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	<title>Seca |</title>
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	<title>Seca |</title>
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		<title>Governo Federal reconhece situação de emergência por estiagem em três cidades do sudoeste da Bahia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 10:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a homologação, Aracatu, Ibiassucê e Malhada de Pedras poderão solicitar recursos federais para ações de assistência às famílias afetadas pela seca O Governo Federal homologou os decretos de situação de emergência por causa da estiagem nos municípios de Aracatu, Ibiassucê e Malhada de Pedras, no sudoeste da Bahia. As portarias foram publicadas na edição [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Com a homologação, Aracatu, Ibiassucê e Malhada de Pedras poderão solicitar recursos federais para ações de assistência às famílias afetadas pela seca</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Governo Federal homologou os decretos de situação de emergência por causa da estiagem nos municípios de Aracatu, Ibiassucê e Malhada de Pedras, no sudoeste da Bahia. As portarias foram publicadas na edição de sexta-feira (24) do Diário Oficial da União.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o reconhecimento federal, os três municípios passam a poder solicitar recursos da União para ações de resposta aos impactos da seca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os recursos poderão ser utilizados na compra de cestas básicas, água mineral, kits de higiene pessoal, dormitórios, materiais para limpeza de residências e na oferta de refeições para voluntários e trabalhadores envolvidos nas ações de assistência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ter acesso às verbas, as prefeituras devem elaborar e enviar os planos de trabalho por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), que serão analisados pela equipe técnica da Defesa Civil Nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Metro 1 / Foto: <strong>Sabesp/Divulgacao</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="OAB NÃO É BICHO DE 7 CABEÇAS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/18efSrIlKr4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Seca – Idoso de 81 anos, trabalha de domingo a domingo cortando palma para alimentar os animais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Dec 2024 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Conceição do Coité]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O campo totalmente seco por conta da longa estiagem, a palma e o mandacaru são últimas alternativas para evitar o alto custo da ração industrializada A longa estiagem tem causado grande sofrimento e prejuízos ao homem do campo, que precisa encontrar alternativas para que os animais não morram de fome. O registro feito pelo Calila [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O campo totalmente seco por conta da longa estiagem, a palma e o mandacaru são últimas alternativas para evitar o alto custo da ração industrializada</p>



<p class="wp-block-paragraph">A longa estiagem tem causado grande sofrimento e prejuízos ao homem do campo, que precisa encontrar alternativas para que os animais não morram de fome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O registro feito pelo Calila Notícias na última quinta-feira, 19, do árduo trabalho do idoso Afonso Lopes Guimarães, 81 anos, na fazenda Jenipapo, as margens da estrada que liga o distrito Aroeira – Conceição do Coité ao município de Ichu, retrata uma realidade de milhares de produtores do sertão da Bahia.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_315260"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/www.calilanoticias.com/wp-content/uploads/2024/12/seca-6.jpg?resize=700%2C467&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-315260"/><figcaption class="wp-element-caption">O campo completamente seco, o verde da resistente palma atrai a criação que vai atrás do idoso | Foto: Raimundo Mascarenhas</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nossa reportagem perguntou há quanto tempo vem nessa incansável labuta e ele respondeu que desde o inverno [entre junho e setembro], que segundo ele ‘foi fraco de chuva’ e contribuiu para a seca chegar mais cedo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Trabalho de domingo a domingo, eu tenho uma filha que me ajuda, mulher daquelas poucas que tem aqui na região. Ela é formada, não liga pra formatura, vem pra a roça e faz até parto de vaca, enche o reboque de mandacaru, ela é muito disposta”, falou com orgulho o senhor Afonso e lembrou também de Jhony, outro filho que cuida de outra propriedade na Lagoa Ferrada.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_315262"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/www.calilanoticias.com/wp-content/uploads/2024/12/seca-8.jpg?resize=700%2C467&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-315262"/><figcaption class="wp-element-caption">Essa palma será triturada e colocada em cochos para melhor aproveitamento | Foto: Raimundo Mascarenhas</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Seu Afonso disse que até o momento não perdeu nenhum animal, mas sabe que é devido a essa sua grande missão de alimentar os bichos todos os dias, mas, por outro lado, contabiliza nos últimos 3 anos, perdas de 50 cabeças de criação, sendo 25 para ladrões e outras 25 por ataque de cães, mas segundo ele criou uma estratégia e não perdeu mais nenhum animal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diz ter uma quantidade de palma relativamente boa, 7 tarefas, mas segundo ele já foi bem maior em 2011, quando teve outra seca muito longa e ele precisou tirar toda e foi feito um novo plantio que está servindo para alimentar os rebanhos neste momento de seca.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_315256"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/www.calilanoticias.com/wp-content/uploads/2024/12/seca-2.jpg?resize=700%2C467&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-315256"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Raimundo Mascarenhas</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O idoso comentou o motivo da seca e disse que sempre existiu no Nordeste, mas está cada vez pior devido à devastação e à poluição. “Seca sempre teve, mas tinham algumas coisas que avisavam quando a chuva estava para vir. “O mandacaru florava, o sampo cantava, a gente via as formigas de asas e a chuva era certa, hoje, a gente vê tudo isso, só que a chuva não vem”, lamenta o agricultor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Campo de sisal completamente murcho</strong></p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_315257"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/www.calilanoticias.com/wp-content/uploads/2024/12/seca-3.jpg?resize=700%2C467&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-315257"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Raimundo Mascarenhas</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O sisal sempre foi o principal produto que movimentou a economia de Coité e dezenas de cidades da região por várias décadas. Com o passar do tempo, houve uma redução significativa de produtores por motivos diversos, mas os que ainda permanecem cultivando veem com tristeza a situação em que se encontram as lavouras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reportagem do CN registrou um campo de sisal às margens da rodovia BA 120, trecho Coité – Retirolândia&nbsp; com as folhas praticamente todas caídas pela falta de chuvas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa visão panorâmica dá pra ser ter uma ideia do sofrimento dos produtores, o calor é tão forte na região que já compromete completamente a fauna e a flora.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_315255"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/www.calilanoticias.com/wp-content/uploads/2024/12/seca-1.jpg?resize=700%2C467&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-315255"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto tirada do Ponto da Pinha- Retirolândia sentido Coité | Foto: Raimundo Mascarenhas</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Calila Notícias / Foto: Raimundo Mascarenhas</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="CONVIVÊNCIA COM A SECA, COM FOCO NA PALMA FORRAGEIRA E ALIMENTAÇÃO DE RUMINANTES" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/NxQa5d98lbA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>As crianças isoladas pela seca na cidade com pior índice de educação do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Oct 2024 14:31:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[crianças isoladas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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		<category><![CDATA[Seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pescadora Francisca Mariano da Silva, 61 anos, tem acordado todos os dias às 3h para estudar o que os netos precisam aprender. Antes de eles se levantarem, numa casa às margens do rio Solimões, no Amazonas, Francisca já leu apostilas, reviu o material das aulas da&#160;educação&#160;de jovens e adultos (EJA) e ficou pronta para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Vitor Tavares e Vitor Serrano</strong></li>



<li><strong>Enviados especiais da BBC News Brasil a Manaquiri (AM)</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A pescadora Francisca Mariano da Silva, 61 anos, tem acordado todos os dias às 3h para estudar o que os netos precisam aprender.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de eles se levantarem, numa casa às margens do rio Solimões, no Amazonas, Francisca já leu apostilas, reviu o material das aulas da&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c340q430dzvt">educação&nbsp;</a>de jovens e adultos (EJA) e ficou pronta para ensinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu sentia que precisava ajudar, porque chegava uma tarefa deles e eu não conseguia mais acompanhar&#8221;, explica Francisca, que frequentou a escola até a quinta série e, há 4 meses, voltou a estudar<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por mais de um ano, a avó é a professora possível para Glória, de 10 anos, e Davi, de 12, em Manaquiri, cidade a 150 km de Manaus que tem sido fortemente afetada pela maior&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77xn7nevp1o">seca&nbsp;</a>já registrada na Amazônia brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os rios que levam crianças e professores de comunidades ribeirinhas e rurais às escolas secaram, e 60% dos mais de 4,4 mil alunos estão sem frequentar a sala de aula numa cidade que já tem registrado indicadores de educação preocupantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Manaquiri foi a cidade brasileira com menor nota no Índice de Desenvolvimento da&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cnq68qrrz9kt">Educação Básica</a>&nbsp;(Ideb) para os anos iniciais do ensino fundamental em 2023, divulgado neste ano: apenas 2,5, numa escala que vai até 10.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nem todas as cidades ou escolas são avaliadas no índice do Ministério da Educação (MEC), por não atingirem um número mínimo de alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nestas eleições municipais, a BBC News Brasil visitou municípios que estão em primeiro e último lugar em rankings de indicadores sociais para investigar o que um país desigual como o Brasil pode aprender com seus extremos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de Manaquiri, a reportagem foi à cidade melhor colocada no ranking do Ideb &#8211; Pires Ferreira, no Ceará. Outra equipe visitou os municípios com melhor e pior colocação no Índice de Desenvolvimento Humano — São Caetano do Sul (SP) e Melgaço (PA) (<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0m08e9ymejo">leia aqui</a>).</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/b2d4/live/3fe1d9d0-914d-11ef-8e6d-e3e64e16c628.jpg.webp" alt="Imagem area de cidade com rios secos"/><figcaption class="wp-element-caption">Vitor Serrano/BBC<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, os alunos de Manaquiri que estão em casa por conta da seca têm recebido tarefas e alimentos enviados pela escola — mas, fundamentalmente, têm dependido do conhecimento da família e de uma conexão de internet (muitas vezes instável) para tirar dúvidas com os professores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo os que moram perto da escola, como os netos de Francisca, estão com aulas suspensas. Segundo a prefeitura, professores também estão isolados e os que podem chegar à escola precisam preparar o ensino remoto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Francisca percebeu que o novo cenário longe da escola — que tem se repetido desde os anos de pandemia — iria prejudicar o futuro de seus netos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela saiu batendo de porta em porta na Vila do Janauacá, comunidade de Manaquiri onde se chega apenas de barco, para encontrar ao menos 15 jovens e adultos que gostariam de retomar a educação numa turma de EJA na escola local. E conseguiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu já aprendi matemática, português e até um pouquinho de inglês. O bom é que a gente ensina eles e aprende junto”, diz Francisca, ela própria em ensino remoto no EJA desde setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a pescadora não acha que o esforço que faz deveria ser regra. “O certo é estar na escola”, conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Dentro de sala de aula é uma coisa, a aula remota é outra. O que está acontecendo agora é que vou ter que forçar mais a minha mente para ajudar eles”.https://flo.uri.sh/visualisation/19960605/embed?auto=1</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Escolas-vazias-alunos-em-casa">Escolas vazias, alunos em casa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;<strong>BBC News Brasil</strong>&nbsp;foi até a escola municipal na Vila do Janauacá numa quarta-feira no final de setembro — e encontrou o prédio vazio, apenas com algumas funcionárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma chamada rápida de grupo com alunos do sexto ano via Whatsapp, a professora Cristiane Ribeiro, sentada em frente a dezenas de cadeiras vazias, tirava dúvidas dos estudantes sobre teorias econômicas.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/ec76/live/2d423e00-914d-11ef-b3c2-754b6219680e.jpg.webp" alt="Professora Cristiane Ribeiro segura o celular numa ligação numa sala de aula vazia em Manaquiri "/><figcaption class="wp-element-caption">Vitor Serrano/BBC<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“A gente tem trabalhado para que as atividades e todo o conteúdo cheguem às casas dos alunos, mas a gente sabe que não é a mesma coisa”, diz a professora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A população amazônica está acostumada ao processo de cheia e seca dos rios ao longo do ano — mas não na intensidade que tem acontecido, segundo os moradores e cientistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden), a seca no Brasil entre 2023 e 2024 é a &#8220;mais intensa da história recente&#8221; — sendo a Amazônia uma das regiões mais afetadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os rios da região registraram neste ano o&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77xn7nevp1o">menor nível da história</a>, como o Negro, em Manaus, o Solimões, em Tabatinga (AM), e o Madeira, em Porto Velho (RO).</p>



<p class="wp-block-paragraph">À frente da disciplina de geografia, Cristiane costuma explicar aos alunos que a crise climática visível no quintal de casaé resultado de modificações que os seres humanos fizeram e que a &#8220;natureza está tentando encontrar o seu equilíbrio&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, mesmo em época quando não há grandes cheias ou secas, a educação em Manaquiri já é um desafio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns alunos passam horas no barco, outros precisam caminhar na mata fechada para encontrar o barqueiro que os vai levar à escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Então eles chegam cansados, fadigados de um sol escaldante como é aqui do nosso Estado, então é complicado e cansativo”, conta a professora Cristiane.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu creio que os demais Estados não sabem da nossa realidade. Aqui as dificuldades são maiores. As pessoas precisam entender que não é só o número pelo número [o Ideb]. Por trás desse número, existe um grande desafio que essa região enfrenta”.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/89d8/live/28484ed0-90c1-11ef-b3c2-754b6219680e.jpg.webp" alt="Mae ensina filho numa mesa na cozinha"/><figcaption class="wp-element-caption">Vitor Serrano/BBC<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A cerca de 30 minutos de barco num braço do rio Solimões que está cada vez mais seco, a família de Gisele Amorim tenta encontrar saídas para o tempo ocioso das crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Tenho até medo de eles ficarem viciados em celular, na televisão, porque é muito desenho. É triste ver a situação da criança sem estar na escola&#8221;, diz Gisele, grávida de seis meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com os rios quase totalmente secos, o transporte escolar não consegue navegar — em alguns pontos, apenas pequenas canoas em que só cabem duas pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Assim o ensino fica mais para trás, em vez de ir pra frente”, diz Gisele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num município ribeirinho e tão sensível aos fenômenos climáticos como Manaquiri, seria necessário um calendário específico em que as férias estudantis ocorram em períodos de impossibilidade de acesso, explica Fabiane Garcia, doutora em educação e professora na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu vim da zona rural daqui do Amazonas, sei como é a realidade. O nosso calendário tem que ser diferente da zona urbana e em muitos lugares isso já acontece”, diz Garcia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cidades como&nbsp;<a href="https://semeec.tefe.am.gov.br/calendarioescolar/">Tefé (AM)</a>&nbsp;e escolas em áreas ribeirinhas de&nbsp;<a href="https://www.acritica.com/manaus/nosso-calendario-e-diferenciado-respeitando-o-ciclo-das-aguas-diz-diretora-da-divis-o-rural-1.328721">Manaus&nbsp;</a>são algumas que preveem o sobe e desce das águas na hora de estabelecer datas escolares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Prefeitura de Manaquiri disse que tentou se antecipar ao problema de seca com aulas aos sábados e feriados para adiantar conteúdos, por exemplo. Mas argumenta que a estiagem começou mais cedo que o ano anterior, atrapalhando a programação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nós não imaginávamos que a seca ia ser tão rápida assim, ela se adiantou muito esse ano. É complexa demais a questão do calendário climático aqui&#8221;, diz o prefeito Jair Souto (MDB), que esteve à frente da prefeitura em quatro ocasiões e elegeu seu sucessor, Nelson Nilo (MDB), nestas eleições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O prefeito diz que o ideal é as crianças estarem de férias em outubro — começando o ano letivo logo em janeiro. Não há previsão para a volta às aulas ainda neste ano.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/59ee/live/5889f440-914d-11ef-89ae-5575c76d98e6.jpg.webp" alt="Vista aérea da Vila do Janauacá"/><figcaption class="wp-element-caption">Vitor Serrano/BBC<br></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Problemas-além-da-seca">Problemas além da seca</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mas se as salas de aula vazias e a impossibilidade de locomoção são um sinal claro dos desafios de uma cidade como Manaquiri, outros problemas também se acentuam em áreas rurais do Norte do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na cidade amazonense, apenas 75% dos professores do ensino fundamental têm ensino superior —– um número abaixo da média nacional, de quase 87%, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Tem muita professora boa que trabalhava com a gente, mas, quando tem oportunidade de ser aprovada lá em Manaus, é a primeira coisa, porque lá paga melhor”, diz Júnior Amorim, professor do sexto ano numa escola no centro de Manaquiri.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o professor, os alunos de Manaquiri são prejudicados ainda pela falta de material que dinamize as aulas e de uma parceria mais sólida entre as escolas e as famílias: &#8220;Não adianta só quadro e caneta piloto&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A professora Cristiane Ribeiro, da Vila do Janaucá, explica ainda que, em algumas comunidades distantes, há professores que estudaram apenas até a quarta série e já são colocados dentro de uma sala de aula.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/329b/live/22af81f0-90c1-11ef-89ae-5575c76d98e6.jpg.webp" alt="Prefeito de Manaquiri, Jair Souto - homem careca de pele clara em frente à prefeitura "/><figcaption class="wp-element-caption">Vitor Serrano/BBC<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o prefeito Jair Souto, tem sido difícil atrair profissionais qualificados para Manaquiri, especialmente para zonas rurais. “Esse é o grande desafio no Brasil e nas áreas remotas”, diz o político, prometendo um sistema de aumento de remuneração com base nos resultados de cada professor — algo a ser aplicado na gestão seguinte, de seu sucessor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Souto também reclama da forma como a educação é financiada para os municípios amazônicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como a grande maioria dos municípios brasileiros, Manaquiri depende majoritariamente de recursos repassados pelo governo federal ou estadual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na área da educação, o dinheiro chega às cidades principalmente através do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criado em 2007, o fundo tem papel fundamental na redução de desigualdades entre as regiões, já que redistribui recursos nacionais com base no número de alunos — e não levando em conta o que determinado Estado arrecadou, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o prefeito diz que Fundeb tem sido insuficiente, já que os recursos repassados não levam em conta que Manaquiri gasta mais no transporte (em barcos e por longas distâncias), por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cidade ainda precisaria, argumenta Souto, de mais recurso por aluno, já que há escolas que precisam ser mantidas em comunidades ribeirinhas e que funcionam com pouquíssimas crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O Brasil precisa entender a complexidade da região Norte e fazer políticas específicas para a região. Nós não somos iguais&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Norte é a região proporcionalmente mais jovem do Brasil, um país que tem visto sua&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62633843">população economicamente ativa diminuir</a>&nbsp;em relação aos idosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso quer dizer que a forma como os jovens estão se formando vai influenciar o futuro do país, explica o economista Naercio Menezes Filho, professor do Insper e da Universidade de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Como teremos menos jovens, a gente precisa ter gente cada vez mais produtiva. E um dos principais fatores para aumentar a produtividade é a qualidade da educação&#8221;, diz Menezes Filho, especialista no desenvolvimento da primeira infância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Então é preocupante que isso não esteja acontecendo na região que a gente tem a maior concentração de juventude&#8221;, completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MEC reconheceu, em nota, que é necessário atacar as desigualdades educacionais no Brasil e disse que está implementando novos critérios no Fundeb para que cidades que tenham alunos mais pobres possam receber mais recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pela gestão do Fundeb, prometeu um olhar para o que chama de &#8220;custo amazônico&#8221;, por meio de um programa voltado para auxiliar no transporte de estudantes da zona rural e de regiões mais afastadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, até o momento, ainda não há um orçamento definido para as mudanças, diz o FNDE.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-que-o-Ideb-não-mede">O que o Ideb não mede</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Ideb é calculado com base em dois indicadores: a taxa de aprovação escolar; e as médias de desempenho nos exames aplicados pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), nos quintos e nono ano do ensino fundamental e terceiro ano do ensino médio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele é considerado o principal indicador da educação brasileira e consegue ligar alertas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas será que, numa cidade como Manaquiri, o índice é capaz de captar tudo?</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/ec29/live/25498dc0-90c1-11ef-b3c2-754b6219680e.jpg.webp" alt="Mesa com objetos  e cartaz escrito as conquistas dos povos indígenas "/><figcaption class="wp-element-caption">Vitor Serrano/BBC<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para a educadora Fabiane Garcia, da Ufam, as crianças ribeirinhas de áreas rurais na Amazônia têm uma leitura de mundo e vivências cotidianas que não são vistas em resultados de provas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Em termos de leitura e cálculo, objetivamente, elas estão falhando. Mas não podemos dizer que não esteja ocorrendo aprendizado. Talvez seja uma aprendizagem que esses próprios modelos não captam&#8221;, diz a professora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em escolas indígenas do Amazonas, exemplifica Garcia, os professores são da própria comunidade e dão aulas na língua nativa. Muitas vezes esse educador não tem um curso de graduação, e os resultados de provas de português podem não ser os esperados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Isso pode ser visto no Sudeste como uma coisa ruim, mas a gente precisa entender que isso é bom porque no fundo a gente está nesse processo de manutenção e resgate da cultura, da língua&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na escola da Vila do Janauacá, uma das salas é dedicada a um pequeno museu com artefatos arqueológicos que as famílias encontram ali mesmo. São potes de cerâmica e vasos de civilizações antigas e que fazem parte do dia a dia das aulas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou que já fez uma visita ao colégio para catalogação dos itens, em meio ao recadastramento de sítios arqueológicos na região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A gente mostra que outros povos estiveram aqui antes da gente”, comenta a professora Cristiane, apontando os objetos históricos que as crianças encontraram, literalmente, no quintal de casa.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/9489/live/9a611d50-917d-11ef-b3c2-754b6219680e.jpg.webp" alt="Artefatos encontrados pela população da Vila do Janauacá"/><figcaption class="wp-element-caption">Vitor Serrano/BBC<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: BBC Brasil / Foto: Vitor Serrano/BBC</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="O QUE ESPERAR DA CÂMARA DE VEREADORES DE IPIRÁ NO PRÓXIMO QUADRIÊNIO?" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/3j2b5P_xT3w?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/as-criancas-isoladas-pela-seca-na-cidade-com-pior-indice-de-educacao-do-brasil/">As crianças isoladas pela seca na cidade com pior índice de educação do Brasil</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Inflação dos alimentos ficará acima de 6% com a seca e as queimadas, diz pesquisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 12:32:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Inflação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Preços estavam em queda até final do primeiro semestre do ano, mostra levantamento do Bradesco As queimadas e a seca que atingem os principais biomas do Brasil já provocam alta no preço dos alimentos que devem fechar o ano com inflação de 6,3%, segundo estudo do Bradesco Além dos alimentos, o preço de energia também [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Preços estavam em queda até final do primeiro semestre do ano, mostra levantamento do Bradesco</p>



<p class="wp-block-paragraph">As queimadas e a seca que atingem os principais biomas do Brasil já provocam alta no preço dos alimentos que devem fechar o ano com inflação de 6,3%, segundo estudo do Bradesco</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos alimentos, o preço de energia também está em trajetória de alta com acionamento da bandeira vermelha para as contas de luz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Boa parte dos efeitos da seca estão mapeados e incorporados no cenário, mas a volta das chuvas será importante para definir o quadro de energia e alimentação nos próximos meses”, diz a análise do Bradesco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos cálculos dos economistas do banco, os preços dos alimentos in natura acumulam alta de mais de 10% em 12 meses até agosto. Neste mesmo período, o preço dos cereais disparou quase 20%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso das carnes, há deflação de 0,4% nos últimos doze meses, mas a pressão por aumentos deve levar a inflação da proteína animal em 2024 a 5,8%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A título de comparação, a inflação de alimentação no domicílio calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acumula alta de 4,6% no mesmo período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E em 2023, houve queda dos preços dos alimentos consumidos em casa, com deflação de 0,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em janeiro deste ano, nossa estimativa era de uma elevação próxima de 4,5% para os preços de alimentos em 2024, com viés baixista. Além dos impactos da seca em diversas culturas, a demanda doméstica se mostrou mais aquecida do que o antecipado e o câmbio depreciou cerca de 12%”, assinala o estudo das economistas do Bradesco Mariana Freitas e Priscila Trigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para 2025, o cenário ainda é de arrefecimento. Segundo as economistas, a Conab espera uma safra recorde de grãos no próximo ano, com alta de 9,6% em relação à safra passada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço está sendo puxado por soja e arroz, trazendo alívio para os preços praticados no Brasil no ano que vem, desde que haja um retorno da regularidade de chuvas em outubro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso da energia, a análise ressalta que está chovendo menos nos reservatórios do sistema elétrico, com nível substancialmente menor do que em 2023, principalmente no Sudeste, onde está a maior capacidade de armazenamento do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo as economistas do Bradesco, os reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN) estão com cerca de 50% da capacidade, com expectativa que recuem para próximo de 40% ao final do ano. Não é um nível crítico como em 2021, mas já despertou alerta no governo e na Aneel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nosso cenário contempla bandeira vermelha 2 no próximo mês, voltando para amarela no final do ano. Os impactos estimados no IPCA são de +0,13 p.p. no caso de vermelha 1 e +0,29 p.p. para vermelha 2”, diz o documento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: CNN Brasil / Foto: Preço dos alimentos influenciou no índice de junho &#8211; Marcelo Victor</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="BATE PAPO NA CITY recebe SUÍTA candidato a VEREADOR em Ipirá - UNIÃO BRASIL" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/UpXlZQEpg8U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://chat.whatsapp.com/C4EewjI0FKcKfjbqHEZdWT" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/inflacao-dos-alimentos-ficara-acima-de-6-com-a-seca-e-as-queimadas-diz-pesquisa/">Inflação dos alimentos ficará acima de 6% com a seca e as queimadas, diz pesquisa</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Maior seca em décadas pode causar onda de reajustes de preços e acelerar inflação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Sep 2024 17:43:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Inflação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A maior seca dos últimos 70 anos, agravada por queimadas, acendeu um sinal de alerta sobre o risco de uma nova onda de pressão inflacionária no Brasil. A escassez de água pode afetar o custo de vida dos brasileiros, com o impacto na produção de alimentos básicos, de combustíveis renováveis (como etanol), na logística dos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A maior seca dos últimos 70 anos, agravada por queimadas, acendeu um sinal de alerta sobre o risco de uma nova onda de pressão inflacionária no Brasil. A escassez de água pode afetar o custo de vida dos brasileiros, com o impacto na produção de alimentos básicos, de combustíveis renováveis (como etanol), na logística dos eletroeletrônicos e no preço da energia elétrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário agrava ainda mais o desafio do Banco Central em controlar a inflação, que já enfrenta um ambiente complexo. Com desemprego em baixa (6,8% no trimestre terminado em julho) e aumento da renda dos trabalhadores, o consumo das famílias está aquecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso torna os consumidores mais propensos a aceitar reajustes de preços, especialmente no setor de serviços. Além disso, a recente desvalorização do real frente ao dólar aumenta os custos, pressionando principalmente os preços de produtos industrializados e importados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Navegue neste conteúdo<br>• Cana: queimadas e estiagem<br>• Laranja: menor safra em 35 anos<br>• Café: seca e ano de menor produção<br>• Reflexo na safra de grãos</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estiagem prolongada, que ultrapassa cem dias em algumas regiões do País, deve pressionar ainda mais os preços do açúcar, café e laranja, que já estão em alta. Também pode turbinar ainda mais a cotação do etanol, combustível derivado da cana, no período de entressafra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 12 meses até agosto, o açúcar refinado subiu 6,31% no varejo, a laranja-pera teve alta de 47,56%, o café subiu 16,64% e o etanol, 10,05%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo do IBGE. No mesmo período, a inflação geral medida pelo mesmo indicador foi de 4,24%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos da estiagem nos preços dos alimentos e na tarifa de energia elétrica, além da demanda aquecida e da desvalorização do real em relação ao dólar, fizeram economistas rever para cima as projeções de inflação para este ano e colocar viés de alta no IPCA de 2025. Além disso, esse cenário, na avaliação dos economistas, indica a necessidade de um novo ciclo de alta dos juros básicos da economia a partir deste mês para conter as pressões inflacionárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cana: queimadas e estiagem<br>Ainda não há dados atualizados do governo sobre o estrago que a falta de chuvas e as queimadas provocaram no agronegócio, sobretudo nas culturas perenes – aquelas lavouras que demoram vários anos para ter a primeira safra, como café, laranja e cana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a Organização das Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), por exemplo, informa que 100 mil hectares plantados com cana-de-açúcar foram queimados nas últimas duas semanas até 4 de setembro, a maior parte no Estado de São Paulo. O prejuízo calculado é de R$ 800 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">José Guilherme Nogueira, CEO da Orplana, diz que a cana só vai conseguir rebrotar quando a chuva voltar. “O cenário de clima seco e de falta de chuvas pode ter reflexos na safra futura, mas é cedo para fazer previsões.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a consultoria Datagro estima que a safra de cana 2024/25, após os incêndios e a seca, atinja 593 milhões de toneladas, A projeção inicial era de uma produção maior, de 602 milhões de toneladas. “Recentemente tivemos produções menores do que a safra atual, mas a safra atual poderia ter sido melhor”, afirma Bruno Wanderlei de Freitas, economista e sócio da consultoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seca e os incêndios já mudaram o patamar de preços do açúcar no mercado internacional. Nas últimas três semanas, o preço do produto teve valorização na faixa de 5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Freitas diz que não há escassez de açúcar. Nesta safra, o Brasil deve produzir 39,3 milhões de toneladas, 7,3% abaixo do ano passado. Ainda assim, será uma grande safra, porém menor do que o mercado esperava. Isso deve, na sua opinião, dar sustentação às cotações. “O preço do açúcar para o consumidor não deve cair”, prevê.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A história deve se repetir com o etanol. Freitas acredita que as cotações do combustível vão continuar firmes com tendência de alta. Neste ano, devido às queimadas, a perspectiva é de uma entressafra prolongada. As usinas, provavelmente, vão encerrar a moagem da cana em meados de outubro e retomar a atividade só em março ou abril. “A tendência é que o preço do etanol perca competitividade nesse período.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Laranja: menor safra em 35 anos<br>Na laranja, os pomares, que já sentiam o peso da doença do greening, agora enfrentam também os efeitos da falta de chuvas. “Há regiões que convivem com a estiagem desde o final de março”, conta o presidente da Associação Brasileira de Citros de Mesa (ABCM), Carlos Lucatto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em maio, o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), uma associação privada mantida pelos citricultores e pela indústria do suco de laranja, projetava que a safra atual (2024/25) do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo e Sudoeste Mineiro seria de 232,38 milhões de caixas (40,8 quilos). Depois da estiagem dos últimos meses, acaba de reduzir a expectativa de produção da safra 2024/25, em 7%, para 215,78 milhões de caixas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a estimativa se confirmar, será uma safra quase 30% menor do que a do ano anterior. Também é a menor safra de laranja em 35 anos, desde 1989, quando foram produzidos 214 milhões de caixas, segundo o Fundecitrus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escassez do produto fez o preço da laranja in natura disparar. A caixa (40,8 quilos) que custava R$ 50 na roça no ano passado, este ano chega a R$ 120. A indústria está comprando a produção da fruta que iria para mesa, o que dá sustentação ao preço no mercado interno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No exterior, a cotação do suco de laranja concentrado e congelado também está nas alturas. Normalmente, era cerca de US$ 2 mil a tonelada e hoje está o triplo, acima de US$ 6 mil. O motivo é a falta de fruta tanto no Brasil como na Flórida (EUA), os dois grandes produtores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antonio Carlos Simonetti, que faz parte da quarta geração de uma família de citricultores, diz que é uma ilusão achar que os produtores estejam ganhando dinheiro porque os preços estão altos. Ele argumenta que falta laranja no mercado e a produtividade dos pomares está muito baixa. “A estiagem é mais preocupante do que o Greening”, alerta. Mesmo que a planta esteja doente, se houver umidade, ela consegue produzir alguma coisa. Mas hoje o que se vê é a falta de chuvas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Simonetti tem mil hectares de laranja, dos quais 400 hectares no Estado de São Paulo, no município de Aguaí, e o restante em Minduri (MG). A última chuva boa que caiu nessas regiões foi em março deste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De lá para cá, a estiagem tem castigado a produção. No pomar de Aguaí, o citricultor calcula que vai colher este ano 200 mil caixas, a metade do que conseguiu no ano passado. Em Minas Gerais, a quebra será menor, de 20% em relação ao ano anterior, porque as lavouras estão localizadas em áreas de maior altitude e sujeitas a temperaturas menores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essa é a pior safra que já tivemos, nunca vi um cenário tão preocupante: seca, altas temperaturas e déficit hídrico”, afirma ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Café: seca e ano de menor produção<br>Na cafeicultura a seca também preocupa. A última estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada em maio, apontava uma produção em 2024 de 58,81 milhões de sacas. É um volume 6,8% maior do que a safra de 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde então houve muitas ondas de calor e falta de chuvas. A colheita terminou em agosto. Apesar de não ter dados oficiais atualizados, Renato Garcia Ribeiro, pesquisador e analista de café do Cepea, acredita que o volume colhido foi menor do que o inicialmente previsto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele reitera a sua preocupação em relação à safra que será colhida em 2025. Como o café é uma cultura bianual, com um ano de produção baixa e o seguinte de produção cheia, a safra de 2025 poderá ser duplamente prejudicada. Isto é, já será naturalmente um ano de baixa produção e ainda vai carregar os efeitos da falta de chuvas na época de florada da planta. “Essa é grande preocupação no momento.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação aos preços, a seca que afeta Brasil e Vietnã, os principais produtores, teve impacto nas cotações. Desde o terceiro trimestre do ano passado até o início deste mês, a cotação do café robusta ao produtor vendido no Estado do Espírito Santo, por exemplo, cresceu 119,7%, segundo dados do Cepea. No mesmo período, o preço do café tipo arábica subiu 85,2%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Celírio Inácio, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), lembra que faz quatro anos que o mercado de café vem sendo afetado por problemas climáticos de todos os tipos: geadas, excesso de chuvas e secas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de as queimadas não terem atingindo significativamente o parque cafeeiro nacional, essas ocorrências, combinadas com perspectiva de manutenção do clima seco nos próximos meses, geram insegurança em relação à produção. “Tudo isso faz com que o mercado internacional e nacional reajam e os preços aumentem.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reflexo na safra de grãos<br>O estrago provocado pela seca pode afetar também as lavouras anuais, como soja, milho, por exemplo. Mas, neste caso, o que se vê ainda são especulações. A próxima safra de grãos, a mais volumosa, começa a ser semeada no Centro-Sul do País a partir de meados de setembro, quando termina o período de vazio sanitário e normalmente as chuvas começam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, segundo a meteorologista da Climatempo, Dayane Figueiredo, setembro deste ano deve ser marcado por chuvas abaixo da média e temperaturas em elevação. A previsão, segundo ela, é que comece a chover só no final de setembro. “Os cultivos, principalmente de soja, podem atrasar pela falta de chuvas”, prevê. Se esse prognóstico se confirmar, cresce o risco de queda de produtividade nos grãos da safra de verão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Márcia De Chiara/Estadão Conteúdo</em> / Foto: Divulgação</p>



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<iframe title="Educação do campo: desafios e perspectivas" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/hZi0x2UHAV4?start=650&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Seca histórica por falta de chuva atinge 16 estados e DF</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2024 12:01:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os dados da seca são do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) Incêndios que afetam diferentes partes do Brasil podem estar ligados a uma falta de chuva histórica -a mais grave já registrada nas últimas quatro décadas- que atinge 16 estados e o Distrito Federal. Os dados da seca são do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Os dados da seca são do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Incêndios que afetam diferentes partes do Brasil podem estar ligados a uma falta de chuva histórica -a mais grave já registrada nas últimas quatro décadas- que atinge 16 estados e o Distrito Federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados da seca são do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), que considerou informações de maio a agosto para todas as unidades da federação desde 1981, ano de início dos registros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Números preliminares do centro para agosto deste ano mostram que aproximadamente 7 de cada 10 municípios brasileiros estão afetados por algum tipo de seca -fraca, moderada, extrema ou severa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de uma influência do El Niño do ano passado, a chuva está sendo prejudicada ainda pelo modo zonal do Atlântico, caracterizado pelo resfriamento das águas do oceano na costa da África, que enfraquece o fluxo de ventos com umidade para o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O país enfrenta uma alta de 78% nos focos de incêndio, com 109.943 registros de 1º de janeiro até a última segunda-feira (26), ante 61.718 no mesmo período em 2023, segundo o BDQueimadas, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela lembra do recorde de queimadas no pantanal em 2020, resultado de uma combinação entre o ambiente seco, chuvas abaixo do normal e temperaturas elevadas. Uma das coisas que chamou a atenção da pesquisadora tem sido a duração da seca em um arco ao longo do país, que vai do Acre e do Amazonas até São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na análise preliminar do Cemaden para o mês de agosto de 2024, 69% dos municípios brasileiros (3.850 de 5.570) enfrentam algum tipo de seca, e 1.313 deles em situação de seca severa, o pior nível na escala. Entre estes está Porto Velho, capital de Rondônia, cuja população tem sofrido com a fumaça de incêndios florestais intensos na região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já no estado de São Paulo, com alerta de emergência para incêndios até sábado (31), todas as cidades estão sob algum nível de seca, que inclusive já afetou os reservatórios de água do estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de chuvas identificada no levantamento do Cemaden pode ter raízes não apenas no El Niño, configurado no ano passado e atualmente em fase neutra, mas em um evento chamado pela Noaa (Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA) de La Niña do Atlântico, caracterizado pelo resfriamento das águas do oceano perto da costa da África.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nathalie Tissot Boiaski, professora dos cursos de graduação e pós-graduação em Meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria, afirma ser mais conservadora e não usa a expressão, mas explica que o fenômeno é o modo zonal do Atlântico, observado ao menos desde junho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fenômeno é caracterizado pelo resfriamento das águas do Atlântico tropical leste, na área próxima da costa africana, segundo a professora. &#8220;Isso fez com que os ventos alísios que atuam na região tropical, considerando esses últimos 30, 60 ou até 90 dias, tenham um certo enfraquecimento.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses ventos normalmente levam umidade ao Brasil em corredores que chegam por Nordeste e Norte, passando pela amazônia e sendo desviados pelos Andes à porção centro-sul do país, levando umidade e chuvas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa anomalia dos ventos no Atlântico, diz Nathalie, combinada aos efeitos do El Niño no ano passado, intensificou a seca no Brasil. &#8220;Nesse ano, infelizmente, nem chegamos ao ápice do período seco e de fogo, que seria setembro.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eventos como El Niño e o modo zonal do Atlântico, ela afirma, são naturais, mas seus efeitos são agravados pelo que ela chama de forçante antropogênica. Neste caso, a emissão de gases de efeito estufa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Notícias ao minuto / Foto: © Shutterstock</p>



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<iframe title="Valter Som candidato a vereador - AGIR é o nosso convidado do Bate Papo na City" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/lwSatjxLEWs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph"><br><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/seca-historica-por-falta-de-chuva-atinge-16-estados-e-df/">Seca histórica por falta de chuva atinge 16 estados e DF</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Estudo revela que mais de mil cidades no Brasil estão em situação de seca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jul 2024 11:54:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[mil cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais de mil cidades no Brasil estão enfrentando seca severa ou extrema. Além disso, os efeitos das mudanças climáticas têm causado a falta de chuvas, colocando mais da metade das cidades do país em alerta. Esses dados foram divulgados pelo Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão do governo federal responsável por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Mais de mil cidades no Brasil estão enfrentando seca severa ou extrema. Além disso, os efeitos das mudanças climáticas têm causado a falta de chuvas, colocando mais da metade das cidades do país em alerta. Esses dados foram divulgados pelo Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão do governo federal responsável por monitorar a questão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Cemaden, até junho, 918 municípios do país estavam em seca severa. Juntando-se a esses, mais 106 locais em seca extrema, o total de cidades classificadas em julho chega a 1.095. Esse número é alarmante, considerando que no mesmo período do ano passado, apenas 45 cidades no Brasil estavam nessas condições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As regiões mais afetadas pela seca incluem Amazonas, Acre, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, São Paulo e Tocantins.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Bahia.ba / Foto: José Cruz/Agência Brasil</p>



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<iframe title="Ipirá 2025: a participação popular é fundamental" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/1blAoqykuhg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Governo Federal reconheceu situação de emergência em Feira de Santana, Ituaçu e mais 51 municípios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Dec 2023 10:59:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Seca]]></category>
		<category><![CDATA[Situação de emergência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu, nesta terça-feira (26), a situação de emergência em 53 cidades brasileiras atingidas por desastres. Integram a lista municípios dos estados da Paraíba, Alagoas, Goiás, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. Na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu, nesta terça-feira (26), a situação de emergência em 53 cidades brasileiras atingidas por desastres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Integram a lista municípios dos estados da Paraíba, Alagoas, Goiás, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Bahia, entraram na lista seis cidades atingidas pela estiagem: <a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-3.999-de-22-de-dezembro-de-2023-533082751" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Feira de Santana</a>, <a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-3.989-de-22-de-dezembro-de-2023-533473332" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Buritirama, Irará, Ituaçu, Jaguaquara e Mansidão</a>. A nível estadual, mais de 160 municípios já conseguiram o reconhecimento da situação. Embora tenha chovido em boa parte do estado na última semana, a situação de estiagem ainda deve permanecer por mais algumas semanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estado com maior número de municípios reconhecidos nesta terça-feira é a Paraíba.&nbsp;<a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-3.988-de-22-de-dezembro-de-2023-533454256" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Entraram na lista 19 cidades que enfrentam a estiagem</a>: Areia, Assunção, Barra de São Miguel, Bom Jesus, Congo, Coxixola, Cubati, Jericó, Joca Claudino, Maturéia, Montadas, Parari, Patos, Pedra Lavrada, São Bentinho, São Bento, São José do Sabugi, Serra Branca e Triunfo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Paraná,&nbsp;<a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-3.990-de-22-de-dezembro-de-2023-533479698" target="_blank" rel="noreferrer noopener">nove cidades obtiveram o reconhecimento federal de situação de emergência</a>. Araruna, Bituruna, Inácio Martins, Medianeira, Nova Tebas e Rio Bonito do Iguaçu enfrentaram chuvas intensas, enquanto Pato Branco e Salgado Filho registraram inundações e Ivaí, enxurradas. Já o município de Dois Vizinhos, também atingido por fortes chuvas, teve o estado de calamidade pública reconhecido pela Defesa Civil Nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de chuvas também motivou a situação de emergência nas cidades de&nbsp;<a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-3.998-de-22-de-dezembro-de-2023-533444919" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Minador do Negrão e Olho D´Água do Casado, em Alagoas, e Orobó e São João, em Pernambuco</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Santa Catarina, receberam o reconhecimento de situação de emergência as cidades de&nbsp;<a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-3.997-de-22-de-dezembro-de-2023-533458798" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ipuaçu, Santa Terezinha do Progresso, Urubici</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-3.987-de-21-de-dezembro-de-2023-533458877" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anchieta</a>, todas atingidas por chuvas intensas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-3.994-de-22-de-dezembro-de-2023-533446999" target="_blank" rel="noreferrer noopener">No Rio Grande do Sul</a>, os municípios de Constantina, Iraí, Paulo Bento e Ronda Alta enfrentaram chuvas intensas, enquanto Bom Retiro do Sul registrou enxurradas e Caiçara, queda de granizo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-3.991-de-22-de-dezembro-de-2023-533439207" target="_blank" rel="noreferrer noopener">No Rio Grande do Norte</a>, quatro cidades entraram em situação de emergência. Extremoz e São José do Mipibu foram atingidas por chuvas intensas, enquanto Lajes e Pau dos Ferros passam por um período de seca. Por fim, em Goiás,&nbsp;<a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-3.998-de-22-de-dezembro-de-2023-533444919" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o município de São Simão foi atingido por um vendaval</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o reconhecimento federal, os municípios estão aptos a solicitar recursos do MIDR para ações de assistência humanitária, como compra de alimentos, água potável e combustível para os veículos que fazem o transporte dos mantimentos. Os repasses serão liberados assim que os planos de trabalho forem apresentados pela prefeitura e avaliados pela equipe técnica da Defesa Civil Nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A orientação do presidente Lula é dar todo o apoio necessário aos municípios atingidos por desastres, seja por excesso de chuvas, como no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, seja pela falta, como vem ocorrendo neste momento no Norte e Nordeste do País”, destaca o ministro Waldez Góes. “É importante ressaltar que não faltarão recursos do Governo Federal para atender a população que vem sofrendo com a estiagem”, completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como solicitar recursos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A solicitação de recursos pelos municípios em situação de emergência deve ser feita por meio do&nbsp;<a href="https://s2id.mi.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD)</a>. Além de socorro e assistência às vítimas, também repassa recursos para restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura ou moradias destruída ou danificadas por desastres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nas informações enviadas nos planos de trabalho, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com a valor ser liberado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Capacitações da Defesa Civil Nacional</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Defesa Civil Nacional oferece uma série de cursos a distância para habilitar e qualificar agentes municipais e estaduais para o uso do S2iD. As capacitações têm como foco os agentes de proteção e defesa civil nas três esferas de governo. Confira <a href="https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/capacitacoes/cursos-em-andamento" target="_blank" rel="noreferrer noopener">neste link</a> a lista completa dos cursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agência Sertão</p>



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<iframe title="LPG e a importância da participação da sociedade civil no processo" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/BvF3Q93ptfo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/governo-federal-reconheceu-situacao-de-emergencia-em-feira-de-santana-ituacu-e-mais-51-municipios/">Governo Federal reconheceu situação de emergência em Feira de Santana, Ituaçu e mais 51 municípios</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>População da zona rural vive gravíssima crise hídrica na cidade de Caetité</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Dec 2023 11:16:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Caetité]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Caetité, na região sudoeste da Bahia, o homem do campo tem sofrido com a seca extrema e a falta de incentivo do poder público. De acordo com o Radar 030, dezenas de comunidades rurais estão passando por uma gravíssima crise hídrica. Com o pouco apoio do poder público, o abastecimento em diversas comunidades é escasso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em </strong><a href="https://www.acheisudoeste.com.br/categoria/caetite" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Caetité</strong></a><strong>, na região sudoeste da Bahia, o homem do campo tem sofrido com a seca extrema e a falta de incentivo do poder público. De acordo com o Radar 030, dezenas de comunidades rurais estão passando por uma gravíssima crise hídrica. Com o pouco apoio do poder público, o abastecimento em diversas comunidades é escasso e insuficiente. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mesmo diante da triste realidade, os pedidos de carros pipas levam até dois meses para serem atendidos pela Secretaria Municipal de Recursos Hídricos. Uma moradora da comunidade de Santa Luzia relatou que os pedidos se amontoam na pasta. Para piorar, a ajuda do Exército Brasileiro, através da Operação Carro Pipa, não foi renovada pela gestão do prefeito Valtecio Neves Aguiar (PDT). Na zona rural, as cenas são desoladoras: terra rachada, gado morrendo e barragens sem uma gota d’água. Os moradores recorrem às orações pedindo por chuva.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Achei sudoeste</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="LPG e a importância da participação da sociedade civil no processo" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/BvF3Q93ptfo?start=833&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/populacao-da-zona-rural-vive-gravissima-crise-hidrica-na-cidade-de-caetite/">População da zona rural vive gravíssima crise hídrica na cidade de Caetité</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Seca em Manaus: o que precisa ser feito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Oct 2023 16:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[crisesanitaria]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[Populacao]]></category>
		<category><![CDATA[Seca]]></category>
		<category><![CDATA[Ufba]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A crise climática atinge o Amazonas e pode gerar grave crise sanitária – que já começa a ser atendida pelo governo. Professor da UFBA lista as urgências para a saúde da população, começando por água e alimentação, seguidas do fortalecimento da atenção básica por&#160;Gabriel Brito O Brasil observa imagens apocalípticas da poluição atmosférica em Manaus [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>A crise climática atinge o Amazonas e pode gerar grave crise sanitária – que já começa a ser atendida pelo governo. Professor da UFBA lista as urgências para a saúde da população, começando por água e alimentação, seguidas do fortalecimento da atenção básica</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">por&nbsp;<a href="https://outraspalavras.net/author/gabrielbrito/">Gabriel Brito</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil observa imagens apocalípticas da poluição atmosférica em Manaus e dos menores níveis dos rios da maior bacia hidrográfica do mundo. A seca é uma conjunção de fatores climáticos, inclusive pela ação humana, e a falta de água começa a acumular problemas de diversos matizes. Diante do anúncio de férias coletivas na indústria da capital amazonense, que afeta ao menos 100 mil trabalhadores diretos, vemos provas de como o colapso climático pode paralisar a vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para responder a isso, o ministério da Saúde anunciou envio de R$ 225 milhões, valor relevante para uma pasta que não pode responder sozinha aos desafios impostos. E já estamos diante de uma grave crise de saúde coletiva, como explicou&nbsp;<strong>Adelmir de Souza Machado</strong>, diretor e professor do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Bahia e membro da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), em entrevista ao&nbsp;<strong><em>Outra Saúde</em></strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Temos consequências mais diretas, ou seja, infecções respiratórias, alergias, o indivíduo pode ter rinite, asma, crise de tosse, conjuntivite, além de vários outros fatores que o próprio clima muito quente pode trazer, como por exemplo desidratação, um pouco de hipertensão arterial, mal-estar, tonturas. Existe toda uma cadeia de consequências que podem se ver no plano macro ou micro de cada indivíduo e que vão se somando.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na entrevista, Machado explica quais os pontos essenciais de uma resposta do poder público para uma população que vive em relativo isolamento do resto do país e em boa parte não tem para onde escapar – sem deixar de apontar questões estruturais que precisam ser tocadas em algum momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A primeira coisa é garantir água potável”, alerta ele. Em seguida, é necessário garantir a alimentação – que pode ser adquirida com os recursos enviados pelo ministério ou por meio de doações. “Há uma possibilidade muito clara de que apareçam casos de diarreia infecciosa por causa desses cuidados precários com a água, com a própria saúde, com a alimentação – e no saneamento é a mesma coisa. O principal é garantir que cidades ribeirinhas ou desprovidas de saneamento básico ou encanamento possam ter a coleta de dejetos feita de uma maneira minimamente adequada. Do ponto de vista de saúde pública é essencial”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adelmir Machado ainda alerta que tal contexto deve orientar decisões ainda mais firmes dos governos para conter a sanha desenvolvimentista, que, no desespero de buscar soluções econômicas para uma sociedade paralisada pela estiagem, pode aprofundar os problemas. Do ponto de vista do sistema de saúde, é essencial fortalecer a atenção primária, para responder rapidamente aos efeitos da seca na saúde coletiva e evitar uma sobrecarga nos hospitais semelhante à pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele lista, então, os passos seguintes: “Deve-se armar as unidades básicas de saúde, equipamentos de saúde da família, a depender do que existe em cada município, com visitação ativa dos agentes de saúde para descobrir se já há indivíduos com algum grau de adoecimento. Porque qualquer doença infecciosa, numa situação desse tipo, é mais fácil de se alastrar do que numa situação de normalidade. Não se tendo equipes de saúde da família, as unidades de atendimento básico devem ser reorganizadas e as que não estiverem organizadas devem ser minimamente equipadas para determinadas situações, como as próprias doenças respiratórias, infecciosas, como as pneumonias, gastroenterites e diarreias infecciosas. Portanto, o mínimo é colocar as equipes de atenção básica em prontidão e melhor organizadas para uma situação como essa e direcionar profissionais até a atenção básica, que mais vai sofrer nesse primeiro momento.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, as respostas estruturais parecem longe de nossos horizontes. A considerar o arranjo político e social que determina o desenvolvimento produtivo e econômico do país, é de se questionar, como faz o médico, se estaremos vivos para presenciar uma repactuação geral. Enquanto isso, a realidade volta a ameaçar a própria reprodução da vida social. Pouco tempo após o trauma coletiva da pandemia, não é absurdo vislumbrar novas versões de isolamento social, dada a inviabilidade generalizada que uma catástrofe climática como a do Norte brasileiro impõe à sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sem dúvida nenhuma, vai haver isolamento social. E pode haver até algum tipo de conflito, porque na hora em que a situação começar a apertar imagine vários grupos familiares que precisam sustentar seus filhos menores, indivíduos idosos e olham para um lado e para o outro e não conseguem se transportar daquele lugar, não só pela falta de navegabilidade de qualquer hidrovia, mas principalmente por falta de qualquer opção”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira a entrevista completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como você descreve a estiagem que vive o Amazonas? Como ela se reflete no dia a dia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa grande estiagem que ocorre em boa parte do país, em particular no Norte, traz consequências não só para o ambiente, mas para o cotidiano das pessoas e sua vida, tanto do ponto de vista socioeconômico como médico. Além do desequilíbrio do próprio ambiente, os indivíduos vão ter maior dificuldade, principalmente os ribeirinhos, em angariar o seu trabalho no dia-a-dia. Assim, há um fator financeiro fluído, que gera estresse psíquico. Além disso, a própria estiagem reflete um impacto, talvez global, em termos de poluição ambiental e desequilíbrio em todas as partes do mundo em relação ao clima, tempestades e secas inesperadas ou fora da sua sazonalidade habitual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do fator psíquico que pode afetar todo cidadão que vive do rio e da proficuidade dessa área, que é mais úmida, mais chuvosa na maior parte do ano, devemos ter consequências do ponto de vista de alimentação, já que vai haver uma grande mortandade de peixes e também da fauna associada. Vai se afetar fortemente o ser humano que vive dessa fauna e da própria pesca ou da alimentação de peixes. Por fim, a seca pode facilitar o aparecimento ou a perpetuação de queimadas e isso faz com que mais poluição ocorra na região, com potenciais consequências para a saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais consequências à saúde coletiva devemos vislumbrar? Que doenças essa seca está fazendo aparecer?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos consequências mais diretas, ou seja, infecções respiratórias, alergias, o indivíduo pode ter rinite, asma, crise de tosse, conjuntivite, além de vários outros fatores que o próprio clima muito quente pode trazer, como por exemplo desidratação, um pouco de hipertensão arterial, mal-estar, tonturas. Existe toda uma cadeia de consequências que podem se ver no plano macro ou micro de cada indivíduo e que vão se somando.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O ministério da Saúde assinou portaria que libera R$ 225 milhões de reais para o estado. Já estamos diante de uma crise sanitária em Manaus e no estado?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu creio que sim, do ponto de vista de saúde coletiva já estamos em grave crise. Embora aparentemente seja inesperado, já temos recursos de previsibilidade para saber que o clima vai mudar, ou determinado tipo de estiagem vai perdurar mais tempo. Mas deixamos o prevenível se tornar emergência. A essa altura, sim, é um quadro já crítico, emergencial, do ponto de vista de saúde coletiva, porque além de todos os aspectos diretos na saúde humana, vai impactar no próprio saneamento básico de várias dessas cidades, que precisam de água para fazer toda a limpeza sanitária do seu microambiente local, das ruas, das cidades, dos prédios, ou seja, os impactos vão ser fortes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas dessas cidades, inclusive, não têm saneamento, não têm canalização, como boa parte do norte do país não tem, e isso vai gerar consequências terríveis. Acredito que tal recurso, embora emergencial, ainda vai ser insuficiente se a estiagem se estender no tempo. E o que se prevê é que vá até dezembro e talvez só em janeiro comece a ter alguma regularidade nas chuvas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como está o sistema de saúde do estado? Há risco de sobrecarga e colapso?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Habitualmente, o Norte do país e o Brasil inteiro têm uma capacidade limitada de receber novos casos de saúde. Observe que, semelhantemente à época da covid, houve rapidamente colapso da rede de saúde. Como esta onda vai ser mais lenta, muito menos aguda e incisiva do que no momento da covid, acredito que vai haver algum gargalo, alguma dificuldade. Mas essa dificuldade pode ser transposta, pode ser um obstáculo vencido se houver agilidade na área de saúde, para que também, eventualmente, unidades básicas ou unidades de hospitais de campanha sejam abertas para receber algumas dessas enfermidades que eventualmente aparecerão nas próximas semanas ou meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que se pode fazer em termos de proteção das pessoas no atual no momento?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira ação é garantir água potável para a maioria da população, para que não se faça uso de água estagnada, ou cisternas, ou até como nós presenciamos e vimos em algumas reportagens televisivas, onde apareciam pessoas cavando a lama e ali mesmo faziam uma filtração de água para poder subsistir. Portanto, a primeira coisa é garantir água potável. A outra coisa é garantir minimamente algum grau de alimentação aos indivíduos, seja por doação ou compra a partir desse próprio fomento que o governo deu, ou de uma linha especial para evitar a desnutrição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há uma possibilidade muito clara de que apareçam casos de diarreia infecciosa por causa desses cuidados precários com a água, com a própria saúde, com a alimentação, e no saneamento é a mesma coisa. O principal é garantir que cidades ribeirinhas ou desprovidas de saneamento básico ou encanamento possam ter a coleta de dejetos feita de uma maneira minimamente adequada. Do ponto de vista de saúde pública é essencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, deve-se armar as unidades básicas de saúde, equipamentos de saúde da família, a depender do que existe em cada município, com visitação ativa dos agentes de saúde para descobrir se já há indivíduos com algum grau de adoecimento, porque qualquer doença infecciosa, numa situação desse tipo, é mais fácil de se alastrar do que numa situação de normalidade. Não se tendo equipes de saúde da família, as unidades de atendimento básico devem ser reorganizadas e as que não estiverem organizadas devem ser minimamente equipadas para determinadas situações, como as próprias doenças respiratórias, infecciosas, como as pneumonias, gastroenterites e diarreias infecciosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o mínimo é colocar as equipes de atenção básica em prontidão e melhor organizadas para uma situação como essa e direcionar profissionais até a atenção básica, que mais vai sofrer nesse primeiro momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A associação das indústrias do estado anuncia férias coletivas para seus trabalhadores, o que deve afetar até 100 mil pessoas diretamente empregadas no setor, fora as pessoas que trabalham de forma indireta para este polo industrial, além de diversas outras atividades econômicas prejudicadas. Depois de todo o trauma que o isolamento social causou na pandemia, podemos estar diante de novos episódios que nos levem a reviver momentos como aquele? Em outras palavras, episódios de colapso climático como o que se vive no Amazonas são prenúncio de um futuro onde novos acontecimentos deste tipo afetarão a reprodução da vida cotidiana em seus aspectos mais básicos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem dúvida, é uma observação correta. Em algumas pequenas comunidades vai haver, certamente, um isolamento, porque é diferente estar no grande centro, na capital, e em cidades mais interioranas, distantes de um grande centro. Vai haver desemprego, porque se isto perdurar, muito provavelmente as indústrias não poderão ganhar tempo, como agora, de forma indefinida e talvez fiquem sem outra saída. Normalmente, a saída econômica para as grandes indústrias e empresários é reduzir o custo imediato. Assim, se isso perdurar teremos demissões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro problema é que boa parte da nossa população não está apta a desenvolver uma segunda atividade. A informalidade pode ser bem maior. Vai haver isolamento, porque todo o trânsito de mercadorias nesta região do país se faz por hidrovias, que agora não estão navegáveis e prejudicam o comércio. Até para fugir de uma maior dificuldade, provavelmente aqueles que tiverem algum recurso vão se deslocar para outros centros, mas os indivíduos com menos recursos vão ficar jogados à própria sorte, aguardando uma resolução, pelo menos uma ajuda do governo, e ficarão torcendo para o clima virar rapidamente e assim retomar suas vidas. O impacto social é grande. O impacto financeiro, muito provavelmente, vai ser maior e isso vai ficar ainda mais sentido, mais fácil de ser percebido, não por aqueles que já estão lá e já estão sofrendo, mas por quem está assistindo de camarote, como todo o resto do Brasil, a partir do momento em que a seca perdurar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto é que no Norte não há grande adaptabilidade dos indivíduos à mudança de clima, coisa que acontece, por exemplo, no sertão nordestino, onde indivíduos têm 10 ou 12 meses, às vezes dois anos de completa seca e quando chove 5, 10 milímetros, uma coisa muito pequena, toda a produção agrícola e pecuária de pequeno porte é desperdiçada ou perdida, até para o próprio sustento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, sem dúvida nenhuma, vai haver isolamento. E pode haver até algum tipo de conflito, porque na hora em que a situação começar a apertar imagine vários grupos familiares que precisam sustentar seus filhos menores, indivíduos idosos e olham para um lado e para o outro e não conseguem se transportar daquele lugar, não só pela falta de navegabilidade de qualquer hidrovia, mas principalmente por falta de qualquer opção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma situação bem delicada e que, curiosamente, poderia ter sido prevista, pois já temos condições técnicas para nos antecipar. O próprio Rio Amazonas teve uma queda de volume muito acentuada, que eu particularmente nunca tinha visto isso desde o meu tempo de muito jovem. Isso realmente é preocupante para o modo de vida, principalmente dos ribeirinhos e dos indivíduos distantes dos grandes centros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais seriam as soluções de curto e longo prazo em sua visão? O que deveríamos aprender disso?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos de educação climática, se eu posso dizer assim, educação social, uma educação sobre o nosso próprio ecossistema, porque nós somos os nossos próprios predadores. Nós estamos poluindo muito rapidamente os nossos rios, nós estamos poluindo muito rapidamente a atmosfera, com uma pletora de veículos para baixo e para cima, com desperdício muito grande de alimentos, de insumos, com muito lixo produzido, principalmente lixo que não é degradado rapidamente. Jogamos fora a maior parte do que consumimos, como plástico, e vamos esperar de 90 a 100 anos para ser degradado, quer dizer, não vai dar tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós estamos sofrendo com a doença do progresso e com uma deseducação ambiental muito grande, pois não é a cultura habitual do Brasil. A médio e curto prazo, eu acho que deve haver, sim, alguma intervenção governamental no ponto de vista de educação, desde as escolas primárias, o ensino fundamental, até indivíduos já formados, donos de empresa, cidadãos comuns. Infelizmente, vejo que nós só aprendemos com a própria punição. Portanto, se houvesse algum tipo de multa ou contrapartida incisiva para poluidores deveríamos aplicar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As leis ambientais ainda são muito frágeis no Brasil, são muito permissivas com a poluição, tanto individual como de escala. Mas tamanho esforço, no final das contas, depende de muitos outros países, pois uma nação que quer se desenvolver e está no meio do caminho entre os desenvolvidos e os não desenvolvidos não se incomoda muito em poluir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As grandes potências, a meu ver, exigem bastante, fazem uma pressão bastante grande sobre aqueles países que estão em desenvolvimento industrial. No entanto, boa parte da Europa ainda usa termoelétrica e nuclear. Boa parte da Europa disse que vai usar o carro elétrico, entretanto, como vai produzir a bateria do carro elétrico se não têm hidroelétrica, por exemplo? Boa parte dos Estados Unidos, embora também coordene vários outros grupos globais, ainda está na era dos combustíveis fósseis e estimula isso de maneira relevante. Precisamos de um alinhamento global a longo prazo, mas talvez não esteja aqui para ver.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nível nacional, precisamos investir bastante em educação ambiental e endurecer a legislação. A curto, médio e longo prazo, educação e, talvez, leis mais rígidas, como existe uma lei um pouco mais adequada no trânsito para o indivíduo que ingere bebida alcoólica. No passado, nada disso era sequer cogitado, agora existem leis que pelo menos estabelecem alguns parâmetros. Isso pode ser feito mais rapidamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais amplamente, temos um sistema meteorológico que pode prever, com alguns meses de antecedência, qualquer tipo de mudança climática. Assim, precisamos olhar para regiões que não são bem abastadas ou não têm recursos para respostas muito rápidas e fazer algum tipo de ação preventiva. Não é o habitual no nosso país, mas vejo dessa forma. Na qualidade de médico, eu preferiria que todas as ações fossem de prevenção e não curativas ou emergenciais, porque tudo que é emergencial é algo que não foi pensado ou, se foi pensado, deixado para correr à revelia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra Saúde</p>



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