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	<title>Rogerio Marinho |</title>
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	<title>Rogerio Marinho |</title>
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		<title>Por que eleição no Senado virou &#8216;grande aposta&#8217; de bolsonaristas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2023 02:30:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos dias, políticos e eleitores apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) adotaram um novo objetivo: levar o ex-ministro e senador eleito Rogério Marinho (PL-RN) à Presidência do Senado. Terça, 31 de janeiro de 2023 A campanha foi abraçada também por opositores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que não são bolsonaristas, mas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nos últimos dias, políticos e eleitores apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) adotaram um novo objetivo: levar o ex-ministro e senador eleito Rogério Marinho (PL-RN) à Presidência do Senado.</strong></p>



<p>Terça, 31 de janeiro de 2023</p>



<p>A campanha foi abraçada também por opositores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que não são bolsonaristas, mas querem derrotar o atual chefe da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).</p>



<p>Mesmo não sendo de esquerda, o senador mineiro recebeu o apoio do Palácio do Planalto &#8211; por isso, a eleição de Marinho passou a ser vista pela oposição como o caminho mais fácil para dificultar a vida de Lula no Congresso.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="70022" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px-1.jpg" alt="" class="wp-image-70022"/></figure>
</figure>



<p>&#8220;Rogério Marinho tem reais chances de ser eleito presidente do Senado&#8221;, disse no Twitter o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, ao compartilhar uma postagem do deputado eleito Gustavo Gayer (PL-GO).</p>



<p>De acordo com as contas do bolsonarista de Goiás, as candidaturas de Rogério Marinho e Eduardo Girão (Pode-CE) somam 32 votos, ante 34 de Pacheco &#8211; outros 15 senadores estariam indefinidos. &#8220;Eleger Rogério Marinho para a presidência do Senado Federal é um passo decisivo!&#8221;, tuitou o senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS).</p>



<p>&#8220;E o time não para! A campanha para Rogério Marinho presidir o Senado está linda demais!&#8221;, postou a senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF) na mesma rede.</p>



<p>Militantes bolsonaristas vão além e enxergam na vitória de Marinho um caminho para pôr em andamento um processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes &#8211; embora o próprio Marinho esteja tentando se afastar do bolsonarismo radical em declarações públicas.</p>



<p>Mesmo isolado nos Estados Unidos desde o fim do ano passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem atuado a favor de Marinho.</p>



<p>A pedido do presidente do PL, o ex-deputado Valdemar Costa Neto, Bolsonaro passou a ligar para senadores pedindo votos para seu ex-ministro.</p>



<p>Na noite da segunda-feira (30/01), Bolsonaro ligou para o candidato para desejar-lhe boa sorte, durante um jantar promovido pelo PL.</p>



<p>Em outra frente, o partido chefiado por Valdemar Costa Neto atraiu outras duas legendas de direita para a formação de um bloco no Senado: PP e Republicanos.</p>



<p>Trata-se de um agrupamento de legendas que tem por objetivo ocupar espaços na estrutura da casa, como presidências de comissões permanentes na Casa e cargos na Mesa Diretora.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/11A05/production/_128479127_foto2.jpg" alt="Simone Tebet conversa com Rodrigo Pacheco. Ele está sentado na Mesa do Senado e ela está de pé curvando-se para falar com ele, com a mão sobre a boca"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Segundo especialista, projeções indicam que Pacheco deve ganhar, mas não com o mesmo placar que teve contra Simone Tebet (esq.) em 2021</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading" id="Retrato-da-oposição">Retrato da oposição</h2>



<p>&#8220;Os números que a gente tem visto dos dois lados apontam para uma vitória do Rodrigo Pacheco. Porém, é importante lembrar: ele teve, na última eleição (para o comando do Senado) 57 votos, quando ele venceu a Simone Tebet (MDB-MS). É muito improvável que ele repita esse número. Muito mais provável que fique na casa dos 40 e tantos. Mostra a dificuldade que ele vai ter. Não é mais a unanimidade que foi há dois anos&#8221;, diz o pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Thomas Traumann.</p>



<p>Ele faz a ressalva de que este tipo de prognóstico é ainda mais difícil de ser feito em eleições legislativas de começo de mandato, quando há muitos congressistas novos.</p>



<p>Traumann diz ainda que a disputa será importante para definir o tamanho do bolsonarismo e da oposição no Senado.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="70023" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px.jpg" alt="" class="wp-image-70023"/></figure>
</figure>



<p>&#8220;Quantos são os bolsonaristas (ou oposicionistas) no Senado? São 35? São 30? É por isso que é importante: para dizer o tamanho e para dar ao bolsonarismo uma espinha dorsal de atuação parlamentar que eles não tinham, nem mesmo durante o governo (de Jair Bolsonaro). Se eles fizerem 33, 35 votos, isso significa que eles não conseguirão impedir o governo Lula de aprovar projetos. Mas conseguirão barrar uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional), por exemplo&#8221;, diz o analista.</p>



<p>&#8220;A eleição do Senado, em especial, tem mobilizado uma espécie de &#8216;luta pela sobrevivência&#8217; do bolsonarismo, e de lideranças desse campo político&#8221;, diz o cientista político Cláudio André de Souza, que é professor da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, a Unilab. Trata-se de uma universidade federal com campi na Bahia e no Ceará.</p>



<p>&#8220;Com uma bancada significativa dentro do Senado, esses líderes enxergam uma possibilidade de barganhar por espaços de poder. Mesmo que Marinho seja derrotado, a candidatura pode servir para projetá-lo como líder dentro desse campo conservador&#8221;, acrescenta.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Tática-Alcolumbre">&#8216;Tática Alcolumbre&#8217;</h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/14115/production/_128479128_foto3.jpg" alt="Davi Alcolumbre toma café em uma pequena xícara branca no plenário do Senado. Ele está vestido com um terno azul marinho, camisa azul clara e gravata turquesa"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Davi Alcolumbre venceu eleição para o comando da Casa em &#8216;reviravolta&#8217; em 2019</figcaption></figure>
</div>


<p>Em fevereiro de 2019, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) foi eleito presidente do Senado numa reviravolta.</p>



<p>Mesmo estando em seu primeiro mandato na Casa, deixou para trás nomes conhecidos, como Esperidião Amin (PP-SC), o ex-presidente da República Fernando Collor (Pros-AL) e o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (MDB-AL).</p>



<p>Além do apoio do governo recém-eleito de Jair Bolsonaro, outro fator ajudou na eleição do amapaense: a pressão direcionada da militância bolsonarista sobre os senadores indecisos nas redes sociais.</p>



<p>A cobrança foi tanta que levou o principal adversário de Alcolumbre, Renan Calheiros, a retirar a candidatura.</p>



<p>Mesmo com o voto secreto, vários senadores passaram a mostrar as cédulas de votação ou a declarar o voto da tribuna para atender aos internautas.</p>



<p>A mesma tática está sendo tentada novamente agora pela oposição ao governo Lula. O deputado eleito bolsonarista Gustavo Gayer chegou a montar um &#8220;placar&#8221; de votos e uma lista de &#8220;indecisos&#8221; a serem pressionados: nomes como Soraya Thronicke (União Brasil-MS) e Romário (PL-RJ).</p>



<p>No Movimento Brasil Livre (MBL), a tática é coordenar a pressão sobre os senadores por meio das &#8220;lives&#8221; dos coordenadores do grupo &#8211; na última sexta-feira, por exemplo, as cobranças recaíram sobre o capixaba Marcos do Val, do Podemos.</p>



<p>O coordenador nacional do MBL, Renan Santos, pediu aos pouco mais de 3 mil seguidores que assistiam à transmissão que comentassem (&#8220;com educação&#8221;) nas redes sociais do senador. A pressão deu resultado: em sua própria &#8220;live&#8221; naquele dia, Marcos do Val se comprometeu a votar em Marinho.</p>



<p>&#8220;Virar uns cinco ou seis (votos de senadores) é possível. A impressão que os caras (aliados de Pacheco) querem passar é a de que ele &#8216;já ganhou&#8217;. E não é verdade&#8221;, diz Renan Santos.</p>



<p>O MBL deixou de apoiar Bolsonaro ainda em março de 2019 e passou os últimos anos fazendo críticas ao governo do capitão da reserva, mas entende que apoiar Rogério Marinho é importante para derrotar o PT.</p>



<p>A reportagem da BBC News Brasil procurou políticos bolsonaristas como Gustavo Gayer, o ex-vice-presidente e senador eleito Hamilton Mourão (Republicanos-RS), e o senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS), mas eles não retornaram os contatos.</p>



<p>Rogério Marinho tem 59 anos e foi ministro do Desenvolvimento Regional de fevereiro de 2020 até março do ano passado, quando deixou o posto para se candidatar ao Senado.</p>



<p>O potiguar começou a carreira política na esquerda, no Partido Socialista Brasileiro (PSB), sigla com a qual conquistou dois mandatos de vereador na capital do Estado, Natal, antes de eleger-se para a Câmara dos Deputados em 2006.</p>



<p>Como ministro de Bolsonaro, notabilizou-se como um dos principais negociadores das emendas de relator, mecanismo que deu origem ao chamado Orçamento Secreto.</p>



<p>Em debate na Câmara dos Deputados, em junho do ano passado, Marinho negou qualquer irregularidade nos procedimentos das emendas e rebateu a ideia de que houvesse algo &#8220;secreto&#8221;.</p>



<p>&#8220;Emendas RP9 são de responsabilidade de alocação do Parlamento brasileiro. Colocadas pelo relator, mas votadas pela Comissão Mista de Orçamento e pelo Plenário do Congresso Nacional, de forma transparente, à luz do dia, com todos os senhores aqui presentes participando&#8221;, conforme relatou a Agência Câmara.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Como-funciona-a-eleição-para-presidente-do-Senado">Como funciona a eleição para presidente do Senado?</h2>



<p>Ao contrário do que acontece no Poder Executivo, por exemplo, os presidentes do Senado e da Câmara não são &#8220;chefes&#8221; dos demais parlamentares: a função deles é a de organizar os trabalhos do Plenário, além de decidir quais projetos serão votados.</p>



<p>O presidente do Senado também é considerado o presidente do Poder Legislativo, e é o segundo na linha de sucessão do presidente da República, logo após o presidente da Câmara dos Deputados.</p>



<p>&#8220;A eleição do presidente do Senado pode acontecer já no primeiro ou no segundo turno, desde que alguém alcance os 41 votos, ou seja, maioria absoluta&#8221;, explica o cientista político Cláudio André de Souza.</p>



<p>&#8220;Para os partidos políticos interessa apoiar o candidato vencedor, porque ele é fundamental na divisão dos espaços de poder dentro de cada Casa: as comissões, os cargos na mesa diretora. Tudo isso é levado em conta na negociação dos apoios. Inclusive porque esses espaços de poder trazem consigo cargos que podem ser indicados pelos parlamentares&#8221;, acrescenta.</p>



<p><em>&#8211; Este texto foi publicado em </em><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-64476614">https://www.bbc.com/portuguese/brasil-64476614</a></p>



<p>Fonte: BBC Brasil</p>



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