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	<title>salas de aula |</title>
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		<title>Inteligência artificial: riscos e benefícios em salas de aula</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Mar 2025 18:04:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por J. Perossi* As inteligências artificiais não são, por si, boas ou ruins, são apenas ferramentas desenvolvidas com alta tecnologia, mas seu uso pode trazer aspectos positivos ou negativos A inteligência artificial veio para ficar. Potentes ferramentas como o ChatGPT, Midjourney e a chinesa DeepSeek podem ser utilizadas para facilitar diversos processos do cotidiano e no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por J. Perossi*</p>



<p class="wp-block-paragraph">As inteligências artificiais não são, por si, boas ou ruins, são apenas ferramentas desenvolvidas com alta tecnologia, mas seu uso pode trazer aspectos positivos ou negativos</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial veio para ficar. Potentes ferramentas como o ChatGPT, Midjourney e a chinesa DeepSeek podem ser utilizadas para facilitar diversos processos do cotidiano e no mercado de trabalho, mas também para ensino e pesquisa. Diante da impossibilidade de frear o desenvolvimento ou o uso dessas ferramentas nas escolas, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) publicou um guia para uso de IA generativa no ensino e pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O guia reúne informações sobre o funcionamento das IAs generativas, tanto de texto quanto de imagens, e também orientações para um uso que esteja em conformidade com os princípios da pedagogia atual. Rogério de Almeida, professor da Faculdade de Educação (FE) e coordenador do Laboratório Experimental de Arte-Educação &amp; Cultura da USP, explica sobre a utilização de IAs em sala de aula.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_314887"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2020/04/20201504_rogerio_almeida-300x300.jpg" alt="" class="wp-image-314887"/><figcaption class="wp-element-caption">Rogério de Almeida, professor associado da Faculdade de Educação da USP – Foto: Victória Tambara/FEUSP</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Boa ou ruim?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme explica Almeida, as inteligências artificiais não são, por si, boas ou ruins, são apenas ferramentas desenvolvidas com alta tecnologia. Mas o uso que é feito delas pode trazer aspectos positivos ou negativos:&nbsp;“Em termos dos problemas, já temos uma questão ética. Os textos têm uma autoria que é questionável, porque, de fato, não é a inteligência artificial que está produzindo. Ela se vale de dados produzidos por muitas pessoas e, muitas vezes, apaga, inclusive, a origem desses dados”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro problema surge com a distorção de informações e desinformação. Como o banco de dados utilizado pela inteligência artificial é retirado da internet e é muito amplo, não é possível filtrar quais informações são verídicas e quais não são, e muitas vezes as respostas contêm erros factuais e imprecisões.&nbsp;“Nós sabemos, pelos testes já feitos, que a IA produz muita distorção nas informações.&nbsp;Tanto que teríamos que questionar se o nome mais adequado mesmo seria inteligência artificial; ela opera muito mais como uma comunicação artificial, como alguns autores têm mencionado, ou uma espécie de processamento textual, processamento sonoro, processamento visual, a partir de fontes que ela coleta na internet” afirma o professor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, conforme explicita o guia da Unesco, a IA pode ser utilizada para um método de aprendizagem focado na interação humana e no aprendizado construtivo, aquele em que o aluno não reproduz passivamente o que é dado como tarefa, mas também desenvolve senso crítico e emancipatório. Rogério cita alguns exemplos de usos que podem ser aproveitados na sala de aula:&nbsp;“A IA consegue fazer, por exemplo, revisão de texto e apontar sugestões de melhorias. Ela trabalha bem quando você fornece os dados para ela. Ela consegue, por exemplo, elaborar questões a partir de um texto que você produziu, a partir de uma ideia que você tem. Mas ela não é oráculo”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Segurança de dados</strong></h2>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_868581"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/03/20250224_andressa-pellanda-300x300.jpg" alt="Mulher branca, jovem, cabelos castanhos claros na altura dos ombros, usando óculos e trajando blusa com predominância da cor azul" class="wp-image-868581"/><figcaption class="wp-element-caption">Andressa Pellanda – Foto: Arquivo pessoal – Reprodução – X</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Outra preocupação importante em relação às IAs é a segurança de dados. Os dados de utilização são tanto utilizados para alimentar a máquina quanto também são coletados a cada vez que fazemos uma pergunta ao ChatGPT, por exemplo. Andressa Pellanda, doutora em Relações Internacionais pela USP, explica que essa é uma questão de soberania nacional:&nbsp;“Existem secretarias de educação da região Norte que sequer têm todos os dados das suas escolas, então, o próprio Estado não tem acesso suficiente a dados em relação a essas escolas.&nbsp;Imagina esses dados serem coletados e colocados à venda nas mãos de líderes globais”, exemplifica Andressa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos líderes globais envolvidos fortemente com o desenvolvimento de inteligências artificiais é Elon Musk, chefe do Departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos. Musk, que fez uma saudação nazista por ocasião da posse de Trump. A empresa de internet por satélite de Musk, chamada Starlink, pode estar envolvida em&nbsp;<em>lobbies</em>&nbsp;de contratação pública aqui no Brasil, por meio do programa Escolas Conectadas, conta Andressa Pellanda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Há um enviesamento dos processos de produção de dados nesse norte global, o que afronta uma questão básica de diversidade, de inclusão, e acaba gerando um processo de maior marginalização das populações e das culturas dos países do Sul global e das populações mais pobres, que já são historicamente mais marginalizadas”, finaliza a professora.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Sob supervisão de Cinderela Caldeira e Paulo Capuzzo</em> / Fonte: Jornal da USP / <em> Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</em></p>



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