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		<title>4 entre 10 tumores ginecológicos são de colo do útero, aponta SBCO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2025 14:19:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Setembro é o mês de conscientização sobre câncer ginecológico (colo do útero, ovário, endométrio e outros mais raros, como vagina e vulva) e ele chega com boas notícias para o Brasil, principalmente para o tipo mais comum entre todos que acometem o sistema reprodutor feminino, que é o câncer de colo do útero. O avanço [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Setembro é o mês de conscientização sobre câncer ginecológico (colo do útero, ovário, endométrio e outros mais raros, como vagina e vulva) e ele chega com boas notícias para o Brasil, principalmente para o tipo mais comum entre todos que acometem o sistema reprodutor feminino, que é o câncer de colo do útero. O avanço mais recente é o início da realização do exame HPV-DNA no Sistema Único de Saúde (SUS), o que potencializa o rastreamento da doença no país. Além disso, foi anunciado pelo Ministério da Saúde que o Brasil aumentou a taxa de cobertura da vacina contra o vírus HPV, causador de diversos tipos de câncer, como o de colo do útero. A cobertura vacinal em meninas de 9 a 14 anos atingiu 82%, enquanto a média no mundo é de 12%.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No mundo, o câncer de colo do útero corresponde a 662 mil dos 1,4 milhão de casos anuais de tumores ginecológicos, o que representa 45% de todos os cânceres no sistema reprodutor feminino, aponta levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/sbco/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SBCO</a></strong>) feito na base Globocan, da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer da Organização Mundial da Saúde (<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/iarc/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">IARC</a></strong>–<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/oms/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">OMS</a></strong>). No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima que em 2025 sejam diagnosticados 17.010 casos de câncer de colo de útero, 7.840 de câncer de endométrio e 7.310 de câncer de ovário. Outros tipos, mais raros, como câncer de vulva e vagina, estão classificados como outras neoplasias na base estatística, sem divulgação de números específicos.</p>


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<figure class="aligncenter"><a href="https://medicinasa.com.br/wp-content/uploads/2025/09/grafico-SBCO-e-Globocan-1.jpg"><img decoding="async" src="https://medicinasa.com.br/wp-content/uploads/2025/09/grafico-SBCO-e-Globocan-1.jpg" alt="" class="wp-image-142376"/></a></figure>
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<figure class="aligncenter"><a href="https://medicinasa.com.br/wp-content/uploads/2025/09/grafico-SBCO-e-Globocan-2.jpg"><img decoding="async" src="https://medicinasa.com.br/wp-content/uploads/2025/09/grafico-SBCO-e-Globocan-2.jpg" alt="" class="wp-image-142375"/></a></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">Quando diagnosticado precocemente, o câncer de colo do útero tem chances de cura superiores a 90%. “O tratamento pode incluir cirurgia para remoção da lesão, radioterapia e/ou quimioterapia e, quanto mais precocemente o tumor foi descoberto, menos extensa e com menor impacto físico e emocional será a abordagem terapêutica”, explica o cirurgião oncológico Rodrigo Nascimento Pinheiro, presidente da SBCO e supervisor da Residência Médica em Cirurgia Oncológica no Hospital de Base do Distrito Federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pela eliminação do câncer de colo do útero</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados INCA mostram que o câncer de colo do útero é o mais comum entre as neoplasias ginecológicas e o terceiro entre todos os tipos de câncer nas mulheres, atrás apenas de colorretal e mama (excluindo o câncer de pele não melanoma). Essa alta ocorrência, por sua vez, pode ser revertida com maior adesão e otimização de fluxo para tecnologias que estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (vacina que protege contra o vírus HPV e o exame HPV-DNA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O exame HPV-DNA é uma tecnologia para rastreamento do câncer de colo do útero que começou a ser implementada no Sistema Único de Saúde (SUS), chegando a 12 estados e ao Distrito Federal. Essa abordagem permite identificar 14 genótipos do papilomavírus humano antes que ele provoque lesões. A diferença, em relação ao Papanicolau, é que enquanto o Papanicolau busca alterações celulares já provocadas pelo vírus, o DNA-HPV rastreia diretamente o material genético do vírus no colo do útero, mesmo em mulheres sem sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O principal benefício é a redução de resultados inconclusivos. Isso permite intervalos maiores entre os exames, passando a ser de a cada cinco anos, ao vez de três. Além disso, reserva o papanicolau para casos em que já houve detecção prévia de alteração identificada no DNA-HPV”, explica o cirurgião oncológico Reitan Ribeiro, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e coordenador de protocolos de pesquisa em tumores ginecológicos no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vacina contra HPV avança no Brasil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Saúde anunciou no dia 23 de agosto que o país atingiu mais de 82% de cobertura vacinal contra o HPV entre meninas de 9 a 14 anos em 2024, superando a média global de 12%, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os meninos da mesma faixa etária, a cobertura chega a 67%. A vacina protege contra diversos tipos de câncer associados ao HPV, incluindo colo do útero, ânus, pênis, garganta e pescoço, além de verrugas genitais. Em 2022, a cobertura era de pouco mais de 78%. O avanço na vacinação faz parte do compromisso do Brasil com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para chegar a 90% até 2030, o que faz parte das metas para erradicar o câncer de colo do útero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de impulsionar a vacinação entre as meninas de 9 a 14 anos, o país adota outras estratégias, como a inclusão de meninos no público-alvo. A cobertura entre eles saltou de 45,46% para 67,26% em dois anos. Outra forma de ampliar o número de pessoas vacinadas é o chamado resgate vacinal. O Ministério da Saúde identificou que, em 2024, o Brasil tinha 7 milhões de adolescentes de 15 a 19 anos que não tinham se vacinado contra o HPV.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A meta global: eliminação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu três pilares para erradicar o câncer do colo do útero como problema de saúde pública até o ano de 2030:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Vacinar 90% das meninas de 9 a 14 anos contra o HPV;</li>



<li>Rastrear 70% das mulheres de 35 e 45 anos com teste DNA-HPV;</li>



<li>Tratar 90% das mulheres com lesões iniciais.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Com a combinação de vacina, rastreamento eficiente e tratamento adequado, o Brasil tem condições de ser exemplo internacional no controle da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tratamento para pacientes com câncer ginecológico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento envolve diferentes estratégias como cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapias-alvo e imunoterapia, sendo a escolha definida caso a caso. “Os avanços recentes incluem novas técnicas cirúrgicas, terapias medicamentosas modernas e recursos que ampliam as chances de cura, preservação da fertilidade e melhor qualidade de vida para as pacientes”, contextualiza Reitan Ribeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as inovações cirúrgicas, destacam-se a traquelectomia radical, que permite a retirada do colo uterino preservando o útero em casos iniciais e a transposição uterina, ainda experimental, indicada para pacientes que precisam de radioterapia após cirurgia e desejam manter a fertilidade. Além das técnicas operatórias, as terapias neoadjuvantes, como a quimioterapia para reduzir tumores antes da cirurgia, também têm sido utilizadas com bons resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo medicamentoso, as terapias-alvo e a imunoterapia representam um salto importante. Drogas que bloqueiam proteínas associadas ao crescimento tumoral ou que impedem a formação de novos vasos sanguíneos têm mostrado eficácia em casos selecionados. Já a imunoterapia estimula o sistema imunológico a atacar as células cancerosas e é uma alternativa para pacientes em estágios avançados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Medicina SA / Foto: Divulgação</p>



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