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	<title>pneumonia silenciosa |</title>
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	<title>pneumonia silenciosa |</title>
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		<title>Entenda o que é pneumonia silenciosa, que tem alertado autoridades de saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2025 14:08:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Casos aumentam no país, especialmente em São Paulo, e despertam alerta por sintomas discretos que dificultam o diagnóstico precoce Um tipo de pneumonia conhecida como “silenciosa” tem gerado preocupação entre médicos e pais. Embora menos perceptível nos primeiros sintomas, essa forma da doença — também chamada de pneumonia assintomática, atípica ou subclínica — pode levar [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/entenda-o-que-e-pneumonia-silenciosa-que-tem-alertado-autoridades-de-saude/">Entenda o que é pneumonia silenciosa, que tem alertado autoridades de saúde</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Casos aumentam no país, especialmente em São Paulo, e despertam alerta por sintomas discretos que dificultam o diagnóstico precoce</p>



<p>Um tipo de pneumonia conhecida como “silenciosa” tem gerado preocupação entre médicos e pais. Embora menos perceptível nos primeiros sintomas, essa forma da doença — também chamada de pneumonia assintomática, atípica ou subclínica — pode levar a complicações graves se não for diagnosticada e tratada corretamente.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif," alt=""/></figure>



<p>Ao contrário da pneumonia “típica”, causada pela bactéria <em>Streptococcus pneumoniae</em>, que provoca sintomas clássicos como febre alta, tosse intensa e dor no peito, a versão silenciosa costuma se desenvolver de forma mais discreta. Em geral, os sinais aparecem apenas nos estágios mais avançados da infecção, aumentando o risco de hospitalização, especialmente entre crianças.</p>



<p>Daí a importância de pais e responsáveis ficarem atentos a alguns sinais associados a infecções pulmonares. Merecem atenção dificuldade para comer, falta de disposição para realizar atividades cotidianas, chiado no peito, costela retraída, pouca vontade de fazer xixi e episódios de febre baixa.</p>



<p>Microrganismos como&nbsp;<em>Mycoplasma sp.</em>,&nbsp;<em>Chlamydophila sp.</em>&nbsp;e alguns vírus respiratórios — incluindo os da influenza e o coronavírus Sars-CoV-2, causador da&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/5-anos-da-covid-19-relembre-o-historico-desde-1o-caso-ate-fim-da-emergencia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Covid-19</a>&nbsp;— estão entre os principais causadores desse tipo de pneumonia. “Dado que a patologia é a mesma, não podemos falar que a pneumonia silenciosa é uma doença diferente da pneumonia típica”, explica a pneumologista Marcela Costa Ximenes, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). “Não se trata nem de uma variante nova”, acrescenta.</p>



<p>Apesar de não ser uma doença de notificação obrigatória no Brasil e da escassez de exames que identifiquem com precisão o agente causador da infecção, a pneumonia ainda representa um desafio significativo para o sistema de saúde, sobretudo no que diz respeito aos quadros atípicos. A falta de dados específicos sobre esses casos limita a compreensão da real dimensão do problema.</p>



<p>Em 2024, houve um aumento de 5% no número total de internações por pneumonia no sistema público de saúde brasileiro em relação ao ano anterior — foram 701 mil pacientes internados, contra 666,9 mil em 2023, segundo o DataSUS. Ainda mais preocupante é o crescimento de 12% no número de mortes pela doença: 73.813 óbitos em 2024 ante 65.846 no ano anterior.</p>



<p>O estado de São Paulo registrou crescimento acima da média nacional tanto nas internações quanto nos óbitos. Municípios paulistas também relataram um aumento de casos de pneumonia sem febre, o que levanta alerta para formas atípicas da infecção que podem dificultar o diagnóstico precoce.</p>



<p>Esses números reforçam a necessidade de vigilância epidemiológica mais detalhada e de maior atenção às manifestações menos comuns da doença. A pedido da Agência Einstein, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo levantou que, sem distinção das pneumonias típicas e atípicas, as internações aumentaram em 6,7%. Já as mortes saltaram quase 13% entre 2023 e 2024: de 23.084 para 25.983.</p>



<p>“Por meio das notificações vindas de laboratórios que conduzem análises das poucas amostras de vírus e bactérias coletadas durante os exames de diagnóstico, é possível estimar que a pneumonia atípica representa de 30% a 40% do total de quadros de pneumonia”, destaca Ximenes. “Isso equivale a uma incidência de um a quatro casos assintomáticos para cada 1.000 pessoas.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Motivos por trás do surto atual</h2>



<p>Para o pneumopediatra Luiz Vicente Ribeiro, do Hospital Israelita Albert Einstein, o surto atual de pneumonia silenciosa deriva, sobretudo, da circulação de duas bactérias:&nbsp;<em>Mycoplasma sp.</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Chlamydophila sp.</em>&nbsp;Antes da pandemia de Covid-19, acreditava-se que elas tinham uma sazonalidade de dois a três anos, mas isso parece ter mudado.</p>



<p>“As pneumonias nas crianças sempre foram algo muito comum. Mas, à medida que esses jovens foram afastados das escolas para os proteger do coronavírus, isso levou a uma redução dramática na frequência de infecções respiratórias como um todo”, lembra Ribeiro. A diminuição na circulação desses microrganismos impediu que as crianças desenvolvessem imunidade contra eles.</p>



<p>Com a retomada da vida normal, a população acabou se tornando mais suscetível a tais infecções. “De volta às escolas, muitas crianças precisaram lidar com ambientes lotados de vírus e bactérias com os quais elas não haviam criado resistência após anos em casa”, explica o médico.</p>



<p>Para ele, a tendência é que esse fenômeno continue até que a população volte a ter imunidade contra esses agentes infecciosos. Até lá, é possível que os surtos de doenças atípicas, como a própria pneumonia silenciosa, aconteçam de maneira mais frequente e perdurem por mais tempo – todos os meses do outono e do inverno, por exemplo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Diagnóstico e tratamento</h2>



<p>O diagnóstico da pneumonia silenciosa é semelhante ao de uma pneumonia típica. Normalmente, é feita uma avaliação clínica com anamnese, exame de ausculta dos ruídos e radiografia do tórax. Em alguns casos, é indicada uma análise de material coletado nas vias respiratórias por meios de exames como o de proteína C-reativa (PCR). Essa investigação é capaz de identificar uma boa quantidade de vírus e bactérias respiratórias, mas como seu resultado não altera a abordagem de tratamento, ele costuma ser deixado de lado.</p>



<p>A partir do diagnóstico, o tratamento é baseado na história clínica do paciente, com uma abordagem que pode propor o uso de diferentes medicamentos. Nos cuidados com pneumonias típicas, a recomendação em geral é usar antibióticos comuns, como a penicilina. Contudo, essa classe de medicamentos não é efetiva no combate à&nbsp;<em>Mycoplasma sp.</em>, que está por trás de muitos casos atípicos (ou silenciosos).</p>



<p>A demora na busca por atendimento médico pode aumentar significativamente o risco de complicações graves à saúde. Entre os problemas estão insuficiência renal, pulmonar ou cardíaca, acidente vascular cerebral (derrame), necessidade de entubamento com ventilação mecânica, sepse, diálise e até mesmo encefalite.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Métodos de prevenção</h2>



<p>Uma vez que a pneumonia silenciosa também é transmitida por meio do contato direto com secreções contaminadas, as orientações preventivas são similares aos cuidados recomendados durante a pandemia de Covid-19: uso de máscara em ambientes muito lotados (especialmente em hospitais e clínicas médicas), uso de álcool em gel, higienizar bem as mãos com água e sabão e evitar contato com pessoas com sintomas gripais.</p>



<p>Embora a vacina pneumocócica proteja apenas contra a pneumonia típica (<em>Streptococcus pneumoniae</em>), ela continua sendo altamente recomendada para grupos vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. A imunização está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) durante as campanhas anuais.</p>



<p>Se desconfiar de algum sintoma em você ou no seu filho, procure um serviço de pronto-atendimento. “Apesar da mudança da sazonalidade das infecções e dos possíveis riscos que uma pneumonia sem sintomas pode trazer, é importante lembrar que nós já conhecemos essa doença”, observa Ximenes. “Não há motivos para se criar alarde.”</p>



<p>Fonte: CNN Brasil / Foto: Reprodução</p>



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