizadas fora do teto de gastos, além de uma mudança que alterou o período de correção do teto, expandindo o espaço para novos gastos dentro da regra. (<em>Veja ao fim do texto detalhes das mudanças já realizadas.</em>)</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Essas mudanças significam que, nessa disputa entre o desejo de aumentar gastos e a regra que deveria conter essa ampliação, a regra se tornou o elo mais fraco. Ou seja,&nbsp;<strong>ela não passa a ser crível mais</strong>&#8220;, avalia Daniel Couri, diretor-executivo da IFI. ”</p></blockquote>



<p>&#8220;Mexer tanto numa regra fiscal faz com que as pessoas não achem mais que ela vai segurar qualquer crescimento de despesa&#8221;, acrescenta.</p>



<p>A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apelidada de &#8220;Kamikaze&#8221; foi a última grande mudança no teto de gastos. Ela foi aprovada pela Câmara dos Deputados em votação concluída nesta quarta-feira (13) e terá um custo de R$ 41,2 bilhões fora da âncora fiscal.</p>



<p>A PEC cria um estado de emergência e, entre as principais propostas, amplia o valor do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, dobra o benefício do vale gás e cria um voucher de R$ 1 mil para caminhoneiros autônomos. As medidas valem até 31 de dezembro deste ano.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perda de credibilidade fiscal</h2>



<p>Ao assumir o comando do país, a atual equipe econômica se comprometeu com a manutenção do teto de gastos e defendeu a redução de despesas obrigatórias. No primeiro ano da gestão Bolsonaro, o time do ministro Paulo Guedes teve sucesso ao obter, no Congresso Nacional, a aprovação da reforma da Previdência.</p>



<p>Mas as outras reformas acabaram ficando pelo caminho, como é o caso da administrativa, que reduziria os gastos com pessoal, e a tributária, que aumentaria o potencial de crescimento e arrecadação do país.</p>



<p>Com reformas travadas e eleições se aproximando em um cenário de pandemia e inflação elevada, governo e Congresso começaram a patrocinar uma série de investidas contra o teto de gastos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Na virada do ano, em 1º de janeiro, de acordo com essa PEC (Kamikaze), o país teoricamente não terá mais esses benefícios em vigência, mostrando o caráter eleitoral da medida, que está sendo adotada a menos de 100 dias da eleição&#8221;, afirma Juliana Damasceno, economista da consultoria Tendências.</p></blockquote>



<p>As pesquisas eleitorais mais recentes mostram Bolsonaro atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que tem levado preocupação ao Palácio do Planalto.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Pequenas alterações que dão apenas uma sobrevida ao teto acabam prejudicando a regra em si, com uma qualidade pior e fazendo com que a regra não seja a âncora que deveria ser no médio e longo prazo&#8221;, diz Juliana. &#8220;Hoje, o teto ainda é uma âncora, mas é uma âncora abalada.&#8221;</p></blockquote>



<p>Em Brasília, porém, o discurso da equipe econômica é outro. O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem dito que a melhora de arrecadação observada nos últimos meses permite que o país amplie os seus gastos.</p>



<p>&#8220;Nós estamos repassando os excessos de arrecadação, nós estamos (repassando) os extraordinários resultados dos dividendos das empresas estatais. Nós estamos compartilhando com a população&#8221;, afirmou Guedes na terça-feira.</p>



<p>Nem todo gasto realizado fora do teto é alvo de críticas dos especialistas em contas públicas: no início da pandemia, com o país em estado de calamidade pública, o Congresso aprovou o chamado &#8220;Orçamento de Guerra&#8221;, o que permitiu separar as despesas emergenciais relacionadas à pandemia de coronavírus do Orçamento geral da União.</p>



<p>Com o &#8220;Orçamento de guerra&#8221;, o governo não precisou cumprir exigências aplicadas ao orçamento regular, como a &#8220;regra de ouro&#8221;, que impede a União de contrair dívidas para pagar despesas correntes, e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Dessa forma, a União pôde contar com crédito extraordinário para novos gastos, sem afetar o teto de gastos. Por ter sido uma manobra realizada dentro da regra do jogo, o montante do &#8220;Orçamento de guerra&#8221; não entrou no acompanhamento da IFI.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Teto foi criado em 2016</h2>



<p>Criado em 2016 pelo governo Michel Temer, o teto de gasto se transformou na principal âncora das contas públicas do país desde a sua implementação.</p>



<p>À época, a equipe econômica justificou a medida como uma forma de controle do rumo das finanças do governo. O Brasil gastava mais do que arrecadava, passou a acumular déficits primários sucessivos, e viu a dívida crescer. Com a piora das contas públicas, o país perdeu, em 2015, o grau de investimento, uma espécie de selo de bom pagador e que assegurava a confiança dos investidores internacionais na economia brasileira.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Ele (o teto) se fez necessário por conta da trajetória ascendente (da dívida). Naquele momento, essa regra foi colocada para impor algum controle, alguma trava na trajetória de gastos e dar uma certa previsibilidade para onde iriam as contas públicas&#8221;, diz Juliana.</p></blockquote>



<p>Sem uma âncora fiscal clara nos últimos meses, a economia brasileira passou a enfrentar sucessivos períodos de incerteza, o que provocou a desvalorização do dólar em relação ao real em diversos momentos. Desde que a PEC “Kamikaze” passou a ser discutida, por exemplo, o país viu a moeda norte-americana saltar do patamar de R$ 4,60 para R$ 5,40.</p>



<p>Na ponta, para o cidadão, um real desvalorizado pode se refletir em mais inflação e, consequentemente, em aumento da taxa básica de juros, o que encarece os empréstimos para as famílias e os investimentos para as empresas.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Quando o país mexe no teto de gastos, ele está turvando o cenário, adicionando muita incerteza, muito risco, o que faz com que o mercado comece a precificar todas essas questões&#8221;, diz Juliana.</p></blockquote>



<p>&#8220;A nossa segurança jurídica, o ambiente de negócios mais seguro e atrativo, acaba sendo prejudicado, seja por uma taxa de câmbio mais alta, seja por uma taxa de juros mais alta.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Relembre as mudanças já feitas no teto de gastos</h2>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Setembro de 2019</strong></li></ul>



<p>O Congresso aprovou uma PEC que permitiu ao governo federal não contabilizar no teto de gastos as transferências federais para estados e municípios relacionadas à repartição da cessão onerosa do pré-sal.&nbsp;Ao todo, foram repassados R$ 46,1 bilhões fora do teto.</p>



<p>A cessão onerosa é o nome que se dá ao direito de contrato de exploração de petróleo em uma área do pré-sal. Antes das mudanças, os repasses dos recursos arrecadados com a cessão onerosa eram considerados uma despesa do governo, o que entrava na conta do teto.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Março de 2021</strong></li></ul>



<p>A&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2021/03/15/congresso-promulga-a-pec-emergencial-que-viabiliza-retomada-do-auxilio-emergencial.ghtml">aprovação da PEC Emergencial</a>&nbsp;abriu um&nbsp;espaço de R$ 44 bilhões fora do teto para o governo gastar. À época, o valor foi utilizado para bancar uma nova rodada do Auxílio Emergencial.</p>



<p>O governo condicionou a volta do auxílio à aprovação da PEC, porque ela criou mecanismos para tentar compensar esse gasto adicional. Passou a permitir que sempre que as despesas obrigatórias da União superassem 95% da despesa total sujeita ao teto de gastos, alguns gatilhos de contenção, para evitar descontrole fiscal, fossem automaticamente acionados.</p>



<p>Também proibiu o reajuste salarial de servidores e contratação de novos funcionários.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Dezembro de 2021</strong></li></ul>



<p>A PEC dos Precatórios provocou duas alterações no teto de gastos, com impacto de R$ 81,7 bilhões, de acordo com a IFI. Desse montante, o impacto de R$ 69,7 bilhões tem como origem a mudança no período de correção do teto, agora de janeiro a dezembro – antes, era corrigido com base na inflação registrada em 12 meses até junho do ano anterior.</p>



<p>A outra mudança tem a ver com o pagamento fora do teto de R$ 7,9 bilhões de precatórios (dívidas da União) do antigo Fundef – fundo educacional que foi substituído pelo Fundeb – e de R$ 4,1 bilhões com dívidas que o governo pagou com 40% de desconto.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Julho de 2022</strong></li></ul>



<p>A PEC Kamikaze cria benefícios sociais a poucos meses da eleição, que será realizada em outubro. O custo estimado fora do teto é de R$ 41,2 bilhões. A proposta amplia o valor do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, dobra o benefício do vale gás e cria um voucher de R$ 1 mil para caminhoneiros autônomos.</p>



<p>Também prevê um auxílio para taxistas, compensação para os estados para atender a gratuidade de transporte para idosos, entre outros.</p>



<p>Fonte: <strong>G1</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-15-at-10.41.14-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-53290"/></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/com-pec-kamikaze-teto-de-gastos-sofre-5a-alteracao-no-governo-bolsonaro-economistas-veem-perda-de-credibilidade/">Com PEC ‘Kamikaze’, teto de gastos sofre 5ª alteração no governo Bolsonaro; economistas veem perda de credibilidade</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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