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	<title>reumanização negra |</title>
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	<title>reumanização negra |</title>
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		<title>‘Território de reumanização negra’, diz sociólogo sobre Carnaval como espaço de resistência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Feb 2026 13:07:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto milhões de brasileiros tomam as ruas para celebrar o Carnaval, o sociólogo e especialista em cultura popular Tadeu Kaçula lembra que a festa vai muito além da folia. Ao Conexão BdF, da Rádio de Fato, ele analisa a relação profunda entre o Carnaval, a ancestralidade negra e os processos de reumanização da população afro-diaspórica no Brasil. “Quando a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Enquanto milhões de brasileiros tomam as ruas para celebrar o Carnaval, o sociólogo e especialista em cultura popular Tadeu Kaçula lembra que a festa vai muito além da folia. Ao <em>Conexão BdF, </em>da <strong>Rádio de Fato</strong>, ele analisa a relação profunda entre o Carnaval, a ancestralidade negra e os processos de reumanização da população afro-diaspórica no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando a gente pensa no Carnaval e na ancestralidade negra, estamos falando de um processo em que a comunidade teve que desenvolver uma ideia resiliente de desarticular a desumanização e reativar a nossa subjetividade”, afirma Kaçula. “A subjetividade negra está conectada à herança que os nossos ancestrais deixaram como elemento fundamental de nos conhecermos e reconhecermos a nossa história”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o sociólogo, o pós-abolição foi um momento crucial em que os nichos de sociabilidade cultural — como os blocos carnavalescos, as escolas de samba e as irmandades — se tornaram espaços de reconexão com a humanidade roubada. “Nós estamos falando em reativar a memória como um território de resistência negra. A oralidade e a corporalidade são a expressão dessa reconexão.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Kaçula recorre à filosofia dos povos bantos para explicar a interdependência entre as principais expressões culturais negras no Brasil. Inspirado nos estudos do professor Juarez Xavier, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), ele apresenta o conceito das “três rodas sagradas do universo negro brasileiro”: os candomblés, as capoeiras e os sambas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sempre no plural, porque somos diversos. Dentro da filosofia banto, nada está desconectado. Essas três rodas são estruturantes quando a gente pensa no Carnaval. Não tem como pensar em um desfile de escola de samba desconectado dessas matrizes”, explica.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Branqueamento como apagamento de fundamentos</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos centrais da análise de Kaçula é o processo de branqueamento do Carnaval — que vai muito além da presença de corpos brancos nos espaços de cultura negra. “A nossa questão não é ter corpos brancos nesses espaços. A nossa orientação é afro-orientada, não ocidental. Nossa dinâmica é de acolhimento, de aquilombamento. Outros grupos são bem-vindos”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema, segundo ele, é quando essas pessoas, ao ocuparem os espaços, afastam a tradição de seus fundamentos. “O que está acontecendo é que esses corpos brancos estão desconstruindo, desconectando dos fundamentos religiosos, das matrizes africanas. O branqueamento se dá também na narrativa”, critica Kaçula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele cita o exemplo de presidentes de escolas de samba que não compreendem a importância de manter o vínculo com o candomblé e as matrizes africanas. “Quando você muda a narrativa de uma escola de samba, você a afasta do seu papel de vetor que narra a história que não é contada na história oficial. Você está branqueando”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Kaçula lembra que as escolas de samba sempre tiveram um papel didático fundamental, especialmente diante de uma história oficial que ignora ou distorce a contribuição dos povos negros e originários. “A história do Brasil nos livros didáticos é contada pela metade, de maneira deturpada, mentirosa. A escola de samba cumpre o papel de contar a nossa verdade”, resume.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele reconhece que houve um período de afastamento dessas temáticas, impulsionado pela espetacularização do Carnaval e pela lógica do capital. “O capitalismo se alimenta do racismo estruturado. Ele coopta o Carnaval, transforma em produto, e acaba afastando os enredos que contam a nossa história da forma como ela precisa ser contada.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, com o retorno de temas afrocentrados e enredos que exaltam a cultura negra, Kaçula vê uma recuperação desse papel político e educacional, que “as escolas voltam a ser lugar de ação política, de reletramento da verdadeira história da nossa população”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao final, o sociólogo faz um apelo poético e político: “O que a gente pede é que se pise devagar nos nossos chãos ancestrais. Nossa tradição precisa ser mantida. Quando a gente participa de outras culturas, a gente sabe chegar respeitando. O que queremos é o mesmo: respeito à nossa identidade.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Tentar transformar nossa tradição em pensamento colonial, capitalista, em uma cultura que não é nossa, é um desrespeito aos nossos ancestrais e à contribuição que o povo negro deu e continua dando ao Brasil”, conclui.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Para ouvir e assistir</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na <strong>Rádio Brasil de Fato</strong>, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo <a href="https://www.youtube.com/live/UDVjX2uzXaU?si=26wb_IyJ57aWCPHT&amp;t=4404" target="_blank" rel="noreferrer noopener">YouTube do Brasil de Fato</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Editado por:&nbsp;Maria Teresa Cruz</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Brasil de Fato / Carnaval contribui para difundir temas sobre a cultura negra | Crédito: Tata Barreto/Riotur/Fotos Públicas<br></p>



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