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	<title>regulação concorrencial |</title>
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	<title>regulação concorrencial |</title>
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		<title>Governo Federal envia à Câmara projeto para regulação concorrencial das big techs</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Sep 2025 11:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resultado de dois anos de estudos, proposta é inspirada em boas práticas globais para promoção da concorrência em mercados digitais A apresentação do PL pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e outros ministros. Além de Fazenda e Casa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Resultado de dois anos de estudos, proposta é inspirada em boas práticas globais para promoção da concorrência em mercados digitais</p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação do PL pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e outros ministros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de Fazenda e Casa Civil, fazem parte do grupo técnico o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Advocacia-Geral da União (AGU), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Fazenda propõe ajustes no Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC &#8211;&nbsp;<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12529.htm">Lei nº 12.529/2011&nbsp;</a>) para que sejam inseridos novos instrumentos pró-competitividade direcionados a plataformas consideradas “sistemicamente relevantes”, de acordo com o texto do projeto, possibilitando a criação de novos mecanismos para impedir o abuso de poder econômico por grandes plataformas digitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto busca prevenir práticas que prejudiquem a livre concorrência e garantir mais transparência, equilíbrio e liberdade de escolha, além de menores preços, a consumidores e empresas. A ideia é corrigir distorções, baratear serviços e preservar o espaço para inovação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Pinto, “essas plataformas alteraram a natureza econômica e as estratégias competitivas dos mercados. O arcabouço antitruste tradicional não tem as ferramentas necessárias para lidar com as complexas dinâmicas das&nbsp;<em>big techs&nbsp;</em>”. Para ele, “o que se vê, atualmente, são ecossistemas digitais cujo controle pode ficar cada vez mais centralizado com impactos sistêmicos na economia”, explica</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Designação e obrigações</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O Projeto de Lei cria dois processos administrativos no âmbito do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade): a designação de plataformas de relevância sistêmica para mercados digitais e a determinação de obrigações especiais para as plataformas designadas. De acordo com o PL, o Cade deverá fazer essa designação a partir de características qualitativas, além de observar um piso mínimo de faturamento —acima de R$ 5 bilhões anuais no Brasil e R$ 50 bilhões em termos globais. A designação será feita caso a caso, mediante instauração de processo administrativo e sujeita à aprovação do Tribunal do Cade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta enfoca apenas grandes atores de mercado, em linha com as boas práticas globais, conforme explica o diretor de Programa da SRE-MF, Alexandre Ferreira: “Estima-se que sejam designadas de cinco a dez plataformas que operam no Brasil”. Ferreira acrescentou que poderão ser considerados fatores como número de usuários, posição estratégica para o desenvolvimento de negócios de terceiros, presença em mercados de múltiplos lados, integrações verticais (controle de diferentes etapas da cadeia de produção), acesso a grande volume de dados e poder de mercado associado a efeitos de rede.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o PL, as plataformas poderão ser submetidas a regras prévias de transparência, obrigações, proibições e procedimentos específicos. Assim como na designação, a determinação de obrigações especiais às plataformas digitais será submetida à aprovação colegiada do Tribunal do Cade, que deverá especificar as obrigações e determinar multa em caso de descumprimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Está prevista, inclusive, a criação da Superintendência de Mercados Digitais (SMD), unidade especializada no Cade para tratar dos novos procedimentos relacionados às plataformas de relevância sistêmica em mercados digitais. A nova unidade será responsável por monitorar mercados digitais, instruir os processos de designação de agentes econômicos e de determinação de obrigações especiais, submetendo-os ao Tribunal do Cade, além de observar o cumprimento das obrigações e investigar possíveis violações (postulação qualificada).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Participação social</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta também introduz importantes mecanismos de participação social e de transparência, ao prever que a Superintendência de Mercados Digitais, antes de recomendar a designação ou a determinação de obrigações especiais, em um caso específico, realize audiência pública e conceda prazo para envio de contribuições por qualquer interessado, previamente ao encaminhamento do processo ao Tribunal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As plataformas designadas deverão submeter relatórios de conformidade, detalhando o cumprimento das obrigações especiais a elas determinadas, que serão divulgados pela SMD. Qualquer interessado poderá encaminhar ao Cade manifestação sobre o cumprimento das obrigações especiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns exemplos práticos de possíveis obrigações especiais são o impedimento de que a plataforma favoreça seus próprios produtos e serviços nos resultados das buscas, exigindo transparência sobre os critérios que determinam a posição de um item no topo; facilitação da portabilidade de dados para outros serviços; permissão para integração de aplicativos concorrentes; notificação ao Cade sobre aquisições de&nbsp;<em>startups&nbsp;</em>que possam reduzir a concorrência, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos casos de desrespeito a essas obrigações, o Cade abrirá processo, investigará, ouvirá as partes e decidirá caso a caso. Todo procedimento deverá ser feito de forma transparente e com participação pública — manifestação preliminar, audiência e envio de contribuições por parte da sociedade. As decisões serão motivadas e passarão por escrutínio técnico, com espaço para defesa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta, que foca na realidade econômica brasileira, considera boas práticas globais — principalmente da Alemanha, do Reino Unido e do Japão&nbsp;<strong>.&nbsp;</strong>O projeto do Ministério da Fazenda não contempla regras referentes a conteúdos distribuídos pelas plataformas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O foco é o aprimoramento do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência. O monopólio e as práticas de algumas grandes plataformas digitais fazem com que consumidores e usuários profissionais — como empreendedores, pequenas e grandes empresas — paguem mais caro por serviços e assinaturas em aplicativos baixados nas lojas de apps como&nbsp;<em>games&nbsp;</em>e&nbsp;<em>streaming&nbsp;</em>, por exemplo, assim como por pagamentos feitos por aproximação, com os celulares”, explicou Ferreira. “Há taxas embutidas que são repassadas aos consumidores e encarecem o desenvolvimento de soluções digitais ou dificultam a oferta de serviços como carteiras digitais e o Pix por aproximação”, completou.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Histórico</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Iniciados em 2023, os estudos da Secretaria de Reformas Econômicas foram aprofundados a partir de uma&nbsp;<a href="https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2024/janeiro/ministerio-da-fazenda-promove-consulta-sobre-regulacao-economica-e-concorrencial-de-plataformas-digitais">tomada de subsídios&nbsp;</a>, realizada no primeiro semestre de 2024, que resultou em mais de 300 contribuições de 72 participantes, oriundos de oito países além do Brasil, com diversos perfis. A proposta do MF também está em linha com as contribuições técnicas enviadas pelo Cade durante o período de tomada de subsídios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outubro de 2024, a&nbsp;<a href="https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2024/outubro/ministerio-da-fazenda-apresenta-propostas-para-aprimorar-a-defesa-da-concorrencia-no-ambiente-de-plataformas-digitais">SRE lançou&nbsp;</a>o&nbsp;<a href="https://www.gov.br/fazenda/pt-br/central-de-conteudo/publicacoes/relatorios/sre">relatório&nbsp;</a>“Plataformas Digitais: aspectos econômicos e concorrenciais e recomendações para aprimoramentos regulatórios no Brasil”, base para a proposta apresentada ao Congresso Nacional. O&nbsp;<a href="https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2025/abril/fazenda-conquista-premio-internacional-com-estudo-sobre-defesa-da-concorrencia-e-plataformas-digitais">estudo foi vencedor no Prêmio de Redação Antitruste 2025&nbsp;</a>(&nbsp;<em>Antitrust Writing Awards&nbsp;</em>, no original em inglês), na categoria&nbsp;<em>Soft Law &amp; Studie&nbsp;</em>s, subcategoria Américas, em abril deste ano. A premiação é considerada uma das mais importantes do mundo para a defesa da concorrência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a target="_blank" href="https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2025/setembro/governo-federal-envia-a-camara-dos-deputados-projeto-para-regulacao-concorrencial-das-big-techs" rel="noreferrer noopener">Link: https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2025/setembro/governo-federal-envia-a-camara-dos-deputados-projeto-para-regulacao-concorrencial-das-big-techs</a></p>



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