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	<title>relações trabalhistas |</title>
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		<title>Peças discutem as relações trabalhistas no Brasil atual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Oct 2024 15:22:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Espetáculos fazem parte do “Circuito Tusp de Teatro”, que acontece neste fim de semana no campus da USP de Bauru Neste fim de semana, o Teatro da USP (Tusp) promove em Bauru (SP) a 21ª edição do&#160;Circuito Tusp de Teatro. Nesta sexta-feira, sábado e domingo, dias 11, 12 e 13, sempre às 19 horas, três [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Espetáculos fazem parte do “Circuito Tusp de Teatro”, que acontece neste fim de semana no campus da USP de Bauru</p>



<p>Neste fim de semana, o Teatro da USP (Tusp) promove em Bauru (SP) a 21ª edição do&nbsp;<em>Circuito Tusp de Teatro</em>. Nesta sexta-feira, sábado e domingo, dias 11, 12 e 13, sempre às 19 horas, três peças trazem para o palco discussões sobre o trabalho e seus desdobramentos sociais. Os espetáculos acontecem no teatro da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, com entrada grátis.</p>



<p>Nesta sexta, dia 11, o primeiro espetáculo,&nbsp;<em>Ópera Febril</em>, vem de São José dos Campos (SP) com a Cia. do Trailer. Aprofundando os experimentos em teatro documentário, associados ao interesse de debater as condições sociohistóricas da cidade de São José dos Campos em sua interconexão com as estruturas sociais, o grupo investigou o desenvolvimento naquela cidade da Tecelagem Parahyba, a partir das condições dos trabalhadores. Para tanto, leituras filosóficas, como as do filósofo coreano radicado na Alemanha Byung Chul-Han sobre a sociedade contemporânea, promovem um pano de fundo para a discussão performática e documental que enlaçam o local e o global, o passado e o presente, e a permanente exploração dos trabalhadores.</p>



<p><em>Ópera Febril</em>&nbsp;mergulha na essência do trabalho, desde a sociedade fabril até os dias atuais, explorando suas nuances e desafios contemporâneos. A encenação transporta o público por dois momentos cruciais na evolução da exploração do trabalho.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_813475"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/10/20241009_circuito-tusp-3.jpg" alt="Pessoas num palco em que uma carta manuscrita está projetada na parede." class="wp-image-813475"/><figcaption class="wp-element-caption">Cena de&nbsp;<em>Ópera Febril</em>&nbsp;– Foto: Letícia Ferreira/Divulgação/Tusp</figcaption></figure>



<p>Primeiro, o público é levado ao cerne da fábrica, uma instituição que simboliza condições de trabalho dúbias, com alta demanda de produtividade e poucas seguridades, além de um sistema opressivo. Em outro momento, questiona-se a ideia dissimuladamente libertária do “patrão de si mesmo”, em que a voz interna do trabalhador o persuade a se entregar totalmente ao trabalho, sacrificando seu bem mais precioso: o tempo.</p>



<p>No sábado, dia 12, será exibida a peça&nbsp;<em>Três Pratos de Trigo para Três Palhaces Tristes</em>, da Trupe Tópatu de São Carlos. A peça não utiliza palavras e, por meio de uma trilha sonora original, criada por Alexandre Scarpelli, as três figuras tristes vivem em um local empoeirado e envelhecido, materializado pelo cenário e adereços de Anny Lemmos e figurinos de Daniele Busatto. Com dramaturgia de Bruno Garbuio, a peça tem como referências o psicodrama&nbsp;<em>Palhaços</em>, de Timochenco Wehbi, de onde veio a inspiração para o local do drama, os bastidores de um circo. As ideias de exaustão, desempenho e cansaço foram inspiradoras para as imagens dramatúrgicas e vieram do ensaio&nbsp;<em>A Sociedade do Cansaço</em>, de Byung-Chul Han. Já a ideia de ausência do ócio e da fantasia na sociedade contemporânea – devido à experiência temporal ditada pelo neoliberalismo – vieram da obra&nbsp;<em>O Tempo e o Cão – A Atualidade das Depressões</em>, da psicanalista Maria Rita Kehl.</p>



<p>Em&nbsp;<em>Três Pratos de Trigo para Três Palhaces Tristes</em>, a Trupe Tópatu buscou experimentar a palhaçaria na contramão da ideia comum do chiste, daquela figura cômica por excelência que se envolve em situações sem lógica ou bobas. Essa não é uma peça que busca ser divertida. O riso acaba sendo uma consequência de outra ordem que não a da piada ou&nbsp;<em>gag</em>&nbsp;de palhaçaria.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_813474"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/10/20241009_circuito-tusp-2.jpg" alt="Homem deitado lendo um livro." class="wp-image-813474"/><figcaption class="wp-element-caption">Cena de&nbsp;<em>Sacarose</em>&nbsp;– Foto: Divulgação/Tusp</figcaption></figure>



<p>Fechando a programação, no domingo, dia 13, será apresentada&nbsp;<em>Sacarose</em>, solo de Edu Rosa, que, com o tema do açúcar, constitui um cruzamento entre as memórias pessoais de Rosa e as memórias históricas do Brasil. O artista é oriundo de uma família de migrantes nordestinos que vieram para o interior paulista para trabalhar nas usinas açucareiras da região. Durante sua infância e adolescência, ele testemunhou os abusos trabalhistas estabelecidos entre as usinas e seus familiares, ex-boias-frias. A peça opera no limite entre realidade e ficção, fazendo uso de depoimentos dos familiares do artista, em contraste à figura de um narrador que busca trazer para a cena a discussão sobre vestígios de passado colonial que se mantém em vigência no tempo presente. Rosa, que testemunhou durante sua infância e adolescência a experiência de sua família no corte de cana-de-açúcar, percorre junto ao público as inquietações que o conduziram durante o processo criativo da peça: “Sacarose é açúcar. Quando eu penso em açúcar, penso em abusos trabalhistas”, diz ele.</p>



<p>Na peça, Rosa associa esses abusos às condições degradantes do trabalho escravo e os define como “restos mal elaborados do nosso passado”. Com essa premissa, ele traça um paralelo entre a história da cana no Brasil e sua história pessoal. Com isso, busca colocar em cena um olhar para uma das maiores contradições da sociedade brasileira, simbolizada por essa planta que gerou grande progresso e foi o canal para o Brasil se tornar o maior mercado de escravizados do mundo, como Rosa destaca.</p>



<p>O&nbsp;<em>21º Circuito Tusp de Teatro</em>&nbsp;é realizado graças a uma parceria entre o Tusp, a Prefeitura do Campus da USP de Bauru (PUSP-B) e a FOB.</p>



<p><em>O&nbsp;</em>21º Circuito Tusp de Teatro<em>&nbsp;acontece nesta sexta-feira, sábado e domingo, dias 11, 12 e 13, sempre às 19 horas, no Teatro Universitário da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP (Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75, Cidade Universitária, em Bauru). A entrada é grátis, mas pede-se a doação de um litro de leite, que será destinado a organizações assistenciais de Bauru e região. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (14) 3235-8394.</em></p>



<p>Fonte: Jornal da USP / <em>Luís Victorelli, de Bauru</em></p>



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