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	<title>ribeira preto |</title>
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	<title>ribeira preto |</title>
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		<title>HC de Ribeirão Preto chega aos 70 anos entre a tradição e a saúde do futuro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 17:31:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Inteligência artificial, cirurgia robótica e formação de profissionais especializados reforçam o papel do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP como referência em alta complexidade para o Sistema Único de Saúde (SUS) Texto: Rose Talamone &#8211; Sábado, 6 de junho de 2026 O passado e o futuro caminharam lado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Inteligência artificial, cirurgia robótica e formação de profissionais especializados reforçam o papel do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP como referência em alta complexidade para o Sistema Único de Saúde (SUS)</h2>



<p>Texto: Rose Talamone &#8211; Sábado, 6 de junho de 2026</p>



<p>O passado e o futuro caminharam lado a lado nos 70 anos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP). Referência nacional em assistência de alta complexidade, ensino e pesquisa, a instituição realizou quase 27 mil cirurgias e 297 transplantes em 2025, números que ajudam a dimensionar seu papel dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Agora, aposta em novas fronteiras da saúde, como a inteligência artificial e a cirurgia robótica.</p>



<p>As comemorações já começaram e continuam nesta quinta-feira, 4 de junho, com o Concerto HC 70 Anos e a abertura da exposição&nbsp;<em>Memórias do HCFMRP-USP</em>. Ao longo do ano, a programação inclui exposição itinerante, corrida comemorativa, lançamento de livro histórico, inauguração de espaços de memória e homenagens aos profissionais que ajudaram a construir a trajetória da instituição.</p>



<p>Criado em 1956 para servir de hospital-escola da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, o HC acompanhou a expansão da Universidade e da própria medicina brasileira. Inicialmente instalado na região central da cidade, consolidou-se ao longo das décadas como referência para casos de alta complexidade vindos de todo o interior paulista, além de participar de avanços que marcaram a medicina brasileira, como transplantes, reprodução assistida e cirurgia para tratamento da epilepsia.</p>



<p>Para o superintendente do hospital, o professor Ricardo Cavalli, a história da instituição pode ser compreendida a partir de três grandes momentos. O primeiro foi a instalação da unidade original na região central de Ribeirão Preto. O segundo ocorreu em 1978, com a transferência para o campus da USP. O terceiro, segundo ele, está sendo construído agora. “Temos agora uma nova Unidade de Emergência. É um novo cenário. Quase uma tríade hospitalar ao longo desses 70 anos”, afirma.</p>



<p>Já em construção, a nova Unidade de Emergência representa o maior projeto de expansão do HC nas últimas décadas. A&nbsp;estrutura ampliará significativamente a capacidade de atendimento do complexo hospitalar, com novos leitos, centros cirúrgicos e unidades especializadas, fortalecendo sua posição como referência para casos de alta complexidade no interior paulista.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20260603_Ricardo_Cavalli_HCFMRP_circulo-rof7m59uiwmw9ub74nkdpvbe6i73litbk5xat2iamc.jpg" alt="Ricardo Cavalli, professor da FMRP e superintendente do HC - Foto: Divulgação/HCFMRP" style="width:146px;height:auto" title="20260603_Ricardo_Cavalli_HCFMRP_circulo"/><figcaption class="wp-element-caption">Ricardo Cavalli, professor da FMRP e superintendente do HC &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</figcaption></figure>
</div>


<p>Para Cavalli, no entanto, a nova fase do hospital não se resume ao crescimento físico. Ela também está associada à incorporação de tecnologias capazes de transformar a assistência, a pesquisa e a formação de profissionais de saúde. “Temos tecnologias de ponta em diversas áreas ligadas à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. São estruturas de excelência reconhecidas no Estado de São Paulo, no Brasil e até internacionalmente”, afirma.</p>



<p>O desafio, segundo o superintendente, é incorporar inovação em um hospital que atende exclusivamente pelo SUS. “Muitas vezes a tecnologia parece cara no momento da aquisição. Mas, quando reduz complicações, tempo de internação e intercorrências, ela passa a ter custo-efetividade no médio prazo”, avalia.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_unidade_emergencia_FMRP2.jpg" alt="" class="wp-image-1016555"/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_unidade_emergencia_FMRP1.jpg" alt="" class="wp-image-1016554"/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_unidade_emergencia_FMRP3.jpg" alt="" class="wp-image-1016556"/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_unidade_emergencia_FMRP4.jpg" alt="" class="wp-image-1016557"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Nova Unidade de Emergência representa o maior projeto de expansão do HC nas últimas décadas &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Inteligência artificial e SUS</h2>



<p>A inteligência artificial costuma aparecer associada a promessas futuristas. No Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, porém, ela já começa a ser incorporada à rotina de trabalho de médicos, pesquisadores e gestores.</p>



<p>Criado recentemente, o Núcleo de Inteligência Artificial (NIA) representa uma das apostas mais ambiciosas do hospital para os próximos anos. A proposta vai além da adoção de softwares comerciais:&nbsp;a ideia é construir capacidade própria para desenvolver, treinar e validar sistemas de inteligência artificial voltados às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “O objetivo não é simplesmente comprar tecnologia pronta, mas criar uma estrutura capaz de identificar problemas reais da rotina hospitalar, desenvolver ou adaptar soluções, validar essas ferramentas com segurança e incorporá-las de forma responsável ao cuidado, à pesquisa e à gestão”, afirma o coordenador do núcleo, o médico radiologista Julio Cesar Nather Junior.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20260603_Julio_Nader_coordenador-do_Nucleo_IA_HCFMRP-rof7m4c0c2lly8cka55r5djxl4bqdtpl819tbsjosk.jpg" alt="Foto: Divulgação/HCFMRP" style="width:143px;height:auto" title="20260603_Julio_Nader_coordenador do_Nucleo_IA_HCFMRP"/><figcaption class="wp-element-caption">Julio Cesar Nather Junior, médico radiologista e coordenador do Núcleo de Inteligência Artificial (NIA) &#8211; Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p>O projeto nasce de uma matéria-prima valiosa: os dados produzidos diariamente pelo próprio hospital. Somente em 2025, o HC realizou mais de 800 mil consultas e procedimentos, mais de 1 milhão de atendimentos multidisciplinares e mais de 4 milhões de exames laboratoriais. Somados a décadas de registros médicos, exames de imagem, laudos e prontuários, esses dados formam uma das maiores bases de informações clínicas do País. Transformar esse volume de informação em conhecimento útil para a assistência, a pesquisa e a gestão é um dos principais objetivos do Núcleo de Inteligência Artificial.&nbsp;</p>



<p>Segundo Nather, o núcleo já atua em projetos que utilizam inteligência artificial para triagem de tomografias de crânio com suspeita de hemorragia, identificação de alterações em ressonâncias magnéticas, detecção de novas lesões em pacientes com esclerose múltipla e análise de radiografias de tórax, abdômen e membros inferiores. “Em vez de substituir especialistas, os sistemas funcionam como uma camada adicional de apoio. Exames potencialmente graves podem ser sinalizados mais rapidamente, permitindo que casos urgentes recebam prioridade.”&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_00_dia_a_dia_HCFMRP.jpg" alt="" class="wp-image-1016330"/><figcaption class="wp-element-caption">Uso da inteligência artificial pode ajudar na agilidade do atendimento no HCFMRP &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</figcaption></figure>



<p>Outra frente de trabalho busca atacar um dos maiores gargalos da medicina contemporânea: a burocracia. Projetos em desenvolvimento permitem que a inteligência artificial transforme automaticamente consultas gravadas em textos estruturados para prontuários eletrônicos. Em outra aplicação, sistemas analisam informações já registradas e produzem versões preliminares de relatórios médicos, reduzindo o tempo gasto com tarefas repetitivas. “Quando a inteligência artificial ajuda a recuperar informações do prontuário, apoiar codificação hospitalar, organizar filas ou priorizar exames, ela libera tempo para que os profissionais possam se dedicar ao que realmente importa: o atendimento ao paciente“, afirma Nather.</p>



<p>A expectativa é que os primeiros impactos apareçam justamente nas áreas que concentram grandes volumes de informação. “Diagnóstico por imagem e gestão hospitalar tendem a ser os setores com ganhos mais rápidos. A inteligência artificial pode ajudar a organizar filas, prever demanda, otimizar agendas, apoiar a regulação de leitos e reduzir retrabalho”, explica.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2019/08/aspaspng_rosa_50px.png" alt="" class="wp-image-265569"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><a href="http://lorem%20ipsum%20dolor%20sit%20amet,%20con/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Quando a inteligência artificial ajuda a recuperar informações do prontuário, apoiar codificação hospitalar, organizar filas ou priorizar exames, ela libera tempo para que os profissionais possam se dedicar ao que realmente importa: o atendimento ao paciente&#8221;</a></h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_00_cotidiano_HCFMRP.jpg" alt="" class="wp-image-1016329"/><figcaption class="wp-element-caption">HC de Ribeirão Preto busca ser referência nacional em inteligência artificial aplicada ao SUS &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</figcaption></figure>



<p>A escolha de desenvolver essas soluções dentro de um hospital universitário também tem uma dimensão estratégica.&nbsp;Enquanto boa parte dos algoritmos disponíveis no mercado internacional é treinada com populações e sistemas de saúde muito diferentes da realidade brasileira, o NIA pretende construir modelos baseados em dados produzidos no próprio SUS. “Muda muito a lógica. Quando a inteligência artificial é desenvolvida a partir das necessidades do SUS, a prioridade não é apenas criar um produto comercial, mas resolver problemas de acesso, filas, tempo de atendimento, segurança do paciente e uso eficiente dos recursos públicos”, afirma o pesquisador.</p>



<p>Ao mesmo tempo, a equipe procura estabelecer salvaguardas para questões éticas e de privacidade. Os projetos passam por processos de governança, anonimização de dados, controle de&nbsp;acesso e avaliação ética antes de serem incorporados às rotinas assistenciais.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2019/08/aspaspng_rosa_50px.png" alt="" class="wp-image-265569"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><a href="http://lorem%20ipsum%20dolor%20sit%20amet,%20con/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O algoritmo pode indicar um achado, sugerir uma prioridade ou chamar atenção para um risco. Mas quem interpreta o conjunto do caso, conversa com o paciente e decide a conduta continua sendo a equipe de saúde&#8221;</a></h2>



<p>Nather acredita que a inteligência artificial transformará profundamente a saúde pública brasileira nos próximos anos, mas faz uma ressalva:&nbsp;os algoritmos não substituirão médicos, enfermeiros ou outros profissionais. “O algoritmo pode indicar um achado, sugerir uma prioridade ou chamar atenção para um risco. Mas quem interpreta o conjunto do caso, conversa com o paciente e decide a conduta continua sendo a equipe de saúde“, afirma.</p>



<p>A ambição é grande. O objetivo declarado do núcleo é transformar o HC de Ribeirão Preto em uma referência nacional em inteligência artificial aplicada ao SUS, produzindo inovação desenvolvida dentro do sistema público e voltada para os desafios da saúde pública brasileira.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_00_HCFMRP_cirurgia_robotica.jpg" alt="" class="wp-image-1016332"/><figcaption class="wp-element-caption">Cirurgias robóticas já acontecem no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Robôs já integram a rotina cirúrgica</h2>



<p>Enquanto a inteligência artificial representa uma aposta para os próximos anos, a cirurgia robótica já é uma realidade consolidada dentro do HC. A tecnologia vem sendo incorporada em diferentes especialidades e tem produzido resultados semelhantes em diversas áreas, como redução do tempo de internação, menor sangramento durante os procedimentos, recuperação mais rápida dos pacientes, maior precisão cirúrgica e menor índice de complicações. Os avanços observados pelas equipes reforçam uma tendência que vem transformando a prática cirúrgica em hospitais de referência no Brasil e no mundo.</p>



<p>Apesar do nome, a cirurgia robótica não significa que os procedimentos sejam realizados de forma autônoma. “O robô depende integralmente do planejamento e da atuação do cirurgião. Ele funciona como uma ferramenta de altíssima precisão, capaz de auxiliar principalmente em procedimentos complexos”, explica o professor Ricardo Santos de Oliveira, coordenador do Laboratório de Técnica Cirúrgica do HCFMRP.</p>



<p>A história da cirurgia robótica no Hospital das Clínicas começou em 2019, quando a Divisão de Urologia realizou os primeiros procedimentos utilizando a tecnologia. Desde então, mais de 300 cirurgias robóticas foram realizadas apenas pela especialidade. “A urologia foi a pioneira na realização de cirurgia robótica no Hospital das Clínicas. Tivemos um grande ganho para os pacientes, com menor sangramento, internações mais curtas e recuperação mais rápida das funções urinária e sexual”, afirma o professor da FMRP e chefe da Divisão de Urologia do HC,&nbsp;Rodolfo Borges dos Reis.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20220905_dr-ricardosantosdeoliveira-piof2giotaffvuiwxkmg5nswm77k3rkbydtt2b0nyc.png" alt="Ricardo Santos de Oliveira - Foto: Arquivo pessoal" title="20220905_dr-ricardosantosdeoliveira"/><figcaption class="wp-element-caption">Ricardo Santos de Oliveira, professor da FMRP e coordenador do Laboratório de Técnica Cirúrgica do HC &#8211; Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
</div>


<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2019/08/aspaspng_rosa_50px.png" alt="" class="wp-image-265569"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><a href="http://lorem%20ipsum%20dolor%20sit%20amet,%20con/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Quanto mais complexa a cirurgia, maior o benefício que podemos atingir com as plataformas robóticas&#8221;</a></h2>



<p>Além das cirurgias para câncer de próstata, a tecnologia é utilizada em procedimentos para retirada da bexiga e tratamento de tumores renais. “Vejo o futuro da cirurgia robótica como algo sem volta. Cada vez mais áreas vão ampliar sua atuação, trazendo benefícios dos procedimentos minimamente invasivos para pacientes e instituições”, afirma.</p>



<p>A expansão da tecnologia alcançou também a ginecologia. Atualmente, o HC realiza procedimentos robóticos para tratamento da endometriose, especialmente nos casos mais complexos da doença.&nbsp;Segundo o professor&nbsp;Julio Rosa e Silva, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP, o potencial das plataformas robóticas cresce à medida que aumenta a complexidade dos procedimentos.&nbsp;“Quanto mais complexa a cirurgia, maior o benefício que podemos atingir com as plataformas robóticas”, destaca.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_Julio_Rosa_e_Silva_rodolfo_borges_reis_FMRP.jpg" alt="" class="wp-image-1016456"/></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">Julio Rosa e Silva, professor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP, e Rodolfo Borges dos Reis, professor da FMRP e chefe da Divisão de Urologia do HC &#8211; Fotos: Arquivo pessoal e Jornal FMRPUSP</h2>



<p>Na ortopedia e na neurocirurgia, o destaque é o robô Mazor, incorporado ao HC em junho de 2024. Desde então, cerca de 100 pacientes já foram submetidos a procedimentos utilizando a tecnologia. Segundo o professor Helton Luiz Aparecido Defino, chefe do Departamento de Ortopedia e Anestesiologia da FMRP, as principais indicações envolvem deformidades vertebrais, tumores, doenças degenerativas e infecções que exigem a colocação de implantes. “O sistema robótico permite a colocação precisa dos implantes, reduzindo complicações relacionadas ao mau posicionamento e possibilitando abordagens menos invasivas”, afirma.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_Robo_Mazor_HCFMRP3.jpg" alt="" class="wp-image-1016530"/><figcaption class="wp-element-caption">Robô Mazor, utilizado no HCFMRP &#8211; Foto: Divulgação/FMRP</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_00_cirurgia_com_robo_-HCFMRP.jpg" alt="" class="wp-image-1016325"/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_00_cirurgia_utilizando_robo_no-HCFMRP.jpg" alt="" class="wp-image-1016327"/><figcaption class="wp-element-caption">Cirurgia realizada no HCFMRP com ajuda de robô &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2019/08/aspaspng_rosa_50px.png" alt="" class="wp-image-265569"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><a href="http://lorem%20ipsum%20dolor%20sit%20amet,%20con/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Essa é uma luta que vem sendo construída há cerca de 30 anos&#8221;</a></h2>



<p>O professor Ricardo Oliveira destaca também que o HC ocupa posição pioneira nessa área. “O robô Mazor foi o primeiro sistema deste tipo utilizado em um hospital público da América Latina”, afirma. Segundo ele, a principal contribuição da tecnologia está na colocação de implantes e parafusos na coluna vertebral. “Conseguimos maior precisão e acurácia na colocação dos implantes, aumentando a segurança do procedimento para o paciente.”</p>



<p>Para o professor&nbsp;José Sebastião dos Santos, chefe da Divisão de Cirurgia do Aparelho Digestivo da FMRP, a cirurgia robótica representa mais um capítulo de uma transformação iniciada há décadas. “Essa é uma luta que vem sendo construída há cerca de 30 anos”, afirma.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_helton_delfino_jose_sebastiao_dos_santos_FMRP.jpg" alt="" class="wp-image-1016464"/></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">Helton Luiz Aparecido Defino, chefe do Departamento de Ortopedia e Anestesiologia da FMRP; e José Sebastião dos Santos, chefe da Divisão de Cirurgia do Aparelho Digestivo da FMRP &#8211; Fotos: Divulgação / FMRP</h2>



<p>Segundo ele, a incorporação de técnicas endoscópicas, videoendoscópicas, percutâneas e robóticas modificou profundamente o processo assistencial, contribuindo para reduzir complicações, ampliar a produção cirúrgica e melhorar o acesso da população aos tratamentos pelo SUS.</p>



<p>Para Cavalli, o desafio agora é garantir que a incorporação tecnológica continue acessível dentro do sistema público. “Muitas vezes a tecnologia parece cara quando olhamos apenas o investimento inicial. Mas ela, além de reduzir complicações e tempo de internação, traz benefícios que se refletem no custo do tratamento ao longo do tempo”, afirma.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O futuro como legado</h2>



<p>Com 938 leitos e mais de 52 mil internações registradas em 2025, o HC se consolidou como uma das maiores estruturas hospitalares vinculadas ao SUS no País.&nbsp;Para o diretor da FMRP, Jorge Elias Junior, a importância do hospital vai além da assistência prestada à população. Ao longo de sete décadas, o HC tornou-se um dos principais ambientes de formação de profissionais de saúde do País, oferecendo aos estudantes contato com diferentes níveis de atenção, casos de alta complexidade e a realidade do sistema público de saúde. “A crescente adoção de tecnologias como a cirurgia robótica, a inteligência artificial e métodos avançados de diagnóstico influencia diretamente a formação de nossos estudantes e residentes. Essas ferramentas ampliam as possibilidades de diagnóstico, tratamento e gestão do cuidado, mas exigem profissionais capazes de utilizá-las de forma crítica, ética e centrada no ser humano”, afirma.</p>



<p>Segundo o diretor, a expansão do complexo HC-FMRP-Faepa (Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência do HCFMRP), que hoje inclui o Hospital Estadual de Ribeirão Preto, o Hospital Santa Tereza e a nova Unidade de Emergência em construção, amplia ainda mais as oportunidades de ensino, pesquisa e assistência dentro do SUS.</p>



<p>Ao refletir sobre o legado construído ao longo de sete décadas, Cavalli afirma que a principal contribuição do HC para o SUS foi consolidar um modelo de assistência altamente especializada associado ao ensino e à pesquisa. “A referência em alta complexidade salva vidas. São casos que muitas vezes só encontram solução em hospitais com esse perfil”, afirma.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20260603_jorge_elias_jr_FMRP-rofhuehk28r0u3ecru2ikxwkgz3z8krjiv1jfohow4.jpg" alt="20260603_jorge_elias_jr_FMRP" title="20260603_jorge_elias_jr_FMRP"/></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">Jorge Elias Junior, diretor da FMRP &#8211; Foto: Divulgação /FMRP</h2>



<p>70 anos depois de sua criação, o hospital que ajudou a transformar Ribeirão Preto em um dos principais polos de saúde do País continua apostando na mesma estratégia que marcou sua trajetória: combinar assistência, formação de profissionais e produção de conhecimento. A diferença&nbsp;é que, agora, parte desse conhecimento também está sendo usada para ensinar algoritmos, desenvolver novas tecnologias e preparar o SUS para os desafios das próximas décadas.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_00_complexo_HCFMRP_no_campus.jpg" alt="" class="wp-image-1016328"/><figcaption class="wp-element-caption">Vista aérea do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Sete décadas de cuidado e uma agenda de celebrações</h2>



<p>Confira a programação das comemorações dos 70 anos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP:</p>



<p><strong>4 de junho</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Concerto HC 70 Anos</li>



<li>Abertura da exposição <em>Memórias do HCFMRP-USP</em></li>



<li>Apresentação da USP Filarmônica Ribeirão Preto</li>
</ul>



<p><strong>26 de junho</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Jantar festivo comemorativo</li>
</ul>



<p><strong>16 de agosto</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Corrida HC 70 Anos: Movimento Que Cuida</li>
</ul>



<p><strong>Setembro</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Lançamento do livro <em>Memórias HCFMRP-USP</em></li>



<li>Inauguração da Galeria dos Ex-Superintendentes</li>



<li>Inauguração do Recanto de Paz</li>



<li>Entrega da revitalização da Praça da Amizade</li>
</ul>



<p><strong>26 a 30 de outubro</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Homenagem aos funcionários do complexo hospitalar</li>
</ul>



<p>Fonte: Jornal USP / Fachada do Hospital das Clínicas da FMRP &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</p>



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