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	<title>poluicao |</title>
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	<title>poluicao |</title>
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		<title>Fundação criada para defender meio ambiente na BA é acusada de desmatamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Jan 2026 03:34:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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		<category><![CDATA[CITY RURAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fundação Baía Viva responde por crimes como dano ambiental, poluição e desmatamento em área de preservação permanente Por André Uzêda &#8211; Sábado, 3 de janeiro de 2026 Presidente da Fundação Baía Viva, entidade criada por empresários para recuperar e preservar a Baía de Todos os Santos (BA), Isabela Suarez mediou na COP30 o painel “Gestão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Fundação Baía Viva responde por crimes como dano ambiental, poluição e desmatamento em área de preservação permanente</p>



<p><strong>Por André Uzêda</strong> &#8211; Sábado, 3 de janeiro de 2026</p>



<p>Presidente da Fundação Baía Viva, entidade criada por empresários para recuperar e preservar a Baía de Todos os Santos (BA), Isabela Suarez mediou na COP30 o painel “Gestão de Resíduos Sólidos como Estratégia Climática”, que teve a participação do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), além de representantes do Ministério do Meio Ambiente.</p>



<p>Na ocasião, ela defendeu o trabalho da fundação na criação de áreas de transbordo de lixo e no primeiro ecoponto das ilhas da Baía de Todos os Santos.</p>



<p>“Faz tempo que venho dizendo que a verdadeira agenda ambiental brasileira é a agenda urbana. São nas cidades que estão nossos maiores desafios (…) O desenvolvimento sustentável não se limita à preservação ambiental, mas também ao equilíbrio entre planejamento urbano e melhoria de vida da população ”, disse, no vídeo institucional.</p>



<p>Em um vídeo de um minuto e nove segundos, produzido para divulgar a participação na COP30, Isabela, que também é presidente da Associação Comercial da Bahia, maneja expressões como “agenda ambiental brasileira”, “justiça climática” e “desenvolvimento sustentável”.</p>



<p>Apesar do discurso verde, ela está implicada em um processo por dano ambiental, por meio de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal contra a Fundação Baía Viva. Isabela é a representante legal no processo.</p>



<p>Na Justiça Federal, desde março deste ano, a Fundação Baía Viva responde por crimes como dano ambiental, poluição e desmatamento em área de preservação permanente na Ilha de Bom Jesus dos Passos, pertencente a Salvador. A prefeitura da capital baiana e a União também são rés no mesmo processo. O&nbsp; MPF pede que as partes sejam condenadas a pagar R$20 milhões.</p>



<p>Ancorado em relatórios técnicos, o MPF cita que a Fundação Baía Viva construiu muros de pedras ao redor da ilha, aterrando áreas de manguezal, construindo cais, seis estaleiros e outras estruturas beira-mar, como “rampas para elevar as embarcações, duas quadras poliesportivas, parque infantil, dentre outros espaços com piso em concreto, possivelmente para acomodação de embarcações”.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter" id="attachment_102552"><img decoding="async" src="https://iclnoticias.com.br/app/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-01-at-20.53.11-e1767343001805.webp" alt="Isabela Suarez é presidente da Fundação Baía Viva, é cotada para entrar na chapa de ACM Neto na eleição deste ano. Crédito: Arquivo ICL Notícias" class="wp-image-102552"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Isabela Suarez é presidente da Fundação Baía Viva, é cotada para entrar na chapa de ACM Neto na eleição deste ano.&nbsp;</em></figcaption></figure>
</div>


<p>O órgão federal também cita a criação de praias artificiais em área de marinha, utilizando pedras e areias de fora da ilha, provocando “aproximadamente expressivos 125.500 metros quadrados de intervenções na terra e na beira mar”.</p>



<p>Na Ação Civil Pública, é pontuado que a prefeitura de Salvador informou que as obras foram liberadas para serem de uso público e estavam embasadas em Convênio de Cooperação Técnica firmado entre o município e a Fundação Baía Viva, com licença para a implantação de um estaleiro de pequeno porte em Bom Jesus dos Passos.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_102553"><img decoding="async" src="https://iclnoticias.com.br/app/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-01-at-20.52.14.webp" alt="" class="wp-image-102553"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Obras tocadas em Bom Jesus dos Passos, contestadas pelo MPF em Ação Civil Pública. Crédito: MPF – BA</em></figcaption></figure>



<p>No entanto, outras obras foram tocadas sem que houvesse licença adequada, com claras “diferenças entre o que foi projetado e o que foi executado”.</p>



<p>A reportagem procurou os representantes da Fundação Baía Viva por meio de ligação e e-mails, mas não obteve resposta. A empresária Isabela Suarez também foi contactada, mas não respondeu os questionamentos feitos e nem atendeu às ligações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Filha do Rei do Gás</h2>



<p>A Fundação Baía Viva é uma organização “de direito privado, sem fins lucrativos” com intuito de “recuperar um dos maiores e mais representativos cartões postais da história da Bahia e do Brasil: a Baía de Todos os Santos”, conforme a própria instituição se define em seu site oficial.</p>



<p>A entidade já foi presidida pelo empresário Carlos Suarez, conhecido no meio político e empresarial como o ‘Rei do Gás’, pelo controle que detém em oito empresas distribuidoras, com autorização de transporte por gasoduto em estados do Nordeste, Norte e Centro-Oeste, além do Distrito Federal.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter" id="attachment_102555"><img decoding="async" src="https://iclnoticias.com.br/app/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-01-at-20.52.34.webp" alt="" class="wp-image-102555"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Carlos Suarez, conhecido como o Rei do Gás, é avesso a aparições públicas, mas mantém forte influência na política baiana e nacional.&nbsp;</em></figcaption></figure>
</div>


<p>O ‘Rei do Gás’ é pai de Isabela Suarez. Mas, diferentemente da filha, é avesso a aparições públicas. Praticamente não se deixa fotografar, sendo raras as reportagens que estampam seu rosto. Apesar da notada discrição, sua influência na política baiana e nacional se estende por vínculos de diferentes colorações partidárias.</p>



<p>Em agosto de 2022, a 4a Vara da Justiça Federal da Bahia condenou a Fundação Baía Viva e Carlos Suarez, além de outros 10 réus, a pagar danos morais coletivos no valor de R$ 5 milhões por uma série de danos causados à Ilha dos Frades – outra área pertencente a Salvador, encravada na Baía de Todos os Santos.</p>



<p>A denúncia, novamente oferecida pelo MPF, cita práticas semelhantes às ocorridas em Bom Jesus da Lapa, como supressão de matas ciliares e “descaracterização da paisagem, em face da construção do cais em torno da praia e calçamento de trilhas”.</p>



<p>Além da construção de muros e tanques de alvenaria em área de maré, com “degradação direta e significativa do manguezal da região”.</p>



<p>Em agosto deste ano, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região reformou a sentença, julgando improcedente todos os pedidos iniciais da Ação Civil Pública. O MPF, no entanto, recorreu da decisão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cotada na chapa de ACM Neto</h2>



<p>A participação do prefeito Bruno Reis, ao lado de Isabela Suarez na COP30, indica uma costura política que estaria próxima de se concretizar. É o que aventam as conversas nos bastidores da política baiana.</p>



<p>Isabela está cotada para ser candidata à vice-governadora na chapa do padrinho político do atual gestor de Salvador. ACM Neto (União Brasil) tenta pela segunda vez desbancar a hegemonia vermelha no estado – desde 2007, o PT governa a Bahia, enfileirando cinco mandatos consecutivos.</p>



<p>Na última eleição, quando foi derrotado por Jerônimo Rodrigues no segundo turno, ACM Neto também colocou uma mulher na chapa: a empresária Ana Coelho, proprietária da TV Aratu (afiliada do SBT na Bahia).</p>



<p>A fórmula foi originada em sua primeira vitória na prefeitura de Salvador, em 2012. A dobradinha foi formada com Célia Sacramento, professora universitária e ativista do movimento negro.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_102557"><img decoding="async" src="https://iclnoticias.com.br/app/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2025-09-06-at-15.26.01.jpeg-e1767343425588.webp" alt="" class="wp-image-102557"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Isabela Suarez e ACM Neto</em></figcaption></figure>



<p>Aproveitando a inserção na mídia como presidente da Associação Comercial da Bahia e também como representante máxima da Fundação Baía Viva, Isabela Suarez tem catapultado seu nome no cenário político, viajando constantemente pelo estado para pregar um discurso de desenvolvimento econômico, a partir da sustentabilidade e da preservação do meio ambiente.</p>



<p>“O desenvolvimento sustentável não se limita à preservação ambiental, mas também ao equilíbrio entre planejamento urbano e melhoria de vida da população. A sustentabilidade é um compromisso coletivo e não se constrói sem cooperação e inclusão social”, diz, no vídeo sobre a COP30. </p>



<p>Fonte: ICL Noticias / </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="POLÍTICAS PÚBLICAS DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/dxnZBKuF1s8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Quase toda a população da Europa respira ar poluído</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Sep 2023 13:23:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Europa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rodrigo Menegat Schuinski Com a UE prestes a definir novas regras de qualidade do ar, dados de satélite mostram que 98% dos habitantes da Europa vivem em áreas onde concentração de partículas finas supera limite da OMS. Praticamente todos os habitantes da Europa vivem em cidades poluídas, onde os níveis médios anuais de partículas finas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo Menegat Schuinski</p>



<p><strong>Com a UE prestes a definir novas regras de qualidade do ar, dados de satélite mostram que 98% dos habitantes da Europa vivem em áreas onde concentração de partículas finas supera limite da OMS.</strong></p>



<p>Praticamente todos os habitantes da Europa vivem em cidades poluídas, onde os níveis médios anuais de partículas finas são superiores ao limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Na prática, isso significa que quase toda a população no continente respira um ar nocivo que pode até mesmo ser fatal.</p>



<p>A poluição do ar aumenta o risco de doenças respiratórias e cardíacas e reduz a expectativa de vida. &#8220;Com os atuais níveis de poluição atmosférica, muitas pessoas estão ficando doentes. Sabemos que diminuir esses níveis reduz esses números&#8221;, diz o diretor do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), Mark Nieuwenhuijsen.</p>



<p>A DW se uniu à Rede Europeia de Jornalismo de Dados para analisar dados de satélite do Serviço de Monitoramento da Atmosfera (CAMS) do Copernicus, o programa de observação da Terra da União Europeia.</p>



<p>Conforme esses dados, em 2022, quase toda a população na Europa — 98% — viviam em áreas onde a concentração de partículas finas (normalmente abreviadas como PM 2,5) ultrapassava o limite estabelecido pela OMS.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="666" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-1-1024x666.png" alt="" class="wp-image-98244" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-1-1024x666.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-1-300x195.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-1-768x499.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-1-1536x998.png 1536w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-1-2048x1331.png 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">Fonte: Análise da DW a partir de dados sobre qualidade do ar em 2022 do Serviço Europeu de Monitoramento da Atmosfera Copernicus. Para mais detalhes, ver github.com/dw-data/edjnet-pm2p5</mark></strong></em></figcaption></figure>



<p>A situação é especialmente grave em partes da Europa Oriental, no Vale do Pó (Itália) e em grandes áreas metropolitanas, como Atenas, Barcelona e Paris.</p>



<p>Níveis elevados de poluição atmosférica em algumas cidades europeias já foram reportados anteriormente, mas esta análise de dados oferece pela primeira vez uma comparação da poluição em diferentes regiões europeias. É também possível ver onde a qualidade do ar melhorou e onde piorou.</p>



<p>Os dados também foram usados para identificar dois locais com situações contrastantes. Um deles é o norte de Itália, onde os níveis de poluição são constantemente elevados. O outro é o sul da Polônia, onde eles são elevados, mas estão em queda. Neles é possível também ver se&nbsp;estratégias de mitigação estão ajudando ou não.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que são partículas finas?</h2>



<p>O material particulado fino é uma combinação de partículas sólidas e líquidas muito pequenas composta por diferentes materiais e poluentes. Essas partículas são invisíveis a olho nu. Elas têm um diâmetro inferior a 2,5 micrômetros, ou cerca de 30 vezes mais finas que um único fio de cabelo.</p>



<p>Embora haja muitos outros poluentes nocivos, é comum focar nesse tipo de partícula, pois existem evidências científicas consistentes dos efeitos negativos delas na saúde pública.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como é a qualidade do ar na Europa?</h2>



<p>A qualidade do ar na Europa é geralmente melhor do que em outras regiões do mundo. Os dados mostram níveis de poluição de até 25 microgramas por metro cúbico. Nas cidades do norte da Índia, como Nova Déli, Varanasi e Agra, por exemplo, os valores médios de PM 2,5 podem chegar a 100 microgramas por metro cúbico.</p>



<p>Mas mesmo em níveis comparativamente mais baixos, a poluição pode ter um impacto significativo na saúde.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Que limite propõe a UE?</h2>



<p>As novas regras europeias sobre qualidade do ar, a serem votadas no Parlamento Europeu este mês,&nbsp;permitiriam uma concentração média anual de 10 microgramas de partículas finas por metro cúbico de ar.</p>



<p>A Comissão de Meio Ambiente do Parlamento Europeu havia sugerido a adoção da recomendação da OMS, que, com 5 microgramas de partículas finas por metro cúbico de ar, são ainda mais rigorosas.</p>



<p>Mas mesmo 10 microgramas já seria mais rigoroso do que o padrão atual, que permite concentrações anuais de PM 2,5 de 20 microgramas por metro cúbico – quatro vezes mais do que a recomendação da OMS.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="582" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-2-1024x582.png" alt="" class="wp-image-98245" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-2-1024x582.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-2-300x171.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-2-768x437.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-2-1536x873.png 1536w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-2-2048x1164.png 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">Fonte: Análise da DW a partir de dados sobre qualidade do ar em 2022 do Serviço Europeu de Monitoramento da Atmosfera Copernicus. Para mais detalhes, ver github.com/dw-data/edjnet-pm2p5</mark></em></strong></figcaption></figure>



<p>Cientistas e ambientalistas argumentam que as novas regras europeias deveriam refletir as diretrizes da OMS, mas reconhecem que isso será difícil. &#8220;Os limites da UE não consideram apenas saúde, mas também argumentos econômicos, enquanto os limites da OMS são definidos por especialistas que apenas levam em conta a saúde&#8221;, diz Nieuwenhuijsen. &#8220;Espero que optem pela OMS, mas provavelmente alguns argumentarão que seria muito caro.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Norte da Itália</h2>



<p>Em meados de fevereiro de 2023, muitas cidades do Vale do Pó, no norte da Itália, estavam cobertas pela poluição. As regiões da Lombardia e do Vêneto foram especialmente afetadas. A concentração média diária de PM 2,5 em cidades como Milão, Pádua e Verona ultrapassou os 75 microgramas por metro cúbico, segundo os cientistas do Copernicus.</p>



<p>A geografia tem parte da culpa: a região é cercada por montanhas, e a poluição gerada pelo tráfego intenso, pela indústria, pelas emissões agrícolas e pelo aquecimento residencial fica retida na área.</p>



<p>Estudos mostram que milhares de pessoas morrem prematuramente todos os anos devido a doenças relacionadas com a poluição.</p>



<p>Um estudo publicado na revista científica&nbsp;<em>The Lancet&nbsp;</em>utilizou dados de poluição de 2015 para estimar que cerca de 10% das mortes em cidades como Milão poderiam ser evitadas se as concentrações médias de PM 2,5 diminuíssem cerca de 10 microgramas por metro cúbico.</p>



<p>Se as principais cidades da Europa conseguissem atingir a meta de 5 microgramas por metro cúbico, cem mil mortes relacionadas à poluição poderiam ser evitadas todos os anos, segundo os responsáveis pelo estudo.</p>



<p>Mas esse não é o rumo que o Vale do Pó está tomando. &#8220;Além de termos uma situação geográfica negativa, temos feito exatamente o oposto do que deveríamos fazer&#8221;, observa a advogada Anna Gerometta, presidente da ONG Cittadini per l&#8217;Aria, que defende políticas mais rigorosas de qualidade do ar na Itália.</p>



<p>Gerometta diz que as medidas para limitar as emissões dos automóveis, do aquecimento residencial e da indústria da carne são muito fracas para enfrentar a escala do problema.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Polônia elimina fornos a carvão</h2>



<p>Na Polônia, contudo, estratégias locais estão apresentando bons resultados. Em algumas partes do país, os níveis de poluição estão entre os mais elevados da Europa, mas têm diminuído de forma constante desde 2018 – o primeiro ano nos dados analisados.</p>



<p>Em 2018, Cracóvia, por exemplo, a segunda maior cidade do país, registrou níveis anuais de poluição de quase 25 microgramas por metro cúbico. No final de 2022, os níveis haviam caído mais de 20%.</p>



<p>As cidades vizinhas de Katowice, Gliwice e Tychy, e também Poznań e Varsóvia, registraram queda nos níveis de poluição.</p>



<p>As melhoras surgiram depois de as autoridades polonesas terem lançado um plano para modernizar os sistemas de aquecimento doméstico, vulgarmente conhecidos como &#8220;fumantes&#8221;.&nbsp;O processo já dura dez anos.</p>



<p>Os &#8216;fumantes&#8217; são fornos antigos que produzem muita fumaça. Quase 800 mil foram substituídos, mas ainda restam cerca de 3 milhões. &#8220;É um processo lento&#8221;. observa o ativista Piotr Siergiej, da organização ambientalista Polish Smog Alert.</p>



<p>Na região de Cracóvia, onde a proibição da queima de carvão e madeira para aquecimento doméstico entrou em vigor em 2019, quase todos os aquecedores antigos foram substituídos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Atitudes afetam a política</h2>



<p>&#8220;Há dez anos, se falássemos sobre a poluição atmosférica na Polônia, as pessoas diriam que isso não era um grande problema&#8221;, diz Sierjiej. &#8220;Mas, depois de anos de muita insistência, o maior sucesso é a mudança de percepção. A lei é importante, mas os políticos só fazem o que os eleitores querem&#8221;.</p>



<p>&#8220;As pessoas não compreendem o problema da poluição atmosférica. Como muitas vezes não é possível vê-lo, não percebem qual o impacto dele&#8221;, diz Gerometta.</p>



<p>Mas as coisas estão mudando. De acordo com a pesquisa Eurobarômetro de 2022, a maioria dos europeus considera as doenças respiratórias causadas pela poluição atmosférica um problema grave. Embora muitos entrevistados tenham dito não estarem bem informados sobre as regras atuais, a grande maioria daqueles que está consciente do problema concorda que as normas de qualidade do ar deveriam ser reforçadas.</p>



<p>Fonte: DW</p>



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		<title>Pinturas de Turner e Monet já retratavam a poluição atmosférica no século 19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Mar 2023 16:59:35 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Utilizando uma estimativa em grade, pesquisadores descobriram que pinturas enevoadas dos artistas impressionistas Claude Monet e William Turner já estavam retratando a poluição do ar causada pela Revolução Industrial, revelou estudo da PNAS Por Elaine Alves &#8211; Domingo, 19 de março de 2023 Em um&#160;artigo&#160;publicado na revista&#160;Proceedings of the National Academy of Sciences,&#160;pesquisadores da Universidade Sorbonne, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Utilizando uma estimativa em grade, pesquisadores descobriram que pinturas enevoadas dos artistas impressionistas Claude Monet e William Turner já estavam retratando a poluição do ar causada pela Revolução Industrial, revelou estudo da PNAS</p>



<p>Por <a href="https://jornal.usp.br/author/elainealvesbgusp-br/">Elaine Alves</a> &#8211; Domingo, 19 de março de 2023</p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/03/COTIDIANO-DA-CIENCIA-PINTURASPOLUICAO-5MIN50SEG.mp3"></audio><figcaption class="wp-element-caption">Radio USP</figcaption></figure>



<p>Em um&nbsp;<a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2219118120">artigo</a>&nbsp;publicado na revista&nbsp;<em>Proceedings of the National Academy of Sciences,</em>&nbsp;pesquisadores da Universidade Sorbonne, na França, e da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, analisaram pinturas de artistas impressionistas como William Turner e Claude Monet e mostraram que as mudanças estilísticas nas obras – que adquiriram contornos nebulosos e paleta de cores mais branca – estariam retratando a poluição do ar causada pela Revolução Industrial ao longo do século 19.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized" id="attachment_618030"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/03/20230316_maria_de_fatima_andrade.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-618030" width="156" height="156"/><figcaption class="wp-element-caption">Maria de Fátima Andrade – Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p>De acordo com Maria de Fátima Andrade, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, para medir o nível de poluição atmosférica no passado, os cientistas precisam usar uma “estimativa em grade” das emissões de dióxido de enxofre da época em questão. “Eles estimaram&nbsp;o quanto era consumido de combustível na Revolução Industrial e, a partir do total de material de carvão consumido, estimaram quanto era emitido de enxofre“, explica. Entre 1800 e 1850, o carvão consumido pelo Reino Unido resultou em metade das emissões globais de dióxido de enxofre, dado que teria contribuído para os efeitos visuais retratados nas pinturas impressionistas.</p>



<p>A nebulosidade encontrada nas obras de Turner e Monet foi consequência da poluição visível no ar, que acabou por afetar a visão de mundo dos pintores. Isso foi provocado por uma “combinação de emissão de partículas e muita umidade nessas regiões, que aumentava ainda mais essa queda de visibilidade”, esclarece a professora.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="70022" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px-1.jpg" alt="" class="wp-image-70022"/></figure>
</figure>



<p>Apesar do estudo abordar as representações da poluição atmosférica durante o século 19, filósofos também registravam que a visibilidade do ar estava prejudicada já na Idade Média. Nesta época, a queima de lenha e carvão emitiu gigantescas concentrações de partículas poluentes e, como Maria de Fátima esclarece, a população reconhecia que a poluição sujava os castelos, interferia na visão e provavelmente seria nociva à saúde.</p>



<p>Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disponibiliza dados que comprovam a relação entre poluição e saúde, como dados de internação por exposição a eventos poluentes. Isto é, a medição da poluição nos dias atuais vai além de seus efeitos visíveis: “Temos equipamentos&nbsp; que ficam instalados em estações em superfície, que medem os gases e as partículas. Existem também os dados de satélite, que medem a coluna inteira de monóxido de carbono, oxigênio e hidrogênio”, conta Maria de Fátima.</p>



<p>Para a professora, analisar as condições atmosféricas do passado pode ser essencial para que possamos nos planejar para o futuro. A partir de medidas tomadas séculos atrás, como mudanças de combustível e reorganização das cidades, é possível verificar os efeitos positivos e negativos de certas ações e, assim, implantar políticas de controle mais adequadas. “Quando priorizamos um controle e estabelecemos um padrão, as concentrações de poluentes diminuem. Hoje em dia, pensamos muito na questão de buscar soluções baseadas na natureza, ou seja, mitigar o impacto da poluição ao aumentar a cobertura verde, por exemplo”, conclui a professora.</p>



<p>Fonte: Jornal USP</p>



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		<title>Enfisema pulmonar é a terceira causa de mortes no mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Jan 2023 15:01:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Além do tabagismo, o uso de fogão a lenha ou a carvão constantemente são fatores que podem contribuir para o surgimento da doença, alerta Andrea Antunes Cetlin Por Simone Lemos &#8211; Domingo, 29 de janeiro de 2023 A Organização Mundial de Saúde estima que mais de 210 milhões de pessoas no mundo têm DPOC (Doença Pulmonar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Além do tabagismo, o uso de fogão a lenha ou a carvão constantemente são fatores que podem contribuir para o surgimento da doença, alerta Andrea Antunes Cetlin</em></p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/01/DPOC_SIMONE-LEMOS.mp3"></audio><figcaption class="wp-element-caption">Radio USP</figcaption></figure>



<p>Por <a href="https://jornal.usp.br/author/silemusp-br/">Simone Lemos</a> &#8211; Domingo, 29 de janeiro de 2023</p>



<p>A Organização Mundial de Saúde estima que mais de 210 milhões de pessoas no mundo têm DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). O fumo é o principal responsável pela moléstia, destaca Andrea Antunes Cetlin, pneumologista e professora do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.&nbsp;“DPOC&nbsp;é a sigla que utilizamos para definir a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, que é popularmente conhecida por enfisema ou bronquite do cigarro. É importante saber que é uma doença frequente e evitável, visto que a maioria dos casos está relacionada ao hábito de fumar.”&nbsp;</p>



<p>Dados da OMS mostram que, em 2019, a DPOC foi a terceira causa de mortes no mundo, correspondendo a mais de 3 milhões de casos. Segundo a professora,&nbsp;“de&nbsp;uma maneira geral, a fumaça provoca inflamação nos brônquios e no pulmão. Isso vai levar a danos que são irreversíveis e por isso nós consideramos a DPOC uma doença tratável, mas não curável, e os medicamentos que estão disponíveis agem, apenas, para alívio dos sintomas“. Essa inflamação crônica gera machucados e lesões que são permanentes e que só vão ser sentidos a longo prazo e isso dá a falsa sensação para o indivíduo de que está tudo bem. Em geral, o sintoma mais precoce é a tosse, que pode ser seca ou com catarro, mas também pode incluir aquela sensação de que tem algo na garganta, o pigarro matinal e falta de ar. Os sintomas pioram à medida que a doença progride e o portador da doença pode começar a ter limitações para realizar tarefas simples do seu dia a dia, como se vestir, se alimentar e tomar banho.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Causas genéticas</h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized" id="attachment_602483"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/01/20230126_andrea_cetlin.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-602483" width="151" height="151"/><figcaption class="wp-element-caption">Andrea Antunes Cetlin – Foto: Reprodução/ResearchGate</figcaption></figure>
</div>


<p>Diversos fatores podem causar&nbsp; a doença, que também é motivada por fatores genéticos, lembra Andrea. “Hoje&nbsp;em dia nós reconhecemos outros fatores de risco para enfisema, como exposições prolongadas à queima de biomassa; aqui na cidade de Ribeirão Preto os exemplos comuns são o uso de carvão e da madeira, mas também a queima de resíduos de colheita, a poluição ambiental e o tabagismo passivo. Em geral, é uma doença que vai manifestar seus sintomas após os 50 anos, mas é importante mencionar que existe uma condição genética rara conhecida como deficiência de alfa 1-antitripsina, que pode causar DPOC em indivíduos abaixo de 40 anos.”</p>



<p>O&nbsp;diagnóstico da doença é feito pela avaliação médica e confirmado por um exame que se chama espirometria, ou mais conhecido pelos pacientes como exame do sopro. Ele avalia a função do pulmão e, além de definir o diagnóstico, consegue avaliar a gravidade da doença.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Brasil é exemplo</h2>



<p>O Brasil apresenta um ótimo trabalho no combate ao tabagismo, o que ajuda no controle do distúrbio.&nbsp;A principal forma de evitar a doença pulmonar é não fumar e, para as pessoas que já apresentam diagnóstico, parar de fumar para evitar a progressão da doença e o risco de complicações, independentemente da idade e da gravidade da doença. “O Brasil é exemplo, com o programa de cessação de tabagismo ofertado pelo Sistema Único de Saúde, o SUS, mas grandes desafios ainda são enfrentados, como a ampliação desse programa e a educação continuada quanto aos riscos do tabagismo. Outro ponto sensível é a discussão sobre a poluição e a energia limpa, principalmente quando se fala em soluções para a energia doméstica, para que as pessoas deixem de se expor para cozinhar seus alimentos, como ocorre com o uso do fogão a lenha ou a carvão, principalmente em populações economicamente mais vulneráveis”, cita a pneumologista.</p>



<p>As pessoas que vivem com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica devem receber informações sobre sua condição, tratamento da doença e o autocuidado para ajudá-las a permanecerem o mais ativas e saudáveis possível. Andrea destaca que a mensagem fundamental é: “Não fume e, para quem fuma, sempre vale a pena parar de fumar. O tabagismo também é uma condição tratável e é importante que as pessoas não deixem de procurar atendimento médico”. </p>



<p>Fonte: Jornal USP</p>



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<iframe title="Tua presença com o cantor Lucas Diniz" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/U7-R994acJU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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