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	<title>queimadas |</title>
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	<title>queimadas |</title>
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		<title>Prefeitura de Queimadas lança moeda social para manter dinheiro na cidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Mar 2026 10:52:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por&#160;Francis Juliano A prefeitura de Queimadas, na região sisaleira, prepara o lançamento da moeda social Itapicuru, uma iniciativa voltada ao fortalecimento da economia local por meio da circulação restrita de recursos dentro do município. O projeto foi desenvolvido a partir de discussões entre a gestão municipal, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a assessoria de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por&nbsp;Francis Juliano</p>



<p>A prefeitura de Queimadas, na região sisaleira, prepara o lançamento da moeda social Itapicuru, uma iniciativa voltada ao fortalecimento da economia local por meio da circulação restrita de recursos dentro do município.</p>



<p>O projeto foi desenvolvido a partir de discussões entre a gestão municipal, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a assessoria de educação, com base em experiências já adotadas em outras cidades.</p>



<p>De acordo com o procurador do município, Henri Hermelino, a proposta ganhou força após a troca de experiências com um município de Sergipe. “A experiência de Indiaroba foi trazida ao município, com a presença do prefeito e do ex-prefeito de lá, o que despertou o interesse na criação de uma moeda social própria”, afirmou ao Bahia Notícias.</p>



<p>A moeda, que será exclusivamente digital, terá paridade com o real [ou seja, um Itapicuru equivalerá a R$ 1] e deverá ser utilizada inicialmente em programas sociais do município. A ideia é substituir a entrega direta de benefícios, como cestas básicas, por repasses em moeda social, que poderão ser utilizados em estabelecimentos comerciais locais previamente cadastrados.</p>



<p>“Em vez de contratar empresas externas para fornecer cestas básicas, os recursos serão direcionados para o comércio local”, acrescentou Hermelino. Segundo ele, outros programas, como o auxílio enxoval, também devem ser convertidos para o novo modelo.</p>



<p>A iniciativa busca evitar a saída de recursos da cidade, incentivando a economia interna. “A gente vai deixar de ter esse dinheiro saindo daqui pra rodar dentro do próprio município. Então é uma injeção econômica muito grande e traz um desenvolvimento social muito maior para a cidade”, disse.</p>



<p>A moeda Itapicuru funcionará por meio de aplicativo, com operações semelhantes às de pagamentos via Pix. Para viabilizar o sistema, a prefeitura deve fazer uma licitação para contratar a plataforma digital responsável pelas transações.</p>



<p>“Todos esses modelos utilizam aplicativo. Então a gente também vai lançar um processo licitatório para contratar uma empresa que faça essa operação”, afirmou o procurador, que citou experiências como as de Maricá (RJ), Mumbuca; de Fortaleza (CE), Palmas (CE); e da própria Indiaroba, Aratu.</p>



<p>Para garantir o acesso da população menos familiarizada com tecnologias digitais, o município pretende oferecer pontos de apoio e orientação. Comerciantes de diferentes segmentos também poderão se cadastrar para aceitar a moeda.</p>



<p>Antes do envio do projeto de lei à Câmara Municipal, a proposta passou por uma série de discussões públicas. Segundo Hermelino, foram realizadas reuniões com comerciantes, vereadores, lideranças políticas e a população em geral, além de audiência pública.</p>



<p>“Antes mesmo de tramitar o projeto, fizemos diversas rodadas de conversa com os mais diversos setores. A aceitação foi excelente por parte de todos”, afirmou.</p>



<p>O lançamento oficial da moeda está previsto para o final de março, durante a feira da agricultura familiar do município. Ainda assim, a gestão reconhece que o funcionamento prático da iniciativa só poderá ser avaliado após a implementação. “A gente só vai ter uma clareza da aceitação e do funcionamento quando a moeda começar de fato a rodar”, disse.</p>



<p>Atualmente, a Bahia conta com poucas experiências semelhantes. Além de Queimadas, Santa Bárbara, no Portal do Sertão, busca implantar uma moeda social, ainda em fase experimental; e Jaguarari, no Piemonte Norte do Itapicuru, também discute a implantação de um modelo semelhante.</p>



<p>Para Hermelino, a expectativa é que Queimadas possa se tornar referência regional. “O que a gente quer é que Queimadas seja um difusor desse conhecimento”, concluiu.</p>



<p>Fonte: Bahia Notícias / Foto: Reprodução / Redes Sociais</p>



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<iframe title="O IMPACTO DAS REDES SOCIAIS NA SAÚDE MENTAL" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/-Cm1LC7gAjo?start=5&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><br><br></p>



<p></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/prefeitura-de-queimadas-lanca-moeda-social-para-manter-dinheiro-na-cidade/">Prefeitura de Queimadas lança moeda social para manter dinheiro na cidade</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Livro oferece ferramentas para mitigar impactos das queimadas e efeitos na saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Dec 2024 15:20:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[mitigar impactos]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil registrou, até o último dia 15 de setembro, mais de 184 mil focos de incêndio, representando 51% de todos os focos detectados na América do Sul somente no ano de 2024, segundo o Banco de Dados de Queimadas (BDQueimadas) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Metade deles ocorreram na Amazônia. Os números, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil registrou, até o último dia 15 de setembro, mais de 184 mil focos de incêndio, representando 51% de todos os focos detectados na América do Sul somente no ano de 2024, segundo o Banco de Dados de Queimadas (BDQueimadas) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Metade deles ocorreram na Amazônia. Os números, além de apontarem um cenário preocupante para a biodiversidade do país, alertam para outro quadro que exige atenção: a saúde da população. &nbsp;</p>



<p>Para mitigar os efeitos das queimadas sobre a saúde pública, é importante propor soluções amparadas em bases de dados. “O acesso a informações qualificadas pelos gestores permite que as tomadas de decisões sejam realizadas com base em diagnósticos da situação em saúde e, assim, direcionar os recursos aos territórios prioritários&#8221;, destaca a coordenadora do Observatório de Clima e Saúde (Icict/Fiocruz) e uma das organizadoras do livro digital&nbsp;<a href="https://portolivre.fiocruz.br/curso-analise-de-situacao-de-saude-ambiental-asisa-queimadas" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>Curso Análise de Situação de Saúde Ambiental: Asisa-Queimadas</em></strong></a>, Renata Gracie.</p>



<p>O livro, lançado em 2024 e&nbsp;<a href="https://portolivre.fiocruz.br/curso-analise-de-situacao-de-saude-ambiental-asisa-queimadas" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>disponível gratuitamente</strong></a>, foi produzido a partir da experiência de três anos de execução do curso&nbsp;<em>Análise de Situação de Saúde Ambiental</em>&nbsp;<em>(Asisa)&nbsp;</em>com foco nas queimadas e incêndios florestais nos estados. Esse tipo de análise tem como missão auxiliar na tomada de decisões mais acertadas, diminuindo riscos e mobilizando recursos e meios para a redução dos impactos na saúde.</p>



<p>Voltado para profissionais de saúde, especialmente os de Vigilância em Saúde Ambiental (VSA) e do Vigiar, os cursos contribuíram para a análise da saúde da população em diferentes regiões, utilizando técnicas de análise espacial e geoprocessamento. Com o livro, a expectativa é ampliar o acesso a informações de qualidade no processo de tomada de decisão de gestores e trabalhadores diante de situações de queimadas e incêndios florestais.</p>



<p>“Com o livro, mais profissionais de saúde podem ter acesso aos conteúdos conceituais e práticas de técnicas utilizadas para a realização de análise de situação em saúde em queimadas e incêndios florestais. Isso permite que outras pessoas acessem este conhecimento e proponham decisões mais assertivas diante dessas situações”, indica a pesquisadora. Confira&nbsp;<a href="https://www.icict.fiocruz.br/content/pesquisadores-e-tecnicos-das-secretarias-estaduais-de-saude-analisam-os-impactos-das" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>a Nota Técnica</strong></a>&nbsp;produzida pelos profissionais de saúde participantes de um dos cursos Asisa.</p>



<p>Como o clima não afeta a saúde de forma direta, uma vez que essa relação é mediada por fatores sociais, econômicos, políticos e ambientais, é preciso analisar os efeitos das mudanças ambientais e climáticas a partir de diversos dados oriundos de diferentes fontes, que precisam ser organizados e integrados para a compreensão completa da situação.</p>



<p>A publicação aborda questões teóricas sobre mudanças climáticas, qualidade do ar, queimadas e seus impactos sobre a saúde humana e o Sistema Único de Saúde (SUS), além de aspectos práticos da análise de dados, como softwares, sistemas e aplicativos de georreferenciamento, bases de dados a serem utilizadas, cálculo da taxa de internação por doenças respiratórias, e exemplos de notas técnicas a serem produzidas.</p>



<p><strong>Fumaça das queimadas: impacto em todo o país &nbsp;</strong></p>



<p>Agosto foi o mês com o maior número de queimadas dos últimos dez anos. Reflexo de um conjunto de fatores, especialmente a maior seca já registrada no Brasil e a ação humana, as queimadas têm impactado inclusive quem mora bem longe de onde elas ocorrem. A cidade de São Paulo registrou índices alarmantes de qualidade do ar em setembro, efeito da fumaça vinda das regiões Norte e Centro-Oeste. Estados como Paraná e Rio Grande do Sul têm convivido com uma novidade: a água que desce dos céus está preta. A fuligem chega não apenas pelo ar, mas também pela chuva. &nbsp;</p>



<p>As queimadas florestais resultam na emissão de grandes quantidades de material particulado, além de outras substâncias que contribuem para a alteração da composição química da atmosfera. Essa combinação de fatores que inclui poluentes atmosféricos, temperatura, umidade e precipitação, define o tempo de residência dos poluentes na atmosfera, o que ajuda a explicar o transporte das partículas a longas distâncias.</p>



<p>Estudos do Observatório de Clima e Saúde mostram que essas impurezas, associadas às condições climáticas, podem agravar casos de doenças respiratórias e cardiovasculares. A publicação informa que “as mudanças e a variabilidade climática afetam a qualidade do ar por meio de diferentes vias, aumentando a produção de alérgenos e a concentração de ozônio e de partículas inaláveis”.</p>



<p><strong>Conhecer para saber como agir</strong></p>



<p>Apesar da queda de quase 70% no número de focos de queimadas, no último fim de semana (13 a 15/09), segundo o Inpe, o resultado das queimadas ainda deve ser observado com atenção. Em particular na Amazônia, onde as mudanças climáticas desenham um quadro que causa preocupação: a interação de queimadas sazonais e clandestinas, seca, aumento da temperatura média global, alteração do regime de chuvas, redução da produtividade florestal, concentração de gases poluentes, entre outras ações de impacto. Essas variáveis se intercalam e interagem entre si, tornando a situação cíclica. Um cenário que afeta principalmente aqueles em maior situação de vulnerabilidade, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças preexistentes.</p>



<p>Saber interpretar esse panorama e tomar decisões assertivas em momentos críticos é um dos objetivos do curso que deu origem ao livro. Compreender o comportamento das doenças respiratórias e cardiovasculares no território e suas relações com as queimadas e a variabilidade climática, a partir da análise de séries temporais e fatores de exposição, é uma das diretrizes destacadas na publicação. &nbsp;</p>



<p>O livro também incentiva a participação social local e regional, com ações de sensibilização e mobilização para aprofundar o conhecimento sobre o tema. “É importante a divulgação ampla destas informações para a sociedade civil, para que este grupo também possa cobrar medidas mais adequadas para os seus territórios”, lembra Renata. &nbsp;</p>



<p>O objetivo é criar ferramentas para um programa de vigilância em saúde ambiental que reduza incertezas e fortaleça as evidências dos efeitos da poluição na Amazônia brasileira sobre a saúde. Afinal de contas, o entendimento profundo dos efeitos das queimadas não são apenas uma necessidade, mas um imperativo para mitigar problemas de saúde, salvar vidas, proteger ecossistemas e garantir um presente e futuro menos vulnerável para toda a população.</p>



<p><strong>Serviço:</strong><br><em>Curso Análise de Situação de Saúde Ambiental: Asisa-Queimadas</em><br><em>Organização</em>: Renata Gracie e Jessica Muzy;<br>Editora do Icict/Fiocruz: Porto Livre;&nbsp;<br><a href="https://portolivre.fiocruz.br/curso-analise-de-situacao-de-saude-ambiental-asisa-queimadas" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Disponível gratuitamente no site da editora</strong></a>&nbsp;e também&nbsp;<a href="https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/64233" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>no repositório Institucional da Fiocruz, o Arca</strong></a>.&nbsp;</p>



<p>Fio Cruz / Foto: Divulgação</p>



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<p></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/livro-oferece-ferramentas-para-mitigar-impactos-das-queimadas-e-efeitos-na-saude/">Livro oferece ferramentas para mitigar impactos das queimadas e efeitos na saúde</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Brasil tem 22,38 milhões de hectares atingidos pelo fogo em nove meses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Oct 2024 13:18:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Setembro concentrou mais da metade de toda área queimada em 2024 Entre janeiro e setembro de 2024 o Brasil teve 22,38 milhões de hectares queimados pelos focos de incêndio que avançaram por todo país, mostrou o MapBiomas, no&#160;Monitor do Fogo&#160;divulgado nesta sexta-feira (11). Apenas em setembro foram 10,65 milhões de hectares – quase metade de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Setembro concentrou mais da metade de toda área queimada em 2024</p>



<p>Entre janeiro e setembro de 2024 o Brasil teve 22,38 milhões de hectares queimados pelos focos de incêndio que avançaram por todo país, mostrou o MapBiomas, no&nbsp;<em>Monitor do Fogo</em>&nbsp;divulgado nesta sexta-feira (11). Apenas em setembro foram 10,65 milhões de hectares – quase metade de toda a área atingida nos oito meses anteriores.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1615061&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1615061&amp;o=node"></p>



<p>O total equivale ao tamanho do estado de Roraima e é 150% maior que no mesmo período de 2023, quando o fogo atingiu 8,98 milhões de hectares. A vegetação nativa representa 73% da área queimada, principalmente formação florestal. Áreas de uso agropecuário também foram atingidas representando 20,5%.</p>



<p>Os estados Mato Grosso, Pará e Tocantins somaram mais da metade do território queimado e tiveram respectivamente 5,5 milhões, 4,6 milhões e 2,6 milhões de hectares atingidos pelo fogo. O município paraense de São Félix do Xingu foi o que mais queimou, seguido de Corumbá, no Mato Grosso do Sul.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Amazônia</h2>



<p>Dentre os biomas brasileiros, a Amazônia foi a mais afetada e representou 51% do total do que o fogo alcançou nos nove primeiros meses do ano. Foram 11,3 milhões de hectares queimados no período.</p>



<p>De acordo com a diretora de ciências do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, que coordena o MapBiomas Fogo, a crise dos incêndios na região em 2024 foi agravada&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2024-09/incendios-e-seca-na-amazonia-e-no-pantanal-batem-marcas-historicas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">por uma seca mais severa</a>&nbsp;decorrente da intensificação das mudanças climáticas.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Isso se reflete nos números de setembro, onde metade da área queimada na região foi em formações florestais.”</p>
</blockquote>



<p>A exemplo do que ocorreu em todo o país, o bioma amazônico queimou mais em setembro. Foram 5,5 milhões de hectares, dos quais 2,8 milhões eram de formação florestal. Entre as áreas em que o solo já havia sido convertido anteriormente pelo homem, as pastagens foram as mais afetadas pelo fogo, tendo 1,8 milhão de hectares queimados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cerrado</h2>



<p>Em nove meses, o Cerrado teve 8,4 milhões de hectares consumidos pelo fogo, dos quais 4,3 milhões queimaram em setembro, maior área afetada nos últimos cinco anos, para o mesmo mês.</p>



<p>“Setembro marca o pico da seca no Cerrado e isso torna o impacto do fogo ainda mais severo. Com a vegetação extremamente seca e vulnerável, o fogo se espalha rapidamente, resultando inclusive na baixa qualidade do ar nas cidades próximas”, explica Vera Arruda, pesquisadora no Ipam e coordenadora técnica do Monitor do Fogo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pantanal</h2>



<p>Na média dos últimos cinco anos, o Pantanal foi o bioma que observou maior aumento de área queimada nos nove primeiros meses do ano. O crescimento foi de 2.306% em 2024, na comparação com a média.</p>



<p>Foram1,5 milhão de hectares consumidos pelo fogo, dos quais 318 mil hectares foram atingidos no mês de setembro, quando 92% da área queimada foram de vegetação nativa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Outros biomas</h2>



<p>De todo o território afetado pelo fogo, a Mata Atlântica queimou 896 mil hectares, sendo a maioria, 71%, de área agropecuária. Já a Caatinga e os Pampas tiveram redução na área atingida por incêndios de janeiro a setembro de 2024, com respectivamente 151 mil hectares e 3,1 mil afetados.</p>



<p>Fonte: Agência Brasil / Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Artistas no mundo da pintura: suas experiências e inspirações" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/xnGWu7n1TjI?start=1035&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Queimadas: o agronegócio acende o fósforo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Sep 2024 19:27:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Jean Marc von der Weid Expansão desenfreada da fronteira agropecuária desde a ditadura transformou os incêndios economicamente motivados em rotina no Brasil. As consequências ambientais e sanitárias chegaram – e cobrem o país inteiro de fumaça Estamos assistindo há semanas (ou meses?) a mais espetacular estação de queimadas da história do país, ainda em curso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Jean Marc von der Weid</p>



<p>Expansão desenfreada da fronteira agropecuária desde a ditadura transformou os incêndios economicamente motivados em rotina no Brasil. As consequências ambientais e sanitárias chegaram – e cobrem o país inteiro de fumaça</p>



<p>Estamos assistindo há semanas (ou meses?) a mais espetacular estação de queimadas da história do país, ainda em curso e mais sinistra do que o Dia do Fogo de 2019 ou o mar de chamas de 2004. Já é um sinal preocupante para o meio ambiente do Brasil e, pela sua amplitude, do planeta, que tenhamos tal nome de batismo para o período de inverno. Mas a ocupação acelerada das fronteiras agrícolas pelo agronegócio, desde o tempo da ditadura militar, habituou-nos às imagens, cada vez mais gigantescas de florestas e outros ecossistemas sendo devorados pelas chamas ao longo de meses.</p>



<p>Nos anos setenta, foi um escândalo internacional a queimada de uma propriedade de cem mil hectares no Pará, pertencente à empresa alemã Volkswagen. No Brasil, este fato não chegou a ser notícia, a não ser quando denunciado no exterior ao ser detectado por fotografias de satélite.</p>



<p>De lá para cá, as queimadas viraram rotina e foram se expandindo, do arco de fogo subindo pelo mapa a partir do sul da Amazônia, do oeste do Mato Grosso ao leste do Pará, aos incêndios na intensa ocupação de Rondônia, Roraima e Acre e expandindo-se para o Cerrado e o Pantanal.</p>



<p>Nada disso é uma novidade na nossa história. Lembremos que o primeiro bioma a ser destruído foi a outrora pujante Mata Atlântica, derrubada a ferro e fogo desde os primórdios da colonização. A diferença é que a redução em mais de 90% da cobertura vegetal deste bioma, quase toda de floresta tropical de enorme biodiversidade, durou cinco séculos. O que estamos assistindo ocorre em menos de duas gerações.</p>



<p>Nestes dias, como foi o caso em 2019 e, menos intensamente, em outros anos, os ventos que trazem a umidade evaporada pela floresta amazônica para irrigar o Centro-Oeste e o Sudeste do Brasil, fenômeno hoje conhecido como “rios voadores”, passaram a empurrar uma densa fumaça negra produzida por milhões e milhões de hectares de vegetação, da floresta tropical amazônica às matas menos densas do Cerrado e os campos alagáveis do Pantanal, todos sequíssimos por sete meses de estiagem total. Além da fumaça gerada pela queima de áreas de pastagem, cuja cobertura vegetal original já foi devastada há mais tempo.</p>



<p>No mesmo momento em que ardem três biomas de nova fronteira agrícola, ardem também grandes áreas cultivadas com cana de açúcar no que foi o bioma Mata Atlântica, mais precisamente no centro-oeste paulista. Neste caso, a ocorrência é uma novidade, pelo menos desde 2007. A queima de canaviais em São Paulo só é fenomenal pelo fato de que o início da maior parte dos focos de incêndio foi simultâneo, como detectado pelas imagens de satélite.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Crimes?</h3>



<p>A gritaria na imprensa e nas redes sociais foi grande. O bolsonarismo acusou o MST nos incêndios em São Paulo, enquanto a esquerda acusava uma ação criminosa do agronegócio canavieiro neste estado e o pecuário na Amazônia, Cerrado e Pantanal visando desmoralizar a política de controle de desmatamento do governo Lula e manchar a imagem e a liderança do Brasil para a COP-30. Tudo seria orquestrado, a exemplo do domingo de fogo de 2019 e o agronegócio bolsonarista seria o criminoso a combater. Estas hipóteses têm que ser mais bem estudadas…</p>



<p>A meu ver, não há uma orquestração política criminosa nacional reunindo criminosos em todas as áreas de incêndio, quase que do Oiapoque ao Chuí. Muitos destes incêndios são, sem dúvida, atos criminosos cujos intuitos devemos analisar caso a caso. Mas outros são derivados de outro tipo de causa, natural ou não. E as condições naturais têm que ser levadas em conta para verificar o quanto da área queimada resulta de uma perda de controle de operações usando fogo e que são legais. E há situações que requerem investigação mais aprofundada de tipo policial.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Incêndios nos canaviais de São Paulo</h3>



<p>A suspeição de crime é estimulada pelas imagens de satélite, mostrando o surgimento de centenas de focos de fogo na região de Ribeirão Preto em um curtíssimo intervalo de tempo (horas). Além disso, circulou um vídeo de um caminhão de uma usina de açúcar e álcool, acompanhando trabalhadores uniformizados que incendiavam a palha seca sob os canaviais com o uso de maçaricos. A intenção criminosa parece comprovada, mas quem são os culpados? Os usineiros teriam algo a ganhar com a queima dos canaviais?</p>



<p>Os jornais têm apresentado estimativas das perdas dos usineiros que vão de 500 milhões a um bilhão de reais com os incêndios. Li mais de uma análise apontando para o fato de que a prática de queima dos canaviais era usual no passado e que os usineiros teriam voltado a utilizá-la. O argumento só se explica pela alta probabilidade de os autores serem leigos em matéria de economia e agronomia açucareira.</p>



<p>Até o final do século passado, havia uma polêmica entre os usineiros e entre os plantadores de cana, fornecedores de matéria prima para as usinas. Entre os usineiros havia uma crescente adesão às propostas técnicas da Embrapa que favoreciam a colheita mecanizada e o abandono da queima.</p>



<p>As vantagens eram múltiplas para o corte da cana crua (não queimada): mais restos de cultura (folhas e pontas) para incorporação nos solos, diminuindo a necessidade de adubação química, evitar as perdas em conteúdo de açúcar (chamado de brix) da ordem de 8% se as canas queimadas fossem processadas em menos de seis dias e muito mais se os prazos se alongassem, menores problemas com a rebrota das canas para a próxima safra, eliminação dos inimigos naturais da cigarrinha, praga maior dos canaviais.</p>



<p>As desvantagens estavam nos custos das operações de colheita. Se feitas com uso de mão de obra (boias frias), a quantidade de cana colhida por trabalhador por dia era três vezes menor do que com a cana queimada. Isto ocorre porque o trabalhador, em um canavial não queimado, tem que fazer três operações: cortar a cana, eliminar as folhas e pontas e amontoar. Isto cobrava contratar mais gente, já que é preciso aproveitar as canas no seu momento de maturação ideal para obter o máximo de açúcar (ou álcool). No balanço de perdas e ganhos, a economia de mão de obra, que estava escasseando no mundo rural paulista nos anos 70, acabava apontando para mais lucros com a queima.</p>



<p>A solução da mecanização foi adotada para eliminar este gargalo de mão de obra, mas as colheitadeiras disponíveis inicialmente tinham problemas de operação. A palhada da cana não queimada provocava o chamado embuchamento das máquinas, com frequente interrupção da colheita para limpar a vegetação acumulada nos dentes das colheitadeiras. Ou seja, a queima continuou por muito tempo na prática da colheita mecanizada, por facilitar o processo e torná-lo mais rápido. Entretanto, novas e mais avançadas máquinas vieram a superar este problema, mas o seu custo elevado fez com que muitas usinas e fornecedores de cana mantivessem a prática de queima e uso de mão de obra.</p>



<p>O câmbio tecnológico na cultura de cana em São Paulo foi acelerado com a desaparição dos fornecedores (que tinham mais restrições financeiras) e com a adoção da mecanização moderna pelas usinas, induzidas por uma legislação introduzida em 2006, proibindo a queima por razões de saúde pública devido à fumaça que se espalhava pelas zonas urbanas da região.</p>



<p>Os ganhos com o abandono da queima foram maiores do que os previstos inicialmente, entre outros o uso do bagaço das canas trituradas como combustível ou como matéria prima para polpa de papel, impossível com a cana queimada.</p>



<p>Vinte anos depois do abandono da queima em São Paulo parece totalmente improvável que os usineiros tenham decidido, em bloco, violar a lei enquanto perdem dinheiro com menor produtividade da cana queimada e outras perdas que seria longo detalhar.</p>



<p>Eliminada a hipótese absurda de capitalistas do agronegócio mais avançado do país estarem, literalmente, queimando dinheiro, fica a pergunta valendo um bilhão de reais: quem queimou os canaviais em Ribeirão Preto? E por que o fez?</p>



<p>A hipótese bolsonarista de uma ação terrorista do MST também é absurda. Queimar os canaviais não facilita o assentamento de Sem Terras. E como explicar o vídeo com o caminhão de uma usina, acompanhando empregados empenhados na queima com maçaricos? Com a palavra, a Polícia de São Paulo ou a Federal. Não tenho resposta, e considero a hipótese de que os usineiros teriam feito isto para provocar uma alta nos preços do açúcar no mercado internacional uma bobagem. Houve, de fato, uma alta de 3% no mercado de commodities em Nova Iorque, mas os ganhos não vão para as áreas queimadas, mas para quem não queimou.</p>



<p>Que fique claro que não estou aqui defendendo o agronegócio canavieiro. Este setor tem um histórico de desprezo pelo meio ambiente e pelos direitos dos trabalhadores, além de se escorar com frequência em subsídios e isenções de impostos. Mas não acredito que, neste caso, eles tenham responsabilidade nas queimadas, que significam perdas importantes nos seus lucros.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Amazônia em chamas</h3>



<p>O governo Lula, pela voz da ministra Marina Silva, proclamou uma redução de 46% no desmatamento da Amazônia no período entre agosto de 2023 e julho de 2024. Apesar deste resultado positivo, os índices de desmatamento no período Bolsonaro eram tão altos que, mesmo reduzida, a área atingida ainda era gigantesca.</p>



<p>O sucesso na redução do desmatamento foi atribuído pelo governo à retomada da fiscalização na região. É preciso, entretanto, analisar esta explicação com um grão de sal. Afinal de contas, o desmonte das instituições de defesa do meio ambiente, Ibama e ICMBio, no governo de Bolsonaro, foi enorme. Ambas as instituições estão com poucos funcionários e equipamentos e, além disso, passaram por um longo período de greve por salários e planos de carreira que paralisou as ações de fiscalização. Por outro lado, e veremos este ponto mais em detalhe mais adiante, o desmatamento em todos os outros biomas cresceu.</p>



<p>Porque o desmatamento caiu na Amazônia é algo que cobra uma análise mais aprofundada e eu não tenho elementos que respondam a esta pergunta. Tenho hipóteses, mas não fatos e dados. Teria havido uma concentração de esforços das agências de proteção ambiental neste bioma, com o consequente enfraquecimento nos outros? É improvável pois não se transfere pessoal de um lugar para outro tão facilmente. Terá havido um esgotamento da fome de terras da grilagem na Amazônia? Negativo. O histórico de desmatamento não indica que o processo esteja minimamente arrefecendo.</p>



<p>O único elemento novo a se considerar é a ameaça formulada pela União Europeia de impedir a importação de produtos agrícolas ou madeireiros oriundos de áreas desmatadas a partir de 2015, em todo o mundo. Esta decisão já foi tomada no Parlamento Europeu e já foi ratificada na grande maioria dos países membros do bloco e deve entrar em vigor em 2025. Esta decisão foi incluída nos debates do acordo UE/Mercosul no início do ano passado, gerando reações do agronegócio e do próprio governo Lula. Isto poderia explicar o recuo do agronegócio, mas seria surpreendente este gesto de antecipação de medidas antes mesmo que a decisão da UE esteja em vigor.</p>



<p>Para não confundir os leitores pouco afetos a estas práticas do agronegócio, esclareço que existem algumas etapas no que se chama, de forma geral, de desmatamento. O processo começa com a retirada da madeira de lei, seguido pelo chamado corte raso, feito com tratores de esteira arrastando grandes correntes deitando a vegetação, árvores de qualquer tamanho e arbustos no solo. A etapa seguinte, após um período de espera para a matéria vegetal secar, é a queima.</p>



<p>As queimadas na Amazônia ou em outros biomas não se reduzem às áreas em desmatamento. Queimam-se pastos para provocar a rebrota do capim e queimam-se áreas de matas nas bordas das florestas virgens. É menos comum a queima das próprias florestas virgens, tanto por eliminar os ganhos com madeira de lei como pelo fato de que florestas tropicais úmidas e densas são mais difíceis de queimar.</p>



<p>Se o desmatamento diminuiu significativamente, as queimadas na Amazônia cresceram muito. Para começar, a temporada de fogo começou mais cedo. Entre janeiro e julho de 2024 a área queimada aumentou 83% em relação ao mesmo período de 2023 e 38% a mais do que a média dos 10 anos anteriores.</p>



<p>A novidade, no período de janeiro a março de 2024, foi o descolamento entre as áreas de desmatamento recente (9% dos focos) e as áreas de floresta primária (34% dos focos). No primeiro trimestre de 2023, 5% das queimadas foram em áreas de floresta primária e 21% nas áreas de desmatamento recente. Não tenho os dados para o segundo trimestre, mas a tendência aponta para a continuidade da mudança no direcionamento dos focos de incêndio.</p>



<p>Isto pode ser explicado pelo fato de que as condições ambientais estarem favorecendo a queima nas florestas primárias, com um longo período de seca, altas temperaturas, baixa umidade do ar e ventos fortes. O resultado, intencional ou não, é que a redução do desmatamento, proclamada pelo Governo, foi comprometida pelo aumento da área de queima em florestas primárias. Pode não ter sido fogo ateado por grileiros e simplesmente o alastramento do fogo dos pastos para as áreas de borda das florestas primárias, encontrando condições para penetrar nestas últimas. Ou esta pode ser uma parte da explicação.</p>



<p>Em outra hipótese, a grilagem de terras que abre espaço para a expansão do agronegócio pecuário na Amazônia pode ter invertido as etapas do processo habitual, aproveitando as condições ambientais excepcionais para queimar primeiro e depois passar os tratores de esteira e correntes para retirar as árvores calcinadas restantes e semear pastagem. Isto vem ocorrendo de forma crescente nos últimos anos, a partir do aperfeiçoamento dos sistemas de controle por satélite do INPE, hoje capazes de captar e localizar em tempo real qualquer área de corte raso da floresta acima de 30 hectares. Este controle explicaria a troca do corte raso pela queimada direta, sobretudo em áreas onde foi retirada a madeira de lei, raleando a floresta e facilitando a queima.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Queimadas no Cerrado</h3>



<p>Neste bioma, o processo de desmatamento é mais simples e brutal, com o uso de fogo diretamente sobre a vegetação primária. Isto se explica pelo fato de que a cobertura vegetal desta região não oferece madeira de lei em quantidade tentadora para a exploração e pela maior facilidade da queima em matas menos densas, do tipo savanas arbóreas e arbustivas. O objetivo do agronegócio é focado na formação ou renovação de pastos, sendo que esta região concentra o segundo maior rebanho do país. Em termos percentuais, este é o bioma com a maior taxa de conversão da vegetação primária em pastagens, embora a Amazônia ganhe o primeiro lugar em valores absolutos de área alterada.</p>



<p>Em 2022/2023, queimaram 665 mil hectares da vegetação nativa do Cerrado. Neste bioma, 50% da cobertura vegetal original já foi desmatada, ou 100 milhões de hectares. A contribuição da queima para a devastação do Cerrado, no ano indicado acima, parece pequena (0,66%), mas ela se concentrou em uma das últimas fronteiras de vegetação ainda intocada, área comum a quatro estados – Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – o MATOPIBA, com 77% de todo o desmatamento no Cerrado. No período 2023/2024, o desmatamento (queimada) aumentou 16%, chegando a 771 mil hectares. Em anos do governo Bolsonaro, estes números foram mais espetaculares, mas lembremos que o período das queimadas está apenas começando.</p>



<p>As digitais do agronegócio criador de gado bovino estão nítidas em todo o processo de desmatamento na região mais ao norte do bioma, mas do centro ao sul é o agronegócio sojeiro que predomina.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O Pantanal no rumo acelerado de desaparição</h3>



<p>Os números para este bioma são assustadores. A área queimada aumentou 2362% em 2024, na comparação com o primeiro semestre de 2023 e 529% a mais em relação à média dos últimos cinco anos. E como a temporada do fogo apenas começou, eles podem piorar muito até o fim do ano. Espera-se que a área queimada chegue a 3 milhões de hectares. Estes dados estarrecedores indicam que o ano recorde de área queimada, 2020, já foi superado em 54%.</p>



<p>Os satélites apontam para um fato importante: 95% do fogo começa em propriedades privadas, prevalecendo as de criação de gado. O fogo já atingiu 57% do bioma pelo menos uma vez, sobretudo nos últimos 35 anos.</p>



<p>Segundo a Ministra Marina Silva, o que estamos assistindo é o processo de desaparição da maior planície alagada do mundo, que pode ocorrer antes do fim do século, numa visão otimista. A prolongada estiagem na região já é a mais extensa e intensa em 74 anos (40 anos na Amazônia). Com baixa expectativa de chuvas no próximo verão, as cotas de cheia dos rios e da planície alagável não vão ser alcançadas. Com isso, a rebrota da vegetação queimada não deve ocorrer e as condições para novas queimadas devastadoras vão se manter para os próximos anos. Ela queixou-se dos cortes orçamentários impostos pelo Congresso, deixando o Ibama e ICMBio sem condições de fiscalizar os focos de incêndio e sem o pessoal necessário para combatê-los.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Efeito fumaça?</h3>



<p>As temporadas de queimadas, aceitas como parte da realidade do agronegócio na Amazônia, Cerrado e Pantanal, há muito tempo tem sido um problema de saúde pública para as populações do Norte e Centro-Oeste, devido às grandes concentrações de fumaça. No resto do país, em anos “normais”, mal são notícia de jornais e televisões. Em anos de queimadas um pouco mais intensas, a fumaçada provoca a suspensão das operações de pouso e decolagem nos aeroportos destas regiões e as notícias no “sul maravilha” são mais frequentes. Mas, nos anos das grandes queimadas, que vem se tornando cada vez mais frequentes, é a fumaça nos narizes e pulmões de paulistas e fluminenses que faz a notícia ser manchete.</p>



<p>Embora a questão da saúde pública seja muito relevante, ela está longe de ser a mais grave para o país e para o planeta. A eliminação cada vez mais rápida das florestas tropicais e outras formações vegetais em escala gigante, abrange anualmente milhões de hectares, afeta o clima diretamente, tanto o local como o planetário.</p>



<p>A contribuição do Brasil para o aquecimento global provém, em 70%, do desmatamento e das queimadas e só é menor do que a dos Estados Unidos, China, União Europeia, Rússia e Índia, os maiores emissores de gases de efeito estufa a partir da queima de combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão).</p>



<p>O efeito do processo de desmatamento e queimada no Brasil é ainda mais rápido e intenso do que no resto do mundo. Nosso clima está mudando e estamos assistindo, nos últimos anos, uma sucessão de ondas de calor e secas mais intensas e extensas (em área atingida e em duração). O regime de chuvas, no Sul e no Sudeste, altamente dependente dos “rios voadores” (chuvas originadas na evaporação na região Amazônica e carregadas pelos ventos), tornou-se errático, com precipitações concentradas em algumas áreas (vide o caso mais recente do Rio Grande do Sul) e estiagens prolongadas no Sudeste. A agricultura do agronegócio já está fortemente afetada por este “novo normal” e as previsões são catastróficas para o futuro.</p>



<p>Outras perdas colossais são menos percebidas pelo público. A riquíssima biodiversidade vegetal e animal dos citados biomas vem sendo devastada por este processo, empobrecendo o futuro do país e do planeta.</p>



<p>Já foi citado acima o risco (próximo de uma triste certeza) da desaparição do Pantanal, mas pouca gente se dá conta do risco, anunciado pelos cientistas do INPE, da proximidade do chamado “ponto de não retorno” na capacidade de regeneração da floresta amazônica. Segundo esta avaliação, estamos a poucos anos do momento em que a maior floresta tropical do planeta vai colapsar, mesmo se o desmatamento e queimadas forem interrompidos bruscamente. Passado o ponto de inflexão, o bioma vai começar um processo irreversível de degeneração, involuindo para uma vegetação de savana arbórea e arbustiva, chegando até a um processo de desertificação. Para o resto do país o problema será uma crescente falta de chuvas, com o estancamento da formação dos rios voadores. Não é preciso dizer o que isto representa para a agricultura nas regiões mais produtivas do Brasil. A apregoada pujança do nosso agronegócio vai ser abalada, enterrando tanto exportações como o abastecimento alimentar da nossa população.</p>



<h3 class="wp-block-heading">E quem é o responsável por esta catástrofe anunciada?</h3>



<p>A resposta é sabida por todos os minimamente informados, mas não pelo público em geral, bombardeado pela propaganda do “agro é pop, agro é tech e agro é tudo”, louvando a pujança do agronegócio. O incrível neste quadro é a falta de reação dos setores do agronegócio do Sul e do Sudeste, que preferem apoiar toda e qualquer medida que facilite o processo de destruição em curso nos três biomas, que beneficia apenas a pecuária extensiva no Norte e no Centro-Oeste. Nos últimos 35 anos, 71 milhões de hectares de florestas foram transformadas em pasto só na Amazônia, hoje concentrando quase a metade do nosso imenso rebanho de mais de 216 milhões de cabeças de gado. Esta conversão vem crescendo em um contínuo, cada ano superando as médias dos anos anteriores.<br><br>As tentativas de controlar o desmatamento têm sido inúteis. Os Termos de Ajuste de Conduta e outros acordos com os frigoríficos (JBS, Minerva e Marfrig, e outros menores) estão em vigor há mais de 15 anos com efeito zero. Estes acordos impõem a compra de gado oriundo de áreas que não passaram por desmatamento desde 2010 e os frigoríficos garantem que estão cumprindo as regras, mostrando certificados de fornecedores de gado em pé que os abastecem. Entretanto, há um mecanismo para driblar o controle e os frigoríficos sabem muito bem explorá-los. O gado criado em pastos oriundos de desmatamento é vendido para outras fazendas para recria e engorda e estas estão, vamos dizer, “limpas”, fora da área de desmatamento. É puro cinismo.</p>



<p>A medida a ser adotada para um controle total é conhecida: colocar um&nbsp;<em>chip</em>&nbsp;de controle eletrônico em cada cabeça de gado, permitindo saber onde cada rês nasceu e por onde passou. Tecnicamente e economicamente isto é simples e relativamente barato, mas não é aplicado, simplesmente porque a maior parte do gado vem realmente de áreas desmatadas.</p>



<p>Quando a União Europeia decidiu que só vai comprar carne provinda de áreas não desmatadas foi exatamente esta medida de controle (rastreamento) que ela exigiu. A reação do agronegócio brasileiro como um todo, e de seus representantes na poderosa bancada ruralista no Congresso foi de ira, com protestos contra o que chamaram de “protecionismo” e “reserva de mercado”. E o governo Lula embarcou neste discurso, com o silêncio obsequioso da Ministra Marina Silva.</p>



<p>Se é espantoso que outros setores do agro não tenham apoiado esta medida (que já vem sendo discutida há tempos no Brasil), é ainda mais incompreensível que o governo Lula cerre fileiras para apoiar o agronegócio pecuário da Amazônia, do Cerrado e do Pantanal, entre outras razões (econômicas e ambientais) por ser foco do mais exacerbado bolsonarismo.</p>



<p>Ou talvez o governo esteja defendendo os grandes frigoríficos, com os quais já teve acordos importantes nos governos anteriores de Lula e Dilma. Alguém se lembra das imensas vantagens obtidas pela JBS para expandir seus negócios no exterior, na chamada política de “campeões nacionais” financiados pelo BNDES?</p>



<p>Atualmente, apoiar os frigoríficos é o mesmo que apoiar os pecuaristas que compraram terras baratas em áreas desmatadas por grileiros e que estão levando não só à destruição de três biomas, mas comprometendo o futuro de toda a nossa agricultura (sim, a familiar está sendo e será prejudicada também) e do país.</p>



<p>Fonte: Outra Saúde / Foto: Corpo de Bombeiros RJ</p>



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<p><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/queimadas-o-agronegocio-acende-o-fosforo/">Queimadas: o agronegócio acende o fósforo</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Queimadas: ameaça crescente à saúde pública</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 19:50:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo indica: fumaça de incêndios de mata causou 52 mil mortes prematuras na Califórnia em uma década, além de alastrar doenças crônicas. Poderiam os dados inspirar uma política que enfrente os efeitos da crise do fogo no Pantanal e na Amazônia sobre a saúde? O novo recrudescimento dos incêndios no Pantanal, desde a semana passada, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estudo indica: fumaça de incêndios de mata causou 52 mil mortes prematuras na Califórnia em uma década, além de alastrar doenças crônicas. Poderiam os dados inspirar uma política que enfrente os efeitos da crise do fogo no Pantanal e na Amazônia sobre a saúde?</p>



<p>O novo recrudescimento dos incêndios no Pantanal, desde a semana passada, voltou a pôr as consequências das mudanças climáticas sobre o Brasil em primeiro plano. A proporção da destruição é inaudita: se em uma semana 400 mil hectares do bioma já foram consumidos, a área afetada desde o início de 2024 chega a 1,3 milhão de hectares, ou 8,3% do bioma, indicam observações do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa-UFRJ).</p>



<p>Assim como em outros anos em que a tragédia do fogo no Pantanal se tornou particularmente aguda, como em 2020, as primeiras perdas que se destacam pelas imagens que vêm do Mato Grosso do Sul são as de caráter ambiental – afinal, as sequelas para a biodiversidade são imensas, e possivelmente irreparáveis. Contudo, esses eventos também representam um importante risco à saúde.</p>



<p>Já são bastante conhecidos da ciência os efeitos imediatos de queimadas como as que atingem o Pantanal sobre a saúde humana – em especial, elas se associam a um grande crescimento dos problemas respiratórios. Porém, uma nova pesquisa realizada no estado norte-americano da Califórnia, também particularmente afetado pelos incêndios florestais, traz novas informações sobre os efeitos de longo-prazo desse tipo de catástrofe sobre nosso bem-estar.</p>



<p>Publicado no periódico acadêmico&nbsp;<em>Science Advances&nbsp;</em>(ligado à revista estadunidense&nbsp;<em>Science</em>), o&nbsp;<a href="https://www.science.org/doi/pdf/10.1126/sciadv.adl1252">estudo</a>&nbsp;aponta que a fumaça dos incêndios está diretamente ligada a mais de 52 mil mortes prematuras na Califórnia entre 2008 e 2018, além de um número ainda maior de casos de condições crônicas como diabetes e aterosclerose na população local – uma associação que ainda não havia sido feita por nenhuma outra pesquisa de caráter epidemiológico naquele país. Seus autores destacam que, com o aumento das temperaturas e da aridez em todo o mundo, “a importância de políticas para gestão dos incêndios só crescerá”.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Os riscos descobertos na Califórnia</strong></h3>



<p>No centro da investigação liderada por Rachel Connolly e Michael Jerrett, pesquisadores da Escola de Saúde Pública da University of California, Los Angeles (UCLA), está a grande profusão de componentes químicos presentes na fumaça dos incêndios, oriunda do material que o fogo consumiu.</p>



<p>As chamadas&nbsp;<em>partículas finas</em>&nbsp;(no jargão científico, PM<sub>2.5</sub>), que se fazem presentes no ar em grande concentração nas queimadas, reúnem uma série de substâncias tóxicas – sua inalação pelas pessoas, além de rapidamente causar crises respiratórias, é que estaria associada às mortes prematuras e ao desenvolvimento de problemas crônicos, para os estudiosos. “Análises epidemiológicas baseadas em admissões a hospitais no sul da Califórnia sustentam as evidências toxicológicas, pois trazem conclusões que indicam que a fumaça das queimadas é até 10 vezes mais danosa à saúde humana do que partículas finas de outras origens”, eles dizem, além de ter maior impacto sobre a mortalidade.</p>



<p>Os pesquisadores propõem que metodologias de observação dos efeitos dos incêndios sobre a saúde mais concentradas em seus efeitos imediatos dificultaram a identificação de sua associação a doenças crônicas. Acompanhar por vários anos moradores de regiões da Califórnia afetadas diretamente e indiretamente pelo fogo ajudou a “capturar tanto a contribuição de longo-prazo da poluição do ar para a formação de doenças quanto a mortalidade aguda que ocorre quando indivíduos mais suscetíveis são expostos a concentrações mais altas de PM<sub>2.5</sub>&nbsp;ao longo de dias”, como no caso das queimadas.</p>



<p>Por isso, outros modelos acabariam “subestimando os efeitos [da fumaça], porque deixam de considerar a contribuição acumulada da PM<sub>2.5&nbsp;</sub>para doenças crônicas como aterosclerose, asma, perdas na função pulmonar e diabetes”. Essa contribuição estaria ligada principalmente às inflamações causadas pelas partículas finas no corpo, que estimulariam o desenvolvimento dessas condições.</p>



<p>Apesar disso, eles apontam que não são só aqueles que moram nas regiões de incêndios que são afetados por eles. Como podem lembrar os que viram a fumaça da Amazônia&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/08/19/dia-vira-noite-em-sao-paulo-com-chegada-de-frente-fria-nesta-segunda.ghtml">cobrir o céu de São Paulo</a>&nbsp;quando das queimadas de 2019, a distância geográfica do fogo não basta para estar a salvo de seus efeitos. O estudo californiano frisa que os componentes químicos da fumaça podem viajar centenas ou mesmo milhares de quilômetros e mesmo assim afetar a saúde daqueles que os aspirarem.&nbsp;</p>



<p>“Ainda que o fogo esteja em áreas mais rurais, os impactos na mortalidade são mais profundos em centros populosos, como o condado de Los Angeles e a área da Baía de San Francisco […], já que a fumaça pode se deslocar para esses locais”, diz o artigo. Por isso, eles apontam, uma política clara para enfrentar a multiplicação dos incêndios na Califórnia nas últimas quatro décadas é urgente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Enfrentaremos o problema no Brasil?</h3>



<p>No Brasil, a escala do problema das queimadas também só cresceu nos últimos anos. A atual crise no Pantanal dá sinais de que uma resposta institucional pode estar surgindo, após anos de negligência. Na quarta-feira da semana passada (31/7), em visita à região do Mato Grosso do Sul mais afetada pela atual onda de incêndios, o presidente Lula&nbsp;<a href="https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/noticias/ultimas-noticias/presidente-lula-sanciona-politica-nacional-de-manejo-integrado-do-fogo">sancionou</a>&nbsp;a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo.</p>



<p>À&nbsp;<em>Folha</em>, representantes de duas organizações da sociedade civil que atuam na defesa da biodiversidade pantaneira elogiaram a estratégia contra as queimadas do Governo Federal, apontando que ela está “<a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2024/08/fogo-atinge-santuarios-de-animais-no-pantanal-em-cenas-que-repetem-tragedia-de-2020-veja-fotos.shtml">mais robusta</a>” do que as ações da administração Jair Bolsonaro em 2020.&nbsp;<a href="https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/noticias/ultimas-noticias/presidente-lula-sanciona-politica-nacional-de-manejo-integrado-do-fogo">Segundo</a>&nbsp;o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), um aspecto decisivo da nova Política Nacional é que ela incorpora os saberes tradicionais e as práticas acumuladas pela experiência dos trabalhadores desse órgão e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) no combate ao fogo.</p>



<p>Assim, o avanço vem em boa hora – mas não se pode perder de vista a magnitude realmente gigantesca do problema que deverá ser enfrentado por essa (e outras) políticas. Também cabe lembrar que a alta das queimadas não é um crime sem culpados: as mudanças climáticas&nbsp;<em>provocadas pela ação humana&nbsp;</em>intensificaram em 40% os incêndios florestais no Pantanal,&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2024/08/08/mudancas-climaticas-intensificam-em-40percent-incendios-florestais-no-pantanal-diz-estudo.ghtml">diz</a>&nbsp;recente estudo. Ainda vale dizer que a recente&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2024/07/04/stj-determina-fim-da-greve-dos-servidores-do-ibama-e-do-icmbio">conduta do Governo Federal</a>&nbsp;frente aos grevistas do Ibama e do ICMBio foi, para dizer o mínimo, descompassada com a importância desses servidores para o país.</p>



<p>O alerta do estudo californiano sobre os efeitos de longo prazo da fumaça dos incêndios florestais sobre a saúde das pessoas pode ser um bom mote para a intensificação das ações que enfrentam o alastramento dessas catástrofes climáticas, como sugerem os pesquisadores – ou, quem sabe, até mesmo o início da formulação de uma política de saúde especificamente voltada para as populações afetados pelas queimadas, um contingente que só cresce.</p>



<p>Fonte: Outra Saúde / Foto: Joédson Alves/Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Eleição 2024: discutindo pontos fundamentais que atendam os anseios da população" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/LOIC99W0xJA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/queimadas-ameaca-crescente-a-saude-publica/">Queimadas: ameaça crescente à saúde pública</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Policial Militar acusado de matar jovem em julho do ano passado vai a júri popular</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2024 10:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cabo da Polícia Militar, Edmilson Bispo da Silva, acusado de assassinar um jovem de 20 anos, vai a júri popular. A decisão foi assinada na segunda-feira (6) pelo juiz Armando Duarte Mesquita Júnior.&#160;O crime aconteceu no dia 20 de julho de 2023, na zona rural do município de Queimadas. A vítima foi&#160;Alberto dos Santos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O cabo da Polícia Militar, Edmilson Bispo da Silva, acusado de assassinar um jovem de 20 anos, vai a júri popular. A decisão foi assinada na segunda-feira (6) pelo juiz Armando Duarte Mesquita Júnior.&nbsp;O crime aconteceu no dia 20 de julho de 2023, na zona rural do município de Queimadas. A vítima foi&nbsp;Alberto dos Santos Pereira.</p>



<p>“Destarte, restam demonstrados suficientemente que os indícios da autoria do crime recaem sobre o denunciado, especialmente porque não há nenhum elemento de cognição que afaste por completo a versão acusatória. As provas produzidas revelaram-se coesas, seguras e convergentes, formando, portanto, um conjunto probatório unitário e coerente, indicando que o acusado teria, supostamente, praticado as infrações que lhe são imputada”, escreveu o magistrado.</p>



<p>O policial que <strong>foi detido durante uma operação em 6 de setembro, ou seja, menos de 2 meses após o crime</strong>, vai responder por homicídio qualificado, por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa do ofendido. Além disso, foi denunciado por furto, já que o celular da vítima teria sumido do local onde o homicídio aconteceu.</p>



<p>Testemunhas de acusação e defesa, além do próprio policial, foram ouvidas em duas audiências de instrução e julgamento, ocorridas entre os meses de fevereiro e março. Edmilson Bispo negou o homicídio, e disse não entender o motivo de estar sendo acusado. Principal testemunha, o irmão que estava com Alberto no momento da ação argumentou em juízo que viu o PM descer de um veículo e disparar diversas vezes contra o jovem.</p>



<p>Ainda não há uma data para que o júri popular ocorra. Na mesma decisão, o juiz Armando Mesquita manteve a prisaão preventiva do policial militar.</p>



<p><strong>CASO</strong></p>



<p><strong>Alberto estava saindo da lavoura, com seu irmão, quando foi surpreendido por dois homens, que estavam em um veículo</strong>. O cabo Bispo, que não usava nenhum tipo de capuz, teria mandado ambos correrem e atirou. Alberto morreu na hora, enquanto o outro rapaz conseguiu escapar. Ele é a principal testemunha.</p>



<p>Foi o pai deles dois, Adão, quem teve a coragem de denunciar. “Eu quero que a Corregedoria de Senhor do Bonfim veja isso. O policial Bispo matou o meu menino”, gritou, em vídeo feito no momento em que o corpo ainda aguardava a remoção realizada pelo Departamento de Polícia Técnica. Essa imagem viralizou nas redes sociais.</p>



<p>O Ministério Público da Bahia disse que a motivação do homicídio foi um desentendimento entre vítima e suspeito, nos festejos de Queimadas. O cabo teria ficado com raiva e resolveu descontar meses depois.</p>



<p>Fonte: Notícias de Queimadas Foto: Reprodução</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/policial-militar-acusado-de-matar-jovem-em-julho-do-ano-passado-vai-a-juri-popular/">Policial Militar acusado de matar jovem em julho do ano passado vai a júri popular</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Fazendeiro, filho e funcionário sofrem sequestro relâmpago na zona rural de Queimadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Feb 2024 10:47:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os criminosos abandonaram as vítimas e levaram o carro e a quantia de R$ 31 mil. O veículo foi abandonado poucos quilometros depois Um homem identificado como Cremilton José Ramos de Souza foi vítima de um sequestro relâmpago, na segunda-feira (12), em Queimadas, na região sisaleira. As informações são do site Notícias de Santaluz. Conforme [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os criminosos abandonaram as vítimas e levaram o carro e a quantia de R$ 31 mil. O veículo foi abandonado poucos quilometros depois</p>



<p>Um homem identificado como Cremilton José Ramos de Souza foi vítima de um sequestro relâmpago,  na segunda-feira (12), em Queimadas, na região sisaleira. As informações são do site Notícias de Santaluz.</p>



<p>Conforme a polícia, Cremilton relatou que seguia para sua fazenda com o filho e um funcionário em uma caminhonete  Toyota Hilux, quando foram abordados por cinco homens armados e encapuzados, na estrada que liga a sede do município ao distrito Riacho da Onça.</p>



<p>Ainda de acordo com informações da polícia, os criminosos seguiram com as vítimas até as proximidades do povoado Jacurici da Leste, no limite territorial entre as cidades de Queimadas e Itiúba, onde invadiram uma casa e fizeram mais quatro reféns.</p>



<p>A reportagem apurou que os assaltantes deixaram as vítimas na residência e fugiram levando a caminhonete de Cremilton mais uma quantia de R$ 31 mil. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.</p>



<p>Equipes da Polícia Militar de Queimadas, Cansanção e Nordestina fizeram rondas na região e encontraram o carro utilizados pelos criminosos no começo da ação. O veículo estava abandonado nos arredores do Jacurici da Leste. Nenhum suspeito foi localizado.</p>



<p>A PM informou que encaminhou as vítimas para registrarem um boletim de ocorrência. A Polícia Civil deve instaurar um inquérito para investigar o caso.</p>



<p>De acordo com apuração do Notícias de Santaluz, Cremilton é irmão do ex-prefeito da cidade de Tanquinho, na região metropolitana de Feira de Santana, Jorge Flamarion Ramos de Souza.</p>



<p>Fonte: Calila Notícias</p>



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<iframe title="Uma análise sobre os pecados da mente" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/kE3f3P0Jp3M?start=2&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Queimada é crime com Manoel Hito no Bate Papo na City</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Nov 2023 14:55:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Bate Papo na City]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá]]></category>
		<category><![CDATA[Crime]]></category>
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		<category><![CDATA[meioambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Terça, 21 de novembro de 2023 O Bate-Papo na City desta terça-feira (21) receberá Manoel Hito &#8211; Abomproci/MH assessoria e treinamentos . O tema a ser abordado será : Queimada é crime! o Bate Papo na City iniciará às 19h e você pode acompanhar pelo Facebook e YouTube do Ipirá City, pela @radiowebipiracity e pela rádio @ipirafm Siga o nosso&#160;Instagram, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Terça, 21 de novembro de 2023</p>



<p>O Bate-Papo na City desta terça-feira (21) receberá <strong>Manoel Hito &#8211; Abomproci/MH assessoria e treinamentos .</strong> O tema a ser abordado será : <strong>Queimada é crime! </strong>o Bate Papo na City iniciará às 19h e você pode acompanhar pelo Facebook e YouTube do Ipirá City, pela <a href="https://www.instagram.com/radiowebipiracity/?hl=pt">@radiowebipiracity</a> e pela rádio <a href="https://www.instagram.com/ipirafm/?hl=pt">@ipirafm</a></p>



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<p>Obs.: Caso o ganhador seja de fora do município de Ipirá, os custos do envio pelos correios será exclusivamente do ganhador. EXTREMAMENTE NECESSÁRIO SEGUIR TODAS AS REGRAS.</p>



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