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	<title>RS |</title>
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		<title>Documentário resgata memórias de camponeses que acolheram Belchior por 60 dias no RS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Dec 2024 19:33:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Belchior]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jornalista do BdF RS produziu minidocumentário sobre o período em que o cantor foi abrigado pelo MPA em Seberi (RS) No inverno de 2013 o cantor Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes – ou simplesmente&#160;Belchior&#160;– e sua esposa Edna Prometheu (pseudônimo de Edna Assunção de Araújo), em meio à peregrinação que desenvolviam buscando uma vida [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Jornalista do BdF RS produziu minidocumentário sobre o período em que o cantor foi abrigado pelo MPA em Seberi (RS)</p>



<p>No inverno de 2013 o cantor Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes – ou simplesmente&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2018/04/30/analise-belchior-e-a-dimensao-politica-das-letras-do-autor" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Belchior&nbsp;</a>– e sua esposa Edna Prometheu (pseudônimo de Edna Assunção de Araújo), em meio à peregrinação que desenvolviam buscando uma vida pacífica e anônima, foram acolhidos pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e abrigados no centro de formação da cooperativa camponesa Cooperbio em Seberi (RS). Esse é o tema do minidocumentário “Belchior entre os camponeses”, produzido pelo jornalista do&nbsp;<strong>Brasil de Fato RS</strong>&nbsp;Marcos Antonio Corbari.</p>



<p>A primeira exibição do filme aconteceu durante a programação natalina da cidade de Seberi, em atividade organizada pela prefeitura municipal junto à Casa de Cultura Valter Kerber. Na oportunidade também foi apresentado ao público outro documentário &#8211; “Além das Linhas”, da professora Rejane Bonadiman Minuzzi -, que retrata a bocha adaptada para jovens deficientes. Também foram lançamedos dois livros voltados à informação e conscientização sobre o autismo.</p>



<p>“Belchior entre os camponeses” tem pouco mais de 30 minutos de duração e foi realizado através do edital local da Lei Paulo Gustavo. Conta com apoio da Secretaria Municipal de Educação/Prefeitura Municipal de Seberi, do Ministério da Educação/Governo Federal e do Conselho Municipal de Cultura de Seberi.</p>



<p>Além de contar com o testemunho de cinco pessoas que conviveram e até moraram junto com Belchior e Edna – Marcelo Leal, Marcos Joni Oliveira, Débora Varoli, Joel da Silva e Lizane Brixner – o documentário apresenta a única fotografia tirada pelo cantor naqueles dias. Traz ainda a arte construída por Edna e Bel para ilustrar o projeto Alimergia e a interpretação da canção “Amanheceu”, composta por Pedro Munhoz em homenagem ao colega cantor.</p>



<p><img decoding="async" src="https://images01.brasildefato.com.br/e9e2142985e2f9cea6691285440d6a7a.webp"><br>Sessão ao ar livre no pátio da Casa de Cultura serviu para apresentação de audiovisuais e também para lançamento de livros / Wagner Stan/Prefeitura de Seberi</p>



<p>As informações e memórias compartilhadas pelos então integrantes da Coperbio pela primeira vez são compartilhadas com tal nível de detalhamento, apresentando a lembrança de um ser humano que foi acolhido em sua integralidade e abraçado em suas fragilidades. Trata-se, como descreve Corbari, de um vídeo que é prioritariamente afetivo. “Os fatos são relatados, a informação está presente do primeiro ao último minuto, mas é inegável que a história é contada a partir de um olhar afetivo”.</p>



<p>&#8220;Impossível não bater saudade&#8221;</p>



<p>“Foi pouco tempo de convívio, mas foram dias muito especiais. Acredito que assim como eles deixaram muito do seu jeito de ser junto com a gente, levaram muito de nós junto com eles”, afirma a camponesa Liziane Brixner, atualmente residente em Encruzilhada do Sul.</p>



<p>Corbari explica que o projeto tem finalidade pedagógica, histórica e cultural. Não tem fins lucrativos, não deve ser monetizado. Pode ser reproduzido livremente, desde que não tenha seu conteúdo alterado e sejam informados autores, realizadores e financiadores, bem como preservados os créditos dos recortes de imagens, vídeos e áudios utilizados como ilustração à narrativa.</p>



<p>O filme está disponível gratuitamente para ser assistido ou baixado no link&nbsp;<a href="https://youtu.be/2Yb2AID-MsM">https://youtu.be/2Yb2AID-MsM</a>.</p>



<p>“Hoje, quando olhamos para trás e nos lembramos daqueles dias, impossível não bater saudade. Mas não é saudade do artista Belchior, esse continua conosco através das canções. É saudade do tio Antônio que sempre tinha um bom assunto para animar a conversa, que esperava as crianças chegarem da escola para interagir, conversar, pintar, brincar&#8230;”, aponta Débora Varoli, que hoje reside em Porto Alegre.</p>



<p><img decoding="async" src="https://images03.brasildefato.com.br/5c15346f4fbe33ffce2f6e2844451853.webp"><br>Registro da passagem de Belchior por Seberi foi entregue para ser afixado na Casa de Cultura local / Wagner Stan/Prefeitura de Seberi</p>



<p>Entre os agradecimentos ficam em destaque o Instituto Cultural Padre Josimo (ICPJ), Cooperbio, projeto&nbsp;<a href="https://www.brasildefators.com.br/2023/12/21/cooperbio-e-eletrobras-concluem-acoes-do-projeto-alimergia-continuidade-no-rs" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Alimergia</a>, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Pedro Munhoz, Ronald Wolf, Angela Padilha Wagner e Espaço Girassol.</p>



<p>Durante a primeira exibição do audiovisual, integrantes da atual direção da Coperbio entregaram ao prefeito de Seberi, Adilson Balestrin (MDB), e à primeira dama Francislaine Trevisan, um quadro com a reprodução da arte produzida por Belchior e Edna e a fotografia do artista em meio aos jovens militantes camponeses na cachoeira. O projeto contempla ainda contrapartida da parte do realizador em forma doação de livros para a Biblioteca Municipal e para as bibliotecas das escolas municipais.</p>



<p>O jornalista Marcos Antonio Corbari está preparando para o Brasil de Fato uma grande reportagem a partir do material coletado para a produção desse filme, que deverá ser publicada nos próximos dias. &#8220;Belchior nos ensina que amar e mudar as coisas interessa mais, e esse é o grande objetivo de publicarmos este material, um profundo exercício de afeto com estas memórias que precisam ser compartilhados com a comunidade e com quem mais esteja disposto a ver e conhecer&#8221;, afirma.</p>



<p><strong>Assista ao documentário:</strong></p>



<p><a href="https://youtube.com/watch?v=2Yb2AID-MsM%3Fsi%3D0KUNDEPQpUjSXHPX">https://youtube.com/watch?v=2Yb2AID-MsM%3Fsi%3D0KUNDEPQpUjSXHPX</a></p>



<p><strong>Fonte: </strong><a href="https://www.brasildefators.com.br/2024/12/23/documentario-resgata-memorias-de-camponeses-que-acolheram-belchior-no-inverno-de-2013" target="_blank" rel="noreferrer noopener">BdF Rio Grande do Sul</a> /  Foto: Arquivo Cooperbio/MPA</p>



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<iframe title="ANGÉLICA SODRÉ:CORAGEM E FÉ NOS PASSOS DE UMA IPIRAENSE" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/RYis7YBMzO4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Cárcere privado termina com atirador morto e outras três mortes em Novo Hamburgo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2024 13:03:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Atirador]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Novo Hamburgo]]></category>
		<category><![CDATA[RS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ocorrência foi registrada no bairro Ouro Branco Foi encerrado após mais de 10 horas o cerco a um homem armado no bairro Ouro Branco, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. Pelo menos oito pessoas foram feridas e quatro morreram. Um dos mortos é o atirador, identificado como Édson Fernando Crippa, de 45 anos. A ocorrência teve início [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ocorrência foi registrada no bairro Ouro Branco</em></p>



<p>Foi encerrado após mais de 10 horas <strong>o cerco a um homem armado</strong> no bairro Ouro Branco, em <strong>Novo Hamburgo</strong>, no Vale do Sinos. Pelo menos oito pessoas foram feridas e quatro morreram. Um dos mortos é o atirador, identificado como Édson Fernando Crippa, de 45 anos.</p>



<p>A ocorrência teve início ainda na noite dessa terça-feira, chegando ao fim nesta manhã, próximo às 8h30min.</p>



<p>De acordo com a Brigada Militar, uma guarnição foi despachada para a rua Adolfo Jaeger, por volta das 22h40min, após Eugênio Crippa, de 74 anos, ligar para o 190 informando que o filho Edson mantinha ele e a esposa reféns. Os policiais foram recebidos a tiros pelo suspeito, que depois correu para o interior do imóvel.</p>



<p>O soldado Everton Kirsch Júnior, de 31 anos, morreu no local. O pai e o irmão do atirador também foram mortos.</p>



<p>A partir daí, reforços foram acionados. Um guarda municipal e outros seis PMs foram baleados. Um dos policiais feridos, que tem 31 anos, foi atingido por três disparos. Ele passou por cirurgia e está em estado grave, mas estável.</p>



<p>O Batalhão de Operações Especiais (Bope) esteve no local e, após negociação, decidiu entrar no imóvel, onde encontrou o atirador já sem vida. Ele era caminhoneiro e já havia passado por diversos cursos de tiro, segundo familiares. Durante a ocorrência, ele estava armado com duas pistolas, um rifle e uma espingarda.</p>



<p>Fonte: <strong>Correio do Povo</strong></p>



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<iframe title="A IMPORTÂNCIA DO MARKETING NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2024" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/AA0sFT7o6Y8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Por que Rio Grande do Sul tem maior percentual de adeptos de religiões de matriz africana no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 16:37:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[matriz africana]]></category>
		<category><![CDATA[religiões]]></category>
		<category><![CDATA[RS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com auxílio de escada e furadeira, quatro homens afixam um painel de quase dois metros de comprimento na parede lateral do prédio nº 2200 da movimentada Avenida Nilo Peçanha, em&#160;Porto Alegre. Na placa, lê-se: “Território Quilombola Kédi. Associação do&#160;Quilombo&#160;Kédi. Em processo de regularização fundiária pelo&#160;Incra&#160;nº 54000.104791/2021-16”. A instalação do marco, em 20 de abril, foi [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com auxílio de escada e furadeira, quatro homens afixam um painel de quase dois metros de comprimento na parede lateral do prédio nº 2200 da movimentada Avenida Nilo Peçanha, em&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckr5xg5rrpjo">Porto Alegre</a>.</p>



<p>Na placa, lê-se: “Território Quilombola Kédi. Associação do&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckr53j79n1zo">Quilombo</a>&nbsp;Kédi. Em processo de regularização fundiária pelo&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-63196408">Incra</a>&nbsp;nº 54000.104791/2021-16”.</p>



<p>A instalação do marco, em 20 de abril, foi testemunhada por dezenas de moradores e pela reportagem da BBC News Brasil.</p>



<p>Estabelecidas há cerca de um século no local, as cerca de 120 famílias da chamada Vila Kédi ingressaram há três anos com processo de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9ekgzy0k5ro">reconhecimento da área como remanescente de quilombo</a>.</p>



<p>Para a comunidade, a placa é duplamente significativa: o edifício, que hoje abriga a sede da associação de moradores, está situado no local exato de um antigo&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c899779vqpvo">terreiro</a>.</p>



<p>“O terreiro da mãe Eva era um dos pontos de convivência da comunidade”, explica Tânia Rosangela de Jesus Dutra, primeira-secretária da associação.</p>



<p>Descendente dos primeiros ocupantes, a líder comunitária não conheceu a matriarca.</p>



<p>A existência do terreiro, porém, foi atestada em laudo antropológico emitido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).</p>



<p>O prédio hoje ocupado pela associação fica ao lado de uma imponente figueira, árvore associada a poderes cósmicos em inúmeros ritos, incluindo os de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-64393722">matriz africana</a>.</p>



<p>A relação entre&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44570778">movimento quilombola</a>&nbsp;e as religiões de matriz africana não é uma exclusividade da Vila Kédi.</p>



<p>O advogado Onir Araújo, que presta assessoria à associação, afirma que, na capital gaúcha, praticamente todas as comunidades quilombolas organizaram-se em torno de terreiros ou abrigam alguma espécie de local de culto afrorreligioso em seu interior.</p>



<p>Segundo Araújo, Porto Alegre tem 11 quilombos urbanos, incluindo o primeiro desse tipo a ser reconhecido no Brasil, o da família Silva, vizinho ao Kédi.</p>



<p>“Nenhuma outra cidade brasileira tem esse número de comunidades”, afirma o advogado.</p>



<p>De acordo com o Censo de 2022, existem 203 localidades quilombolas no Rio Grande do Sul, 16 delas em Porto Alegre.</p>



<p>Em termos quantitativos, porém, os terreiros são muito mais numerosos do que os quilombos na capital.</p>



<p>Um levantamento da Prefeitura feito entre 2006 e 2008 indicou a existência de 1.290 terreiros na primeira década do século em Porto Alegre — número praticamente idêntico ao encontrado em Salvador na mesma época, segundo Ari Pedro Oro, professor de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em artigo intitulado &#8220;O atual campo afro-religioso gaúcho&#8221;, publicado em 2012.</p>



<p>No Estado, haveria cerca de 30 mil terreiros, conforme cálculo de Norton Correa, professor de Antropologia da Universidade Federal do Maranhão.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="As-marcas-das-religiões-afrobrasileiras-no-RS">As marcas das religiões afrobrasileiras no RS</h2>



<p>Para muita gente, quando o assunto são as religiões de matriz africana, o Rio Grande do Sul pode não ser o primeiro Estado brasileiro a vir à mente.</p>



<p>Afinal, trata-se da segunda unidade da federação com menor população autodeclarada preta ou parda, com 20%, segundo o Censo de 2022, atrás apenas de Santa Catarina.</p>



<p>Mas uma consulta aos dados dos censos demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), porém, pode desfazer essa impressão.</p>



<p>No levantamento de 2010, o Rio Grande do Sul figurou como o Estado com maior percentual de adeptos da umbanda e do candomblé, as duas principais religiões afrobrasileiras, embora não sejam as únicas.</p>



<p>O Estado também foi campeão em números absolutos, de acordo com o Censo de 2010.</p>



<p>Os adeptos destas religiões representavam 1,47% dos gaúchos em 2010 — os dados sobre religião do Censo de 2022 ainda não foram divulgados pelo IBGE.</p>



<p>Isso representava um percentual bem acima do nacional, de 0,3%.</p>



<p>Mas pesquisadores acreditam que, em ambos os casos, os números podem ser ainda mais elevados, porque muitos adeptos tenderiam a se definir como católicos por razões familiares e culturais.</p>



<p>Evidências da afrorreligiosidade (ou, na expressão de Ari Oro, religiosidade afrorriograndense) estão por toda parte.</p>



<p>A maior festa em louvor a um orixá nas Américas não ocorre no Nordeste brasileiro ou no Caribe, mas ao longo dos mais de 200 quilômetros da praia gaúcha do Cassino, a mais extensa do mundo, no município de Rio Grande.</p>



<p>É a celebração de Iemanjá, no dia 2 de fevereiro, que atrai um público calculado em 300 mil pessoas, segundo os organizadores.</p>



<p>O peso das religiões de matriz africana transparece na própria linguagem.</p>



<p>Para boa parte dos gaúchos, a expressão “ser de religião” indica adesão a cultos afro.</p>



<p>“Quem é de axé diz que é”, resume um refrão corrente na comunidade afrorreligiosa local.</p>



<p>A compreensão do fenômeno, diz Vitor Queiroz, professor de Antropologia da UFRGS, exige em primeiro lugar um ajuste de contas com a ideia corrente de que o Rio Grande do Sul é um Estado branco.</p>



<p>“Acho curioso quando as pessoas falam que não veem negros em Porto Alegre. Digo: ‘Refaça sua operação ocular. Vá ao centro da cidade e simplesmente olhe”, afirma Queiroz.</p>



<p>Até mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse em maio, em visita a atingidos pela enchente que assolou o Estado: “Não sabia que tinha tanta gente negra aqui”.</p>



<p>Lula acrescentou que teria ouvido da primeira-dama, Janja Lula da Silva, que os negros “são os mais pobres e moram nos lugares mais arriscados”.</p>



<p>Segundo Queiroz, o mito do Rio Grande branco está relacionado à reprodução do preconceito e ódio racial e religioso, segundo Queiroz.</p>



<p>Em 5 de maio, no auge da enchente, a influenciadora Michele Dias Abreu atribuiu o desastre climático ao fato de o Estado estar entre os que abrigam “maior número de terreiros de macumba (sic)”.</p>



<p>“Deus está descendo com sua ira total”, apregoou a influenciadora no vídeo.</p>



<p>A repercussão negativa da injúria, que teve milhões de visualizações, levou o Ministério Público de Minas Gerais a denunciar Michele por prática e incitação à intolerância religiosa nas redes sociais.</p>



<p>Depois das medidas cautelares, a influenciadora desculpou-se, afirmando que o comentário havia sido “infeliz e desnecessário”.</p>



<p>A desinformação, segundo Queiroz, é produto de estratégias sociais e políticas de branqueamento da população gaúcha adotadas pelas elites gaúchas desde o século 19.</p>



<p>“Os símbolos do Estado são todos afroindígenas. O próprio gaúcho do século 19 é um peão (trabalhador de estância) de pele escura”, ressalta o professor da UFRGS.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-papel-dos-africanos-na-história-do-RS">O papel dos africanos na história do RS</h2>



<p>A pesquisa historiográfica revela que a participação de africanos no povoamento do Rio Grande do Sul até o início do século 19 não se distinguiu do resto do país.</p>



<p>Em trabalho do início dos anos 2000, a historiadora Helen Osório sustentou que, entre 1780 e 1807, o percentual de escravizados de origem africana entre a população local oscilava entre 28% e 36%, patamar similar ao da Bahia, de Pernambuco e do Rio de Janeiro.</p>



<p>A economia do charque (carne de sol), que impulsionou o crescimento da metade sul do Estado até o final do século 19, foi movida a braços e sangue africano, afirma Queiroz.</p>



<p>No Uruguai e na Argentina, onde o charque teve peso igualmente significativo, a presença massiva de escravizados nos&nbsp;<em>saladeros</em>&nbsp;(equivalentes platinos das charqueadas) e estâncias, tão ou mais relevante que a do Rio Grande do Sul, somente nas últimas décadas mereceu maior atenção dos pesquisadores.</p>



<p>Com importância econômica secundária em relação aos centros charqueadores de Pelotas e Rio Grande, os núcleos urbanos mais ao norte concentraram desde o início grandes contingentes de africanos e descendentes.</p>



<p>“Porto Alegre foi fundada no final do século 18 por colonos açorianos e seus escravos. A gente esquece que pelo menos um terço da população da cidade nos primeiros anos era de africanos ou afrodescendentes”, diz Queiroz.</p>



<p>Se o peso demográfico dos negros no Rio Grande do Sul equivale até o início do século 19 ao de outros Estados, o que explica a adesão mais pronunciada de religiões de matriz africana em solo gaúcho?</p>



<p>Por razões de colonização e defesa do território, a Coroa portuguesa e, em seguida, o Império brasileiro promoveram a instalação de colonos — inicialmente alemães, mas também franceses, suíços e italianos — no Rio Grande do Sul.</p>



<p>A procedência dos migrantes obedecia à intenção de, nas palavras da pesquisadora Vania Herédia, “branquear a raça”, ou seja, fortalecer o elemento branco na população brasileira.</p>



<p>Pesquisadores sustentam que a chegada de colonos de fé luterana, sobretudo alemães, contribuiu para estender a liberdade de culto — inclusive das religiões de matriz africana — ao enfraquecer o controle da Igreja católica no âmbito espiritual.</p>



<p>Para Queiroz, mais do que uma relação estanque entre as confissões, existe no Estado um “mercado mágico subterrâneo”, comum também em outros lugares do país.</p>



<p>“Às vezes, a pessoa não é afrorreligiosa e está, por exemplo, com a mãe doente. Tenta isso, tenta aquilo, e alguém diz: ‘Olha, a mãe tal no terreiro tal pode ajudar’. E a pessoa vai lá e encomenda um ebó (oferenda). Essa pessoa é o quê? Ela vai ao terreiro, às vezes escondida”, exemplifica.</p>



<p>Nem sempre as transações ocorrem nas sombras. O exemplo mais notório é o da relação entre o presidente (cargo equivalente a governador na República Velha) Antonio Augusto Borges de Medeiros (1863-1961) e o príncipe beninense Custódio Joaquim de Almeida, que chegou ao Rio Grande do Sul no final do século 19.</p>



<p>A tradição oral atribui a Custódio o assentamento de ocutás (objetos sagrados associados a orixás) em distintos pontos de Porto Alegre.</p>



<p>O mais famoso é o chamado Bará do Mercado Público, simbolizado por um círculo de pedras no piso do prédio — o local exato do assentamento nunca foi revelado.</p>



<p>Outros estariam sob o próprio Palácio Piratini, sede do governo estadual, a pedido de Borges, na Igreja das Dores, no antigo pelourinho da Rua dos Andradas e até mesmo, segundo Queiroz, em um ponto do leito do Lago Guaíba.</p>



<p>A religião de Custódio, como a dos primeiros africanos em solo gaúcho, conforme Queiroz, era chamada de “nação” e hoje adota a denominação de batuque.</p>



<p>Originária do Golfo da Guiné, tem possível influência de mitos centro-africanos.</p>



<p>Como o candomblé — em relação ao qual é, nas palavras do professor da UFRGS, “um culto diferente de mesma raiz” —, o batuque venera orixás e utiliza o iorubá como língua litúrgica.</p>



<p>Embora seja visto pelos próprios adeptos como tradicional e ancestral, o batuque implantou-se há pouco mais de um século, no final do século 19.</p>



<p>Nos anos 1930, de acordo com Queiroz, surgiram no Rio Grande do Sul os primeiros terreiros de umbanda, poucas décadas depois de seu aparecimento no Rio de Janeiro.</p>



<p>Com elementos mitológicos centro-africanos, a umbanda é comumente definida como a mais brasileira das afrorreligiões.</p>



<p>Finalmente, mais recentemente figura a quimbanda ou linha cruzada, que acrescenta as divindades de Exu e Pombagira ao universo sagrado do batuque e da umbanda.</p>



<p>Na prática cotidiana, os três ramos (chamados localmente de “lados”) são entrelaçados.</p>



<p>“Batuque, umbanda e quimbanda podem coexistir no mesmo espaço. Trocam-se a decoração, o dia da semana, os frequentadores, mas existe convivência”, garante o professor.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Conflitos-religiosos">Conflitos religiosos</h2>



<p>Se as relações entre os “lados” são pacíficas, o convívio com outras confissões registra momentos de aberta hostilidade.</p>



<p>Por duas vezes, em 2003 e 2015, deputados ligados a igrejas evangélicas neopentecostais tentaram sem sucesso aprovar na Assembleia Legislativa projetos que proibiam o sacrifício de animais, prática corrente no batuque e na quimbanda.</p>



<p>No primeiro episódio, o Ministério Público do Estado ingressou com ação direta de inconstitucionalidade contra a decisão dos deputados no Tribunal de Justiça do Estado.</p>



<p>Diante de decisão desfavorável, interpôs recurso extraordinário junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).</p>



<p>Finalmente, em 2019, por unanimidade, a corte suprema decidiu pela constitucionalidade do sacrifício de animais em cerimônias religiosas.</p>



<p>A polêmica estimulou a criação, em 2014, do Conselho do Povo de Terreiro do Estado do Rio Grande do Sul, vinculado à Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos.</p>



<p>A finalidade do órgão, segundo o decreto assinado pelo então governador Tarso Genro (PT), é “desenvolver ações, estudos, propor medidas e políticas públicas voltadas para o conjunto das comunidades do povo de terreiro do Estado, caracterizando-se como um instrumento de reparação civilizatória, na busca da equidade econômica, política e cultural e da eliminação das discriminações”.</p>



<p>Em um episódio mais recente de tensão, o padre Sérgio Belmonte, da paróquia de São Jorge, no bairro Partenon, provocou reação nas redes sociais ao anunciar, em 23 de abril, uma celebração interreligiosa no templo.</p>



<p>A data, consagrada ao santo guerreiro no calendário católico, é festejada também nos cultos afro em louvor a Ogum, orixá da guerra.</p>



<p>Diante da controvérsia provocada pelo anúncio, a paróquia anunciou que o ato interreligioso não se realizaria no interior da igreja.</p>



<p>Ainda assim, depois da missa, quatro homens tentaram impedir a lavagem das escadarias do templo por adeptos de religiões de matriz africana e tiveram de ser contidos pela polícia.</p>



<p>O arcebispo metropolitano de Porto Alegre, dom Jaime Spengler, lamentou o episódio em entrevista à BBC News Brasil.</p>



<p>“Faz parte da missão própria da Igreja Católica promover, com outros fiéis, de maneira fraterna, respeitosa e convivial, o caminho da busca de Deus ou do divino, como quisermos”, disse o arcebispo.</p>



<p>O caso fornece, na opinião de dom Jaime, “sinais de um radicalismo, de um fundamentalismo que não caracteriza, que não faz parte da sã tradição católica nem faz parte daquilo que a Igreja, sobretudo depois do Concílio Vaticano 2º, tem defendido”.</p>



<p>O arcebispo tinha prometido ao padre Belmonte que estaria presente à missa de 23 de abril, mas foi impedido por uma forte gripe, sendo representado pelo bispo auxiliar, dom Juarez Destro.</p>



<p>Se tivesse comparecido, porém, disse que perguntaria, em primeiro lugar, se as pessoas que se manifestaram participam da vida ordinária da comunidade.</p>



<p>“Se sim, certamente merecem sim nossa orientação, nossa proximidade e, por que não dizer, o respeito. Até porque a Igreja não é feita de pessoas que pensam da mesma forma. Existem diferenças.”</p>



<p>Em polêmicas como a da paróquia São Jorge, observou, encontram-se “não raramente influenciadores digitais que promovem situações delicadas, que não estão participando da vida concreta de uma igreja particular e disseminam suas opiniões através das redes sociais, sem um compromisso de vida comunitária”.</p>



<p>No Quilombo Kédi, a busca dos moradores do reconhecimento de seu direito a ocupar o território se chocou com as pretensões da Igreja.</p>



<p>Erguido no ponto ocupado pelo terreiro de mãe Eva, o prédio da associação ainda ostentava, em abril, acima da placa do quilombo, um letreiro onde se lia “Igreja Santa Edvige, filiada à Paróquia Nossa Senhora Mont’Serrat”. Ao lado, um aviso: “Missas aos sábados às 15:30”.</p>



<p>O espaço foi utilizado por dez anos por catequistas católicos em missão de conversão junto aos moradores — sem sucesso, informa o advogado Onir Araújo.</p>



<p>Fluminense de Niterói e ativista social há 40 anos, o assessor do Quilombo Kédi radicou-se na capital gaúcha há mais de duas décadas, mas não consegue evitar a emoção ao falar da terra adotiva.</p>



<p>“Porto Alegre dorme todas as noites ao som de tambores de matriz africana”, comenta Araújo. “Em todos os bairros, se você apurar bem o ouvido.”</p>



<p>Fonte: BBC Brasil / Foto: GETTY IMAGES</p>



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<iframe title="Eleição 2024: o direito do voto" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/0QHfQmFS9o0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/por-que-rio-grande-do-sul-tem-maior-percentual-de-adeptos-de-religioes-de-matriz-africana-no-brasil/">Por que Rio Grande do Sul tem maior percentual de adeptos de religiões de matriz africana no Brasil</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Cinema no Abrigo apresenta filme sobre saúde mental a refugiados climáticos no RS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jul 2024 21:14:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[RS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Documentário Vida Mais Leve foi exibido em Canoas na quinta-feira e deve chegar a outras localidades do estado gaúcho Passados quase dois meses da maior tragédia climática que se abateu no&#160;Rio Grande do Sul, o cenário ainda é desolador. As águas baixaram e os estragos começaram a ser contabilizados. Há quem conseguiu retornar para casa, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Documentário Vida Mais Leve foi exibido em Canoas na quinta-feira e deve chegar a outras localidades do estado gaúcho</p>



<p>Passados quase dois meses da maior tragédia climática que se abateu no&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2024/06/24/temporais-e-granizo-atingem-interior-gaucho-e-rios-sobem-na-grande-porto-alegre" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rio Grande do Sul</a>, o cenário ainda é desolador. As águas baixaram e os estragos começaram a ser contabilizados. Há quem conseguiu retornar para casa, há quem perdeu tudo e ainda existe uma grande quantidade de refugiados climáticos que vivem em abrigos por todo o estado.</p>



<figure class="wp-block-embed"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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<p>Como forma de amenizar o sofrimento e contribuir de forma positiva para a saúde mental dessas pessoas, o projeto Cinema no Abrigo traz uma reflexão sobre ansiedade e&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2024/07/07/brigadista-escolheu-profissao-apos-perder-filho-por-problema-pulmonar" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depressão</a>&nbsp;através do filme &#8220;Vida Mais Leve&#8221;. A ideia é auxiliar os flagelados nesse processo de bem-estar em meio à tensão em momentos de vulnerabilidade.</p>



<p>A primeira sessão aconteceu no Centro Olímpico de Canoas (RS), na noite desta quinta-feira (18), com apoio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer do município. Após a sessão, será feita uma roda de conversa para aprofundar o tema e as percepções do público. Estão previstas outras exibições em Porto Alegre e região metropolitana, com datas a serem confirmadas.</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://apoia.se/brasildefators_enchentes" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://cdn.brasildefato.com.br/assets/7f79d3d45758c62a8dbbe78cfa5148e4.gif" alt=""/></a></figure>



<p>&#8220;Assimilar esta nova realidade e reiniciar a vida é um desafio muito grande para quem, muitas vezes, já estava em uma condição de dificuldade financeira&#8221;, observa Jeferson Mundel, diretor do filme. &#8220;Os impactos emocionais nem sempre são imediatos e nem têm prazo para cessar&#8221;, ressalta o cineasta e proprietário da Imagem Sonora Filmes, produtora responsável pela realização da obra.</p>



<p>Além de Mundel, o média-metragem tem assinatura do consultor de bem-estar organizacional Felipe Goettems, que há anos se dedica ao estudo da felicidade e do bem-estar emocional por meio de formações nas áreas da psicologia, neurociência, entre outros.</p>



<p><img decoding="async" src="https://images02.brasildefato.com.br/92a3f8fde1dbb4e05da3cb6ad9a39fcf.webp"><br>O filme foi lançado em 2023 / Divulgação Sílvia Abreu Consultoria Integrada de Marketing</p>



<p><strong>Vida Mais Leve</strong></p>



<p>Lançado em 2023, o filme trata da ansiedade e da depressão, suas origens, processos e consequências. Com narração de Goettems, o média-metragem traz depoimentos do surfista Carlos Burle; do ator e palhaço Marcio Libar; do psiquiatra Maurício Marxs; da neurocientista Eliza Kosaza; do poeta Fabricio Carpinejar; do educador emocional Gabriel Carneiro Costa; do Lama Padma Santen, do Centro de Estudos Budistas Bodisatva; da professora Carla Furtado, do Instituto Feliciência; do psicólogo norte-americano Louis Cozolino, da Pepperdine University (EUA); de Andrea Perez, da Psicologia Positiva, e de Erick Leite, diretor do Gurukulam Instituto. Eles oferecem novas perspectivas para o conhecimento deste transtorno, a partir de suas vivências, estudos e observações.</p>



<p>A obra fala das mais recentes descobertas sobre o tema, mas também das atitudes simples no dia a dia que podem ajudar as pessoas a terem uma vida mais leve. &#8220;Vislumbramos nestas sessões de cinema uma forma de proporcionar um afago, um momento para acalmar as pessoas em meio ao flagelo. Mais do que entretenimento, projetamos um momento de cura, de reflexão e de apoio mútuo&#8221;, explica Mundel.</p>



<p>Segundo Felipe Goettems, idealizador do projeto, os sintomas de ansiedade e depressão estão próximos de todas as pessoas que, de uma maneira ou outra, estão sendo afetadas pela&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/topicos/tragedia-climatica-no-rs" target="_blank" rel="noreferrer noopener">catástrofe</a>. &#8220;E é exatamente neste momento que as pessoas que foram mais atingidas precisam de apoio emocional, além de ajuda financeira&#8221;, constata.</p>



<p>A ação é patrocinada pela Imagem Sonora Filmes e é produzida em parceria com BE – Bem Estar Instituto, Sílvia Abreu Consultoria Integrada de Marketing, Fundação de Assistência Social e Cidadania de Porto Alegre (FASC) e Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Canoas.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><strong>Fonte: </strong>BdF Rio Grande do Sul / Foto: John Arlington</p>



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</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/cinema-no-abrigo-apresenta-filme-sobre-saude-mental-a-refugiados-climaticos-no-rs/">Cinema no Abrigo apresenta filme sobre saúde mental a refugiados climáticos no RS</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Mortes no RS sobem para 178 e 34 pessoas continuam desaparecidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jun 2024 10:48:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[RS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dados foram divulgados pela Defesa Civil do RS na segunda-feira (24) O número de mortos no Rio Grande do Sul &#160;em decorrência das fortes chuvas e enchentes que atingiram o estado subiu para 178, segundo dados da Defesa Civil do estado divulgados na segunda-feira (24). O número de desaparecidos é 34. Ainda de acordo com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dados foram divulgados pela Defesa Civil do RS na segunda-feira (24)</p>



<p>O número de mortos no Rio Grande do Sul &nbsp;em decorrência das fortes chuvas e enchentes que atingiram o estado subiu para 178, segundo dados da Defesa Civil do estado divulgados na segunda-feira (24). O número de desaparecidos é 34.</p>



<p>Ainda de acordo com o órgão, ainda há 10.485 pessoas morando em abrigos e 388.781 que estão desalojadas. Apesar disso, algumas famílias já puderam retomar para suas residências após realizar limpeza e retirada de entulhos do local.</p>



<p>No total, é estimado que 2,398 milhões foram afetadas pela tragédia que atingiu 478 municípios do Rio Grande do Sul.</p>



<p>Fonte: Metro 1 / Foto: <strong>Mauricio Tonetto / Secom</strong></p>



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</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/mortes-no-rs-sobem-para-178-e-34-pessoas-continuam-desaparecidas/">Mortes no RS sobem para 178 e 34 pessoas continuam desaparecidas</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Sebrae lança programa para ajudar empresas vítimas da enchente no RS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jun 2024 16:49:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[RS]]></category>
		<category><![CDATA[SEBRAE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Instituição prestará consultoria e financiará pequenos custos O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (Sebrae RS) vai ajudar micro e pequenos empreendimentos atingidos pela recente catástrofe climática através do programa Sebraetec Supera, que já atuou nas enchentes de setembro do ano passado. “Ele visa atender as empresas que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Instituição prestará consultoria e financiará pequenos custos</p>



<p>O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (Sebrae RS) vai ajudar micro e pequenos empreendimentos atingidos pela recente catástrofe climática através do programa Sebraetec Supera, que já atuou nas enchentes de setembro do ano passado. “Ele visa atender as empresas que foram diretamente afetadas: os microempreendedores individuais (MEIs), as micro empresas e as empresas de pequeno porte”, disse, neste domingo (2), à Agência Brasil o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae RS, Luiz Carlos Bohn.</p>



<p>O programa foi aplicado no Vale do Taquari, em setembro de 2023 e, agora, foi ampliado por conta do tamanho da destruição que aconteceu, afirmou Bohn. Em média, os pequenos empreendimentos tiveram prejuízo de até R$ 50 mil. “Já temos mais de 20 mil respostas à pesquisa feita e o Sebrae RS elaborou esse trabalho. Remanejamos nosso orçamento no Rio Grande do Sul, com liberdade do Sebrae Nacional, para dirigir todos os recursos disponíveis para esse programa”.</p>



<p><strong>Cadastramento</strong><br>As empresas devem se cadastrar pelo site do programa, onde manifestam suas necessidades. “Todo o nosso pessoal do Sebrae RS está em campo para procurar fisicamente as empresas. Muita coisa será de maneira ‘online’”, destacou Bohn. A consultoria do Sebrae RS reavalia a situação, faz um plano de ação de recomeço das atividades e disponibiliza recursos para os micro e pequenos empreendimentos. Os recursos serão a fundo perdido, ou seja, não reembolsáveis, o que significa que não precisarão ser devolvidos. “Não haverá nenhuma dívida”, garantiu o presidente do Conselho.</p>



<p>Os empreendimentos beneficiados receberão avaliação e consultoria do Sebrae RS e reembolso de até R$ 15 mil sobre os custos com reparos, manutenção ou reposição de equipamentos e mobiliário afetados pelos alagamentos. O reembolso será por porte. Microempreendedor individual (MEI) poderá receber até R$ 3 mil, microempresa até R$ 10 mil e empresa de pequeno porte até R$ 15 mil. Luiz Carlos Bohn disse que valor semelhante poderá ser obtido pelos interessados junto aos parceiros do Sebrae RS, que são a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e cooperativas de crédito.</p>



<p><strong>Comprovação</strong><br>As micro e pequenas empresas e MEIs deverão comprovar a localização nas regiões afetadas, formular o plano de retomada e, em seguida, adquirir mercadorias, estoque, equipamentos, móveis ou utensílios que precisam para seu funcionamento. “A maioria vai receber isso reembolsado no máximo em 45 dias”. Em caso de não haver possibilidade de reparo, os itens adquiridos deverão ser iguais ou similares àqueles substituídos. Não são elegíveis para reembolso itens cobertos por seguros ou obtidos por doação.</p>



<p>Levantamento já efetuado mostra a existência de cerca de 1,5 milhão de pequenos negócios entre microempresas, MEIs e pequenas empresas no estado. O Sebrae RS estima que, desse total, 600 mil foram afetados pela catástrofe climática. “Em que grau a gente não sabe, mas 66 mil foram muito afetados. E a gente poderá atender entre 10 mil a 15 mil com os recursos que tem. É o que a gente pode fazer”.</p>



<p><strong>Assessoria</strong><br>O Sebrae RS está promovendo também a Assessoria de Negócios, produto baseado na metodologia de programa da ‘Small Business Administration’ (SBA), dos Estados Unidos. Esse programa estrutura centros de desenvolvimento de pequenas empresas por todo o país, oferecendo treinamento, assessoria individual e soluções para o desenvolvimento sustentável e de longo prazo dos negócios. De forma semelhante ao Sebrae, esses centros utilizam métricas econômicas estratégicas para orientar suas ações.</p>



<p>Bohn esclareceu que o pequeno empreendedor precisa fazer uma conversa ‘online’ ou presencial para reestruturar seu negócio, de modo a direcionar bem o recurso. Ele faz um preparo de gestão e, depois, pode se tornar cliente do Sebrae. Tem essa finalidade também”. Com apoio do Sebrae, o principal objetivo da Assessoria de Negócios é garantir que as pequenas empresas afetadas pelas enchentes possam se reconstruir e sobreviver, mantendo sua operação, preservando empregos e aumentando o faturamento. As empresas atendidas serão organizadas conforme a região e a situação atual de sobrevivência, reconstrução ou emergência.</p>



<p>Fonte: Agência Brasil / Foto:Gustavo Mansur/Palácio Piratini</p>



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<iframe title="Saúde Bucal: Higiene, prevenção, doenças e tratamentos" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/5OXARhqUkUE?start=338&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/sebrae-lanca-programa-para-ajudar-empresas-vitimas-da-enchente-no-rs/">Sebrae lança programa para ajudar empresas vítimas da enchente no RS</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Anvisa autoriza doação de medicamentos para secretarias de saúde do Rio Grande do Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 May 2024 11:10:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Anvisa]]></category>
		<category><![CDATA[RS]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Medida vale por 90 dias e abrange doações adquiridas de fabricantes e distribuidores de medicamentos. A Diretoria Colegiada da Anvisa autorizou, em caráter excepcional, a doação de medicamentos para a Secretaria Estadual e para as Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande Do Sul. A medida vale para medicamentos regularizados no Brasil, e inclui medicamentos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Medida vale por 90 dias e abrange doações adquiridas de fabricantes e distribuidores de medicamentos.</p>



<p>A Diretoria Colegiada da Anvisa autorizou, em caráter excepcional, a doação de medicamentos para a Secretaria Estadual e para as Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande Do Sul.</p>



<p>A medida vale para medicamentos regularizados no Brasil, e inclui medicamentos controlados e amostras grátis. Para garantir a qualidade e a segurança dos produtos, as doações devem ser adquiridas de fabricantes e distribuidores de medicamentos.</p>



<p>A autorização é válida por 90 dias, podendo ser prorrogada por aprovação da diretoria da Agência.</p>



<p><strong>Quem pode doar?</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Empresas de todo o país, inclusive fabricantes e distribuidores de medicamentos.</li>



<li>Pessoas físicas, desde que realizem a aquisição dos medicamentos diretamente de fabricantes ou distribuidores e estes realizem a logística de entrega.</li>
</ul>



<p><strong>Controlados</strong></p>



<p>Para os medicamentos sob controle especial, conhecidos como “controlados”, os estabelecimentos devem escriturar as movimentações em Livro de Registro Específico, nos termos da Portaria SVS/MS 344/1998.</p>



<p>Fonte: Gov.br /  Foto: Shuttertock</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Cantor Maciel Moraes no Bate Papo na City" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/2QBY1kjDKDM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Governo federal libera mais R$ 1,8 bilhão para ações de apoio ao RS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 May 2024 12:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Governo Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[RS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crédito extraordinário foi autorizado por meio de medida provisória O governo federal liberou mais R$ 1,8 bilhão para ações de reconstrução no Rio Grande do Sul. A autorização do crédito extraordinário foi feita&#160;por meio da edição da&#160;Medida Provisória 1.223/2024, publicada na noite desta quinta-feira (23). A MP entra em vigor imediatamente, mas precisa ser aprovada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Crédito extraordinário foi autorizado por meio de medida provisória</p>



<p>O governo federal liberou mais R$ 1,8 bilhão para ações de reconstrução no Rio Grande do Sul. A autorização do crédito extraordinário foi feita&nbsp;por meio da edição da&nbsp;Medida Provisória 1.223/2024, publicada na noite desta quinta-feira (23).</p>



<p>A MP entra em vigor imediatamente, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para não perder a validade.</p>



<p>A maior parte do montante irá para ações da Defesa Civil e o&nbsp;Auxílio Reconstrução, somando mais de R$ 1,4 bilhão. Os recursos autorizados hoje poderão também ser&nbsp;usados&nbsp;para volta das atividades de universidades e institutos federais, assistência jurídica gratuita, serviços de conectividade, fiscalização ambiental, aquisição de equipamentos para conselhos tutelares e atuação das polícias Federal, Rodoviária Federal e da Força Nacional de Segurança Pública.</p>



<p>No último dia 11, o governo federal já havia destinado R$ 12,1 bilhões, também por MP, ao estado, para abrigos, reposição de medicamentos, recuperação de rodovias e outros.</p>



<p>De acordo com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o crédito visa atender&nbsp;“a diversas despesas relativas ao combate às consequências derivadas da tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul, tanto no aspecto de defesa civil e logística, como também o enfrentamento das consequências sociais e econômicas que prejudicam toda a população e os entes governamentais”.</p>



<p>No total, já foram destinados R$ 62,5 bilhões ao estado, arrasado pelas chuvas, conforme a Presidência da República.</p>



<p>Fonte: Agência Brasil / Foto: Rafa Neddemeyer/Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Cantor Maciel Moraes no Bate Papo na City" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/2QBY1kjDKDM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>RS sofreu R$ 1 bi em danos no sistema elétrico, diz ministro de Minas e Energia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 May 2024 15:35:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Danos]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[RS]]></category>
		<category><![CDATA[sistema elétrico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pasta enviou cerca de 150 técnicos, desde a última terça-feira (21), para o estado. O objetivo é identificar e reparar os danos ao sistema O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que os danos ao sistema elétrico do Rio Grande do Sul causados pelas chuvas já ultrapassam R$ 1 bilhão, o que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A pasta enviou cerca de 150 técnicos, desde a última terça-feira (21), para o estado. O objetivo é identificar e reparar os danos ao sistema</p>



<p>O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que os danos ao sistema elétrico do Rio Grande do Sul causados pelas chuvas já ultrapassam R$ 1 bilhão, o que inclui duas subestações destruídas.</p>



<p>Silveira ainda afirmou que a pasta estuda usar o excedente da usina hidrelétrica de Itaipu para mitigar os impactos da crise nas contas de luz do impactados pelas inundações no estado.<br>&#8220;Tivemos mais de R$ 1 bilhão de danos em um primeiro momento já avaliados na rede elétrica. Estou incluindo média, baixa e alta tensão&#8221;, afirmou nesta quarta-feira (22).</p>



<p>A pasta enviou cerca de 150 técnicos, desde a última terça-feira (21), para o estado. O objetivo é identificar e reparar os danos ao sistema.</p>



<p>Um dos objetivos será o de reconstruir as subestações de energia Porto Alegre 2 e Porto Alegre 7, que foram destruídas pelas inundações -duas estruturas provisórias já funcionam nos dois pontos.</p>



<p>O ministro também afirmou que pode usar o excedente de Itaipu para mitigar os impactos econômicos da tragédia.</p>



<p>A ideia é editar uma medida provisória, para que os recursos sejam disponibilizados por pelo menos um trimestre após a normalidade ser restabelecida na região.</p>



<p>Nesta quarta, pela primeira vez desde 3 de maio o nível do rio Guaíba ficou abaixo dos quatro metros.</p>



<p>A capital Porto Alegre, no entanto, ainda é alvo da preocupação de especialistas devido ao risco de inundação e lida com os impactos da inundação que afetou comércio, indústria, serviços e moradias.</p>



<p>Após a enchente histórica, a Prefeitura de Porto Alegre realiza mutirão para limpar as ruas que não estão mais inundadas. Já foram retiradas 2,4 toneladas de lixo das ruas, como restos de móveis. Também é realizada a raspagem de lodo acumulado e varrição.</p>



<p>A Folha mostrou que Prefeitura de Porto Alegre foi alertada em 2018 do risco de falhas no sistema de bombeamento na região central da capital, em caso de cheia acima dos 3 metros.</p>



<p>A informação constava de um parecer técnico elaborado em setembro daquele ano por funcionários municipais.</p>



<p>O centro histórico da capital gaúcha, assim como boa parte do Rio Grande do Sul, está há duas semanas debaixo d&#8217;água após serem atingidos por fortes chuvas. Segundo especialistas, o sistema criado para impedir as enchentes não funcionou corretamente.</p>



<p>A reportagem teve acesso ao documento assinado por dois engenheiros integrantes da gestão municipal que apontaram a necessidade de rever o projeto de parte do sistema de prevenção de cheias por possível &#8220;falha na proteção&#8221;. Os técnicos se referiam a duas casas de bombas projetadas para escoar a água da chuva do centro da cidade para o Guaíba.</p>



<p>Fonte: Notícias ao minuto / Fonte: © Getty</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Um Bate Papo com Rafael Tchê" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/a8S6bFElSC0?start=155&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Órgãos não têm como chegar ao RS e até 2,7 mil pessoas podem ficar sem transplantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 May 2024 14:34:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[RS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As&#160;inundações&#160;que atingiram o&#160;Rio Grande do Sul&#160;nas últimas três semanas tiraram, temporariamente, o Rio Grande do Sul da rede de envio e recebimento de órgãos e tecidos para&#160;transplantes. O motivo apontado para isso foi o fechamento do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Ele era o principal ponto de chegada e saída de órgãos destinados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Leandro Prazeres</strong></li>



<li>Role,<strong>Enviado da BBC News Brasil a Porto Alegre</strong></li>
</ul>



<p>As&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cv2691j33vyt">inundações</a>&nbsp;que atingiram o&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c06gq6k654jt">Rio Grande do Sul</a>&nbsp;nas últimas três semanas tiraram, temporariamente, o Rio Grande do Sul da rede de envio e recebimento de órgãos e tecidos para&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51qdpqxneno">transplantes</a>. O motivo apontado para isso foi o fechamento do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre.</p>



<p>Ele era o principal ponto de chegada e saída de órgãos destinados a&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cyjwmnmkjjdo">transplantes</a>&nbsp;no Estado, mas está fechado desde o dia 3 de maio.</p>



<p>A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul à BBC News Brasil. Atualmente, o Estado tem 2,7 mil pessoas na fila de espera por um transplante.</p>



<p>&#8220;As ofertas provenientes da Central Nacional de Transplantes foram suspensas devido à falta de acesso ao aeroporto Salgado Filho. Contamos atualmente com apenas duas pistas de acesso a aeronaves nos municípios de Caxias do Sul e Canoas&#8221;, disse a nota enviada.</p>



<p>Procurado, o Ministério da Saúde não respondeu aos questionamentos feitos pela reportagem da BBC News Brasil.</p>



<p>A estimativa é de que as inundações causaram a morte de mais de 150 pessoas e afetaram 92% dos municípios gaúchos. Este já é considerado o maior desastre climático da história do Rio Grande do Sul e um dos maiores do Brasil.</p>



<p>De acordo com o chefe da divisão de Regulação Hospitalar do Estado do Rio Grande do Sul, Rogério Caruso, a saída temporária do Estado da rede nacional de transplantes poderá prejudicar alguns dos pacientes que aguardam pelo procedimento.</p>



<p>&#8220;Infelizmente, isso coloca em risco a vida de algumas pessoas. Há pessoas que aguardam na fila (dos transplantes), mas não têm risco imediato (de morte). Outros (pacientes) podem correr risco imediato&#8221;, disse Caruso à BBC News Brasil.</p>



<p>O médico explicou à reportagem que a saída temporária do Rio Grande do Sul da rede nacional de transplantes foi uma decisão do governo local em função do fechamento do Aeroporto Internacional Salgado Filho.</p>



<p>&#8220;A gente informou que enquanto o aeroporto não estivesse funcionando, não teríamos como receber (órgãos). A não ser que haja oferta de um voo da Força Aérea Brasileira (FAB)&#8221;, disse Caruso à BBC News Brasil.</p>



<p>&#8220;A partir do momento em que a gente consiga, vamos conseguir retomar&#8221;, afirmou.</p>



<p>Normalmente, o transporte interestadual de órgãos e tecidos é feito em voos comerciais por meio de um convênio firmado entre o governo federal e as companhias aéreas.</p>



<p>Quando não há voos comerciais que atendam à especificidade do transplante, é possível que o órgão seja transportado em voos específicos da FAB.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Vocação-de-receptor-em-xeque">Vocação de &#8216;receptor&#8217; em xeque</h2>



<p>Dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde na internet apontam que o Rio Grande do Sul é o quinto Estado que mais realizou transplantes em 2023 em todo o Brasil: foram 733 procedimentos.</p>



<p>O Estado que lidera o ranking é São Paulo, com 2.955.</p>



<p>Rogério Caruso explicou que a saída temporária do Rio Grande do Sul dessa rede de doação de órgãos oriundos de outros Estados deverá afetar os pacientes gaúchos, especialmente porque o Estado seria um dos maiores receptores de órgãos do Brasil.</p>



<p>&#8220;O Rio Grande do Sul recebe muitas ofertas de outros Estados porque a gente tem equipes que fazem quase todos os tipos de transplantes possíveis. Se surge um órgão em algum Estado do Nordeste, mas não há uma equipe lá que possa fazer o procedimento, esse órgão é ofertado a quem tem condições de fazê-lo. Por isso, recebemos muitos&#8221;, explicou Caruso.</p>



<p>Nem Caruso e nem a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, por meio de sua assessoria de imprensa, souberam informar quantos transplantes deixaram de ser feitos durante o período das inundações.</p>



<p>O agravamento das enchentes afetou, inicialmente, tanto os transplantes que seriam feitos com órgãos de fora do Estado como aqueles que poderiam ser realizados com órgãos captados dentro do Rio Grande do Sul.</p>



<p>As inundações comprometeram o funcionamento de hospitais em todo o Estado e levaram ao bloqueio de diversas rodovias em todo o Estado.</p>



<p>Por conta disso, o governo determinou a suspensão temporária das captações de órgãos disponíveis para transplante dentro do Estado.</p>



<p>Uma nota publicada pela Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul apontou que, desde o início das inundações, foram realizados 30 transplantes de córnea, mas todos eles a partir de órgãos que já estavam disponíveis nos estoques do Estado.</p>



<p>Na quarta-feira (15/05), o governo estadual autorizou a retomada da captação de órgãos para transplante dentro do Estado.</p>



<p>&#8220;Com o auxílio da rede aeroviária nacional, foram disponibilizados helicópteros que favorecem o transporte não só de órgãos e tecidos, mas também, de pacientes que necessitam acesso a outros locais do Estado&#8221;, disse a nota enviada pela Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul à BBC News Brasil.</p>



<p>Caruso disse que, no momento, as autoridades locais não avaliam a possibilidade de transferir pacientes que precisam de transplante para outros locais onde eles possam receber um órgão caso haja a oferta.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Como-funciona-o-sistema-de-transplantes-no-Brasil">Como funciona o sistema de transplantes no Brasil</h2>



<p>A regulação dos órgãos e tecidos disponíveis para transplante no Brasil é feita pelo Sistema Nacional de Transplantes, do qual a Central Nacional de Transplantes faz parte.</p>



<p>Por meio de um sistema computadorizado, o sistema faz o cruzamento entre as informações de órgãos e tecidos disponíveis com as listas estaduais de pessoas que precisam de algum tipo de transplante.</p>



<p>Em geral, esses processos levam poucas horas. Nos casos de maior urgência, são usados helicópteros ou aviões.</p>



<p>Nesses casos, há colaboração da Força Aérea ou de companhias aéreas privadas que possuem convênio com o governo para transporte gratuito de equipes e órgãos em voos comerciais.</p>



<p>Um coração pode demorar no máximo quatro horas para ser transplantado após a retirada do corpo do doador. Em contrapartida, um pulmão ou um fígado podem esperar até seis horas.</p>



<p>Dados atualizados pelo Ministério da Saúde apontam que há 43 mil pessoas na fila de transplantes em todo o Brasil.</p>



<p>Fonte: BBC Brasil / REUTERS</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Rafique Saade cantor da banda Mambolada é o convidado do Bate Papo na City" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/dQoIKMftimw?start=2204&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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