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	<title>Pioneiras |</title>
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		<title>Dia das Mulheres: primeira juíza de futebol, primeira cacique, primeira escritora; veja a história de 8 pioneiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2022 12:11:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[8 de Março]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ser a&nbsp;<strong>primeira árbitra de futebol do Brasil&nbsp;</strong>numa época em que&nbsp;o esporte era proibido para as mulheres no país. Ou a&nbsp;<strong>primeira cacique indígena</strong>&nbsp;num ambiente dominado por homens. Ou ainda a&nbsp;<strong>primeira bailarina trans</strong>&nbsp;do Theatro Municipal de São Paulo.</p>



<p>Para marcar o Dia das Mulheres, celebrado nesta terça-feira, 8 de março, o g1 publica uma série de reportagens com as histórias de <strong>oito mulheres pioneiras</strong> em diferentes áreas.</p>



<p>Em comum, elas têm&nbsp;<strong>resiliência</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>coragem</strong>&nbsp;para persistir e seguir em frente, apesar das adversidades de uma sociedade patriarcal e desigual como a brasileira. Suas conquistas e trajetórias de vida servem de inspiração e exemplo para as gerações seguintes.</p>



<p>No entanto, se por um lado elas conseguiram avançar e provocar transformações, de outro, ainda há um longo caminho pela frente a ser percorrido para a plena igualdade de gênero.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Confira a história dessas oito mulheres:</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Machismo no futebol</h2>



<p>Primeira árbitra feminina de futebol do Brasil, a mineira&nbsp;<strong>Lea Campos</strong>&nbsp;nasceu numa época em que vigorava no Brasil uma&nbsp;lei que proibia as mulheres de praticarem o esporte.</p>



<p>Isso, porém, nunca a afastou dos campos &#8211; nem mesmo nos tempos da ditadura militar. Ela organizava partidas entre grupos de mulheres,&nbsp;chegando até a ser presa por isso. Depois, passou a cobrir jogos como jornalista. Mas&nbsp;<strong>gostava mesmo era de apitar</strong>. Daí para fazer um curso de arbitragem, foi um pulo.</p>



<p>No entanto, a Federação Mineira de Futebol (FMF) não queria conceder, de jeito nenhum, seu diploma. Lea não se deu por vencida. Conseguiu uma audiência com o então presidente da República, o general Emílio Garrastazu Médici, fã do esporte.</p>



<p>Valendo-se de uma&nbsp;<strong>brecha na lei&nbsp;</strong>que dizia que as mulheres não podiam praticar o futebol, mas não falava nada sobre apitar partidas, ela o convenceu a determinar que fosse expedido o diploma.&nbsp;A proibição para mulheres jogarem futebol só veio a cair em 1979.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Era tanta a minha implicância [sobre] por que a mulher não podia jogar futebol, que eu creio que eu influenciei um pouco na liberação do futebol para mulher&#8221;, diz Lea.</p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Luta no campo</h2>



<p>Nascida em uma família proprietária de terras,&nbsp;<strong>Elizabeth Teixeira</strong>&nbsp;entrou na&nbsp;luta pelos direitos dos trabalhadores rurais por opção. Embora já se indignasse com as condições de trabalho dos campesinos, foi por meio do marido, João Pedro, filho de lavrador e ativista, que teve contato com a dura realidade.</p>



<p>A história do casal foi retratada no documentário &#8220;Cabra marcado para morrer&#8221; e ganhou projeção nacional. Após a morte de João Pedro em razão do conflito agrário, Elizabeth assumiu o seu lugar e se tornou a primeira mulher a liderar uma liga camponesa.</p>



<p>Símbolo da defesa pelo direito à terra, ela chegou a ser presa diversas vezes sob a alegação de &#8220;subversão&#8221;. Mesmo assim, não desistia nem cedia diante das ameaças de latifundiários.</p>



<p>Por um longo período,&nbsp;precisou mudar de estado e até de nome. Com exceção de um dos filhos que seguiu com ela, os outros dez foram divididos e acabaram ficando com diferentes parentes &#8211; essa separação marcaria a vida da ativista de forma profunda.</p>



<p>Apesar de todas as dificuldades, Elizabeth seguiu, por toda a sua vida, reivindicando a reforma agrária e participando de movimentos e articulações políticas. Hoje, aos 97 anos, ainda é <strong>fonte de inspiração na luta no campo</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Liderança indígena</h2>



<p>Conhecida como&nbsp;<strong>Cacique Pequena</strong>, Maria de Lourdes da Conceição Alves foi a&nbsp;primeira mulher a se tornar cacique no Brasil. Nomeada para um lugar tradicionalmente ocupado por homens, Pequena rompeu paradigmas ao ser escolhida em 1995 para guiar os caminhos da tribo Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz, na região metropolitana de Fortaleza (CE).</p>



<p>De seus quase 77 anos de idade, 27 são dedicados ao comando e à orientação da comunidade. Uma de suas principais conquistas foi a demarcação de terra para o seu povo.</p>



<p>O processo teve início há mais de 25 anos e está longe do fim &#8211; faltam ainda alguns procedimentos até a aldeia receber a homologação definitiva da terra, mas já representa um grande avanço. Cacique Pequena também lutou por outras melhorias, como o fornecimento de energia elétrica e a construção de uma escola na tribo.</p>



<p>A representatividade dela abriu espaço para outras indígenas que vieram a seguir. Hoje, Pequena continua cacique para aconselhamento da tribo, mas o dia a dia da aldeia é tocado por duas de suas filhas &#8211; para quem fez questão de passar o cacicado.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Eu fiz o caminho para as mulheres do Brasil&#8221;, diz Cacique Pequena.</p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Artes</h2>



<p>Desde pequena,&nbsp;<strong>Márcia Dailyn</strong>&nbsp;sabia o que queria: ser artista. Precisou vencer preconceitos e há 26 anos se tornou a&nbsp;primeira bailarina trans do Theatro Municipal de São Paulo.</p>



<p>Ainda jovem, deixou a cidade de Jales, a mais de 580 quilômetros de São Paulo, e seguiu seu sonho: se inscreveu para participar da seleção para a famosa Escola Municipal de Bailado, como era chamado o corpo de balé do tradicional teatro naquela época. Aprovada na audição, mudou-se para a capital paulista e, aos 17 anos, estreava como bailarina.</p>



<p>Depois, Márcia estudou ainda por dois anos na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville (SC), e teve a oportunidade de dividir o palco com grandes estrelas, como Ana Botafogo.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Hoje, eu olho tudo o que eu sofri, tudo o que eu passei, mas não com tristeza. É um degrau que a cada dia eu ia subindo, e assim é a vida&#8221;, afirma.</p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Representatividade</h2>



<p>Aos 22 anos, a publicitária&nbsp;<strong>Joana Mendes</strong>&nbsp;partiu de Porto Velho para o Rio de Janeiro com um sonho: se tornar diretora de criação em uma agência, posição que não é ocupada com frequência por mulheres negras no Brasil. Hoje, com 36 anos, ela conquistou o cargo e tem ainda no currículo o mérito de ter&nbsp;criado o primeiro e único banco de imagens de mulheres negras do mundo.</p>



<p>O caminho que levou a essas conquistas profissionais está ligado à trajetória pessoal dela e na percepção da própria identidade e de como é representada na sociedade &#8211; sobretudo, no mercado de trabalho publicitário.</p>



<p>Em 2017, quando procurava fotos de pessoas para inserir em campanhas, Joana percebeu que quase nunca encontrava imagens de mulheres negras, principalmente que aparentassem ser genuinamente brasileiras. Surgiu a partir daí a ideia do banco de imagens.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Literatura</h2>



<p>Considerada a primeira escritora do Brasil,&nbsp;<strong>Maria Firmina dos Reis</strong>&nbsp;conseguiu a proeza de ser pioneira em várias frentes mesmo sendo mulher e negra na sociedade brasileira do século 19, marcada pela escravidão e patriarcalismo.</p>



<p>Ela foi a&nbsp;<strong>primeira mulher a ser aprovada em um concurso público no Maranhão</strong>&nbsp;para o cargo de professora primária. Escreveu o&nbsp;<strong>primeiro livro brasileiro com temática abolicionista</strong>. Foi&nbsp;<strong>a primeira professora a fundar uma sala de aula mista, de meninos e meninas, no Maranhão</strong>, algo inadmissível para a época. E é considerada a<strong>&nbsp;</strong>primeira escritora brasileira.</p>



<p>Apesar de tantas conquistas, até meados do século 20, a biografia dela ainda era relativamente desconhecida e só foi ganhar visibilidade na década de 1960, quando o seu romance &#8220;Úrsula&#8221; voltou a ser reimpresso e estudado nas universidades nacionais. Publicada em 1859, a obra se desenvolve a partir do ponto de vista dos escravizados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Combate ao assédio</h2>



<p>Primeira mulher a se tornar oficial do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas, a tenente-coronel&nbsp;<strong>Camila Paiva</strong>&nbsp;se destaca também na luta das mulheres da Segurança Pública contra o assédio dentro dos quartéis.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Eu decidi lutar contra esse machismo, contra as consequências do machismo, do patriarcado, que é justamente o assédio, e fazer a minha voz ser ouvida. Aproveitar e utilizar o meu local de ser um oficial superior de poder falar por muitas que não podem, porque, muitas vezes, são perseguidas e têm medo”, afirma a tenente-coronel.</p></blockquote>



<p>Atualmente, ela integra a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AL) e preside a Comissão Mulher Segura. Seu papel é desenvolver políticas públicas de prevenção e combate à violência contra a mulher, além acolher e prestar assistência às vítimas que, em geral, silenciam diante do medo de sofrer represália e da vergonha.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ciência</h2>



<p>A menina que observava girinos e tinha coleção de joaninhas na infância não imaginava que viria a se tornar uma cientista premiada liderando pesquisas de ponta no enfrentamento de uma pandemia como a do coronavírus.</p>



<p>Ana Paula Salles Moura Fernandes trabalha no Centro de Tecnologia em Vacinas e Diagnósticos (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais e coordena a área de diagnóstico de Covid-19 da Rede Vírus do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).</p>



<p>Integrante de uma equipe à frente dos estudos de uma vacina contra a doença, ela defende maior protagonismo das mulheres na ciência. Em abril de 2021, foi uma das sete vencedoras do prêmio &#8220;Mulheres brasileiras que fazem a diferença&#8221;, concedido pela embaixada dos Estados Unidos no Brasil.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Mais mulheres precisam ter voz na academia e precisamos de todos juntos neste momento tão difícil para quem faz ciência e para quem acredita nela”, afirma Ana Paula.</p></blockquote>



<p>Fonte: <strong>g1</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/03/WhatsApp-Image-2022-03-06-at-22.09.33-2-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-43842"/></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/dia-das-mulheres-primeira-juiza-de-futebol-primeira-cacique-primeira-escritora-veja-a-historia-de-8-pioneiras/">Dia das Mulheres: primeira juíza de futebol, primeira cacique, primeira escritora; veja a história de 8 pioneiras</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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