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	<title>Povo |</title>
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	<title>Povo |</title>
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		<title>Multidões nos EUA realizam protestos maciços contra o Presidente D.Trump</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Oct 2025 02:58:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Portal Ipirá City &#8211; Sábado, 18 de outubro de 2025 Manifestantes lotam as ruas em mais de 2.700 cidades e vilarejos, em um dos maiores atos de oposição ao governo. NOVA YORK – Milhares de americanos foram às ruas neste sábado (18) em uma onda nacional de protestos contra o presidente Donald Trump. De [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por Portal Ipirá City &#8211; Sábado, 18 de outubro de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Manifestantes lotam as ruas em mais de 2.700 cidades e vilarejos, em um dos maiores atos de oposição ao governo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">NOVA YORK – Milhares de americanos foram às ruas neste sábado (18) em uma onda nacional de protestos contra o presidente Donald Trump. De acordo com os organizadores, o protesto chamado &#8220;No King&#8221; mobilizou cerca de 7 milhões de pessoas em mais de 2.700 manifestações em todos os país, desde grandes metrópoles até pequenos vilarejos. O número representa um aumento significativo de aproximadamente 2 milhões de participantes em comparação com o último grande protesto, realizado em junho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Nova York, uma multidão fervorosa tomou as ruas do centro da cidade, carregando cartazes com mensagens de protesto. Um dos dizeres mais frequentes, &#8220;No Kings&#8221; (Sem Reis), chamou a atenção ao comparar o comportamento e o exercício do poder de Trump ao de um monarca absoluto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O clima das manifestações foi amplamente pacífico. A polícia de Nova York confirmou que, apesar da grande concentração de pessoas, nenhuma prisão foi efetuada durante o evento, destacando a natureza ordenada dos protestos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comparação com a realeza, no entanto, não passou despercebida pela Casa Branca. Em uma entrevista à Fox News Business, o presidente Trump rejeitou veementemente essa caracterização. &#8220;Não sou um rei&#8221;, declarou ele, respondendo diretamente às críticas que ecoavam nas ruas.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f1fa-1f1f8.png" alt="🇺🇸" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> AGORA: Protesto enorme em Nova York contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.<br><br>O movimento &quot;No King&#39;s&quot; convocou manifestações no país inteiro, em defesa da democracia e do equilíbrio entre os poderes, afirmando que os EUA não têm um &quot;rei&quot;.<a href="https://t.co/So39ORaerg">pic.twitter.com/So39ORaerg</a></p>&mdash; Análise Geopolítica (@AnaliseGeopol) <a href="https://twitter.com/AnaliseGeopol/status/1979611802683257200?ref_src=twsrc%5Etfw">October 18, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A mobilização não se limitou aos grandes centros urbanos da costa leste. Em Fort Myers, na Flórida, centenas de pessoas se reuniram para participar do ato, mostrando que o sentimento de insatisfação se espalha por diferentes regiões do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os organizadores comemoraram o sucesso da mobilização, vendo-a como um sinal claro de que a oposição a Trump permanece forte e engajada meses antes das eleições de meio do ano. O movimento, que começou com a Women&#8217;s March em 2017, parece continuar a ser uma força significativa no cenário político americano.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo dos Principais Pontos:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O quê:</strong> Série de protestos nacionais contra o presidente Donald Trump.</li>



<li><strong>Quando:</strong> Sábado, 18 de janeiro.</li>



<li><strong>Onde:</strong> Em todo os EUA, com mais de 2.700 cidades e vilarejos.</li>



<li><strong>Participação:</strong> Estimativa de 7 milhões de pessoas (segundo os organizadores).</li>



<li><strong>Cartaz Simbólico:</strong> &#8220;No Kings&#8221; (Sem Reis), criticando o estilo de governo de Trump.</li>



<li><strong>Reação de Trump:</strong> Rejeitou a comparação com um rei em entrevista à Fox.</li>



<li><strong>Clima:</strong> Pacífico, sem prisões registradas em Nova York.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Multidões presenciaram as manifestações que protestaram contra Donald Trump (Foto: REUTERS/Alyssa Pointer)</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/multidoes-nos-eua-realizam-protestos-macicos-contra-o-presidente-d-trump/">Multidões nos EUA realizam protestos maciços contra o Presidente D.Trump</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>&#8220;O aprendizado da arte estimula o estudante a olhar e a pensar o mundo&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Mar 2023 23:09:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[aprnedizado]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Estudo]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Professores e pesquisadores da USP são unânimes em concordar com o incentivo do Ministério da Cultura às artes na educação   Texto: Leila Kiyomura e Gustavo Xavier &#8211; Arte: Guilherme Castro &#8211; Domingo, 05/03/23 ““O que ocorreu no dia 8 de janeiro,&#160;com os ataques às obras de arte nos palácios dos Três Poderes,&#160;é resultado do descaso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Professores e pesquisadores da USP são unânimes em concordar com o incentivo do Ministério da Cultura às artes na educação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">  Texto: Leila Kiyomura e Gustavo Xavier &#8211; Arte: Guilherme Castro &#8211; Domingo, 05/03/23</p>



<p class="wp-block-paragraph">““O que ocorreu no dia 8 de janeiro,&nbsp;com os ataques às obras de arte nos palácios dos Três Poderes,&nbsp;é resultado do descaso do governo com a arte e a educação”, protesta Ana Mae Barbosa, Professora Emérita da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, ex-diretora do Museu de Arte Contemporânea da USP, curadora de exposições de arte brasileira em mais de 30 países e uma das pioneiras na América Latina na defesa da arte-educação há seis décadas. “O aprendizado da arte desenvolve a inteligência e a percepção da imagem para todas as áreas, estimulando o estudante a olhar e a pensar o mundo”, afirma.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/01/cinco_mocas_de_guaratingueta_1930.jpg?fit=236%2C300&amp;ssl=1" alt="" width="132" height="165"/><figcaption class="wp-element-caption">Cinco Moças de Guaratinguetá,1940; Emiliano Di Cavalcanti — Foto: Reprodução/Wikiart</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Nesta edição, o&nbsp;<strong>Jornal da USP</strong>continua ouvindo e divulgando o depoimento dos professores e pesquisadores da Universidade de São Paulo sobre a importância da cultura como base da democracia e transformação da sociedade. Com suas pesquisas e conhecimento, os especialistas trazem suas reflexões e pontuam sugestões para a trajetória do Ministério da Cultura (MinC), lembrando – como bem aponta o Programa Eixos Temáticos da USP, iniciativa da Reitoria da Universidade de São Paulo – que a cultura atrelada às artes e educação funciona como um farol da sociedade, iluminando o futuro e contribuindo com os grandes desafios do nosso tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No decorrer desta página, os leitores irão observar e contemplar as obras de Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque (RJ, 1897-1976), o conhecido Di Cavalcanti, idealizador da Semana de Arte Moderna e um dos principais pintores que registraram, com lirismo, a gente e a cultura do povo.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="90" data-id="77220" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px.jpg" alt="" class="wp-image-77220" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">Veja os depoimentos dos professores e especialistas da USP:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A arte faz parte de uma educação integral. É fundamental para estimular a criatividade, a imaginação, as habilidades motoras, a inteligência racional, a afetividade e emoção”&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20230120_ana_mae_barbosa-q0y46rhw2i3svz7b29b7zxx1g4nqj4nbrp3uhu4k6k.png?w=1200&amp;ssl=1" alt="Ana Mae Barbosa - Foto: Cecília Barbosa" width="-131" height="-131" title="20230120_ana_mae_barbosa"/><figcaption class="wp-element-caption">Ana Mae Barbosa &#8211; Foto: Cecília Barbosa</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">“Se quem atacou a obra de Di Cavalcanti com facadas tivesse tido aulas de Educação Artística, isto não teria acontecido. Com certeza. Mas o ensino das artes foi suprimido da educação básica como disciplina obrigatória. E o pior é que, em alguns estados do País, são os diretores das escolas que decidem se deve ou não ter atividades de educação artística”,&nbsp; observa Ana Mae Barbosa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A professora defende:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A arte desenvolve a inteligência e a percepção da imagem para todas as áreas. Retirar esse aprendizado como disciplina é prejudicial para o desenvolvimento e formação cultural e humana dos adolescentes. Também o aprendizado da arte é essencial para o desenvolvimento das crianças, desde pequeninas. A arte faz parte de uma educação integral. É fundamental para estimular a criatividade, a imaginação, as habilidades motoras, a inteligência racional, a afetividade e a emoção.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/01/20230120_macumba.png?fit=717%2C466&amp;ssl=1" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption">Macumba, 1958; Emiliano Di Cavalcanti — Foto: Reprodução/Wikiart</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Através das artes temos a representação simbólica dos traços espirituais, materiais, intelectuais e emocionais que caracterizam a sociedade ou o grupo social, seu modo de vida, seu sistema de valores, suas tradições e crenças. A arte, como uma linguagem dos sentidos, transmite significados que não podem ser transmitidos através de nenhum outro tipo de linguagem, tais como as discursivas e científicas. Não podemos entender a cultura de um país sem conhecer sua arte. Aqueles que estão engajados na tarefa vital de fundar a identificação cultural, não podem alcançar um resultado significativo sem o conhecimento das artes. Dentre as artes, a visual, tendo a imagem como matéria-prima, torna possível a visualização de quem somos, onde estamos e como sentimos. A arte na educação como expressão pessoal é um importante instrumento para a identificação cultural e o desenvolvimento. Através das artes, é possível apreender a realidade do meio ambiente, desenvolver a capacidade crítica, permitindo analisar a realidade percebida e desenvolver a criatividade de maneira a mudar esta mesma realidade que foi analisada. A arte capacita a não ser um estranho em seu meio ambiente, nem estrangeiro no seu próprio país. Ela supera o estado de despersonalização, inserindo o indivíduo no lugar ao qual pertence.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra sugestão para o MinC é&nbsp; que seria muito importante, no ensino médio, o aprendizado da arte e do design. Os adolescentes da escola pública não têm oportunidade para descobrir o design ou o que é ser designer. Na periferia, não há dinheiro para comprar livros, jornais, nem comida. Como é que eles vão saber sobre uma profissão de extrema importância, que pretende organizar a sociedade da melhor maneira? Seria excelente para o futuro dos jovens se tivessem a oportunidade de aprender sobre arte e design.”</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/01/20230120_samba-wkmc.jpg?fit=260%2C300&amp;ssl=1" alt="" width="-64" height="-74"/><figcaption class="wp-element-caption">Samba, 1925; Emiliano Di Cavalcanti — Foto: Wikimedia Commons</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">“O Programa Cultura Viva não só fomentou os pontos de cultura, mas possibilitou os encontros das diferenças com as realizações das ‘Teias’, momentos em que os diversos projetos fomentados se apresentavam e trocavam experiências”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dennis de Oliveira, professor da Escola de Comunicações e Artes, e também coordenador do Celacc (Centro de Estudos Latino-Americanos de Cultura e Comunicação), faz uma análise da atuação do MinC na primeira gestão do PT e salienta a importância de valorizar a diversidade e potencializar a cultura das periferias:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A grande inovação no MinC no primeiro governo Lula, sob a gestão de Gilberto Gil, foi a criação do Programa Cultura Viva. A concepção do programa, de autoria do intelectual e ativista Célio Turino, é potencializar ações já realizadas por grupos sociais diversos em todo o País, dando visibilidade à diversidade que é realizada de fato em todos os cantos. É a materialização do conceito de&nbsp;<em>do-in</em>&nbsp;expresso pelo então ministro Gilberto Gil: não se trata de criar ou promover, mas potencializar o que já existe. O Programa Cultura Viva não só fomentou os pontos de cultura, mas possibilitou os encontros das diferenças com as realizações das ‘Teias’ (momentos em que os diversos projetos fomentados se apresentavam e trocavam experiências).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/01/20230120_dennis_oliveira.png?fit=420%2C420&amp;ssl=1" alt="" width="-187" height="-187"/><figcaption class="wp-element-caption">Dennis de Oliveira &#8211; Foto: Marcos Santos</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Experiências semelhantes e importantes são realizadas em vários municípios, como o Programa Vai e o Fomento à Cultura das Periferias, na cidade de São Paulo (um estudo sobre esta experiência foi feito por um grupo de pesquisadores que coordenei durante o Programa Ano Sabático, do Instituto de Estudos Avançados – IEA, cujos resultados foram publicados em um livro disponível gratuitamente&nbsp;<a href="http://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/periferias-insurgentes">aqui</a>). Há uma nítida evolução na concepção de cultura nestas políticas realizadas. Elas saem de uma concepção restrita, que parte do pressuposto de que existe um grupo pequeno de ‘fazedores da cultura’, e o papel do Estado se restringe a fomentar esse grupo e garantir o acesso. A cultura&nbsp;é um direito não só de acessar, mas também de se expressar.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/01/20230120_di-cavalcanti.png?fit=638%2C495&amp;ssl=1" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption">Untitled, 1956; Emiliano Di Cavalcanti — Foto: Reprodução/Wikiart</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Partindo da ideia de que a cultura é um direito de acesso e expressão e que a democracia no Brasil ainda é incipiente porque não estendida em termos substantivos para todos, garantir o direito de expressão cultural para grupos sociais histórica e estruturalmente excluídos, como a população negra, indígena, periférica, entre outros, é apontar para uma perspectiva de relação equilibrada entre todos e, assim, caminhar para uma democracia substantiva. Afinal, a palavra cultura vem do latim&nbsp;<em>colere</em>&nbsp;(cultivar). Uma política cultural com esta perspectiva contribui para o cultivo de uma sociabilidade de respeito às diferenças, base para a democracia substantiva para todos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/01/20230127_untitled-heralds.jpg?fit=256%2C300&amp;ssl=1" alt="" width="143" height="166"/><figcaption class="wp-element-caption">Untitled (Heralds), 1938; Emiliano Di Cavalcanti — Foto: Reprodução/Wikiart</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">É fato que o Cultura Viva enfrentou problemas como, por exemplo, o excesso de burocratização que o modelo de parcerias público-privadas impõe e que acabou por afastar muitos grupos e até trouxe problemas graves para as lideranças. A experiência anterior pode auxiliar no seu aperfeiçoamento. Afinal, as teias podem ser tecidas de diversas formas, ainda que em determinados momentos seus pontos se quebrem. O que importa é atentarmos os nossos olhares e sentidos aos caminhos que os sujeitos e sujeitas periféricas fazem e construirmos as verdadeiras cumplicidades e encontros. Como diz o poeta Vinicius de Moraes, ‘a vida é a arte do encontro, embora existam tantos desencontros’ – mas a cultura é vida.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É muito importante a abertura de espaços para os jovens e as crianças criarem e terem oportunidades de desfrutar da rica cultura brasileira”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Roseli Fígaro é professora da Escola de Comunicações e Artes da USP e presidente da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (Compos). Diante dessa experiência e conhecimento, sugere:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Penso que é urgente para a área da cultura incentivar a (re)criação de centros locais de cultura, comunicação e informação. Ou seja, núcleos que possam incentivar o protagonismo de artistas e comunicadores locais.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/01/Roseli-Aparecida-Figaro.png?fit=420%2C420&amp;ssl=1" alt="" width="-233" height="-233"/><figcaption class="wp-element-caption">Roseli Aparecida Fígaro Paulino &#8211; Foto: Marcos Santos/USP Imagens</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">É muito importante a abertura de espaços para os jovens e as crianças criarem e terem oportunidades de desfrutar da rica cultura brasileira. Sobretudo, seriam centros para a organização de um pensamento progressista, democrático e civilizatório para fazer frente aos&nbsp;<em>think tanks</em>&nbsp;fascistas e neoliberais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A memória também é assunto sério para a Cultura e nosso país não é muito bom em preservar suas memórias culturais, artísticas e políticas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A difusão da memória, da história do nosso cinema, é fundamental para que se crie o elo entre o jovem cineasta e o cinema brasileiro’’</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/01/20230120_mulata-e-passaro.png?fit=221%2C300&amp;ssl=1" alt="" width="73" height="99"/><figcaption class="wp-element-caption">Mulata com Pássaro, 1967; Emiliano Di Cavalcanti — Foto: Reprodução/Wikiart</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O cineasta, professor e crítico de cinema Heitor Capuzzo apresenta ideias importantes para incentivar e valorizar o cinema brasileiro. Mestre e doutor em Cinema pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, pós-doutor na Escola de Cinema e Televisão da University of Southern California, professor titular da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais e na Escola de Arte, Design e Mídia da Nanyang Technological University de Cingapura, Capuzzo observa:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Hoje, o problema mais sério do cinema brasileiro é o acesso do público à sua produção e à sua memória. Os filmes, que antes ficavam disponíveis em DVDs nas secretarias de audiovisual e percorriam as escolas, fizeram parte de um projeto muito importante do Ministério da Cultura, mas precisaria haver continuidade em um diálogo com as novas tecnologias. Hoje, ninguém tem mais aparelhos e computadores para DVDs. Diante dessa realidade, não seria melhor ter uma nuvem onde os filmes ficariam disponíveis e, então, as pessoas poderiam ter acesso para&nbsp;<em>streaming</em>? Seria importante um canal oficial do governo que dispusesse a filmoteca brasileira, pelo menos os filmes que pontuam a nossa história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Canal Brasil tentou fazer isso. O problema que ocorre hoje é que os&nbsp;<em>streamings</em>&nbsp;estão em alta resolução. Se o Canal Brasil exibir em&nbsp;<em>streaming</em>, a qualidade desses filmes vai ser muito ruim em som e imagem. Isso vai dar a impressão de que o cinema brasileiro não tem nível técnico internacional, o que não é verdade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/01/20230120_heitor_capuzzo_.png?fit=420%2C420&amp;ssl=1" alt="" width="-221" height="-221"/><figcaption class="wp-element-caption">Heitor Capuzzo &#8211; Foto: UFMG</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Certo é que, por falta de condições ideais para acondicionar os filmes, muita coisa se perdeu. É preciso urgentemente um tratamento de restauração digital. Tenho visto a Hungria restaurando seus filmes, a antiga Tchecoslováquia e também a Bósnia têm canais de restauração de filmes, e até a Argentina, com seus problemas econômicos maiores que os do Brasil, está fazendo isso e tem um arquivo de filmes com boa qualidade de imagem e som.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Cinemateca também precisaria ter recursos para digitalizar o seu acervo fílmico, mas também bibliográfico. Claro que, paralelamente a isso, a questão da memória é fundamental e isso resulta em um grande vínculo com o público. O acervo não pode ficar restrito só aos museus de São Paulo e Rio de Janeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A difusão da memória, da história do nosso cinema, é fundamental para que se crie o elo entre o jovem cineasta e o cinema brasileiro. Ele pode até criticar, pode até depois ter outros modelos de outras cinematografias, mas o que ele não pode é desconhecer o cinema brasileiro e o que está acontecendo hoje. Infelizmente, hoje a única forma de ter acesso a esses filmes é o acesso ilegal pela pirataria. Se o estudante é ético, fica sem conhecer a memória do cinema brasileiro. O Brasil precisaria repensar uma legislação correta que pudesse facilitar esse acesso.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/01/20230120_mulher-deitada-com-peixes.png?fit=640%2C372&amp;ssl=1" alt="Mulher Deitada com Peixes e Frutas, 1956;"/><figcaption class="wp-element-caption">Mulher Deitada com Peixes e Frutas, 1956; Emiliano Di Cavalcanti — Foto: Reprodução/Wikiart</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O jovem cineasta precisa ter oportunidades para amadurecer. O Brasil apoia o primeiro filme, mas o problema está em incentivar o segundo e o terceiro filme… o resultado é que, ao mesmo tempo em que se apoia os novos cineastas, as outras produções ficam à margem. Seria importante haver um equilíbrio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil promove muitas oficinas de cinema e tem grandes escolas de cinema, como a Escola de Comunicações e Artes da USP, a Universidade Federal Fluminense, a Universidade de Campinas e a Universidade Federal de Minas Gerais que, em animação, é a única do Brasil. É essencial a formação de professores com todas as condições técnicas para ensinar, aprender e incentivar os jovens cineastas. Seria importante criar um projeto maior para esse professor ser inserido. Nas escolas há carência de equipamentos, estúdios e técnicos. Mas boas ideias e talentos não faltam.”</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/01/20230127_mangue-1929.png?fit=227%2C300&amp;ssl=1" alt="" width="160" height="208"/><figcaption class="wp-element-caption">Mangue, 1929; Emiliano Di Cavalcanti — Foto: Reprodução/Wikiart</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">“Eu penso que seria interessante olhar o Brasil como um país multicultural. E aí a gente daria um tratamento mais horizontalizado, com a valorização de todas essas culturas”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ivan Vilela é violeiro, compositor e professor do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da USP. Pesquisador da cultura popular, ele pondera sobre o papel que as políticas de cultura poderiam assumir daqui para a frente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Tivemos uma quebra no governo anterior de uma estrutura que já existia e que era o Ministério da Cultura. Mas, embora tenha acabado o ministério, a cultura continuou. Todo mundo seguiu produzindo porque isso nunca para no Brasil. Esse jogo criativo do povo brasileiro acontece em todos os cantos e de todos os jeitos. Era muito sofrido não ter janelas por onde se pudesse jorrar essa produção criativa. Mas não tem jeito de represar a vida. A cultura do povo resistiu desde a época que o Brasil começou a ser invadido pelos portugueses. A cultura escravizada resistiu. A cultura vaza como água. Não tem como represá-la.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2019/09/20190930_00_ivan_vilela_eca_usp.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" width="-110" height="-110"/><figcaption class="wp-element-caption">Ivan Vilela &#8211; Foto: Marcos Santos/USP Imagens</figcaption></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">Historicamente, se você pensar na música popular como uma cronista do povo, dos que não tiveram como registrar sua história, vai chegar à conclusão de que a música popular vem sendo produzida desde que o Brasil existe. Então, a gente tem essa potência na narrativa do povo como uma forma de registro da história. Isso é a música popular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E agora temos a recriação do Ministério da Cultura. E a ministra já tem projetos nessa área, na Bahia, ligados à valorização da cultura do povo. Por isso, estou sentindo que tem muito sonho agora. Está todo mundo sonhando, mas com esperança. Antes, a gente sonhava sem esperança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora as coisas começam a voltar, porque tudo isso vai ser restituído. E, sobretudo, as áreas que foram negligenciadas por aquele pequeno ditador, como a cultura indígena, as culturas afro-diaspóricas, as culturas da amazônia. Tudo isso entrou na pauta agora.</p>


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<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/01/20230127_mulatas-1928.png?fit=628%2C560&amp;ssl=1" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption">Mulatas, 1928; Emiliano Di Cavalcanti — Foto: Reprodução/Wikiart</figcaption></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">Penso que seria interessante olhar o Brasil como um país multicultural. E aí a gente daria um tratamento mais horizontalizado com a valorização de todas essas culturas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação à cultura popular, é preciso tomar um grande cuidado de não profissionalizá-la, porque aquilo é um fato folclórico. Fato folclórico é um conjunto de crenças que, num dado momento, gera uma manifestação artística. Por exemplo, a Folia de Reis e o Congado não deixaram de existir pelo fato de que as igrejas de algumas cidades não permitiam a sua continuidade. Existem à revelia. Então, isso é uma coisa importante, ou seja, tentar não profissionalizar. Trata-se mais de abrir espaço. Como é que você ajuda uma Folia de Reis? Não é dando dinheiro para o povo que toca. É dando dinheiro para a festa. Porque essa festa, no caso da Folia, sempre tem uma função caritativa. Eles vão ganhar dinheiro para doar, seja a uma instituição de caridade, a um hospital da cidade, enfim, sempre tem essa função. Então, não adianta pagar às pessoas que fazem a festa, porque o dinheiro não fica com elas mesmo. É muito mais o caso de dar visibilidade a essas manifestações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cultura popular é rizomática, vai abrindo para todo canto. A questão é dar voz a ela, deixar que fale e ecoe. É só dar espaço e criar a estrutura para isso acontecer. Não é preciso interferir muito. Os artistas da cultura popular são os protagonistas.”</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20230127_guevara-vivo-ou-morto-q1akkwgxw2v28n97cpew4iktxizuv0fp30mdq5zqbq.jpg?w=1200&amp;ssl=1" alt="Guevara Vivo ou Morto, 1967; Cláudio Tozzi - Foto: Arquivo pessoal" title="20230127_guevara-vivo-ou-morto"/><figcaption class="wp-element-caption">Guevara Vivo ou Morto, 1967; Cláudio Tozzi &#8211; Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">“Onde está a luta pela arte, educação e cultura em prol da formação das crianças e dos jovens? Essa ação violenta mostrou que o Ministério da Cultura, ao renascer, tem uma grande luta pela frente”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando vi o quadro de Di Cavalcanti sendo destruído, voltei no tempo. Lembrei da violência de 1968, quando o meu quadro&nbsp;<em>Guevara, Vivo ou Morto</em>,enviado para o IV Salão de Arte Moderna do Distrito Federal, foi depredado por um grupo que estava sob o comando de um general do Exército.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Claudio Tozzi, artista e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, reviveu a mesma sensação de tortura e revolta ao acompanhar as cenas de violência no dia 8 de janeiro em Brasília. O seu quadro em homenagem a Ernesto Guevara de La Serna, morto em 9 de outubro de 1967, sofreu a mesma violência política e a mesma atitude de extermínio.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/01/Claudio-Tozzi.png?fit=420%2C420&amp;ssl=1" alt="" width="-166" height="-166"/><figcaption class="wp-element-caption">Claudio Tozzi &#8211; Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">“Depois de três anos, o quadro reapareceu destruído na Secretaria de Cultura de São Paulo. Antes que fosse descartado, fui lá, retirei e, em uma atitude de resistência à violência da ditadura, trabalhei no decorrer de meses restaurando o quadro que era uma pintura em aglomerado de madeira.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase 55 anos depois, revejo a tortura e o mesmo vandalismo contra a arte e o patrimônio histórico. Um movimento que tem a mesma origem no neofascismo. Como todos que lutam pela democracia e contra a violência, eu questiono: o que aconteceu?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Onde está a luta pela arte, educação e cultura em prol da formação das crianças e dos jovens? Essa ação violenta mostrou que o Ministério da Cultura, ao renascer, tem uma grande luta pela frente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É preciso uma atenção especial à arte espontânea da periferia. O painel&nbsp;<em>Colcha de Retalhos</em>, que fiz na Estação Sé do Metrô, foi uma iniciativa que nasceu do movimento conjunto com as mulheres costureiras que trabalham com retalhos. Precisamos dar atenção à arte da periferia.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/01/20230127_guevara-vivo-ou-morto2.jpg?fit=862%2C655&amp;ssl=1" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption">Depredação do quadro Guevara Vivo ou Morto &#8211; Fotomontagem de Jornal da USP com fotos da obra &#8220;Guevara Vivo ou Morto&#8221; de Claudio Tozzi</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Também é necessário que as crianças tenham arte em sua educação, importante para o desenvolvimento de humanização na sua sensibilidade, inteligência e criatividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sugiro ao Ministério da Cultura três itens:</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Criação de secretarias específicas para o desenvolvimento do teatro, dança, música, artes visuais e literatura;</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Não centralizar iniciativas culturais só nos centros das capitais. A arte deve circular não apenas por São Paulo e Rio de Janeiro, mas por todo o interior dos estados do País, valorizando a cultura e a criatividade popular e regional;</p>



<p class="wp-block-paragraph">– E criar iniciativas que ensinem, em uma educação coletiva, manifestações artísticas como a da arte concreta, nova figuração, arte moderna, assim como valorizar e incluir por todo o Brasil as artes indígenas, a arte afro e movimentos presentes na nossa história.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Pela vida das mulheres contra todo tipo de preconceito e violência" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/ZTVAYlkLWNE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/o-aprendizado-da-arte-estimula-o-estudante-a-olhar-e-a-pensar-o-mundo/">“O aprendizado da arte estimula o estudante a olhar e a pensar o mundo”</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>&#8216;Queremos que a Rússia venha&#8217;: os manifestantes que pedem invasão russa em país vizinho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2023 17:07:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Povo]]></category>
		<category><![CDATA[Russia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Terça, 21 de fevereiro de 2023 Em frente ao imponente prédio do parlamento da Moldávia, milhares de pessoas estão chegando de ônibus para um protesto contra o governo. &#8220;Somos motivo de chacota &#8211; o governo está zombando de nós&#8221;, uma manifestante chamada Ala me diz. &#8220;Tem gente com quatro ou cinco filhos que literalmente não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Terça, 21 de fevereiro de 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em frente ao imponente prédio do parlamento da Moldávia, milhares de pessoas estão chegando de ônibus para um protesto contra o governo.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="90" data-id="77220" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px.jpg" alt="" class="wp-image-77220" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Somos motivo de chacota &#8211; o governo está zombando de nós&#8221;, uma manifestante chamada Ala me diz. &#8220;Tem gente com quatro ou cinco filhos que literalmente não tem o que comer.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As contas de energia representam mais de 70% da renda familiar, de acordo com a presidente da Moldávia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quando elegemos este governo, eles prometeram aumentar salários e pensões, mas até agora não vimos um centavo&#8221;, diz Ala.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os protestos de domingo, organizados pelo partido Sor, que é pró-Rússia, estão sendo observados de perto por governos em toda a Europa. A maioria dos manifestantes viajou para a capital Chisinau de ônibus, com seus custos cobertos pelo Sor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente a presidente Maia Sandu alertou que a Rússia planejava enviar ao país sabotadores treinados por militares, disfarçados de civis, para derrubar seu governo, que é aliado de países ocidentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Rússia respondeu afirmando que a acusação é uma tentativa das autoridades moldavas de desviar a atenção de seus próprios fracassos sociais e econômicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Moldávia fica estrategicamente localizada na fronteira com a Ucrânia. Ela tem sua própria região separatista pró-Rússia. Mas o país depende do gás russo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ano passado, Moscou cortou pela metade seu fornecimento para a Moldávia, pressionando o governo, que busca manter unidas suas populações de língua romena e russa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os protestos contra o aumento do preço do gás e da eletricidade começaram no outono passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na semana passada, a presidente disse que a Rússia já havia tentado desestabilizar a situação na Moldávia por meio da crise energética, que, segundo ela, &#8220;pretendia causar grande descontentamento entre a população e levar a protestos violentos&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O plano, diz a presidente, envolve &#8220;sabotadores com treinamento militar [&#8230;] que tomariam atitudes violentas, realizariam ataques a prédios de instituições estatais ou até mesmo fariam reféns&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas semanas, 57 pessoas foram impedidas de entrar na Moldávia por terem demonstrado apoio à Rússia —incluindo um grupo de torcedores de futebol sérvios e vários boxeadores de Montenegro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O espaço aéreo da Moldávia foi inesperadamente fechado por várias horas esta semana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Está muito claro que a Rússia é um Estado agressor&#8221;, disse Rosian Vasiloi, chefe da polícia de fronteira da Moldávia, à BBC. Ele afirma que a ameaça já existia desde o começo da guerra da Ucrânia, mas acredita que é &#8220;diferente agora; é uma mistura de ameaças de dentro e de fora da Moldávia&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto a Ucrânia continuar em guerra, ele acredita que os riscos para a Moldávia são menores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se a Ucrânia cair, a Moldávia será a próxima&#8221;, diz ele. &#8220;Mas eu não tenho medo.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o início da guerra, o governo da presidente Sandu tentou diversificar as fontes de energia do país e reduzir a dependência do gás russo, mas os ataques à infraestrutura da Ucrânia e o custo de importação de eletricidade da Romênia não ajudaram nos esforços das autridades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela afirma que o suposto complô russo depende de &#8220;forças internas&#8221;, como o partido de oposição Sor. Ela pediu que o parlamento aprove leis de segurança mais rígidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marina Tauber, secretária-geral de Sor, que liderou o protesto em frente ao parlamento, diz que seu partido não se opõe à União Europeia e quer boas relações com todos os lados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas há em seu partido quem admita que gostariam de uma intervenção russa.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/dcb6/live/6a92f020-b12e-11ed-89f4-f3657d2bfa3b.jpg" alt="Marina Tauber protesta com megafone"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Marina Tauber, do partido pró-Rússia Sor, diz querer boas relações com todos os lados</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">A uma hora de carro ao norte da capital Chisinau fica Orhei, um reduto do Sor onde conhecemos o conselheiro do partido Iurie Berenchi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não temos medo&#8221;, ele me diz, &#8220;porque se a Rússia quisesse tomar a Moldávia, o faria em meio dia.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Berenchi apoia uma possível invasão russa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Com a Rússia estaríamos muito melhor do que estamos agora.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas pessoas na capital Chisinau acreditam que laços mais estreitos com o Ocidente podem ajudar a garantir a independência e a democracia da Moldávia neste momento conturbado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O partido da presidente Sandu tem uma sólida maioria no parlamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a visão da multidão do lado de fora é diferente. E existe o risco de que essa pressão política amplie as divisões na sociedade da Moldávia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O risco fica claro quando perguntamos a Ala e aos seus amigos se eles acreditam que a Rússia quer se infiltrar na Moldávia, como teme a presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Sim, deixe-os vir!&#8221; Eles gritam. &#8220;Queremos que eles venham para cá. Queremos fazer parte da Rússia!&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: BBC Brasil</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Jerônimo Rodrigues - Governador da Bahia - Retransmissão" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/JSxUNfcl3KE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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