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	<title>Política |</title>
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	<title>Política |</title>
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		<title>VÌDEO: Jerônimo Rodrigues rebate declarações de ACM Neto: &#8220;Os humilhados serão exaltados&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 19:47:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por&#160;Maurício Leiro, de Luis Eduardo Magalhães / Ronne Oliveira O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), respondeu nesta segunda-feira (8) às críticas do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), que teria declarado intenção de &#8220;humilhar&#8221; o atual gestor no processo eleitoral. Em entrevista ao portal&#160;Bahia Notícias&#160;durante cumprimento de agenda no município de Luís Eduardo Magalhães, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por&nbsp;Maurício Leiro, de Luis Eduardo Magalhães / Ronne Oliveira</p>



<p><strong>O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), respondeu nesta segunda-feira (8) às críticas do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), que teria declarado intenção de &#8220;humilhar&#8221; o atual gestor no processo eleitoral.</strong></p>



<p><strong>Em entrevista ao portal&nbsp;<em>Bahia Notícias</em>&nbsp;durante cumprimento de agenda no município de Luís Eduardo Magalhães, na região oeste do estado, o chefe do Executivo baiano recorreu a preceitos religiosos para rebater o opositor.</strong></p>



<p><strong>Veja abaixo:</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-x wp-block-embed-x"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/25b6.png" alt="▶" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Jerônimo Rodrigues rebate declarações de ACM Neto: &quot;Os humilhados serão exaltados&quot;<br><br><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3a5.png" alt="🎥" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />Maurício Leiro/ Bahia Notícias<br>Confira <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2935.png" alt="⤵" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> <a href="https://t.co/BDSqXPz4KC">pic.twitter.com/BDSqXPz4KC</a></p>&mdash; Bahia Notícias (@BahiaNoticias) <a href="https://x.com/BahiaNoticias/status/2064065268951765098?ref_src=twsrc%5Etfw">June 8, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p>Fonte: BN / Fotos: Ascom / Mauricio Leiro / Bahia Notícias<br><br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="BATE PAPO COM O VEREADOR ROBERVAL SANTOS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/C9tNblscW_E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/video-jeronimo-rodrigues-rebate-declaracoes-de-acm-neto-os-humilhados-serao-exaltados/">VÌDEO: Jerônimo Rodrigues rebate declarações de ACM Neto: “Os humilhados serão exaltados”</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Flávio afirma que Pix é do Bolsonaro apesar de ex-presidente ter dito desconhecer a medida em 2020</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 17:04:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Pix]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia em que o Pix iniciou o cadastro das chaves, Bolsonaro recebeu um elogio de um apoiador pela medida e pareceu não entender do que se tratava. O ex-presidente se confundiu e respondeu a respeito de um pacote de aviação que seria lançado naquela semana. Na tentativa de se descolar do cerco ao Pix [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No dia em que o Pix iniciou o cadastro das chaves, Bolsonaro recebeu um elogio de um apoiador pela medida e pareceu não entender do que se tratava. O ex-presidente se confundiu e respondeu a respeito de um pacote de aviação que seria lançado naquela semana.<br><br>Na tentativa de se descolar do cerco ao Pix e do novo tarifaço anunciados pelos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem dito que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi o responsável pelo sistema de pagamentos do Banco Central que se tornou querido pelos brasileiros.</p>



<p>No dia em que o Pix iniciou o cadastro das chaves, no entanto, Bolsonaro recebeu um elogio de um apoiador pela medida e pareceu não entender do que se tratava. O ex-presidente se confundiu e respondeu a respeito de um pacote de aviação que seria lançado naquela semana.</p>



<p>Ao ser corrigido, disse que não tinha conhecimento e que falaria com o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.</p>



<p>Apesar do desconhecimento do pai sobre a medida em sua estreia, Flávio tem repetido a declaração de que &#8220;o Pix é do Brasil e do Bolsonaro&#8221;.</p>



<p>Era outubro de 2020 e o então presidente conversava com seus apoiadores no tradicional cercadinho em frente ao Palácio da Alvorada. &#8220;Parabéns pelo Pix, presidente, novo sistema do Banco Central que vai ajudar a população com pagamentos&#8221;, diz um homem.</p>



<p>Bolsonaro responde sobre outro assunto. &#8220;Tem uma Eu não li. Temos uma do [então ministro da Infraestrutura] Tarcísio [de Freitas] nesta semana que vai praticamente desburocratizar tudo sobre aviação civil, carteira de habilitação para piloto&#8221;, afirma.</p>



<p>O então presidente é corrigido pelo apoiador, que explica: &#8220;esse do Banco Central, para pagamentos, 24 horas, 7 dias por semana&#8221;. &#8220;Não tomei conhecimento. Vou conversar essa semana com o Roberto Campos&#8221;, responde Bolsonaro -que já havia mencionado o Pix em suas redes em fevereiro daquele ano.</p>



<p>Agora, em meio à disputa eleitoral entre o presidente Lula (PT) e Flávio, a paternidade do Pix voltou ao debate após o governo Donald Trump ter acusado o Banco Central de favorecer seu sistema de forma injusta e discriminatória em relação a outros meios de pagamento, numa referência a empresas de cartão americanas.</p>



<p>As conclusões constam em um documento divulgado na terça-feira (2) pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos), que propôs uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros para lidar com práticas comerciais consideradas desleais pela gestão Trump. A decisão sobre aplicação ou não das taxas cabe ao presidente americano.</p>



<p>O anúncio dos EUA ocorre dias após Flávio ter se reunido com Trump na Casa Branca. O presidente americano atendeu ao pleito do senador de classificar facções criminosas como terroristas, uma vitória política do bolsonarista. Com o ataque ao Pix e o tarifaço, porém, o encontro se tornou um revés para o senador, que se defendeu dizendo ter pedido a Trump que não taxasse os produtos brasileiros.</p>



<p>Em resposta, Lula chamou Flávio de traidor da pátria. Durante um evento em Goiás, na terça, o presidente exibiu um cartaz com os dizeres &#8220;O Pix é do Brasil&#8221;. &#8220;O tal do bolsonarista foi nos Estados Unidos [&#8230;] e pediu para o Trump intervir no Pix brasileiro. Você acha que a gente vai deixar? Não vai deixar&#8221;, disse.</p>



<p>No dia seguinte, em Minas Gerais, Flávio levantou um cartaz afirmando que &#8220;O Pix é do Brasil e do Bolsonaro!!!&#8221;. O senador atribuiu a Lula a culpa pelo novo tarifaço. &#8220;Se o presidente tivesse boa relação com os EUA, o Brasil estaria fora dessa lista. Essa tarifa é do Lula, é por causa do seu comportamento de agressão aos EUA&#8221;, disse.</p>



<p>O Pix começou a ser desenvolvido por equipe técnica do Banco Central durante o governo de Michel Temer (MDB), em 2018, quando o presidente da autoridade monetária era Ilan Goldfajn, e foi lançado em 2020, na gestão de Bolsonaro, quando Roberto Campos estava à frente do BC.</p>



<p>Em 5 de outubro de 2020, o Pix entrou em funcionamento para cadastro de chaves. O sistema entrou em plena operação em 16 de novembro de 2020.<br>Um levantamento da empresa de análise de dados Palver mostra que Flávio é apontado como culpado pelas ameaças ao Pix ou pelo novo tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas sobre o assunto trocadas em mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram.</p>



<p>A Palver retira dessa análise mensagens consideradas neutras, como links compartilhados sem comentário e disparos automáticos de clipping, que apenas replicam notícias sobre determinado assunto.</p>



<p>O monitoramento se refere ao período de 27 de maio a 2 de junho e está atrelado à viagem de Flávio aos EUA e à reunião com Trump no Salão Oval da Casa Branca em 26 de maio.</p>



<p>Fonte: Notícias ao Minuto / © Getty Images</p>



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<iframe title="“UMA BREVE HISTÓRIA DA IGREJA CATÓLICA EM IPIRÁ&quot;" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/aFis_pujKJY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Em Jacobina, João Roma critica alta carga tributária nos governos do PT e diz que aumento de impostos afasta investimentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 18:17:55 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[João Roma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, participou em Jacobina, da primeira edição do movimento Sua Voz é a Nossa Voz, iniciativa liderada pelo pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) para ouvir demandas da população e construir propostas para o futuro do estado. O encontro foi realizado na Associação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, participou em Jacobina, da primeira edição do movimento Sua Voz é a Nossa Voz, iniciativa liderada pelo pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) para ouvir demandas da população e construir propostas para o futuro do estado.</p>



<p>O encontro foi realizado na Associação Comercial e Industrial de Jacobina e reuniu lideranças políticas, representantes da sociedade civil e moradores da região. Também participaram o pré-candidato a vice-governador Zé Cocá (PP), o senador Ângelo Coronel (Republicanos), além de deputados, prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças regionais.</p>



<p>Durante sua fala, João Roma criticou o aumento da carga tributária promovido pelos governos petistas e afirmou que a Bahia tem perdido competitividade em relação a estados vizinhos.</p>



<p>“Rui Costa passou oito anos hospedado no Palácio de Ondina e, quando saiu, deixou de presente para os baianos mais um aumento de ICMS. Jerônimo Rodrigues mal sentou na cadeira e, ao ouvir falar da reforma tributária, aumentou novamente o imposto em um dos estados que já cobra a maior carga tributária do Brasil”, afirmou.</p>



<p>Segundo Roma, o excesso de tributos afasta investimentos e reduz as oportunidades de emprego para a população. “Qual é a agroindústria que vai escolher a Bahia para investir pagando mais imposto do que em estados como Espírito Santo, Goiás, Sergipe ou Alagoas? Não vem. Enquanto nossos vizinhos avançam, a Bahia fica para trás. Sem investimento, não há geração de emprego nem oportunidade para as pessoas crescerem na vida”, disse.</p>



<p>Para Roma, um eventual governo liderado por ACM Neto deverá recuperar a capacidade de planejamento do estado e criar um ambiente mais favorável para investimentos. “Precisamos baixar impostos, atrair empresas, estimular a produção e criar oportunidades para a população. A Bahia tem potencial para crescer muito mais do que cresce hoje. O que falta é gestão, planejamento e compromisso com o futuro”, declarou.</p>



<p>O dirigente do PL afirmou ainda que a Bahia perdeu a capacidade de planejar seu desenvolvimento econômico e aproveitar as vocações regionais. “Cada região tem sua vocação. Jacobina tem potencial na mineração e na agroindústria. Outras regiões têm aptidões diferentes. O que falta é planejamento. E isso praticamente desapareceu da Bahia ao longo desses 20 anos de governos do PT”, disse.</p>



<p>João Roma também destacou propostas apresentadas por ACM Neto para a área da educação e defendeu maior valorização dos profissionais do setor. “Precisamos estruturar a educação, valorizar os professores e criar oportunidades para os nossos jovens. Não é possível que profissionais que dedicam a vida a ensinar e formar cidadãos continuem sem o respeito e o reconhecimento que merecem”, frisou.</p>



<p>Fonte: Política Livre / Foto: Divulgação</p>



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<iframe title=": “ Planos Municipais de Saneamento Básico “." width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/ctft1Krk-N0?start=4060&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/em-jacobina-joao-roma-critica-alta-carga-tributaria-nos-governos-do-pt-e-diz-que-aumento-de-impostos-afasta-investimentos/">Em Jacobina, João Roma critica alta carga tributária nos governos do PT e diz que aumento de impostos afasta investimentos</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>&#8216;A pátria dos Bolsonaro não é a brasileira, é a pátria estrangeira&#8217;, diz Simone Tebet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 16:45:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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		<category><![CDATA[Simone Tebet]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tebet afirma que não há chances de retirar sua pré-candidatura ao Senado agora Nos últimos meses,&#160;Simone Tebet&#160;deu um cavalo de pau em sua vida. Ela deixou o Ministério do Planejamento e Orçamento, que comandava desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mudou-se de Brasília para São Paulo e trocou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tebet afirma que não há chances de retirar sua pré-candidatura ao Senado agora </p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Author,<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/ceqy158e04dt"><strong>Marina Rossi</strong></a></li>



<li>Da BBC News Brasil em São Paulo</li>
</ul>



<p>Nos últimos meses,<a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-64111698">&nbsp;</a><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-64111698">Simone Tebet</a>&nbsp;deu um cavalo de pau em sua vida. Ela deixou o Ministério do Planejamento e Orçamento, que comandava desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mudou-se de Brasília para São Paulo e trocou o MDB, partido ao qual foi filiada por três décadas, pelo PSB.</p>



<p>Os movimentos foram todos &#8220;acertados&#8221; previamente, como ela afirma nesta entrevista à BBC News Brasil, para disputar uma vaga no Senado por São Paulo como representante da centro-esquerda — termo que ela evita, preferindo &#8220;frente ampla&#8221; ou &#8220;campo democrático&#8221;.</p>



<p>É uma arena nova para Tebet, que deixou o Direito e a academia para fazer carreira política no Mato Grosso do Sul, onde foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.</p>



<p>Mas também é a continuidade de outra guinada em sua trajetória a partir da eleição de 2022, quando ficou em terceiro lugar no primeiro turno com uma candidatura à direita de Lula e o apoio que deu ao petista no segundo turno, considerado importante para a vitória bastante apertada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).</p>



<p>Com discurso moderado, liberal e em defesa do agronegócio, Tebet vai compor agora a chapa pela reeleição de Lula para a Presidência e da candidatura de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce8pkr73374o">Fernando Haddad (PT) para o governo paulista.</a></p>



<p>Segundo levantamento da Quaest no fim de abril, Tebet liderava as intenções de voto para o Senado em todos os cenários testados. Talvez por isso, ela diz não estar tão preocupada com quem será o segundo candidato desta &#8220;frente ampla&#8221;: Márcio França (PSB), seu novo companheiro de sigla, ou Marina Silva (Rede), ambos também ex-ministros de Lula.</p>



<p>Também afirma que não a preocupa quem serão os adversários de Lula na disputa pela Presidência. Para ela, a eleição será definida pela capacidade que o governo do qual ela fez parte terá de comunicar suas realizações. &#8220;A gente fez muito e comunicou mal&#8221;, disse.</p>



<p>Para ela, não fará diferença se Lula disputará um eventual segundo turno com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), cujo nome&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgkpe67le3xo">chegou a ser ventilado</a>&nbsp;após as revelações&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce9p3p824geo">sobre a ligação de Flávio</a>&nbsp;com o&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c0le253yw7pt">banqueiro Daniel Vorcaro</a>, que está preso acusado de comandar uma fraude financeira bilionária.</p>



<p>&#8220;A família Bolsonaro é uma coisa só. Pensam igual e pensaram o país da mesma forma&#8221;, diz Tebet.</p>



<p>&#8220;O Deus deles, &#8216;Deus, pátria e família&#8217;, não é o mesmo Deus nosso. A pátria não é a pátria brasileira, é a pátria estrangeira&#8221;, afirma, evocando o lema de Jair Bolsonaro.</p>



<p>Dois dias após a entrevista, concedida em 26 de maio, o presidente americano Donald Trump anunciou a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyp5vrlr9jo">organizações terroristas.</a></p>



<p>O anúncio ocorreu após&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpqp8nx9rgjo">a visita à Casa Branca por Flávio Bolsonaro</a>, que comemorou a decisão de Trump. O episódio levantou um debate sobre a intervenção americana na política brasileira.</p>



<p>Na mesma esteira, na terça-feira (02/06), o governo Trump&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c809z9kne38o">ameaçou taxar, novamente</a>, produtos brasileiros, desta vez em 25%, devido a práticas &#8220;não razoáveis&#8221; que &#8220;oneram ou restringem o comércio dos EUA&#8221;.</p>



<p>Depois disso, o presidente americano publicou duas fotos com Flávio no Salão Oval. Uma delas foi a mesma que Flávio havia publicado na semana passada após ida aos EUA. Na outra, também aparece seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.</p>



<p>&#8220;Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!&#8221;, escreveu Trump na sua rede Truth Social.</p>



<p>Confira os principais trechos da entrevista.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Três nomes da centro-esquerda estão na disputa pela candidatura ao Senado em São Paulo: a senhora, Marina Silva e Márcio França. A senhora abriria mão de concorrer por algum dos dois?</strong></p>



<p><strong>Simone Tebet &#8211;</strong>&nbsp;Se isso fosse conversado lá atrás, sem dúvida nenhuma. Só que tem uma diferença entre a minha candidatura e as dos demais. Tive que fazer dois movimentos muito radicais: mudar o domicílio eleitoral e mudar de partido. Lembrando que sempre tive um único partido na minha vida, foram 30 anos de MDB. E fiz esse movimento claramente para fazer parte de uma frente ampla e por um pedido muito especial do presidente Lula e do vice-presidente (Geraldo) Alckmin.</p>



<p>&#8220;Precisamos ganhar São Paulo. São Paulo é estratégico para a eleição de 2026&#8221;, me disseram eles, aliado ao fato de que precisamos mostrar que este é um governo de centro e um governo que tem não só o PT na sua base nos ministérios, mas tem MDB, PSB, PSD, entre outros partidos.</p>



<p>Então, vir para São Paulo foi uma decisão absolutamente acertada. &#8220;Você vem para ser pré-candidata ao Senado.&#8221; Não tem como eu fazer outro movimento. Não tenho como ir para um outro posto, a não ser o que foi determinado não só por mim, mas também porque entendo que o presidente Lula precisa dessa frente ampla. E, dentre os três, sou aquela pessoa que é vista ou como de centro ou de centro-direita.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Ter três pré-candidaturas não divide os votos da centro-esquerda?</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;</strong>&nbsp;Não há possibilidade de essa frente ampla ou desse campo democrático lançar mais do que dois candidatos ao Senado em São Paulo. E isso não é só voz corrente, é uma determinação dos partidos aliados de que a estratégia é lançar, na maioria dos Estados, no máximo, dois pré-candidatos. Em alguns Estados, isso não vai ser possível por uma questão de acomodação, mas onde pudermos, vamos lançar apenas dois.</p>



<p>Isso é uma estratégia político-eleitoral visando fazer maioria no Senado, porque, hoje, a situação é adversa. Talvez este seja, de todas as eleições pós-democracia, o momento em que a eleição para o Senado vai ser tão importante quanto para presidente da República. Porque ali é que está a mudança ou não da regra do jogo.</p>



<p>Ali é que temos condições, com 49 votos, de mudar a Constituição e mudar todo o sistema de independência e autonomia dos Poderes. Estou falando basicamente de uma mudança radical em relação ao Judiciário, em um desequilíbrio catastrófico para a democracia brasileira.</p>



<p>Mas confio muito no espírito público, tanto de Marina Silva quanto de Márcio, como no meu espírito público. Márcio é um homem muito experimentado, que tem uma raiz ideológica muito forte. Ele é fundador do PSB, foi governador de São Paulo, faz parte de um time e acompanhou Geraldo Alckmin a vida inteira. É absolutamente preparado, intelectualmente falando, com experiência e maturidade para saber que tem condições de jogar em qualquer posição.</p>



<p>Como companheiro que é, independentemente da posição em que joga, está conosco e com um futuro governo do presidente Lula, em qualquer ministério, em qualquer cargo, ainda que eleito se for candidato a algum outro cargo que não ao Senado.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – O senador Sérgio Moro (União) tentou fazer esse movimento de sair candidato ao Senado por São Paulo em 2022, mas não conseguiu, devido ao domicílio eleitoral dele, que sempre foi no Paraná. E ele foi bastante criticado na época. Por que com a senhora é diferente?</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;&nbsp;</strong>Não sei se é diferente. Quem vai saber é o eleitor. O que posso dizer é: a minha história com São Paulo não começou ontem. Diferente, inclusive, do próprio governador [Tarcísio de Freitas], que do nada veio para São Paulo.</p>



<p>São Paulo foi construído pelos paulistas, pelos paulistanos aqui na capital, mas foi construído pelas mãos de muitos imigrantes que, como meus avós, chegaram do Líbano e optaram por São Paulo, inclusive antes de ir para Mato Grosso do Sul. Eu ainda tenho família no interior de São Paulo. Meu marido é de Birigui, minhas filhas estão há dez anos em São Paulo, eu fiz mestrado em São Paulo. Tenho residência há mais de dez anos em São Paulo, no Guarujá.</p>



<p>Tenho uma ligação com São Paulo que não é de agora. Isso me deu tranquilidade, me dá a legitimidade, para vir e dizer ao povo paulista: &#8220;Quero ser a sua representante, quero defender os interesses de São Paulo&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/a44f/live/fbf8b880-5ebc-11f1-b588-45cc931ea6f1.jpg.webp" alt="Simone Tebet, Haddad e Lula. "/><figcaption class="wp-element-caption">Adriano Machado/Reuters<br><br></figcaption></figure>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; A senhora mencionou sobre o Judiciário e a relação com o Senado. Há uma pressão muito grande do Senado sobre o Supremo Tribunal Federal. Qual é a sua posição sobre pedidos de impeachment contra ministros do Supremo?</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;&nbsp;</strong>Ninguém está acima da lei. Se a gente pode, pela própria Constituição — e já aconteceu mais de uma vez — impichar um presidente da República, nós podemos abrir um processo de impeachment contra um ministro do Supremo Tribunal Federal.</p>



<p>O que a Constituição não permite e não pode permitir, sob pena de não termos democracia, é um cidadão ou uma parte da população questionar uma decisão judicial que, inclusive, passou pelo plenário do Supremo, porque aquela decisão não vai ao encontro daquilo em que ele acredita ideologicamente, que é o que a gente tem visto ultimamente.</p>



<p>O que acontece com a extrema direita hoje é que ela acha que certas decisões não poderiam ter sido feitas e que, por isso, tem que tirar o ministro. E, aí, significa tirar a liberdade de o ministro decidir, transformando os ministros do Supremo em fantoches, inclusive da política do Congresso.</p>



<p>Mas, se você está diante de abuso de poder, de fatos gravíssimos, de denúncias graves de corrupção, de venda de sentença, de abuso de poder&#8230; Desde que haja o devido processo legal, ampla defesa, nada impede que isso [um impeachment] aconteça. Eu mesma vejo excessos dentro do Supremo Tribunal Federal provocados pela política.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Quais excessos?</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;</strong>&nbsp;Vou comentar em relação a todos do Poder Judiciário. Não quero só falar do Supremo Tribunal Federal. São gravíssimas as denúncias do que acontece nos Tribunais de Justiça dos Estados brasileiros de compra de sentenças, lobbies ilegítimos, advocacia ilegal&#8230;</p>



<p><strong>BBC News &#8211; Mas, no momento, existem diversos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo no Senado. Existe algum embasamento jurídico para que seja aberto algum pedido?</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;&nbsp;</strong>Não sei. Já estou há quatro anos fora do Senado, então eu não saberia dizer. Não sei quantos pedidos há e nem qual é o teor, então, não posso falar no abstrato.</p>



<p>O que defendo é, se chegar a algum pedido de impeachment, se tiver embasamento claro, mensagem de WhatsApp, vídeo, comprovação e, portanto, mais do que indícios, mas denúncias sérias, não vejo problema em se abrir um processo. O que não pode é abrir a porta para que ninguém tenha segurança jurídica e qualquer juiz ou ministro do Supremo fique tolhido na sua liberdade de decidir com medo de ser impichado.</p>



<p>O que defendo é uma reforma política como um todo, que passa por uma reforma do Executivo, do Legislativo, Judiciário e, no caso do Judiciário em específico — até porque eu já votei nesse sentido —, defendo o fim da vitaliciedade para ministro do Supremo e mandato de 12 anos.</p>



<p>Não acho que, com 35 anos [de idade], alguém esteja preparado para estar dentro do Supremo Tribunal Federal. Entre outras coisas que defendo, são regras muito claras com o fim dos penduricalhos. Você quer aumentar o teto do salário? Aumenta o teto, mas ter tantos privilégios em cima do holerite, que todo mês um ministro ou juiz ou desembargador ganhe, em média, R$ 150 mil, R$ 180 mil, R$ 200 mil por mês. Isso é inconcebível. Isso é imoral. Isso é até antiético.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Quem o presidente Lula deveria indicar, depois que Jorge Messias foi rejeitado pelo Senado para a vaga no Supremo?</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;</strong>&nbsp;Essa é uma decisão política que ainda não está fechada. Claro que sustento de forma absoluta, com 100% de certeza e vontade, que seja escolhida uma mulher.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/158e/live/ab403de0-5ebd-11f1-b588-45cc931ea6f1.jpg.webp" alt="Lula, Simone Tebet e Jair Bolsonaro."/><figcaption class="wp-element-caption">Carla Carniel/Reuters<br><br></figcaption></figure>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; O nome da senhora chegou a ser ventilado. A senhora iria se o presidente chamasse?</strong></p>



<p><strong>Tebet –</strong>&nbsp;Se eu fosse egoísta, pragmática e pensasse só no presente, aceitaria. Mas, hoje, digo claramente que não. Porque o que está em risco é muito maior, é o futuro do Brasil.</p>



<p>Por que eu aceitaria? Imagina, você não quer ter vitaliciedade? Não quer ter 15 anos de mandato? É muito difícil uma campanha eleitoral&#8230; Eu sou jurista, eu tenho toda uma formação, eu tenho mestrado&#8230; Não quero nem falar do meu currículo, porque não estou me apresentando para esse cargo.</p>



<p>Já estou dizendo claramente: o presidente não me indicaria por uma questão estratégica, porque ele precisa dessa cara da frente ampla em São Paulo para a eleição. E eu não aceitaria, porque a minha missão com o Brasil é reposicionar o papel do centro democrático no processo eleitoral de 2026 e 2030.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Mas a senhora já disse não ao presidente Lula?</strong></p>



<p><strong>Tebet –</strong>&nbsp;Não. O presidente Lula nunca tratou desse assunto comigo.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Mas e sobre qualquer outro assunto?</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;</strong>&nbsp;Sim, sim. Quantas vezes na equipe econômica eu disse &#8220;presidente, não dá isso aqui&#8221;. O presidente tem uma característica, que poucas vezes vi num líder político. Eu, desde muito criança, acompanho a política e vejo grandes líderes. Não tive privilégio, por exemplo, de conviver com Tancredo Neves, mas tive o privilégio de conhecer Mário Covas, Ulysses Guimarães, de estar com Montoro, falando aqui por São Paulo, entre outros grandes líderes de todo o país.</p>



<p>Poucas vezes vi uma liderança desta envergadura do presidente Lula, com a capacidade tão grande de saber ouvir. Ele é um presidente que pode estar em uma reunião ministerial, em um evento com empresários, com a sociedade civil ou com uma mulher de periferia [não importa]. Ele não interrompe.</p>



<p>Se eu falar por dez minutos, ele vai me ouvir por dez minutos. Não é porque eu sou ministra dele. Estou falando de todas as pessoas que convivem [com ele]. E isso dá, a meu ver, ao presidente uma sabedoria ímpar. A chance de errar é bem menor.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; A senhora acha que pode enfrentar resistência dos eleitores petistas, lembrando que a senhora votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT)?</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;&nbsp;</strong>Não. Ao contrário. Desde o movimento que tive que fazer em 2022, diante de uma eleição tão apertada, vejo um reconhecimento muito claro e muito forte da esquerda brasileira, por ter, apesar do meu posicionamento, colocado como prioridades absolutas a democracia, o desenvolvimento social e o desenvolvimento sustentável como prioridade.</p>



<p>Inclusive, isso é externado pela sociedade, e aqui estou falando de sindicatos, onde vou dar palestras e conversar, movimentos de luta pela moradia&#8230; Quando vão conversar comigo, a primeira coisa que eles dizem é &#8220;olha, eu passei a te admirar e te respeitar, embora pensemos muitas vezes diferente, pelo seu posicionamento. Você teve a coragem que gente de esquerda no segundo turno não teve, uma coragem de vir para um projeto maior de país&#8221;.</p>



<p>Como foi uma eleição muito apertada, esse reconhecimento está sendo externado agora em 2026. Estou sendo acolhida, e os números das pesquisas mostram que hoje aquele primeiro a dar o voto é o eleitor de esquerda.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; A senhora, como senadora, defendeu também interesses do agronegócio. Se eleita, em qual bancada a senhora vai estar no ano que vem?</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;</strong>&nbsp;A bancada do setor produtivo do Brasil. Quero fazer questão, como pessoa de centro, como sempre fiz, de dizer que não há dicotomia. Não é binário, esse sistema é muito mais complexo do que isso.</p>



<p>Quero fazer questão de continuar levantando a minha voz para dizer o seguinte: o grande agronegócio não disputa com a agricultura familiar e muito menos o agronegócio do bem disputa com a pauta ambientalista. O agro não vive sem o meio ambiente.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/cb15/live/de44b270-5ebd-11f1-b588-45cc931ea6f1.jpg.webp" alt="Tebet e Lula."/><figcaption class="wp-element-caption">Amanda Perobelli/Reuters<br><br></figcaption></figure>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; É que o agro não é feito só do agro do bem, como a senhora diz.</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;</strong>&nbsp;Mas o agro do mal precisa ser combatido. Não pertenço a ele. A gente não pode confundir também, e muitas vezes a imprensa faz esse desserviço para o agronegócio brasileiro, de incluir os invasores de terra dos biomas, especialmente da Amazônia, do Cerrado e do Pantanal, com o agro. Essa turma não representa 3% a 5% do agronegócio brasileiro.</p>



<p>Eles não são o agro. Eles são grileiros e precisam ser reconhecidos como grileiros. É invasor de terra pública e precisa ser reconhecido como invasor de terra pública. Não é setor produtivo. O que ele quer ali é desmatar, colocar a boiada e mandar essa carne, muitas vezes sem o reconhecimento, para alguns poucos países que ainda aceitam a carne sem o selo da inspeção sanitária.</p>



<p>Como ministra do Planejamento e Orçamento, votava, no CMN [Conselho Monetário Nacional], por juros diferenciados, inclusive para quem produz e coloca comida na mesa. Quem coloca comida na mesa do brasileiro, 70% da produção que consumimos, vem da agricultura familiar. E a agricultura familiar não disputa terra com o agronegócio.</p>



<p>Defendo, mesmo sendo do agro, a reforma agrária feita sem violência, sem ocupação e invasão de terra, mas feita pelo Estado brasileiro. Temos terras devolutas, temos áreas públicas, temos setores do agronegócio, os fazendeiros, que querem vender sua propriedade, que não querem mais, porque seus filhos não querem mais trabalhar na zona rural e querem trabalhar nos grandes centros.</p>



<p>É necessário ter um recurso no orçamento brasileiro, maior até do que hoje tem — a gente sempre colocou, mas tem que ser maior — onde você possa incentivar ainda mais as áreas produtivas que possam alimentar o Brasil por meio da agricultura familiar.</p>



<p>Essa pergunta é interessante, porque é disso que o Brasil precisa: voltar ao centro. É o centro que consegue dialogar com a esquerda ou a direita e com as pautas da esquerda e da direita. Não dos extremos, porque eles não jogam dentro das regras.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Se a senhora for eleita, pretende tentar disputar novamente a presidência do Senado?</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;&nbsp;</strong>Hoje, não passa pela minha cabeça disputar qualquer coisa que não seja a eleição para o Senado em São Paulo. Talvez minha maior conquista na vida pública tenha sido poder ser candidata à Presidência da República. Porque não foi a minha maior derrota, foi a única eleição que perdi e foi a vez em que eu mais ganhei, porque eu comecei a fazer política no momento em que as mulheres não tinham voz.</p>



<p>Quando muitas precursoras deram o direito a termos vozes, eu estava começando a engatinhar na política. De lá para cá, nesses 30 anos de vida pública, eu sempre tive voz, mas nunca era ouvida. E há uma grande diferença: as mulheres hoje têm voz.</p>



<p>Nós temos voz, mas poucas vezes somos ouvidas. Quando fui candidata à Presidência, por ser uma das poucas mulheres e por ter tido um protagonismo nos debates, saí da eleição não derrotada, mas vitoriosa, porque passei a ter voz e passei a ser ouvida.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Sobre a redução da escala 6&#215;1, empresários dizem que o projeto do governo é irresponsável, porque propõe que a mudança seja feita de maneira muito rápida. O que a senhora acha?</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;&nbsp;</strong>Ou não conhece o Brasil ou é tendencioso quem afirma que o Brasil vai quebrar, que os setores produtivos vão quebrar, porque nós vamos imediatamente reduzir em duas — duas! — horas o tempo de trabalho do brasileiro. Estão fazendo um discurso raso.</p>



<p>Fiz questão de, antes de falar com o presidente Lula sobre isso, ser a primeira ministra do governo a falar do fim da escala 6&#215;1, no programa da GloboNews da Miriam Leitão, baseado inclusive em evidências. Ficava sob o meu ministério o Ipea [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada], que tem esse papel de fazer análise dentro dos diagnósticos e números que o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] nos fornece. Eu pedi [estudos]. Por exemplo, no setor do agronegócio, o impacto é de apenas 1% do faturamento.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Mas no setor de serviços&#8230;</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;&nbsp;</strong>O impacto é no micro e pequeno empresário, prestador de serviços. Aí entra a mão do Estado. O Estado não vai largar a mão desse setor que gera emprego. Nesse caso específico, com a mudança da legislação, quem vai precisar? O empregador que tem 1, 2, 5, 10 ou 12 funcionários, seja no setor de serviços, seja no setor de comércio.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/d1fa/live/7d525160-5ebe-11f1-b588-45cc931ea6f1.jpg.webp" alt="Michelle e Jair Bolsonaro. "/><figcaption class="wp-element-caption">Buda Mendes/Getty Images<br><br></figcaption></figure>



<p><strong>BBC News Brasil – E o que o Estado vai fazer?</strong></p>



<p><strong>Tebet –</strong>&nbsp;A lei complementar vai estabelecer de que forma vai haver a transição e quais são os instrumentos — e não são poucos que o Estado brasileiro tem — que serão colocados à disposição desse setor.</p>



<p>O Brasil não vai quebrar, os setores não vão quebrar. Eu mesma, que sou a favor do fim imediato da escala 6&#215;1, seria a primeira a defender o setor de serviços, o setor de comércio. Estou falando aí do pequeno, do micro, para que ele possa continuar, inclusive gerando emprego e renda, que é o que nós queremos.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Há quem defenda que essa negociação deveria ser feita diretamente entre patrão e empregado. Se o funcionário quer trabalhar sete dias na semana, ele trabalha. A senhora acha que é um argumento que faz sentido nesse contexto?</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;&nbsp;</strong>No Brasil de hoje, não.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Por quê?</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;</strong>&nbsp;Porque não tem paridade de armas. Não tem um equilíbrio nessa relação. Quando você está no pleno emprego, como é agora, você até pode sentar na mesa de negociação quase de igual para igual. Mas o Brasil é movido, lamentavelmente, por crises econômicas. A cada três, quatro anos, tem uma crise. Quando você está num período de desemprego, há uma fragilidade daquele empregado que acaba aceitando qualquer condição, qualquer bico, qualquer informalidade, qualquer regra.</p>



<p>Não estou dizendo que não tem que deixar espaço para negociação. Acho importantes os acordos coletivos, mas muito bem dosados e como exceção, não como regra.</p>



<p>Virando essa página da escala 6&#215;1, teremos, sob a ótica do empregador, um outro desafio que não é pequeno e que é antigo, que será voltar os olhos e políticas públicas, em parceria com a iniciativa privada, para a produtividade do trabalhador brasileiro, que é menor do que a produtividade do trabalhador americano e europeu.</p>



<p>Por culpa do trabalhador? Não. Por culpa do Estado, que não faz a parceria, não faz uma política pública estratégica com o setor produtivo para o país, para trazer esse produtor para o século 21. Isso passa por cursos profissionalizantes, por qualificação, por inserir esse trabalhador no mundo digital, da tecnologia, da inteligência artificial.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Críticos dizem que esse governo Lula não deixou marcas. Qual é a marca que a senhora deixa no ministério?</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;</strong>&nbsp;Não concordo com isso. A primeira grande marca: o presidente Lula recompôs e consolidou a democracia no Brasil, e o 8 de Janeiro foi um exemplo muito claro. Ali não foi só a depredação de um patrimônio público, porque eles poderiam ter invadido qualquer coisa. Eles invadiram a casa mais popular, mais democrática do Brasil, que é o Congresso Nacional, onde você tem todas as ideologias lá dentro, e aquele que é o guardião da Constituição, da democracia, que é o Supremo Tribunal Federal. Não foi pouca coisa que aconteceu.</p>



<p>A segunda grande marca foi ter tirado o Brasil do Mapa da Fome. Estamos falando de 20 milhões de brasileiros. É muito cômodo para mim, que tomo café da manhã, almoço e janto e nunca passei fome e sou considerada uma privilegiada por isso, dizer que isso não é uma marca, que isso é pouca coisa. Um país que alimenta o mundo não pode deixar uma única criança brasileira dormir com fome. Isso é preceito básico. Isso não tem a ver com ser de esquerda ou ser de direita, é um princípio básico de quem respeita a própria Constituição.</p>



<p>O fato de ter recomposto programas que foram extintos no passado, por si só, é uma grande marca da valorização do salário mínimo. Qual foi a última vez que o Brasil cresceu por quatro anos consecutivos acima de 2%? Eu não me lembro. Há 15 anos?</p>



<p><em>[Nota da redação: a última vez que o PIB do Brasil cresceu acima de 2% por quatro anos seguidos foi entre 2005 e 2008, com crescimentos anuais de 3,2%, 4%, 6,1% e 5,1%, após ter crescido 5,8% em 2004]</em></p>



<p>Temos que evoluir para o século 21 e trazer uma gestão moderna em um possível Lula 4, focado numa educação mais ampla, com ciência, tecnologia e inovação, inteligência artificial na área econômica. Ter as terras raras sob nossas regras, em que tenha valor agregado no Brasil, sem nenhum preconceito da cor do dinheiro estrangeiro.</p>



<p>Não podemos ter preconceito com a cor desse dinheiro. Que venham dólares, que venham ienes, que venham a moeda indiana, chinesa, europeia. Temos os minerais críticos, as terras raras, mas não temos a tecnologia e nem temos dinheiro suficiente para, sozinhos, com o investidor privado nacional brasileiro, explorar essa atividade econômica.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; A senhora disse certa vez que o Bolsa Família estimula a informalidade. O programa tem que ser redesenhado?</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;&nbsp;</strong>Não. Que estimula a informalidade? Em que momento eu disse isso? Não lembro.</p>



<p><em>[Nota da redação: Em abril de 2025, quando ministra, Tebet disse ao programa &#8220;Bastidores CNN&#8221; que: &#8220;Em alguns momentos, a gente verifica que o Bolsa Família, no nível que está, ele, de uma certa forma, estimula a informalidade. Não é que ele seja o fator principal da informalidade, nós temos &#8216;N&#8217; razões para a informalidade.&#8221;]</em></p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; A senhora acha que ele tem alguma questão que precisa ser redesenhada?</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;</strong>&nbsp;O que precisava ser redesenhado, nós fizemos, que era a porta de saída. Fizemos prazos, inclusive estabelecemos que, mesmo que o beneficiário encontre emprego, por 12 meses, ele está segurado. Vai diminuindo só o valor [do benefício], para poder ter a segurança de que ele pode ir para a formalidade.</p>



<p>O Bolsa Família é o segundo projeto mais social do governo do presidente Lula. Só não considero o primeiro, porque acho que não tem nada mais precioso para uma mulher, para uma família, do que ter a casa própria.</p>



<p>Para mim, o projeto social — e o que eu gostaria de ver são 5 milhões de casas sendo feitas, essa foi a meta do presidente Lula para os próximos anos — é o Minha Casa Minha Vida. Não tem nada mais social que isso, porque, não tendo que pagar o aluguel, você coloca esse dinheiro do salário na mesa, você come melhor, tem lazer.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/e94c/live/c93b4d20-5ebe-11f1-b588-45cc931ea6f1.jpg.webp" alt="Flavio Bolsonaro. "/><figcaption class="wp-element-caption">Sergio Lima / AFP via Getty Images<br><br></figcaption></figure>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; O presidente Lula tem turbinado alguns programas sociais neste ano, que é um ano de eleição. Como a senhora, que sempre foi defensora das contas públicas, enxerga esses gastos?</strong></p>



<p><strong>Simone Tebet &#8211;</strong>&nbsp;O problema do Brasil não é gastar muito. O problema no Brasil é gastar mal e arrecadar mal.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – O que significa arrecadar mal?</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;</strong>&nbsp;O problema não está nas políticas sociais, nas políticas públicas. O Brasil é rico o suficiente, arrecada o suficiente para comportar isso. O problema é quando você tem duplicidade de políticas públicas no município, no Estado e no governo federal. Tem vários ministérios ou várias secretarias estaduais ou municipais fazendo a mesma coisa, e o serviço não chega lá na ponta. É preciso fazer revisão de gastos, cortar erros, que foi o que nós fizemos, porque tinha muita coisa errada, inclusive no Bolsa Família.</p>



<p>Um segundo ponto é a revisão de gastos que precisamos fazer com mais força, para garantir a eficiência desse gasto público. Quando a gente tentou garantir isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e cobrar pelo menos 10% daqueles super-ricos que não pagavam nem 10%, o que foi uma verdadeira revolução, foi uma grita geral.</p>



<p>E, por exemplo, não atingia nem o agro, porque o agro já paga mais de 10% nos contratos, por exemplo, de arrendamento. São só os super-ricos — são poucas mil pessoas — [que pagarão o imposto] para beneficiar 20 milhões de pessoas. Hoje quem mais paga imposto no Brasil, direto ou indireto, é a população mais pobre e a classe média.</p>



<p>Então, é essa justiça tributária necessária que fizemos, aliada a uma revisão dos gastos tributários pelo lado da receita. Tinha muita renúncia fiscal que se justificava no passado, mas não se justifica mais, e outras que se justificavam no passado e que precisam permanecer. Por exemplo, 22% de tudo que a gente renuncia — e são quase R$ 600 bilhões ao ano — vem do Supersimples. Isso é estratégico e fundamental. É o que garante competitividade. Senão você quebra o micro e pequeno comerciante, prestador de serviços, empresário, e o grande empresário fica cada vez mais rico.</p>



<p>Mas também tem muitos gastos tributários que precisam ser revistos nesses R$ 600 bilhões. Se você fizer um corte de 10% por ano desses R$ 600 bilhões, já no ano de 2027 vai cortar R$ 60 bilhões. São R$ 60 bilhões a mais que vão entrar nos cofres públicos, diminuindo o impacto da dívida, que vai impactar no câmbio, porque vamos ter um país mais seguro, onde vai ter mais vinda de capital estrangeiro. Com isso, tem uma valorização da nossa moeda, e o dólar vai ficar mais barato. A gente compra muita coisa em dólar, então os produtos no Brasil vão ficar mais baratos, você tem menos inflação, que é o maior imposto para os mais pobres.</p>



<p>E aí, no segundo ano, cortar mais 10%, então entraremos em 2028 com um corte de gastos públicos de R$ 120 bilhões. No terceiro ano, R$ 180 bilhões. Se parar por aí, já teve quase que sanada a questão orçamentária pelo lado da receita, sem aumentar imposto nem dos ricos. Esse trabalho a gente precisa fazer no Congresso a partir de 2027, com muita responsabilidade.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Depois que as mensagens de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro para o banqueiro Daniel Vorcaro vieram à tona, ventilou-se a possibilidade de a candidatura dele ser substituída pela Michelle Bolsonaro. A senhora acha que o presidente Lula teria mais ou menos chance de ganhar se disputasse com ela?</strong></p>



<p><strong>Tebet –</strong>&nbsp;Esse é um problema da extrema direita. Eles que se entendam com essa bola dividida, desse que é o maior escândalo do sistema financeiro e, portanto, de corrupção da história do Brasil, que é o Banco Master. As pesquisas mostraram que já teve uma primeira queda [das intenções de voto em Flávio Bolsonaro]. Acho que essa queda vai se acentuar, porque acredito que muita coisa ainda virá. Não sei sequer se o ex-presidente [Bolsonaro] lança uma mulher candidata a presidente da República, conhecendo o que ele pensa sobre isso.</p>



<p>Acho que a eleição do presidente Lula estará na nossa capacidade de nos comunicar com o eleitor e de mostrar o que foi o governo Bolsonaro e, portanto, o que seria um governo Flávio. Afinal, tal pai, tal filho. A fruta não cai longe do pé. E há o que é o governo do presidente Lula. A gente fez muito e se comunicou mal. A gente não teve a capacidade de mostrar o risco que corremos e os retrocessos que tivemos e tudo aquilo que tivemos que reconstruir nesses três anos e meio, que não foi pouca coisa e em muito pouco tempo. Então, é uma disputa nossa conosco mesmo.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Não faz diferença com quem será essa disputa?</strong></p>



<p><strong>Tebet &#8211;</strong>&nbsp;Não. Faz diferença se fossem terceiros. Mas estamos falando dentro da sua pergunta da família Bolsonaro. A família Bolsonaro é uma coisa só. Pensam igual, pensaram igual o país e pensam o país da mesma forma.</p>



<p>O Deus deles, &#8216;Deus, pátria e família&#8217;, não é o mesmo Deus nosso. A pátria, não é a pátria brasileira, é a pátria estrangeira, a família, quem faz pela família brasileira, quem sempre fez pela família brasileira, é quem entrega casa popular, é quem garante a quem mais precisa o Bolsa Família, é quem coloca o pobre na universidade, é quem garante cultura, educação, investimento no futuro em ciência, tecnologia e inovação. Isso tudo quem fez foi o Lula 3, e quem destruiu e deixou de fazer foi o ex-presidente Bolsonaro.</p>



<p>Fonte: BBC Brasil / Foto: Victor Parolin/BBC News Brasil</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="EDUCAÇÃO FINANCEIRA E ACESSO AO CRÉDITO: OS DESAFIOS DO PEQUENO EMPREENDEDOR EM IPIRÁ" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/upt0GE9cbS8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/a-patria-dos-bolsonaro-nao-e-a-brasileira-e-a-patria-estrangeira-diz-simone-tebet/">‘A pátria dos Bolsonaro não é a brasileira, é a pátria estrangeira’, diz Simone Tebet</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Ameaças ao Pix e de novo tarifaço expõem Flávio e podem dar vitória a Lula em eleição apertada, dizem analistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 19:40:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Flávio Bolsonaro&#160;(PL) é o grande perdedor com as novas ameaças comerciais do presidente americano&#160;Donald Trump&#160;ao Brasil, avaliam cientistas políticos. Segundo analistas, as&#160;ameaças ao Pix&#160;e de novas tarifas retaliatórias de 25% contra produtos brasileiros devolvem ao presidente&#160;Luiz Inácio Lula da Silva&#160;(PT) o discurso de soberania nacional que fez&#160;subir sua aprovação em meados de 2025. Esse efeito [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/ameacas-ao-pix-e-de-novo-tarifaco-expoem-flavio-e-podem-dar-vitoria-a-lula-em-eleicao-apertada-dizem-analistas/">Ameaças ao Pix e de novo tarifaço expõem Flávio e podem dar vitória a Lula em eleição apertada, dizem analistas</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c0e7w10ewz4t">Flávio Bolsonaro</a>&nbsp;(PL) é o grande perdedor com as novas ameaças comerciais do presidente americano&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cdr56r28jgvt">Donald Trump</a>&nbsp;ao Brasil, avaliam cientistas políticos.</p>



<p>Segundo analistas, as&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgzjydl9lgo">ameaças ao Pix</a>&nbsp;e de novas tarifas retaliatórias de 25% contra produtos brasileiros devolvem ao presidente&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cpzd4zx0272t">Luiz Inácio Lula da Silva</a>&nbsp;(PT) o discurso de soberania nacional que fez&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2djxjrn2n8o">subir sua aprovação em meados de 2025</a>.</p>



<p>Esse efeito eleitoral positivo deve superar eventuais&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cevp33w48vxo">impactos econômicos negativos das medidas dos EUA</a>, avaliam estes observadores políticos. E pode ser o diferencial que dará a Lula a vitória numa corrida eleitoral que deverá ser disputada &#8220;cabeça a cabeça&#8221;.</p>



<p>As novas ameaças de Trump também podem fortalecer candidatos alternativos no campo da direita, com&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn43j1vdyq3o">Ronaldo Caiado</a>&nbsp;(PSD) mais bem posicionado no momento atual para colher os benefícios de um enfraquecimento de Flávio, dizem os analistas.</p>



<p>O governo dos Estados Unidos concluiu nesta segunda-feira (1/6) uma investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado, avaliando que certas práticas do governo brasileiro são &#8220;irrazoáveis&#8221; e &#8220;oneram ou restringem o comércio dos EUA&#8221;.</p>



<p>O documento&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c809z9kne38o">propõe um novo tarifaço de 25% contra produtos brasileiros</a>&nbsp;e traz o Pix entre as práticas consideradas abusivas pelo governo americano. Mas eventuais medidas a serem tomadas a partir do resultado da investigação deverão ser discutidas entre os países nas próximas semanas.</p>



<p>Para a cientista política Denilde Holzhacker, professora de Relações Internacionais da ESPM, a conclusão da investigação comercial americana tem um lado negativo para o governo Lula, que vinha negociando com o governo americano na tentativa de manter um diálogo.</p>



<p>&#8220;Do ponto de vista do governo, é uma medida ruim porque tem um impacto econômico num momento eleitoral&#8221;, diz Holzhacker.</p>



<p>&#8220;Por outro lado, do ponto de vista de campanha, o governo ganha novamente a força da narrativa da soberania, de um governo que enfrenta uma potência como os Estados Unidos, e que está buscando diálogo, mas o outro lado não busca.&#8221;</p>



<p>&#8220;Então, Lula ganha força, inclusive do ponto de vista da opinião pública&#8221;, acredita.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/fd6f/live/436447a0-5eab-11f1-9877-71c2729415b9.jpg.webp" alt="O presidente  Luiz Inácio Lula da Silva conversa com o presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma reunião bilateral em Kuala Lumpur, em 26 de outubro de 2025."/><figcaption class="wp-element-caption">AFP via Getty Images<br><br></figcaption></figure>



<p>Já para Flávio Bolsonaro, o efeito é o oposto, depois de uma semana em que ele buscou mostrar ter influência sobre a Casa Branca, ao se reunir com Trump pouco antes do anúncio da decisão dos EUA de classificar as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como terroristas.</p>



<p>A movimentação buscou criar uma agenda positiva para Flávio, após as notícias de que ele negociou R$ 134 milhões com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme <em>Dark Horse</em>, sobre a vida de Jair Bolsonaro (PL).</p>



<p>Nesta terça-feira, pouco depois do anúncio da nova ameaça de tarifaço, Flávio buscou se distanciar da medida do governo americano, publicando nas redes sociais um vídeo em que diz que pediu a Trump, ao vice-presidente J.D. Vance e ao secretário de Estado americano Marco Rubio que não taxassem produtos brasileiros.</p>



<p>&#8220;Sempre defendi as empresas brasileiras e, em qualquer oportunidade que tiver, vou continuar a defender nosso setor produtivo. Pedi expressamente ao presidente Trump para não taxar nossas empresas. Tarifa não é solução&#8221;, disse Flávio.</p>



<p>Para Holzhacker, a ameaça dos EUA de impor novo tarifaço ao Brasil, logo após a visita de Flávio em que ele supostamente pediu a Trump o contrário, expõe a fragilidade do poder de influência do candidato bolsonarista.</p>



<p>&#8220;Flávio sai numa posição em que, primeiro, fica parecendo que a capacidade dele de influenciar Trump não é tão grande assim&#8221;, diz a analista.</p>



<p>&#8220;E, segundo, ele dá munição ao PT e ao próprio governo para dizerem que ele é um candidato que não pensa nos interesses dos brasileiros, mas apenas no seu interesse de ganhar a eleição.&#8221;</p>



<p>Já na manhã desta terça, Lula começou a alinhar seu discurso nesse sentido, associando o relatório comercial dos EUA à família Bolsonaro.</p>



<p>&#8220;Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele e são, na verdade, vendilhões da pátria, foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer em alto e bom som. São traidores. [&#8230;]. O que merecem os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso povo?&#8221;, disse, durante discurso em evento em Catalão (GO).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Aumento-na-rejeição-">Aumento na rejeição</h2>



<p>Rafael Cortez, cientista político e sócio da Tendências Consultoria, avalia que o relatório dos EUA traz uma mudança de agenda, de um debate que se encaminhava para ter a segurança pública como foco, para um novo momento, em que a questão comercial volta ao centro.</p>



<p>Embora isso seja claramente positivo para Lula, ele avalia que não deve ser uma &#8220;grande revolução&#8221; no capital político do presidente.</p>



<p>&#8220;Lula está muito próximo ao seu capital político máximo numa sociedade que, grosso modo, está dividida&#8221;, diz Cortez.</p>



<p>&#8220;Mas são elementos que, numa disputa que promete ainda ser muito acirrada, podem resultar na vitória do presidente Lula.&#8221;</p>



<p>O cientista político observa que um novo tarifaço dos EUA pode dificultar a tarefa de Flávio de conquistar o eleitor antipetista, mas não convictamente bolsonarista, algo que seria fundamental para ele conseguir a vitória sobre Lula.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/b12d/live/c6850160-5eab-11f1-9877-71c2729415b9.jpg.webp" alt="O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, faz um sinal de positivo com o polegar enquanto fala sobre sua relação com Daniel Vorcaro, que financiou o filme &quot;Dark Horse&quot;, sobre a vida de seu pai, na sede do Partido Liberal em Brasília, em 19 de maio de 2026."/><figcaption class="wp-element-caption">AFP via Getty Images<br><br></figcaption></figure>



<p>&#8220;Para ganhar uma disputa eleitoral, a oposição precisa não só que o governo seja mal avaliado, mas que ela seja percebida como um porto seguro para esse eleitor descontente. Então, Flávio não só tem que mobilizar esse eleitorado antipetista que desaprova o governo, mas também recuperar um eleitor que está cansado da polarização&#8221;, diz Cortez.</p>



<p>&#8220;A questão do tarifaço e seus desdobramentos contrata uma mobilização maior do eleitorado bolsonarista, mas, ao fazer esse movimento, a rejeição de Flávio fica num patamar muito próximo da de Lula&#8221;, avalia.</p>



<p>&#8220;E aí, esse eleitor descontente com o antipetismo, mas descontente também com a polarização vai permanecer como está, dando a Lula um cenário de ligeiro favoritismo.&#8221;</p>



<p>Cortez lembra que associar-se a Trump tem tido um efeito negativo para candidatos em diversas partes do mundo, enfraquecendo políticos conservadores em países como México, Canadá e Austrália.</p>



<p>&#8220;Sempre que Trump mobilizou uma agenda bilateral, ele beneficiou candidatos de oposição, distantes do seu vínculo ideológico. Não faltam episódios de Trump gerar um efeito eleitoral de enfraquecimento dos conservadores.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Caiado-beneficiado">Caiado beneficiado</h2>



<p>O cientista político Marco Antonio Carvalho Teixeira, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), observa que a inclusão do Pix entre as ameaças citadas pelo governo americano pode ser o elemento mais relevante para o debate eleitoral, já que o meio de pagamento é muito popular.</p>



<p>&#8220;Por conta do Pix sobretudo, a população vai acompanhar esse debate enormemente, eu não tenho dúvida&#8221;, afirma.</p>



<p>&#8220;E não só o Lula pode se beneficiar eleitoralmente, mas é preciso acompanhar bastante a movimentação do candidato [Ronaldo] Caiado, que já está numa posição muito boa de segundo turno. Então, o desgaste do Flávio é fundamental para ele também.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/90c2/live/ba216ff0-5eae-11f1-9877-71c2729415b9.jpg.webp" alt="Ronaldo Caiado"/><figcaption class="wp-element-caption">AFP via Getty Images<br><br></figcaption></figure>



<p>Teixeira cita pesquisa Realtime BigData publicada na segunda-feira (1/6), que mostrou Caiado como o adversário mais competitivo contra Lula num segundo turno, com ambos empatados com 43% das intenções de voto, ante distância de cinco pontos de Lula sobre Flávio (45% a 40%) e de três pontos sobre Zema (43% a 40%).</p>



<p>&#8220;Isso pode significar que o teto de Caiado é maior [do que o de Flávio]&#8221;, diz Teixeira, lembrando ainda que Caiado precisa definir seu vice, com nomes como Gilberto Kassab (PSD) e a apresentadora Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos, entre os cogitados.</p>



<p>Essa definição e novas notícias negativas para Flávio podem ajudar a criar momento para o ex-governador de Goiás, que já tem atraído o voto do agronegócio, observa Teixeira.</p>



<p>&#8220;As próximas pesquisas vão dar o tom desse processo e vão dizer qual é a dimensão disso [a migração de votos entre os candidatos da direita]. Mas é muito difícil o Flávio não se desgastar mais.&#8221;</p>



<p>Fonte: BBC Brasil / Foto: Getty Images</p>



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<p><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/ameacas-ao-pix-e-de-novo-tarifaco-expoem-flavio-e-podem-dar-vitoria-a-lula-em-eleicao-apertada-dizem-analistas/">Ameaças ao Pix e de novo tarifaço expõem Flávio e podem dar vitória a Lula em eleição apertada, dizem analistas</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>João Roma chama Rui Costa para o debate: &#8220;Já te deram 20 anos de mandato&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 19:46:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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		<category><![CDATA[Rui Costa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Candidato ao Senado na chapa de ACM Neto (União), o ex-deputado federal João Roma (Republicanos) chamou o ex-governador Rui Costa (PT) para o debate, nesta segunda-feira (01). &#8220;Já lhe deram 20 anos de mandato e você não devolveu isso ao povo da Bahia&#8221;, declarou Roma em conversa com a imprensa.&#160; Para o ex-deputado, Rui ataca [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Candidato ao Senado na chapa de ACM Neto (União), o ex-deputado federal João Roma (Republicanos) chamou o ex-governador Rui Costa (PT) para o debate, nesta segunda-feira (01). &#8220;Já lhe deram 20 anos de mandato e você não devolveu isso ao povo da Bahia&#8221;, declarou Roma em conversa com a imprensa.&nbsp;</p>



<p>Para o ex-deputado, Rui ataca ACM Neto para tentar proteger o governador Jerônimo Rodrigues (PT). &#8220;Jerônimo é o chefe do Executivo. Não é você que é candidato a governador. Então, quer debater, venha debater com João Roma, que disputa o Senado. Vamos falar&#8221;, provocou.&nbsp;</p>



<p>&#8220;Eu sei o que o povo baiano precisa. E o que dizem é que você precisa de proteção. Então, acho que ter garantia de imunidade não é argumento para que a população vote e lhe dê outro mandado. Você quer a imunidade parlamentar ou quer trabalhar para o povo baiano? Já lhe deram muito salário e você ainda não devolveu&#8221;, acrescentou João Roma.</p>



<p>Fonte: Política Livre / Foto: Divulgação/Arquivo</p>



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		<title>Lula compreenderá a minha saída da política, afirma Rodrigo Pacheco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 19:08:32 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Pacheco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Senador afirma que não tem expectativa de nomeação para o STF ou outras cortes superiores. Decisão ocorre após disputas entre governo Lula e Davi Alcolumbre sobre seu futuro político O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva compreenda a sua decisão de sair da política. &#8220;Ele saberá compreender, até [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Senador afirma que não tem expectativa de nomeação para o STF ou outras cortes superiores. Decisão ocorre após disputas entre governo Lula e Davi Alcolumbre sobre seu futuro político<br><br>O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva compreenda a sua decisão de sair da política. &#8220;Ele saberá compreender, até porque não há novidade alguma. Eu não estou desistindo de uma candidatura &#8211; eu havia decidido não ser candidato&#8221;, afirmou em evento do Lide, em São Paulo. O senador disse que Lula havia lhe pedido que refletisse sobre o tema, e que, após fazê-lo, manteve a posição original.</p>



<p>Pacheco afirmou ainda que foi colocado &#8220;involuntariamente&#8221; no centro da disputa em torno de uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Questionado sobre uma eventual indicação ao Tribunal de Contas da União (TCU), Pacheco descartou a possibilidade. &#8220;Não há essa perspectiva, não há sequer a vaga&#8221;, afirmou.</p>



<p>O atual senador fez questão de distinguir sua saída da política partidária de uma aposentadoria. Disse que a decisão estava tomada desde que deixou a presidência do Senado, com &#8220;sentimento de dever cumprido&#8221;. Para o futuro político de Minas Gerais, citou nomes como Josué Gonza Silva, Jabas Soares e Marília Campos como opções de qualidade para ocupar espaços que deixará &#8211; tanto no governo do Estado quanto na representação mineira no Senado Federal.</p>



<p>Fonte: Notícias ao Minuto / Foto: © Getty Images</p>



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<iframe title="UMA ANÁLISE SOBRE IPIRÁ" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/vHZfQFGa688?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/lula-compreendera-a-minha-saida-da-politica-afirma-rodrigo-pacheco/">Lula compreenderá a minha saída da política, afirma Rodrigo Pacheco</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Eleitor sem torcida irá decidir a eleição no Brasil, prevê Guilherme Boulos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 18:58:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Bolos]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) afirmou nesta sexta-feira (29) que a eleição presidencial de 2026 deve ser decidida por uma parcela do eleitorado que não está alinhada nem ao lulismo nem ao bolsonarismo. Segundo ele, esse grupo tem observado com atenção os episódios recentes envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e será determinante para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) afirmou nesta sexta-feira (29) que a eleição presidencial de 2026 deve ser decidida por uma parcela do eleitorado que não está alinhada nem ao lulismo nem ao bolsonarismo. Segundo ele, esse grupo tem observado com atenção os episódios recentes envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e será determinante para o resultado da disputa.</p>



<p>&#8220;O lulista vai votar em Lula (PT), o bolsonarista vai votar no Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Mas tem uma parcela de cerca de 20% a 30% que está comparando. E essa parcela vai decidir a eleição&#8221;, disse o parlamentar em entrevista à Rádio Metrópole.&nbsp;</p>



<p>Boulos avaliou que a política passou por transformações com o avanço das redes sociais e da extrema direita, criando um cenário de forte polarização. “Há hoje uma parcela da sociedade em que pode acontecer o que for e ela não muda de opinião. Virou uma espécie de torcida organizada, como um BA-VI. Lula pode melhorar a vida das pessoas, mas, se o sujeito for bolsonarista, vai encontrar um jeito de criticá-lo”, declarou.</p>



<p>Apesar disso, o deputado afirmou perceber um movimento diferente entre eleitores que não possuem alinhamento ideológico rígido. “Estou vendo uma parcela que não é de esquerda e que não foi picada pelo bolsonarismo olhando para o outro lado, para a hipocrisia. Essa comparação está sendo feita, e é justamente esse eleitor que tende a definir os rumos da próxima eleição”, declarou.</p>



<p>Boulos está em Salvador para participar, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), da abertura do mutirão de serviços gratuitos promovido pelos programas Governo do Brasil na Rua e Periferia de Direitos. A ação ocorre nesta sexta-feira (29), no Centro Social Urbano de Pernambués, e reúne mais de 80 serviços nas áreas de saúde, documentação, assistência social e renegociação de dívidas.</p>



<p>Fonte: Política Livre / Foto: Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="BATE PAPO COM O VEREADOR ROBERVAL SANTOS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/C9tNblscW_E?start=18&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Zema critica Flávio Bolsonaro por dizer que indicaria o irmão Eduardo para o Itamaraty</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 19:08:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Zema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Romeu Zema (Novo) também criticou pré-candidatos que teriam se encontrado com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e indicação de parentes para cargos públicos O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) intensificou as críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta segunda-feira, 25. O mineiro classificou como &#8220;extremamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Romeu Zema (Novo) também criticou pré-candidatos que teriam se encontrado com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e indicação de parentes para cargos públicos<br><br>O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) intensificou as críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta segunda-feira, 25. O mineiro classificou como &#8220;extremamente infeliz&#8221; a declaração de que Flávio indicaria o irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, para o Ministério das Relações Exteriores em um eventual governo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="192" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/Portal-ipira-city.gif" alt="" class="wp-image-176808"/></figure>



<p>As declarações foram feitas ao longo de participação no encontro de presidenciáveis promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). Sem citar nomes, Zema também criticou pré-candidatos que teriam se encontrado com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e indicação de parentes para cargos públicos.</p>



<p>&#8220;Achei extremamente infeliz a declaração do pré-candidato falando que o irmão dele, o Eduardo, seria um ministro de Relações Exteriores. Mais uma vez: eu gosto é de gente que tem carreira, que tem competência. Se parente resolvesse esse problema, muita coisa nesse mundo já estaria resolvida&#8221;, afirmou o ex-governador.</p>



<p>Zema desferiu sua primeira grande crítica pública direta a Flávio no dia 4 de maio de 2026, quando declarou em uma agenda política que, ao contrário do senador, precisou &#8220;ralar&#8221; e não tinha o &#8220;rabo preso&#8221;. Posteriormente, o embate escalou significativamente no dia 13 de maio, data em que o mineiro subiu o tom de forma enfática após o vazamento de áudios envolvendo o parlamentar e Vorcaro.</p>



<p>No evento desta segunda, ele afirmou que o Brasil precisa estar mais inserido no contexto ocidental, especialmente em maior alinhamento com os Estados Unidos, que classificou como parceiro comercial historicamente relevante para o País. Segundo ele, essa relação foi prejudicada nos últimos anos.</p>



<p>&#8220;Acho que até a ação do irmão do pré-candidato (Flávio), a mesma coisa, que provavelmente contribuiu para aquela retaliação, o tarifaço que ocorreu ano passado&#8221;, continuou Zema.</p>



<p>A primeira crítica de Zema a Eduardo Bolsonaro por conta do tarifaço de Donald Trump foi feita 21 de julho de 2025, em uma entrevista concedida ao programa <em>Papo com Editor</em>, do <em>Broadcast Político</em>, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.</p>



<p>Fonte: Notícias ao Minuto / Foto: © Divulgação / TV Cultura &#8211; Nadja Kouchi</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="VIVENDO NO MODO SOBREVIVÊNCIA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/N918f3dUTM8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Chapa com Michelle no lugar de Flávio &#8216;ganharia muita adesão&#8217;, diz ex-ministro de Bolsonaro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 16:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[ex-ministro]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[MIchelle]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Salles]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro (PL), cargo que o projetou nacionalmente antes de se eleger deputado federal,&#160;Ricardo Salles (Novo-SP)&#160;trabalha para conquistar os votos do eleitor de direita para uma vaga no Senado nas eleições deste ano. Mas não poupa críticas ao nome lançado pelo bolsonarismo à Presidência, o senador&#160;Flávio Bolsonaro&#160;(PL-RJ), por sua relação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro (PL), cargo que o projetou nacionalmente antes de se eleger deputado federal,&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-49363387">Ricardo Salles (Novo-SP)</a>&nbsp;trabalha para conquistar os votos do eleitor de direita para uma vaga no Senado nas eleições deste ano.</p>



<p>Mas não poupa críticas ao nome lançado pelo bolsonarismo à Presidência, o senador&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c0e7w10ewz4t">Flávio Bolsonaro</a>&nbsp;(PL-RJ), por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, que veio à tona na última semana.</p>



<p>Para ele, essa ligação entre senador e o dono do Banco Master &#8220;é no mínimo imoral&#8221;.</p>



<p>&#8220;Ele não deveria jamais ter tido&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgzj45p5qdo">esse tipo de proximidade</a>&nbsp;com o Daniel Vorcaro&#8221;, diz Salles à BBC News Brasil, em entrevista concedida na segunda-feira (18/5).</p>



<p>Salles está no centro de uma disputa que envolve outro filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com quem trocou acusações e críticas públicas nos últimos dias.</p>



<p>O deputado federal, que trocou o PL pelo Novo em 2024 após ser preterido na disputa pela Prefeitura de São Paulo, buscava o apoio de Eduardo e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para concorrer a senador.</p>



<p>Mas viu o PL lançar, com o apoio de Tarcísio, as pré-candidaturas do deputado estadual André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa (Alesp) — que promete ter Eduardo como suplente —, e do deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública do governo paulista.</p>



<p>Salles disse em entrevista ao podcast &#8220;IronTalks&#8221; que Eduardo teria aceitado receber até R$ 60 milhões para negociar a candidatura de André do Prado. Eduardo afirmou que Salles está mentindo e exigiu provas.</p>



<p>Salles diz à BBC News Brasil que não abre mão de disputar uma das vagas para senador por São Paulo — e que até aceitaria ter Eduardo como suplente.&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c86dgjd7p1zo">O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde o ano passado e é réu</a>&nbsp;na ação que julga sua atuação no país para tentar influenciar o julgamento de Bolsonaro tentando convencer o governo de Donald Trump, nos EUA, a adotar sanções contra o Brasil. Se condenado, pode ficar inelegível.</p>



<p>&#8220;Não tenho nenhuma antipatia pessoal pelo Eduardo, muito pelo contrário, acho até que, dos filhos do presidente Bolsonaro, é o que tem mais preparo intelectual. Muito mais do que o Flávio&#8221;, diz Salles.</p>



<p>No dia seguinte a esta entrevista, Flávio<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgzj45p5qdo">&nbsp;confirmou que se encontrou com Vorcaro&nbsp;</a>depois de o banqueiro ter sido preso pela Polícia Federal em novembro de 2025, na primeira fase da Operação Compliance Zero.</p>



<p>E uma pesquisa AtlasIntel — a primeira sondagem realizada após a divulgação dos áudios entre Flávio e Vorcaro — mostrou o<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0l29j104jzo">&nbsp;presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abrindo sete pontos de dianteira</a>&nbsp;em um eventual segundo turno.</p>



<p>Para Salles, diante da crise aberta na pré-candidatura de Flávio, uma eventual substituição pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pode ser positiva.</p>



<p>O deputado mantém sua defesa do ex-presidente, a quem chama de &#8220;o maior líder da direita&#8221;, ao afirmar que não houve tentativa de golpe por parte de Bolsonaro — apenas cogitou-se &#8220;uma discussão&#8221; depois que ele perdeu a eleição.</p>



<p>Também diz ser contrário à proposta do fim da escala 6&#215;1 que tramita no Congresso, algo que, para ele, vai acabar com a mão de obra e pode tirar a liberdade do empregado negociar, ele mesmo, com o patrão, sua jornada.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; O senhor já teve uma candidatura esvaziada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na última eleição, quando quis ser candidato a prefeito de São Paulo. Agora, está sendo escanteado novamente, na disputa pelo Senado. O senhor se sente traído por Bolsonaro?</strong></p>



<p><strong>Ricardo Salles &#8211;&nbsp;</strong>Em 2024, quem impediu a minha candidatura foi o Valdemar Costa Neto, que era presidente do PL e tinha seus interesses com o então prefeito, depois reeleito, Ricardo Nunes (MDB). E não obstante o presidente Bolsonaro quisesse que o nome fosse o meu, ele não conseguiu convencer o Valdemar.</p>



<p>No final, eles acabaram fazendo uma espécie de acordo em que o Bolsonaro deixava que o candidato fosse o Ricardo Nunes em São Paulo, e o Valdemar, por sua vez, não impediu o candidato do Bolsonaro no Rio, que foi o [Alexandre] Ramagem.</p>



<p>Obviamente que sim, houve uma frustração grande. Antes de me lançar, as pesquisas já davam 19%, 18% de votos [para mim]. Eu saí do PL porque eu sabia que em algum momento ia prevalecer de novo a decisão do Valdemar sobre a escolha do candidato, e eu não queria passar por isso novamente. Então, comuniquei ao presidente Bolsonaro que estava fazendo esse movimento para concorrer ao Senado.</p>



<p>Ele chegou a dizer &#8220;olha, o problema é que o Tarcísio [de Freitas] vai indicar um nome e eu vou indicar outro, o meu indicado vai ser o Eduardo [Bolsonaro]&#8221;. Eu falei &#8220;não tem problema, a gente vai ver isso lá na frente&#8221;. Com o passar dos meses, o Eduardo foi para os Estados Unidos e acabou inviabilizando o nome dele para o Senado. Portanto, está consolidado o meu nome como candidato pelo Partido Novo, para não ter que passar pelo crivo do Valdemar, que eu sabia que ia repetir o filme de 2024.</p>



<p>Teoricamente, o Tarcísio indicou o [Guilherme] Derrite, mas o que a gente está vendo nessa semana é que o candidato do Tarcísio é o André do Prado (PL). Eu não me sinto traído porque fui eu que saí do partido. Acho que o André do Prado não representa a direita em nenhum aspecto, nunca foi de direita. Inclusive no seu início de carreira como candidato em 2010, ele era parceiro da Dilma Rousseff, estava com o PT em 2010 e, em todas as candidaturas subsequentes, eles estavam com quem estava no poder.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Tarcísio também participou do governo Dilma.</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;&nbsp;</strong>Mas ele foi um técnico, não estava politicamente alinhado à Dilma. Tarcísio entrou no governo da Dilma no DNIT [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte], justamente para limpar todo aquele monte de esquemas de corrupção que vinham dos dois governos anteriores do presidente Lula. E qual era o grupo que estava lá até então? O PR, Partido da República, que depois virou PL.</p>



<p>Em 2022, quando o Tarcísio vai se filiar a algum partido para concorrer ao governo de São Paulo, Bolsonaro diz &#8220;venha para o PL&#8221;, e ele diz &#8220;não vou, não quero me envolver com essa turma do Valdemar Costa Neto, porque eu sei o que eles faziam lá no Ministério dos Transportes&#8221;. Isso também foi objeto de matéria jornalística àquela altura.</p>



<p>Agora, neste ano, quando, mesmo tendo o André do Prado como presidente da Assembleia Legislativa, mesmo tendo o PL do Valdemar Costa Neto a maior bancada da Assembleia, eles pressionam o Tarcísio para tirar o Felício Ramuth [vice-governador de São Paulo] e colocar o André do Prado como vice. Tarcísio diz &#8220;negativo, já disse que eu já conheço essa turma, já sei como eles operam e eu não quero essa turma de vice-governador&#8221;. E ele dá de prêmio de consolação para o André do Prado a vaga do Senado.</p>



<p><em>[Nota da redação: André do Prado diz em nota que &#8220;Ricardo Salles tem todo o direito de manifestar sua opinião&#8221;.</em></p>



<p><em>&#8220;Mas acredito que este não é o momento de divisão. Sou o candidato escolhido pelo governador Tarcísio de Freitas, pelo senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, e pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Sempre estive ao lado do eterno presidente Jair Bolsonaro desde sua vinda para o PL, partido do qual faço parte há mais de 30 anos de vida pública. Minha trajetória sempre foi pautada pelo trabalho, lealdade e diálogo. O mais importante agora é unir forças para eleger dois senadores de direita por São Paulo e fortalecer um projeto alinhado aos valores que defendemos para o Estado e para o Brasil.&#8221;</em></p>



<p><em>Valdemar Costa Neto, Eduardo Bolsonaro e Tarcísio de Freitas foram procurados pela BBC News Brasil mas não responderam.]</em></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/9518/live/f4657550-53b2-11f1-bd86-23e7f8d19052.jpg.webp" alt="Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, em uma foto de 2022."/><figcaption class="wp-element-caption">EVARISTO SA/AFP via Getty Images<br><br></figcaption></figure>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; O senhor aceitaria ter o Eduardo como seu suplente para ser o candidato da direita ao Senado?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;&nbsp;</strong>Não tenho nenhuma antipatia pessoal pelo Eduardo, muito pelo contrário, acho até que, dos filhos do presidente Bolsonaro, é o que tem mais preparo intelectual.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Mais do que o Flávio?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;</strong>&nbsp;Muito mais do que o Flávio. O Flávio é mais político, é mais vaselina, ele lida melhor com diferentes grupos. Ele não toma posição, portanto não briga com ninguém. O Eduardo é mais briguento e tal, mas acho o Eduardo mais preparado no sentido de conhecimento, de ideologia.</p>



<p>De qualquer forma, esse é um cenário que não existe. Ele virou suplente do André do Prado, o que é uma contradição com a sua própria história na política. Inclusive tem um vídeo do Eduardo, se não me engano de 2018, em que ele diz &#8220;eu quero ver quem aqui vai estar com o centrão e quem vai ficar realmente do lado do bolsonarismo&#8221;.</p>



<p>Ele condena inclusive aqueles que vão se converter inexoravelmente para o centrão. Vão entrar para o jogo da velha política, vão se render ao pragmatismo e a todas as más práticas que o centrão representa, e ele próprio, ao final, acaba virando suplente de um cara que é centrão na veia, que é o André do Prado. Então, quem mudou e se contradisse foi ele. Não, eu.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Como o senhor avalia a candidatura do Flávio Bolsonaro após as últimas notícias relacionadas a Daniel Vorcaro?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;</strong>&nbsp;Ele não deveria jamais ter tido esse tipo de proximidade com o Daniel Vorcaro. Aquela mensagem de voz que foi divulgada foi um dia antes do Vorcaro ser preso. Já circulava na imprensa com grande fundamentação de provas de documentos, quer dizer, não era só uma especulação, há muitos meses, antes dessa mensagem, os indícios de crime e de desvio de dinheiro e de fraude no Banco Master e do próprio Vorcaro.</p>



<p>É absolutamente incompreensível que, diante de um cenário daquele, alguém diga &#8220;olha, nós estamos juntos&#8221;, não lembro exatamente a frase, mas são frases incompatíveis com aquilo que o Vorcaro já representava naquele dia anterior à prisão.</p>



<p>Ele não era um santo até aquele dia e passou a ser tóxico no dia seguinte. Ele já era um cara tóxico, já repousava sobre ele uma série de suspeitas muito bem fundamentadas que depois se convolaram em fatos inquestionáveis, e a prisão simplesmente foi um ápice. O Flávio não tinha nada que ter mandado aquela mensagem.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Ele não mandou só uma mensagem&#8230;</strong></p>



<p><strong>Salles –</strong>&nbsp;Não, ele negociou. Você tinha parcelas, segundo ele próprio falou, parcelas em aberto. Se tem em aberto, é porque teve parcelas pagas. Havia ali uma negociação, uma proximidade. Depois surgiram informações de que se planejou, não sei se aconteceu mesmo, um jantar na casa do Vorcaro para ele mostrar o trecho do filme e muitas outras coisas que você pode até fazer uma análise quase puritana de dizer assim &#8220;não, mas isso não é crime&#8221;. Pode não ser crime, mas é no mínimo imoral.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; E como fica a candidatura dele após isso?</strong></p>



<p><strong>Ricardo Salles &#8211;</strong>&nbsp;Ela sofreu um forte abalo. Claro que o Lula está tão sujo, o governo do Lula, seja pela incompetência que demonstrou nesses três anos em que eles estão administrando o Brasil, seja pelo retorno praticamente de todos os escândalos de corrupção dos períodos anteriores. Basta olhar o roubo dos velhinhos do INSS. Quem está envolvido no roubo dos velhinhos do INSS, para além do próprio Vorcaro, diga-se de passagem, são todos os sindicatos ligados ao PT e ao PDT, ao Ministério da Previdência. O irmão do Lula é dirigente de um dos sindicatos&#8230;</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Desculpe, deputado, eu perguntei sobre a candidatura do Flávio. Como ela fica?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;&nbsp;</strong>Mas é que a candidatura do Flávio ganha ou perde relevância de acordo com seus concorrentes. A corrida presidencial não é uma corrida [sobre] se você está bem ou mal. É se você está bem ou mal&nbsp;<em>vis-à-vis</em>&nbsp;os seus concorrentes.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Mas ela abala a candidatura do Flávio?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;&nbsp;</strong>Abala, sem dúvida alguma. É que a minha questão é se abala o suficiente para ela ficar atrás da candidatura do Lula. É isso que eu quero dizer. Quando eu falo como é que está o Lula é para dizer o seguinte: é o roto falando do rasgado.</p>



<p>Quer dizer, se a mensagem do Flávio é muito grave, e acho que é muito grave no sentido de moralidade, pode não ser grave juridicamente, mas ela é grave em termos de moralidade, ela talvez não tenha todo o impacto que uma situação diferente da atual poderia ter.</p>



<p><em>[Nota da redação: Flávio Bolsonaro foi procurado, por meio de sua assessoria de imprensa, mas não comentou as afirmações de Salles até a publicação desta entrevista.]</em></p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Michelle Bolsonaro seria uma boa candidata no lugar do Flávio nesse momento?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;</strong>&nbsp;Essa é uma análise que precisa ser feita com pesquisa. A Michelle tem um bom nome, para além de ser mulher, que é algo rarefeito na política brasileira, você ter mulheres concorrendo a cargos mais importantes. Só tivemos a Dilma como presidente até hoje, e foi uma má presidente.</p>



<p>A Michelle, no governo do Bolsonaro, isso eu presenciei, foi uma excelente primeira-dama. Era uma pessoa que fazia um trabalho muito bom e muito discreto nessa parte de voluntariado, de inclusão das pessoas com deficiência. É uma pessoa doce, gentil, não tem contra si muitas das rejeições que os homens da direita têm. Ela é muito mais&nbsp;<em>soft&nbsp;</em>[suave]<em>.</em></p>



<p>Eu acho que uma composição que tem a Michelle como cabeça de chapa é uma composição que ganharia muita adesão. Foi vislumbrada, inclusive esses dias, uma eventual composição de uma chapa pura feminina da [ex-ministra da Agricultura de Bolsonaro, atualmente senadora pelo PP-MS] Tereza Cristina e Michelle. É uma chapa forte, sem dúvida alguma. Mas não dá para afirmar peremptoriamente que seria melhor ou pior sem que haja um rol de pesquisas, tanto qualitativas, quanto quantitativas. Não temos esses dados, mas, a priori<em>,</em>&nbsp;é algo que eu teria a simpatia de apoiar.</p>



<p>Meu partido tem um candidato que é o Romeu Zema, que é um bom candidato e um governador reeleito em primeiro turno, um cara que largou a empresa dele, onde ele sempre trabalhou, que não cresceu na política, virou um empresário de sucesso graças ao trabalho e esforço próprio. Não tem, evidentemente, o apelo do sobrenome do Bolsonaro, mas também acaba não tendo a rejeição inerente a esse sobrenome. Mas também não tem a capilaridade do Partido Liberal, que é o partido do presidente e dos filhos.</p>



<p>Acho que o Zema está cumprindo um papel importante de ser um candidato de uma direita menos incisiva. Tem o [Ronaldo] Caiado, que também representa o Estado de Goiás, que saiu com grande aprovação, em especial na área de segurança pública, e tem&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn7846447j3o">aquele menino do MBL, o Renan Santos</a>, que está fazendo uma campanha irreverente, que é até engraçado de assistir. Não sei qual é o teto de uma campanha irreverente como essa.</p>



<p>Mas você tem quatro candidatos à direita, quatro, cada um com suas características, cujo mote principal, na minha opinião, dos quatro em comum, tem que ser um sentimento de derrotar o PT. A prioridade é ganhar do Lula e tirar o PT do poder.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/bb25/live/ff769950-53b3-11f1-9ab7-fd5200863269.jpg.webp" alt="Michelle Bolsonaro."/><figcaption class="wp-element-caption">André Borges/EPA/Shutterstock<br><br></figcaption></figure>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Alguns críticos dizem que o bolsonarismo quer o controle total do país. Comparam até com o modelo da Hungria. O que diz sobre isso?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;&nbsp;</strong>Não sei se se compara ao modelo da Hungria, até porque o Brasil é muito diferente da Hungria. Dificilmente, em uma cultura latina como a nossa, alguém, quem quer que seja essa pessoa, tem um controle absoluto. Não é da índole dos povos latinos outorgar controle absoluto a quem quer que seja.</p>



<p>O que acho que há, sim, é uma disputa dentro da direita por protagonismo. Isso existe. Até porque foi o Bolsonaro em 2018 que venceu praticamente sozinho, sem apoio dos partidos do Centrão e sem grandes grupos econômicos. Ele tem, naturalmente, uma precedência por ter sido o protagonista e o pioneiro neste retorno da direita ao poder central, que é a Presidência da República. Daí a dizer que quer o controle absoluto, não acredito. Acho que querem ser a referência mais forte dentro da direita e, naturalmente, são.</p>



<p>O presidente Bolsonaro é, sem dúvida nenhuma, o maior líder da direita. Nenhum outro, nem os filhos, se comparam ao pai, nem de longe. Uma coisa é você ser o líder ou aquele mais reconhecido ou com mais força política. Isso já é do Bolsonaro, ele não precisa ir atrás disso, ele já tem. Agora, você ter controle do país e uma máquina de monitoramento mais fechada, como foi, ao que tudo indica, lá na Hungria, acho bem diferente.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; O 8 de Janeiro não foi uma tentativa?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;</strong>&nbsp;Não acho que 8 de Janeiro foi isso. Tenho uma opinião bastante divergente. O 8 de Janeiro foi uma baderna provocada por pessoas de forma aleatória, ou seja, que foram para lá inconformadas. Muitas dessas pessoas inconformadas a tal ponto de cometer o erro de invadir um prédio público ou de quebrar uma vidraça, ou de, sei lá, sentar na cadeira de um ministro do Supremo.</p>



<p>Aqui é preciso, na minha opinião, não minimizar o erro da depredação de patrimônio público, mas, por outro lado, não deixar que ela saia desta seara que é depredação de patrimônio público e deveria ter sido tratada como tal.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Mas há uma minuta do golpe, houve reuniões.</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;</strong>&nbsp;Vamos diferenciar uma coisa. O 8 de Janeiro já não era governo Bolsonaro, não tinha apoio das Forças Armadas, as pessoas que estavam nos prédios estavam totalmente desarmadas, eram, na maioria das vezes, pessoas já de uma certa idade, e era um final de semana, os prédios estavam vazios. Ninguém dá golpe no final de semana com um monte de gente de verde e amarelo.</p>



<p>O golpe seria se você falasse para mim &#8220;olha, as Forças Armadas cercaram o Supremo para prender, e aí a Polícia Federal frustrou&#8221;. Aí te diria que foi tentativa de golpe. Isso daí é baderna, depredação de prédio público, não tenho dúvida disso.</p>



<p>Quando você mistura as duas coisas, ou seja, o que foi no 8 de Janeiro, já no governo Lula, com discussões que tenham havido durante o final de 2022, seja a da história da aplicação do artigo 142 [da Constituição], minutas de utilização de Estado de Defesa&#8230; Isso foram conjecturas de gente que também não se conformava, mas, no final, não avançou, porque o presidente Bolsonaro, se você olhar, não deu uma ordem mandando fazer.</p>



<p>O que você tem é gente discutindo se cabia ou não cabia aplicar o artigo 142 [que dispõe sobre o regime constitucional dos militares]. Cabia, não cabia aplicar Estado de Defesa? Tinha ou não tinha margem de discutir isso?</p>



<p><strong>BBC News Brasil – O senhor não acha que é antidemocrático discutir isso após perder uma eleição?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;&nbsp;</strong>É antidemocrático no sentido interno. Mas o PT inúmeras vezes, aliás, o MST invadiu o Congresso várias vezes.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Mas eu estou falando do presidente Bolsonaro, deputado.</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;</strong>&nbsp;Mas ele não fez nada. Você não pune alguém por cogitar uma discussão, uma minuta de um documento.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Ele não cogitou. A minuta existiu.</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;</strong>&nbsp;Mas o documento não saiu da esfera privada, é isso que eu quero dizer. O documento não foi publicado em lugar nenhum. O documento não ganhou substância.</p>



<p>Preciso fazer essa comparação, porque parece que o Brasil sempre foi a Suíça e de repente teve um grupo que discutiu algo fora da casinha. O PT, o MST, esse pessoal sempre discutiu formas de subverter a ordem democrática. Pode até não ter feito, como o Bolsonaro também não fez, mas discutir, e é nisso que eu quero chegar nesse ponto, discutir se cabia ou não cabia, a Dilma durante o período de impeachment, isso é fato histórico, também discutiu com os generais se ia implementar o Estado de Defesa ou não. Exatamente igual. Acabou não implementando porque os militares não quiseram, também como não quiseram no período do Bolsonaro, não deixaram avançar.</p>



<p>Preparação para um golpe não houve. Houve discussões? Sim. Houve discussões sobre questões de constitucionalidade? Sim. Houve discussões sobre a conveniência e oportunidade de deixar o PT e o Lula voltarem ao poder? Houve. Aliás, essas discussões aconteceram em todos os botequins do Brasil.</p>



<p><em>[Nota da redação: Em entrevista ao Globo em dezembro de 2019, o general Eduardo Villas Bôas afirmou que &#8220;ao longo do processo de impeachment, dois parlamentares de partidos de esquerda procuraram a assessoria parlamentar do Exército para sondar como receberíamos a decretação de um &#8220;Estado de Defesa&#8221; (possibilidade constitucional na qual o presidente decreta por 30 dias situação emergencial restringindo direito de reunião e de comunicação).</em></p>



<p><em>&#8220;Confesso que fiquei preocupado, porque vi ali uma possibilidade de o Exército ser empregado contra as manifestações. Contudo, corre uma versão de que a presidente Dilma teria me chamado e determinado a decretação do Estado de Defesa, e eu teria dito que não cumpriria. Isso não aconteceu. Mas que houve a sondagem, ela de fato houve.&#8221;</em></p>



<p><em>Em seguida, Dilma publicou uma nota afirmando que &#8220;se isso ocorreu, é imprescindível o nome dos deputados, pois eles devem esclarecimentos ao país&#8221;. &#8220;Caso contrário, a responsabilidade cabe ao general e à sua assessoria parlamentar&#8221;.]</em></p>



<p><strong>BBC News Brasil – Mas um ex-presidente discutindo isso, inclusive se recusando a passar a faixa presidencial, não é uma situação diferente?</strong></p>



<p><strong>Ricardo Salles &#8211;&nbsp;</strong>A faixa foi uma coisa de temperamento. O Bolsonaro é uma pessoa com temperamento muito mais forte, e ele próprio não quis passar a faixa.</p>



<p>Ele trocou os comandantes militares em dezembro e colocou os comandantes militares que o Lula queria. Quem quer dar golpe não faria isso nunca. Ele pegou os generais que o Lula queria. O Lula foi quem indicou o comandante do Exército, da Aeronáutica e da Marinha, o Bolsonaro falou &#8220;esse que você quer? Ok&#8221;. Nomeou e pronto, foi embora para os Estados Unidos. Se ele quisesse fazer um golpe, a última coisa que ele ia fazer era ter trocado os comandantes militares por alguém que era simpático ao Lula. Só isso já é uma contradição em si mesmo.</p>



<p>Acho, sim, que toda essa acusação de golpe e a condenação dessas pessoas por golpe é uma grande injustiça. O Brasil errou a mão nessa punibilidade do pessoal, tanto dos que estavam no governo quanto da turma do 8 de Janeiro. A dosimetria que foi aprovada não é o remédio correto. O remédio correto seria uma anistia total.</p>



<p>Aliás, o Lula. Isso é uma coisa que me espanta. Eu não sou admirador do Lula, ao contrário, tenho todas as minhas ressalvas. Mas o Lula, com a experiência que tem de três mandatos de presidente da República e várias campanhas que ele mesmo disputou e não ganhou, já deveria saber que, para quem é governo, a melhor coisa para um país é estabilidade.</p>



<p>Quando ganhou a eleição, ele disse que &#8220;o amor venceu, eu vou pacificar o Brasil&#8221;. Ele fez tudo, menos pacificar o Brasil. Ao contrário, estou lá no Congresso, vejo a base mais ligada a ele, a base da revanche, da vingança, da perseguição, que não deixa a temperatura baixar dentro do Congresso.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Mas essa discussão sobre impeachment de ministros do Supremo, por causa de decisões que eles tomam, também não é algo revanchista?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;&nbsp;</strong>Obviamente, tem muito exagero, no sentido de que pessoas que nem são políticas e nem estão dentro do processo legislativo querem ditar caminhos. Vivemos isso na Lava Jato e, agora, no 8 de Janeiro, e espero que a gente tenha aprendido nesses dois episódios a não desvalorizar o chamado devido processo legal. Reconhecer que todos têm direito à ampla defesa. A todos deve ser dado o direito ao contraditório. As garantias fundamentais de ampla defesa são inegociáveis.</p>



<p>Tivemos, de alguma forma, por apelo popular, uma relativização de tudo isso durante a Lava Jato. E os advogados, meus colegas, inclusive muitos deles criminalistas, e a maioria são de esquerda, esbravejam contra isso. E depois, esta mesma relativização, até em alguns graus mais intensa, no 8 de Janeiro. E, aí, esses mesmos advogados, nenhum abriu a boca para falar nada. Na Lava Jato, eles não se conformavam com essa relativização, mas, no caso do 8 de Janeiro, do Bolsonaro e dos generais, aí podia, porque, afinal de contas, estava punindo os golpistas.</p>



<p>Temos que parar com esse movimento de relativização do devido processo legal, da diminuição da ampla defesa, do não estabelecimento do contraditório pleno, e voltar à normalidade, para dizer o seguinte: não se negociam regras procedimentais, elas deverão ser observadas, seja o réu alguém de esquerda ou de direita.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/accb/live/d622a750-53b4-11f1-9ab7-fd5200863269.jpg.webp" alt="Detalhe do Congresso Nacional com vidros quebrados no chão e um cartaz: &quot;Não aceitamos ex presidiários na presidência!&quot;. "/><figcaption class="wp-element-caption">Andressa Anholete/Getty Images<br><br></figcaption></figure>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Voltando um pouco sobre São Paulo, o promotor Lincoln Gakiya diz que o PCC tem avançado cada vez mais, inclusive em São Paulo. O senhor acha que o Tarcísio falhou nisso?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;&nbsp;</strong>É um problema grave há muito tempo. Há um nível de contaminação das instituições pelo crime organizado. É preciso deixar claro que é uma minoria de policiais civis que se deixaram contaminar pelo crime organizado e que comprometem o trabalho como um todo. Mas é preciso fazer um saneamento dessas instituições. Duro, firme. Mudar a regra de corregedoria. Mudar uma série de procedimentos de tal sorte que você possa limpar as instituições.</p>



<p>Também não pode deixar de lado algo que, me parece, foi deixado de lado por este governo e pelos anteriores, que é a valorização do trabalho policial. É o Estado mais rico da federação, com uma das piores remunerações nacionais. A gente podia fazer, por exemplo, um modelo igual ao das Forças Armadas: onde tem polícia, tem moradia para o policial.</p>



<p>O Derrite lançou um projeto nesse sentido, e o projeto não teve apoio financeiro do governo do Estado. Ou seja, prevaleceu a visão de Tesouro de Secretaria da Fazenda, que é algo que vem acontecendo há muitos anos no estado de São Paulo. E aí a polícia vai ficando cada vez mais abandonada.</p>



<p>Quando o promotor Gakiya levanta esse problema de infiltração nas instituições, ele está correto. E a resposta é fazer uma limpeza, ao mesmo tempo em que você faz a valorização.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; O que o governador Tarcísio não fez, segundo o senhor disse. Ele falhou?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;&nbsp;</strong>Nesse aspecto, acho que sim. Ele deveria ter feito. Há hoje uma coisa muito negativa, que é a atuação de deputados estaduais sobre a segurança pública. Deputados estaduais muitas vezes indicando quem vai ser o delegado da cidade, quem vai ser o seccional, quem vai ser o comandante da PM, o comandante do batalhão. Acho que esse ponto acaba atrapalhando a eficiência da máquina da polícia, porque você traz para dentro da polícia um grau de politização ou de influência política que não é bom.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; O senhor até hoje é lembrado pela expressão &#8220;passar a boiada&#8221;. Arrepende-se de ter dito aquilo naquela reunião?</strong></p>



<p><strong>Salles –</strong>&nbsp;Se eu soubesse que a reunião ia ser transmitida nacionalmente, uma reunião privada de ministros&#8230; Não falei nada de criminoso nem nada de errado. Tanto que o processo todo, todos os questionamentos jurídicos, foram todos favoráveis a mim. Mas você não fala para a população como você fala num pequeno grupo, que as pessoas entendem o que você está querendo dizer. Então, neste sentido, se eu soubesse que aquilo ia ser divulgado, eu teria explicado melhor o que eu estava querendo dizer naquele grupo.</p>



<p>Internamente, aquilo foi totalmente compreendido. O que eu estava querendo dizer? &#8220;Olha, nós precisamos modernizar o país. Tem um monte de regra que não precisa passar pelo Congresso&#8221;. O [então presidente da Câmara] Rodrigo Maia era nossa oposição, tudo o que a gente mandava para o Congresso, para a Câmara, em especial, tomava pau. Não se tratava de desmonte ambiental, isso é uma bobagem. Mas repito, se aquilo fosse para mandar para a sociedade, teria respondido de maneira diferente.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; O senhor é considerado por pesquisadores e instituições internacionais como o pior ministro do Meio Ambiente da história do país. Como o senhor reage a isso?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;</strong>&nbsp;Não vejo como um grande problema, até porque a maioria dessas instituições e pesquisadores são de esquerda e têm uma visão semelhante à da [atual ministra do Meio Ambiente] Marina Silva, que desvaloriza a pessoa, o ser humano.</p>



<p>O que a gente fez no governo Bolsonaro? Você tem que colocar os moradores em primeiro lugar e, aí, cuidando das pessoas, naturalmente, elas cuidam do meio ambiente. O que essa turma da Marina e companhia, que são os valorizados internacionalmente, defendem? A pessoa depois. &#8220;Nós temos que cuidar do meio ambiente primeiro, não importa, ela não vai poder trabalhar, não vai poder fazer isso, não vai poder fazer aquilo&#8221;.</p>



<p>Sempre valorizei mais a agenda ambiental urbana, que eu reputo ser o maior problema brasileiro de meio ambiente, ou seja, a falta de saneamento e a má gestão do lixo. A agenda da esquerda e da Marina, em especial, desconsidera completamente essa questão de lixo e saneamento. Quando vejo os que dizem que a Marina é muito melhor do que eu, vejo que eles têm a mesma opinião que ela. A sociedade não tem necessariamente essa opinião.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Acredito que estão comparando o senhor com todos os ministros, não só com a Marina.</strong></p>



<p><strong>Ricardo Salles &#8211;</strong>&nbsp;Isso é interessante. O Ministério do Meio Ambiente sempre foi administrado pelo mesmo grupo, embora tenham mudado os ministros. Saiu o Minc, Isabela Teixeira, Zequinha Sarney, Marina, enfim, foi sempre o mesmo grupo, a mesma mentalidade, o mesmo grupo. Ali é uma espécie de rodízio de posições, uma parte fica na academia, uma parte fica nas ONGs e uma parte fica no governo. Muda o ministro, e o que está na ONG vem para o governo, o que está no governo vem para a academia e o que está na academia vem para ONG e fica essa ciranda. Mas é sempre o mesmo grupo.</p>



<p>O único hiato nesses 40 anos, 30 anos de Ministério do Meio Ambiente, foi o nosso. Então, é natural que todos os grupos aqui tenham uma certa visão homogênea sobre como é administrar a questão ambiental brasileira, porque são do mesmo grupo. Não encaro isso como nada crítico.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; O senhor acha que fez algo positivo pelo meio ambiente?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;</strong>&nbsp;Muito. Primeiro, o marco legal do saneamento, que é o maior problema ambiental brasileiro. Em um país de 200 milhões de pessoas, você ter 100 milhões de pessoas que não têm tratamento de esgoto. A esquerda nunca se preocupou com esse assunto, nem antes de nós entrarmos e nem depois. Fizemos o que é de mais importante no meio ambiente do Brasil, que é resolver o problema do saneamento, da falta de coleta e tratamento de esgoto: 100 milhões de brasileiros não têm.</p>



<p><em>[Nota da redação: 64 milhões de pessoas (30% da população brasileira) não têm acesso à rede de esgoto, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2025.]</em></p>



<p>Na Amazônia, que é o assunto internacional que todo mundo mais se preocupa, se você não melhorar as condições de trabalho e de vida das pessoas, elas se tornam o principal vetor de degradação ambiental. O que nós mostramos à época de maneira muito clara foi &#8220;olha, é só a gente investir na região, criar oportunidade para essas pessoas melhorarem de vida&#8221;. Naturalmente, o crime, seja de desmatamento, de garimpo ilegal, de tráfico de madeira, vai diminuir. O que aconteceu? Abandonaram novamente essa questão ambiental.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/4fe7/live/1e5d4ba0-53b6-11f1-9ab7-fd5200863269.jpg.webp" alt="Flávio Bolsonaro. "/><figcaption class="wp-element-caption">Mateus Bonomi/Reuters<br><br></figcaption></figure>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Mas não diminuiu na sua gestão. O desmatamento foi um dos maiores da década.</strong></p>



<p><strong>Ricardo Salles –</strong>&nbsp;Não, o maior desmatamento da Amazônia foi em 2004, 2005 e 2006, quando a Marina era ministra. Caiu, e já no governo do Temer começou a subir novamente. Por quê? Essa é a pergunta fundamental que as pessoas não fazem: por que o desmatamento caiu e depois voltou a subir muito antes do Bolsonaro?</p>



<p>Por que você não criou alternativas economicamente viáveis para aquela região prosperar. A estratégia do estrangulamento absoluto da Amazônia é uma estratégia burra, porque você tem 26 milhões de pessoas na Amazônia que, de algum jeito, vão sobreviver.</p>



<p><em>[Nota da redação: As maiores taxas de desmatamento da última década (2015-2025) ocorreram entre os anos 2019 e 2022, durante o governo Bolsonaro. A maior taxa de toda a série histórica medida pelo&nbsp;</em><a href="https://terrabrasilis.dpi.inpe.br/app/dashboard/deforestation/biomes/legal_amazon/rates"><em>Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)</em></a><em>&nbsp;ocorreu em 1995, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), seguida por 2004, quando o Ministério do Meio Ambiente era comandado por Marina Silva no governo Lula (PT).]</em></p>



<p>No Estado do Pará, qual é a região mais bem preservada? Se você olhar o mapa do Pará, a região mais homogênea, mais bem preservada, é justamente a Floresta Nacional de Carajás, onde a Vale explora minério de ferro. Então já começa a matar essa lenda de que não pode ter mineração na Amazônia.</p>



<p>E por que é a área mais preservada? Porque, dos 100% da Floresta Nacional de Carajás, a Vale usa acho que 6% da área para exploração mineral, e conserva os outros 94% muito bem conservados com os royalties e a receita que ela obtém com esses 6%.</p>



<p><em>[Nota da redação: A BBC News Brasil perguntou ao Inpe se é possível fazer essa afirmação com base em dados, e a resposta foi: &#8220;A Floresta Nacional de Carajás é reconhecida como um importante núcleo de conservação florestal no sudeste do Pará, porém os dados disponíveis não permitem afirmar que ela seja a região &#8220;mais bem preservada&#8221; do Estado. Na realidade, o Pará abriga outras áreas com níveis de preservação ainda mais elevados, especialmente em grandes mosaicos de unidades de conservação e terras indígenas localizados no oeste e norte do estado, além de regiões insulares do arquipélago do Marajó, que apresentam históricos muito menores de desmatamento acumulado&#8221;.]</em></p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; O senhor deixou a pasta acusado de fazer parte de uma organização de contrabando de madeira ilegal. Inclusive, hoje o senhor é réu por isso, se for condenado, se tornará inelegível. Como o senhor encara isso?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;&nbsp;</strong>Não vou ser condenado, porque não houve nada. Eram dois processos. Um já foi encerrado, porque ficou provado que não havia nada. O outro vai ser encerrado agora. Mesmo com a acusação que foi feita, totalmente descabida, todas as 94 testemunhas que foram levadas, inclusive um terço delas da acusação, disseram que não há nada. Evidentemente que não há nada. Sou um advogado de São Paulo, não tenho nada a ver com produção madeireira.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – O que houve então?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;</strong>&nbsp;Foi uma junção de um delegado da Polícia Federal, muito ativista, junto com funcionários do Ibama que eram contra o governo Bolsonaro. E criou-se uma história que é que a atuação do presidente do Ibama teria sido para favorecer madeireiro ilegal, quando, na verdade, esse é um ponto fundamental. A atuação do presidente do Ibama não foi nem minha. Tanto que eles disseram &#8220;o ministro não fez nada, nem sabia desse caso&#8221;. Foi o presidente do Ibama que, agindo corretamente, esclareceu como se aplicava uma determinada norma, que já era usada.</p>



<p>Isso é uma questão muito simples que, se fosse tratada fora do âmbito político, não teria dado barulho nenhum. Só que aquilo foi politizado para dizer que o Ministério do Meio Ambiente estava envolvido com exportação de madeira ilegal. A carga que foi objeto desse processo valia R$ 20 mil. Quer dizer, o ministro do Meio Ambiente, o presidente do Ibama, que são as maiores autoridades ambientais do Brasil, que têm a caneta mais poderosa do Brasil, se quisessem fazer alguma coisa errada, não ia ser uma porcaria de uma carga de R$ 20 mil. A gente faz o licenciamento de todas as grandes obras do Brasil, de rodovia, ferrovia, hidrelétrica, tudo. Alguém ia se sujar para ajudar uma carga de R$ 20 mil?</p>



<p>Isso é inverossímil e completamente absurdo. Isso se mostrou já absurdo no primeiro processo que já foi arquivado, aliás, como todos os processos que fizeram contra mim, dizendo que nós desmontamos o Meio Ambiente, que aprovamos regras que eram absurdas. A gente ganhou todos esses processos, sem exceção.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; O senhor é contra o fim da escala 6&#215;1?</strong></p>



<p><strong>Salles –&nbsp;</strong>Sou. Da forma que está sendo discutida, sou. Acho que nós estamos discutindo algo que é muito importante para a competitividade do país, com um viés do governo Lula, que é meramente eleitoreiro. Ele está fazendo isso para se reeleger e vai tirar a competitividade do país, que já não é boa.</p>



<p>É possível ter outras soluções que beneficiem o trabalhador, como o banco de horas, a liberdade de negociação entre patrão e empregado. O que o Lula está fazendo é inconstitucional. Ele está colocando uma trava na negociação, dizendo: &#8220;Acaba com a jornada 6&#215;1 e não pode nem negociar&#8221;. Isso é contra a Constituição.</p>



<p>Acho inoportuno do ponto de vista do momento, e é inadequado do ponto de vista do formato, e vai causar muitas consequências para o país. Assim como vários outros programas do Lula recentes, que são totalmente demagógicos, que estão sendo feitos única e exclusivamente para reeleger o presidente da República. Se isso vai explodir no dia seguinte, ele não está nem um pouco preocupado, e é muito ruim para o país que a gente esteja entrando nesse tipo de discussão de forma tão irresponsável como o governo está promovendo.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Uma das sugestões do senhor é a negociação entre patrão e empregado. O senhor acha que é uma negociação de igual para igual?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;&nbsp;</strong>Sim. Hoje em dia, inclusive, como você tem um problema grave de falta de mão de obra, arrisco dizer que o empregado impõe ao empregador as condições com que ele quer trabalhar. A gente vê, graças a vários movimentos que têm hoje no Brasil, segmentos inteiros tendo muita dificuldade de encontrar mão de obra, muita dificuldade. Essa visão arcaica, quase da época do Karl Marx, de que o patrão e o capital exploram o empregado, já acabou. Hoje em dia, a negociação é feita quase de forma paritária.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Deputado, faz quanto tempo que o senhor não tem um chefe?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;&nbsp;</strong>Não faz muito tempo, trabalhei no governo, tinha chefe.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; O senhor acha mesmo que existe uma negociação de igual para igual entre o caixa do supermercado e o dono do mercado?</strong></p>



<p><strong>Ricardo Salles &#8211;&nbsp;</strong>Se você conversar com o dono do mercado, você vai perguntar para ele &#8220;o senhor tem facilidade para contratar alguém?&#8221;. Ele vai te responder: &#8220;Está dificílimo contratar alguém&#8221;. Por isso que eles contratam as pessoas muito mais da forma que a pessoa quer ser contratada do que o lugar quer contratar.</p>



<p>Você conversa com a indústria, os donos de indústria no Brasil não conseguem mão de obra porque estamos criando também no Brasil, graças a esses programas todos de Bolsa Família, bolsa gás, bolsa isso, bolsa aquilo, uma horda de pessoas que estão capacitadas para trabalhar, têm saúde para trabalhar e dizem para o potencial empregador: &#8220;Eu só trabalho se for sem carteira assinada, porque eu não quero perder os benefícios&#8221;.</p>



<p>Resultado: estamos criando no Brasil uma bomba-relógio. Já éramos ruins de produtividade, nosso índice de produtividade por trabalhador era ruim. Está ficando muito pior, porque as pessoas têm capacidade de trabalhar, têm idade para trabalhar, têm condição física de trabalhar e não querem trabalhar de carteira assinada.</p>



<p>Outro dia, estive em um lugar que tem um uso intensivo de soldadores lá no Nordeste. O cara falou &#8220;eu vou fechar a minha empresa, porque não tenho funcionário disposto a trabalhar de carteira assinada&#8221;. Temos que ter uma solução para esse problema neste meio-tempo.</p>



<p>Vamos dar um exemplo simples: o vendedor de loja, que ganha por comissão. Se ele quiser trabalhar sete dias por semana para ganhar mais gorjeta, é uma opção dele, concorda? É ele que decide. O que a norma que o Lula está querendo impor contém? A vedação a essa liberdade do empregado de querer trabalhar mais. É um absurdo.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Por que então 71% da população defende essa proposta?</strong></p>



<p><strong>Salles &#8211;&nbsp;</strong>Porque ela está sendo mal explicada. Quando a pessoa perceber que ela vai, no fundo, perder a oportunidade de trabalho, vai perder dinheiro&#8230; Toda vez na vida que você faz um negócio chamado cortesia com o chapéu dos outros, outros vão pagar essa conta.</p>



<p>O governo está manipulando essa discussão de uma maneira muito sorrateira para tentar ganhar popularidade, para dizer &#8220;olha, eu trabalho, eu defendo o trabalhador e a direita é contra o trabalhador&#8221;. Isso é uma mentira. Vai atrapalhar a competitividade do país, vai reduzir a médio e longo prazo a remuneração dos trabalhadores. Na hora que a bomba explodir, o Lula já não vai mais estar aqui. E aí, quem fez essa mudança demagógica, precipitada, não discutida, vai lavar as mãos.</p>



<p>Aliás, como acontece em tudo. Aprovaram essa reforma tributária dizendo que ia ajudar o país e está aumentando brutalmente a carga tributária. Você conversa com feirante, dono de banca de jornal, motorista de táxi, todos estão reclamando que isso tudo vai aumentar a carga tributária.</p>



<p>Faltam no Brasil, infelizmente, isso é uma coisa que é de se lamentar, políticos que sejam mais do que politiqueiros, sejam estadistas.</p>



<p>Fonte: BBC Brasil / Foto: BBC News Brasil</p>



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<p><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/chapa-com-michelle-no-lugar-de-flavio-ganharia-muita-adesao-diz-ex-ministro-de-bolsonaro/">Chapa com Michelle no lugar de Flávio ‘ganharia muita adesão’, diz ex-ministro de Bolsonaro</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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