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	<title>Sidarta Gautama |</title>
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	<title>Sidarta Gautama |</title>
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		<title>Sidarta Gautama: o príncipe &#8216;iluminado&#8217; que se tornou o primeiro Buda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Aug 2024 13:29:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Personagens&#160;históricos&#160;muito antigos costumam ter suas biografias misturadas a episódios lendários. No caso de figuras&#160;religiosas, esta confusão entre verdade e mito é ainda mais intensa. Isso torna muito difícil precisar o que é fato e o que é fantasia na vida de Sidarta Gautama, aquele que é considerado o primeiro Buda. A começar pela época em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Edison Veiga</strong></li>



<li><strong>De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil</strong></li>
</ul>



<p>Personagens&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cnq68qw6d4jt">históricos</a>&nbsp;muito antigos costumam ter suas biografias misturadas a episódios lendários. No caso de figuras&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cz74k714kywt">religiosas</a>, esta confusão entre verdade e mito é ainda mais intensa.</p>



<p>Isso torna muito difícil precisar o que é fato e o que é fantasia na vida de Sidarta Gautama, aquele que é considerado o primeiro Buda.</p>



<p>A começar pela época em que viveu. Não há consenso, mas muitos acreditam que Gautama tenha nascido em 563 a.C. e morrido, aos 80 anos, em 483 a.C.</p>



<p>O&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c06gq6k0ppgt">budismo</a>, religião baseada em seus ensinamentos, tem cerca de 500 milhões de seguidores em todo o mundo — no Brasil são 250 mil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>



<p>Gautama teria sido um príncipe de uma região indiana, hoje parte do sul do Nepal.</p>



<p>Depois de uma vida de privilégios, ele teria renunciado ao trono e se dedicado a uma vida frugal.</p>



<p>Segundo a tradição, ele foi motivado por sinais.</p>



<p>&#8220;Um dia, ele saiu pela primeira vez do palácio onde vivia e viu o que chamamos de &#8216;os quatro sinais&#8217;: um homem velho, um homem doente, um cadáver e um asceta meditando&#8221;, diz à BBC News Brasil a monja Tenzin Kunsang, residente no Centro de Estudos do Budismo Tibetano Shiwa Lha, no Rio de Janeiro.</p>



<p>A história de vida e os ensinamentos atribuídos a Sidarta Gautama chegaram aos tempos atuais porque foram repassados por tradição oral por quatro séculos e, então, escritos.</p>



<p>Há várias versões desses textos, sendo o mais antigo um poema épico escrito por volta do século 2 a.C. São narrativas que se atêm mais ao pensamento budista, mas também trazem uma vida recheada por acontecimentos miraculosos.</p>



<p>&#8220;Todos os budistas buscam a iluminação como o Buda&#8221;, pontua a jornalista Peggy Fletcher Stack, membro-fundadora da Associação Internacional de Jornalistas de Religião, em seu livro&nbsp;<em>A World of Faith (</em>Um mundo de fé, em tradução livre).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Primeiros-anos">Primeiros anos</h2>



<p>Tudo indica que Gautama tenha nascido em Lumbini, no atual Nepal. E ele possivelmente foi criado em Capilavasto, que era a capital do seu clã, onde reinava seu pai.</p>



<p>A Índia antiga era um amontoado de principados, reinos, repúblicas e toda a sorte de cidades-Estado.</p>



<p>Pesquisadores contemporâneos acreditam que Capilavastu era uma oligarquia, ou seja, o poder era restrito a uma elite de membros da mesma família — no caso, a família de Sidarta Gautama.</p>



<p>Nas escrituras antigas, conta-se que ele nasceu em Lumbini porque era tradição que as mulheres fossem para a terra de seus pais para darem à luz.</p>



<p>Sua mãe, contudo, não conseguiu chegar ao fim da viagem e precisou parar nesse vilarejo. O parto teria ocorrido sob uma árvore.</p>



<p>O garoto Sidarta Gautama foi educado por sua tia, irmã mais nova da mãe e, por tradição, estava reservado a ele o posto de governante da região, em futura substituição a seu pai.</p>



<p>A família temia pelo seu destino e, conforme relatos, fazia de tudo para proteger a criança dos ensinamentos religiosos e do contato com o sofrimento humano.</p>



<p>&#8220;Ele era muito protegido e amado pela sua família. Vivia feliz no palácio, só cercado de coisas bonitas, prazerosas. Totalmente protegido dentro dos limites do palácio&#8221;, conta Kunsang.</p>



<p>Aos 16 anos, casou-se com uma prima, num matrimônio arranjado por seu pai. Viveu nessa rotina palaciana até os 29 anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Os-sinais-e-o-caminho-do-meio">Os sinais e o &#8216;caminho do meio&#8217;</h2>



<p>De acordo com os textos antigos do budismo, foi movido por inquietações que ele decidiu sair do palácio para conhecer o mundo real.</p>



<p>&#8220;Deixou sua casa em busca de sabedoria&#8221;, diz Stack.</p>



<p>Então, presenciou as quatro pessoas que interpretou como sinais.</p>



<p>Com o idoso, entendeu que todos envelheciam. Com o doente, que todos adoecem. Diante do corpo humano em decomposição, contemplou a finitude da vida.</p>



<p>O quarto homem, aquele que levava uma vida ascética, lhe pareceu a chave. Era assim que seria possível superar a enfermidade, a velhice e a morte.</p>



<p>&#8220;Isso o impactou muito. Ele reconheceu [nessas pessoas] os sofrimentos do mundo, pelos quais todos vamos passar. E decidiu seguir o exemplo do asceta&#8221;, pontua a monja.</p>



<p>&#8220;Ele renunciou à vida mundana e passou a se dedicar a uma vida de privação austera, meditação, com jejuns rigorosos&#8221;, narra.</p>



<p>Foram seis anos assim — como conta Stack, &#8220;vivendo em uma floresta e ouvindo mestres religiosos&#8221;.</p>



<p>&#8220;E ele não ficou satisfeito&#8221;, diz a jornalista.</p>



<p>Até que Gautama, diz a monja Kunsang, &#8220;percebeu que não tinha conseguido chegar nem perto do resultado que ele buscava&#8221;.</p>



<p>&#8220;Então, um dia, ao ouvir uma música, ele se deu conta da afinação perfeita do instrumento de cordas, nem apertadas demais, nem frouxas demais. E teve um&nbsp;<em>insight</em>: ele deveria buscar o caminho do meio. Já tinha dedicado sua vida aos prazeres mundanos e às grandes austeridades. Era chegada a hora de buscar o caminho do meio&#8221;, explica Kunsang.</p>



<p>De acordo com a tradição, então Gautama seguiu sozinho em sua busca, cuidando do corpo e da mente, buscando uma vida saudável.</p>



<p>&#8220;Em um bosque, ele escolheu uma bela figueira e sentou-se debaixo em uma almofada que ele fez com capim. E decidiu que não se levantaria de lá enquanto não encontrasse a felicidade verdadeira e duradoura&#8221;, conta a monja.</p>



<p>Ele havia jurado não se levantar enquanto não se deparasse com a verdade. Seus seguidores acreditam que isso tenha levado 49 dias.</p>



<p>Aos 35 anos, Gautama havia alcançado a plena iluminação espiritual.</p>



<p>&#8220;Pela manhã, sua mente se abriu para uma visão do significado mais profundo da vida e de suas vidas anteriores&#8221;, escreve Stack.</p>



<p>A partir de então, ele seria chamado de Buda, uma palavra que vem do páli, antiga língua indiana, e significa &#8220;desperto, iluminado, aquele que compreendeu&#8221;.</p>



<p>Seus contemporâneos também se referiam a ele como sugato — que, no mesmo idioma páli, significa &#8220;feliz&#8221;.</p>



<p>&#8220;Buda finalmente alcançou a perfeita e completa iluminação depois de passar por grandes dificuldades em sua meditação, grandes tentativas de que ela fosse interrompida e que ele a abandonasse, grandes tentações nesse sentido&#8221;, analisa Kunsang.</p>



<p>&#8220;Ele finalmente se libertou totalmente do sofrimento e alcançou a plena e completa iluminação, mostrando assim com a sua vida o que devemos seguir: nem exagerarmos nas privações ou no autossacrifício, não fazer mal ao nosso próprio corpo achando que isso vai tornar nosso caminho mais iluminado; e também não se entregar aos prazeres da vida&#8221;, comenta ela.</p>



<p>&#8220;Ele ensinou a utilizar o caminho do meio. É um exemplo que deixou para ser seguido.&#8221;</p>



<p>A jornalista Stack diz que Buda entendia que o sofrimento da vida vinha do desejo.</p>



<p>&#8220;E esses desejos podem ser superados seguindo um caminho chamado caminho do meio, que evita extremos&#8221;, pontua ela.</p>



<p>Gautama transformou sua história em doutrina e, por 45 anos, percorreu a região pregando seu modo de vida.</p>



<p>Ele teria morrido, aos 80 anos, na cidade de Cussínara, na Índia.</p>



<p>&#8220;A concretização do budismo como religião começou após a morte de Sidarta Gautama, também conhecido como Buda Histórico ou Buda Shakiamuni&#8221;, diz a jornalista Karen Gimenez no livro&nbsp;<em>Dalai Lama</em>.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Religião">Religião</h2>



<p>&#8220;Assim como Jesus Cristo não fundou o cristianismo, Buda também não instituiu uma religião&#8221;, diz Gimenez.</p>



<p>&#8220;Isso aconteceu, no formato que vemos hoje, depois de sua morte e por meio de pessoas que o seguiram ou acreditaram nele.&#8221;</p>



<p>&#8220;Eu diria que o budismo é a ciência da mente&#8221;, define a monja Kunsang. &#8220;É a busca do autoconhecimento mais profundo, ou seja, você busca se encontrar e encontrar a verdadeira natureza de sua mente.&#8221;</p>



<p>Ela afirma que, em geral, as pessoas conhecem muito superficialmente a própria mente.</p>



<p>&#8220;E com as técnicas do budismo nós exploramos a mente em toda a sua potencialidade, com a meta máxima de alcançar a sua natureza básica, que é a natureza búdica, e encontrar a iluminação&#8221;, acrescenta.</p>



<p>Entre as principais crenças, está o carma.</p>



<p>&#8220;É a lei de causa e efeito, em que todas as nossas ações geram resultado e, se essas ações forem positivas, o resultado futuro vai ser de felicidade ou algo que deixa feliz. Se as ações forem negativas, o resultado vai ser de sofrimento, insatisfação&#8221;, diz a monja.</p>



<p>&#8220;Precisamos estar sempre muito atentos ao que fazemos, a nossas ações, nosso corpo, nossa fala, nossa mente. Tudo traz resultado positivo ou negativo.&#8221;</p>



<p>Outro pilar da fé budista, reencarnacionista, é que &#8220;não existem renascimentos&#8221;, ressalta a monja. Isso porque cada nascimento &#8220;depende de um fator anterior&#8221;.</p>



<p>Ela diz que há um contínuo mental, &#8220;a parte mais sutil da mente&#8221; que passa &#8220;de uma vida para a outra&#8221;, levando &#8220;em si sua bagagem cármica de todas as vidas [anteriores]&#8221;.</p>



<p>Segundo a monja, é uma característica dos praticantes do budismo a busca constante pelo altruísmo. &#8220;O bom coração é o que dá valor a ser cultivado&#8221;, frisa.</p>



<p>Um budista deve praticar as chamadas &#8220;seis perfeições&#8221;. São a generosidade, a ética, a paciência, o esforço entusiástico, a concentração ou meditação e a sabedoria.</p>



<p>&#8220;Para fazer tudo isso, precisamos desenvolver a mente, eliminando até mesmo a menor das negatividades e cultivando até o potencial máximo todas as boas qualidades que precisamos, as que já temos e as que precisamos desenvolver&#8221;, argumenta Kunsang.</p>



<p>Stack diz que os budistas defendem a necessidade de &#8220;tratar todos os seres vivos com respeito, falar com honestidade, ajudar os outros e aprender a focar a mente&#8221;.</p>



<p>&#8220;Aqueles que seguem esse caminho entenderão as verdades do universo&#8221;, afirma.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="No-Brasil">No Brasil</h2>



<p>O budismo chegou ao Brasil no início do século 20, junto às primeiras levas de imigrantes japoneses.</p>



<p>&#8220;Eles fundaram os primeiros templos no país&#8221;, conta a monja.</p>



<p>Depois dos anos 1980, outras linhagens do budismo também se difundiram — Kunsang faz parte da vertente tibetana.</p>



<p>&#8220;As tantas ramificações do budismo devem-se, principalmente, à mistura dos ensinamentos de Buda com as culturas e religiões já praticadas nos locais em que Sidarta Gautama chegou&#8221;, contextualiza a jornalista Gimenez.</p>



<p>De acordo com a monja Kunsang, houve um aumento grande do interesse pelo budismo e do número de seguidores no Brasil após a primeira visita de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3gzk8peddeo">Dalai Lama&nbsp;</a>ao país, em 1992, quando participou da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, também conhecida como Eco-92.</p>



<p>O líder budista tibetano voltaria ao país em 1999, 2006 e 2011. Em 2021, ele fez um encontro virtual com jovens brasileiros.</p>



<p>Fonte: BBC Brasil / Foto:Domínio Público</p>



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<p><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/sidarta-gautama-o-principe-iluminado-que-se-tornou-o-primeiro-buda/">Sidarta Gautama: o príncipe ‘iluminado’ que se tornou o primeiro Buda</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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