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	<title>psicologico |</title>
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		<title>Demência pode afetar psicologicamente todo o núcleo familiar de um paciente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Jun 2023 14:38:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo especialistas, o acompanhamento psicológico pode ajudar a família a melhor compreender os sintomas da doença e cuidar do doente sem se estressar Por Júlia Galvão &#8211; Domingo, 18 de junho de 2023 A demência é classificada como uma síndrome que causa, entre diferentes ocorrências, o prejuízo da memória, problemas de comportamento e perda de habilidades. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Segundo especialistas, o acompanhamento psicológico pode ajudar a família a melhor compreender os sintomas da doença e cuidar do doente sem se estressar</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por <a href="https://jornal.usp.br/author/julia-galvao/">Júlia Galvão</a> &#8211; Domingo, 18 de junho de 2023</p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/06/FAMILIA-PESSOAS-DEMENCIA_JULIA-GALVAO.mp3"></audio><figcaption class="wp-element-caption">Radio USP</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A demência é classificada como uma síndrome que causa, entre diferentes ocorrências, o prejuízo da memória, problemas de comportamento e perda de habilidades. Essas características podem avançar em diferentes níveis e apresentam-se de formas diversas em cada um dos pacientes. </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="70022" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px-1.jpg" alt="" class="wp-image-70022"/></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, cerca de 57 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com algum tipo de demência e existem pesquisas que estipulam que esse número triplique até 2050 em decorrência do avanço do envelhecimento populacional. Além disso, segundo a Organização Mundial da Saúde, a síndrome costuma afetar mais&nbsp;<a href="https://jornal.usp.br/atualidades/demencia-afeta-mais-mulheres-que-homens/#:~:text=Quanto%20mais%20velho%20voc%C3%AA%20%C3%A9,a%20doen%C3%A7a%2C%20pois%20vivem%20mais.">mulheres</a>&nbsp;que homens.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando os portadores de demência começam a adoecer, é comum que os familiares passem a acompanhar esses indivíduos, já que a necessidade de ajuda para a realização de atividades comuns passa a fazer parte da rotina da maioria dessas pessoas. Considerando esse cenário, é interessante notar que, na maioria dos casos, a família também passa a ter novas necessidades e o auxílio psicológico parece ser essencial para a compreensão de sentimentos e emoções que envolvem esse processo.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Família</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Katia Cherix, doutora em Psicologia Experimental pelo Instituto de Psicologia da USP, considera o apoio psicológico para pessoas diagnosticadas com Alzheimer e seus familiares essencial. O psicólogo deve passar a auxiliar esses indivíduos desde o momento do diagnóstico, contudo, algumas famílias passam por um processo de negação após o aparecimento dos primeiros sintomas, evitando até mesmo levar o paciente ao médico geriatra.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized" id="attachment_649050"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/06/20230614_katia_cherix.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-649050" width="188" height="188"/><figcaption class="wp-element-caption">Katia Cherix – Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">“No momento do diagnóstico, um acompanhamento psicológico pode ajudar a família a melhor compreender os sintomas da doença e cuidar do doente sem se estressar”, explica Katia. Ela também adiciona que o psicólogo auxilia esses indivíduos a atravessarem o “luto branco”, ou seja, com o avanço da doença, o cuidador passa por um processo delicado ao sentir que o seu familiar está passando por uma transformação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É interessante notar que esse profissional pode também auxiliar o familiar a entender emoções contraditórias, como o medo de perder a pessoa que ama e a aceitação de mudança desse indivíduo ou o cansaço pelo cuidado diário e alívio de poder retribuir o cuidado que foi recebido anteriormente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além desses fatores, nota-se que os cuidadores passam por outras dificuldades durante esse processo, sendo uma das primeiras o empecilho financeiro. “Com o aumento da dependência ligada à progressão da doença, o sistema de cuidadores 24 horas terá que ser colocado em prática”, comenta a especialista. Em alguns casos em que a demência apresenta maior avanço, o familiar terá que escolher uma instituição especializada para oferecer maior qualidade de vida ao paciente. É nesse momento que muitos cuidadores passam a procurar o cuidado psicológico, buscando entender a institucionalização do idoso como um ato de cuidado, não abandono.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sobrecarga de trabalho é outro fator que afeta diretamente os familiares, uma vez que cuidar de um paciente significa também cuidar de sua casa, alimentação, roupas, entre outras preocupações do dia a dia. Katia explica que esse fator implica mais trabalho e cansaço e menos trabalho para cuidar de si mesmo, assim, muitos cuidadores experimentam um burnout, ou seja, o resultado de um acúmulo de estresse que pode levar à depressão, insônia e irritabilidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, observa-se que o acompanhamento psicológico é essencial para os próprios pacientes, já que, na fase inicial, o profissional pode auxiliar na compreensão da doença, no aprendizado para lidar com os sintomas e no controle emocional da sensação de tristeza. Segundo a especialista, “o paciente também pode ser acompanhado por uma neuropsicóloga que proponha atividades e exercícios para manter as capacidades cognitivas por mais tempo”.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A demência</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized" id="attachment_517961"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/05/16052022_ricardo_nitrini.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-517961" width="161" height="161"/><figcaption class="wp-element-caption">Ricardo Nitrini – Foto: FM/USP</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ser uma síndrome comum, algumas dúvidas sobre a demência se apresentam de forma frequente. O professor Ricardo Nitrini, coordenador do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, explica que os principais fatores para o desenvolvimento dessa condição estão associados ao envelhecimento e ao fator genético. Sendo interessante notar que alguns fatores ambientais também apresentam influência nesse processo, como a existência de doença cerebrovascular, hipertensão arterial e diabete.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nitrini explica que, para evitar o desenvolvimento de demência, é importante que o indivíduo se esforce para manter uma vida saudável. “É muito importante ter atividade física e o controle geral de uma saúde adequada, com uma alimentação saudável, por exemplo. Também é interessante o indivíduo se manter ativo intelectualmente, lendo, estudando e fazendo outras atividades”, aconselha o especialista.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP</p>



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