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	<title>saidinhas |</title>
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		<title>A última saidinha de presas de SP?: &#8216;Quero morrer quando volto, mas é melhor do que não sair&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Apr 2024 11:19:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[saidinhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O último gole na lata de cerveja. A última mordida apressada no lanche. O último beijo em quem se ama e vai deixar para trás. Um clima de euforia pela semana passada longe da prisão misturado à tristeza e muito choro pelo retorno. Assim foi a volta de dezenas de detentas a um presídio feminino [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O último gole na lata de cerveja. A última mordida apressada no lanche. O último beijo em quem se ama e vai deixar para trás.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um clima de euforia pela semana passada longe da prisão misturado à tristeza e muito choro pelo retorno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim foi a volta de dezenas de detentas a um presídio feminino de São Paulo após aquela que pode ter sido a última saída temporária de presos no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma semana antes, logo após cruzar a muralha e os portões da Penitenciária Feminina da Capital, na Zona Norte de São Paulo, Sabrina*, de 31 anos, estava ansiosa para rever os filhos de 9 e 13 anos e aproveitar cada uma das 168 horas que teria em liberdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Vou fazer uma salada de maionese com batata, cenoura, ovo, ervilha e pimenta. Aqui dentro a comida é péssima, não tem tempero&#8221;, disse ela, que preferiu não dizer por qual crime cumpre pena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lista do que Sabrina quer fazer é grande, e ela enumera as prioridades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quero ver minha família e os meus amigos, pegar uma piscina no Sesc. Depois, vou à igreja e claro que quero paquerar também. Na vontade que estou aqui dentro…”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando questionada sobre o retorno, ela diz que prefere nem pensar: &#8220;A volta é desesperadora&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após aprovação com folga no Congresso, o fim das conhecidas “saidinhas” só depende da assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem até a próxima quinta-feira (11/4) para tomar sua decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É improvável que a medida não entre em vigor, pois, mesmo se Lula vetá-la, sua decisão pode ser derrubada por parlamentares que apoiaram em peso o fim da saidinha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A BBC News Brasil acompanhou a saída e o retorno das detentas da Penitenciária Feminina da Capital em meados de marçopara entender como funciona o benefício, o que elas querem fazer no período em que ficam do lado de fora das grades e como é a volta à prisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, presos de ambos os sexos que estão no regime semi-aberto podem sair cinco vezes por ano, por um período de até sete dias, para visitar familiares e amigos. Eles também podem deixar a prisão em parte do dia para estudar ou trabalhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas saídas temporárias são feitas nos meses em que caem os feriados de Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Finados e Natal/Ano Novo. O direito à saidinha existe desde 1984, quando a Lei de Execução Penal entrou em vigor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, há 186 mil detentos no país que cumprem pena no semi-aberto, de acordo com a Secretaria Nacional de Políticas Penais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros 350 mil estão presos no regime fechado, e 202 mil estão em prisão provisória, ou seja, foram acusados de um crime, mas ainda não foram condenados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ter direito ao regime semiaberto, o preso deve ter cumprido 1/6 da pena, se for réu primário, ou 1/4, se já tiver sido preso antes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O preso ainda deve ter um histórico de bom comportamento para ler liberado em uma saidinha. São os diretores dos presídios que indicam à Justiça quem está apto a receber o benefício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos sete dias em que fica fora da prisão, o preso precisa permanecer na cidade indicada, estar na residência onde indicou que vai dormir das 19h às 6h e não pode frequentar bares, casas noturnas, de apostas e de prostituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também não pode usar de drogas ou tomar bebidas alcoólicas. Quem usa tornozeleira eletrônica não pode retirar o equipamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Guilherme Derrite, secretário da Segurança Pública de São Paulo, que foi exonerado do cargo para voltar à posição de deputado federal e assumir a relatoria do projeto para acabar com a saidinha na Câmara, diz que a intenção é “defender a sociedade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Bandido tem que cumprir pena, e o crime não pode ser lucrativo. O criminoso tem que ter receio de cometer um delito. Ele tem que saber que, se cometer, não vai ter privilégio”, afirma à BBC News Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ele, o benefício das saídas temporárias põe em risco a vida de milhares de pessoas no país, porque são pessoas que ainda não cumpriram completamente suas penas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É uma imoralidade, um absurdo, uma aberração jurídica que eu graças a Deus consegui acabar com ela.”</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Uma-semana-em-liberdade">Uma semana em liberdade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Centenas de pessoas aguardavam do lado de fora da Penitenciária Feminina da Capital pela saída das detentas antes do feriado de Páscoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ali, estão presas mulheres acusadas de diversos crimes, como roubo, tráfico de drogas, homicídio e estelionato. O número de detentas dessa unidade não foi informado pela Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cercada por muralhas brancas, a unidade é vizinha ao Parque da Juventude, que foi construído onde ficava o antigo presídio do Carandiru, demolido em 2002 após o massacre em que 111 presos foram mortos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na manhã de março na qual a reportagem visitou a área externa da unidade, fazia sol e o calor estava forte. Idosos e crianças pequenas, incluindo recém-nascidos em carrinhos de bebê, lotavam a calçada de acesso ao presídio na hora em que as presas eram liberadas. Homens eram minoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A detentas saíram da prisão usando o uniforme composto por calça bege e camisa branca. O traje foi logo dispensado ali mesmo. No lugar, a maioria vestiu calça legging e um top.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Integrantes do Por Nós, um grupo formado por ex-detentas e ativistas voluntárias, as aguardavam do lado de fora para oferecer roupas, além de comida e água.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A intenção é que as presas façam uma refeição antes de ir para casa — a última tinha sido no fim da tarde do dia anterior — e escolham novas roupas para que elas não sejam estigmatizadas pelos &#8220;trajes de presídio&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas não tinham dinheiro para pagar a condução até a casa de suas famílias e pediam R$ 5 para pegar algum transporte público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um grupo de voluntários da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) tirava dúvidas jurídicas das detentas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses advogados explicavam sobre os meandros da Justiça e coletavam denúncias sobre as condições de vida nos presídios para encaminhá-las aos órgãos responsáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Há idosas, gestantes e pessoas com comorbidades que não podem estar nesta unidade, mas não sabem&#8221;, explicou a advogada Larissa de Melo Itri à BBC News Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Também tem gente que já cumpriu a pena e precisa de ajuda da Defensoria, então, cuidamos de tudo isso.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambulantes aproveitavam para vender cigarros, cerveja e drinks na calçada do presídio — o mais pedido foi whisky com energético e gelo de coco, servido no copo grande.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comer bem foi um desejo unânime das detentas ouvidas pela reportagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria queria um lanche do McDonald’s. Há uma unidade da franquia a menos de 500 metros da porta do presídio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Kátia*, de 45 anos, que cumpre pena por roubo, disse que iria para lá antes mesmo de voltar para casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Vou pedir o maior lanche que tiver, com direito a batata grande e sorvete. Isso é sentir o ar da liberdade”, contou eufórica à reportagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Depois, só quero passar o dia todo com meus filhos e dois netos. É um momento que contei dia a dia até chegar. Estou muito feliz.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-que-muda-na-lei">O que muda na lei?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Pela lei atual, presos do semiaberto podem sair da prisão cinco vezes ao ano, por até sete dias corridos, para visitar a família, estudar e participar de atividades de ressocialização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto de lei aprovado no Congresso que acaba com a saidinha prevê que, a partir de sua sanção, os presos sejam liberados apenas para fazer cursos profissionalizantes ou para fazer o ensino médio ou uma faculdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses casos, o preso poderá sair todos os dias e durante o tempo necessário para assistir às aulas e se formar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O local desse estudo deve ser na mesma comarca onde o detento cumpre pena. O benefício é condicionado ao bom aproveitamento do detento nos estudos. Caso necessite de transporte, esse custo fica a cargo do aluno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se ele ou ela não tiver um bom desempenho e conduta durante o curso, a medida poderá ser cancelada pelo juiz responsável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo projeto também passa a vetar em todas as circunstâncias a saída de presos condenados por crimes cometidos com violência ou grave ameaça e hediondos, como homicídio, latrocínio e sequestro, que hoje têm direito ao benefício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A oposição ao governo no Congresso abraçou a proposta, e o Partido Liberal (PL), sigla de Jair Bolsonaro, conseguiu emplacar a relatoria tanto na Câmara quanto no Senado: além de Derrite, deputado por São Paulo, o posto coube ao senador Flávio Bolsonaro (RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista à BBC, o deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), autor do projeto de lei, de 2011, afirmou que o novo texto desvirtua da proposta original.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não concordo com esse texto. O projeto piorou muito&#8221;, disse o deputado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pedro Paulo diz que sua intenção original era adotar critérios mais rígidos para permitir as saidinhas, não extinguir o benefício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das suas sugestões era a exigência de uso de tornozeleira eletrônica por todos os presos durante a saída temporária e liberação mediante exames criminológicos para atestar que o detento tem condições de sair.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto era vetar o benefício a pessoas que cumprem pena por crimes hediondos — ponto que foi mantido na redação final do projeto aprovado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A intenção é ter critérios para não ter episódios como o do Rio de Janeiro no qual você coloca em saidinha chefes de organizações criminosas. Ou ainda criminosos potenciais, que é o caso de Minas Gerais, no qual o sujeito saiu e matou um pai de família”, afirma Pedro Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O secretário Guilherme Derrite diz que o texto original era “muito ruim” e tratava a saidinha de maneira branda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A única coisa que aproveitei do projeto dele foi o número. Porque eu tenho que tratar esse tema com tolerância zero. Quem comete crime é tolerância zero no Brasil”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por sua vez, Pedro Paulo argumenta que a saidinha é importante para que um preso volte aos poucos a conviver em sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A saidinha (tem que ser observada) sob esse aspecto da ressocialização ao ambiente comunitário, à sua família, à sociedade que ele vai conviver quando terminar a pena. Por isso, é um erro o projeto do jeito que está&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isabel*, que cumpre pena por roubo, disse ao sair do presídio naquela manhã de março que considerava a possibilidade de perder o benefício uma injustiça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eles deveriam fazer uma separação entre a gente e os homicidas&#8221;, disse ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Encostada na grade enquanto bebia água sob o forte calor, Isabel fazia planos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu só tenho mais um mês de pena para cumprir. Quando eu sair, vou comprar um carrinho para vender churrasco grego na minha cidade&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aquela saidinha não era sua primeira, mas Isabel não soube dizer quantas vezes já tinha sido liberada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como de costume, ela iria para casa ver seus seis filhos. Ela estava apreensiva com a possibilidade de aquela ter sido sua última saída temporária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;E agora, vou ficar sem ver meus filhos quanto tempo?&#8221;, disse à reportagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Sinto vontade de morrer quando volto, mas é melhor do que ficar sem sair. Por sorte, tenho uma irmã de ouro que cuida dos meus filhos, senão seria ainda pior a sensação.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Um-dos-maiores-erros-políticos-de-Lula">&#8216;Um dos maiores erros políticos de Lula&#8217;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O fim da saidinha tem sido considerado um nó a ser desatado por Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por um lado, o presidente tem sido pressionado por parte de sua base para vetar o projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta foi aprovada em um momento em que a violência e a segurança pública são a principal preocupação dos brasileiros e viraram um vespeiro para o governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O próprio PT liberou sua base para votar como quisesse no Senado e na Câmara.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Senado, três petistas votaram a favor do fim da saidinha, um se absteve, um votou contra e três não votaram. O placar final foi de 62 votos a 2 a favor da extinção do benefício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Câmara, a votação foi simbólica, quando não há registro individual de votos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula tem 15 dias úteis a partir da aprovação para apreciar o projeto. O prazo se esgota nesta quinta-feira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso o presidente vete todo o projeto total ou partes dele, o Congresso poderá derrubar sua decisão em votação, com maioria absoluta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O veto seria uma medida considerada impopular e indesejável quando as pesquisas apontam uma queda na aprovação de Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra possibilidade é que Lula não se manifeste a respeito. Neste caso, segundo o defensor público e mestre em direito público pela FGV-SP Renato De Vitto, ocorrerá automaticamente a sanção tátita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se ele (presidente) vetar algum dispositivo, pode haver derrubada do veto pelo Congresso, com maioria absoluta&#8221;, explica Vitto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Advogado e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), ele explica que o presidente não pode fazer alterações no texto. &#8220;Ele pode vetar artigos, incisos ou alíneas, mas não pode vetar palavras dentro de um trecho, basicamente&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os especialistas ouvidos pela reportagem acreditam que Lula sofreria novas derrotas caso isso ocorresse e daria mais munição à oposição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós, que representamos o povo brasileiro na Câmara dos Deputados no Senado, esperamos que ele sancione o mais rápido possível&#8221;, diz Derrite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Caso ele opte pelo veto, será a um dos maiores erros políticos que ele vai cometer na carreira dele.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Derrite, que era policial militar antes de entrar para a política, é hoje considerado um braço direito do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão da segurança pública por Derrite e Tarcísio foi criticada após a Operação Escudo, da Polícia Militar, terminar na última semana com 56 mortos na Baixada Santista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ofensiva na região do litoral paulista iniciou após a morte de um policial da Rota, a tropa de elite da PM, na região no fim de janeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A operação, no entanto, foi intensificada após outro PM da Rota ser atingido por um tiro no rosto enquanto entrava em uma favela do município. A ação foi flagrada pela câmera corporal acoplada ao uniforme do policial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após ser denunciado pela ONG Conectas e a Comissão Arns à Organização das Nações Unidas (ONU) por conta das “operações letais e escalada da violência policial na Baixada Santista”, o governador debochou das acusações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sinceramente, nós temos muita tranquilidade com o que está sendo feito. E aí o pessoal pode ir na ONU, pode ir na Liga da Justiça, no raio que o parta, que eu não tô nem aí&#8221;, disse em entrevista coletiva no início de março.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tarcísio e Derrite têm se articulado para propor mudanças na legislação penal além do fim da saidinha e se reuniram em Brasília no fim de março com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e deputados de partidos com PL, PP, PSD, Republicanos e União Brasil para discutir o assunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como parte deste esforço, Derrite foi exonerado da Secretaria da Segurança Pública para relatar o projeto que da saidinha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nove dias depois, com a votação concluída e o projeto aprovado, ele se licenciou de novo do cargo de deputado federal para reassumir a pasta em São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao argumentar a favor da medida, Derrite contesta o dado passado à BBC News Brasil de que uma pequena parcela dos presos não voltam para os presídios após as saidinhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu vi a esquerda dizendo que só 5% não voltam. Só que 5% de 35 mil são muitos criminosos que não voltam&#8221;, diz, em referência ao número total de presos do Estado de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Derrite, esse número é significativo no longo prazo: &#8220;Eu tive o cuidado de fazer essa conta. Do ano de 2006 até 2023, foram mais de 128 mil criminosos que não voltaram para os presídios no Brasil&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na saidinha de Páscoa, entre 12 e 18 de março, foi autorizada a saída temporária de 32.395 presos, segundo a SAP, dos quais 1.438 não retornaram, o equivalente a 4,4%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na capital paulista, dos 738 liberados temporariamente, 53 não voltaram, o que corresponde a 7,1%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A SAP não informou os números específicos da Penitenciária Feminina da Capital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Kátia estava em sua terceira saidinha naquela manhã de março. Na segunda, em 2019, ela não voltou e foi recapturada em 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta vez, ela disse que voltaria, porque estava perto de cumprir sua pena, no fim de 2024. Tomar uma punição pode adiar sua liberdade definitiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já pensando neste momento, ela disse que usaria o tempo em casa para procurar um emprego.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quero começar a trabalhar assim que eu sair. Já fui ajudante de cozinha, faço faxina. Só preciso de uma oportunidade.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao lado dela na calçada do presídio, Rebeca*, de 29 anos, presa por tráfico internacional de drogas, também disse que aproveitaria os sete dias para procurar trabalho no litoral paulista, onde vive.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela conta que tem experiência como frentista, recepcionista e auxiliar veterinária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas também diz que vai aproveitar o tempo para comer o que mais gosta e se divertir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estou morrendo de vontade de ir num rodízio de comida japonesa. E é claro que vou pegar muita praia para voltar com marquinha”, conta Rebeca sorrindo.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Revolta-no-sistema">Revolta no sistema</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A reportagem conversou com agentes penitenciários, detentos e associações de presos sobre a possibilidade de ocorrerem protestos e rebeliões, caso a saidinha seja sancionada pelo presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria acredita que não haverá revoltas, mas não descarta definitivamente a hipótese.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles citam que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que em sua origem foi criada com a ideologia de defender os direitos dos presos, está mais preocupada com suas ações lucrativas, como o tráfico de drogas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eles perderam essa ideologia ao longo dos anos&#8221;, diz uma fonte que já esteve presa durante anos e que ainda mantém contato constante com internos, mas pediu para não ser identificada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Hoje, a gente só verá uma possível revolta se isso surgir da própria massa carcerária porque o partido (como é conhecido o PCC) não parece muito interessado.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agentes penitenciários informaram que há conversas entre internos de que pode haver rebeliões, mas ainda não há um planejamento concreto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Derrite diz que também não tem informações sobre possíveis rebeliões, mas afirma que o Estado está preparado para contê-las.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O advogado Luís Felipe Bretas Marzagão, especializado em Direito Penal e Direito Processual Penal, afirma que a extinção da saidinha impede que a ressocialização gradativa dos detentos seja feita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ele, não há números que demonstrem a necessidade de eliminar a saidinha. Ele cita que menos de 5% dos presos não voltam do benefício em São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nenhuma pesquisa aponta para uma necessidade de acabar com esse benefício&#8221;, diz Marzagão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esta nova lei vai apenas prejudicar os presos que têm bom comportamento e querem progredir aos poucos.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ariel de Castro Alves, advogado especialista em Direitos Humanos e Segurança Pública, também concorda que a saída temporária é uma maneira de verificar se o preso está &#8220;evoluindo ou não no processo de ressocialização&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se o preso sai e cumpre as regras de ficar na residência da família, não sair à noite, não ir em bares e casas noturnas, vai e volta nos dias e horários estabelecidos pelo sistema prisional, e não se envolve em brigas e em crimes, significa que ele está em processo de ressocialização, em preparação para retornar ao convívio social em liberdade.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="A-volta-ao-presídio">A volta ao presídio</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os minutos finais do retorno da saidinha de Páscoa das detentas na Penitenciária Feminina da Capital foram marcados por um corre-corre para elas não cruzarem o portão antes do prazo final para retorno e arriscarem uma punição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre lágrimas e despedidas de última hora, elas entraram, deixando do lado de fora as famílias que as acompanharam até os minutos finais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Parentes das presas ainda ficaram na lateral do presídio para dar mias um adeus antes de elas cruzarem um segundo portão que leva à parte interna do presídio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Crianças, homens e mulheres tentavam se comunicar com as presas a cerca de 50 metros de distância com gritos e gestos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das pessoas do lado de fora das grades era Regina Peres da Silva, de 56 anos, que agitava os braços e fazia gestos em formato de coração para a filha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do lado de dentro, a moça escrevia letras no ar com os dedos para formar frases à distância para mandar recados à mãe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a presa era muito mais hábil do que sua mãe nesta forma de comunicação aprendida na cadeia para enviar mensagens de celas à distância. Regina não conseguia decifrar o que a filha queria dizer com a sequência de letras desenhadas no ar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ela, a saidinha ajuda sua filha a valorizar o que ela tem fora do presídio e a incentiva a querer ter um bom comportamento para ser libertada o quanto antes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Aí dentro, ela come arroz azedo e carne com bicho. Do lado de fora, dormiu todos os dias comigo e com os três filhos dela”, conta Regina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Acordar hoje e saber que eu a entregaria aqui foi dolorido demais.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já Eliane Domingues, de 36 anos, contou que a filha, presa por tráfico, cumprirá a pena no regime semiaberto até janeiro de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ela, as saídas temporárias funcionam como um momento essencial tanto para as presas quanto para as famílias. “Ela fica muito mais tranquila porque faz as coisas que ama&#8221;, conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A primeira coisa que ela fez foi ir com o sobrinho dela comer um lanche. Ela estava com tanta saudade que até molhou a batatinha no sundae.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ponto de vista de Eliane, caso o projeto que acaba com a saidinha seja sancionado, os familiares devem fazer se manifestar contra a decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As mães não podem aceitar isso. Temos que nos reunir e bater panela&#8221;, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 40 minutos após o fechamento dos portões, uma chuva torrencial caiu na região do presídio. Algumas ruas alagaram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eliane ainda estava por ali, pensativa, olhando a tempestade. Ela lamentou o possível fim das saidinhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A volta delas dói demais, mas precisamos aceitar. Agora, acabar com esse direito e sacrificar famílias inteiras é desumano.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Os nomes das entrevistadas foram alterados para preservar suas identidades</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4f2.png" alt="📲" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> <strong><a href="https://whatsapp.com/channel/0029Va7POUB9sBI88RkOb31T">Clique aqui e participe do Canal do Ipirá City no WhatsApp</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>BBC</strong></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/a-ultima-saidinha-de-presas-de-sp-quero-morrer-quando-volto-mas-e-melhor-do-que-nao-sair/">A última saidinha de presas de SP?: ‘Quero morrer quando volto, mas é melhor do que não sair’</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Senado deve votar nesta terça fim das &#8216;saidinhas&#8217; de presos em datas comemorativas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Feb 2024 11:47:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[PL]]></category>
		<category><![CDATA[saidinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Senado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Texto já passou na Câmara, mas foi alterado no Senado para manter permissão atual para saída temporária para estudos e trabalho externo. Proposta tem o apoio de Rodrigo Pacheco. O Senado deve votar nesta terça-feira (20) um projeto que extingue as saídas temporárias de presos em feriados e datas comemorativas, chamadas popularmente de “saidinhas”. O texto, que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Texto já passou na Câmara, mas foi alterado no Senado para manter permissão atual para saída temporária para estudos e trabalho externo. Proposta tem o apoio de Rodrigo Pacheco.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Senado deve votar nesta terça-feira (20) um projeto que extingue as saídas temporárias de presos em feriados e datas comemorativas, chamadas popularmente de “saidinhas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto, que já foi aprovado por uma comissão da Casa, conta com o apoio do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Se aprovada em plenário, a proposta terá de ser analisada novamente pela Câmara, que votou o projeto em 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;<strong>legislação atual</strong>&nbsp;permite que juízes autorizem as “saidinhas” a detentos do regime semiaberto para:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>visitas à família</li>



<li>cursos profissionalizantes, de ensino médio e de ensino superior</li>



<li>e atividades de retorno do convívio social</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<strong>projeto relatado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) extingue duas possibilidades</strong>&nbsp;— visitas e atividades de convívio social —, mantendo somente a autorização de saída temporária para estudos e trabalho externo ao sistema prisional (<strong>veja mais abaixo</strong>).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>É com base nessas duas possibilidades revogadas pela proposta que ocorrem os chamados “saidões”</strong>, que contemplam milhares de presos em datas comemorativas específicas, como Natal e Dia das Mães.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o parlamentar, esses benefícios têm colocado a “população em risco”. Em seu relatório, Flávio argumentou que as instalações carcerárias brasileiras não têm cumprido o papel de ressocializar os presos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O nosso sistema carcerário infelizmente encontra-se superlotado e, em muitos estados, com instalações precárias, o que impede a devida ressocialização dos presos. Assim, ao se permitir que presos ainda não reintegrados ao convívio social se beneficiem da saída temporária, o poder público coloca toda a população em risco.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O argumento de Flávio está alinhado ao do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde um ataque que levou à morte de um sargento da Polícia Militar de Minas Gerais em janeiro, cometido por um detento que não se reapresentou após o “saidão” de Natal, Pacheco tem sido pressionado por parlamentares a dar celeridade à proposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 8 de janeiro, o senador afirmou que o Congresso Nacional atuaria para “promover as mudanças necessárias na Lei Penal e na Lei de Execução Penal, inclusive reformulando e até suprimindo direitos que, a pretexto de ressocializar ou proteger, estão servindo como meio para a prática de mais e mais crimes”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ou reagimos fortemente à criminalidade e à violência, ou o país será derrotado por elas”, disse Rodrigo Pacheco na ocasião.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Semanas antes de a Comissão de Segurança Pública (CSP) da Casa votar a proposta, Pacheco chegou a se reunir com o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) para tratar do texto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moro foi autor de uma emenda, acatada por Flávio, que alterou o texto aprovado pela Câmara, rejeitando o fim de todas as possibilidades de saídas temporárias e mantendo as hipóteses de estudo e trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, além de Pacheco, a sugestão foi discutida com os autores do projeto na Câmara dos Deputados, com Flávio Bolsonaro e com o presidente da CSP, senador Sérgio Petecão (PSD-AC). A emenda foi uma tentativa de destravar a proposta no colegiado e reduzir “resistências”.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“O PL [projeto de lei] foi aprovado na Câmara com o propósito de eliminar as saídas nos feriados, o que tem sido um problema por conta dos criminosos que acabam foragidos e que geram trabalho às forças de segurança pública. O problema é que o texto, inadvertidamente, tinha esse efeito [de acabar com as saídas para estudo e trabalho]”, disse Moro ao g1.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O senador afirma que as saídas para trabalho e estudo são necessárias para a ressocialização de condenados por crimes não violentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para parlamentares, o acompanhamento próximo de Pacheco à proposta sinaliza que o texto não deve enfrentar problemas na votação em plenário.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Trabalho e estudo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com a alteração de Moro acatada por Flávio, a proposta estabelece que as saídas temporárias somente poderão ser autorizadas para trabalho e estudo de detentos do regime semiaberto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, os presos não terão vigilância direta. Por ordem da Justiça, poderão, no entanto, ser monitorados eletronicamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O benefício, mantido pelo texto, poderá ser concedido a condenados do sistema semiaberto que apresentem comportamento adequado e tenham cumprido:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>no caso de réu primário:</strong>&nbsp;no mínimo, um sexto da pena</li>



<li><strong>nos casos de reincidentes:</strong>&nbsp;um quarto da pena</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta estabelece que as saídas para estudo e trabalho não poderão ser autorizadas a condenados por crimes hediondos ou por crimes com violência ou grave ameaça contra pessoa. Também não terá direito o preso que cumpre pena por crime hediondo com resultado morte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto prevê ainda que, quando houver permissão para participar de cursos profissionalizantes, de ensino médio ou superior, o tempo de saída será o necessário para o cumprimento das atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Privar o acesso do condenado (por crimes não violentos) a cursos que o habilitem para o trabalho ou aperfeiçoem sua educação formal dificulta a sua ressocialização”, afirmou Flávio Bolsonaro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4f2.png" alt="📲" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> <strong><a href="https://whatsapp.com/channel/0029Va7POUB9sBI88RkOb31T">Clique aqui e participe do Canal do Ipirá City no WhatsApp</a></strong></p>



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<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>G1</strong></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/senado-deve-votar-nesta-terca-fim-das-saidinhas-de-presos-em-datas-comemorativas/">Senado deve votar nesta terça fim das ‘saidinhas’ de presos em datas comemorativas</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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