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	<title>Presidenciáveis |</title>
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		<title>Presidenciáveis do PSD enfrentam risco de perder comando de seus estados para o bolsonarismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 18:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por&#160;Raphael Di Cunto, Folhapress Os governadores&#160;Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, do Paraná, enfrentam&#160;dificuldades com o bolsonarismo&#160;em seus estados e correm o risco de perder o comando local para a direita após ensaiarem candidaturas presidenciais. O impasse tem sido levado em conta nos planos nacionais de ambos, segundo aliados. Dos três [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Raphael Di Cunto, Folhapress</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os governadores&nbsp;Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, do Paraná, enfrentam&nbsp;dificuldades com o bolsonarismo&nbsp;em seus estados e correm o risco de perder o comando local para a direita após ensaiarem candidaturas presidenciais. O impasse tem sido levado em conta nos planos nacionais de ambos, segundo aliados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos três presidenciáveis do&nbsp;PSD, o governador de Goiás,&nbsp;Ronaldo Caiado, é o que tem a situação mais confortável na eleição regional. Seu vice, Daniel Vilela (MDB), já figura nas pesquisas como primeiro em intenção de votos e tem como principal adversário o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que perdeu força após ser citado na&nbsp;operação Lava Jato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Goiás, a aliança com o PL ainda não está descartada, mas a&nbsp;discussão se arrasta há mais de ano. A sigla está dividida entre se aliar a Vilela e lançar o deputado Gustavo Gayer ao Senado na chapa ou disputar o governo com o senador Wilder Morais. A decisão passa pela formação do palanque de&nbsp;Flávio Bolsonaro&nbsp;(PL) no estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário nacional&nbsp;também pesa na eleição do Paraná. Ratinho Júnior está dividido entre três nomes para sua sucessão: o secretário de Cidades, Guto Silva (considerado o favorito do governador), o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, e o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, todos filiados ao PSD.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha pode rachar o grupo do governador. Republicanos e PP negociam com Curi e Greca caso eles sejam preteridos. O prazo de filiação acaba em 4 de abril.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota à&nbsp;Folha, Ratinho pregou a unidade de seu campo político. &#8220;Tenho ouvido da grande maioria das pessoas do partido esse mesmo compromisso, de querer continuidade. Pensando não na questão do cargo ou projeto pessoal, mas pensando no estado. A minha preocupação é ter alguém que pense no estado.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A possibilidade de que o governador concorra à Presidência contra Flávio também fez o primogênito do ex-presidente&nbsp;Jair Bolsonaro&nbsp;(PL)&nbsp;acenar com o rompimento do acordo para que o PL apoie o sucessor escolhido por Ratinho, com o deputado Filipe Barros (PL) em uma das duas vagas ao Senado da chapa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No lugar, o PL apoiaria o senador&nbsp;Sergio Moro&nbsp;(União Brasil), que lidera as pesquisas de intenção de voto, mas&nbsp;tem dificuldade de reunir uma estrutura&nbsp;partidária mais robusta –o PP, que está numa federação com o partido de Moro, é contra a candidatura. O partido de Flávio acena até com a filiação do ex-juiz da Lava Jato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com aliados do governador, esse cenário o tem preocupado, pelo risco de fortalecer o palanque de seu principal adversário. Ele e Flávio combinaram uma reunião em Brasília nos próximos dias, para discutir o assunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Parte dos aliados dele rebate que a campanha ainda está longe e diz que o escolhido para sucedê-lo ganhará força quando a eleição começar, principalmente quando associado ao nome do governador. Outros dizem que a candidatura de Moro com apoio do bolsonarismo abriria um flanco que exigiria mais atenção e presença dele no estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já Leite enfrenta o cenário mais desafiador. Ele deve renunciar ao governo para abrir espaço para seu vice, Gabriel Souza (MDB), ganhar mais protagonismo. O emedebista figura nas pesquisas atrás dos candidatos de esquerda e de direita, mesmo após ganhar destaque com a entrega de obras e na reconstrução do estado&nbsp;após as enchentes que destruíram parte do Rio Grande do Sul em 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa aliança nacional costurada pelo PL, o PP já abandonou a base aliada do governador e passou a apoiar a candidatura do deputado federal Luciano Zucco (PL) –atual líder das pesquisas. Já a esquerda tenta uma aliança entre o presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) Edegar Preto (PT) e a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) para disputar contra o grupo do governador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Neste momento, a eleição nacional canaliza a maior parte da atenção do eleitorado e impacta também na percepção da eleição local. Mas, no momento adequado, o eleitor vai prestar atenção no cenário local e o grande volume de entregas e transformações que fizemos no estado vão contar a favor do nosso candidato. Tenho muita segurança disso&#8221;, disse Leite à&nbsp;Folha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O próprio governador viveu essa dificuldade em 2022, quando tentou se lançar à Presidência pelo PSDB, mas perdeu as prévias do partido para o ex-governador de São Paulo João Doria (hoje sem partido). Ele passou ao segundo turno por apenas 2.441 votos à frente do candidato petista, virou e ganhou de Onyx Lorenzoni (PL).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele usa esse exemplo para defender a competitividade de seu candidato, apesar das pressões internas para substituí-lo por um nome mais conhecido. &#8220;Ousamos, por convicção, não aderir a nenhum dos polos que protagonizam o debate eleitoral. Naturalmente, isso impõe desafios. Em 2022 tivemos um primeiro turno desafiador. Mas fomos ao segundo turno e vencemos as&nbsp;eleições&#8221;, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, as pesquisas apontam Leite com a maior intenção de voto na disputa pelo Senado, mas adversários como Marcel Van Hattem (Novo) e Manuela D&#8217;ávila (PSOL) seguem em seu encalço. O governador diz que seu foco é liderar um projeto presidencial, mas que a candidatura a senador &#8220;é natural e uma real possibilidade&#8221; se o PSD optar por um dos outros dois presidenciáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Política ao Vivo / Foto: Max Haack/Divulgação/Arquivo</p>



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