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	<title>Prevenção semestral |</title>
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	<title>Prevenção semestral |</title>
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		<title>Prevenção semestral de HIV se mostra eficaz e segura em diferentes grupos populacionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Dec 2024 12:32:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisadores comprovam eficácia e segurança de nova profilaxia pré-exposição semestral em homens cisgêneros gays e bissexuais, mulheres transgêneros e pessoas não-binárias; método já havia sido avaliado em mulheres cisgêneros Em dezembro, uma campanha instituída por lei&#160;adota a cor vermelha no mês para marcar a mobilização nacional na luta contra o HIV e de atenção a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores comprovam eficácia e segurança de nova profilaxia pré-exposição semestral em homens cisgêneros gays e bissexuais, mulheres transgêneros e pessoas não-binárias; método já havia sido avaliado em mulheres cisgêneros<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em dezembro, uma campanha instituída por lei&nbsp;adota a cor vermelha no mês para marcar a mobilização nacional na luta contra o HIV e de atenção a este vírus, que pode causar aids. Com notoriedade marcada nos anos 1980 no início da epidemia da doença, muitos preconceitos e estigmas estiveram associados ao vírus, mas avanços científicos continuam a prolongar a vida dos infectados e proteger populações consideradas vulneráveis. Um dos mais significativos métodos em discussão no mundo é o desenvolvimento das Profilaxias Pré-Exposição (PrEP), medicamentos que têm demonstrado ser eficazes para prevenir o contágio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em<a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2411858">&nbsp;artigo publicado</a>&nbsp;na&nbsp;<em>The New England Journal of Medicine</em>, pesquisadores avaliaram a eficácia do lenacapavir, tipo de PrEP administrada semestralmente por via subcutânea, na prevenção do HIV entre homens cisgêneros que fazem sexo com outros homens, mulheres transgênero, homens transgênero e pessoas não-binárias. Realizado em 92 locais em sete países, incluindo Brasil, EUA e África do Sul, o ensaio clínico randomizado comparou o lenacapavir ao uso diário de entricitabina e fumarato de tenofovir disoproxil (F/TDF), tipo de PrEP diária disponível no Sistema Único de Saúde (SUS)</p>



<figure class="wp-block-image is-resized is-style-rounded"><a href="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/12/20241210_comprimidos.jpg"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/12/20241210_comprimidos-1024x538.jpg" alt="Comprimidos azuis despejados sobre uma mesa marrom com um fundo branco" class="wp-image-836694" style="width:328px;height:auto"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Comprimidos têm boa aceitação, mas uso contínuo demanda esforço diário visto como um problema para eficácia da profilaxia &#8211; Foto:&nbsp;<a href="https://sr.m.wikipedia.org/sr-el/%D0%94%D0%B0%D1%82%D0%BE%D1%82%D0%B5%D0%BA%D0%B0:Pre-Exposure_Prophylaxis_(PrEP)_(32514377531).jpg">NIAID &#8211; Wikipédia</a></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os 3.265 participantes incluídos na análise, a incidência de infecção foi significativamente menor no grupo do lenacapavir, com apenas dois casos registrados, em comparação a nove no grupo F/TDF. O infectologista Ricardo Vasconcelos, pesquisador da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e coautor do estudo, explica que o “uso do lenacapavir a cada seis meses é mais prático do que tomar um comprimido diariamente, e comprovamos sua segurança sem eventos adversos graves”. O único efeito colateral notado foi a formação de um nódulo no local da injeção&nbsp;que retém a profilaxia para liberá-la ao longo dos meses.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“O Lenacapavir não apenas protege eficazmente contra o HIV, mas também oferece uma proteção superior à pré-exposição [ofertada hoje no SUS]”.&nbsp; – Ricardo Vasconcelos</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Atestar a segurança e a eficácia dessa nova opção de PrEP é um importante passo na proteção contra o HIV. Ricardo Vasconcelos, que também se envolveu nos estudos da PrEP bimestral, o medicamento intramuscular cabotegravir, conta que apesar dos avanços a disponibilização no sistema público de saúde demanda tempo para a aprovação da Anvisa e início das ações comerciais. Ele diz que a versão bimestral da PrEP teve os últimos ensaios clínicos em 2020, mas a<a href="https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2024/12/04/sus-negocia-oferecer-gratuitamente-injecao-bimestral-preventiva-contra-hiv.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;disponibilização do medicamento no SUS&nbsp;</a>continua em negociação.</p>



<figure class="wp-block-image is-style-rounded"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/12/20241210_ricardo-vasconcelos-final-300x300.jpg" alt="Foto de rosto de homem branco de bigode e barba curta" class="wp-image-836895"/><figcaption class="wp-element-caption">Ricardo Vasconcelos &#8211; Foto:</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Diferentes opções para diferentes perfis</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Pacientes e profissionais podem ter dúvidas sobre as diferenças entre o novo método e os existentes, como as formas em que os medicamentos são administrados, por via subcutânea, intramuscular e oral – o que interfere na absorção, velocidade de ação e biodisponibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pesquisador esclarece que, na via subcutânea, o medicamento é injetado no tecido adiposo logo abaixo da pele, sendo absorvido lentamente pela corrente sanguínea. Isso é ideal para medicamentos de liberação prolongada, como o lenacapavir, permitindo seis meses de proteção. Mesmo com essas vantagens, ele diz que o nódulo deixado pelo medicamento pode ser um empecilho aos pacientes pela questão estética. Por isso, outras opções existem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na via intramuscular, a injeção é feita diretamente no músculo, que apresenta maior vascularização, permitindo uma absorção mais veloz e consistente, mas com maior tempo de biodisponibilidade – adequada para medicamentos que precisam de ação rápida e duradoura. Seu efeito adverso de dor pode ser uma barreira aos que possuem hipersensibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, a via oral é considerada mais prática e é a mais comum. Nesse caso, o medicamento passa pelo trato gastrointestinal e pelo metabolismo hepático antes de alcançar a corrente sanguínea, o que reduz sua biodisponibilidade a rápidos picos e atrasa o início da ação, mas oferece conveniência e aceitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada via é escolhida com base na necessidade clínica, no perfil do medicamento e na condição do paciente. “Cerca de 10% dos participantes abandonaram o estudo devido à preocupação com a aparência. Alguns relataram desconforto em sentir o nódulo ou preocupações profissionais, como pessoas que trabalham com o corpo”, detalha o infectologista. Essa diversidade de tratamentos possíveis amplia, assim, as opções para prevenção do vírus conforme preocupações pessoais e a realidade específica em que a pessoa está inserida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vasconcelos lembra que a disponibilização na rede pública de saúde após a fase comercial provavelmente obedecerá critérios de prioridade conforme os grupos de risco em que cada pessoa se insere. “Homens gays e bissexuais jovens e pessoas trans apresentam menor adesão ao tratamento diário com comprimidos. Por isso, serão os principais beneficiados pela PrEP de longa duração. Eu apostaria nisso”, diz o médico.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perfil epidemiológico global</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os recentes resultados foram verificados em homens cisgêneros gays e bissexuais, mulheres trangêneros e pessoas não-binárias, mas outra frente da pesquisa foi realizada em mulheres cisgêneros heterossexuais em países da África Subsaariana e obteve resultados parecidos de eficácia e segurança. Esses enfoques populacionais distintos são necessários por se tratar de uma epidemia concentrada, ou seja, existe uma população específica vulnerável ao vírus em determinados países, sendo a população LGBTQIA+ a predominante nas contaminações das Américas e Ásia; e mulheres cis heterossexuais, na África Subsaariana.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O número de novas infecções diminuiu 35% desde 2010, graças ao aumento do acesso à terapia antirretroviral e à implementação de medidas preventivas como a profilaxia pré-exposição (PrEP). No entanto, a epidemia de HIV persiste de forma desigual, com maior concentração de casos em regiões como a África Subsaariana, que responde por mais de 50% das infecções globais, e entre populações vulneráveis, como homens que fazem sexo com homens, mulheres transgênero e trabalhadores sexuais. Em 2022, cerca de 39 milhões de pessoas viviam com HIV, mas 9,2 milhões ainda não tinham acesso ao tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos progressos, a estigmatização, o subfinanciamento e as desigualdades no acesso aos serviços continuam sendo barreiras para alcançar as metas globais de erradicação do HIV como ameaça à saúde pública até 2030. “A tecnologia de prevenção ao HIV é muito boa. No entanto, sem um empenho para expandir o acesso, não adianta. É preciso considerar questões estruturais como combate à transfobia, homofobia, educação sexual e garantia de direitos sexuais das mulheres para alcançar o objetivo de prevenção, juntamente com a tecnologia. Discriminação também transmite o HIV”, alerta Vasconcelos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acesse o artigo&nbsp;<a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2411858">clicando aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Mais informações: e-mail rico.vasconcelos@gmail.com, com Ricardo Vasconcelos&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Estagiário com orientação de Luiza Caires</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal da USP / <em>Foto: </em>NIAID &#8211; via Flickr &#8211; CC BY 2.0</p>



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