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	<title>resistencia |</title>
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	<title>resistencia |</title>
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		<title>Populares exaltam tradição, resistência e cultura durante cortejo do 2 de Julho em Salvador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 18:57:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quinta-feira, 02/07/2026 &#8211; 14h00 Por&#160;Ronne Oliveira / Lucas Vieira O cortejo do 2 de Julho reuniu milhares de pessoas nas ruas do Centro Histórico de Salvador na manhã desta quarta-feira (2). Além da presença de autoridades e lideranças políticas, populares aproveitaram a celebração da Independência da Bahia para exaltar a tradição da data, a cultura [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Quinta-feira, 02/07/2026 &#8211; 14h00</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Ronne Oliveira / Lucas Vieira</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O cortejo do 2 de Julho reuniu milhares de pessoas nas ruas do Centro Histórico de Salvador na manhã desta quarta-feira (2). Além da presença de autoridades e lideranças políticas, populares aproveitaram a celebração da Independência da Bahia para exaltar a tradição da data, a cultura baiana e defender causas sociais durante o percurso.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Participando do cortejo pela primeira vez, Luciano afirmou que o maior significado da festa está na resistência do povo baiano. &#8220;O que simboliza para mim é a gente continuar lutando pela resistência, ser livre e preservar a cultura&#8221;, disse ao&nbsp;Bahia Notícias.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ao lado dele, Valdete Escandalo, que acompanhava a celebração pela segunda vez, destacou a importância histórica do 2 de Julho. &#8220;A cultura, né? Eu creio que é pela Independência, quando expulsaram os portugueses. A gente conseguiu vencer e tem que ter uma comemoração digna como a que está acontecendo agora&#8221;, afirmou. Ela também resumiu o espírito da festa ao dizer que &#8220;o baiano tem o molho&#8221;.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Frequentador assíduo da celebração, Sérgio Guerreiro contou que faz questão de participar do cortejo todos os anos e classificou o evento como uma das principais manifestações culturais da Bahia. &#8220;Isso aqui é uma tradição, uma cultura da Bahia. Todo ano eu marco presença. Não tem coisa melhor do que assistir à cultura da Bahia e à energia do povo baiano&#8221;, declarou.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Além de ressaltar a importância da data para a consolidação da Independência do Brasil, Sérgio também defendeu que o respeito às mulheres seja uma das marcas da festa. &#8220;Que continue a cultura. O respeito às mulheres vem em primeiro lugar. Inclusive tenho uma música que fala contra o assédio. O 2 de Julho também é isso&#8221;, disse.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A celebração também abriu espaço para reivindicações de categorias profissionais. Representando os massoterapeutas, Rosa Anunciação defendeu a regulamentação da profissão e a ampliação do acesso às práticas integrativas de saúde.&nbsp;&#8220;Somos massoterapeutas e sabemos da importância da massoterapia para a sociedade baiana e brasileira. Precisamos da regulamentação para que todos tenham direito também à saúde integrativa&#8221;, afirmou.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pedro Andrade, que acompanhava Rosa, relacionou a Independência da Bahia à valorização da diversidade e do respeito entre os povos.&nbsp;&#8220;Independência da Bahia significa a diversidade sendo valorizada, os povos, a multiplicidade de pessoas e o calor humano que precisam ser respeitados e espalhados pelo mundo&#8221;, declarou. Ele também defendeu a inclusão da massoterapia no sistema público de saúde. &#8220;Ela precisa entrar no sistema de saúde e ser oferecida para todos&#8221;, relatou.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Outra figura que chamou atenção durante o cortejo foi Paulo Sérgio, fantasiado com chifres e vestido com as cores do Brasil. Veterano na celebração, ele disse que participa do 2 de Julho há muitos anos e definiu a data como um símbolo de orgulho.&nbsp;&#8220;O 2 de Julho é a Independência baiana e eu sou brasileiro até morrer&#8221;, contou.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mesmo com a chuva registrada durante parte da manhã, Paulo minimizou o impacto do tempo na festa. &#8220;A chuva não atrapalha nada. Está no tempo dela. É tempo de Deus&#8221;, completou.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Bahia Noticias / Lucas Vieira / BN</p>



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		<title>Morre jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, símbolo da resistência à ditadura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 May 2026 02:44:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sábado, 02/05/2026 &#8211; 18h40 Por&#160;Bruno Ribeiro &#124; Folhapress O jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, que marcou a resistência da imprensa à ditadura militar, morreu neste sábado (2), no Rio de Janeiro, aos 85 anos. Nascido em Exu, cidade a 431 km do Recife, em 8 de setembro de 1940, Pereira tinha formação de físico e acabou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Sábado, 02/05/2026 &#8211; 18h40</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Bruno Ribeiro | Folhapress</p>



<p class="wp-block-paragraph">O jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, que marcou a resistência da imprensa à ditadura militar, morreu neste sábado (2), no Rio de Janeiro, aos 85 anos. Nascido em Exu, cidade a 431 km do Recife, em 8 de setembro de 1940, Pereira tinha formação de físico e acabou sendo levado ao jornalismo enquanto cursava engenharia no ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), entre 1960 e 1964, onde escreveu para um jornal estudantil chamado O Suplemento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1967, trabalhou como editor na Folha da Tarde, vespertino que a empresa Folha da Manhã, que edita a Folha, possuía na época. A convite do jornalista Mino Carta, ele integrou a equipe que fundou a revista Veja, da editora Abril, em 1968.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) afirmou que Pereira foi &#8220;um dos nomes mais importantes da história da imprensa brasileira e figura central na resistência democrática durante a ditadura militar&#8221;. Não foi divulgada a causa da morte.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os textos do jornal estudantil em que Pereira escrevia repercutiram negativamente em 1964, ano do golpe militar, antes de sua formatura.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naquele ano, ele foi alvo de perseguição política, acabou sendo expulso do ITA e foi preso pelo Dops (Departamento de Ordem Política e Social) paulista. Ficou dois meses na Base Aérea de Santos, no Guarujá, litoral paulista.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a soltura, sem emprego nem diploma, Pereira deu aulas de matemática e um de seus alunos o convidou para escrever em revistas técnicas que o levaram ao jornalismo profissional.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a passagem pela Folha da Tarde em 1967 e a participação na equipe que fundou a Veja no ano seguinte, Pereira coordenou a equipe da revista que produziu uma das primeiras reportagens do país sobre a tortura praticada pela ditadura militar, valendo-se de uma frase de um assessor de Emílio Médici que disse que o então presidente não admitia tais práticas.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A equipe relatou uma série de casos, a pretexto de informar o governo sobre ocorrências do tipo, e publicou uma edição com a palavra &#8220;Torturas&#8221; na capa. O episódio é detalhado no livro Contracorrente, biografia de Pereira produzida em 2013 por estudantes da Faculdade Cásper Líbero.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pereira atuou também em outros veículos de destaque, como a revista Realidade, até integrar os jornais Opinião e Movimento, publicações de resistência à ditadura no fim dos anos 1970.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Movimento circulou entre 1975 e 1981, sob censura prévia e dificuldades financeiras. O Memorial da Resistência, museu estatal sediado no antigo Dops paulista, descreve a publicação como &#8220;um dos mais importantes jornais de resistência do país&#8221;.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pais de Pereira eram comerciantes que se mudaram para São Paulo na década de 1960. Nos últimos anos, ele vivia no Rio de Janeiro. O jornalista foi casado com a socióloga Sizue Imanishi, que morreu em 2020, e deixa quatro filhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: Memorial da Resistência / Governo de São Paulo<br><br></p>



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		<title>Acordo armamentista Alemanha-França está prestes a ruir?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Sep 2023 20:00:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Andreas Noll &#8211; Domingo, 24 de setembro de 2024 Vizinhos europeus buscam desenvolver em conjunto sistemas de armamentos para o futuro. Em ambos os países, no entanto, a resistência é grande, tanto no campo político quanto industrial. Mais carga simbólica&#160;seria impossível: a fim de superar a crise franco-alemã num projeto de cooperação de armamentos, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Andreas Noll &#8211; Domingo, 24 de setembro de 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vizinhos europeus buscam desenvolver em conjunto sistemas de armamentos para o futuro. Em ambos os países, no entanto, a resistência é grande, tanto no campo político quanto industrial.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais carga simbólica&nbsp;seria impossível: a fim de superar a crise franco-alemã num projeto de cooperação de armamentos, o ministro da Defesa da&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/fran%C3%A7a/t-17444870">França</a>, Sébastien Lecornu, convidou seu homólogo&nbsp;alemão, Boris Pistorius, para ir a Evreux. Nessa cidade,&nbsp;pouco mais de 90 quilômetros a noroeste de Paris,&nbsp;a cooperação entre os dois países&nbsp;funciona do modo como os políticos pregam há décadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É na Normandia que opera o esquadrão de transporte aéreo binacional. Um marco para a estreita cooperação militar acordada no&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/o-que-%C3%A9-o-tratado-do-eliseu-que-completa-60-anos/a-16536850">Tratado do Eliseu</a>&nbsp;em 1963. Enquanto a Brigada Franco-Alemã separa quase todas as unidades por nacionalidade, tripulações mistas atuam nos transportes em Evreux, e o pessoal de terra também vem dos dois países.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Outros projetos já fracassaram</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, nuvens pesadas cercam a cooperação de armamentos entre França e Alemanha. Rivalidades industriais e interesses políticos pesam muito na concepção do tanque franco-alemão MGCS, de grande prestígio para o presidente francês, <a href="https://www.dw.com/pt-br/macron/t-44942542">Emmanuel Macron</a>. Então recém-eleito para o cargo, em julho de 2017, ele e a então chanceler federal alemã, <a href="https://www.dw.com/pt-br/angela-merkel/t-17375571">Angela Merkel</a>, concordaram com uma lista de projetos conjuntos de armamento com custos superiores a 100 bilhões de euros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema de combate aéreo europeu de última geração  Future Combat Air System (FCAS) estava nesse projeto, bem como uma aeronave de reconhecimento marítimo, um drone capaz de portar armamentos e um novo tanque de guerra: o sistema de combate terrestre Main Ground Combat System (MGCS) deveria substituir o francês Leclerc e o alemão Leopard 2 a partir de 2035.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-13-1024x576.png" alt="" class="wp-image-99948" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-13-1024x576.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-13-300x169.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-13-768x432.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-13.png 1110w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Alemães e franceses divergem, por exemplo, no diâmetro do canhão de um tanque de combate<small>Foto: Lou Benoist/AFP/Getty Images</small></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Países disputam liderança</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os custos de desenvolvimento do MGCS devem ser compartilhados entre Paris e&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/berlim/t-36207797">Berlim</a>, o qual estaria&nbsp;encarregado do projeto. A França, por sua vez, assumiria a frente do FCAS. Inicialmente&nbsp;o MGCS deveria ser desenvolvido pela KNDS, uma holding formada pela alemã KMW e pela fabricante de tanques&nbsp; francesa Nexter, associada ao governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde que a Rheinmetall entrou nos trabalhos em 2019, porém, os franceses reclamam de uma predominância alemã. Agora o projeto pode ser aberto a outros países. Itália e Holanda estariam interessadas em ser observadores, de acordo com Lecornu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jacob Ross, da&nbsp;Sociedade Alemã para Política Externa (DGAP), vê essa manobra como um &#8220;movimento importante&#8221;. A mudança no cronograma – o MGCS só deve entrar em operação&nbsp;depois de 2040 – também segue esse padrão. &#8220;Mas isso não é um avanço para o projeto&#8221;, diz Ross. Especialmente porque a Alemanha e a França também não chegaram a um acordo sobre questões secundárias em Evreux.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Vizinhos com planos diferentes</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O que mais causa controvérsia entre alemães e franceses é o principal armamento do MGCS: enquanto a Rheinmetall prefere um canhão de 130 milímetros, a Nexter insiste em 140 milímetros. A disputa por milímetros é importante em termos militares, pois o calibre determina as capacidades da arma, e quem se impuser nessa questão provavelmente definirá o padrão da Organização do Tratado do Alântico Norte (Otan) para as próximas décadas. Em meados de 2023, uma reunião informal entre o chanceler federal alemão,&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/olaf-scholz/t-61751051">Olaf Scholz</a>, e Macron&nbsp;não resultou em nenhuma definição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas semanas, as equipes militares em Berlim e Paris apresentaram suas demandas numa lista de exigências conjunta. Pistorius e Lecornu aprovaram a lista em Evreux. Até dezembro se decidirá de quais partes do sistema de tanques cada país assumirá a coordenação.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-12-1024x576.png" alt="" class="wp-image-99947" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-12-1024x576.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-12-300x169.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-12-768x432.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-12.png 1110w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Sistema de combate aéreo europeu de última geração FCAS é uma das principais frentes da parceria franco-alemã<small>Foto: Benoit Tessier/dpa/Pool/Reuters/AP/picture alliance</small></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Consequências da guerra na Ucrânia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No passado, o fato de Alemanha e França&nbsp;terem objetivos estratégicos diferentes e de as empresas buscarem interesses opostos impediu&nbsp;que o projeto avançasse. Após a&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/guerra-na-ucr%C3%A2nia/t-60942474">invasão russa na Ucrânia</a>, a demanda por tanques de batalha Leopard 2 tem aumentado, e os fabricantes alemães querem garantir esse mercado para si, atualizando o mais rápido possível seus veículos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Evreux, os ministros enfatizaram que os países – e não as indústrias – devem definir os requisitos exatos dos pedidos. A França, em particular, insiste num sistema totalmente novo. Além dos métodos de combate clássicos, ele incluiria fogo eletromagnético, fogo a laser e combate em rede por meio de inteligência artificial. Veículos autônomos também poderiam acompanhar o tanque tripulado por soldados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Alemanha busca mais poder?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados provisórios da iniciativa franco-alemã são modestos: a aeronave conjunta de reconhecimento marítimo foi excluída, e a Alemanha está comprando aeronaves dos&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/estados-unidos/t-17444908">Estados Unidos</a>&nbsp;para esse fim. Berlim também se retirou do projeto conjunto do helicóptero de combate Tiger.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mudança de paradigma&nbsp;alemã (anunciada por Scholz como&nbsp;&#8220;<a href="https://www.dw.com/pt-br/zeitenwende-%C3%A9-eleita-palavra-do-ano-de-2022-na-alemanha/a-64047205">Zeitenwende</a>&#8220;) alterou as relações de forças, analisa Élie Tenenbaum, do think tank Instituto Francês de Relações Exteriores. Sob o comando de Scholz, Berlim&nbsp;decidiu se tornar a força motriz no pilar europeu da&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/otan/t-17444912">Otan</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A Alemanha quer cooperar, como fez com a defesa antimísseis europeia, com um grupo de nações europeias menores. E a França não tem lugar nessa constelação.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-14-1024x576.png" alt="" class="wp-image-99949" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-14-1024x576.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-14-300x169.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-14-768x432.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/09/image-14.png 1110w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Demanda por tanques Leopard 2 aumentou desde a invasão da Rússia na Ucrânia<small>Foto: Ina Fassbender/AFP/Getty Images</small></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Simbolismo não é suficiente</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o encontro de ministros da Defesa, o anfitrião Lecornu foi efusivo ao comemorar o relacionamento com o homólogo alemão, que enfatizou seu amor pela França. Pistorius conhece o país e o idioma, não apenas por passar férias lá, mas também graças a&nbsp;seus estudos de francês na Universidade Católica de Angers.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Parece questionável que&nbsp;apelos ao simbolismo sejam capazes de salvar o projeto. É possível que os parlamentos nacionais tenham a desagradável tarefa de enterrar outro projeto franco-alemão de armamento. Afinal, os deputados precisam aprovar o financiamento para cada etapa. No&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/parlamentarismo-com-presidente-simb%C3%B3lico/a-900686">Bundestag</a>&nbsp;(a câmara baixa do Parlamento alemão) as críticas estão aumentando; e na Assembleia Nacional da França, Macron depende do apoio da oposição, que é bastante crítica em relação ao MGCS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O abandono do projeto não se dará sem danos colaterais, crê Jacob Ross: &#8220;Se o MGCS fracassar, o caça FCAS também cai. O Bundestag decidiu isso explicitamente. Para Macron, sobretudo, tal seria uma enorme perda de prestígio, que a oposição exploraria com toda força.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: DW</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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