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	<title>Placebo |</title>
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	<title>Placebo |</title>
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		<title>Placebo: o que é o efeito e como ele afeta até bebês e animais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Sep 2023 20:58:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Placebo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante o doutorado, a cirurgiã-dentista Laís Valencise Magri resolveu testar uma terapia à base de laser para o tratamento de dores que atingem a face. Para isso, ela selecionou algumas mulheres que tinham o incômodo e as dividiu em duas turmas: a primeira recebeu o tratamento “de verdade”, com laser, enquanto a segunda até tinha [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li>Por André Biernath</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o doutorado, a cirurgiã-dentista Laís Valencise Magri resolveu testar uma terapia à base de laser para o tratamento de dores que atingem a face.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, ela selecionou algumas mulheres que tinham o incômodo e as dividiu em duas turmas: a primeira recebeu o tratamento “de verdade”, com laser, enquanto a segunda até tinha contato com o aparelho emissor de luzes, mas sem nenhuma ação terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Detalhe importante: nem voluntários, nem pesquisadores, sabiam quem fazia parte de cada grupo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao final do experimento, o mistério foi desfeito e todos os envolvidos passaram a saber quem de fato recebeu o laser ou uma luz sem ação terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a outra parcela dos participantes, a estratégia foi contrária: ela dizia logo de cara o tipo de tratamento feito (laserterapia ou luz), para na sequência questionar se o incômodo no rosto havia melhorado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Queríamos ver se o conhecimento sobre a modalidade recebida influenciava na percepção imediata da dor”, aponta a dentista, que trabalha na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (Forp-USP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“E nós vimos que sim: quando a paciente sabia antes que não havia passado pelo laser, ela dizia estar com mais dor em comparação com as situações em que essa informação só era dada depois”, resume ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O mesmo aconteceu no grupo do tratamento ativo: se a voluntária sabia antes que recebeu o laser, ela tendia a relatar menos dor.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho de Magri é um exemplo clássico de um fenômeno que até hoje intriga a Ciência e a Medicina: o efeito placebo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito, que tem uma série de definições e foi envolvido em diversas polêmicas, ajuda a descrever como substâncias ou intervenções que não tem uma ação terapêutica conhecida podem funcionar na prática e gerar uma melhora de sintomas que afligem o corpo e a mente — até em bebês e animais de estimação.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/9.jpg" alt="" class="wp-image-86860" style="width:843px;height:105px" width="843" height="105" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/9.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/9-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 843px) 100vw, 843px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Não deveria funcionar — mas funciona…</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O placebo tem uma série de definições segundo o contexto em que ele aparece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na área da saúde, o fenômeno pode servir como uma medida de comparação para estudos que avaliam novos tratamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A ideia aqui é criar uma situação em que vou testar o efeito de uma intervenção, como um novo remédio. Daí, para um grupo, eu dou a medicação de fato e, para outro, ofereço as chamadas pílulas de farinha”, explica a psicóloga Edna Kahhale, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto dos testes clínicos, a expectativa é que o novo produto farmacêutico tenha um efeito superior ao tal placebo — caso o resultado seja igual ou inferior, isso significa que o medicamento não funciona como esperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Idealmente, essa divisão dos voluntários entre os grupos deve ser aleatória (ou randomizada), e nenhuma das partes envolvidas com esse teste clínico — cientistas ou voluntários — deve saber quem recebeu tratamento ou placebo (o que é chamado no jargão científico de “duplo cego”).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há um consenso na área de que o simples fato de se saber quem faz parte de qual grupo pode influenciar e enviesar os resultados obtidos ao final do experimento. Tanto pesquisadores quanto participantes podem subestimar ou superestimar os efeitos, especialmente quando os parâmetros avaliados são subjetivos, como a percepção de dor.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/0543/live/a8a21960-588e-11ee-bb58-7d7e66d96d15.jpg" alt="Médico segurando uma cápsula e um modelo de cérebro"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Uma pílula sem efeito aparente pode produzir modificações em algumas áreas do cérebro</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Alterações-concretas-">Alterações concretas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores ouvidos pela BBC News Brasil destacaram outra confusão frequente que envolve o placebo: muita gente acredita que esse efeito é falso e não altera em nada o organismo de uma pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas não é bem assim. “Estudos com ressonância magnética [um tipo de exame de imagem] mostram que o placebo pode ativar áreas do cérebro de forma muito similar ao que acontece quando um tratamento farmacológico convencional é utilizado”, destaca Magri.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja: até certo ponto, o efeito placebo é concreto e pode produzir algumas mudanças observáveis no corpo, mesmo que limitadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mesmo vale para o “primo-irmão” dele: o efeito nocebo, que acontece quando o indivíduo desenvolve sintomas e efeitos colaterais pelo fato de ter ciência que isso pode ocorrer diante de determinado tratamento ou doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em pesquisas que envolvem quimioterápicos contra o câncer, por exemplo, alguns voluntários têm enjoos e náuseas por já saberem de antemão dos possíveis efeitos colaterais desse tipo de intervenção, mesmo que tenham tomado uma substância placebo”, diz a dentista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro exemplo aqui é a chamada “hipertensão do jaleco branco”, em que algumas pessoas apresentam um aumento da pressão arterial quando estão diante de um médico e ficam nervosas com isso.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Bebês-e-animais-">Bebês e animais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um aspecto que chama a atenção neste debate é como o efeito placebo influencia bebês e animais, que teoricamente não têm clareza sobre o tipo de intervenção que estão recebendo para tratar um determinado incômodo — e, portanto, seriam menos influenciáveis na hora de avaliar possíveis melhoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o fenômeno também pode acontecer com eles, por diferentes caminhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Magri cita as clássicas pesquisas sobre condicionamento feitas pelo fisiologista russo Ivan Pavlov no início do século 20.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, ele tocava uma sineta toda vez que dava comida aos cachorros. Com o passar do tempo, Pavlov percebeu que o simples fato de tocar a sineta, mesmo sem oferecer uma refeição, já fazia com que os cães salivassem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, uma intervenção sem nenhuma ação direta no corpo (o som de uma sineta) era capaz de produzir uma alteração no organismo (a produção de saliva);</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Posteriormente, outros estudos com ratos, que recebiam injeções de medicamentos que inibem o sistema imunológico, viram que o mesmo efeito [sobre as células de defesa] era obtido depois de um tempo, mesmo que eles recebessem uma solução salina, sem nenhum fármaco”, aponta Magri.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“No caso das crianças, o efeito placebo também é observável na prática. É o típico caso das mães que dão um beijinho no machucado dos filhos para eles se sentirem melhor. A própria expectativa de uma melhora já pode surtir algum resultado”, exemplifica a pesquisadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas é preciso ponderar que a existência do efeito placebo em crianças pequenas e animais ainda é alvo de um extenso debate entre especialistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico veterinário Danny Chambers, do Colégio Real de Cirurgiões Veterinários do Reino Unido, cita o chamado “efeito do cuidador”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Vamos imaginar o caso de um cachorro com artrite, que apresenta dor e rigidez. Se você der um remédio que comprovadamente não funciona, como um homeopático, pode pensar que o animal melhorou pelo simples fato de você esperar que aconteça uma melhora”, diz ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós sabemos que doenças crônicas melhoram ou pioram ao longo de dias, semanas e meses. O cachorro pode sentir mais dor e rigidez num dia frio ou após realizar uma caminhada longa”, exemplifica o veterinário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, na manhã seguinte, ao ser cuidado e fazer um repouso prolongado, a tendência é que os incômodos sejam aliviados — independentemente de qualquer remédio utilizado. Só que a tendência é que o tutor vincule o alívio dos sintomas a uma intervenção farmacológica, mesmo que ela não tenha nada a ver com isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, o “efeito do cuidador” está mais nos olhos de quem observa aquele paciente, na esperança de notar qualquer avanço.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/fa6a/live/d8970400-588e-11ee-bb58-7d7e66d96d15.jpg" alt="Gato "/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,O efeito placebo também pode ocorrer, de diferentes maneiras, em animais e bebês</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Placebo-como-arma-">Placebo como arma</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O antropólogo Mário Saretta Poglia, que estudou o efeito placebo durante o doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), opina que o fenômeno passou a ser usado de forma problemática e com um certo moralismo em tempos recentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O uso do termo ‘efeito placebo’ virou uma categoria de acusação da Ciência ocidental para práticas ancestrais e tradicionais de outros povos”, critica ele, que atualmente é professor da Universidade Estadual do Paraná.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O efeito placebo virou um ponto de passagem obrigatório para entender a Medicina baseada em evidências e a pretensão das Ciências Médicas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pesquisador entende o placebo como uma marca da racionalidade científica, mas se vê “preocupado com a multiplicidade e a legitimidade de diferentes procedimentos terapêuticos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“E a própria ciência e os pesquisadores não conseguem chegar a um denominador comum sobre o que é o efeito placebo”, pontua ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Poglia entende que é preciso produzir “uma ética em torno do efeito placebo” para entender melhor “a ligação do ser humano com o ambiente”.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/ad03/live/03979f20-588f-11ee-bb58-7d7e66d96d15.jpg" alt="Malhete e comprimidos"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,O efeito placebo virou uma categoria de acusação, aponta antropólogo</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Dá-pra-tirar-vantagem-">Dá pra tirar vantagem?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mas sabendo que o efeito placebo acontece — e pode produzir mudanças palpáveis no corpo — será possível tirar proveito dele?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa primeira análise, não faz sentido que profissionais da saúde prescrevam deliberadamente “pílulas de farinha” ou outros tratamentos comprovadamente ineficazes, apontam os especialistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Há uma questão ética e legal aqui. No consultório, só devemos usar práticas que tenham comprovação científica e baseadas em evidências”, pontua Magri.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas isso não significa que certos aspectos do efeito placebo não possam ser usados na prática — e alguns deles já fazem parte do dia a dia de profissionais de saúde (e até da própria indústria farmacêutica).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sabemos que até a cor do comprimido pode influenciar no resultado. Os azuis tendem a causar um efeito calmante, por exemplo. O tamanho da pílula é outro fator: as maiores são vistas subjetivamente como mais efetivas. O mesmo vale para o preço: medicações mais caras podem surtir um resultado maior do que genéricos baratos em alguns indivíduos”, cita Magri.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a pesquisadora, algumas investigações sugerem que até a presença de diplomas pendurados na parede de um consultório acabam influenciando na confiança do paciente em determinado tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mesmo a forma que um diagnóstico é comunicado pode ter um impacto aqui. O paciente de um médico que apresenta os fatos de forma otimista tende a se sentir melhor em comparação com aquele que recebe a notícia de forma passiva ou não esperançosa”, diferencia ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na visão da pesquisadora, a forma como profissionais da saúde se comunicam pode fazer toda a diferença — e representam uma boa forma de se aproveitar de um fenômeno tão comum e fascinante quando o placebo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: BBC Brasil</p>



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